sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O VELÓRIO DO NOSSO QUERIDO RODRIGO CARIOCA


 Infelizmente, chegou o seu momento de partir para o andar de cima, deixando um vazio na vida boêmia de Manaus - o seu corpo foi velado na Funerária Canaã, no Boulevard Amazonas, tendo como ponto máximo, a apresentação de um grupo de músicos, todos amigos do peito do Rodrigo, cantando e tocando somente as suas músicas preferidas – para quem não sabe, o Rodrigo foi um grande cantor que, vez e outra, dava uma canja, mostrando o seu vozeirão nos bares Caldeira, ETBar, Gestina e Cipriano – ele era torcedor roxo pelo Flamengo e fã incondicional da Escola de Samba Mangueira, tanto que a bandeira do Mengo cobriu o seu caixão no momento do enterro – veio para Manaus faz 33 anos, não chegou a constituir família, pois era um solteirão inveterado – apesar de não aparecer nenhum parente, todos  aqueles que estavam ao redor do seu caixão, consideravam-se os seus irmãos, primos, tios e filhos

 – após o enterro no Cemitério Parque Tarumã, um grupo de pessoas se dirigiram para o Caldeira Bar, no centro antigo de Manaus, para tomarem alguns goles em homenagem ao boêmio Rodrigo – ele não era muito chegado a ir a igreja e, respeitando a sua vontade, não haverá missa de sétimo dia, ela será substituída por uma rodada de muita cerveja e samba no Caldeira Bar, todos estão convidados a comparecer na próxima quarta-feira à noite. Valeu, Rodrigo!  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

AMAZÔNIA - BEIRA DE RIO

RODRIGO - O CARIOCA CABOCLO DE MANAUS

PERDEMOS O NOSSO AMIGO RODRIGO! UM GRANDE BRASILEIRO, CARIOCA QUE, ESCOLHEU MANAUS PARA MORAR, TRABALHAR, AMAR E SER ENTERRADO!

"Acho que é o momento de pensarmos e entendermos que a morte é mais uma passagem, um ingresso para uma nova existência, por isso nosso corpo foi feito com prazo de validade, para não corrermos o risco de passar do tempo necessário para aprendermos o que precisamos aprender, sei que neste momento, as melhores palavras seriam... Meus pêsames" (Adriano Villa).
BLOGDOROCHA: RODRIGO - O CARIOCA CABOCLO DE MANAUS: Nasceu na cidade de Três Rios, interior do Rio de Janeiro, veio para um acaso para Manaus e, fixou residência na nossa cidade faz 35 anos, ...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O ESCUDO DAS ARMAS DO AMAZONAS


Nos últimos meses, tenho tido a oportunidade de beber na fonte primária da nossa história, ou seja, de frequentar a biblioteca do Instituto Geográfico e Histórico do Estado do Amazonas – IGHA e, pesquisar em cima, principalmente, de periódicos – na última vez em que lá estive, a minha amiga Luciana Gil, funcionária e pesquisadora daquela instituição, mostrou-me um exemplar do “Almanack da Força Policial do Estado do Amazonas”, uma edição de 1937 e, solicitou a publicação no nosso blog sobre o escudo das Armas do Amazonas.

Segundo os historiadores, o brasão das armas é uma tradição que vem da Europa medieval e, constitui-se num desenho que obedece às leis da heráldica, com o objetivo de identificar famílias, corporações, cidades, estados e países.

O do Estado do Amazonas foi instituído pelo Decreto n.º 204 de 21 de Novembro de 1897, firmado pelo governador do Estado, José Cardoso Ramalho Júnior, e regulamentado pelo Decreto n.º 10.534, de 16 de setembro de 1987.

Significados:

A ELÍPSE: Significa os rios, Solimões e Negro, na confluência formando a partir deste ponto o rio Amazonas.
O CAMPO AZUL: Retrata o céu brasileiro
NO ENGALHAMENTO DOS RIOS: Através de um barrete frígido, representa a nossa lealdade para com a República.
O CAMPO VERDE: Reflete nossas florestas.
O ENTRELAÇADO: Recordam a gênese, da nossa grandiosidade.
A CORRENTE DE FERRO, ENVOLVENDO A ELÍPSE: Representa estabilidade da autonomia política no Amazonas.
OS EMBLEMAS DE NAVEGAÇÃO, LIGADOS POR UM LAÇO VERDE COM DUAS PONTAS DOBRADAS, PENDENDO DA CORRENTE NA PARTE DE BAIXO NA PONTA DIREITA - lê-se a inscrição 22 de junho de 1832, data em que a antiga Comarca do Amazonas se proclamou (por armas) como província independente.
NA PONTA ESQUERDA - 21 de novembro de 1889, dia em que o Estado aderiu à revolução ingente, de 15 de novembro do mesmo ano.
A ÁGUIA AMAZONENSE: De asas abertas, unhas aduncas e o bico entreaberto, simboliza a grandeza, a força de nossa pujança.
Do lado direito do escudo: Sobressaem os emblemas da indústria.
Do lado esquerdo do escudo: Nascendo da âncora, os emblemas do comércio e agricultura.

publicação sobre o Escudo das Armas do Estado do Amazonas foi um justo pedido da Luciana Gil, pois contém informações importantes para a pesquisa por parte dos nossos jovens estudantes do ensino médio, além de  ter lembrado que o referido símbolo completou 115 anos no dia 21 do corrente. É isso ai. 

domingo, 25 de novembro de 2012

O DOM PARA AS ARTES PLÁSTICAS


Costumo publicar no nosso blog telas de artistas amazônidas, tanto de iniciantes, como dos mais consagrados – na semana passada, tive a oportunidade em passar num atelier de um artista plástico iniciante – para minha surpresa, fui informado que, fazia um pouco mais de um mês em que o ele começou a pintar e, prefere, no momento, ficar no anonimato.

