sábado, 9 de novembro de 2019

QUARENTA ANOS DA INAUGURAÇÃO DO PRÉDIO DO CENTRO DE OPERAÇÕES DA TELAMAZON



Em 2020 o prédio da TELAMAZON - Telecomunicações do Amazonas, situado na Avenida Getúlio Vargas com a Rua Leonardo Malcher, centro de Manaus, estará completando quarenta anos – um belíssimo edifício projetado pelo arquiteto mineiro/amazonense Severiano Mário Porto.

A CAMTEL – Companhia Amazonense de Telecomunicações, que funcionou desde 1968, foi substituída pela TELAMAZON, que funcionou até o governo do Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), quando foi privatizada juntamente com todo o sistema TELEBRÁS – diz as más línguas que, o presidente tomou partido para favorecer um determinado consórcio (foram grampeados os telefones do BNDES, porém, a Polícia Federal se negou a investigar).


Todos os projetos do Severiano Mário Porto tinham a preocupação com o meio ambiente, tanto que o prédio da TELEMAZON dispunha de energia solar (uma novidade para a época), para atender a cozinha com água quente a 70 graus.

O prédio foi inaugurado pelo Ministro das Comunicações Haroldo Corrêa de Matos, pelo presidente da TELAMAZON, o Sérvio Túlio Prado, e das mais altas autoridades do Estado do Amazonas.



Com cinco andares, onde comportava todo o complexo administrativo, um auditório, para 72 pessoas, além de um refeitório que atendia 170 funcionários, simultaneamente.


Atualmente, o prédio pertence ao Grupo Samel, abrigando o Centro Médico Getúlio Vargas.

BLOGDOROCHA: O CUNHADO CHATO

BLOGDOROCHA: O CUNHADO CHATO: Para começar, cunhado não é parente, mas aquele chato, será aderente até os finais dos tempos, sempre ficará na tua cola, mesmo depois d...

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

CHICO GOMES: O REI DO QUEBRA-QUEIXO DE MANAUS


Ao passar pela Avenida Eduardo Ribeiro com a Rua Barroso, parei para conversar com o meu velho amigo Francisco José Gomes, mais conhecido como “Chico do Quebra-Queixo” - um trabalhador que completara sessenta anos de profissão, vendendo o mesmo produto pelas ruas de Manaus.

O quebra-queixo possui vários significados, porém, o que estou me referindo é um preparado de caramelo com castanhas do Brasil, duro que nem uma pedra e, cortados em pedaços com uma espátula de metal, com o tamanho de acordo com o bolso do freguês (o menor custa três reais).

Ao colocar na boca, o gosto é indescritível, uma delícia, mas, gruda na arcada dentária de tal forma que, quem não tiver paciência poderá quebrar os dentes, a dentadura e até o queixo!  

Conheço o Chico desde quando eu estudava no Colégio Barão do Rio Branco, situado na Avenida Joaquim Nabuco, quase em frente ao Hospital da Beneficente Portuguesa – faz muito tempo, não é mesmo? 

Naquela época, eu e meus irmãos éramos todos curumins e, o Chico era um rapazinho que já trabalhava para ajudar a sua família.


Todo santo dia rodava os colégios Dom Bosco, Brasileiro e Barão – na hora da merenda, colocava o seu tabuleiro bem em frente ao meu colégio, vendendo essa guloseima que era feita pelos seus pais.

Aliás, essa é uma tradição que vem do seu avô, que passou para o seu pai e, aos quinze anos, o Chico já fazia os seus doces, e, este já passou para a sua filha, que possui a sua própria banca de venda de quebra-queixo na Galeria Espirito Santo.

Do produto da venda desse doce, ajudou os seus pais e irmãos mais novos, tirou o seu próprio sustento, constituiu família, criou os filhos e ainda dá para ajudar na educação dos netos.

Ele está com 72 anos idade, em plena forma física, vive sempre alegre e satisfeito, pois apesar de não ter completado o ensino fundamental, abraçou esta profissão que lhe dá um bom rendimento diário.

Por ter trabalhado durante muitos anos nas portas dos colégios, muitos moleques que compravam a sua guloseima naquela época, passam, ainda hoje, pela sua banca para comprar este doce; alguns são professores, doutores, políticos e até empresários.

