domingo, 29 de abril de 2012

O PRÉDIO DO GRANDE HOTEL MANAÓS


É um prédio histórico, faz parte do nosso patrimônio cultural - está localizado na esquina da Avenida Sete de Setembro (antiga Rua Municipal) com a Rua Marechal Deodoro, funcionou na fase áurea da borracha (início do século passado) como o “Grande Hotel - Manaós”, o maior da região de Norte, com 150 aposentos confortáveis, pertencia a família “Araújo e Irmãos” – conseguiu resistir durante mais de um século -, sofreu um grande incêndio e, está sendo finalizado a sua recuperação, voltando ao seu esplendor em 2012.





Com o fim do nosso monopólio de produção do látex (o ouro branco do fausto e da opulência), a cidade de Manaus mergulhou nos caos, ficando o prédio, consequentemente, abandonado durante muitos anos.


Com o advento da Zona Franca de Manaus, o imóvel voltou a ser valorizado, construíram diversos boxes, onde funcionavam lojas de vendas de produtos importados. Com a abertura do mercado brasileiro ao exterior, o comércio manauara sofre um tremendo baque, forçando os empresários a um fechamento em massa das lojas importadoras – a utilização do prédio também sofreu com essas turbulências do mercado.


No dia 15 de Abril de 2010, numa tarde triste, ocorreu um incêndio de grandes proporções no local, tudo no seu interior virou cinzas, com a destruição de 12 lojas varejistas de calçados, roupas, confecções, vendas de joias e de importados - resistindo somente a fachada do prédio, deixando duzentos empregados na rua da amargura.

Um laudo favorável ao prédio, assinado pelo engenheiro civil e mestre em Engenharia de Estruturas da USP, Francisco Anastásio Cantisani de Carvalho, contratado pela Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas (SEC), foi o suficiente para o governo autorizar a recuperação da sua fachada.

Segundo o proprietário atual do imóvel, o Sr. Pedro Sefair, foram vencidas muitas barreiras burocráticas, relacionadas ao pagamento do seguro, de autorizações e acompanhamentos da SEC (estadual), IMPLURB (municipal) e IPHAN (federal) e, após dois anos do incêndio, o prédio encontra-se em fase final de recuperação, com a implantação de seis lojas comerciais.  


Este prédio é guerreiro, resistiu a tudo! Na realidade, demonstra que, está existindo uma preocupação, ainda que tardia, em preservar e revitalizar o nosso patrimônio histórico e, o prédio do Grande Hotel Manaós é uma prova disso. É isso ai. 


sábado, 28 de abril de 2012

A VOLTA DO PROJETO JARAQUI



No final da década de setenta, eu estava cursando o quinto período de Administração de Empresas, na Universidade do Amazonas, ao passar pela Praça da Polícia, parei para ouvir o discurso de uma pessoa que estava na Rotunda, gostei e, a partir daí, passei a ser um expectador esporádico, aos sábados, do Projeto Jaraqui.

Trinta anos depois do lançamento do projeto, voltei à praça para o seu renascimento. O vereador Mário Frota meteu o pau nos políticos corruptos, cheguei perto e, cumprimentei o nobre edil; tomei um cafezinho no Café do Pina, na companhia do Celestino Neto (livreiro); encontrei com velhos amigos, bebi uma água mineral com o Ademir Ramos (antropólogo), Socorro Papoula (militante do PT) e Paulo Onofre (consultor político).

Subiu à tribuna o advogado Abel Alves, o homem fez um discurso da melhor qualidade, propôs a mudança do nome projeto -, de Jaraqui, para Arraia -, para ferrar os políticos safados; depois, ouvi com atenção o professor Ademir Ramos em suas explanações, em seguida, a Socorro Papoula, fez um pronunciamento, incentivando as mulheres a se filiarem a um partido político e a conquistarem um cargo eletivo no legislativo – antes de ir embora para outro compromisso, ainda deu para ouvir o Deputado Luiz Castro, o homem falou brilhantemente, não é a toa que ele é considerado o melhor Deputado da atual legislatura.

