domingo, 24 de outubro de 2010

A ALIMENTAÇÃO CABOCLA VERSUS O FAST FOOD DA URBE

O homem moderno das grandes capitais possui um péssimo hábito alimentar, baseado em produtos industrializados, por não ter tempo para se alimentar corretamente, preferem as comidas feitas na hora, os famosos “fast food”, por outro lado, o interiorano, longe dos grandes centros urbanos, prefere uma alimentação mais saudável, baseada em peixes e frutas regionais.

Foi-se o tempo em que as pessoas almoçavam em casa, hoje, não é mais possível fazer isto, a grande maioria come a famosa “quentinha” ou vão a um restaurante. Com a invasão dos grandes centros de compras, conhecidos por “Shopping Center”, adquirimos o hábito de se alimentar ao estilo norte-americano, europeu ou asiático.

Para ser ter uma pequena mostra, existe em Manaus o “Amazonas Shopping”, por lá encontramos duas “praças de alimentação”, com comidas das mais variadas, servidas em restaurantes e lanchonetes da McDonald's, Girafa, China Foods, Spolleto, Camarão & Cia., Habibs, Fiorentina, Picanha Mania, etc. Existiam duas lojas de venda de “Tapioquinha” e Tacacá e afins, faliram por falta de público - peixaria lá não entra, por fugir do “padrão shopping”!

Por sermos da cidade e darmos preferencia por este tipo de alimentação, estamos adquirindo doenças do coração, o diabetes, a obesidade, inclusive infantil e, outras mais.

Por outro lado, a “dieta amazônica” pesquisada pelo Dr. Euler Ribeiro, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI/UEA) e da Dra. Ivana Beatrice Mânica, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS), comprovam que os amazonenses do interior estão próximos de uma vida mais douradora.

Segundo uma reportagem do jornalista Bruno Mazieri, da equipe do jornal Acrítica a “Dieta Amazônica é tão eficaz quanto às dietas do mediterrâneo e asiático, exemplo disso, é o Jaraqui, o mais barato, ele é rico em ômega 3 e 9, supera o Salmão, Atum e a Sardinha – ele é rico em gordura boa e pobre em nociva, além disso, existe o Camu-Camu que é a fruta mais rica em vitamina C do mundo; temos os derivados de mandioca, que compete com o trigo; o campeão é o Guaraná, consumido, geralmente, ralado; ele contém cafeína, que proporciona energia, teobromina, ajuda na circulação, e sirtuínas, que ajudam a prevenir o envelhecimento, considerado um anticancerígeno, anti-obesogenico e anti-inflamatório, além de modelar as plaquetas e afina o sangue”.

Os dois pesquisadores acima, estão fazendo um estudo junto aos idosos nativos do município de Maués, considerada a “Terra do Guaraná”, por encontrar lá uma alta de taxa de longevidade - segundo o Dr. Euler “Apesar de boa parte da população ser formada por genes de diferentes raças: índios, negros, judeus, árabes e europeus -, que contribui para uma vida mais duradoura, a grande fórmula está na alimentação e qualidade de vida; após a análise, percebemos que a chave para esse mistério é a chamada Dieta Amazônica, que consiste no exercício físico, aliado a uma boa noite de sono e uma alimentação saudável”.

O Dr. Euler vai ainda mais a fundo: “Apesar dos moradores do interior ser adepto da dieta desde o nascimento, a população da Capital pode, e deve, ser adepto dos alimentos regionais, ela proporciona mudanças na genética que fazem a diferença com o passar do tempo, não importa se a pessoa é jovem ou tem a idade avançada”.

Enquanto isso, os moradores da urbe consomem diretos os produtos de outras plagas, deixando de lado o nosso Jaraqui, Pupunha, Tucumã e Abiu.

O Dr. Euler Ribeiro vai apresentar, brevemente, a Dieta Amazônica em Nova York; talvez, quando começar a fazer sucesso por lá, começaremos a dar valor ao que é nosso!




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