Ele não esquece os seus nomes, tanto que ainda lembrou o meu nome (José), dos meus irmãos (Rocha, Henrique e Graciete) e até do papai (Rochinha do Violão), pois ele também vendia pela Rua Huascar de Figueiredo e Igarapé de Manaus.

Lembrou, também, do meu colega Roberto Telles, um dos filhos do Doutor Conte Telles (um famoso médico que morava na Huascar).

Ficou famoso em Manaus, tanto que gosta de mostrar aos clientes e amigos, um recorde de uma matéria de página inteira, feita pelo Jornal Diário do Amazonas, em 2006, com o título “Chico Gomes: O Rei do Quebra-queixo de Manaus”.

Pelo visto, algumas tradições ainda persistem em nossa cidade, ainda bem! Parabéns ao nosso querido amigo Chico Quebra-queixo. É isso ai.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

O AÇUDE (REPRESA) DO BARÃO DE LEOPOLDO



No perímetro entre as ruas Tapajós/Leonardo Malcher/Ramos Ferreira, existia um barão, dono de todas aquelas terras, doadas pelo Império Brasileiro – ficou famoso por edificar uma das mais belos casarões do século dezenove e, por construir um açude (represamento de água), distribuindo o precioso líquido, gratuitamente, aos moradores de todo aquele entorno.


O seu nome oficial era Coronel Leonardo Marques Brasil, conhecido como Barão de São Leopoldo, conseguiu esse título em decorrência de ser filho de um homem rico e influente no Império – fazia parte da elite amazonense, ganhando muitas terras onde é hoje o Estado de Roraima.


Em Manaus, foi agraciado com muitas terras, principalmente, no antigo bairro de São Sebastião, onde construiu a Chácara de São Leopoldo, onde funcionou o Instituto Benjamim Constant, na Praça 5 de Setembro (atual Praça do Congresso, como é conhecida pelos manauaras).


Todas as terras adjacentes a sua chácara eram de sua propriedade – onde é hoje parte das ruas Tapajós, Leonardo e Ramos Ferreira.


Como podem observar na fotografia aérea do entorno do antigo Instituto Benjamim Constant, tudo ali era uma imensa mata nativa. (irei postar amanhã).


Em 1874, o Barão de São Leopoldo, resolveu contrariar as leis vigentes, que não permitiam um particular represar (fazer açudes) e distribuir, gratuitamente, água potável à população, pois os “aguadeiros” (trabalhadores avulsos que coletavam água em bicas, pagando impostos, para revender aos moradores de Manaus).


Naquela época, no entroncamento da atual Rua Tapajós e Leonardo Tapajós corria um braço do famoso Córrego do Aterro – mandou cercar de pau-a-pique (uma técnica antiga construtiva de entrelaçamento de madeiras verticais fixadas ao solo com vigas horizontais), a fonte de água potável, fazendo uma represa de alvenaria de tijolos, por sua conta e risco.


A Câmara Municipal de Manaus editou uma lei dando o prazo de quinze dias para o Barão retirar a tapagem feita no córrego, porém, não atendeu – a briga foi feia, mesmo com a câmara contando com advogados e a polícia, o Barão não cedia, sendo apoiado pelo povo que recebia água sem nenhum pagamento.


Depois de muita bronca, a câmara municipal mandou postar praças (soldados) do Corpo da Guarnição naquele local, quando o Barão, finalmente, cedeu às pressões e mandou tirar a tapagem da represa.


O açude desapareceu, definitivamente, quando foi construído um bueiro (tubo para a saída das águas, pelo então governador, o Dr. Fileto Pires Ferreira, em 1896 (no mesmo ano da inauguração do Teatro Amazonas), no entroncamento das ruas Tapajós e Leonardo Malcher.


O Barão de São Leopoldo vendeu o imóvel para o governo do Estado do Amazonas - antes de tornar-se o IBC, no local abrigou várias instituições, como o Museu Botânico do Amazonas, uma maravilha criada pelo botânico Joaquim Barbosa, em 1884 e, fechado em 1888 – e o Orfanato, para meninas com idade entre seis e quatorze anos, elas ficavam por lá até os vinte e um anos, recebendo uma educação com base na cultura religiosa.