Sou um “zero a esquerda” no quesito de artes plásticas, porém, gosto de apreciar uma tela, pois acho o máximo este dom que, somente é dado para pouquíssimos mortais.

Pois bem, o referido artista, declarou que, nunca tinha feito uma tela antes, pois, segundo ele, não sabia pintar nem parede de uma casa – para passar o tempo e, sair dos problemas existenciais, tornou-se uma pessoa muito religiosa – no inicio do mês passado, pediu ao Senhor Jesus Cristo o dom para pintar e, foi atendido!

Desta então, não parou mais de pintar, fazendo até uma tela por dia, mesmo não dominando técnicas ou conhecimentos específicos – a sua inspiração cresce a cada dia – para tanto, permitiu a exposição de algumas de suas obras, pois deseja receber críticas e dicas para melhorar os seus futuros trabalhos.





O dom é uma dádiva que vem de Deus, pelo menos eu acredito nisso, que me perdoe os agnósticos! É isso ai.  





sábado, 24 de novembro de 2012

AS JANELAS DO LARGO DE SAO SEBASTIAO




Publicado em 24/11/2012 por 
Somente hoje (24/11/12), o BLOGDOROCHA (www.jmartinsrocha.blogspot.com) foi acessado por leitores de Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, além de Paris (França) e Braga (Portugal), dessa forma, ao fazer algumas postagens, gosto de informar a localização das fotografias -- neste caso, em particular, elas foram tiradas das janelas das casas que ficam no entorno do Largo de São Sebastião, no centro histórico de Manaus, um espaço mantido pelo governo do Estado do Amazonas, com a finalidade de resgatar a cidadania através da arte.
Neste espaço fica o Teatro Amazonas, Centro Cultural Palácio da Justiça, Igreja de São Sebastião, residencias, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, clínicas médicas e empresas comercias -- a maioria das casas foram revitalizadas, aparecendo todo o trabalho artístico dos nossos antepassados -- estou mostrando apenas as belezas das janelas, imagine a fachada toda!

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SEMPRE TENTANDO UM DIA SER.



Comento abaixo, algumas das coisas em que procurei ser no passado, mas, nunca alcancei, pois, espelhei-me naquilo em que os outros possuíam de melhor, esquecendo que o meu melhor, era simplesmente, escrever – será, mano velho?

Pois bem, irmãozinhos da nossa aldeia - fui fã de carteirinha dos irmãos Piola (Zequinha, Antônio e Edson) – quantas e, quantas vezes eu fiquei a imaginar dentro dos gramados, jogando um bolão com esses craques, no “Parque Amazonense” e também no “Tartarugão”, fazendo gols de montão, para o “Fast Clube”, o meu time do coração – apesar de querer muito, não passei apenas de um mediano jogador de ‘futebol de totó’ e de ‘carroço de tucumã’.

Trabalhei durante dezessete anos com o meu saudoso pai, o Luthier Rochinha, ficava a imaginar, fazendo um maravilhoso violão acústico, – serrei, raspei, colei, pintei e consertei, mas, ficou tudo ficou apenas na intenção, pois, eu não tinha nem um pouco de vocação, para fazer um simples violão.

Fiz faculdade de estudos sociais, ambicionava ser um administrador de empresas - exercer plenamente esta belíssima profissão, espelhando-me na atuação do Nelson Azedo (fábrica Moto Honda da Amazônia), José Carlos Lima (Importadora Souza Arnaud) e no Ulisses Tapajós (fábrica Consul) – eram os três grandes administradores da minha época de estudante da UFAM – não consegui exercer plenamente as funções POC3 (planejamento, organização, coordenação, comando e controle), muito menos, em levar em frente os ensinamentos dos meus mestres Randolpho de Souza Bittencourt, José da Silva Seráfico, Carlos Alberto dos Santos e Isa Assef dos Santos.

Queria ser um poliglota, falar fluentemente as línguas inglesa, francesa e espanhola - ficava babando da versatilidade dos meus amigos Klinger Peninha e Zezinho da Marta (antigos vizinhos do Conjunto dos Jornalistas), além dos profissionais da imprensa, o Humberto Amorim e o Dudu de Paula – procurei, mas, não passei da condição de monoglota, com um ‘português muito ruim’, carregado até ‘o tucupi’ do nosso  ‘Amazonês’.

