sexta-feira, 30 de abril de 2010

INAUGURAÇÃO DA PRAÇA 5 DE SETEMBRO - PRAÇA DA SAUDADE







A Prefeitura Municipal de Manaus entrega a Manaus, nesta sexta-feira (30), um belo cartão postal da cidade totalmente renovado, a Praça 5 de Setembro, mais conhecida como Praça da Saudade, localizada no Centro da capital amazonense. Além de entregar um símbolo da cidade preservado, a Prefeitura de Manaus, ainda vai presentear a população com o sistema de acesso à Internet wireless permanente, instalado por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf) e de Administração (Semad).

A revitalização desse espaço tão importante para a história da nossa cidade, teve início em 2008, mas só em junho de 2009 suas obras foram intensificadas. A restauração faz parte de um convênio firmado entre a Prefeitura de Manaus e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa. No total, foram investidos aproximadamente R$ 2,7 milhões de reais para recuperar uma área de 11.293,53 m².

O projeto de restauração buscou ser fiel ao original, incluindo pistas externas (pedras tipo carranca) e internas (pedras tipo Miracema), a iluminação com postes estilo republicano, e pergolado em madeira de lei. Além de bancos em estilo francês, lixeiras tipo joy (ferro fundido), bancas de revistas, cabines telefônicas e espaços gastronômicos.


Outro símbolo marcante, o monumento a Tenreiro Aranha, foi totalmente restaurado, inclusive com granito da base da estátua semelhante ao utilizado na época em que a praça foi construída.

As ruas do entorno da praça receberam melhorias no pavimento e a sinalização horizontal foi refeita. A fachada emblemática do Atlético Rio Negro Clube que compõe aquela área histórica ganhou nova pintura, por meio de uma parceria entre a empresa de tintas Suvinil e a Prefeitura de Manaus.

O paisagismo é outro detalhe importante dessa obra que recebeu atenção especial, com o plantio de mudas de mini-ixórias, alamandas, durantas, palmeiras, açaizeiros, bougainvilles, oitizeiros e pau-pretinho.


A jardinagem remonta aos jardins europeus que enfeitavam nossa cidade no período áureo da borracha, através de espécies compatíveis com o clima amazônico, a Prefeitura de Manaus, por meio de sua equipe de arquitetos, buscou transformar a Praça da Saudade em um lugar de contemplação.

A aplicação de todos esses detalhes faz parte do empenho da Prefeitura em resgatar um patrimônio que tem 154 anos de história, e que agora renovado, volta receber a população, como mais uma alternativa de lazer.

História da praça: 1865-Construção da praça; 1926-Recebe o nome de Praça Washington Luís;1928-Recebe o nome de Praça Getúlio Vargas;1931-Retoma o título original de Praça da Saudade;1932-Construção de jardins, passeios e a instalação do monumento à elevação da Comarca à categoria de Província; início das obras de transformação do extinto cemitério São José em um jardim que passou a fazer parte da praça;1937-Lei Municipal oficializou o nome do espaço para Praça Cinco de Setembro;1938-Traçado original da Praça modificado, canteiros renovados com magnólias e acácias, bancos de cimento e madeira substituídos por maiores e mais resistentes, traçado retangular entrecortado por oito alamedas que convergiam para o centro da área e formavam um passeio circular; recebe o monumento a Tenreiro Aranha; o jardim da Praça que foi construído no lugar do antigo cemitério dá lugar à sede do Atlético Rio Negro Clube;1962-Governo do Estado constrói prédio do Palácio da Cultura, onde funcionou a secretaria de estado da Educação-Seduc e, depois, a Sociedade de Habitação do Estado do Amazonas – SHAM; jardins refeitos, instalação de espelho d’água com duas estátuas de bronze que representavam os homens primitivo e moderno; retirada dos caramanchões. 1968- Instalação de um chafariz entre as duas esculturas;1975-Chafariz dá lugar a uma fonte, lâmpadas são instaladas no espelho d’água, construção de dois playgrounds, pavimentação com blocos de concreto e um estacionamento para a Seduc; 1977-Um avião DC-3 em tamanho original, doado pela empresa aérea Varig-Cruzeiro, é instalado na praça. A aeronave foi desmontada em 1984 por uma empresa de táxi-aéreo; 1985-Construção de um estacionamento na rua Simão Bolívar, um anfiteatro atrás do prédio da Sociedade de Habitação do Estado do Amazonas - SHAM, sanitários, terminal para o veículo de passeio Trenzinho da Alegria, mesas com tabuleiros para jogos, calçamento com ladrilho hidráulico, substituição da fonte luminosa por chafariz com lâmpadas coloridas e retirada das esculturas dos homens primitivo e moderno. Posteriormente, as esculturas voltaram ao espelho d’água, mas em posições invertidas;Década de 90-Construção de um marco de concreto em frente ao chafariz com a figura de uma Bíblia aberta que levou a comunidade evangélica a chamar o espaço de Praça da Bíblia; Abril de 2010 – A Prefeitura Municipal de Manaus entrega a Praça da Saudade totalmente restaurada.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS


O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas, um complexo com um mirante, um restaurante e um museu em uma encosta, onde se poderá observar o encontro dos rios Negro e Solimões.


Este projeto custou aos cofres públicos a quantia de seiscentos mil reais, foi elaborado em 2005, a pedido do então prefeito de Manaus Serafim Corrêa, infelizmente, o alcaide engavetou o projeto, não deu o devido valor ao empreendimento. A previsão da entrega seria para 2007, estava confirmada a presença do ilustre arquiteto, mas, o prefeito não lançou nem sequer a pedra fundamental; não conseguiu a sua reeleição por pura incompetência, e, o atual prefeito Amazonino Mendes não quer nem ouvir falar no Mirante.

O Memorial deveria ser construído em um terreno no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste da capital, com uma área verde de cerca de 20 hectares, o local pertence à Embratel (as duas torres permanecem no local), foi cedido a Prefeitura de Manaus. O complexo seria composto de dois prédios, exposições e restaurante, em uma grande praça no topo de uma encosta – o prédio de exposição consistiria de um pavilhão com a forma aproximada de uma oca, com 35 metros de diâmetro na base e altura de 7,20 metros, elevado em relação ao piso da praça. O pavimento do subsolo, com igual área, teria uma abertura para o ambiente externo, protegido por uma marquise.

O projeto previa ainda duas capas de concreto, elevando-se 20,80 metros em relação ao piso térreo, duas capas de concreto cobrindo setores de aproximadamente 120 graus. As duas capas, diametralmente opostas - uma delas reta, em amarelo, representando as águas barrentas do Rio Solimões, e a outra curva, em negro, representando as águas escuras do rio Negro -, se encontrando no topo. O prédio do restaurante ficaria encravado em outro trecho da encosta, acompanhando, na fachada, a sinuosidade das curvas de nível. Uma rampa, protegida lateralmente por muro de arrimo, daria acesso ao terraço e ao mirante.

O Oscar Niemeyer assim definiu o seu projeto: “Tinha diante de mim as fotografias do espetáculo que é o encontro das águas, e foi isso que dominou o projeto: as duas formas de concreto que sobem e se encontram, o preto representando as águas escuras do rio negro e o amarelo representando o rio Solimões, de águas claras”.

