sexta-feira, 31 de maio de 2013

BLOGDOROCHA: ARTISTA PLÁSTICO ÁLVARO PÁSCOA

BLOGDOROCHA: ARTISTA PLÁSTICO ÁLVARO PÁSCOA: Nasceu em Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro (Portugal), em 1920, faleceu na cidade de Manaus, Estado do Amazonas (Brasil), em 1997...

LANÇAMENTO DO LIVRO "ÁLVARO PÁSCOA, O GOLPE FUNDO" - LUCIANE PÁSCOA

 
Posted by Picasa

O LANÇAMENTO SERÁ NO DIA 01 DE JUNHO, NO IGHA, RUA BERNARDO RAMOS, 117, CENTRO ANTIGO DE MANAUS. MARCAREI PRESENÇA.

BLOGDOROCHA: TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS

BLOGDOROCHA: TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS: Tereza “Terezinha” Gonçalves Morango, nasceu em 26 de Outubro de 1936, na Fazenda Canavial, no município de São Paulo de Olivença, no Est...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

BLOGDOROCHA: SOCORRO PAPOULA, A GUERREIRA DO AMAZONAS.

BLOGDOROCHA: SOCORRO PAPOULA, A GUERREIRA DO AMAZONAS.: Um dos objetivos do BLODOROCHA é destinado a comentar sobre as pessoas que contribuem ou que deixaram algo sólido para nosso engrandec...

terça-feira, 28 de maio de 2013

MANAUS É UMA TERRA SEM LEI!



É isso mesmo, mano velho - na realidade, existe uma enxurrada de leis em vigor, porém, a grande maioria não possui serventia para nada e, as que têm, em grande parte, não são cumpridas pelo Poder Público e, descumpridas pela grande maioria do nosso povo!

Um exemplo é o flagrante da fotografia – no local existia um terreno baldio, onde os moradores da Rua Tapajós colocam os seus automóveis e, servia também para alguns eventos sociais da comunidade - era a moradia de um ilustre e querido “Pé de Cana”, o famoso Manoel Mormão.

Pois bem, ele morou no local por mais de vinte anos, sem nunca ser incomodado pelo proprietário do imóvel – juridicamente tinha até direito a usucapião (posse direto do imóvel com a intenção de tornar-se proprietário), amparado pela Lei nº 10.406/2002 e pelo Código Civil Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.

O morador não requereu ao juiz e, no ano passado, apareceu por lá um cidadão muito conhecido na nossa cidade, o Tabosa (PP), um político que ganha eleição e, perde no tapetão, além de ter um programa (suspenso) que utiliza a miséria do povo e a violência para ganhar votos da parte mais sofrida de Manaus.

Ofereceu alguns reais para o Manoel Mormão sair do local e, mandou derrubar a sua casa de madeira, além de pagar uma hora de trator para detonar duas imensas árvores (protegidas por lei) e botar tudo ao chão, sem dó, nem piedade!

O Mormão virou morador de rua, sendo obrigado a dormir, de favor, dentro de uma Kombi, pertencente ao Zigomar, um antigo morador da Rua Tapajós. Com o tempo, vivendo no relento e sem uma alimentação adequada, pegou uma tuberculose - foi resgatado pelo seu filho mais velho, indo morar no interior do Estado.

O novo dono do imóvel iniciou a construção de um prédio de quatro pavimentos, onde não consta placa de autorização da Prefeitura de Manaus (IMPLURB), da fiscalização das obras de engenharia civil (CREA-AM) e da Segurança no Trabalho (MTE).

Dizem os moradores que, foram vistos fiscais da Prefeitura no local, mas as notificações foram rasgadas pelo mestre-de-obras a mando do proprietário. É mole ou quer mais?

Todo o material de construção e entulhos fica na calçada, impedindo a passagens dos transeuntes, sendo a grande maioria formada por estudantes secundaristas que, arriscam a suas vidas ao passar pelo meio da rua, pois além da falta de respeito aos moradores, ao povo e a cidade por parte desse político, os universitários de várias faculdades da Uninorte (turno noturno), colocam os seus automóveis nos dois lados da pista da Rua Tapajós, dificultando também a passagem das pessoas pelo local.

Como estamos no período de chuvas, toneladas de areia são levadas dessa construção para um bueiro da Rua Tapajós, entupindo e, provocando alagamentos numa comunidade denomina de Vila Paraíso.