Queria cantar, pegar um microfone e saltar a voz, ser aplaudido pelo grande público - imaginava ter uma voz igual a dos cantores Abílio Farias, Mário Jorge Bringel, Carlinho da Dez de Julho, Jander do Blue Birds e do Salim Gonçalves, mas, não conseguia tirar a ‘espinha de peixe da minha garganta’, sendo um eterno ‘cantador de banheiro’ - fazer o quê?

Num certo dia, fiquei a conversar com os meus botões, tentando entender as minhas desilusões – tudo o que eu quisera ser um dia, nada aconteceu, nem mesmo tardia.

Resolvi ser ‘bloqueiro’ e, em quatro anos já fiz mais de mil postagens no ‘blogdorocha’ – recebi durantes esses anos, centenas de mensagens no meu correio eletrônico, parabenizando sobre o tema proposto (resgate cultural da nossa querida cidade Manaus).

Ousei em escrever um livro, mas, ainda nem chegou ‘no prelo’ – a esperança é de um dia terminar o ‘Zé Mundão de Manaus’ (onde narro passagens da infância, adolescência e adulta de um caboclo manauara) – tenho ainda outros três que ainda estão apenas no campo das ideias: o ‘Amor de Anita’ (um sublime caso de amor entre um professor e a sua amada Anita), ‘A Morte da Ária’ (versando sobre os carnavais do início do século passado e, a misteriosa morte da violonista Ária) e`O Luthier Rochinha´ (será sobre o meu pai, um grande profissional do ramo de fabricação de instrumentos de cordas).

Tentei um dia ser jogador de futebol, luthier, administrador de empresas, poliglota e cantor, mas, nada vingou - apesar do ´meu português ruim` (uma crítica que recebi tempo atrás) acalento ainda a ideia de um dia tornar-me um escritor, pois, já plantei diversas árvores, tenho três filhos e dois netos, falta somente publicar um livro, estou sempre tentando um dia ser. É isso ai.   

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

RODRIGO - O CARIOCA CABOCLO DE MANAUS

O nosso amigo Rodrigo encontra-se, neste momento, na UTI do Hospital João Lúcio. Estamos orando pela sua recuperação!
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ARTISTA PLÁSTICO ROBERTO KLEBER



O atelier é o local onde trabalha o artista e, culinária, a arte de cozinhar - o Roberto Kleber, uniu essas duas artes no mesmo lugar, mostrando toda a sua criatividade de artista plástico com os seus dotes culinários, formando um excelente espaço cultural.

Quem passa pela Rua Tapajós, 27 (ao lado da Igreja de São Sebastião), deve prestar a sua atenção para uma pequena placa com os seguintes dizeres: “Atelier de Pintura Roberto Kleber e Atelier Culinário da D. Chilena” – pode entrar e, deleitar-se com as obras que estão à venda, bem como, saborear as deliciosas empanadas feitas a sete mãos pela Dona Chilena.

O Roberto Kleber é natural de Caratinga, Minas Gerais, formado na “Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro”, possui um estilo “Naiff” (arte primitiva moderna) por convicção artística, tem em seus quadros temas do cotidiano e da “Cultura Popular Brasileira”, participou de diversas exposições dentro e fora do país e tem várias premiações. Mora faz mais de vinte anos nas proximidades do Largo de São Sebastião, ele é muito respeitado e considerado por todos, pois sempre soube aliar essas duas artes: pintar e cozinhar.

Por vários anos manteve o “Restaurante Arte Com Peixe”,                                                                                                                                   situado a Rua Dez de Julho, 427, na parte térrea de um antigo prédio localizado ao lado do Teatro Amazonas – tinha como especialidade a “Caldeirada de Tambaqui na panela de barro” e a “Matrinchã recheada com Bacalhau” – em decorrência da venda do prédio, viu-se forçado a fechar o seu estabelecimento comercial.

Nunca parou de enveredar pela culinária – com o espaço um pouco reduzido na Rua Tapajós, não foi possível conciliar o restaurante com as suas obras de artista plástico, mas, com a ajuda da sua esposa, a Dona Chilena, continua oferecendo bolinhos e empanadas de bacalhau, carne, queijo e caranguejo – todos com qualidade superior.

No mezanino fez o seu espaço, produzindo as suas belíssimas obras,  sendo expostas para venda na parte debaixo, são telas e imãs de geladeiras, todas retratando a temática regional – por ser um artista consagrado, ele é muito procurado para ministrar aulas de desenho, atualmente, existem dez alunos estudando com o artista.

O atelier de pinturas Roberto Kleber, promove semestralmente, exposições com os seus alunos, denominado “Semente da Arte”, cuja primeira mostra foi no SESC, na Galeria de Artes Moacir Andrade, no período de 13 de Fevereiro a 5 de Março.

Agora, o artista está promovendo a exposição do segundo semestre, com o título “Semente da Arte II”, que será inaugurado no dia 1º. de Dezembro, no Goinn Hotel Manaus, na Rua Monsenhor Coutinho, bem frente à Praça do Congresso.

Ele está trabalhando muito para concretizar outro projeto, será um lugar bem amplo, no bairro do Parque 10 de Novembro – “Espaço Cultural Arte com Peixe” – com aulas de desenhos, pinturas, culinárias e músicas, tudo reunido no mesmo espaço.