Atendendo a um apelo do Ademir Ramos, peguei o chapéu Panamá do Abel Alves e, pedi gentilmente a contribuição de todos, para o pagamento do aluguel do equipamento de som, ainda bem que a grande maioria foi solidária.

Assinei a uma lista para o fim de uma imoralidade chamada “Auxílio Paletó”, depois, recebi do Paulo Onofre, uma Carta de Principio, com os seguintes termos: “O Movimento Social enquanto frente de organização popular conquista a cada dia novos espaços, visando exercer a soberania numa perspectiva contra grupos e força privatista que buscam reduzir o Estado aos seus interesses cumulativos, em vez de promover a distribuição através de politicas publicas eficientes formuladas em programas e projetos de inclusão social indutores da plena cidadania. Neste contexto das lutas sociais está inserido o Projeto Jaraqui, que refundamos nesta data com propósito de promover as discussões para garantir os Direitos Coletivos de nossa população seja do interior ou da capital, dos rios ou das florestas, das pessoas e da biodiversidade que nos cerca...

Pronto, estou novamente engajado em movimentos sociais populares, de volta ao nosso Projeto Jaraqui -, pretendo nos próximos encontros, participar mais ativamente. A semente foi lançada. É isso ai. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O PROJETO JARAQUI ESTÁ DE VOLTA!


Está circulando na net uma chamada geral para a retomada dos trabalhos desse famoso projeto criado no final da década de 70 – o encontro será no sábado (28), na Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), na Rotunda (uma construção circular com cúpula), nas proximidades do atual “Café do Pina”.




Haverá a presença de lideranças politicas, sociais, religiosas, estudantis e outras forças populares, o foco dos discursos será contra a atuação dos ladrões dos recursos públicos, que tomaram o governo de assalto – com ênfase na aplicação da Fica Limpa no executivo, legislativo e judiciário.

Para os mais jovens que nunca ouviram falar do Projeto Jaraqui, o Coronel Norberto, editor do Blog www.catadordepapeis.blogspot.com relata o seguinte: “Sob esta denominação bem regional, intelectuais e técnicos, professores e o próprio povo reuniam-se na Praça da Polícia, abrigados na rotunda (construção do prefeito Araújo Lima). A iniciativa bem sucedida teve início no final dos anos 1970 e adentrou a década seguinte. O encontro, sem necessidade de mesa diretiva ou de moderador, permitia o debate franco sobre o tema preestabelecido, e tomava o final da manhã do sábado. Esse encontro do povo aliada à arquitetura da “sede” poderia sugerir uma "ágora" manauense. O Projeto Jaraqui, do Fórum de Debates da Amazônia, foi um grito que levantou contra o imperialismo e devastação da floresta e a incoerência dos programas governamentais. Do coração da Selva, o Jaraqui gritou para o mundo e foi ouvido. Um dia, o Jaraqui entendeu que havia dado seu recado. Se o mundo ouviu, como queria os jornais de Manaus, desconheço. Sei apenas que o Jaraqui voltou para as águas do grande rio. O Dr. Frederico Arruda estava lá, eu o vi muitos sábados com sua disposição. Para mim, ele era o Projeto”.

O Projeto Jaraqui será bem-vindo, precisamos disso, de um lugar aberto, sem amarras, para o povo falar, gritar, protestar e, ser ouvido – todos estão cansados da atuação pífia dos nossos representantes no parlamento, principalmente, no Senado e na Câmara Federal; da roubalheira dos homens que estão no governo, nas obras superfaturadas e, no descrédito em que passa o judiciário. E isso ai.

AS GRANDES CHEIAS E VAZANTES DO RIO NEGRO



Dizem que todo recorde é para ser quebrado um dia, isto está acontecendo com maior frequência com as vazantes e as cheias do nosso majestoso Rio Negro.

A grande cheia de 1953 foi de 29,69 m, permaneceu durante 56 anos com a maior marca, porém, em 2009 foi superada, chegando a 29,77 m e, em 2012 existe a previsão de chegar a 29,96 m, será a maior de todas, até ser superada novamente.