E agora, José? Reclamar para quem? Manaus é uma terra sem lei! É isso ai.  

segunda-feira, 27 de maio de 2013

FEIRA INTERNACIOAL DE ARTESANATO – MUNDIAL ART



 A convite da Socorro Papoula, assessora da SETRAB, fui visitar a Feira Internacional de Artesanato, conhecida como Mundial Art, no Manaus Plaza Centro de Convenções, um evento que irá até o dia 02 de Junho, contando com a participação de 22 países e 16 Estados brasileiros, com 102 estandes e 10 mil itens de artesanatos - uma tentação para os que dispõe de grana.


Para entrar, o visitante deve pagar a quantia de R$ 6,00 (seis) reais a inteira e R$ 3,00 (três) reais para estudante, com funcionamento de 15h as 22h até sexta-feira e de 10h as 22h no sábado e domingo.


Percorri todos os estandes da I Mostra de Produtos Amazônicos, promovido pela Secretaria de Estado do Amazonas (SETRAB), bem como, visitei a parte internacional e dos outros Estados brasileiros – deu somente para comprar dois chaveiros de pequena monta e, fiquei babando por uma camisa da Rússia (AirPort Soviet Airlines) e por um chapéu tipo Panamá (Box do Equador)


Segundo os organizadores “O objetivo da Mundial Art é mostrar a cultura, a diversidade, criatividade e originalidade dos artesãos, assim como valorizar e estimular o artesanato local, por meio do intercâmbio. A exposição contará com novidades, como móveis vindos do Egito e Indonésia; doces árabes e biojoias, peças de bijuterias feitas a partir de folhas, pedras e outros elementos naturais de vários estados do Brasil”.


Um lance muito legal é que o nosso Estado possui 150 artesãos no evento, eles são de Manaus, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Barreirinha, São Gabriel da Cachoeira, Iranduba, Novo Airão, Parintins, Santa Isabel da Cachoeira e Autazes, além da participação de indígenas as das etnias Ticuna, Saterê Watyamã e Baré, e empreendedores do programa Economia Solidária.


Irei voltar no último dia, pois os preços caem bastante, quem sabe poderei comprar o chapéu Panamá e a camisa russa! É isso ai.
                             





Fotos: J Martins Rocha

Fonte: ww.portalamazonia.com.br  


domingo, 26 de maio de 2013

BLOGDOROCHA: AMAZONENSES (IV)

BLOGDOROCHA: AMAZONENSES (IV): HELOISA BRAGA - Ela nasceu em Juiz de Fora (Minas Gerais), onde formou-se em Engenharia Civil (UFJF/1971) – ao fixar residência em ...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O CUNHADO CHATO



Para começar, cunhado não é parente, mas aquele chato, será aderente até os finais dos tempos, sempre ficará na tua cola, mesmo depois de separado, divorciado ou até mesmo viúvo da irmã dele, será o teu carma, pior ainda caso tenhas “bala na agulha”, podes crê, mermão!

Por mais que tente evitá-lo, ele sempre aparecerá do nada e, virá logo com aquele papo furado:

- Cunhadinho do coração, eu estava pensando exatamente em sua pessoa, pois estou naquela pindura e, somente você é o cara certo para me salvar!

Depois dessa, não adianta chorar, correr ou ficar puto da vida, o jeito será encarar a fera e abrir a carteira, pois ele é, e, será para todo o sempre “O Cunhado”, o chato!

Você pode estar de namoro, noivado, casado, amigado ou de relacionamento estável, de um chifre quem sabe escape, mas, de um cunhado pegajoso, nem com “Nojo de Pitiú de Bodó”!

Na realidade, existem muitos cunhados da melhor qualidade, aqueles que se relacionam muito bem com você, parecem até que são teus irmãos de sangue – o problema maior é aquele da exceção: o cunhado chato!  

Pois bem, conheço uma parada que foi mais ou menos assim:

O cara já estava separado da irmã do cunhado fazia um bom tempo, mas, vez e outra pegava “uma facada” nos bolsos - num certo dia, o cunhado chegou no pedaço e foi logo detonando:

- Cunhadinho do coração, passei a noite toda chorando, a minha irmã, a tua ex-mulher e mãe do teu único filho, está muito doente no Rio, ela não tem ninguém para ajudá-la nessas horas, tenho que viajar urgente para lá, preciso da tua ajuda nas passagens de ida e volta, além dos gastos com o bacubacu e tudo o mais.

 – Cara, o negócio parece sério mesmo, de quanto você vai precisar?

- Apenas de uns mil e quinhentos paus! E olhe, vou comprar as passagens na promoção e talvez fique uma boa temporada por lá!

