quinta-feira, 29 de abril de 2010

MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS


O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas, um complexo com um mirante, um restaurante e um museu em uma encosta, onde se poderá observar o encontro dos rios Negro e Solimões.


Este projeto custou aos cofres públicos a quantia de seiscentos mil reais, foi elaborado em 2005, a pedido do então prefeito de Manaus Serafim Corrêa, infelizmente, o alcaide engavetou o projeto, não deu o devido valor ao empreendimento. A previsão da entrega seria para 2007, estava confirmada a presença do ilustre arquiteto, mas, o prefeito não lançou nem sequer a pedra fundamental; não conseguiu a sua reeleição por pura incompetência, e, o atual prefeito Amazonino Mendes não quer nem ouvir falar no Mirante.

O Memorial deveria ser construído em um terreno no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste da capital, com uma área verde de cerca de 20 hectares, o local pertence à Embratel (as duas torres permanecem no local), foi cedido a Prefeitura de Manaus. O complexo seria composto de dois prédios, exposições e restaurante, em uma grande praça no topo de uma encosta – o prédio de exposição consistiria de um pavilhão com a forma aproximada de uma oca, com 35 metros de diâmetro na base e altura de 7,20 metros, elevado em relação ao piso da praça. O pavimento do subsolo, com igual área, teria uma abertura para o ambiente externo, protegido por uma marquise.

O projeto previa ainda duas capas de concreto, elevando-se 20,80 metros em relação ao piso térreo, duas capas de concreto cobrindo setores de aproximadamente 120 graus. As duas capas, diametralmente opostas - uma delas reta, em amarelo, representando as águas barrentas do Rio Solimões, e a outra curva, em negro, representando as águas escuras do rio Negro -, se encontrando no topo. O prédio do restaurante ficaria encravado em outro trecho da encosta, acompanhando, na fachada, a sinuosidade das curvas de nível. Uma rampa, protegida lateralmente por muro de arrimo, daria acesso ao terraço e ao mirante.

O Oscar Niemeyer assim definiu o seu projeto: “Tinha diante de mim as fotografias do espetáculo que é o encontro das águas, e foi isso que dominou o projeto: as duas formas de concreto que sobem e se encontram, o preto representando as águas escuras do rio negro e o amarelo representando o rio Solimões, de águas claras”.

Agora, imaginem os senhores se esta obra colossal tivesse sido construída, o benefício seria imenso para a nossa cidade, o local seria transformado numa Meca para os ambientalistas e turistas, além do mais, teríamos uma enorme força para barrar a construção do Porto das Lajes (um mega projeto de destruição do Encontro das Águas).

A luta continua companheiros! Estamos na guerra contra a destruição desse magnífico cartão postal de Manaus, depois da nossa vitória, iremos incentivar o “desengavetamento” do Memorial Encontro das Águas. Sonhar não custa nada, mas sonharemos com os olhos bem abertos! O bicho homem está se autodestruindo, mas existe uma luz no fundo do túnel, ainda restam homens de boa vontade, preocupados com o futuro da humanidade, estes sim, farão a diferença, os outros, os maus, morrerão afogados na lama do seu dinheiro sujo!

OBSERVAÇÃO: Esta postagem foi publicada ano passado, republico em decorrência do desengavetamento do projeto. O governador Omar Aziz fez uma parceria com o Prefeito de Manaus, Sr. Amazonino Mendes, o projeto e o local foi cedido ao Estado. Irão construir o monumento com outro nome "Fan Park", credo! Não tem nada de amazônico, dizem que o nome é uma imposição da FIFA para a Copa de 2014. Será? Em todo caso, bato palmas pela construção e aproveitamento do local, será muito proveitoso para os turistas nacionais e estrangeiros e, principalmente, para habitantes deste torão.
Foto/Colagem: J Martins Rocha
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