Por outro lado, a maior marca vazante foi no ano de 1963, alcançando 13,64 metros, depois de 47 anos, foi quebrado em 2010, chegando no dia 25 de Outubro a marca de 13,63 m.

O que mais chama a atenção são os recordes quebrados em apenas três anos, ou seja, a maior cheia em 2009 e, a maior seca em 2010, com a previsão da cheia de 2012 superar a de 2009.



Os técnicos ainda não tem um estudo completo sobre estes fenômenos, mas, uma coisa é certa: caso persistirem os recordes nos próximos anos, com cheias e secas cada vez maiores, a mãe natureza estará dando apenas um aviso do que poderá vir num futuro próximo, com a destruição do homem por ter destruído, sistematicamente, a própria natureza.

Apesar de todos os pesares, ainda há tempo para reverter parte do quadro atual, mas, pelo andar da carruagem, iremos continuar com a destruição do planeta azul. Quem viver verá! É isso.

Fotografias: J Martins Rocha

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O MELHOR SANDUÍCHE DE PERNIL DE MANAUS

O melhor de Manaus era vendido no Bar do Armando, no Largo de São Sebastião – consistia apenas de pão francês e finas tiras de leitão (porco novo da melhor qualidade) e, nada mais, porém, com um sabor inigualável, de dar água na boca somente em lembrar aqueles tempos bons.

O saudoso Armando e a Dona Lourdes eram os responsáveis em fazer este tira-gosto tão apreciado pelos pobres mortais que freqüentavam o Bar do Armando – a procura era tão grande que, diariamente, diversos leitões eram assados num forno elétrico que ficava na parte de detrás do bar.

O preparado e assado ficavam por conta da Dona Lourdes, dizem que ele era feito a base de vinho branco seco, sucos de laranja e limão, alho, cebola, folhas de louro, azeite de oliva, salsa, cebolinha, manjericão, vinagre, margarina e pimenta-do-reino – quanto ao modo de preparar, a Lourdes não fala para ninguém e, também não gosta de ensinar, aliás, ninguém se atreve a ser aluno dela.

A melhor parte era o preparo do sanduíche, uma missão para o Armando – ele pegava o pão com a mão, sem lavá-la de jeito algum, cortava num facão, pegava o leitão assado, tirava penas lascas e, com a mão colocava dentro pão, colocando, em seguida, numa chapa que nunca fora limpa, após alguns minutos, tirava, cortava em duas partes, agasalha dentro de um prato pequeno, com uma banda de limão (apenas), dois guardanapos de papel, saleiro vencido e pimenta de matar o guarda.

Presenciei durante anos este ritual, algumas vezes o português pegava o facão e ficava a coçar as costas, fazia uma careta e, voltavam a cortar o pão e o pernil na maior – utiliza também para cortar o queijo bola, o sabão de pedra e, bater na mesa para espantar uma gata preta que ficava aboletada no balcão.

Dizem por ai que, o sanduíche era gostoso porque o tempero final ficava nas unhas do Armando – com esta falta de asseio no preparo do invento do “Conde de Sandwich”, ele ficou conhecido mundialmente como “X-Pernilcioso”, um acepipe feito à mão, da melhor qualidade, o melhor sanduíche de pernil de Manaus. É isso ai.


Tela: Jorge Palheta

1A. BIENAL DO LIVRO AMAZONAS


aus será sede da 1ª Bienal do Livro na região Norte

Data: 09/03/2012
Fonte: Assessoria de Imprensa
De 27 de abril a 6 de maio Manaus será a capital literária do Brasil ao receber sua primeira edição da Bienal do Livro. O evento, que integra o programa ‘Mania de Ler' do Governo do Estado do Amazonas, acontecerá no Studio 5 - Centro de Convenções, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC), apoio cultural da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC), apoio institucional do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), e realização da Fagga | GL exhibitions.

São esperados 200 mil visitantes, que vão conferir em dez dias de evento 60 expositores e 40 autores convidados.

A capital do Amazonas será a quinta cidade no País a sediar um evento deste porte e a primeira na região Norte. A Bienal do Livro teve início no Rio de Janeiro em 1985. E, de lá para cá, foram 15 edições cariocas, 10 edições na Bahia, duas edições em Minas Gerais e uma no Paraná, em 2010.

