sábado, 30 de maio de 2009

TRANSMANAUS 2009 - IPHAN/AM/RR




ÍNDIOS DO BRASIL

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

PARINTINS, AMAZONAS, BRASIL

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Universidade do Folclore em movimento


Um verdadeiro exército artístico vermelho, formado de folcloristas, coreógrafos, artista de alegoria, pesquisadores, compositores, itens individuais e coletivos, artistas de tribos, batuqueiros, técnicos de som e iluminação, faz rodízio entre a sede da Comissão de Artes, o Galpão Central, galpão da Cibrazem e o curral Lindolfo Monteverde na preparação de construção do projeto “Emoção” do boi bumbá Garantido, que mais uma vez derrotará na arena do bumbódromo a contrariada.Nesta semana chegou a Parintins a terceira remessa de ferro, isopor, papelão, cola de sapateiro, tinta, tecidos elásticos, solda, roldana, cabos de aços e esponja comprados na capital do estado, pelo presidente Vicente Matos.A cidade Garantido considerada a “Universidade do Folclore de Parintins” está movimentada com soldadores, marceneiros, auxiliares, serviços gerais, pintores, pistoleiros de alegoria e ajudantes. “Pediram-me condições de trabalho, a diretoria de novo vem fazendo de tudo para não deixar faltar à matéria prima, por que estamos cientes que mais uma vez sairemos vencedores na arena”comentou Vicente.

Fonte: O Jornal da Ilha - http://www.ojornaldailha.com/index.php?secao=leitura&parintins=674


Ilha Paraíso

Os aspectos físicos e geográficos não traduzem totalmente o que é Parintins, a cidade dos Bumbás Caprichoso e Garantido, mas também uma cidadela simples que impõe atitude pelas diversas particularidades que possui e que encanta qualquer visitante. Hospitalidade, alegria, devoção e simplicidade são as chaves do sucesso dessa cidade.
O modo de vida do parintinense é fruto de uma cultura mágica, difícil de explicar. Sem a euforia dos dias que antecedem o grande festival folclórico, Parintins é apenas uma aldeia de gente muito simpática, que anda pelas ruas de bicicleta, que pinta as fachadas das casas da cor do boi que faz pulsar a paixão, que conversa das tardes ao anoitecer em cadeiras de embalo nos batentes das portas e que também veste a melhor roupa, aos domingos para reverenciar na belíssima Catedral a santa do lugar, Nossa Senhora do Carmo.
É um cotidiano simples, mas ao mesmo tempo repleto de artes. O povo de Parintins já nasce com dons especiais. São artistas que compõem, cantam, esculpi, pintam com muita habilidade e até criam novos rumos para o português, inventando um linguajar próprio. Bastam um visitante chegar que eles querem demonstrar carinho, fazendo sentir-se em casa, chamando logo de parente (o mesmo que cara ou irmão), mostrando a cidade e seus talentos com orgulho.
Cidade cercada de belezas naturais, Parintins, a ilha do Paraíso, se completa mesmo pelo povo que tem. Os atrativos turísticos se tornam, portanto, importantes, mas não fundamentais. A Catedral de Nossa Senhora do Carmo, a Vila Amazônia, as praias de Taracuera ou do Varre Vento e Serra de Parintins são visitas obrigatórias, mas não perca uma bate-papo informal com a gente do local. Afinal, Parintins é repleta de personalidades e de mitos como seu Valdir Viana, famoso curandeiro; Dona Maria Ângela, a mulher que tem a casa e os objetos todos em vermelho em homenagem ao boi Garantido, ou até o sábio e folclorista Simão Pessoa, praticamente o engenheiro intelectual do bumba Caprichoso.
Visite os currais dos bois em Parintins, Caprichoso e Garantido, os personagens que projetam a cidade para o mundo. Conheça tudo e não esqueça, é claro, da culinária do local. E imprescindível

Fonte:
www.parintins.com

Festa Azul sacode a Ilha


Parintins se veste de azul para a Festa de lançamento do CD “Amazonas, Onde o Verde Encontra o Azul” do Caprichoso, que acontece neste sábado, dia 18, no Curral Zeca Xibelão. Uma festa com dois momentos marcantes: a inauguração do novo Curral e o mega espetáculo de luzes, cores, alegria e emoção para a galera azul e branca. O presidente Carmona Oliveira vive a expectativa do evento que agita a Ilha azulada. “Sentimos a vibração pelo nosso torcedor, que tem visitado o novo curral, tem participado dos ensaios técnicos da Marujada e tem acompanhado as nossas vitórias”, enfatiza. Ele anuncia que na próxima semana o CD azul já estará nas lojas de Parintins e Manaus para comercialização. Neste ano o diferencial da festa será a participação direta dos artistas de galpão Teco e Jairzinho Mendes, Rossy Amoedo, Ozéas Bentes, Karu Carvalho, Juarez Lima e Emerson Brasil, responsáveis pela aparição dos itens.A festa inicia às 22h com a Banda Azul e Branco com repertório de toadas antológicas, seguido da Banda Oficial que inicia o espetáculo com apresentação de dez toadas novas, coreografias da Trupe, a torcida oficial Raça Azul, o Grupo CDM de Maués e os itens oficiais. A outra parte da festa terá a participação da Marujada de Guerra e das Bandas Caprichoso e Canto Parintins que encerram o evento.No sábado pela manhã acontece também à reinauguração da Escolinha de Arte “Irmão Miguel de Pascalli” e o hasteamento do pavilhão azul no Curral Zeca Xibelão.(Jean Aquino)

Fonte: O Jornal da Ilha - http://www.ojornaldailha.com/index.php?secao=leitura&parintins=661


Parintins em estado de emergência


A Prefeitura de Parintins publicou decreto 031/2009 que determina situação de emergência em decorrência da enchente do Rio Amazonas que já atinge níveis ameaçadores inundando bairros da Ilha Tupinambarana e comunidades da área de várzea. O Decreto foi protocolado no dia 13 na Defesa Civil Estadual. Pelo Decreto 030/2009, a Prefeitura também estabelece situação de emergência com relação ao fenômeno das terras caídas. Por causa do grande volume de águas do rio Amazonas toda a orla de Parintins onde ainda não foi feito muro de arrimo está sob ameaça de erosão. O prefeito Bi Garcia está desde segunda-feira em Manaus em busca da parceria do Governo do Estado e da Defesa Civil Estadual para socorrer as vítimas da enchente.

