quarta-feira, 7 de abril de 2010

ESTÁDIO VIVALDO LIMA


A Associação dos Amigos de Manaus – AMANA, luta pela preservação do Encontro das Águas, ganhou o primeiro round, com  o tombamento provisório pela Justiça Federal. Outro passo, será a luta pela preservação do Estádio Vivaldo Lima – somos totalmente contrários a demolição daquela praça de esporte, pois além do seu valor histórico, possui um grande simbolismo para a nossa geração. Não é concebível construir uma Arena Poliesportiva, orçada em 500 milhões de reais, sem contar com os futuros aditivos (lembram o aditivo da Ponte Manaus-Iranduba), sediará apenas três jogos da Copa do Mundo de 2014, depois não servirá mais para nada, será mais um elefante branco na cidade de Manaus, enquanto isso, as criancinhas estão abandonadas e cheirando cola nas esquinas das ruas de Manaus, faltam hospitais e escolas de qualidade, o Hospital da Santa Casa continua fechado, uma vergonha! O BLOG DO CORONEL, no endereço http://www.catadordepapeis.blogspot.com/, mostra o nosso querido Vivaldão, na pré-inauguração e de alguns personagens, como o Rei Pelé, o patriarca Flaviano Limoni e o nosso querido “Sapinho”, por sinal fiz amizade com esta figura lá pelas bandas do Bar São Marcos, centro antigo de Manaus.

“Quarenta anos nos separam da pré-inauguração do estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão. Em 1970, nesse dia, Manaus assistiu a dupla apresentação da seleção nacional de futebol. Mesclados com jogadores locais, o selecionado brasileiro, que se preparava para a Copa do México, tomou conta da cidade.

O estádio ainda estava em construção, por isso, os torcedores preocuparam-se em chegar cedo, a fim de alcançar algum lugar. Havia necessidade de levar alimentação, pois tudo era improvisado e, se alguém deixasse o lugar por algum motivo, era improvável retomá-lo. Mas, valeu todo o sacrifício.

Quero lembrar um expectador privilegiado: Sílvio Moreira da Silva, hoje, próximo dos cinquenta anos. À época, menino ainda, deficiente físico, deslocava-se usando muleta. Antes dessa visita de Pelé e seus companheiros, Silvio já fizera amizade com o Rei, quando o time do Santos jogara aqui em 1968.

Assim, Sílvio aproveitou a presença da seleção para relembrar essa amizade e até ampliá-la com outros jogadores. Os recortes dizem melhor. Sílvio Moreira, que a deficiência física marcou, é mais conhecido por Sapinho. Ironicamente, segue “envolvido” com o esporte, pois vive da venda de bilhete da loteria esportiva. E pode ser encontrado quase diariamente na Rua Dr. Moreira, a mesma em que foi fotografado ao lado de atletas brasileiros. Há 40 anos.

Mais importante: em junho, o Brasil conquistou o tricampeonato mundial de futebol no México.”

As fotos foram retiradas de O Jornal, 5 abr. 1970.
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