A Bienal do Livro Amazonas abrirá suas portas na sexta-feira, dia 27 de abril, a partir das 12h. O horário de funcionamento será das 10h às 22h. As entradas custarão R$2,00 (inteira) e R$1,00 (meia-entrada para estudantes e idosos).

AUTORES INTERNACIONAIS
O angolano valter hugo mãe é um dos destaques internacional da Bienal do Livro Amazonas. Vencedor do Prêmio Literário José Saramago em 2007, valter hugo mãe desembarcará na 1ª Bienal do Livro Amazonas para participar de um diálogo aberto com o público, ao trazer relatos, experiências e opiniões que o elevaram a principal expoente da literatura portuguesa na última década. Em 2011 o angolano esteve no Brasil e conquistou a plateia com sua apresentação arrebatadora na Festa Literária de Paraty, no Rio de Janeiro.

Andrés Neuman, jovem escritor nascido na Argentina, mas criado na Espanha, é outra presença internacional confirmada na 1ª Bienal do Livro Amazonas. "O viajante do século", seu primeiro livro publicado no Brasil, recebeu em 2009 o Prêmio Alfaguara e o Prêmio da Crítica, na Espanha.

Traduzido para 11 línguas, recentemente o autor foi incluído na edição da revista inglesa Granta entre os melhores jovens escritores de língua espanhola. A obra de Neuman é avaliada por críticos e especialistas como pertencente a uma temática vasta e diversificada. E o autor, como um dos escritores latino-americanos recentes que tomou a Europa como cenário e campo de reflexões.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Além de concentrar em um mesmo ambiente, livrarias, editoras e distribuidoras que comercializam seus títulos diretamente ao público nos estandes, a 1ª Bienal do Livro Amazonas oferece uma vasta programação cultural.

Para a edição no Amazonas, as atividades da programação cultural serão distribuídas entre: Tacacá Literário, Livro Encenado, Floresta de Livros e Território Livre. Neles, os visitantes terão acesso aos convidados, lançamentos e debates, todos voltados à literatura.

Tacacá Literário - O Tacacá Literário é uma releitura do Café Literário existente em outras Bienais do Livro, que para a edição do Amazonas recebeu este nome no intuito de valorizar a cultura local. A atividade apresenta debates em clima descontraído que tem por objetivo aproximar autor e leitor em conversas sobre livros, estilos e ideias. Serão 21 sessões que terão temas com enfoque contemporâneo como bibliografia, literatura brasileira, criação literária, poesia e muito mais.

Livro Encenado - Atividade composta por cinco sessões nas quais grandes atores apresentam leituras dramatizadas de textos clássicos das mais importantes obras da literatura nacional.

Floresta de Livros - A Floresta de Livros é a atividade infantil que promete ser um dos ambientes mais movimentados da Bienal. Neste espaço, as crianças terão ao seu alcance livros e espetáculos teatrais com contadores de histórias. Serão quatro esquetes distribuídos em 56 sessões apresentados pela companhia de teatro local de Manaus, ArtCena.

Território Livre - Espaço de intercâmbio de ideias e troca de experiência para o público jovem. Em formato de arena e em 11 sessões, será propício para conversas com escritores e personalidades sobre os temas que são referência para este público.

CURADORES

Rogério Pereira - O Tacacá Literário, carro-chefe dos espaços culturais da 1ª Bienal do Livro Amazonas, terá como curador o jornalista paranaense Rogério Pereira. Formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e com pós-graduação pela Universidad Complutense de Madrid, Rogério Pereira é um participante ativo e debatedor de diversos eventos literários por todo o País. Atualmente é diretor da Biblioteca Pública do Paraná.

Como curador, Rogério Pereira atuou no evento Curitiba Literária (PR), em 2007; na Feira de Livros do SESC Paraná, em 2009, e na 1ª Bienal do Livro do Paraná, em 2010. Para 2012, além da Bienal do Livro Amazonas, Rogério fará a curadoria da Semana Literária do SESC/PR, que acontecerá em setembro, em Curitiba.