Fonte: O Jornal da Ilha - http://www.ojornaldailha.com/index.php?secao=leitura&parintins=655

quinta-feira, 28 de maio de 2009

ÁLBUM DE RECORDAÇÃO


Foto: J Martins Rocha - Colagem: Professor Manoelzinho,Abelha & Mariolindo,Filho do Beto Beiçola, Dona Maria,Jesus Motora,Sacy da Aparecida,Mota Mengo,Júnior do Cavaco,Márcia&Neide,Rodrigo Carioca,Lamego,Dra. Altamira,Olavo,Cruz & Carlos Simões,Papoula,Enne Rocha,Geralda & Garoto,Evandro Carreira,Kátia Maria & Nazaré Lacute,Celestina,Afonso Toscano,Palheta,Paulo Mamulengo,Petrolina da Bica,Paulinho,Klinger & Bacurau,Téo,Armando & Dona Lourdes,Nazareno & Cacique Vara Longa.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

CENTENÁRIO DO MÁRIO YPIRANGA MONTEIRO & OLHARES SOBRE MANAUS

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Neste final de mês de maio, acontecerão dois eventos culturais, importantíssimo na nossa “Manô de mil contrastes” (expressão utilizada pelo famoso colunista social Nogar): Exposição de Artes Visuais Transmanaus 2009 e Seminário do Centenário de Nascimento do Historiador Mário Ypiranga Monteiro.

O primeiro evento acontecerá na sede do IPHAN/AM/RR, na Travessa Vivaldo Lima, centro, no período de 28 de maio a 12 de julho de 2009, de 2ª a 6ª das 08h às 18h. Tem como objetivo despertar o interesse da população pela história da nossa terra. Vários artistas plásticos farão recriações a partir das fotos dos séculos 19 e 20.

O segundo, acontecerá no Instituto Geográfico e Histórico (IGHA), situado na Rua Bernardo Ramos, no. 117, centro. O evento acontecerá nos dias 28 e 29 às 19h. Será uma homenagem pelo nascimento do professor, historiador, advogado, folclorista, conferencista, geógrafo e jornalistas (ufa!) Mário Ypiranga Monteiro. Os palestrantes serão o Dr. Robério Braga, titular da SEC; Francisco Gomes, escritor; Charles Maciel Falcão, professor da UEA – com a coordenação da Marita Monteiro, filha do historiador.

Os locais dos dois eventos ficam no centro histórico de manaus; o IPHAN fica próximo ao prédio da antiga sede da Administração do Porto de Manaus (Rua Taqueirinha) e ao lado da antiga “Boate dos Ingleses”. Lembram agora? O IGHA tem o acesso pela Rua Bernardo Ramos (esta rua passa ao lado do Paço da Liberdade, antiga sede do governo municipal).

Na próxima quinta-feira, farei o possível para participar dos dois eventos, não há incompatibilidade de horários. Os motivos são os melhores possíveis, em primeiro lugar, pela vontade de obter mais conhecimentos da história da nossa cidade; segundo, pela excelente oportunidade para tirar fotos do interior desses prédios históricos.

Depois dos eventos, pretendo dar um pulo no “Bar do Quintino” e no “Cabaré Chinelo”, brincadeirinha! Os comandantes dos cofres públicos municipal e estadual, ainda não tiveram a ousadia de “ressurgir das cinzas” estes dois estabelecimentos, importantíssimos no contexto da nossa história.

Foto: J Martins Rocha - montagem (colagem) - Marita Monteiro, Mário Ypiranga, Recriação do Paulo Trindade, Frontispício do Paço da Liberdade, Baía do Rio Negro e Sede do IPHAN e Cabaré Chinelo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

MANAUS - A FOTO DA FOTO

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Fotos: J Martins Rocha - Colagem: Amigos de Bar - Casa Flutuante Aviadora - Silvio Caldas e Vinícios de Moraes no Bar Caldeira - Carlos Simões e Família - Armando Soares - Avenida Eduardo Ribeiro.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PONTE DOS BILHARES

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Esta ponte foi inaugurada em 1890, recebeu originalmente o nome de Ponte da Cachoeira Grande, a sua construção foi simples, composta por linhas retas, predominantemente horizontais. Atualmente, a ponte recebe a denominação de ponte dos Bilhares, outros a chamam por ponte da Constantino Nery.

Segundo os historiadores, o nome dado a ponte e ao parque dos bilhares, decorre da existência de um estabelecimento de jogos de bilhar, que vendia também vinhos e outras bebidas alcoólicas. A partir daí, os populares passam a chamar toda a área de bairro dos bilhares, até a mudança para São Geraldo. Mário Ypiranga relata em seu livro "Roteiro Histórico de Manaus" que a casa de bilhares fechou suas portas e o prédio ruiu.

Esta ponte sofreu uma reforma estrutural faz uma década, a ferrugem roia suas estruturas e o perigo de desabamento era eminente, por ser o principal corredor viário das zonas Oeste e Norte da cidade, seus 120 metros de comprimento foram inteiramente redimensionados para suportar o trânsito pesado da área, constituído basicamente de caminhões e coletivos, graças às novas e avançadas fundações e à restauração metálica de suas partes desgastadas, a antiga ponte recuperou sua beleza e prestígio, e ainda servirá por muito tempo à cidade.

Na pressa em fazer a duplicação da Avenida Constantino Nery, construíram uma outra ponte totalmente de cimento armado, faltou um pouco de sensibilidade do administrador público, para pelo menos colocar nas suas laterais, partes de ferro, no estilo da ponte irmã. Ficou um vão feio, sem classe, bem no estilo do prefeito de então.
Adoro passear e tirar fotos da ponte de 1890, quando a outra irmã feia, passo somente de automóvel, sempre olhando para a irmã bonita (a ponte!).
Fotos: José Martins Rocha - colagem de fotos antigas e atuais.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PALACETE DOS NERY

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O jornal “A Crítica”, publicou uma matéria denominada “PALACETE HISTÓRICO DA FAMÍLIA NERY ESTÁ À VENDA”, um trabalho da jornalista Ana Célia Ossame. Os proprietários do imóvel estão pedindo a bagatela de R$ 1,300 milhão.