Agora, imaginem os senhores se esta obra colossal tivesse sido construída, o benefício seria imenso para a nossa cidade, o local seria transformado numa Meca para os ambientalistas e turistas, além do mais, teríamos uma enorme força para barrar a construção do Porto das Lajes (um mega projeto de destruição do Encontro das Águas).

A luta continua companheiros! Estamos na guerra contra a destruição desse magnífico cartão postal de Manaus, depois da nossa vitória, iremos incentivar o “desengavetamento” do Memorial Encontro das Águas. Sonhar não custa nada, mas sonharemos com os olhos bem abertos! O bicho homem está se autodestruindo, mas existe uma luz no fundo do túnel, ainda restam homens de boa vontade, preocupados com o futuro da humanidade, estes sim, farão a diferença, os outros, os maus, morrerão afogados na lama do seu dinheiro sujo!

OBSERVAÇÃO: Esta postagem foi publicada ano passado, republico em decorrência do desengavetamento do projeto. O governador Omar Aziz fez uma parceria com o Prefeito de Manaus, Sr. Amazonino Mendes, o projeto e o local foi cedido ao Estado. Irão construir o monumento com outro nome "Fan Park", credo! Não tem nada de amazônico, dizem que o nome é uma imposição da FIFA para a Copa de 2014. Será? Em todo caso, bato palmas pela construção e aproveitamento do local, será muito proveitoso para os turistas nacionais e estrangeiros e, principalmente, para habitantes deste torão.
Foto/Colagem: J Martins Rocha

GRITO DE CONVOCAÇÃO DO MOVIMENTO S.O.S. ENCONTRO DAS ÁGUAS




No dia do Trabalhador vamos lutar pelo meio ambiente. O Movimento S.O.S. Encontro das Águas convoca todos os cidadãos preocupados com as questões socioambientais do Amazonas para Assembléia de discussão com o objetivo de definir novas táticas e repensar as práticas de luta, visando à preservação do complexo ambiental Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do Rio Amazonas.

Data: 01/05/2010 (sábado) 15:00 h.

Local: IFAM (antiga Escola Agrotécnica Federal), no Instituto de Permacultura do Amazonas (IPA), Av. André Araujo, Bairro Zumbi, atrás da feirinha da Escola (IFAM). Passar a bola do São José e após 3 km entrar à direita pela estrada do Castanhal situada na frente da guarita principal da Escola Agrotécnica.

Proposta de Pauta:

15:00 – 15:30 h – Apresentações de outras lutas socioambientais atuais pelos cidadãos e organizações presentes na reunião.

15:30 – 16:00 h – Histórico, informes e respostas às duvidas do S.O.S. Encontro das Águas contra o Porto da Lajes.

16:00 – 16:10 h – Organização dos grupos de trabalho para estabelecimento de novas e agenda de luta:

GT 1 – Conhecimento científico e popular sobre os povos e os recursos naturais do Encontro das Águas; GT 2 – Comunicação; GT 3 – Educação ambiental e sensibilização; GT 4 - Estratégias Políticas e Jurídicas; GT 5 – Projetos para sustentabilidade do Encontro das Águas.

16:10 – 16:50 h – Construção das propostas de planejamento por Grupo de Trabalho.

16:50 – 17:40 h – Apresentação do resultado de planejamento dos Grupos de Trabalho (10 minutos para cada Grupo)

17:40 – 18:00 h – Planejamento e discussão final

Se não formos capazes de preservar o Encontro das Águas, símbolo maior de nossa identidade cultural e natural, estaremos reprovados publicamente para gerir sustentavelmente qualquer outro bem comum da nossa Amazônia.

Inteligência Ambiental: Com a ampliação do Movimento deve-se ter todo cuidado para se identificar os militantes, excluindo dessa feita os lobistas, penetras e oportunistas.
Fotos: J Martins Rocha - o local chama-se Torres da Embratel, será construido o Memorial Encontro das Águas (um complexo com um mirante, um restaurante e um museu numa encosta, onde se poderá observar o Encontro dos Rios Negro e Solimões), projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MERCADO ADOLPHO LISBOA




O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, um dos mais importantes centros de comercialização de produtos regionais em Manaus, foi construído no período áureo da borracha. Por ser um dos mais importantes exemplares da arquitetura de ferro e, não tendo similar em todo mundo, foi tombado em 1º de julho de 1987 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Antes da existência do mercado funcionava no local, a Ribeira dos Comestíveis para comercializar produtos vindos do interior do Amazonas. A ribeira supria as necessidades da cidade, mas, com o início do ciclo da borracha,Manaus sofreu um intenso processo de migração, aumentando a demanda de produtos. Desta forma, os governantes da época perceberam a necessidade de construir um Mercado Público.

Foi assim, que em 1880, começou a montagem do Mercado. Os pavilhões de ferro foram importados da Europa. Com duas fachadas totalmente distintas, uma de frente para o rio Negro e outra para a Rua dos Barés. O conjunto foi construído com quatro pavilhões: o principal, central e maior; dois laterais (de peixe e carne) e o “Pavilhão das Tartarugas”.

O corpo central do edifício é vazado por um portão, cuja bandeira ocupa quase a metade do segundo pavimento. No térreo, esse portão é ladeado por duas janelas de vergas retas coroadas com frontões triangulares, e no segundo pavimento há dois pares de janelas geminadas.

Sobre a bandeira do portão principal, existe uma cartela cravada com o nome Adolpho Lisboa que, na época da construção da fachada, era prefeito da cidade de Manaus. Posteriormente Lisboa deu o nome ao mercado.

A construção do mercado ficou a cargo da firma "Bakus & Brisbin", de Belém, com pavilhões construídos em estrutura de ferro, pela firma "Francisc Norton, Engineers, Liverpool".

Sua inauguração se deu em 1883. Dessa época é datado o edifício principal. Trata-se de um galpão de aproximadamente 45 metros de comprimento, e 42 de largura, construído em estrutura de ferro. A estrutura é sustentada por 28 colunas, sendo os parapeitos onde estas se apoiam, e as duas salas laterais, em alvenaria de pedra e tijolo. Seu calçamento é de laje de cantaria, de forma retangular, e sua rua central é calçada em paralelepípedos.

As salas laterais possuem vinte "boxes", separados entre si, por grades de ferro, possuindo, cada um, balcões de madeira, com tampo em mármore. Em 1890 foram construídos dois outros pavilhões (galpões) laterais de igual tamanho, também com estrutura de ferro e cobertura de zinco. Os "novos" pavilhões possuem 360 m2 de área útil. Sua estrutura é formada por beirais abertos, encimados pior arcos de ferro, os quais são sustentados por colunas, também em ferro. Nas duas fachadas principais, fechando os arcos, há gradis de ferro com ornatos decorados, acompanhados por vidros coloridos.

Pavilhão posterior foi construído em 1908

Por volta de 1908, foi construído o pavilhão posterior para a comercialização, na época, de tartarugas, o qual possuía iluminação à querosene. Tal pavilhão teve a estrutura em ferro construída pela companhia "Walter Macfarlane, Glasgow". Seu formato difere dos outros, sendo este totalmente fechado, possuindo cobertura em quatro águas e feita com chapas onduladas.

A construção possui venezianas em todo o seu contorno, tendo oito entradas de acesso (uma em cada fachada principal, e três em cada lateral). Possui frontões formados por gradis ornados em ferro, e vidros coloridos. Ladeando esse pavilhão existem dois menores, de forma octogonal, possuindo também venezianas laterais em seu contorno e janelas em vidro (acima das venezianas).