Socorro Andrade - Um dos principais nomes do teatro amazonense, a empresária, produtora e atriz Socorro Andrade foi o talento local destacado para integrar o quadro de curadores da 1ª Bienal do Livro Amazonas. Socorro Andrade será a curadora do espaço "Livro Encenado.

Dentre os projetos criados e desenvolvidos por Socorro Andrade, destacam-se o "Livro Vivo", que disseminou arte e cultura na capital amazonense. A encenação foi apresentada na 10º Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, em 2001.

Em conjunto com a Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas, criou, dirigiu e coordenou "A Trupe da Alegria". O projeto contribuiu para a humanização do sistema hospitalar com apresentações de 30 palhaços em 19 unidades de saúde da capital do Amazonas.

Daniela Chindler - Autora de livros infantis, produtora cultural e contadora de histórias, Daniela Chindler será a curadora da "Floresta de Livros. A curadora é formada em Letras pela PUC/RJ e possui no currículo apresentações como contadora de histórias e também elaboração e desenvolvimento de projetos culturais em todo o País.

Atualmente Daniela Chindler é a coordenadora do projeto CCBB Educativo de Arte Educação do Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro e São Paulo. Como produtora e pesquisadora, Daniela Chindler realizou trabalhos como "Uma viagem ao Patrimônio Mundial Brasileiro", o projeto "Oficina de histórias", na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, e coordenou a exposição "Fernando Pessoa: Plural como o Universo".

Na Bienal do Rio em 2009, espetáculo "A Palavra Mágica", criado por Daniela Chindler teve 25 mil espectadores. Na literatura, é autora da coleção "Por Aí a Fora", da editora Rocco, com os livros "O Hambúrguer Era de Carneiro - Diário da Índia" e "Espetinho de Gafanhoto, nem pensar!", sobre os relatos de suas viagens pelo Vietnã e Tailândia e lançado na Bienal do Rio de 2011.

Suzana Vargas - Poeta, autora de livros infantis, ensaísta, produtora cultural e professora de literatura, a gaúcha Suzana Vargas é a curadora do Território Livre. Morando no Rio de Janeiro (RJ) desde 1973, é formada em Letras, com Mestrado em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1985, Suzana Vargas iniciou projeto de oficinas de poesia e leitura em universidades e entidades culturais por todo o Brasil, países da América Latina, além de Alemanha, França, Espanha e Portugal.

Atualmente, Suzana Vargas está à frente da Estação das Letras - espaço que há mais de 15 anos oferece cursos que abrangem o universo da escrita e do programa de televisão "Livros na Mesa" (Canal 06 - TV Comunitária), onde produz e entrevista autores e destaques da literatura brasileira.

No campo literário, Suzana Vargas co-editou por 10 anos consecutivos, a revista "Poesia Sempre", da Fundação Biblioteca Nacional ao lado de nomes como Ferreira Gullar, Antonio Carlos Secchin e Ivan Junqueira. Possui 16 livros publicados entre poesia, literatura infantil e ensaio, além de colaborações freqüentes em diversas publicações como o jornal "O Globo" e o "Jornal do Brasil". Seus poemas já foram traduzidos e publicados na Itália, Estados Unidos, Argentina, Espanha, Alemanha e França.

VISITAÇÃO ESCOLAR

A "Visitação Escolar" é um programa realizado em todas as edições da Bienal do Livro e destinado a alunos de escolas públicas estaduais e demais escolas de todo o Estado do Amazonas, nas idades de 7 a 17 anos. São esperados 50 mil alunos.

As inscrições começaram no dia 12 de março, através do site oficial da Bienal do Livro Amazonas (www.bienaldolivroamazonas.com.br). O processo de inscrição acontece em duas etapas: Pré-Cadastramento e Agendamento. No Pré-Cadastramento, a escola preenche o formulário de inscrição disponível no site do evento. Em até sete dias úteis após o recebimento do formulário de inscrição, a Organização valida o Pré-Cadastro (de acordo com disponibilidade de vagas).