O prédio situa-se na esquina da Avenida Joaquim Nabuco com a Rua dos Andradas, sob o numero 278. Foi construído no final do século 19, para abrigar a família do Governador Silvério José Nery (1900 a 1904).

Para o Robério Braga, Secretário Estadual de Cultura do Estado do Amazonas “o valor é inacessível e fora do mercado. Por ser tombado pelo patrimônio histórico municipal, não podendo, ser modificado em hipótese alguma, em nenhum de seus compartimentos. O Poder Público poderá desapropriá-lo futuramente”.


Segunda a Etelvina Garcia, historiadora amazonense “A casa foi construída com bom gosto e elegância da arquitetura neoclássica, inclusive tem o monograma da família, construído no frontispício. Apesar da deterioração, guarda uma beleza incomparável. O fato histórico importante é ter hospedado, em 1906, o primeiro presidente da república a vir no Amazonas - Afonso Pena veio para o lançamento da pedra fundamental do edifício da Alfândega”.

Estive no local para tirar algumas fotos; senti uma sensação muita estranha ao entrar no seu interior (não sei explicar), não conseguia ligar o “flash” da minha máquina digital, talvez fossem as vibrações dos espíritos dos Nery, clamando pelo retorno do esplendor do lugar. Para se ter uma idéia, o prédio está abandonado faz 30 anos, com o piso, o telhado e as paredes parcialmente destruídos.

Estou na torcida para que o Poder Público faça de imediato a negociação e providencie a desapropriação do belo imóvel, efetuando a sua devida restauração e, colocando à disposição da sociedade amazonense o “Museu da Belle Époque de Manaós”.
Que tal a sugestão Dr. Robério Braga?
Fotos: J Martins Rocha - Colagem: Família Nery, Silvério Nery, Afonso Pena, Fachada Antiga, Fotos Atuais e Interior do Prédio.

terça-feira, 19 de maio de 2009

BAIRRO DO EDUCANDOS (CONSTANTINOPÓLIS/CIDADE ALTA)

