terça-feira, 30 de julho de 2013

CASA CANAVARRO


Na semana passada, dei um pulo “lá pelas bandas do Mercadão” (expressão utilizada pelos manauaras quando se refere às imediações do Mercado Municipal Adolpho Lisboa), com a intenção de comprar algumas tomadas elétricas e chaves de fendas – estava na Rua dos Barés e, fui buscar no fundo do baú o nome da “Casa Canavarro” (a primeira “top of maind” de outrora), uma das mais antigas e famosas lojas de ferragens de Manaus – ela ficava bem em frente ao referido mercado, no numero 99, mas, os novos tempos não a perdoaram, foi fechada faz algum tempo e, em seu lugar, foi aberta uma loja de móveis.

Foi fundada em 1892, pelo Sr. José de Souza Canavarro (português) e o Sr. Francisco Ventilari (italiano), com a razão comercial primordial de “Canavarro & Ventilari Ltda.” Na fotografia acima, a loja é a segunda da esquerda para a direita (cor azul).



O Antonio Jorge Silva (um português de Oliveira de Azemeneu/Aveiros) entrou na empresa em 1903, com apenas 11 anos de idade, na função de caixeiro e, trabalhou mais dezessete anos no balcão da loja, sendo em 1920, guindado ao posto de gerente – com saída do sócio José de Souza Canavarro, em 1927, tornou-se sócio, juntamente com A. O. Mendes Cavalleiro e Adolfo Luiz Coelho, constituindo a firma Mendes, Silva e Cia. Ltda.

Em 1947, retira-se o sócio A. O. Mendes Cavalleiro, entrando Antonio Jorge da Silva Junior, mudando a firma para Jorge Silva & Cia. Ltda. Com o falecimento do Adolfo Luiz Coelho, em 1954, entra José Norberto Venâncio, depois Carlota da Silva Venâncio – a partir daí, entram os filhos, netos e bisnetos até o fechamento em definitivo da empresa, sendo o último o Sr. José Rogério Barbosa Venâncio (quarta geração).    

Os seus proprietários orgulhavam-se do empreendimento ser “uma empresa portuguesa que vem do século passado e que mantém a tradição de perseverança e honestidade da raça lusitana”.

De lá saíram os funcionários José Antonio Soares e Ascendino de Barros, fundaram a J. Soares Ferragens Ltda., em 1905, na Rua dos Barés esquina com a Rua Rocha dos Santos – tiveram como sócios continuadores Aníbal Beça, Manoel Ribeiro, Prudêncio Venâncio, José Soares e Alfredo Soares.


Segundo o site da Secretaria Estadual de Cultura, os antepassados da família Canavarro estão muito ligados a nossa história No dia 7 de setembro de 1867, por iniciativa do médico Dr. Antônio Davi Vasconcelos de Canavarro, foi inaugurado no terreno hoje ocupado pela Praça de São Sebastião, uma coluna de pedra, de seis metros de altura, com quatro faces lisas, provida de soco, cornijas, base e capitel, lembrando a ordem compósita. Essa modesta coluna foi consagrada ao ato de abertura do rio Amazonas ao comércio mundial, ato que tem a data de 7 de setembro de 1866, firmado pelo então Imperador do Brasil Dom Pedro II” – este monumento foi substituído pelo atual que está bem no meio da Praça de São Sebastião.

Na Casa Canavarro era a única loja em que o meu saudoso pai comprava as limas importadas da Inglaterra, para acertar os trastes da escala dos violões que ele fabricava – não conheci ninguém da família Canavarro, no entanto, dos Ventilari conheço alguns deles.

Vez e outra converso com o policial civil Ventilari (pai do colunista social Júlio Ventilari), ele é neto do fundador da Casa Canavaro, o Senhor Francisco Ventilari –  gosta de tomar umas cervejinhas no Bar Caldeira.