Todas as janelas possuem gradis de ferro decorados por motivos florais.

Atualmente o mercado passa por reforma das áreas deterioradas pelo tempo ou descaracterizadas por reformas anteriores.

terça-feira, 27 de abril de 2010

FREI FULGÊNCIO MONACELLI



Nasceu na província de Perúrgia, na Itália, em 5 de março de 1938, foi ordenado em 1954, veio para o Amazonas em 1965, como missionário para completar sua vocação sacerdotal, trabalhando em Benjamin Constant e São Paulo de Olivença, veio para Manaus em 1972, trabalhando na Igreja de São Sebastião.


Em Manaus, seu trabalho destacou-se na área de esporte e música com crianças e jovens e do Coral de São Sebastião.

O frei foi homenageado com a Medalha de Ouro da Cidade de Manaus, pela Câmara Municipal de Manaus, pelos relevantes serviços prestados a nossa cidade.

O Frei é um guerreiro, lutou muito para construir o Complexo Esportivo de São Sebastião e do Centro Paroquial Frei Miguel Ângelo, na Rua Tapajós, centro de Manaus.

Na minha juventude, o frei teve um papel importante na minha formação, pois era o orientador espiritual, treinador de voleibol e maestro do coral, na Juventude Francisca de Manaus, conhecida por JUFRAMA, localizada no prédio do Teatro Juvenil, na esquina das Ruas Tapajós e Ramos Ferreira - infelizmente, outros padres resolveram alugar este espaço para uma faculdade local.

A grande maioria dos jovens que moravam no entorno da Igreja de São Sebastião, tiveram também esta oportunidade de serem orientados pelo Frei Fulgêncio.
Os malucos do Bar do Armando, fizeram uma homenagem ao Frei Fulgêncio, mandaram confeccionar um boneco gigante com os seus traços e indumentária, a Banda da Bica já deu muita dor de cabeça para o frei, pois existe uma tradição dos "biqueiros" em saírem sempre no sábado magro de carnaval, exatamente no dia de maior demanda para casamentos na Igreja de São Sebastião.

O frei está com 77 anos de idade, detém ainda um grande vigor físico, desenvolve normalmente as suas atividades na Igreja de São Sebastião, levando a todos os valores franciscanos, de vida e modo de ser de São Francisco.

domingo, 25 de abril de 2010

A HISTÓRIA DO IPHAN E A SUA ATUAÇÃO NO AMAZONAS

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, conhecido pela sigla de IPHAN, foi criado em 13 de Janeiro de 1937, através da Lei no. 378, no governo de Getúlio Vargas; encontra-se, atualmente, contemplado pelo artigo 216, da Constituição Federal.

Na Carta Magna, define-se patrimônio cultural a partir de suas formas de expressão, de seus modos de criar, fazer e viver; das criações científicas, artísticas e tecnológicas; das obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados as manifestações artístico-culturais; e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e cientifico. A Constituição também estabelece que cabe ao Poder Público, com o apoio da comunidade, a proteção e gestão do patrimônio histórico e artístico do país.

O IPHAN é uma instituição pública federal, ligada ao Ministério da Cultura, com mais de setenta anos de atuação no Brasil, merecedora do maior respeito como instituição. Em Manaus, este órgão está em evidência, em decorrência da pendenga jurídica com o Ministério Público Federal do Amazonas – os dirigentes teimam em não cumprir a determinação do tombamento provisório do “Encontro das Águas” dos rios Negro e Solimões.

A instituição continuará com a sua luta pela preservação do nosso patrimônio cultural, os dirigentes passarão, poucos ficarão na história – os atuais, estão sob suspeição, o que é muito lamentável – o professor da UFAM e antropólogo Aldemir Ramos escreveu o seguinte: “Depois da determinação da Justiça Federal suspendendo de imediata o licenciamento do Porto das Lajes, que beneficiava diretamente a empresa Lajes Logística S/A, que tem por traz a Log-In Logística intermodal, que é uma das controladas da Vale, a Liminar concedida pela Juíza da 3ª Vara Federal, Maria Lúcia Gomes de Souza, datada de 29 de março, obriga também o Instituto de Proteção Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a cumprir em 180 dias, (seis) meses, o Tombamento provisório do Encontro das Águas, salvaguardando a integridade física, estética, ambiental e cultural desse patrimônio, que muito significa aos Manauaras e para todo o ecossistema Amazônico.O IPHAN é réu no processo por prevaricar quanto à responsabilidade da conservação desse bem natural e cultural do povo brasileiro. Por essas e outras razões, o Ministério Público Federal ouvindo o grito do Movimento S.O.S. Encontro das Águas formalizou em juízo Ação Cautelar, reclamando pela proteção desse patrimônio que para os Amazonenses não tem preço, mas certamente, encerra em sua magnitude valor natural, cultural e identitário.Do momento em que a Liminar foi publicada, o superintende do IPHAN do Amazonas, Juliano Valente, tem afrontado a Justiça, dando entrevista dizendo que não está convencido de que a construção do Porto das Lajes vai de fato depredar o Encontro das Águas. Na Democracia, onde a Justiça é cultuada entre os poderes, a Lei deve ser cumprida, em particular pelos institutos republicanos e pelos Agentes Públicos. Quando não, se recorre da decisão para reparar tal erro a luz do Direto visando à plena realização da Justiça. A parcialidade do superintende do IPHAN do Amazonas é abominável. Por isso, a expectativa que tínhamos era que o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, quando aqui chegasse viesse para restaurar o diálogo com o Ministério Público e com a Sociedade Civil Organizada, que se manifesta por meio do Movimento Socioambiental S.O.S. Encontro das Águas.Tudo ilusão, parece que o vício é estrutural e a corrupção colocou de ponta cabeça os valores elementares republicanos. O presidente do IPHAN esteve na terça-feira (13) em Manaus, alugou um helicóptero e convidou para fazer parte de sua comitiva o lobista da empresa interessada em construir o Porto das Lajes nas imediações do Encontro das Águas. José Alberto Machado é sem dúvida o garoto propaganda do empreendimento, participa dos debates públicos defendendo abertamente o interesse da obra e fazendo questão de assumir compromisso com as empresas responsáveis".

O poder executivo de Manaus e o governo do Amazonas estão empenhados em preparar a cidade para ser a subsede da Copa do Mundo de 2014 – a revitalização do centro antigo é tema constante – O IPHAN terá um papel importantíssimo neste processo.

Ficam as perguntas que não querem calar:

O que será do centro antigo de Manaus em decorrência do não comprometimento (omissão) do atual superintendente Júliano Valente?

E o que será do Encontro das Águas se o superintendente regional e o presidente nacional do IPHAN são favoráveis a construção do Porto das Lajes?

Apesar de todo o trabalho sério levado a cabo pelo IPHAN nestes setenta anos, ficamos a mercê de alguns maus brasileiros que foram guindados a direção deste importante orgão público, pois não estão nem ai para o patrimônio cultural e paisagistico brasileiro, o que interessa para eles é amealhar bens materais, o resto é resto!.