A história do bairro do Educandos inicia oficialmente no ano de 1856 quando o presidente da província do Amazonas, João Pedro Dias Vieira, resolver criar, através da Lei nº 60, de 21 de agosto desse ano, o estabelecimento dos Educandos Artífices, na época um modelo avançado de educação profissionalizante, que estava sendo aberto em todo o Brasil. A população da cidade de Manaus não era superior a 400 habitantes e o local escolhido para funcionar a nova escola foi o prédio da Olaria Provincial, que havia acabado de ser concluído, localizado numa ilha na outra margem do igarapé da Cachoeirinha, como era conhecido o igarapé do Educandos. A localidade permanece por muito tempo possuindo apenas a escola, até que o governador Fileto Pires Ferreira, que governou o Estado de 1896 a 1898, resolve distribuir as terras das margens do rio Negro às famílias abastadas de Manaus, criando inúmeras fazendas na ilha onde está localizado o Educandos. O local só ganha aspecto de comunidade quando, em 1901, o governador da época, Silvério José Nery, manda abrir as seis primeiras ruas do bairro, nomeadas de Norte- Sul 1,2 e 3, cortadas pelas Leste- Oeste 1,2 e 3. As ruas Leste-Oeste foram abertas acompanhando os mesmos traçados das ruas de Manaus, obedecendo, conforme argumenta Cláudio Amazonas, um modelo avançado de urbanização. No ano de 1907, o bairro passa a se chamar oficialmente de Constantinópolis, através do Decreto nº 67, de 22 de julho. Esta denominação foi sugerida pelo superintendente municipal, coronel José da Costa Monteiro Tapajós, como forma de homenagear o governador Antônio Constantino Nery (1904-1907). Somente no ano seguinte, as seis ruas do Educandos ganharam as denominações atuais.Indústria e comércio variadosNo ano de 1928, membros da Sociedade Sportiva Beneficente de Constantinópolis abrem, com equipamentos rudimentares e recursos próprios, a estrada de Constantinópolis, que hoje é avenida Leopoldo Peres, saindo da Baixa da Égua até a Boca do Emboca, antiga entrada do atual bairro de Santa Luzia. Enquanto abriam a estrada, os membros da sociedade reivindicavam a construção de uma ponte ligando o novo bairro à cidade de Manaus. Eles foram atendidos no mesmo ano, com a inauguração, pelo governo do Estado da ponte Ephigênio Sales, na presença de autoridades locais e dirigentes da Sociedade Beneficente. No ano seguinte, em 1929, a quebra da Bolsa Valores de Nova Iorque causa estragos também no bairro do Educandos, refletindo-se na grande depressão econômica que atingiu o mundo todo e, em Manaus, serviu de golpe mortal à já combalida economia local, em frangalhos devido ao declínio do período áureo da borracha. Como resultado, as prósperas famílias que moravam no bairro deixaram suas propriedades e foram em busca de novas oportunidades em outros centros urbanos. Durante esse período, o Educandos, viveu um período de letargia econômica, social e urbana, que se estendeu até o final da segunda Guerra Mundial, em 1946, quando o bairro passa a receber grande número de“soldados da borracha”, agora órfãos da ajuda governamental depois do fim dos conflitos. Cerca de 100 mil nordestinos vieram para a Amazônia a fim de dar cumprimento ao compromisso brasileiro de suprir as necessidades de látex dos Aliados, depois que os seringais do leste asiático caíram nas mãos dos japoneses. Ao final da guerra, os nordestinos se estabeleceram num barracão localizado nas proximidades do aeroporto Ponta Pelada, mas muitos deles passaram a residir na estrada de Constantinópolis, abrindo pequenos comércios de onde tiravam sua sobrevivência. A presença dessas pessoas passou a ser tão forte que a estrada mudou de nome, sendo conhecida a partir de então por estrada dos Arigós. A chegada dos nordestinos faz aflorar o preconceito das famílias antigas do bairro contra os novos moradores, considerados brutos demais para viver na sociedade da época. Depois, o bairro passou a receber outra espécie de moradores: as prostituas do Centro de Manaus, que começaram a ser expulsas da área do Cabaré Chinelo, como conseqüência de uma determinação do interventor João Nogueira da Mata, ainda em janeiro de 1947, para atender ao clamor das famílias residentes naquelas redondezas. Essa determinação deixou de ser cumprida naquela ocasião e tinha como alternativa inicial o bairro de Cachoeirinha. O interventor decidiu transferir o problema para o governo recém eleito, que seria empossado em 12 de maio daquele ano. Leopoldo Amorim da Silva Neves governou até 1º de julho de 1950, sem tocar no assunto, que retornou à baila tão logo Álvaro Maia assumiu o governo, em 31 de janeiro de 1951. Esta política tinha como objetivo levar as “damas da noite” para as áreas ermas da cidade. Em face dos indignados protestos dos moradores de Cachoeirinha, estas damas se radicam na Vila Mamão, em Petrópolis, e na estrada dos Arigós, em Educandos, e juntas aos nordestinos formarão uma das ruas mais “barra pesada” de Manaus, freqüentada por malandros, gigolôs e toda espécie de freqüentadores da zona do meretrício. A situação perdura até o advento da Zona Franca de Manaus chega para revolucionar os costumes locais, tirando dos cabarés muitos pais de famílias que passaram a ficar mais em casa, em frente da televisão. A partir de 1971, muitos dos bares instalados na Leopoldo Peres são vendidos, trocam de freguesia e se transformam em lojas. Em 1976, na administração do prefeito Jorge Teixeira, o bairro recebe asfalto e outras melhorias urbanas, tornando-se um forte centro comercial. O Educandos está localizado na Zona Sul de Manaus, tendo como limites os bairros de Santa Luzia e Colônia de Oliveira Machado, o igarapé do Educandos e o rio Negro. Está ligado a Cachoeirinha pelas pontes Ephigênio Sales e Juscelino Kubistchec e ao Centro da cidade pela ponte Padre Antônio Plácido. A população é estimada em 16 mil habitantes, conforme censo do IBGE de 2000, e também é conhecido carinhosamente por “Cidade Alta”. O perímetro do bairro inicia no Rio Negro com o igarapé do Educandos; deste último até o igarapé do 40; vai até a avenida Leopoldo Peres e segue para a avenida Presidente Kennedy; em linha reta, no sentido Norte/Sul até a nascente do igarapé da Colônia Oliveira Machado; voltando ao Rio Negro até o igarapé do Educandos. O Educandos tem seu centro financeiro e econômico na avenida Leopoldo Peres, gerando muitos empregos diretos e indiretos, além de renda para trabalhadores informais. Conta com agências bancárias, postos 24 horas, postos de gasolina, supermercado, lojas de eletrodomésticos, sapatarias, lojas de confecções, serviços de hotelaria e restaurantes. Na área de gastronomia, o bairro ostenta o restaurante Panorama, o mais antigo de Manaus, funcionando há 40 nos, de forma ininterrupta. Localizado na avenida Rio Negro, debruçado sobre a baía do rio Negro, em frente ao Amarelinho, em suas mesas sentaram-se todos os líderes políticos e empresariais do Amazonas, além de turistas que visitam a cidade, desde quando abriu suas portas. No entanto, o bairro não está restrito ao comércio. O Educandos é margeado pela orla do Rio Negro e emoldurado pelo calçadão batizado de Amarelinho, ponto turístico do bairro. A praça em frente à igreja remete o bairro aos primeiros momentos de sua evolução urbana, além de até hoje servir de passeio público e ser o palco para as manifestações culturais realizadas no bairro. No setor cultural, o Educandos foi pioneiro na brincadeira do boi-bumbá. Nomes como Luz de Guerra, Corre-Campo e Garanhão são conhecidos em todo o Estado como os mais tradicionais. Na área da educação, a comunidade conta com quatro escolas estadual: Machado de Assis (rua Amâncio de Miranda- onde funcionava a escola dos Artífices), Estelita Tapajós (rua Manoel Urbano), Monteiro de Souza (avenida Leopoldo Peres) e professora Diana Pinheiro (avenida Presidente Kennedy), além de uma escola particular: Novo Horizonte (rua São Vicente de Paula). Durante o período das festividades em comemoração à fundação do bairro aconteceminúmeras atividades, com a participação da comunidade e de visitantes. A festa comemorativa é organizada desde 1992, quando o tablóide “A Hora” único informativo que circulava no bairro iniciou as primeiras inspirações para a realização dos festejos de aniversário. Até hoje, a comunidade reserva uma semana de festejos com a realização das atividades cívico- sociais. O Educandos é tido como um bairro tradicional, margeado pelo rio Negro e próximo do Centro da cidade.
Fonte: Jornal do Commércio - Portal Amazônia
Fotos: J Martins Rocha

segunda-feira, 18 de maio de 2009

DOMINGO EM MANAUS

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Manhã de domingo em Manaus, acordei meio invocado, com a tosse de macaco guariba e gripe de porco espinho, dei uma olhada no jornal, continha a mesmice, estou fora! Vou dar um rolé pela cidade!

O carro estava no prego, o jeito foi pegar um “buzão” de um real (somente aos domingos), nos dias normais a tarifa é de R$ 2,00; os empresários querem um reajuste para R$ 2,65 (e o troco como ficará?). Fui direto para a Feira da Avenida Eduardo Ribeiro, é uma boa pedida para as famílias manauenses e para os turistas, encontramos de tudo: café regional, roupas e confecções , sebos, artesanatos, floricultura, show do Michel Jackson de Manaus, Homem Estátua, etc.

Após forrar a barriga, fui caminhar pela Avenida 7 de Setembro, Bairro dos Educados, Beiradão do Mercado Municipal e Porto de Manaus, aproveitei para tirar algumas fotos das “obras” do Prosamin (programa de saneamento dos igarapés de Manaus); lamentei muito ao ver o Igarapé de Manaus, local onde nasci, todo aterrado, passando apenas um pequeno córrego; os meus vizinhos foram retirados do lugar e a minha Ponte Romana I está totalmente descaracterizada. É uma pena!