Para entrar em contato com o artista, os interessados devem enviar e-mail para artecompeixe@gmail.com ou acessar o blog www.artenaifmazonia.blogspot.com – É isso ai.

BLOGDOROCHA: FORTE DE SÃO JOSÉ DA BARRA DO RIO NEGRO

BLOGDOROCHA: FORTE DE SÃO JOSÉ DA BARRA DO RIO NEGRO: Este é um prospecto (vista de frente) e, constitui-se no  único registro visual conhecido, data de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engen...

domingo, 18 de novembro de 2012

PIRACALHAU, UM PRÊMIO CARA DE PAU DA COMUNA JARAQUI



Estive no sábado passado na Praça da Polícia e, bati palmas para a coordenação do Projeto Jaraqui, ao instituir um Edital de Consultas, para através do voto popular, eleger o “Cara de Pau” do ano, aquele camarada que opera na política, na sociedade, nas corporações empresariais e nas academias, passando a perna em uns e derrubando outros, com o objetivo de se dá bem.

No próximo sábado (24/11) será colocada uma urna na Praça da Polícia (Café do Pina), onde os manauaras poderão colocar o seu voto, com a abertura prevista para o dia 22 de Dezembro, no último sábado do Projeto Jaraqui do ano.

Os caras de pau eleitos pela Comuna do Projeto Jaraqui, serão convocados para receberem os seus troféus – o “PIRACALHAU”, um totem com as cabeças do Pirarucu e do político Eron Bezerra, no formato original de motivos amazônicos, moldado em madeira “louro bosta”, exalando um cheiro peculiar capaz de contaminar não só os premiados, como também, os seus baba-ovos.

Segundo um dos coordenadores do Projeto Jaraqui, o prêmio PIRACALHAU “é um alerta à sociedade amazonense, contra os arrivistas, oportunistas, aventureiros e canalhas, que se afirmam na política e na sociedade, usando favores do Estado, para afrontar o povo, ostentando riqueza e dominação”.

Quanto ao nome PIRACALHAU (formado pelo prefixo pira = peixe, excluindo o sufixo do Pirarucu, optando-se pelo sufixo “calhau”, dos galegos coloniais), os Decanos da Comuna Jaraqui afirmam que “simboliza uma espécie da fauna do marketing político criado pelo Secretário de Estado Eron Bezerra, anunciando para o mundo a invencionice do Bacalhau do Amazonas, que nada mais é do que a salga do pirarucu segundo a tecnologia dos mares europeus – a farsa é tamanha provocando risos dos especialistas e muita indignação daqueles que tem orgulho da história e cultura do Amazonas”.

No sábado, na tribuna do Projeto Jaraqui e, entre os participantes daquele fórum popular, foram sugeridos os seguintes nomes e instituições (com as devidas justificativas) para receberem o troféu PIRACALHAU:

  1. Senador Eduardo Braga (PMDB) - por ficar omisso em relação às investidas contra a Zona Franca de Manaus e, contribuir pela desarticulação das bancadas amazonenses na Câmara e no Senado Federal;
  2. Secretário de Estado da Cultura (SEC) Dr. Robério Braga - em decorrência de ser alvo de denúncias nas mídias sociais “Fora Robério!”, além de fazer festivais que não tem nada a ver com a nossa cultura, por exemplo: Festival de Ópera;
  3. UFAM - pelos professores e alunos que venderam e vendem, vergonhosamente, os Relatórios de Impactos Ambientais (RIMA) para projetos destruidores do meio-ambiente, por exemplo: Porto das Lajes e Ponte Rio Negro;
  4. UEA - pela construção da Cidade Universitária, um megaprojeto do governador Omar Aziz (PSD), que não visa à interiorização do conhecimento superior, mas, somente a expansão imobiliária no município de Iranduba;
  5. Consórcios de empresas - são as mesmas empresas que ganharam e ganham todas as licitações (cartas marcadas) para construírem todas as obras de porte do Estado do Amazonas: Ponte Rio Negro, Arena da Amazônia, obras do PROSAMIN, Monotrilho, grandes estradas e portos;
  6. Prefeito de Manaus Amazonino Mendes - por não entender que todo político tem uma data de validade (a dele está vencida faz muito tempo) e, por fazer a pior administração municipal de todos os tempos, deixando a cidade em frangalhos.
Esta forma divertida de malhar os caras de pau, hoje, sendo feita pela “Comuna do Projeto Jaraqui”, lembra um pouco da “Confraria do Bar do Armando”, na época do auge da nossa banda carnavalesca de rua, a querida, irreverente e inesquecível “BICA”.

PIRACALHAS neles! É isso ai. 

Observação: esta postagem não reflete a minha opinião, quanto aos nomes sugeridos para o troféu PIRACULHAU, simplesmente, inclui os que foram mencionados pelas pessoas que estavam reunidas na Praça da Polícia, no Projeto Jaraqui, realizado no dia 17/11/12.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CLÓVIS, O MELHOR ARQUEIRO DA CIDADE.


No dia 13 do corrente, o Atlético Rio Negro Clube comemorou os seus 99 anos de existência e, ao comentar sobre esta agremiação, veio logo à minha mente, o nome do Clóvis Aranha Negra, um ícone do futebol amazonense.