O artista plástico Ignácio Evangelista citou alguns membros da família Ventilari: Ribamar Ventilari (cantor e ex-cunhado do Ingnácio), Antonio Ventilari Corrêa (cantor e foi assessor do vereador Fábio Lucena), Withridates Corrêa Ventilari (Promotor de Justiça aposentado). 

No final da Avenida Eduardo Ribeiro, existe um monumento em homenagem ao centenário da elevação de Manaus a condição de cidade (1848-1948), neles estão gravados os nomes da autoridades da época e, aprece o nome do Withridates Corrêa (o responsável pela Imprensa Oficial).


Pois é, mano velho, tudo passa e, a Casa Canavarro passou, ficou apenas na nossa lembrança. É isso ai.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

FOTOGRAFIAS DE MANAUS


O nosso blog também é destinado a divulgar fotografias antigas e atuais da nossa cidade Manaus. Sou um fotografo amador, possuo um equipamento bem simples, porém, o que vale é a intenção. São vinte fotografias tiradas no sábado e domingo passado: Retunda da Praça da Policia, Senador Evandro Carreira, Projeto Jaraqui, Edifício da Rua dos Barés, Parte do Mercado Adolpho Lisboa, Feira da Manaus Moderna, Feira do Índio, Igreja Matriz, Alfândega do Porto de Manaus, Navios e Paisagens amazônicas.






















sábado, 27 de julho de 2013

FILTRO DOS SONHOS


Manaus temperatura amena, ideal para fazer uma caminhada pela nossa cidade – fui até a “Feira do Índio” – para minha surpresa, encontrei uma barraca com duas senhoras indígenas do Alto Rio Negro, elas foram muito simpáticas comigo e, fiz questão de comprar alguma coisa, escolhi um “Filtro dos Sonhos”,  com elas posando para a fotografia.

Elas me falaram que, ele deve ser colocado no quarto de dormir e, todos os sonhos maus ficarão pregados na teia da aranha, quando estiver carregado, a aranha (representado por uma semente de uma árvore da Amazônia) estourará.

A História do “Filtro dos Sonhos” é mais ou menos assim:
O Filtro dos Sonhos é um artefato indígena nativo americano originado na tribo dos Ojibwa. Durante o movimento de revitalização cultural indígena dos anos 60 e 70, foram adotados por nativos americanos de diversas nações. Passaram a ser vistos como um símbolo da unidade entre as várias nações indígenas, e como um símbolo geral da identificação com as primeiras culturas das nações.

“Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada.

A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas. Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento à morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia: “Se você trabalhar com forças boas será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza, do contrário, irá para uma direção que causará dor e infortúnios.” No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe: “No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vem de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins.”

Segundo demonstram algumas linhas do Xamanismo, mesmo de posse do Filtro dos Sonhos, teremos pesadelos, pois eles nos mostram visões de diversos aprendizados que devemos nos atentar. Acredita-se que o filtro impedirá que energias indesejadas interfiram no processo natural e particular de sonhar.

Na confecção do Filtro dos Sonhos, pode ser colocada uma pena no centro, abaixo, simbolizando a respiração, o elemento ar, e em alguns é colocado no centro uma pedra ou cristal. Tudo o que é colocado possui um significado. O Centro da Teia Corresponde ao Grande Mistério, o Criador, a Força que abrange o Universo inteiro.

O mais belo deste texto é a essência espiritual da natureza atuando, no caso da aranha, mostrando a “teia da vida” e ensinando que tudo está interligado. Incentiva-nos a prestarmos mais atenção nos nossos sonhos, na natureza, na nossa vida e em nossa construção; a buscar conexão com Deus e com a coragem, buscando Luz para rompermos a teia da ilusão e nos construindo cada vez mais, ligados ao Grande Espírito.

Bons sonhos!