A vida continua – O passeio pela Ponte de Ferro é muito bom, o local está uma maravilha! O beiradão do Educandos está todo alagado, mas a paisagem é de cartão postal. Caminhar pela Manaus Moderna é uma boa opção, apesar de toda a bagunça da Feira da Banana e da Beira do Mercadão; no Porto de Manaus (Rodoway) comprei uma passagem para o outro lado do Rio Negro (ao preço de R$ 4,00), aconselho o passeio, o percurso dura em torno de 30 minutos em barco chamado “A Jato”. A parada é no Cacau Perera (pertence ao município de Iranduba), existe um porto próprio para este tipo de transporte, a saída é pela Feira do Produtor “João Luiz Hartz”, local recomendado para comprar horti-fruti-granjeiros, tomar água coco e comer um peixe assado na brasa. Ao lado da feira existe um restaurante flutuante, com venda de comida a quilo. Existe uma grande frota de ônibus, táxis, moto-taxis, para deslocamentos para diversas localidades de Iranduba e Manacapurú.

Resolvi dá um pulo no "Complexo Flutuante Cai Nágua", composto de três grandes flutuantes de madeira, a entrada é de R$ 5,00, com direito a ouvir 100% música brega com o volume de estourar os tímpanos e, curtir o som ao vivo dos astros pop brega Nunes Filho e Bergue Guerra. O local fica apinhado de gente, muitas mulheres de fio dental até o toco e marmanjos com suas barrigas de Tambaqui.

Para retornar, existe a possibilidade de voltar nas Balsas Boto Navegador, Bacurau, etc. ao custo zero, pagam somente os proprietários de veículos; o desembarque será no bairro de São Raimundo, com acesso ao centro pela Ponte Fábio Lucena ou pela Estrada Kako Caminha. Eu ainda não estava "Surubim" (liso, mas cheio de pinta!), resolvi voltar para o “Rodo” no barco a jato.

De volta em Manaus, a pedida para molhar o bico e ouvir um som regional é o Bar Jangadeiro, no Edifício Tartaruga, com a apresentação dos “Amigos do Som”, comandados pelo Abelha e Mariolindo; depois dei um pulo até o Bar Caldeira, fica atrás do Hospital Santa Casa, com a batuta da Dona Maria e Adriano, o som é arrumadinho, ou seja, quem sabe tocar algum instrumento ou cantar tem a sua vez.

Chega! Vou para casa assistir ao “Cansástico” e esperar o sono chegar, amanhã é dia de branco. Estou pensando passear no próximo domingo na várzea de Iranduba, será outra aventura!