Na época em que o nosso futebol brilhava, onde o Parque Amazonense e o Vivaldo Lima estavam sempre cheios de torcedores, o Clóvis imperava, era um ídolo dos “Barriga-Preta”.

Defendeu o Rio Negro entre 1963 e 1973, com o campeonato de 1965 constituindo-se na sua principal conquista dentro de campo - quando jogava o clássico RIO X NAL, costumava colocar uma toalha vermelha na rede da trave, um gesto que levava à loucura o time adversário, pois fechava o arco, defendendo até pênaltis, algumas pessoas diziam que ele era macumbeiro.

A fotografia acima foi tirada de um jornal de 1968, nela consta o seguinte:

O seguro e elegante goleiro Clóvis, formará uma vez                          mais no arco do Rio Negro, amanhã no “match” sensacional contra o Olímpico, Clóvis, que é, indiscutivelmente, o melhor arqueiro da cidade, constitui-se uma garantia na meta do “líder da cidade".

Conheci o Clóvis quando ele já tinha deixado os gramados, era representante comercial e, semanalmente, dirigia-se até a empresa em que eu trabalhava, os Supermercados Casas do Óleo (CO) – o Zé Mário Assayag era o Diretor Comercial, sempre dava um “chá de cadeira” no vendedor, alegando, na brincadeira, que por ser nacionalino roxo na sua juventude, teve muita raiva do Clóvis e daquele toalha vermelha, pois ele sempre agarrava todas as bolas e, aquele momento era propício para dar o troco.

Tempo depois, foi vizinho dos meus irmãos, no Conjunto Tocantins e, tive a oportunidade de voltar a conversar com ele, algumas vezes nos encontramos no Amazonas Shopping – a sua idade já pesa um pouco, mas, por ter sido um atleta, ainda conserva um certo vigor físico.

O Clóvis está com 69 anos de idade, mas, ainda é considerado a maior referência da história rio-negrina nas quatros linhas – o melhor arqueiro da cidade. É isso ai.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

NESTOR NASCIMENTO - A ALMA NEGRA DO AMAZONAS

NESTOR NASCIMENTO SERÁ HOMENAGEADO PELO PROJETO JARAQUI - Dia 17 de novembro (sábado) o Projeto Jaraqui vai homenagear o advogado, ativista e defensor dos Direitos Humanos, Nestor Nascimento, em comemoração ao Dia Nacional da Consciência
Negra e o Dia de Zumbi dos Palmares - que será festejado no dia 20 de novembro. Presente ao evento várias entidades defensoras dos Direitos Humanos e da Cultura Afro-Brasileira.
Leia mais o nosso saudoso Nestor Nascimento:

BLOGDOROCHA: NESTOR NASCIMENTO - A ALMA NEGRA DO AMAZONAS:   No próximo dia 20 de novembro, será comemorado em Manaus o “Dia da Consciência Negra”, feriado municipal. Nada mais justo do que homena...

PRAÇA D. PEDRO II - MANAUS


Recebi um e-mail de uma leitora do nosso blog, solicitando que escrevesse sobre a Praça D. Pedro II, fiquei a conversar com os meus botões: como poderei escrever sobre a nossa Manaus antiga, pois não sou historiador, não chego nem aos pés do que escreve o Otoni Mesquita e nem a um quilômetro de distância do que escreveu o saudoso Mario Ypiranga Monteiro - mas, insisto em escrever, bebendo da fonte do material disponível na internet, apesar de odiar o famoso “Crtl + C e Crtl + V (copiar e colar) e de dispor de alguns livros conseguidos nos sebos da cidade de Manaus.

Vamos fazer o seguinte nobre leitor: irei escrever o resumo do resumo do que os historiadores e pesquisadores escreveram e, dando a minha impressão de como se encontra, atualmente, este importante espaço público.

Os nossos irmãos índios, já habitavam este lugar muito ante do invasor lusitano chegar; recentemente, na tentativa da reforma da Praça e do Paço da Liberdade, foi encontrada no local uma Urna indígena, tornando o local sagrado, pois ali fora um Cemitério Indígena. O sítio arqueológico daquela área, foi pesquisado por um alemão, chegando a conclusão que data entre 100 e 800 anos d.C.

Lá pelos anos de 1832, o local era conhecido como Largo do Pelourinho – era uma praça, onde existia uma coluna de madeira (pelourinho), servindo para castigar (açoites) os criminosos de penas leves.

Com o término do Pelourinho em 1855, o local recebeu diversas denominações, por último, era conhecido como Largo do Quartel, e, finalmente, Praça D. Pedro II, uma homenagem ao último imperador do Brasil, deposto em 1889 com a proclamação da República - foi remodelado nos anos de 1893/1895, na administração do governador Eduardo Ribeiro.