Todos nós, membros da socidade civil organizada, não iremos calar, o Movimento Ambiental S.O.S. Encontro das Águas continuará a lutar com todas as armas possíveis, para preservar o Encontro das Águas, juntamente com a Associação Amigos de Manaus, lutaremos pela revitalização do centro antigo de Manaus, não nos curvaremos aos desmandos e omissões do superintendente regional e do presidente nacional do IPHAM. É isso ai!

sábado, 24 de abril de 2010

CASTELINHO DA VILA MUNICIPAL DE MANAUS

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A "Série Memória" do sitio http://www.culturamazonas.am.gov.br/  o autor Roberto Mendonça fala sobre a Vila Municipal, retirei um pequeno texto sobre o "Castelinho da Vila Municipal" - “...A despeito de tantos estímulos governamentais, uma única residência no estilo foi construída, curiosamente a de Adolpho Lisboa. Em terreno de 5.500 m², à rua São Luís, quando este exercia seu terceiro mandato à frente da Prefeitura (1905-07). Ao contrário do que relata seu contemporâneo, o mestre Bittencourt (Dicionário, 1973), o chalet mandado edificar pelo coronel Lisboa não foi titulado de Zulmira, muito menos este fora o nome de sua esposa (Laura) ou concubina. O edifício (ou Castelinho), que ainda se conserva, teve a denominação de Vila Alcida e homenagem, sim, a filha do alcaide. Estimo que este edifício foi construído em 1906. Diversas são as razões, mas duas se destacam. O interesse desse alcaide em “melhorar a rua São Luís com construção de passeios laterais e preparo do leito para receber calçamento”, consoante vulgariza a Comissão Organizadora do Tombo dos Próprios do Município (1922). O outro argumento fundamenta-se no número de edificações, em Manaus, utilizando ferro fundido como alicerces e ornamentos...”

Passei hoje por lá para tirar as fotos acima, o imóvel aparenta estar abandonado, não vi uma viva alma, não sei quem é o dono do imóvel, alguns dizem que pertence a família Biase, outros falam que é dos proprietários das lojas Top Internacional, não sei afirmar. Com relação ao imóvel, a nossa amiga Kathyursia mandou o seguinte e-mail:

Bom Dia!

Me chamo Kathyursia e nasci e me criei em Manaus. Estudei na UFAM e vi que você gosta de retratar a Manaus antiga em seu Blog. Primeiro quero parabenizá-lo sobre a temática e tenho uma pergunta para você. Minha mãe esteve em Manaus recentemente e acha que viu uma placa de construtora no Castelinho da Vila Municipal na rua São Luiz. Você sabe me dizer se tem algum maluco querendo derrubar o castelinho? E quem é o proprietário? Nossa se o prédio ainda não for tombado você topa fazer uma campanha para que o instituto de patrimônio assim o faça? Meu sonho sempre foi ver o castelinho ser aberto para visitação pública, virar centro cultural para as crianças carentes das redondezas, com música, dança e teatro dentre muitas oficinas. Sempre tive o sonho de comprar um dia o castelinho, mas a idéia de que alguém o venda para construir um prédio assusta. Bom, se você tiver alguma informação me passa por favor vi o seu post sobre ele.
Abraços
Kathyursia Ribeiro.

A idéia da Kathyursia é muito bacana, vamos abraçar, quem tiver mais informações sobre este imóvel, favor mandar e-mail para jmsblogdorocha@gmail.com . É isso ai!



FEIRA DO ÍNDIO - MANAUS



Fotos/Colagem: J Martins Rocha
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

MANAUS - SEXTA-FEIRA, 23 DE ABRIL DE 2010


Os técnicos da Prefeitura de Manaus estavam babando de vontade de colocar chão abaixo, a fachada do prédio histórico localizado na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Rua Marechal Deodoro, única parte que sobrou do incêndio ocorrido na segunda-feira passada. Houve a intervenção do Dr. Robério Braga, Secretário Estadual de Cultura, conseguiu a autorização do Prefeito Amazonino Mendes, ficando com a responsabilidade da preservação da fachada por parte do governo do Amazonas. Os engenheiros farão a instalação de escoras para a sustentação das paredes e fachadas, será um projeto semelhante ao que fizeram no prédio do Cabaré Chinelo, centro antigo de Manaus.

Comemora-se o dia de São Jorge, patrono de vários países, dos escoteiros (hoje é dia de sempre alerta!) e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (a Igreja de Quintino deve estar lotada, os cariocas possuem uma grande devoção pelo santo). O santo guerreiro foi um Tribuno Militar dos romanos, porém, defendia a fé em Jesus Cristo, isto lhe rendeu muitas perseguições e torturas, foi degolado em 23 de abril de 303, a mando do Imperador Diocleciano. O bairro de São Jorge, localizado em Manaus, sempre foi ligado diretamente ao sincretismo religioso, fiéis de todas as religiões homenageiam o santo, tanto os da ala da Umbanda, do Candomblé, do Espiritismo, quanto do Catolicismo.

Hoje começa o 14º Festival de Óperas do Amazonas, no Teatro Amazonas, com YERMA, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Ópera em três atos – Libreto do compositor, baseado na obra de Federico Garcia Lorca. O festival vai até dia 30 de maio, teremos ainda Guerras de Alecrim e Mangerona, Convivências de Ópera, Concertos Populares, A Cinderela, Roméo Et Julliette, Recital – 200 anos de nascimento de Frederic Chopin & Robert Schumann, Missa de Santa Cecilia, Concerto do Dia das Mães – Ave Maria, Floresta do Amazonas e, Lo Schiavo – no dia 30 de maio, no Largo de São Sebastião - Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Drama lírico em quatro atos/Libreto de Rodolfo Paravicini/Sobre um original de Alfre.

Na Praça Tenreiro Aranha, popularmente conhecida como a Praça do Índio, será feita uma homenagens aos nossos queridos índios, teremos musicas, danças, comidas, vendas de artesanato – o evento começará as 17 horas, vamos lá prestigiar! É isso ai!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 DE ABRIL - DESCOBRIMENTO DO BRASIL


Hoje, 22 de abril de 2010, fiquei pasmo com a resposta de uma aluna do ensino médio, num programa local, ao ser questionado sobre o significado da data de hoje, ela respondeu: – Ontem foi feriado, não sei por que, hoje, é um dia normal de trabalho e aula na escola, ainda bem que amanhã será sexta-feira!. Respondeu na maior cara de pau. Diante da resposta da estudante, o repórter corrigiu: - Ontem foi comemorado o Dia de Tiradentes, hoje, é o dia do Descobrimento do Brasil! Ela respondeu: - É sério, não acredito! Aí minha Santa Filomena, padroeira dos estudantes!

Foi-se o tempo em que a escola pública tinha um papel fundamental na formação da juventude do nosso país, atualmente, está falida, existe muita gente fazendo lama de dinheiro com as escolas particulares.

Entendo que a comemoração de um feriado no meio da semana, trás inúmeros prejuízos para o nosso país, imaginem comemorar dois feriados seguidos, no entanto, a data comemorativa do nosso descobrimento foi relegada ao segundo plano. Muitas pessoas comentam que não temos nada que comemorar.

Sou um patriota, tenho amor aos nossos símbolos, acho o Hino Nacional o mais bonito de todos os países, a nossa Bandeira é linda! Sou também um nacionalista, pois defendo a defesa dos interesses da nossa nação, a preservação da Amazônia; combato da mesma forma, a constante idéia da sua internacionalização!

A Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita ao rei Dom Manuel para dar notícias da nova terra, foi considerada a nossa Certidão de Nascimento. Ela mostra o duplo interesse dos portugueses: a conquista de bens materiais e a dilatação da fé cristã, conforme um pequeno trecho “... de ponta a ponta, é tudo praia... muito chão e muito formosa. (...) Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro nem prata... porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados... Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa, que querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar essa gente (os índios). E essa deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve jogar...".