Foto: Rocha

A CADEIRA DE PALINHA CINQUENTONA



Três dos meus quatro irmãos tiveram como padrinhos um casal de classe média alta e, a cadeira da fotografia foi doada por eles, juntamente com outros móveis, acredito que no início da década de sessenta, pois desde que me entendo por gente ela está com a nossa família, portanto, com cinquenta anos somente na nossa companhia.

Os meus pais são falecidos e, nos últimos quinze anos ela ficou no meu quarto, porém, abandonada, sem cor, sem a palinha e empoeirada.

Depois de longo e tenebroso inverno, resolvi revitalizá-la – eu e o meu filho Alexandre, a levamos até um artesão que fica no Boulevard, no início da passagem de nível da Avenida Djalma Batista.

Depois de uma negociação, ele fez por sessenta reais o serviço, incluindo a lixa e pintura na parte de madeira, bem como, a reconstituição do assento em palinha natural.

Depois de uma semana fui buscá-la – tomei um susto quando a vi reluzindo, bela, muito bem pintada e com a palinha perfeita. Foi um upgrade dos bons!

Tantos anos escondida e esquecida e, por uma simples ação, ela voltou a brilhar e ser valorizada, aliás, por ter servido durante anos aos meus pais, ela possui um valor sentimental imensurável.

Fiquei a pensar com os meus botões: ainda tenho uma banqueta e um pequeno armário que estão esquecidos, os dois são irmãos da cadeira de palha e, não custará nada revitalizá-los também! Voltarão a brilhar, com certeza!

Pois é, mano velho, quantos móveis antigos que estão esquecidos nas nossas casas e, não são valorizados – eles merecem respeito, pois serviram por uma vida aos nossos avôs e pais. 

Além do mais, mesmo contando com o valor sentimental, eles estão na moda para decoração de interiores.


Já falei para o meu filho, quando eu partir para a "cidade dos pés juntos", ele deve ficar com a cadeira de palha e, repassar um dia para o meu neto, aliás, não foi preciso nem pedir, pois ele se amarrou na hora! Sendo assim, ela terá mais cinquenta anos pela frente. É isso ai.

domingo, 21 de julho de 2013

BLOGDOROCHA: CANTO DO FUXICO

BLOGDOROCHA: CANTO DO FUXICO: O termo fuxico pode ser traduzido como intriga, mexerico ou futrica, simplesmente, entende-se como “falar mal da vida alheia”, agora, soma-s...

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domingo, 14 de julho de 2013

PESCARIA NO LAGO DO CAREIRO

Na minha juventude, gostava muito de pescar, principalmente, nos logos e rios próximos a cidade de Manaus – na realidade, não curtia muita o ato de pescar, mas o passeio e o contato com a natureza e, um dos lugares preferidos era o Lago do Careiro.

Eu tinha um amigo, o Pedro, ele trabalhava na Biblioteca Pública do Amazonas e era um apaixonado por pescarias, ele me incentivava a pescar naquela região, pois tinha uma base por lá, o flutuante do Zé, um pescador profissional que nos finais de semana dava suporte aos amadores.

Certa vez, formamos um grupo de amigos e fomos até o Careiro, chegamos por volta das cinco da tarde de um sábado, pois a ideia era pescar à noite no lago – o acesso era muito difícil durante o dia, imagine na parte noturna – por já conhecer o trajeto, fiquei receoso em entrar na mata.

O Zé tinha um flutuante que ficava a beira do rio, era igual a todos os dos caboclos da Amazônia, com a sala ampla, um quarto, banheiro fora da casa, pouquíssimos moveis – tinha uma família numerosa, uma verdadeira escadinha - sabe como é, naquele tempo eles não tinham televisão, a única diversão do casal era fazer neném!  

Exatamente quando a equipe estava se preparando para a pescaria, a esposa do Zé resolveu fazer uma “Caldeirada de Acari-Bodó”, exalando um cheiro inconfundível, dando uma enorme água na boca – não deu outra: preferi ficar, aguardando aquele manjar!