Segundo a historiadora e agente de viagem Thérése Aubreton, uma francesa que escreveu um livreto “Caminhando por Manaus”, na qual descreve os dois monumentos da Praça: “Chalet de Ferro – observa-se o belo coreto de ferro, fabricado pela firma inglesa Francis Morton & Co. Ltd. Liverpool, de acordo com a inscrição localizada na base quadrada das colunas. em estilo simples, foi edificado sobre uma base octogonal de alvenaria maciça. As grades de parapeito apresentam círculos e elipses com flores estilizadas. Oito esbeltas colunas sustentam ainda o teto, que no inicio do século era beirado por lambrequins (não existem mais). As colunas sustentam, ainda, arcos decorados muito elegantes, com rendilhado em ferro. Fonte de Bronze – rica em detalhes, a base de alvenaria dividi-se em quatro partes, por elementos de bronze pintados de verde. Em cada ângulo do conjunto vê-se graciosos meninos com cara de anjinho, segurando ânforas. Entre cada menino, acima de grandes conchas, vê-se casais de seres do mar segurando tridentes. Mais acima, uma grande bacia de bronze recebe águas vertidas através das bocas de máscaras antigas, na parte superior da fonte mostra quatro musas sentadas, cada uma segurando um objeto (lira, pergaminho, tridente e prancheta). No topo da fonte observa-se outra bacia e quatro golfinhos de bronze artisticamente segurando um globo”.

O grande historiador Mário Ypiranga escreveu que a fonte ornamental foi encomendada a John Birch @ Cia (Bohen & Birch), de Londres, instalada em 1893 – no mesmo ano, foi colocado na Praça um total de 48 bancos de madeira em armação de ferro, fornecidos por S. M. Santos.

Na época áurea da borracha, aquele lugar era freqüentado pela elite de Manaus, também pudera, a Praça era bonita, elegante, charmosa, passeavam em suas charretes, os barões freqüentavam o Hotel Cassina, acendiam os seus charutos com nota de quinhentos mil reis, no seu entorno tinha o Paço da Liberdade e o Palácio Rio Branco, tudo do bom e do melhor acontecia por lá – depois, veio a decadência, a crise da borracha, o local ficou esquecido, depredado, escuro, marginalizado.

Na década de sessenta, veio a redenção para a cidade de Manaus, foi criada a Zona Franca de Manaus, porém, o local continuava sendo uma Zona (puteiro, mesmo!). Houve uma tentativa de revitalização, o então prefeito Serafim Corrêa, conseguiu uma montanha de dinheiro do Projeto Monumenta, do Ministério da Cultura, infelizmente, tudo o que aquele alcaide começou, não terminou! O prefeito atual cruzou os braços, nada vez para ressurgir das cinzas aquele lugar. Recentemente, o governo estadual reformou totalmente o Palácio Rio Branco – palmas para o Robério Braga e vaias para o Serafim e o Amazonino Mendes!

Não aconselho ninguém passar por lá, na verdade, desejo sim, parece contradição, mas não é – apesar de estar abandonado e entregue as “meninas”, mendigos e vândalos, o local deve ser conhecido e valorizado e, aqueles de poderem escrever, gritar, forçar a barra, enfim, batalhar junto ao governo municipal, no sentido de dar prosseguimento ao programa de revitalização da nossa Praça D. Pedro II.

Para quem desejar se aprofundar sobre o assunto - foi disponibilizado na net um trabalho do Jhonathan Nogueira Martiniano, do Curso de Turismo da UFAM e da Elizabeth Filippini, professora doutora em História da UFAM -http://www.revistas.uea.edu.br/old/abore/comunicacao/comunicacao_pesq/Jhonathan%20Martiniano.pdf    


Anônimo disse...
Bom dia...sou o próprio Jhonathan Nogueira Martiniano. Primeiro fiquei muito honrado em ter sido mencionado em seu blog por um trabalho que desenvolvi juntamente com minha prof. orientadora Elizabeth Fillipini quando possuía vínculo com a UEA. Segundo, aproveito para informá-lo que a prof. Dr. Elizabeth Fillipini é professora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas - UEA, pois na UFAM não há o curso de turismo. Terceiro, eu sou finalista do curso de Educação Física da UFAM e gosto muito de história, por isso desenvolvi o trabalho. Quarto, a prof. Elizabeth Fillipini desenvolve um trabalho a respeito da história das praças de Manaus, caso houver interesse entre em contato com ela (infelizmente não sei o e-mail) na Escola de Artes e Turismo - UEA, no prédio da rua Leonardo Malcher. Quinto, de novo agradeço a citação de meu trabalho e parabenizo você por oferecer a oportunidade, através desse blog, das pessoas retomarem o sentimento de pertencimento a Manaus revivendo ou aprendendo com a história de nossa cidade.
Anônimo disse...
E a partir dessas informações, do artigo de Jhonathan também, vou elaborar um projeto de revitalização incluído serviço básicos e turísticos que podemos inserir no local debatido.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

NO FUNDO DO POÇO



No “funduCanto dobrado: 1Canto dobrado: 1 puteu” parece um palavrão de  fariseu(desculpe, foi apenas para rimar e, brincar, meu!) – na realidade, constitui-se numa junção de duas palavras latinas, cuja significação, metaforicamente, significa no lugar, ou, na situação, aonde uma pessoa chegou ao seu limite material e espiritual de sobrevivência, no qual, ninguém, em sã consciência, deseja entrar e, quem entrou, luta para sair de imediato, bem como, aquele que entrou e, saiu, jamais deseja voltar para aquele lugar, nem com nojo, porém, existem várias versões de superação disponíveis nas “nets da vida”.