-  Tá bom, vou tirar a grana no banco e te darei ainda hoje.

- Beleza, cunhadinho do coração!

O cara pensou com os seus botões:

 - Vou me livrar desse cunhado chato por um bom tempo, além dos mais, ele ainda vai ficar dando um apoio para a minha ex!

Dias depois, resolveu liberar o carro na Receita Federal, pegou a estrada, viajou até Boa Vista, passou um dia por lá, pegou novamente a estrada rumo a Isla de Margarita, na Venezuela – ficou num resort da melhor qualidade, curtindo as praias, a gastronomia, muita diversão e compras de montão, pois o real está valendo muito por aquelas plagas.

No quinto dia de curtição, passeando pela praia, imagine quem ele encontra pegando aquele sol? Exatamente quem você está pensando, o cunhado chato, só podia ser ele e ninguém mais!

- Não acredito, putum que los parium! Tô vendo visagem ou é mesmo você? Tu não devias está no Rio? Que porra está fazendo aqui? Não precisa nem responder, está curtindo com a grana do cunhado otário aqui!

- Poxa, cunhadinho do coração, pega leve! Vou contar numa boa o que aconteceu: o meu chefe não ia muito com a minha cara e, armou prá cima de mim, fui despedido com justa causa, sem direito a nada, além do mais, aquela caboquinha que eu abatia, pois é, ela ficou buchuda de mim, tive que fugir de Manaus às pressas, a única pessoa que poderia me arranjar uma grana era você, por isso, tive que inventar toda aquela história. Me desculpa, quando as coisas melhorarem, irei de pagar tudo direitinho!

- Minha Santa Genoveva! Sem chances de ser feliz! Não quero mais ouvir as tuas mentiras, essa foi a última, não vou mais cair no teu papo furado!

- Calma cunhadinho do coração! Relaxa, você não sabe da maior, estou com duas gatas caribenhas da melhor qualidade, elas fazem barba, cabelo e bigode, uma delas eu passou para você numa boa, topa?

Pois é, mano velho, cunhado é cunhado, mas aquele chato, se puder, evite! 

Acho difícil, você vai ter que aturar! Eu, hein!

sábado, 18 de maio de 2013

BLOGDOROCHA: COISAS ENGRAÇADAS DE MANAUS – PARTE I

BLOGDOROCHA: COISAS ENGRAÇADAS DE MANAUS – PARTE I: Em todas as cidades existem coisas engraçadas, pessoas folclóricas, lugares com nomes esquisitos, expressões populares, enfim, coisas que sã...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O PALETÓ QUE CASOU TRÊS!



Encontrei o meu velho amigo JJ no Bar Caldeira, fazia tempo em que não batíamos um papo, ele foi logo falando que estava no Rio de Janeiro, foi encontrar a família, depois de trinta anos separados – foi um reencontro com a ex-mulher, um casal de filhos e, conhecer os quatro netos – quando começou a lembrar do seu casamento, voltei também ao túnel do tempo e, veio à tona o paletó que casou três pessoas.

Certa vez, dando numa geral no meu guarda-roupa, fiquei a olhar o meu velho e surrado paletó, lembrei muito bem do sufoco que passei para adquiri-lo - sabe com é um mancebo de vinte e poucos anos, o tesão fica a mil por hora, não teve jeito, avancei o sinal vermelho, engravidei a minha namorada e, ainda muito jovem tive que casar. E agora, José? Para casar tem que ter um paletó!

Nem pensar em comprar um “paletot” nas lojas famosas da Avenida Eduardo Ribeiro (Palácio da Moda, Casa Nova e Brumel) ou mandar um alfaiate fazer um sob medida, estava fora das minhas parcas economias – pedi ajuda dos amigos, dos colegas universitários, dos vizinhos, dos parentes e aderentes e, nada! Ninguém tinha um paletó para me emprestar!

Duas semanas antes do meu casório forçado, fui ao enlace matrimonial do JJ, o enforcamento dele foi na Igreja de São Sebastião, fiquei na expectativa, não do casamento, mas do seu paletó, o tamanho dava certinho no meu figurino - no final da recepção, fui salvo pelo gongo, consegui o empréstimo do paletó.

Uma semana após o meu casamento, o paletó tinha acabado de voltar de uma lavadeira (lavanderia, nem pensar!), quando foi requisitado por outro colega de colégio, o Perci - o caboco também estava com a noiva prenhe de três meses, fui solidário com ele, emprestei o paletó que estava emprestado de outro colega. O dito cujo já estava famoso, em menos de um mês já tinha servido para três casamentos. É mole ou quer mais?