Depois de curtir o meu bodó, fui passear de canoa com os dois filhos mais velhos do Zé – era uma noite de lua cheia, com boa visibilidade – de repente, apareceu no céu um objeto estranho, achei que era um balão gigante, mas os garotos falaram que era o “chupa-chupa”!

Achei esquisito aquele objeto voador, pois não fazia barulho, deveria estar as uns cento e cinqüenta metros de altura, era redondo, com luzes que refletiam no rio e, fui aconselhado pelos meninos a ficar calado, pois se fossemos descobertos, eles nos levariam para a nave; passou lentamente e sumiu da nossa vista – juro que não é história de pescador!

Depois, fiquei deitado numa pequena balsa de madeira, olhando para o céu estrelado e, lá pela madrugada deu um vento forte, com uma chuva pesada – fiquei preocupado com os meus amigos que estavam no lago.

Lá pelas quatro da madrugada o grupo chegou a base (o flutuante) – eles estavam visivelmente deformados (inchados) e febre alta – fiquei sabendo que, com a forte chuva, caíram das árvores bolos de formigas, provocando diversas ferraduras por todo o corpo.

Estava contente por ter sido salvo pela “caldeirada de bodó”, mas, fiquei apreensivo com a saúde dos meus amigos – após serem atendidos com medicamentos caseiros e, logo ao amanhecer, rumamos para Manaus.


Depois dessa, nunca mais de pescaria à noite, no Lago do Careiro.É isso ai. 

sábado, 13 de julho de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

BLOGDOROCHA: AS PÉROLAS DO JOKKA LOUREIRO

BLOGDOROCHA: AS PÉROLAS DO JOKKA LOUREIRO: Joaquim Loureiro Neto, 62 anos, apelidado carinhosamente por “Jokka”, muito conhecido no meio etílico, musical, gastronômico e libidinoso...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

EFIGÊNIO SALES


Milhares de pessoas que transitam diariamente pela  Avenida Efigênio Sales, não possuem a menor ideia quem foi a pessoa que deu o seu nome aquela importante via de Manaus – na realidade, o nome dele era grafado na língua portuguesa arcaica como Ephigenio Ferreira de Salles, mas, por regra da onomástica (estudo e investigação dos nomes próprios), na qual os nomes de pessoas falecidas devem ser referenciadas conforme a regra ortográfica em vigor, ela é conhecido, atualmente, como Efigênio Sales.

Mas, afinal, quem foi esse cidadão? Vamos lá:

Ele nasceu em Serro/MG, a 16 de Agosto de 1877 e, faleceu em 12 de Outubro de 1939 (62 anos) - foi Professor, Deputado Federal (1915/1921-1923/1924-1926), Senador da República(1930-1930) e foi 18º Governador Republicano do Estado do Amazonas  (1º de Janeiro de 1926 a  1º de Janeiro de 1930) – pertencia ao Partido Republicano do Amazonas.

A Avenida Efigênio Sales era conhecida antigamente como Estrada do V-8 – constitui-se numa das mais importantes de Manaus, pois inicia-se na Avenida André Araújo e Alameda Cosme Ferreira, no bairro Coroado, percorrendo áreas altamente valorizadas do Aleixo e Adrianopólis, ligando a Zona Leste e Centro-Sul ao Centro, bem como, a Zona Oeste, na Estrada da Ponta Negra.

O governador Efigênio Sales foi a pessoa que lutou pela implantação do projeto de colonização e exploração agrária dos Koutakusseis (estudantes japoneses que se estabeleceram na Vila Amazônia, em Parintins), cedendo aquela área, através da Lei no. 1.309, de 26 de Outubro de 1926.

Este fato foi muito importante para os nipônicos  tanto que eles fixaram-se também em Iranduba e, constituíram uma comunidade agrícola denominada “Associação Comunitária Nipo-brasileira Efigênio Sales”, para  homenagear ao feito do governador.