Com pré-Cadastro validado, a escola recebe no endereço de e-mail informado no formulário os dados de Login e Senha para iniciar a próxima etapa - o Agendamento de sua escola, quando indica o dia e horário que deseja ir ao evento.

Professores e Bibliotecários também terão acesso gratuito à Bienal do Livro Amazonas. O objetivo é proporcionar a estes profissionais matéria-prima que possa ser utilizada na oportunidade de dinamizar as aulas e incentivar o hábito da leitura nos alunos, propiciando um contato mais íntimo com o livro fora do ambiente escolar.

A Visitação Escolar da 1ª Bienal do Livro Amazonas acontecerá nas seguintes datas: 27/abr, sexta-feira - 13h às 17h; 28/abr, sábado - 10h às 13h; 30/abr, segunda-feira- 10h às 17h; 02/mai, quarta-feira - 10h às 17h; 03/mai, quinta-feira - 10h às 17h. 04/mai, sexta-feira - 10h às 17h; 05/mai, sábado - 10h às 13h.

SERVIÇO:
O QUE: 1ª Bienal do Livro Amazonas
QUANDO: de 27 de abril a 6 de maio
HORÁRIO: 10h às 22h (com exceção do dia 27, quando abrirá as portas a partir das 12h)
ONDE: Studio 5 - Centro de Convenções (Av. Rodrigo Otávio, 3.555, Distrito Industrial)


Contatos Assessoria de Imprensa:
Press Comunicação Estratégica
(92) 3584-1444 / 3584-0556
Betsy Bell (92) 9978-3064
Loredana Kotinski (92) 9986-4064
Marcelo Brasil (92) 9249-8346

BLOGDOROCHA: TUDO PODE ACONTECER NO FESTIVAL DE PARINTINS

BLOGDOROCHA: TUDO PODE ACONTECER NO FESTIVAL DE PARINTINS: Que não se lembra daquela famosa vidente paulista, conhecida como “Mãe Dinah”, pois bem, a dita cuja fez um tempo atrás, uma previsão que a...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PICICA - blog do Rogelio Casado: Moto Honda destrói área verde em Manaus

PICICA - blog do Rogelio Casado: Moto Honda destrói área verde em Manaus: Área verde se transforma em Centro de Treinamento para motociclistas em Manaus Va...

COMUNIDADE VILA DA FELICIDADE


A comunidade fica em uma área federal, as margens do nosso majestoso Rio Negro, na Zona Leste, nas proximidades do bairro Mauazinho, Porto da Ceasa e da Refinaria da Petrobrás – vem sendo reconhecida pelos moradores da cidade, em decorrência da união dos seus moradores em prol do desenvolvimento do local, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

Para defesa dos interesses dos comunitários foi criada a Associação de Moradores da Comunidade Vila Felicidade, tendo como presidente atual, o Senhor Júlio César e, como Relações Públicas, o Senhor João Prestes.

Quando foi sinalizada a autorização federal para construção do novo Porto do Pólo Industrial de Manaus, com a previsão inicial da remoção de muitas famílias que moram no local, a comunidade foi contra, conseguindo tempo depois, a garantia da Secretaria de Portos da Presidência da República e da empresa APM Terminais da Amazônia que, não haveria qualquer tipo de intervenção, remoção e desapropriação de terras ou imóveis das famílias que moram naquele lugar.

Após a vitória, os comunitários com apoio de movimentos sociais, empresas e da Prefeitura de Manaus, implantaram um Projeto de Sustentabilidade, com base na perspectiva da Economia Solidária, focada na potencialidade turística do lugar.

Iniciaram a “Campanha de Embelezamento” da Comunidade da Vila da Felicidade, com as seguintes ações:

22/04/2012 – Foi organizada pelos próprios moradores a “Primeira Gincana Ambiental”, para recolhimento de lixo inorgânico (papelão, vidro e metal) da Vila da Felicidade e do Porto da Ceasa – as três primeiras equipes vencedoras ganharam prêmios em dinheiro.