O meu colega embarcou com o meu terno emprestado, foi passar a lua de mel (ou de fel) em outra cidade, fiquei no maior sufoco, pois o dono começou a cobrar a devolução. Como não tinha avisado que ele estava emprestado para outra pessoa, inventei uma desculpa esfarrapada, ele não engoliu, exigiu a entrega de imediato do paletó ou pagamento do mesmo, não teve jeito, propus o pagamento em suaves prestações.

Depois de um ano do ocorrido, conversando com o meu irmão do meio, o Henrique, comentei sobre a confusão do paletó e o pagamento, foi quando tive a maior surpresa, ele falou que o paletó pertencia a ele. Mas como é possível?

O negócio foi o seguinte: ele foi procurado pelo JJ, para comprar a prazo (no carnê) o dito paletó na Loja Palácio da Moda, as parcelas venceram e não foram pagas e, ele teve que assumir o débito, pagando com juros e correção monetária, dessa forma, o paletó não pertencia ao JJ, pois ele não pagou.

Pois bem, o paletó ficou na naftalina guardando por mais três anos, quando foi utilizado novamente para receber o “meu canudo de papel” no Teatro Amazonas – voltou a brilhar e, posei para as fotos do álbum de família - depois, voltou para o armário, saindo de lá somente para ocasiões formais.

Com o passar do tempo, ficou no esquecimento, guardado para o todo e sempre, as traças deram em cima dele - não tem como doá-lo, ele tem história.

Voltando ao JJ, ele está pensando em voltar a morar no Rio, pois está aposentado e ganhando o suficiente para se manter numa boa, além do mais, ficou apaixonado pelos netos, virou um vovô babão - antes de viajar, vai ter que me devolver o valor do paletó págo indevidamente. Outra coisa, o JJ está pensando em casar de novo, dessa vez terá que comprar um novo paletó e outras coisas mais!

Os três que casaram com o mesmo paletó, se divorciaram das esposas, a indumentária não teve nada a ver com as desavenças dos casais - já falei para os meus filhos que, quando eu for morar na cidade dos pés juntos, eles devem me vestir com o meu velho e surrado paletó.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

BLOGDOROCHA: SERINGAL PARAÍSO

BLOGDOROCHA: SERINGAL PARAÍSO: O livro Ferreira de Castro, do Abrahim Baze, relata com bastante precisão a história do Seringal Paraíso, na margem esquerda do Rio Madeira,...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ESTUDAR MÚSICA É TUDO DE BOM!


Segundo o infográfico ao lado, existem dez fortes motivos para estudar música. Uma boa será os pais procurarem o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, para matricularem os seus filhos no núcleo de Música Erudita e Popular. Para que não sabe, ele fica na Av. Pedro Teixeira, 2.565, bairro Flores, Centro de Convenções Sambódromo, de Segunda a Sexta, das 08h às 12h e 14h às 17h, – telefones: 3232-1950 e 3232-2440.

O Centro Cultural Cláudio Santoro iniciou as suas atividades em Novembro de 1997 e, em 28 de Fevereiro de 2007, passou a chamar-se Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro – os três primeiros nomes como eram chamados as escolas de artes de antigamente e, o Cláudio Santoro (1919-1989), um manauara que foi compositor e maestro, sendo reconhecido no Brasil e no exterior; era militante do PCB e divulgador do Realismo Socialista. O Cláudio Santoro foi Regente Titular da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília.

O Liceu possui como objetivos o estudo nas mais diversas manifestações artísticas, oferecendo a população sua integração a cultural local, desenvolvendo, aperfeiçoando o talento de crianças, jovens e adultos, estimulando-os no que se refere à atividade artística, oferecendo gratuitamente Cursos Livres e de Formação Artística, com na finalidade de adquirir mão-de-obra especializada, modificando o perfil dos profissionais em face da nova ordem de trabalho exigido pelo mercado.