Esta via constitui-se no local preferido pelas construtoras de alto luxo – num deles está o “Condomínio Efigênio Sales”, um local preferido para morar pelos grandes empresários e políticos de peso do amazonas, representado na figura maior do governador do Amazonas, o Omar Aziz. É isso ai.

sábado, 6 de julho de 2013

FOTOS ATUAIS DE MANAUS

O nosso blog é muito visitado pelos amazonenses que moram fora da cidade de Manaus – muitos saíram da terrinha faz muitos anos e, possuem interesse em saber como ela está atualmente. Para matar um pouco a saudade, publico algumas fotografias tiradas de forma amadora por este escriba. Podem baixa a vontade! 1.   Mestre Chico, aparecendo a Terceira Ponte e o Presídio da Avenida Sete de Setembro;
2.   Casas antigas do Largo de Sebastião, aparecendo ao fundo o Bar do Armando;
3.   Mulateiro da Praça da Polícia;
4.   Centro Cultural Palácio da Justiça, vendo ao fundo o Ideal Clube;
5.   Palácio Rio Branco (onde o Prefeito despacha), na Praça D. Pedro II;
6.   Casa antiga transformada em espaço cultural da Prefeitura de Manaus - fica no início da Sete de Setembro;
7.   Cenário – detrás da Feira da Panair, bairro Colônia Oliveira Machado;
8.   Marina do Davi, por detrás do Tropical Hotel;
9.   Correto da Praça da Polícia;
10.    Colégio IEA e parte da Praça do Congresso;
11.    Praia da Ponta Negra, vista da Ponte Rio Negro;
12.    Barcos regionais;
13.    Avenida Lourenço Braga (Manaus Moderna!);
14.    Venda de Peixes, ao lado do Mercado Municipal Adolpho Lisboa;
15.    Porto de barcos a jato;
16.    Cenário – Amarelinho, bairro do Educandos;
17.    Amazonenses conversando na Praça da Polícia;
18.    Café do Pina;
19.   Porto de Manaus (Rodoway).























sexta-feira, 5 de julho de 2013

PAID´ÉGUA & FULEIRAGEM


Ao passar a vista nos jornais que circularam esta semana na nossa cidade, não posso deixar de externar os meus sentimentos com relação a algumas matérias publicadas e, como sou um bom cabocaõ da terra, fiz a classificação em “amazonês”: “Paid´égua = muito legal” e “Fuleiragem = coisa ruim”.

PAID´ÉGUA – Aos milhares de norte americanos que, aproveitaram o feriado da Independência, para protestar contra o programa governamental de “espionagem institucional” da Agência de Segurança Nacional (NSA) – fizeram também uma defesa do jovem Edward Snoeden (ex-consultor da NSA), que fez importantes revelações sobe os programas de espionagem das comunicações por parte das autoridades do país – todos estão sendo espionados, incluindo vários países, não sabemos se os nossos emails estão sendo lidos pelos ianques.  

FULEIRAGEM – Pela desobediência a uma ordem judicial por parte do Sr. Wilson Alegrim (Secretário Estadual de Saúde), para prestar assistência a paciente do interior, a Dona Antônia de Luz Macena das Neves, com tumores no pâncreas e cabeça – deveria ser incluída de imediato ao “Programa de Tratamento Fora do Domicilio” – passaram seis meses e nada fez! A Desembargadora Carla Maria Santos Reis, expediu, na quarta-feira, o pedido de prisão do Alegrim – foi um “Deus nos Acuda” e, rapidinho a PGE pediu um prazo de cinco dias e, a SUSAM informou que está tomando todas as providências para resolver o problema da paciente e, livrar o secretário do “xilindró”. Ele esqueceu da velha assertiva “Ordem Judicial Não se discute, se cumpre!”