Segundo o Júlio César A Gincana é uma atividade didática que proporciona a limpeza do local pelos moradores. É uma forma de preservar a comunidade sempre limpa e levar como exemplo para a sociedade, envolvendo crianças e adultos. Vale ressaltar que, também é uma maneira de preparar a comunidade para a recepção de turistas que passam pela comunidade e visitam o Encontro das Águas”.

28/04/2012 – Os comunitários irão realizar pinturas nas fachadas das suas casas, com a orientação dos artistas plásticos Buy Chaves e Hellen Rossy, além do apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade, na parte do paisagismo da comunidade, com a distribuição de mudas de plantas ornamentais e frutíferas.

Os comunitários estão recebendo apoio da Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad), da Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH), Peixaria Moronguetá, Associação dos Feirantes e Comerciantes do Porto da Ceasa, Agência de Eco-Turismo Solidário, Amazonave, Tintas Duramar e Reman- Petrobrás.

Esta postagem foi possível graças às informações fornecidas pela minha amiga Maria do Socorro Papoula, militante do PT, ativista social e assessora da SEMTRAD.

Para participar dos eventos, colaborar, conhecer a comunidade e obter mais informações, ligar para o Júlio Cesar (92 8104-7562) e João Prestes (92 9100-4445).

Dentre tantas coisas ruins que acontecem diariamente em nosso país, fico emocionado em relatar o que de bom está acontecendo na Vila da Felicidade, espero que sirva de exemplo para outras comunidades.


É muita felicidade na Comunidade Vila da Felicidade! É isso ai.

Fotografia: José Caldas (aparecendo entre as árvores o formato do nosso Brasil).

terça-feira, 24 de abril de 2012

BLOGDOROCHA: O CHAFARIZ DA PRAÇA DA MATRIZ E O SEU ENTORNO

BLOGDOROCHA: O CHAFARIZ DA PRAÇA DA MATRIZ E O SEU ENTORNO: Quem, por um acaso, se aventurar em passar pelo final da Avenida Eduardo Ribeiro, em direção ao Rodoway, terá a opção de entrar a direita, ...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

DIA DE SÃO JORGE

Comemora-se o dia de São Jorge, patrono de vários países, dos escoteiros (hoje é dia de sempre alerta!) e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (a Igreja de Quintino deve estar lotada, os cariocas possuem uma grande devoção pelo santo). O santo guerreiro foi um Tribuno Militar dos romanos, porém, defendia a fé em Jesus Cristo, isto lhe rendeu muitas perseguições e torturas, foi degolado em 23 de abril de 303, a mando do Imperador Diocleciano. O bairro de São Jorge, localizado em Manaus, sempre foi ligado diretamente ao sincretismo religioso, fiéis de todas as religiões homenageiam o santo, tanto os da ala da Umbanda, do Candomblé, do Espiritismo, quanto do Catolicismo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CASTELINHO DA VILA MUNICIPAL



Está situado na Rua São Luiz, na antiga Vila Municipal (atual Adrianópolis), construído em 1906, num terreno de 5.500 metros quadrados, pelo então prefeito municipal de Manaus, o Coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa - recebeu, inicialmente, o nome de Vila Alcida, em homenagem a filha do referido alcaide

O imóvel foi edificado no período áureo da borracha (1880-1914), numa época em que o dinheiro corria solto pelos quatros cantos da cidade - segundo os historiadores, foram utilizados ferros fundidos em sua fundação e ornamentos, fabricados pela firma Walter MacFariane, de Glasgow (Escócia).


Passado mais de um século da sua construção, permanece intacto a sua estrutura e fachada - resistiu à fúria destruidora dos homens insensíveis e das construtoras sedentas por novos empreendimentos.

Mistério, muito mistério – poucos sabem quem realmente é o proprietário atual, comenta-se na cidade que o imóvel pertenceu a família Biasi, sendo vendido tempo atrás aos donos das lojas Top Internacional.  

Poucas pessoas tiveram o privilegio em conhecer o interior daquele chalet - da minha parte, nunca vi os seus portões abertos e, muito menos uma viva alma na parte superior, pois os seus muros são altíssimos, não permitindo aos pobres mortais a visualização das suas áreas comuns.