Se a música provoca um forte impacto no cérebro; tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora; o estudo musical amplia o raciocínio nas crianças, em todas as idades, a música reforça o sentimento e convivência em grupo, proporcionando melhorias no relacionamento interpessoal e, outras coisas boas mais – está na hora dos pais levarem os seus filhos para uma escola de música. É isso ai.  

domingo, 12 de maio de 2013

CINEMA SHOPPING CENTER


O Cine Odeon ficava na esquina da Rua Saldanha Marinho com a Avenida Eduardo Ribeiro, centro de Manaus, foi uns dos melhores e mais luxuoso da nossa cidade, mas, não resistiu ao “progresso”, sendo vendido pelos seus proprietários, vindo a ser demolido e, em seu lugar, surgiu um edifício com vinte andares, para compensar, o empresário Adriano Bernadino Filho, inaugurou no mesmo lugar, em 20 de Abril de 1977, o Cine Shopping Center.

Além do Odeon, o Cine Avenida também fechou as portas, deixando uma lacuna, com a cidade privada de casas de alto padrão para exibição da sétima arte, pois tínhamos ainda o Cine Guarany, Polytheama e outros na periferia, mas, não possuíam o conforto que os dois primeiros proporcionavam.



Numa sacada do dono da Empresa Cinematográfica A. Bernadino foi instalado o Cine Shopping Center, um luxuoso cinema, dotado do máximo conforto, excelente refrigeração, com todos os recursos disponíveis a época, nada deixando a dever aos grandes cinemas do país.



O cinema tinha 185 lugares, oferecendo os melhores filmes nacionais e estrangeiros – por esta dentro de um edifício misto de escritórios e centro de compras e, por ficar nos primeiros andares, o acesso era através de escadas rolantes, uma novidade para a nossa cidade.

Na época, o comércio da Zona Franca de Manaus estava fervilhando de turistas nacionais, pois o Brasil ainda não tinha feito a abertura para o comércio exterior e, em Manaus encontrava-se de tudo, desde quinquilharias até equipamentos de última geração.

Frequentei muito este cinema e, presenciei diversas vezes a sessão ser suspensa, em decorrência de alguns jovens soltarem o famoso “Pum Alemão”, um frasco que era adquirido nas lojas da Zona Franca, contendo uma substância gasosa que ao ser quebrado, exalava um fedor insuportável, onde todos saiam correndo para pegar um ar puro!

Com a instalação do Amazonas Shopping, grandes salas de cinema foram abertas, provocando o fechamento do Cinema Shopping Center e, até hoje os moradores do coração de Manaus não possuem nenhuma sala para usufruir dessa bela arte.

Com a revitalização do centro antigo, tendo vista a Copa do Mundo de 2014, está chegando a hora de um empresário abrir um cinema de luxo no centro - falta um Bernardino aparecer e fazer acontecer. É isso ai.

Fonte: Revista Manaus Magazine

sexta-feira, 10 de maio de 2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MINHA MÃE

ROGEL SAMUEL (*)
 
Gosto de lembrar-me de minha mãe mas quando ela era ainda jovem e bela. Minha mãe, a incompreendida.  Poderia ter sido mais feliz. Se não fosse tão intransigente com os outros, sempre preocupada com os conceitos dos outros, sempre sofrendo o julgamento de uma sociedade de classe-média decadente que só ainda existia na sua mente, na sua lembrança.
 
Minha mãe era belíssima quando jovem, mas foi infeliz no casamento e mesmo com seus dois filhos. Nunca se separou de meu pai, mesmo depois de saber que ele tinha outra família.
 
Era apaixonada por ele? Talvez fosse.
 
Meu pai era tudo com que ela sonhou na juventude: francês atlético, educado, cultíssimo, elegante, de boas maneiras (meu pai só comia uma banana de garfo e faca), falando inglês, francês, alemão (foi alfabetizado em alemão, em Estrasburgo), conhecedor do mundo, da guerra, tocando piano e violino, na juventude era rico, etc.
 
Sim, quando se casou meu pai, ele era rico comerciante em Manaus. Minha mãe foi a primeira mulher a dirigir automóvel em Manaus, quando saía de carro as pessoas exclamavam, admiradas:
 
- Olha uma mulher dirigindo um carro!
 
Chegou a ser uma das dez mais elegantes da cidade segundo um cronista social famoso.
 
Minha mãe lia muito, era bibliotecária e professora. Foi infeliz, foi feliz? Não sei, mas como todos nós teve as suas fases.
 
Sua casa era imponente, para os conceitos da época. Ela mesmo arrumou o financiamento, escolheu a casa numa revista americana: um bangalô americano de dois andares num terreno alto. Imponente, sim.
 
Por que tudo veio abaixo?
 
Primeiro eu me separei da família aos 18 anos, vindo estudar no Rio de Janeiro e nunca mais voltei (senão como visita). Tornei-me um verdadeiro estranho dentro de casa. Depois meu pai faliu, saiu de casa etc.
 