PAID´ÉGUA – Aos organizadores do 8.º Festival Amazonas Jazz, ao incluir na programação um especial dedicado ao centenário do diplomata compositor e “poetinha” Vinicius de Maraes – com o show “Benção Vinícius de Moraes”, no dia 25 de Julho, com Wanda Sá e Os Cariocas.

FULEIRAGEM – Para a ex-prefeita de Ipixuna, Ana Maria Farias de Oliveira (DEM), que foi condenada pelos conselheiros do TCE-AM a devolver R$ 1,1 milhão de reais aos cofres do município, pela realização de obras sem comprovação – a grande maioria dos prefeitos do nosso Brasil varonil costumam colocar nos bolsos os recursos dos municípios, manipulam a grana como fosse seu!

PAID´ÉGUA – Aos técnicos do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (IMPLURB) pelo envio a SEMINF para licitação dos primeiros 14,6 quilômetros de ciclovias (via segura para os ciclistas) dos 80 prometidos pelo prefeito Arthur Neto. Começará no encontro das Avenidas Duque de Caxias e Álvaro Botelho Maia, passando pela Avenida Brasil e Coronel Teixeira (Ponta Negra), terminado na Marina do Davi (por trás do Tropical Hotel). Agora vou comprar a minha Bike e pedalar com tranquilidade e segurança!

FULEIRAGEM – O Deputado Estadual Ricardo Nicolau (PSD) foi denunciado pelo Ministério Público pelo desvio de R$ 4,9 milhões na construção do edifício garagem da ALE-AM e, para desviar a opinião publica, afirma em seu blog que a reportagem de “A CRITICA”, ao denunciar, fez na intenção de “denegrir” a Assembleia, o MPE-AM e ao Tribunal de Justiça! Sempre é assim: eles “metem a mão” e, quando vem a público a maracutaia, dizem que tudo não passa de perseguição política! Essa está manjada!

PAID´ÉGUA – A “Orquestra de Beiradão do Amazonas”, formada por 13 instrumentalistas experientes, surgiu para valorizar o gênero musical “Beiradão”, com destaque ao legado deixado por Teixeira de Manaus. Esse ritmo é nosso e, estava esquecido - a hora é de resgate da nossa cultura.

FULEIRAGEM – Aos vereadores de Manaus, os coitados “adoeceram” mais no primeiro semestre de 2012 – foram 62 faltas justificadas por motivo de doença e 47 ausências justificadas por “motivo de força maior” (ou seja, faltaram e pronto!) – nenhum deles deu entrada nos hospitais ou pronto-socorros de Manaus – sempre procuraram médicos e clínicas particulares, geralmente no eixo Rio-São Paulo!

PAID´ÉGUA – Pela manifestação dos artistas, ontem, no Congresso Nacional, pela aprovação de projeto de lei sobre o ECAD – eles pedem mais transparência da entidade e mudança na forma de gerir os direitos autorais no país. O nosso velho compositor Chico da Silva merece mais respeito por parte do ECAD.

FULEIRAGEM – Pela falta de coleta de lixo com regularidade e da conscientização da população, permitindo a criação das chamadas “lixeiras viciadas”, um verdadeiro lixão a céu aberto. Cidade suja, povo "sugismundo" e doenças - tudo a ver!

PAID´ÉGUA – Pelo “Arraial do Beiradão”, organizado pelos membros do “Cordão do Marambaia” e Nunes Filho – o evento será no ASSIMPA (Morada do Sol, Aleixo) no dia 20 de Julho – com um repertório de muita musica de beiradão, carimbo, marabaixo, xote, lambada, zouk e ritmos locais com o brega amazonense Nunes Filho. Todos estão convidados. Tô dentro!

FULEIRAGEM – Aos donos do Shopping Ponta Negra, em não cumprirem com o acordo com o Ministério Público Estadual, na qual previa a construção de uma passarela para pedestre na Avenida Coronel Teixeira – eles querem abrir na marra, pois construir passarela é gasto extra, não estão nem ai para a segurança dos pedestres e seus funcionários.