Vamos valorizar mais a história do nosso país, viva o Brasil! Viva!

terça-feira, 20 de abril de 2010

FOGO DESTRÓI PRÉDIO ANTIGO DE MANAUS



Lúcio Pinheiro
Especial para A CRÍTICA
Júlio Pedrosa
Da equipe de A CRÍTICA

Os bombeiros levaram pelo menos três horas para controlar um incêndio de grandes proporções, na tarde de ontem, na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Marechal Deodoro, no Centro. O fogo destruiu oito lojas, segundo dados preliminares divulgados pela Polícia Militar durante o trabalho de isolamento da área.

De acordo com testemunhas, o incêndio teria iniciado na parte superior do prédio onde funcionava a sapataria Pé Collection. “Deu um curto-circuito na parte de cima. A sapataria ficou logo sem energia. Mas ninguém imaginava que iria acontecer um incêndio desses”, contou o vendedor ambulante Vander Pereira, 50, que trabalhava em frente à sapataria. Segundo ele, do princípio do incêndio até a chegada dos bombeiros passaram-se quase 20 minutos. “Ficou só uma leve fumaça depois do curto, depois começou incendiar e os funcionários saíram”, completou Pereira.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, as primeiras viaturas chegaram ao local do incêndio oito minutos após serem acionadas, por volta das 15h30. As chamas se propagaram rapidamente, atingido outras sapatarias e lojas de roupas. A maior dela era a Esplanada Tecidos, que foi totalmente consumida pelas chamas.


 
Um prédio antigo abrigava três das lojas queimadas. A construção apresentou rachaduras e a fachada corria risco de cair, segundo os bombeiros. A área foi isolada, e o fornecimento de energia foi cortado no quarteirão. Às 18h30, o fogo estava sob controle, mas os bombeiros trabalhavam no escuro.

No momento mais crítico do incêndio, as chamas alcançaram a altura de um prédio de quatro andares. Os bombeiros tiveram trabalho para evitar que o fogo atingisse o prédio do Banco do Brasil, na rua Guilherme Moreira.

Uma cabo da PM, identificada como Joseane, caiu e fraturou o pé quando orientava a saída dos operários que trabalhavam na reforma do prédio da Biblioteca Pública, localizada na rua Barroso, a poucos metros do sinistro. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde passou por uma cirurgia.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A MÚSICA E O MEDIUNISMO - CHICO DA SILVA E CHICO XAVIER


Duas reportagens me chamaram a atenção,foram publicadas pelo jornal Diário do Amazonas, ambas falam sobre dois Chicos, a primeira é sobre o cantor e compositor Chico da Silva e, a segunda sobre o Centenário do Chico Xavier.
O Chico da Silva falou sobre o momento da inspiração, da composição de um samba, aquele momento especial em que os versos vem a sua mente.
O Chico Xavier era um homem simples, cursou somente o primário, porém, escreveu mais de 400 livros, alguns o chama de “O Apóstolo do Espiritismo”.

Juntando a inspiração do Chico da Silva e  o espiritismo do Chico Xavier, transcrevo o que o espiritas escreveram sobre a música:

"Música é mediunismo. Principalmente essa que tem por base a melodia, manifestação mais linda do espírito humano. A outra, a rítmica, é ginástica mental, cálculo matemático, quase sempre exteriorização de instintos primitivos... A melodia, assim, é resultado que há de melhor em nossa alma. É poesia, essência. Daí a “ligação” estreita que sempre existiu entre o compositor e as forças ocultas do Espírito. Essa “ligação” espontânea. Nem mesma o artista dela toma conhecimento, a não ser quando tem noções das coisas do Outro Lado. Mas, de maneira geral, a sinfonia entre os dois planos – o material e o espiritual – é conseguida através dessa vibração nervosa, desse especialíssimo estado de alma que se chama inspiração. Basta interrogar-se um compositor para se ter a idéia dessa afirmativa. O artista não compõe quando quer, mas quando pode, quando sente dentro de si crepitar a brasa viva da música, o desejo incontido de fazer música, de escrever música. Quando “ouve” a Música. Por ser profundamente subjetiva, a Música surge sem motivos aparentes, brota da alma sem esforço. E no instante de compor, o artista fica “tomado”, sente o transe mediúnico, sai fora da sua realidade para integrar-se nalguma coisa que ele mesmo não sabe explicar. É o instante glorioso da criação! Às vezes, entretanto, o compositor percebe de olhos abertos, conscientemente, as influências astrais, chegando mesmo a identificar as entidades colaboradoras de suas criações. Foi o caso de Schumann, por exemplo... Um incompreendido genial. Sentia Beethoven ao seu lado nas horas de trabalhar suas composições magistrais. Essa manifestação, por falta de maiores conhecimentos da ciência do Espírito, levou o desventurado criador da extraordinária Trâumerei – umas das páginas musicais mais lindas de todos os tempos – aos territórios da loucura. De modo que, o que se observa entre os compositores é que eles são médiuns intuitivos. Sintonizam com as vibrações do Alto, responsabilizando os “fenômenos” que sentem com frutos, apenas, da própria sensibilidade. É que é sensibilidade senão o próprio mediunismo?..."

Agora dá para entender este instante glorioso da criação. É isso aí!