Sim, eu era um estranho naquela casa, e a minha independência nunca foi "perdoada".
 
Nós, seus filhos, não fomos modelos de bons filhos. Eu, principalmente. Que naquela época hippie tinha um comportamento exótico, pouco sociável: cabelos compridos (um escândalo!), sandálias e roupas indianas, vivia metido em comunidades budistas (suspeitíssimas para os padrões vigentes), sempre no meio de artistas plásticos e poetas (que para minha mãe significavam desocupados e viciados).
 
Eu mesmo era um artista plástico, estudava no Parque Lage, pintava grandes quadros abstratos, escrevia poemas, fazia fotografia etc.
 
Para minha família, um marginal!
 
Mesmo depois de formado, de ter feito mestrado e doutorado, de ter virado professor universitário, nunca minha imagem na família mudou: eu estava marcado para sempre como "comunista" etc. Por isso, quando ia a Manaus, passava 3 dias, logo voltava.
 
Mas a imagem que gosto de sempre lembrar era ela com o marido dançando uma valsa triste no salão de nossa casa.
 
Hoje, lastimo não ter podido fazê-la feliz.
 
Lastimo.
 
Mas estava além de minha natureza.

(*) Poeta, escritor, webjornalista, colunista de BLOCOS ONLINE, de ENTRE-TEXTOS, doutor em letras, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Autor de: Crítica da Escrita, 1979; Manual de Teoria Literária, Editora Vozes, 14 edições; Literatura Básica, Editora Vozes, em 3 volumes, 1985; O que é Teolit? Editora Marco Zero, 1986; 120 Poemas, 1991; Novo manual de teoria literária, Editora Vozes, 6ª. Edição, 2011; o romance "O amante das amazonas", Editora Itatiaia 2a edição, 2005; Fios de luz, aromas vivos, Fortaleza, Expressão Gráfica Editora, 2012; autor do romance TEATRO AMAZONAS, Edua, Manaus, 2012. Autor de centenas de artigos em revistas, jornais, vários romances publicados on-line. Sócio Correspondente da Academia Amazonense de Letras.

terça-feira, 7 de maio de 2013

MANAUS MAGAZINE E DENISE CABRAL DOS ANJOS

Olhando algumas prateleiras da Biblioteca Pública do Amazonas, por um acaso, deparei-me com vários tomos, onde constavam centenas de edições da famosa revista amazonense “Manaus Magazine”, logo vem a minha mente, a pessoa da jornalista Denise Cabral dos Anjos – resolvi folhear as revistas, ano de 1977 e, tirar algumas fotografias, para publicar no nosso blog, afinal, sou saudosista e adoro fazer postagens do nosso passado.

A Denise Cabral foi a primeira jornalista do Amazonas - fundadora da revista “Sintonia” que durou até a década de 50, quando fez uma nova roupagem e lançou a “Manaus Magazine”, a qual teve longa duração (56 anos), saindo somente de circulação em 2006, em decorrência da saúde debilitada da sua fundadora.

Na edição de Dezembro de 1977, a sua revista completou 27 anos de existência e, ele escreveu o seguinte: “27 anos de trabalho assíduo, digno, correto e honesto, não nos deixa eufóricos por sabermos que somos eleitos da simpatia dos aqui vivem, nessa terra adorada. Nossos objetivos sempre alcançaram sucesso porque eram alicerçados no corretismo profissional que sempre procuramos cristalizar”.

Selecionei algumas fotografias que constavam nas revistas de 1977 – direto do túnel do tempo:




Maury Bringel e a Diretoria do BEA






























Foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Amazonas, pela sua contribuição ao jornalismo amazonense. Era solteira, não deixou filhos e, aos 81 anos de idade veio a falecer em decorrência de um câncer. Ficou na história do colunismo social da nossa cidade, tanto que as suas revistas estão disponíveis na nossa Biblioteca Pública para pesquisas. É isso ai.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

VIVA A NATUREZA!

 No dia 15 de Setembro de 2012, a Secretária Estadual de Cultura (SEC) através de uma autorização da Secretária Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), derrubou uma árvore no Largo de São Sebastião, alegando que ela estava doente, contaminada por um vírus. Papo furado, eles fizeram isso, em decorrência da coitada da árvore, ter nascido, exatamente, no local onde seria montado um gigantesco palco do mega evento “Concerto de Natal a La Disney World”.