PAID´ÉGUA – Ao Santo Padre Francisco – os protestos no Brasil sãos justos, pois segundo ele “as reivindicações por maior justiça não contradizem o Evangelho” – no seu discurso na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro, incluirá o tema protestos que tomam as ruas do Brasil. Esse Papa é dos bons!

FULEIRAGEM – ao Secretário Eron Bezerra (SEPROR) pelo desvio de R$ 2,2 milhões em obras fantasmas em ramais do interior do Amazonas. Ele foi denunciado pelo MPE-AM por ter feito convênios com uma OSCIP “Instituição Dignidade para Todos”! Como é que pode uma organização que não possui nem um ”jerico” muito menos um trator, receber toda essa quantia para fazer um trabalho de uma grande construtora? Nem um engenheiro tinha nos seus quadros! É muita safadeza! É por isso que ele corre longe para não assumir o posto de Deputado Federal: não é uma mamata da SEPROR! Tá explicado!

Chega por hoje! É isso ai.

terça-feira, 2 de julho de 2013

QUADRO “LEI ÁUREA” DO AURÉLIO DE FIGUEIREDO - BIBLIOTECA PÚBLICA DO AMAZONAS


O estudante, pesquisador, visitante ou turista ao entrar na Biblioteca Pública do Amazonas, depara-se com uma magnífica escada em forma de caracol e, bem no seu meio, fica maravilhado com um imenso quadro do pintor, caricaturista, escultor e escritor Aurélio de Figueiredo (Areia/PB: 1854 – Rio de Janeiro/RJ: 1916) um óleo sobre tela denominado “A Lei Áurea” – tratando da emancipação total do elemento servil no Estado do Amazonas, em 10 de Julho de 1884.

Segundo os historiadores, esse quadro foi encomendado por volta de 1888, pois o Amazonas foi o segundo a abolir a escravatura (o primeiro, foi o Ceará, em 25 de Março de 1884), tendo uma grande repercussão no Brasil, desencadeado mais tarde pela Lei de 13 de Maio de 1888, promulgado pela Princesa Izabel.

Para quem não sabe - a Rua 10 de Julho, no centro antigo de Manaus, o seu nome foi em homenagem a esta data tão importante para o Amazonas: a libertação dos escravos.

Segundo estudos da professora Luciane Páscoa e da pesquisadora Mikelane do Carmo “A Lei Áurea trata-se de uma obra alegórica (personagens simbólicos) e seu estilo pode estar relacionado ao neo-maneirismo e ao neo-barroco, devido às cores vibrantes e a disposição com que às personagens são colocadas na tela. Não há uma divisão definida de planos, mas, pode-se notar uma divisão principal em simbologia a dois mundos: O lado esquerdo retrata os fatos relacionados à escravidão e sua emancipação: Ambiente com pouca iluminação, como se fosse um fim de tarde na mata. Aparentemente trata-se de uma fortaleza em ruínas (possivelmente uma referência ao Forte de São José da Barra do Rio Negro), que pode estar representando uma estrutura de poder desgastada, um mundo arruinado e em decadência, abrangendo as questões nacionalistas e republicanas; a presença do elemento indígena, cafuzo e negro, vestidos e ornados com cocares, flechas, etc. Do lado direito, está à visualização desse novo mundo cheio de perspectivas e novidades em toda área da ciência e vida humana, há muita movimentação e vários personagens: parece ser um altar de glorificação às Artes e à Liberdade, representadas pelas alegorias da Pintura, Música, Escultura e Poesia. A liberdade pode ser representada através dos nus. Representação também da Ciência, Indústria, Comércio, imprensa, e muitos outros elementos que compunham uma realidade totalmente diferente de tudo o que o negro tinha vivido motivo pelo qual tanto chamava sua atenção”.