sábado, 17 de abril de 2010

SALADA DE MANAUS - DÉCADAS DE 60 A 80


Quem nasceu em Manaus ou aqui viveu nessas décadas, com certeza, os nomes que servem de ingredientes da nossa salada, tem tudo a ver, lembra do nosso passado, da nossa infância, adolescência e no início da nossa maioridade. Vamos conferir:
The Blue Birds, The Rocks, Os Embaixadores, Domingos Lima e Conjunto, The Sinners, The Golden Boys, Bancrévia Clube, Sheik Clube, Moranguinho, Boite dos Ingleses, Barés Club, Danilo´s Club, Rio Negro Clube, União Esportiva, Ideal, Amazon Hotel Club, Crocodilo´s Club, Mandy´s Bar, Cabana dos Barés, Chaim, Jander, Manoel Batera, Salim Gonçalves, Izinha Toscano, Kátia Maria, Abílio Farias, Maranhense, Canto da Peixada, Solar da Olímpia, Garfo de Ouro, Restaurante Tucunaré, Frial, Lobo´s, A Gogô, Galeto´s, Insinuante, Acapulco Clube, Guaraciaba, Quitandinha, Cananga do Japão, Saramandaia, Tia Chica, Lá Hoje, Maria das Patas, Ângelus, Verônica, Selvagem, Alonso´s Bar, Rosa de Maio, Piscina Club, Chica Bobó, Shangrila, Patrícia Bar, Tia Raí, Poço de Caldas, Floresta, Gonorréia, Chato, Cabeça de Galo, Pó de Arroz, Mococa, Matamatá, Madeira, Astride, Manteiga, Little Box, Pepeta Close, Bar do Armando, Bar dos Cornos, Alex Bar, Cachucha, Katequero, Jangadeiro, Pinguim, Natalia, Orion, Cocal, XPTO, Batida de Mangarataia, Minister, Gaivota, Tabaco de Corda,Guaraná Luzéia, Baré, Magistral, Mirinda, X-9, Leão da Amazônia, Otinha, Melo Mato, Papagaio do Russo, CEM, COSAMA, IAPETEC, Casa 22 Paulista, Casa Tem-Tem, Esquina das Sedas, Lobrás, Canto do Fuxico, Mocó, Rodoway, Galeria Avenida, Alfândega, Pag-Leve, Frial, Delegado do Diabo, Bumbalá, Carmem Doida, Gaivota, Xerife, Nega Maluca, Hospício Eduardo Ribeiro, Violão do Rochinha, Seresta, Festinha do Acocho,Tiba, Simões, Orlando Sete Cordas, Moisés, Opala, Kombi, DKV, Chevette, Rural Willy, Fusca, Carroça, Ônibus de madeira, Carrapeta, Goaiaba Nacionalino, Torcida Galo Gay, Boca de Bilha, Parque Amazonense, Colina, Tartarugão, Cachorro Quente, Disco Voador, Olímpico Clube, Ferroviária, Rio Negro, São Raimundo, Fast, Nacional, América, Sul América, Fada, FAF, Acleia, Arnaldo Santos, Leal da Cunha, Belmiro Vianez, Carlos Zamith, Flaviano Linmongi, Edson Piola, Afonso, Marialvo, Pepeta, Clóvis, Santarém, Cine Guarany, Odeon, Éden, Avenida, Popular, Polytheama, Ideal, Vitória, Jaú, Peixeiro Juizado de Menores, Dona Iaiá, Zorro, Durango Kid, Os Três Patetas, Rádio Rio Mar, Difusora, Baré, Tropical, Crônica do Meio Dia, TV Educativa, Ajuricaba, Sadi Huache, Josué Cláudio de Souza, Baby Rizzato, Jornal do Commercio, A Crítica, A Notícia, Corrida Archer Pinto, Godot, Evandro Carreira, Fábio Lucena, Jéferson Peres, Plínio Coelho, Gilberto Mestrinho, Coronel Teixeira, Canto do Quintela, Mocó, Castelinho, Canto do Fuxico, Ferro de Engomar, Bolo Confeitado, Rodoway, Teatro Amazonas, Beira do Mercadão, Cemitério São João Batista, Santa Helena, Igreja da Matriz, São Sebastião, Remédios, Aviaquario, Avenida Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro, Getúlio Vargas, Barelândia, Unidos da Selva, Andanças de Ciganos, Colégio Estadual, Barão do Rio Branco, Brasileiro, IEA, Benjamin Constant, São Luiz de Gonzaga, Dorotéia, Militar, Dom Bosco, Primeira Ponte, Segunda e Terceira, Festival do General Osório, Bola da Suframa, Boi Corre Campo, Dança do Cacetinho, Tribo dos Andirás, Luz de Guerra, Maranhão, Paulo Gilberto, Parque Dez, Ponte da Bolívia, Cachoeira do Tarumã, Tarumazinho, Ponta Negra, Igarapé de Manaus, Caxangá, Amarelinho, Tucunaré Clube, Guanabara, Praça da Polícia, Congresso, Saudade, Correto da Polícia, Avião da Saudade, Clube da Madrugada, Projeto Jaraqui, Papagaio do Russo, Bairro do Céu, Educados, Bairro dos Tocos, Cachoeirinha, Adrianópolis, Bulevar Amazonas, Beneficente Portuguesa, Santa Casa de Misericórdia, Pronto Socorro São José, Dr. Conte Telles, Penicilina, Cibalena, Minacora, Jalapa Pião, Mamona, Garrafada, Lavagem no Toba, Penico, Charão, Ferro de Engomar a carvão, Pilão, Petisqueira, Leiteira, Rádio a Válvulas, Vitrola Nivico Hi-Fi, Discos de Vinil, Aladim, Lamparina, Rala-Rala, Refresco K-Suke, Pirulito, Filhós, Bolo de Milho, Bolo de Macaxeira, Alfenim, K-Chute, Conga, Suspensório, Cueca Samba Canção, Anágua, Espartilho, Corpete, Bata, Chapéu Panamá, Pente Flamengo, Brilhantina, Laquê, Bobes.
Chega de Salada! É muito ou quer mais?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O DESTINO DE AURISTINO

José Ribamar Bessa Freire

07/12/1993 - A Crítica

Essa crônica foi publicada originalmente no jornal A Crítica, em 07/12/1993. Aparece aqui como homenagem ao escritor Áureo Nonato, falecido em 10 de março de 2004.

Quis o destino malino, ou um vaticínio divino, que o nome do menino fosse Auristino. Podia muito bem - e eu opino e assino - chamar-se Levino, Paulino, Silvino, Erondino ou qualquer outro nome típico de militante do PC do B no Amazonas.

- Éguate! Levino não! Levino é nome de filhote de peixe - protestou indignada minha tia Ernestina, irmã de dona Elisa, confundindo alevinos com bugalhos. Em seu tresloucado amor pelo escritor Áureo Nonato, titia sonhou com um filho, cujo nome seria a fusão dos dois: Áureo e Ernestina. Nasceu, desta forma, o Auristino.

Quer dizer, ´nasceu´ é uma força de expressão. Como o leitor já ficou sabendo, Auristino é ´non nato´, isto é, não nascido. Só existiu mesmo na vontade e na imaginação da titia, porque no dia 6 de fevereiro de 1938, o Áureo embarcava no navio Prudente de Moraes em direção ao Rio de Janeiro, como voluntário do Exército Brasileiro, deixando minha tia debulhada em lágrimas, inconsolável, grávida no pensamento, ninando em seus braços o filho que só existia em seus devaneios.

Recriando o passado

Tu e eu, leitor, podemos juntos ninar essa criança, que pode existir também em nossa fantasia. Basta, para isso, impedirmos ou, pelo menos, adiarmos a viagem de Áureo, como no filme "De volta para o futuro". O que aconteceria se o Áureo não tivesse se picado em 1938?

Bom, em primeiro lugar, o 14º Regimento de Infantaria do 1º Exército, sediado em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, perderia um soldado valente e combativo. Em segundo lugar, "Antônio Branquinho e Manuel Tibúrcio Bessa convidam para o enlace matrimonial de seus filhos Áureo e Ernestina a realizar-se no dia 7 de dezembro de 1943 na igreja de São Raimundo Nonato. Após a cerimônia, os nubentes recepcionarão os convidados com uma farta buchada no salão paroquial". Hoje estaríamos comemorando as suas bodas de ouro, com outra buchada.

É isso aí! Depois de quatro anos de noivado, os dois se casaram, e o Auristino, meu primo, nascia em 1944. Dou o desconto de nove meses, para que dona Alvina, a tacacazeira da Xavier de Mendonça, não fique espalhando que titia casara com o vestido cada dia mais curto.

Qual seria, então, o provável destino de Auristino?

O Áureo Nonato, todo sabemos, é um boêmio inveterado. Gosta da noite, de serenatas, de festas e de papo em mesa de bar. Minha tia - tu não sabes, mas eu te conto - era muito caseira e moralista. Essa diferença de temperamento geraria, indubitavelmente, conflitos no lar, conforme já advertira repetidas vezes vovó Maria Elisa. O casamento agüentaria no máximo uns cinco anos, e por volta de 1950 o casal se separaria. Para não ser azucrinado pela titia, o Áureo, finalmente, se mudaria para o Rio de Janeiro.