PROSAMIN - PROGRAMA DE SANEAMENTO DOS IGARAPÉS DE MANAUS

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

ACRE

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O Acre é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no sudoeste da região Norte e tem como limites os estados do Amazonas a norte, Rondônia a leste, a Bolívia a sudeste e o Peru ao sul e oeste. Ocupa uma área de 152.581,4 km², sendo pouco menor que a Tunísia. Sua capital é a cidade de Rio Branco.
Esse
estado é o extremo oeste da Região Norte do Brasil. Com uma hora a menos em relação ao fuso horário de Brasília (DF), nela se localiza o último povoamento do Brasil a ver o sol nascer, na serra da Moa, na fronteira com o Peru. A intensa atividade extrativista, que atingiu o auge no século XX, atrai brasileiros de várias regiões para o estado. Da mistura de tradições sulistas, paulistas, nordestinas e indígenas surgiu uma culinária diversificada, que junta a carne-de-sol com o pirarucu, peixe típico da região, pratos regados com tucupi, molho feito de mandioca.
O
transporte fluvial, concentrado nos rios Juruá e Moa, a oeste do estado, e Tarauacá e Envira, a noroeste, é o principal meio de circulação, sobretudo entre novembro e junho, quando as chuvas deixam intransitável a BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul.
História
Até o início do
século XX o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século XIX, grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que, na prática, acabaram criando um território independente.
Em
1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas os brasileiros se revoltaram e houve confrontos fronteiriços, gerando o episódio que ficou conhecido como a Questão do Acre.
Em
17 de novembro de 1903, com a assinatura e a venda Tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região. O Acre foi então integrado ao Brasil como território, dividido em três departamentos. O território passou para o domínio brasileiro em troca do pagamento de dois milhões de libras esterlinas, de terras de Mato Grosso e do acordo de construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré.
Tendo sido unificado em
1920, em 15 de junho de 1962 foi elevado à categoria de estado, sendo o primeiro a ser governado por uma brasileira, a professora Iolanda Fleming.
Durante a segunda guerra mundial, os seringais da Indochina foram tomados pelos japoneses, e o Acre dessa forma representou um grande marco na história Ocidental e Mundial, mudando o curso da guerra a favor dos Aliados e graças aos soldados da borracha oriundos principalmente do sertão do Ceará (Ver:
Segundo ciclo da borracha).
E foi sem dúvida graças ao Acre e sua contribuição decisiva na vitória dos Aliados, que o Brasil conseguiu recursos norte-americanos para construir a Companhia Siderúrgica Nacional, e assim alavancar a industrialização até então estagnada do Centro-sul, que não possuía ainda indústrias pesadas de base (Ver:
Acordos de Washington).
Em
4 de abril de 2008, o Acre venceu uma questão judicial com o Estado do Amazonas em relação ao litígio em torno da Linha Cunha Gomes, que culminou no anexo de parte dos municípios Envira, Guajará, Boca do Acre, Pauni, Eirunepé e Ipixuna. A redefinição territorial consolidou a inclusão de 1,2 milhão de hectares do complexo florestal Liberdade, Gregório e Mogno ao território do Acre, o que corresponde a 11.583,87 km².
Localização e extensão territorial
Está situado entre as latitudes de 07°07S e 11°08S, e as longitudes de 66°30 W e 74°WGr no sudoeste da Amazônia brasileira - é o ponto mais ocidental do Brasil (marco 76 da fronteira Brasil-Peru pelo município de Mâncio Lima). Limita-se ao norte com o Estado do Amazonas, a leste com o Estado de Rondônia e possui uma
linha de fronteira internacional de 2.183 quilômetros, dividida ao Sul e a Leste com a Bolívia e ao Sul e ao Oeste com o Peru. É o Estado brasileiro mais próximo do Oceano Pacífico, distante aproximadamente 1.900 quilômetros em linha reta por via terrestre. Também por via aérea, a capital do Estado, Rio Branco, está a 50 minutos de Porto Velho-RO, aproximadamente 1:10h de Cuzco, a 1:30h de Lima, a 1h de La Paz e a 1:40 de Manaus-AM.
O Acre possuia uma extensão territorial de 152.581,4 km², mas em 03 de abril de 2008, uma decisão unânime dos ministros do Supremo Tribunal Federal, colocou fim ao litígio de oito anos entre Acre e Amazonas, alterando os limites da Linha Cunha Gomes e incorporando ao Estado, aproximadamente, 1,2 milhão de hectares (parte de municípios amazonenses como Guajará, Ipixuna, Eurunepé, Lábrea e Boca do Acre). Portanto, hoje o Acre possui um território de 164.221,36 Km2 (16.422.136 ha. Sua extensão territorial é de 445 Km no sentido norte-sul e 809 Km entre seus extremos leste-oeste. Correspondente a 4% da área amazônica brasileira e a 1,9% do território nacional (IBGE, ITERACRE,2006).
O Estado é composto por 22 municípios e a partir de 1999, visando uma melhor gestão,divide-se, politicamente,em regionais de desenvolvimento: Alto Acre, Baixo Acre, Purus, Tarauacá/Envira e Juruá, que correspondem às microrregiões estabelecidas pelo IBGE e seguem a distribuição das bacias hidrográficas dos principais rios acreanos.
Aspectos Físicos ou Abióticos
Clima
O clima do Estado do Acre é quente e úmido com duas estações: seca e chuvosa. A estação seca estende-se de maio a outubro e é comum ocorrer “friagens”, fenômeno efêmero, porém muito comum na região. A estação chuvosa, “inverno”, é caracterizado por chuvas constantes, que prolongam-se de 12 novembro a abril. A umidade relativa apresenta-se com médias mensais em torno de 80-90% com níveis elevados durante todo o ano. Os totais pluviométricos anuais variam entre 1600 mm e 2750 mm, e tendem a aumentar no sentido Sudeste-Noroeste. As precipitações, na maior parte do Estado, são abundantes e sem uma estação seca nítida. Os meses de junho, julho e agosto são os menos chuvosos. A temperatura média anual do Estado está em torno de 24,50 C, mas a máxima pode ficar em torno de 32 C. A temperatura mínima varia de local para local em função da maior ou menor exposição aos sistemas extratropicais.
Geologia
No Acre, existem diversas formações geológicas: a Formação Cruzeiro do Sul ( ocorre a leste da cidade Cruzeiro do Sul. Apenas dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor e do seu entorno foi registrada a ocorrência de cinco formações:Ramon, Grupo Acre,Divisor, Rio Azul e Moa), o Complexo Xingu, a Formação Formosa e Sienito República, os Depósitos Aluviais Holocênicos que representam ampla distribuição no Estado e a Formação Solimões que estende-se por mais de 80% do Estado, sendo portanto a mais significativa. A Formação Solimões é bastante diversificada. Nela há predominância de rochas argilosas com concreções carbonáticas e gipsíferas, ocorrendo ocasionalmente com material carbonizado (turfa e linhito), concentrações esparsas de pirita e grande quantidade de fósseis de vertebrados e invertebrados. Subordinadamente, ocorrem siltitos, calcáreos sílticos-argilosos, arenitos ferruginosos e conglomerados plomíticos.
Geomorfologia
As unidades morfoestruturais são representadas pela Depressão Amazônica ( Depressão Rio Acre/Javari), o Planalto Rebaixado da Amazônia Ocidental e a Planície Amazônica. • A Depressão Amazônica (Rio Acre – Rio Javari) alcança altitude máxima de 300 m, e está representada por extensas planícies de idade Terciária desenvolvidas sobre a Formação Solimões e por áreas de altitudes mais elevadas, de até 580m, denominada Complexo Fisiográfico da Serra do Divisor; • O Planalto Rebaixado da Amazônia Ocidental, desenvolveu-se também sobre a Formação Solimões, em áreas de interflúvios tabulares de relevo plano com altitudes de 250 m; • A Planície Amazônica, representada pelas Planícies Aluviais margeando os rios e pelos níveis de terraços descontínuos, remanescentes de sedimentos desenvolvidos durante o Pleistoceno Superior (Quaternário) é a superfície mais baixa (200 m).
Hidrografia
No Estado do Acre, a drenagem é feita por extensos rios de direção Sudoeste-Nordeste e, todos pertencem à rede hidrográfica do Rio Amazonas. Os rios apresentam paralelismo e mudanças de direções dos seus cursos, uma característica bastante comum resultante das falhas e fraturas geológicas.
Na parte central do Estado, os principais cursos dágua são o Rio Tarauacá, o Purus com seus principais afluentes pela margem direita, o Chandless e seu tributário Iaco com seu afluente pela margem esquerda, o Rio Macauã e o Rio Acre com seu subsdiário, o Antimari.