Segundo alguns autores de livros de autoajuda, o “fundo do poço” não é o caldeirão do inferno como comentam “porrai”, mas, uma situação de engrandecimento pessoal, onde o ser humano deve voltar para si mesmo e, conhecer a bela cidade que existe naquele lugar adverso, ou seja, o seu próprio eu, a sua personalidade, para assim, emergir para o patamar da “normalidade” do dia-a-dia.

Para quem está “no fundo do poço” é sempre muito difícil aceitar esses ensinamentos, pois, palavras, são meras palavras, podem até acalentar o espirito, mas, não enchem a barriga, no entanto, dizem os sábios “O que cria nossas limitações são as mensagens negativas instaladas em nosso cérebro”. E agora, José?

Pois bem, dentro do meu particular, conheço muito bem o fundo do poço, pois, andei por lá faz algum tempo atrás - sei que não se pode, somente, viver na crista da onda, pois, existem os altos e baixos da vida, mas, o lance é viver plenamente os altos e, estar preparado para os baixos.

Um velho “lente”, um dia escreveu: “Nunca será tarde para o caboco aprender!”. Será que “papagaio velho” aprende a falar inglês? Acho que sim, depende das porradas que ele tomar nos cornos! Será que a gente somente aprende na base da chibatada? Sei, não, mas, às vezes resolve!

Alguém escreveu que, toda pessoa deve passar um dia pelo teste do fogo, para poder renovar, tipo o grão do milho que precisa de fogo na panela para virar pipoca – o cara passa o tempo todo fazendo a mesma coisa, achando que está tudo certo, não passou, com certeza, pelo fogo. Por falar em fogo, chama os bombeiros, por favor! Chega de fogo, mano!

Putum que los parium, foi o que gritou um grego ao chutar uma pedra maceta!  Porra, quem não quer um dia chamar ou escrever uma “palavra ou frase indecente, o famoso palavrão”? Claro que sim, a grande maioria assim o deseja, para desabafar, de leve! E, para quem está no fundo do poço? Acho que tudo vale, somente, não vale é ficar muito tempo no fundo do poço! Eu, hein! Chega de fundu puteu!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A CANTORA CELESTINA MARIA RECEBERÁ DA CMM A MEDALHA DE OURO ANA CAROLINA


Recebi, na semana passada, o seguinte convite: “O Presidente da Câmara Municipal de Manaus, Vereador Isaac Tayah, tem a honra de convidar a Sua Senhoria José Martins Rocha (Rochinha) para a Sessão Solene de Outorga da Medalha de Ouro Ana Carolina à senhora Raimunda Celestina dos Santos Oliveira, de propositura do Vereador Leonel Feitoza, por meio do Decreto Legislativo no. 242/2012, a realizar-se às 10 horas, do dia 06 de Dezembro de 2012, no Plenário Adriano Jorge, Paço Municipal dos Manáos, na Rua Padre Agostinho Caballero Martin, no. 850, Bairro de São Raimundo” – quanta honra, estarei lá, pois a Celestina merece!

Segundo o próprio convite “A Medalha de Ouro “Ana Carolina” foi instituída pelo Regimento Interno da Câmara Municipal de Manaus, com base no artigo no. 163, inciso XI, àqueles que se sobressair por mais de dez anos em atividades relevantes na área das Artes”.

Fiquei duplamente feliz, pois a Celestina Maria é minha amiga de longas datas e, a biografia que consta no convite foi retirada de uma postagem em que fiz tempo atrás no nosso blog:

“Nasceu na cidade de Manaus, em 06 de Abril de 1941, foi registrada como Raimunda Celestina dos Santos Oliveira, a mais velha de dezoito irmãos, filha de Aprígio Farias dos Santos e Francisca Patriarca dos Santos – além do dom para cantar, ela é poetisa, compositora, parteira, escritora e mediúnica. Vem de uma família de músicos, o seu pai era violonista, assim como três dos seus irmãos. Ao se apresentar pela primeira vez na Rádio Difusora, em 1958, com dezessete anos de idade, recebeu do Josué Cláudio de Souza e Ismael Benigno, o nome artístico de Celestina Maria, mas, somente  aos trinta e sete anos tirou a sua carteira da Ordem dos Músicos do Amazonas. Hoje aos 71 anos de idade, dos quais 54 de carreira artística, mãe de três filhos, quinze netos, nove bisnetos, - está com todo o gás, não pensa num um pouco em se aposentar, continua se apresentando nos festivais de música, no Programa Carrossel da Saudade, além dos bares Caldeira, Chão de Estrelas, Cipriano, ET Bar, Gestinha e onde for convidada”.

Escrevi em letras garrafais a data do evento na minha agenda, para não perder de jeito nenhum, pois, depois de toda a merecida solenidade, os amigos da Celestina participarão de um banquete, a realizar-se no seu condomínio fechado, no bairro da Compensa – várias galinhas do terreiro irão para a panela, teremos a famosa “Galinha a Cabidela”, acompanhados de muito arroz e Caruru (com camarões vindos diretamente de Codó, a terra da macumba no Maranhão).