A dupla Tino-Nino

- Bem que eu te disse, Ernestina, que esse casamento não podia dar certo. Ora tibis! - recriminaria a velha Maria Elisa, ajeitando o coque e dando uma baforada em seu cachimbo.

Estamos em 1950, leitor. A tia Ernestina tem que educar, sozinha, o seu filho Auristino, de seis anos. Pensa bem. Te coloca no lugar dela por alguns minutos. O Áureo, muito correto, manda religiosamente a mesada do menino, ao contrário de uns-e-outros. Mas nós sabemos muito bem, leitor, que uma criança necessita da presença física da figura paterna. A ausência do pai acabou transformando o Auristino em um menino re-vol-ta-do, re-bel-de, uma criança-problema.

Expulso em 1960 do Colégio Dom Bosco por haver chutado no meio das pernas do padre Felinto, quando ele lhe aplicava um "chá-de-burro", Auristino conseguiu se matricular no curso clássico do Colégio Estadual, graças à intervenção de seus tios Manoel e Esmeraldo, que lá ensinavam. Aí conhece alguns maus elementos, se envolve em más companhias e forma a famosa dupla Auristino-Amazonino, o terror dos bedéis.

Aos trancos e barrancos, colando nas provas, fazendo política estudantil para melhor pressionar e impressionar os professores, surrupiando o dinheirinho suado da titia para gastar em esbórnias e herzegovínias, Auristino consegue terminar o segundo grau. Dizem as más línguas que o seu diploma é igual ao do Ronaldo Tiradentes, o monoglota. Mas isso eu não posso provar.

Mamãe, cadê papai?

Com um diploma duvidoso de segundo grau, Auristino tem duas opções, dois caminhos trilhados pelos jovens de Manaus na época: ou faz como o seu pai e viaja para o Rio de Janeiro a fim de tentar a sorte, ou presta concurso para o Banco do Brasil e se matricula à noite na Faculdade de Direito do Amazonas.

Sou imparcial. Tenho coragem de criticar os equívocos da própria família. A titia errou, leitor, na educação do Auristino, essa é que é a verdade nua e crua, dura de admitir. Errou sim. Durante anos, ela jogou o filho contra o pai, cujo nome nunca pronunciou depois da separação. Só chamava o Áureo de "ELE" ou de "O bucheiro". Com muito rancor, ela dizia ao filho que "ELE" era um irresponsável. "Um escritor", ela falava e isso soava mais ofensivo em sua boca do que se fosse "um bandido".

- Mana, você vai perturbar a cabeça desse menino - advertia dona Elisa, que o preparou para a primeira comunhão, dando-lhe aulas de catecismo. Mas de nada adiantou ensinar-lhe a rezar. O Auristino, efetivamente, ficou perturbado. Queria ver o diabo, o Amazonino, o De Carli e o Gilberto Miranda juntos, encapetados, mas não admitia sequer um papo com "ELE". Por isso, a primeira opção - ir para o Rio de Janeiro, onde residia seu pai - estava descartada. Restava a segunda. Fez concurso para o Banco do Brasil e levou pau. Mas usando a metodologia do Ronaldo Tiradentes, conseguiu entrar na Faculdade de Direito.

Com seu salário minguado de professora primária e costurando para fora - costurando mesmo, leitor, que Ernestina Bessa era mulher honrada - a titia custeou a faculdade do Auristino. Em 1970, depois de "conquistar" o segundo lugar no concurso fajutado de "melhor orador do Brasil" (o primeiro lugar, também fajutado, todo mundo sabe quem tirou), Auristino obtém o diploma de advogado, mas, data venia, não sabe o que é uma ação redibitória, um efeito repristinatório, uma liminar, não sabe redigir uma petição.

Auristino ressarcido

Se depois de formado, Auristino tivesse conhecido um pedreiro com a sorte lotérica do João Alves, hoje poderia muito bem ser o prefeito de Manaus, ou até mesmo senador - quem sabe? Mas quem conheceu o pedreiro foi seu parceiro.

Vinte e três anos se passaram. Hoje, Auristino, para vergonha de seu pai, deste seu primo que vos fala e de toda a família, é um vereador de Manaus. Ressarcido. Líder do prefeito na Câmara Municipal, mantendo a velha dupla Tino-Nino dos tempos de estudante

As suas primas Preta, Céu, Teca, Lúcia Helena, Cacau e Mona, todas professoras municipais, bebem a pior água do Brasil processada pela COLAMA; pagam Cr$90,00 por uma passagem de ônibus, quando no Rio de Janeiro é Cr$56,00, e ganham um salário miserável que há tempos não é reajustado, porque o prefeito não vem cumprindo o Plano de Cargos e Salários. Dois maridos de suas primas, médicos da rede municipal, receberam no mês de novembro o salário infame de Cr$35.000,00. Por isso, vão passar o Natal em greve.

Enquanto isso, Auristino, que falsificou recibos pra obter ressarcimentos médicos, está bem de vida e tranqüilão, porque a desmontagem da rede de corrupção no mundo e no resto do Brasil não chega ao Amazonas. O mafioso Pugliesi foi extraditado para a Itália. Pablo Escobar foi morto. O PC Farias entrou em cana. Mas em Manaus, o presidente da CPI que investiga denúncia de emissão de recibos falsos nos ressarcimentos médicos, Bosco Saraiva (MDB, vixe!), pediu prorrogação de prazo para depois do carnaval, dando a maior canja aos criminosos, quando o prazo final para a entrega do seu relatório era ontem.

A Assembléia Legislativa do Amazonas obstaculiza a criação de CPI para investigar a corrupção. O Poder Judiciário beneficia César Bonfim, o chefe dos ressarcidos, envolvido em mil fraudes. Em Itacoatiara, um simples pedido de esclarecimento sobre uso de verbas públicas ao prefeito Mamudinho é indeferido.

Por isso, Auristino está tranqüilão. Votou contra o projeto moralizador do Serafim Correia, que obriga prefeitos, vereadores e secretários a apresentarem declarações de rendimentos à Receita Federal, mas aprovou emenda ao projeto do Leonel Feitosa, que incluía as "concubinas" na declaração. No dia 10 de dezembro, o primo Auristino estará em Coari, acompanhado de uma vidente, na inauguração da Festa da Banana, dando a maior banana para todos nós.

Pai é pai

Desgostoso com a situação de seu filho, Áureo Nonato não conseguiu a paz necessária para escrever "Os Bucheiros" e "Porto das Catraias", havendo cuspido todos os caroços de pitomba. A literatura amazonense ficou empobrecida, sem os seus livros. A tia Dedé ficou de mau comigo, espinafrando: -"Babá, você não devia criticar o Auristino. Ele é ladrão, mas antes de tudo é seu primo".

Sinceramente, só não esculhambo mais o Auristino, porque não quero ferir a tia Dedé, nem ofender meu amigo Áureo. Tudo bem. O Áureo não é responsável pelo monstro ético que gerou, mas te coloca na pele dele, leitor!. Ele deve sofrer muito com isso. Afinal, pai é pai. Além disso, sigo a filosofia do De Carli que, perguntado por que era tão criticado, respondeu na maior cara-de-pau: "Só se atira pedras em árvores que dão bons frutos". Rá-rá-rá! Bons frutos! Logo quem? O De Carli. Rá-rá-rá.