A noroeste encontramos os rios Gregrório, Tarauacá, Muru, Envira e Jurupari. A oeste do Estado estão presentes o Rio Juruá e seus principais afluentes Moa, Juruá Mirim, Paraná dos Moura, Ouro Preto, pela margem esquerda, o Valparaíso, Humaitá e Tejo, pela margem direita.
As duas principais bacias se destacam no Estado, a bacia do Acre-Purus e a do Juruá.
• Bacia do Acre-Purus: o Rio Purus nasce no Peru e entra no Brasil com a direção Sudoeste-Nordeste, é o segundo maior representante da drenagem do Estado. À altura do paralelo de 09000’S, inflete de Oeste-Sul-Oeste para Leste-Norte-Leste, mantendo esta direção até receber o Rio Acre. Posterior a este ponto, retoma a direção anterior Sudoeste para Nordeste até penetrar no Estado do Amazonas. Apresenta um curso extremamente sinuoso e meândrico estendendo-se pelas extensa e contínuas faixas de planícies.
• Bacia do Juruá: O Rio Juruá drena uma área de 25.000 Km2, dentro do Estado do Acre. Nasce no Peru com o nome de Paxiúba a 453 m de altitude, unindo-se depois com o Salambô e formando então o Juruá. Ele atravessa a parte noroeste do Estado, sentido S-N, entra no Estado do Amazonas e despeja suas águas no Rio Solimões. O Juruá é um rio de planície, com todas as caracterísitcas de correntes de pequeno declive.
Rios
Juruá, Rio Purus, Rio Acre, Tarauacá, Muru, Embirá e Xapuri são seus rios mais importantes.
Aspectos Bióticos
Vegetação
Foram identificadas no Estado, onze tipologias florestais : Floresta Aberta com Palmeira das Áreas Aluviais (5,48%), Floresta Aberta com Palmeiras (7,77%), Floresta Aberta com Palmeiras e Floresta Densa (12,12%), Floresta Densa + Floresta Aberta com Palmeiras (7,20%). Floresta Densa (0,53%), Floresta Densa Submontana (0,47%). O bambu (ou "tabocal") ocorre em cinco tipologias: Floresta Aberta com Bambu Dominante (9,40%), Floresta Aberta com Bambu + Floresta Aberta com Palmeira (26,20%),Floresta Aberta com Palmeira + Floresta Aberta com Bambu (21,02%), Floresta Aberta com Bambu em Áreas Aluviais (2,04%),Floresta com Bambu + Floresta Densa (0,36%).O Acre é o quarto Estado, na Amazônia Legal, de maior preservação da cobertura florestal, com 11,3% de seu território desflorestado. Esta taxa global é muito inferior à taxa da região que atingiu 16,3%. Em relação aos Estados da região, o Acre fica atrás, apenas, de Roraima, que tem grande parte de seu território ocupado por Reservas indígenas; do Amapá, cuja população é basicamente urbana e Tocantins cuja ação antrópica situa-se maciçamente no cerrado.
Demografia
Os municípios mais populosos são:
Rio Branco, com 290.639 habitantes (IBGE 2006); Cruzeiro do Sul, com 86.725 habitantes; Feijó, com 39.365 habitantes; Sena Madureira, com 33.614 habitantes; Tarauacá, com 30.711 habitantes; Senador Guiomard com 21.000 habitantes e Brasiléia, com 18.056 habitantes.
Existem no Acre, 34 terras indígenas ocupadas por mais de 12.000 índios, que representam 2% da população total do Estado. Esse contingente populacional pertence a 14 diferentes etnias, de línguas Pano, Aruak e Arawá: (Yaminawa, Manchineri, Kaxinawá, Kulina, Ashaninka, Shanenawa Yawanawa, Katukina, Arara, Nukini, Poyanawa, Nawa, Jaminawa-Arara e Isolados). As etnias isoladas, sem contato com a sociedade, têm o seu território tradicional ao longo da fronteira internacional Brasil-Peru
Conheça mais sobre os
Povos Indígenas do Acre
Cultura
A cultura do Acre é muito parecida com a dos outros Estados da região Norte.
A comida típica utiliza o pato e o pirarucu, que herdou dos
índios, e o bobó de camarão, vatapá e carne de sol com macaxeira, trazido do Nordeste brasileiro logo quando iniciou a extração do látex, já que muitos nordestinos migraram para o Acre tentando uma melhor qualidade de vida.
No
artesanato os artigos confeccionados com materiais extraídos da floresta amazônica.
Do
seringal surgiu a figura do seringueiro, que colaborou em momentos importantes da história brasileira para o desenvolvimento do país, trabalhando duro na extração do latex na floresta amazônica. Da floresta também surgiu um homem chamado Chico Mendes, que hoje é considerado referência internacional na luta em defesa da Amazônia; Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988 e ganhou um prêmio único da ONU, o Prêmio Global 500 Anos.
Em Rio Branco encontra-se uma comunidade religiosa chamada Alto Santo (Centro de Iluminação Cristã Universal) que pratica o Ritual do Santo Daime, típico do Acre, de origem indígena, que usa o Daime, um chá natural feito com folhas e
cipó, usado pelos índios como forma de aproximação a Deus. Todos tomam o chá, inclusive as crianças e os idosos. Os integrantes usam fardas de marinheiro e cantam o hinário, intercalando com Ave-Marias e Pai-Nossos.
Economia
Passarela Joaquim Macedo, símbolo da capital acriana, Rio Branco, centro político e financeiro do estado.
O modelo de desenvolvimento econômico baseia-se, primordialmente, no
extrativismo, com destaque para extração de madeira por meio de manejo florestal, o que, teoricamente, garante o uso econômico sustentável da floresta.
O
Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID - financia um projeto de US$ 106 milhões no Estado, visando dotá-lo de infraestrutura física e institucional que viabilize o sucesso do projeto de desenvolvimento sustentável.
Controvérsias sobre o modelo de desenvolvimento escolhido passa por questões como a ausência de consenso quanto à recuperação das áreas exploradas pelos planos de manejo e pela exclusão, na prática, de efetivos benefícios às populações locais (apesar de previsão no projeto).
Transportes
Rodovias
BR-364 - Juntamente com a BR-317 é a principal rodovia do Acre. A leste liga Rio Branco ao estado de Rondônia e ao restante do país. A oeste corta todo o estado, ligando a capital do estado a Cruzeiro do sul, segunda principal cidade do estado, passando pelos municípios de Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá e Rodrigues Alves.
BR-317 - Tem extensão de 330 km, liga a capital ao sul do estado, passando pelos municípios de Senador Guiomard, Capixaba, Brasiléia na fronteira com a República da Bolívia, a partir de Brasiléia a estrada continua por mais 110km até chegar na cidade de Assis Brasil, já na fronteira com o Peru. A rodovia tornar-se-á um importante eixo de exportação do Brasil, pois quando a estrada no lado peruano estiver concluída (aproximadamente três anos), o Brasil estará totalmente ligado a Cuzco e aos dois principais portos do país vizinho.
AC-040 - Possui extensão de 100 km, liga Rio Branco até a cidade de Plácido de Castro também fazendo fronteira com a Bolívia.
AC-401 - Também chamada de estrada do agricultor, com extensão de 50 km, liga a cidade de Plácido de Castro à cidade de Acrelândia, já próxima da BR-364.
AC-010 - Tem extensão de 55 km, Ligando Rio Branco até a cidade história de Porto Acre, já na divisa com o Amazonas.
Acreanos ilustres
Adib Jatene - Médico, ex-ministro da Saúde (fundou o Instituto do Coração);
Armando Nogueira - Jornalista e escritor;
Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho) - Líder seringueiro e mártir;
Enéas Carneiro - Político. Formado em Medicina e especialista em Cardiologia;
Glória Perez - Novelista;
Iolanda Fleming - Primeira governadora mulher do Brasil;
Jarbas Passarinho - Militar e político;
João Donato - Músico. Foi um dos responsáveis pelo surgimento da Bossa Nova;
José Vasconcelos - Humorista, ator e dramaturgo;
Miguel Jerônimo Ferrante - ex-Ministro do STF e escritor, pai de Glória Pérez;
Marina Silva - Ambientalista, pedagoga e política, ex-ministra do Meio Ambiente.
Tião Viana - Médico e Senador
Fuso horário brasileiro
No dia
23 de junho de 2008 entrou em vigor a lei 11.662/08. Criada pelo senador Tião Viana (PT), essa lei determina que o Acre e parte do Estado do Amazonas, que faziam parte do quarto fuso horário brasileiro, passem a ter apenas uma hora a menos em relação ao horário de Brasília. Já o Estado do Pará passa a ter o mesmo horário da capital federal.
Essa proposta tem gerado polêmica, pois, de acordo com pesquisadores a inclusão do Acre no quarto fuso horário estava correta, considerando a posição geográfica do estado. A população do estado também tem feitos críticas ao novo horário, pois, quem trabalha ou estuda na parte da manhã, está tendo de sair de casa ainda de madrugada. A situação é ainda mais crítica para os moradores da Região do Vale do Juruá, onde o
Sol nasce cerca de meia hora após surgir na capital Rio Branco.
Fonte: wikipedia - Centro Cultural Povos da Amazônia