   Para compensação, foram plantadas dezenas de mudas na Rua José Clemente (por detrás do finado Hospital da Santa Casa de Misericórdia e do Centro Cultural Palácio Rio Negro) e na Praça do Congresso.

   No primeiro lugar, foram destruídas grandes peças da calçada (pedras de Liós), cometendo um crime para justificar outro, além de fazerem um serviço “porco”, com as grades de proteção colocadas de forma precária, caindo com qualquer vento ou chuva.
  
  Passei várias e várias vezes por lá, para levantar as plantas e, calçá-las corretamente, inclusive, pedi a ajuda e compreensão dos lavadores de carros para que cuidasse das plantas quando elas tombassem. Apesar dos pesares e, mesmo não tendo nenhuma manutenção por parte da SEC, as árvores estão vingando, dando um visual cada vez mais bonito.

   Viva a natureza e aos homens de boa vontade!

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domingo, 5 de maio de 2013

MANAUS NÃO POSSUI MAR, MAS, ADORO A MINHA CIDADE!



Muitos amazonenses adoravam o Rio de Janeiro, tanto que, nas décadas de 50 e 60, muitas famílias inteiras foram em peso morar na Cidade Maravilhosa – o sonho do manauara era um dia viajar até aquela cidade, pois além dos belos contornos geográficos, do povo alegre, do samba e do carnaval, o que mais encantava os caboclos era o mar, com suas praias lindas e encantadoras.

Sempre tivemos as nossas belas praias de água doce, mas, nada se comparava, naquela época, a de Ipanema e Copacabana – adorávamos a nossa cidade, mas, não tínhamos o mar, a água salgada, as ondas e, aquele mulherio desfilando na praia!

Um fato interessante, os cientistas descobriram que em épocas remotas, esta imensidão que é a Amazônia, onde está incluída a nossa Manaus, tudo um dia já fora um grande mar! Fazer o quê? Isto aconteceu há milhões de anos atrás!

Conheço muitos cariocas que mora em Manaus, não por opção, mas por trabalho, muitos vieram destacados pelas forças armadas para trabalharem na Amazônia, outros, por terem passados em concursos públicos ou foram transferidos para o batente em empresas do Distrito Industrial.

Eles não demoram muito a se aclimatar - pouco a pouco vão se enturmando, pois o manauara é chegada a uma boemia, gosta de samba, carnaval e pagode; fala alto, faz amizade rapidinho, além de ser um gozador nato; adora um boteco e de namorar – o nosso sotaque puxa um pouco o chiado do colonizar português, mas com uma tendência em imitar o carioca – os dois se identificam numa boa!

O único problema para eles em Manaus é exatamente por não termos praias de mar, mas, com o tempo vão tomando gosto com as nossas praias de água doce, além da nossa exuberante natureza e das caboquinhas, é claro!

Os nossos jovens mais abastados começaram a amar a nossa cidade e valorizar os nossos rios, tanto que eles praticam diversos esportes náuticos - são feras no remo, em manobras radicais de Jet Sky, além de serem campeões no wakeboard e de travessias do Rio Negro – claro que não esquecem uma praia de mar e, vez e outra, gostam de viajar para o Rio e para as praias do nordeste, além de terem o privilégio de ir de carro até a Venezuela, alcançando o mar do Caribe. Te mete!

Na minha juventude, passei uma temporada no Rio, juntamente com uma família de amazonenses que estavam totalmente integrados a cidade, inclusive, eles já falavam o carioquês e, sofri muito para deixar de falar o meu amazonês – todo dia era dia de praia, não trabalhava, apenas estudava para passar no vestibular, levava os livros para estudar na praia - pense num cabocão que era tarado por praia!

O tempo passou, não sinto mais tanta falta de um mar, pois adoro tomar banho de rio e, em vez das ondas, gosto mesmo é de curtir um banzeiro (alguns jovens falam marola, sai prá lá, cara!) – fico de bubuia (amazonês = ficar sem fazer nada, flutuando na água).

É isso ai, mano velho, Manaus não possui mar, mas, adoro a minha cidade!

sábado, 4 de maio de 2013

BLOGDOROCHA: DROGARIA LEMOS, A MAIS ANTIGA DE MANAUS

BLOGDOROCHA: DROGARIA LEMOS, A MAIS ANTIGA DE MANAUS: Este prédio está localizado na Rua dos Barés, 115, centro antigo de Manaus, foi construído em 1851, portanto, com mais de um século e meio ...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A NOSSA DEUSA DIKÉ BARÉ




Quem passa pela Avenida Eduardo Ribeiro, centro antigo de Manaus, depara-se com uma magnífica edificação, o “Centro Cultural Palácio da Justiça”, construído pelo governador Eduardo Ribeiro, em 1894 e, finalizado em 1900, pelo Coronel José Cardoso Ramalho Junior – o que mais chama a atenção de todos, é exatamente a estátua da deusa Diké, em decorrência de pender para a sua esquerda um dos pratos da Balança, contrariamente totalmente o símbolo do equilíbrio e da própria “Justiça”.