Funcionou como Colégio Estadual do ensino fundamental (até a 8ª série) e, atualmente, uma parte abriga o IBC - Instituto Benjamin Consta, do CETAM - Centro de Educação Tecnológica do Amazonas e, outra parte foi desmembrada, formado dois colégios do ensino médio e fundamental, com entrada pela Rua Tapajós.


Quando fui morar na Vila Paraíso, com entrada pela Avenida Getúlio Vargas e saída pela Rua Tapajós, tive a oportunidade de presenciar a passagem de um córrego pelo meio da Rua Tapajós, pois era um buraco e não passavam automóveis – alimentavam o que chamamos de “Vala do Beco da Bosta”, na Vila Paraíso.


Naquela época, os mais velhos falavam que aquele córrego vinha de uma nascente das terras de um senhor conhecido como “Baleia”, um criador de porcos e que mantinha uma imensa horta (atualmente, estacionamento do SEBRAE).


Na realidade, esse córrego vem lá do Boulevard Amazonas, onde ainda é possível ver alguns trechos onde o igarapé corre a céu aberto pelas Ruas Comendador Clementino (por detrás da casa do nadador Paulo Rabello) e Silva Ramos (onde mora a famosa tacacazeira Dona Maria Branca, mãe do Nonato Galvão, do Tacacá da Ivete).


Depois de um século e meio, onde um dia fora um fonte de água potável, consumida pelos nossos antepassados, virou um esgoto a céu aberto!


Esta postagem eu dedico a todos os meus vizinhos da Rua Tapajós, Rua Leonardo Malcher e Avenida Ramos Ferreira – é uma passeio na história para valorizarmos mais o nosso passado e o nosso futuro.


É isso ai.


Fonte: Livro Roteiro Histórico de Manaus, Volume I, Mario Ypiranga Monteiro


sábado, 7 de setembro de 2019

A DESTRUIÇÃO DO PLANETA TERRA




Há quarenta anos, no Coreto da Praça do Jaraqui, o saudoso amazonólogo e cientista social Evandro Careira, propagava o lançamento de um satélite artificial, para monitorar as queimadas da Amazônia.

Passados todos esses anos, o Brasil possui o seu satélite, além de contar com dezenas de outros de bandeiras estrangeiras, monitorado, via INPE, e outros órgãos de pesquisas, a devastação das nossas florestas.


Nada mudou, o discurso é o mesmo e, a cada minuto uma estádio de futebol de florestas são queimadas.


A ganância e o desrespeito ao ser humano e as novas gerações continuam em escalas cada vez maiores!


O registro histórico fica como alerta para os mais jovens: isso não é modismo ou a bola da vez, mas, uma pura realidade.


A destruição da Amazônia sempre existiu, desde uma pequena escala até a monstruosa dos dias atuais.


Você ai que canta e protesta, que vai às ruas contra as queimadas e destruição das árvores, deixa de onda, onde você mora, num apartamento, casa, vila, condomínio ou em qualquer lugar, os homens da grana chegaram com os tratores, derrubaram tudo, sem deixar uma árvore em pé, fizeram as casas, você pagou e vive no bem bom onde um dia era uma floresta!


Alguém já falou que dois corpos não podem ficar no mesmo lugar, sendo umas das leis da física.
O planeta terra não cresce e se expande que nem um bolo, o espaço, sim.


Por outro lado, o crescimento populacional se dá numa razão geométrica, demandando mais casas, ruas, urbanização, luz, água, comida, plantações, gados, peixes, frangos etc.


Para ocupar esses espaços, quem é o mais fraco que irá ceder?


As árvores, as florestas, a Amazônia, o seu povo nativo etc.


O problema é a mentalidade de poucos, que destroem muito em nome da ganância em obter montanhas de bens materiais, sem ter um mínimo de sentimento com o próximo.


Em nome da ganância e da perpetuação da espécie humana, somos destruidores, por natureza.


Creio que viemos de um lugar longínquo do espaço sideral, que foi devastado bilhões de anos atrás, chegamos a Terra.