A Biblioteca passou mais de cinco anos em reformas e, este quadro teve um carinho todo especial por parte dos restauradores, tanto  que não foi possível retirá-lo do local, pois é  pesado demais e imenso - foi montado todo um aparato para os técnicos trabalharem junto a ele.

Na realidade, não existe muitas informações sobre este quadro, pois na madrugada do dia 22 de agosto de 1945, a biblioteca sofreu um grande incêndio, destruindo quase todo o seu patrimônio.

Ele é também conhecido como "Redempção do Amazonas", com a dimensão de 665cm x 365cm, instalada na posição atual possivelmente desde 1907, com a moldura em madeira talhada e policromada na dimensão de 7,20m x 4,20m - possui uma placa indicativa do nome da obra e das razões de sua criação, com o brasão da República ao centro superior. É isso ai.


Foto: Rocha

segunda-feira, 1 de julho de 2013

BLOGDOROCHA: SALADA DE MANAUS

BLOGDOROCHA: SALADA DE MANAUS: Quem nasceu em Manaus ou aqui viveu nas décadas de sessenta a oitenta, com certeza, os nomes que servem de ingredientes da nossa salada, te...

BAR CASTELINHO DE MANAUS

Ficava na cabeceira da Avenida Eduardo Ribeiro, bem em frente ao Ideal Clube (antigo clube dos bacanas de Manaus) – o casarão é antigo, datado de 1911, deve ter pertencido a algum rico seringalista ou A um comerciante, da época em que se queimava a nota de maior valor para acender um charuto - pois foi construído em estilo colonial, com um porão e dois pavimentos com sacadas.

O Bar Castelinho ficava na parte térrea, um local preferido pelos roqueiros, motociclistas, artistas e moradores do centro da cidade – no interior do bar, a trilha sonora ficava a cargo de uma máquina de “jukebox”, onde a galera detonava o melhor do rock, embalada com muitas cervejas de “litrão” e, alguns, mandavam ver uma canábis, para variar.

O prédio ficou abandonado por muitos anos pelo proprietário, com o bar do tipo “pé sujo”, ornado com paredes com infiltrações, vazamentos e banheiros detonados, mesmo assim, era o “point” da negada nos finais de semana, tanto que os frequentadores criaram uma comunidade no finado “Orkut” e montaram uma página no “Blogspot” para publicar fotos, fatos e fofocas dos eventos que rolavam por lá.


Ficou tão detonado que, o Departamento de vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus (Dvisa) e o Corpo de Bombeiros do Amazonas, lacraram o Bar Castelinho, por falta mínima de higiene e segurança no local – por ficar ao lado do Hotel Safari, administrado por uns gringos do oriente médio, os frequentadores migraram para o bar do hotel, onde os donos sacaram que poderiam ter lucros com aquele público jovem.

Os donos do estabelecimento fecharam em definitivo e, o prédio está à venda, porém, não aparece uma “viva alma” para comprar, pois apesar de ficar na principal avenida do centro de Manaus, o local está um pouco desvalorizado.

O governo estadual através da Secretaria de Cultural (SEC) possui planos para revitalizar parte da Avenida Eduardo Ribeiro, tendo em vista a Copa de 2014 – quem sabe o Bar Castelinho volte a brilhar com uma nova roupagem! É isso ai.

BOOTH LINE - AVISO AOS NAVEGANTES


Quem passa pela rampa que dar acesso ao interior do Porto de Manaus (Rodoway) e, olha para a direita, observa várias fachadas de antigas casas em estado deplorável (destruídas pelo Sr. DI Carli, o "dono" do porto), não imagina que a que fica na esquina era a sede da empresa inglesa "Booth Line", ela representava os armadores que faziam linha nos seus paquetes para a Europa, na época da "belle époque". A fotografia é de um recorde de um jornal antigo, onde a referida empresa publica um "Aviso aos Navegantes".