Ali já fora a sede do Poder Judiciário, principalmente de instância de segundo grau (onde eram julgados os recursos) e, a Deusa Diké, um símbolo da Justiça, expressando conceitos orientadores do comportamento da sociedade.

A Diké era uma divindade grega, conhecida também como Dice, ou ainda, Astreia, era filha de Zeus e Têmis – um detalhe importante: ela não usava vendas para julgar, pois ficava com os olhos bem abertos e, a nossa deusa baré está perfeitamente representada, mesmo contrariando alguns, pois a cegueira é também um dos símbolos da justiça, onde o mundo exterior é desprezado face à “luz interior”, pois dizian que os cegos viam segredos reservados somente aos deuses.

Outro símbolo que a Deusa Diké utiliza é a Balança e a Espada, no primeiro, pesa o direito e, no segundo, o defende, pois uma sem a outra é a força bruta, constituindo na fraqueza do direito – o grande problema da nossa deusa baré é a balança que pende para a esquerda, contrariando a expressão latina “Dura Lex, sede lex”, ou seja, “a lei é dura, mas é a lei” e deve servir para todos indistintamente.

Será? Olhem os considerado “Fichas Sujas” que estão no poder, inclusive um Prefeito do interior do Amazonas, sujo até a alma, no entanto, está sendo apoiado pela grande maioria dos políticos amazonenses e protegido por “força da lei” – Pode?

Sendo assim, a balança da nossa deusa baré está corretamente colocada, ou seja, a grande maioria recebendo a dureza da lei, enquanto alguns pilantras, ladrões do dinheiro público, não são penalizados.

Dei um zoom na estátua da nossa deusa e, descobri o seguinte: o prato da balança do seu lado direito está com a corrente enrolada, ficando um pouco mais acima do outro  - bem que o atual gestor de cultura poderia mandar fazer a devida correção, evitando a chacota dos observadores mais atentos, uma vez que a nossa Deusa Diké Baré, passou, recentemente, por pinturas e, está mais visível.  É isso ai.

Foto: Rocha

quarta-feira, 1 de maio de 2013

MANAUS DE ANTIGAMENTE - SISTEMA DE ÁGUAS & ESGOTOS



Pois é mano velho, os ingleses fizeram o sistema de esgotos da nossa cidade no início do século passado e, ainda funciona perfeitamente!

A empresa chamava-se Manáos Improvements Limited. - o contrato foi realizado em 1903 e, faltou somente construir a elevatória de esgotos (atual Teatro Chaminé) - eles também detinham a concessão para distribuir a água

Estava indo tudo muito bem, mas a esperteza e a ganância dos gringos aflorou, começaram a cobrar um preço altamente salobro pelo fornecimento do líquido precioso, houve uma gritaria geral, a população resolveu não pagar e, também não deixaram os funcionários da companhia entrar em suas residências para efetuarem os cortes.

A situação virou caso de polícia, a Manáos Improvements pediu o apoio da Polícia Militar para entrar nos domicílios, foram destacados 50 soldados para acompanhar os cortadores de água, mas, não cumpriram as ordens dos superiores, pois estavam também sofrendo no bolso.

O povo revoltado depredou os escritórios da companhia inglesa e os soldados amotinados foram fuzilados por tropas federais, exatamente no dia 15 de Junho de 1913.

O caso teve uma grande repercussão nacional - a empresa voltou para a Inglaterra e, foi encampada pelo governo estadual, porém, o povo pagou o pato, teve que arcar com o pagamento de pesadas indenizações.

Passados todos esses anos, os governantes por pura incompetência, por não dizer safadeza, não seguraram a peteca; passaram a administração de água e esgotos para uma empresa multinacional francesa chamada Suez Lyonnais Dês Eaux, substituindo a Cosama, conhecido por "Colama", depois, entrou em cena a Manaus Ambiental.

Pois é, muda o nome, o tempo passa, mas, as galerias de esgotos permanecem funcionando numa boa!

Foto: Rocha