RELOJOARIA ROBERTI & PELOSI





quinta-feira, 14 de maio de 2009

INPA

Histórico
Criado em 1952 e implementado em 1954 - o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) - ao longo dos anos, vem realizando estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica para promover o bem-estar humano e o desenvolvimento sócio-econômico regional. Atualmente, o INPA é referência mundial em Biologia Tropical.
Os primeiros anos do INPA foram caracterizados pela exploração da área por meio de pesquisas, levantamentos e inventários de fauna e de flora. Hoje, o desafio é expandir de forma sustentável o uso dos recursos naturais da Amazônia.
Para cumprir o desafio, o Instituto possui doze Coordenações de Pesquisas: Botânica; Biologia Aquática; Ecologia; Aquacultura; Tecnologia de Alimentos; Silvicultura Tropical; Ciências da Saúde; Produtos Florestais; Produtos Naturais; Entomologia; Ciências Agronômicas; Clima e Recursos Hídricos e um Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais, o qual foi criado para trabalhar com as populações tradicionais da região. O INPA possui três núcleos de pesquisas localizados nos Estados do Acre, Roraima e Rondônia.
Infra-Estrutura
O INPA tem sua sede em uma área de 379.868,41m2, na área urbana de Manaus, distribuída em três campi:
Campus Aleixo I, com 255.736,49m2;
Campus Aleixo II, com 49.131,92m2;
Campus do V-8, com 75.000,00m2.
Três reservas florestais e duas biológicas, quatro estações experimentais, duas bases flutuantes de pesquisa, um laboratório flutuante e um barco de pesquisa também compõem sua estrutura, conforme segue abaixo.
Reservas:
1. Adolpho Ducke;
2. Walter Egler;
3. Ouro Preto d´Oeste, em Rondônia;
4. Biológica da Campina;
5. Biológica do Cuieiras.
Estações Experimentais:
1. Silvicultura Tropical;
2. Fruticultura;
3. Hortaliças (Olericultura);
4. Agricultura de Várzea.
Bases Flutuantes de Pesquisas:
1. Catalão, no Encontro das Águas;
2. Tarumã, no Rio Negro.
Laboratório Flutuante: Herald Sioli, na Ilha da Manchanteria.
Barco de Pesquisas:
Amanaí II.

Fonte: http://www.inpa.gov.br/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

INSTANTE GLORIOSO DA CRIAÇÃO MUSICAL

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Música é mediunismo. Principalmente essa que tem por base a melodia, manifestação mais linda do espírito humano. A outra, a rítmica, é ginástica mental, cálculo matemático, quase sempre exteriorização de instintos primitivos...

A melodia, assim, é resultado que há de melhor em nossa alma. É poesia, essência. Daí a “ligação” estreita que sempre existiu entre o compositor e as forças ocultas do Espírito. Essa “ligação” espontânea. Nem mesma o artista dela toma conhecimento, a não ser quando tem noções das coisas do Outro Lado. Mas, de maneira geral, a sinfonia entre os dois planos – o material e o espiritual – é conseguida através dessa vibração nervosa, desse especialíssimo estado de alma que se chama inspiração.

Basta interrogar-se um compositor para se ter a idéia dessa afirmativa. O artista não compõe quando quer, mas quando pode, quando sente dentro de si crepitar a brasa viva da música, o desejo incontido de fazer música, de escrever música. Quando “ouve” a Música. Por ser profundamente subjetiva, a Música surge sem motivos aparentes, brota da alma sem esforço. E no instante de compor, o artista fica “tomado”, sente o transe mediúnico, sai fora da sua realidade para integrar-se nalguma coisa que ele mesmo não sabe explicar. É o instante glorioso da criação!

Às vezes, entretanto, o compositor percebe de olhos abertos, conscientemente, as influências astrais, chegando mesmo a identificar as entidades colaboradoras de suas criações. Foi o caso de Schumann, por exemplo... Um incompreendido genial. Sentia Beethoven ao seu lado nas horas de trabalhar suas composições magistrais. Essa manifestação, por falta de maiores conhecimentos da ciência do Espírito, levou o desventurado criador da extraordinária Trâumerei – umas das páginas musicais mais lindas de todos os tempos – aos territórios da loucura.

De modo que, o que se observa entre os compositores é que eles são médiuns intuitivos. Sintonizam com as vibrações do Alto, responsabilizando os “fenômenos” que sentem com frutos, apenas, da própria sensibilidade.

É que é sensibilidade senão o próprio mediunismo?...

Autor: O. N.
Música à Luz da Oração – vol. 3


TRAVESSIA
Milton Nascimento – Fernando Brant

Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não existo
Muito tenho pra falar

Salto a voz nas estradas
Já mão quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho
Hoje faço com o meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar.
Fotos: J Martins Rocha - Capas de Vinil