Ao longo dos anos serviu de objeto de desejo para muitas pessoas de posses, em decorrência de estar situado num lugar nobre de Manaus e, por ser o castelinho mais imponente da cidade – podemos encontrar outros - com um situado na esquina das ruas Barroso e 24 de Maio e outro conhecido como “Cervejaria Miranda Corrêa”, no bairro de Aparecida.

É um imóvel particular e, acredito que não esteja sendo utilizado como moradia para os atuais proprietários. Uma boa ideia seria uma parceria com a Secretaria Estadual de Cultura do Amazonas, para abrir as portas do Castelinho para eventos culturais, tais como, exposições de obras dos nossos artistas plásticos, fotografias antigas de Manaus e encenação de teatro infantil, dentre outras – seria uma oportunidade ímpar para o povo visitar este lugar tão bonito e desejado. É isso ai. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

RODA de Conversa da Feira de Orgânicos


CONVITE
(Neste sábado o tema é alusivo aos Povos Indígenas)
 
Quando: Dia 21 de maio (10:30h - 11:30h) - Auditório do MAPA
TEMA: “O Legado da Agricultura Indígena Amazônida”
 
Palestrantes:
Charles Clement (INPA) – “Agrobiodiversidade da Amazônia indígena”;
Orlando Paulino (Embrapa) – “Terra Preta de Índio: Construção da fertilidade e da estabilidade de solos na Amazônia”;
Glenn Shepard Jr. (INPA) – “Castanha da Amazônia: A gigante domesticada pelos índios amazônicos”.
 
LOCAL: Feirinha de Orgânicos da APOAM, no Ministério da Agricultura (MAPA), Av. Maceió, Adrianópolis.
DATA: Sábado, 21 de maio, às 10:30 h no Auditório do MAPA.
 
A Feira de Orgânicos acontece todos os sábados a partir das 7 h!!
Venha prestigiar os esforços dos agricultores em produzir alimentos saudáveis que não degradam a saúde humana e a natureza.
 
Realização:
-APOAM - Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas
- REDE TIPITI - Sistema Participativo de Garantia da Qualidade Orgânica do Estado do Amazonas
- SINPAF-AM Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
 
Apoio: Fórum de Agroecologia do Amazonas
 
Contatos: 
9158 6241 / (Márcio Menezes) 9114 2012(Elisa Wandelli)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA: ROBERTO PARAENSE


Faz hoje 46 primaveras. Nascido em Santarém, no nosso vizinho Estado do Pará, veio para o Manaus aos 17 anos de idade. Comeu Jaraqui e, nunca mais saiu daqui! Volta todo ano a sua terrinha, somente em férias, para visitar parentes e amigos e, para matar a saudade do Aviu( um micro camarão da águas rasas do Rio Tapajós) e, das lindas praias de Alter do Chão, com água doce que mais parecem com o mar.

Estudou no nosso glorioso Colégio Estadual do Amazonas, na época em que se fazia o exame de admissão para entrar.

Passou poucas e boas na sua vida, perdeu o seu genitor quando tinha apenas quatro anos de idade, foi criado pelos avós, na cidade de Belém, tempo depois, voltou a morar com a mãe, irmãos, padrasto e um filho deste, teve desentendimentos com o último, o que culminou com a separação da mãe com  seu padrasto.

Teve uma vocação para a área de vendas, trabalhando, atualmente, na empresa DIFAL, especializada no ramo de máquinas e equipamentos.

Companheiro inseparável da nossa amiga Graka Silva, fazendo um belo e romântico casal.

Mora no famoso Bairro do Ceú (parte antiga de Manaus), juntamente com a sua maezinha, irmã e sobrinha.

Freguês assíduo do Bar Caldeira, no centro antigo de Manaus, onde coordena toda a parafernália de equipamentos do “Conjunto Amigos do Som”, com apresentações das seis da manhã as seis da noite de todos os domingos.

O rega-bofe (festa com muita fartura de comidas e bebidas) será no Caldeira logo mais a noite. Parabéns Roberto! Saúde e vida longa!