PS - Recado para o Áureo: Meu amigo, foi melhor assim. Você fez muito bem em pegar aquele navio em 1938 para ir morar no Rio de Janeiro. Olha só, meu irmão, a peça que o destino iria nos pregar, se você ficasse em Manaus: o meu primo, o teu filho, o filho da tia Ernestina, fazendo parte de uma quadrilha engravatada. Passa a mão aqui no meu braço. Eu fico arrupiadinho só em pensar na existência do Auristino Bessa Nonato.


Nota do Blog: Esta crônica foi escrita pelo Ribamar faz dezessete anos, publiquei sem a autorização do autor, também não pedi a sua anuência, em todo caso, peço mil descultas ao ilustre escriba, a minha intenção foi homenagear o Áureo Nonato. Tive o privilégio de conhecê-lo lá pelas bandas do Bar do Armando, na Largo de São Sebastião, centro antigo de Manaus. Ele resolveu voltar para a sua terrinha, depois de ter passado mais de cincoenta anos no Rio de Janeiro, passou os últimos anos da sua vida, na sua cidade querida, a Manaus cabocla e risonha. Amealhou alguns reais, tinha condições de morar no Tropical Hotel de Manaus, mas, resolveu se hospedar no Asilo de Mendicidade, na Rua Recife. Por lá conheceu a Salete, uma deficiente visual, cantora e encantadora, transbordava alegria e otimismo; tive a maior felicidade de presenciar o lançamento do seu CD, no Bar do Armando, tendo como produtor o poeta e escritor Arueo Nonato, foi uma bela noite, com direito a tomar copos e copos de Aluá, maravilha! É isso ai!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FOTOS DA AMAZÔNIA

Fotos: J Martins Rocha - Várzea do Iranduba - Lago de Paricatuba - Lago do Aleixo e Comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Amazonas. 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A PAIXÃO PELA FOTOGRAFIA


A fotografia tem um significado muito forte para mim, apesar de não gostar de ser fotografado, adora registrar tudo em minha volta, virou um hobby, uma paixão.


A palavra fotografia vem do grego e significa “desenhar com a luz”, ou seja, não basta ter um equipamento sofisticado e dominar todas as técnicas, a pessoa tem que ter sensibilidade para fotografar – desenhar, qualquer um desenha, agora, desenhar com a luz, somente um artista é capaz - não cheguei a este estágio, sou apenas um curioso, sem nenhuma técnica, apenas gosto de fotografar, mesmo não sabendo desenhar perfeitamente com a luz!

Existem alguns acessórios, que o homem moderno não pode sair de casa sem levá-lo consigo, pode-se citar o aparelho celular, os óculos, o molho de chaves do carro e da casa, o notebook, o pen drive, a carteira porta cédulas, acrescento ainda a máquina fotográfica, sem esta ferramenta, parece que falta um pedaço de mim.

A minha paixão, começou quando eu ainda era um jovem mancebo, lembram dos “álbuns de família”, gostava de ficar horas e horas olhando aquelas fotos antigas da minha "thurma", todas tiradas por profissionais, pois era praticamente impossível comprar uma máquina fotográfica naquele tempo.

Com muito esforço, consegui comprar uma máquina, passei a disparar os cliques para todos os lados, o problema era revelar os filmes, pois eram muitos caros, cheguei a perder muitos rolos por falta de grana para a revelação. Finalmente, chegaram as máquinas digitais, foi a salvação da lavoura, porém, consegui comprar uma, somente muitos anos depois de serem lançadas no Brasil.

Possuo milhares de fotos, coleciono também fotos antigas, utilizo vários programas - o famoso Fotoshop, o Picica e o Windows Movie Maker – para fazer montagens de fotos e publicar no Blodorocha. As colagens acima foram feitas pelo Picica, mostra os antigos bondes que circulavam em Manaus, a nossa querida Avenida Eduardo Ribeiro, os barcos regionais atuais e antigos,  a várzea do Município de Iranduba, as Praças antigas de Manaus, Amazônia, Belém do Pará Antiga e o Município de Barcelos.

Muitos profissionais achavam que iria desaparecer a sua profissão de fotógrafo, em decorrência da popularização em massa das máquinas digitais, ledo engano, nos eventos todo mundo tem a sua máquina, alguns ficam até brincando com aquelas minúsculas filmadoras, porém, a qualidade, a sensibilidade, a fotografia da “hora agá” fica comprometida, neste momento, entra em cena o profissional, sempre é chamado para cobrir o batizado, o casório, a formatura e o aniversário de quinze anos.

Segundo o fotógrafo Ivan Lima “A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabendo a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-Ias".

Uma fotografia vale por mil palavras. É isso aí! Viva a Fotografia!





terça-feira, 13 de abril de 2010

ARTÍSTA PLÁSTICO ANÍSIO MELLO


Anísio Thaumaturgo Soriano Mello, nasceu no Município de Itacoatiara, Amazonas, no dia 21 de junho de 1927, faleceu em 11 de abril de 2010, residia na Avenida Joaquim Nabuco, 1.254, centro antigo de Manaus.

Era polivalente: artista plástico, músico, poeta, professor, escritor, tradutor do Russo, jornalista, dirigiu o Liceu Esther Mello (fundado pela sua mãe), membro da Associação Amazonenses dos Artistas Plásticos -AAMAP, fundador do Clube da Madrugada e membro da Academia Amazonense de Letras(cadeira nº 3, de patrono Gonçalves Dias).

Segundo a Biblioteca Virtual do Estado do Amazonas “Desde pequeno freqüentou aulas no curso de Belas Artes na Escola de Artes Cristo Redentor. Cursou Línguas Neolatinas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Oswaldo Cruz, depois se transferiu para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nossa Senhora Medianeira em São Paulo. Dirigiu e fundou jornais e revistas, publicou vários livros tais como: "Estrelas do meu caminho"; "Remanso"; e "Lira Amazônica", dentre outros. A partir de 1985 passou a dirigir o Liceu de Arte do Amazonas Esther Mello (nome da sua genitora), onde desenvolve diversas atividades culturais ligadas às artes plásticas. Participou de diversas exposições, dentre elas: Salão da França (Paris, 1948); I Salão Bancário de Arte (São Paulo, 1958); Arte e pensamento ecológico, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo (São Paulo, 1975); I Salão Tiradentes de Artes Plásticas, no Museu Tiradentes (Manaus, 1986) e Exposição Comemorativa aos seus 51 anos de vida artística, na Pinacoteca do Estado do Amazonas (Manaus, 1990). Seu estilo muda de acordo com o momento. Já passou pelo acadêmico, o impressionista e o abstrato”.


Segundo o seu amigo Almir Diniz “Ele era uma pessoa humilde, sobretudo, amigo. Ainda rapazinho, ele abrigava movimentos literários em reuniões no porão da casa dos pais, entre eles, o Grêmio Cultural Gonçalves Dias; realizava sempre às sextas-feiras, o chamado Chá do Armando, do qual participava vários de seus amigos da AAL, era uma reunião lítero-cultural, havia coquetéis, declamações de poesia, música, ele fazia saraus maravilhosos”.

O Anísio Mello cumpriu maravilhosamente a sua missão aqui na Terra, deixou exemplos para várias gerações de amazonenses, está feliz, com certeza, no andar de cima! Valeu!


http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/pinacoteca/bio_anisio.php
http://www.palavradofingidor.blogspot.com/
Jornal A Crítica

Fotos: Anísio Mello na AAL e Capa do seu disco de vinil.