Na parte da noite, a Celestina brindará aos amigos e frequentadores do “Caldeira Bar”, na Rua José Clemente esquina com a Rua Lobo D’Almada – na oportunidade, ela dará autógrafos para a sua legião de fãs, fará poses para as fotografias dos jornais locais, mostrando a sua medalha “Ana Carolina”.

Depois, soltará a voz, acompanhada pelos músicos Moisés Sete Cordas, Neto do Pandeiro e do Sacy da Pareca – será também homenageada pela Dra. Graça Silva e Kátia Maria e, tomará todas, pois ninguém é de ferro! Ela merece! Parabéns Celestina! É isso ai. 

Fotografia: J Martins Rocha

sábado, 10 de novembro de 2012

LUTA LIVRE NO GINÁSIO DO SESC-SENAC



Os nossos jovens amazonenses curtem de montão as lutas da “UFC”, em decorrência dos brasileiros serem considerados os melhores nesta competição - em Manaus, existe uma legião de fãs, com diversas academias, lotam os ginásios – este gosto da juventude já vem de muito tempo atrás, pois nas décadas de sessenta, setenta e oitenta, já existiam as lutas livres na nossa cidade, com o ringue montado, na maioria das vezes, no ginásio do SESC-SENAC, na Rua Henrique Martins. 

De volta ao passado: numa terça-feira, às 21h30min, de 3 de Setembro de 1968, com o patrocínio da loja “Queive Magazine” (roupas e confecções) e, com a colaboração da “Serraria Rodolfo” (madeiras e materiais de construção), foi realizado o “1º. Torneio de Luta Livre e Catch (lutadores de luta de agarrar) do Pará e Amazonas”.

Os organizadores distribuíram ingressos para quem fez compras nas lojas da Queive Magazine, pois era o seu terceiro aniversário de inauguração, houve também vendas nas bilheterias do Ginásio do SESC – antes do torneio, eles prometiam que haveria muita “Violência, Emoções, Impactos, Técnicas e Destrezas”, não muito diferentes do que acontece, atualmente, nos torneios que rolam na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira.

As lutas foram as seguintes:

Amazonenses:

1ª. Luta: Asa Branca X Silva
2ª. Luta: Ney do Ringue X Lobo Selvagem;

Paraenses:

3ª. Luta: Tourinho (o da fotografia) X Oliveira
4ª. Luta:  Desconhecido X Oder.

Assisti a muitas lutas no Ginásio do SESC, mas, nesta acima, eu estava entrando na fase da adolescência, ainda não tinha idade para assistir "fighting" – o pessoal da época falavam que, a grande maioria dos lutadores faziam o “jogo de compadre”, eram as famosas “marmeladas” – sei não, mas, eu ficava impressionado com tamanha violência dentro do ringue – com o mais fraco apanhando muito e, quase no final, acertava todas no seu oponente – com a galera indo à loucura!

O homem, por sua natureza, sempre lutou e, continuará lutando até os fins dos séculos – não gosto de assistir as UFC´s da atualidade, mas, sempre vem a lembrança as lutas livres que aconteciam no ginásio do SESC. É isso ai.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LOJA CREDILAR TEATRO


Quem passa pela Avenida Eduardo Ribeiro, esquina com a Rua José Clemente e, resolve ir até a agência da Caixa Econômica Federal, não imagina que naquele local já fora uma loja de eletroeletrônicos considerada a mais bonita da nossa cidade, tanto externa como internamente. 

Quem observar mais atentamente o imóvel - verá que ele foi construído em madeiras de lei da nossa região amazônica – é isso mesmo, pois foi um projeto do mineiro-amazonense Severiano Porto, uma pessoa que valorizava os elementos e a cultura da hiléia.

A loja chamava-se “CREDILAR TEATRO”, um empreendimento pertencente ao Sr. Natan Xavier de Albuquerque, um empresário visionário, dono de um conglomerado de empresas, denominadas de “MOTO IMPORTADORA”, considerado pelos especialistas da época, como o mais bem administrado e organizado de toda a Região Norte - infelizmente, com a morte do seu filho, ficou desgostoso e, fechou todo o grupo.

A fotografia acima, foi retirada de um jornal antigo (O Jornal), mostrando o seu esplendor, exatamente dois dias antes da sua inauguração – o evento aconteceu numa terça-feira de 4 de Maio de 1971, bem no coração da Zona Franca de Manaus (no tempo em que o comércio de importados era famoso em todo o Brasil).

Foi considerada a maior e mais bela da Amazônia – revendia de tudo: móveis, eletrodomésticos, geladeiras, freezers, material cine foto, toca-fitas, eletrolas, gravadores, rádios, motores, geradores, motocicletas, veículos etc.

Segundo os mais antigos, naquele mesmo lugar, na década de sessenta funcionou uma fábrica de guaraná “Baré” – infelizmente, quem passa hoje por lá, verá uma balburdia na parte externa, com camelôs, bancas de churrascos de gato, lanchonetes, vendedores e, tudo o mais, ofuscando um imóvel feito de madeiras nobres, que por sinal, ainda é muito bonito, apesar dos seus quarenta anos de existência. É isso ai.