Estamos destruindo e, construindo uma Estação Espacial Internacional, para, no futuro próximo, os poucos sobreviventes do Apocalipse, procurarem outro planeta para continuarmos tudo, novamente!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE MANAUS – AAMA



Para comemoração dos 350 anos da nossa cidade, proponha a todos os manauaras e amazonidas a criação de uma associação voltada para a preservação do nosso centro antigo, com o nome sugestivo de AAMA.
A associação deve ter um existência formal perante a lei (que chamamos de personalidade jurídica), com o registro de seu estatuto social, e de sua ata de constituição e eleição da primeira diretoria, no Cartório de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas.
Poderemos pleitear junto a Secretária de Cultura do Amazonas ou do Município a disponibilização de uma sala para a sede da associação.
O seu trabalho principal será o de fazer o que o Estado e a Prefeitura não fazem: recuperar alguns lugares da nossa Manaus antiga, tais como:
Limpar o Busto do Tenreiro Aranha, na Praça da Saudade;
Pintar a Ponte dos Bilhares;
Pintar a fachada de alguns imoveis antigos que estão abandonados pelos seus proprietários;
Recuperar algumas calçadas onde ainda possuem Pedras de Lioz;
Lutar pela reabertura do Museu do Porto;
Lutar pela recuperação do antigo prédio dos Bombeiros, na Avenida Sete de Setembro;
Orientar os moradores do entorno dos Parques Jefferson Péres e Paulo Jacob, para formarem associação para cuidar desse lugar público;
Fazer campanhas nos colégios e praças para tornar a nossa Cidade Limpa – apresentar um projeto aos vereadores para multar quem jogar lixo no chão, aos moldes da cidade do Rio de Janeiro;
Recuperar o Chafariz do Largo da Matriz;
Recuperar o Relógio Municipal, para voltar a tocar as horas;
Lutar para a volta dos batimentos do relógio da Igreja de São Sebastião;
Lutar para a volta dos Bondes, pelo menos uma linha chamada SAUDADE;
Lutar pela colocação de banheiros público no centro da cidade;
Recuperar o Chafariz da Praça da Polícia;
Recuperar os Chafariz da Ponta Negra;
Lutar pela preservação da Cachoeira do Tarumanzinho;
Plantar milhares de plantas ornamentais no centro da cidade;
Lutar pela preservação da Nascente do Igarapé de Manaus;
Lutar pela recuperação das Três Pontes da Avenida Sete de Setembro – desenterrando a Primeira Ponte;
E muito mais.
Se já existe essa Associação, vamos reativá-la – parece-me que o Professor Ademir Ramos Ramos sabe alguma coisa a respeito. Com a palavra o nobre mestre.
Os que vocês acham da ideia?
Escrevam e deem sugestões.
Abraço


BLOGDOROCHA: MUSEU BOTÂNICO DO AMAZONAS

BLOGDOROCHA: MUSEU BOTÂNICO DO AMAZONAS: Recebi um e-mail de uma leitora do nosso blog, moradora da cidade de São Paulo, solicitando informações sobre o “Museu Botânico do Amaz...

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domingo, 25 de agosto de 2019

BLOGDOROCHA: A ARBORIZAÇÃO DE MANAUS – PASSADO & PRESENTE

BLOGDOROCHA: A ARBORIZAÇÃO DE MANAUS – PASSADO & PRESENTE: A cidade de Manaus, no passado, era muito bem arborizada, como mostra as fotografias antigas – no presente, com o crescimento descon...

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sábado, 3 de agosto de 2019

PROJETO JARAQUI – 40 ANOS DEBATENDO A AMAZÔNIA E SUA GENTE



No dia 14 de março de 1980, uma sexta-feira, em Manaus, o Projeto Jaraqui foi lançado, oficialmente, no Auditório da Faculdade de Estudos Sociais, da antiga Universidade do Amazonas, atual UFAM, coordenado pelo professor Frederico Arruda – no próximo ano, em março de 2020, completará a sua Bodas de Rubi – são quarenta anos debatendo sobre a nossa Amazônia e sua gente.


O Projeto Jaraqui surgiu dentro do “Fórum Permanente de Debates sobre a Amazônia”, onde a temática foi “Proposta para uma política florestal para a Amazônia”.



O Fórum e o Projeto Jaraqui tinham os seguintes objetivos:


Levar aos diversos segmentos da comunidade regional a discussão dos problemas amazônicos conhecimentos empíricos dos nativos e dos neo-nativos;
Estimular programas e projetos científicos e comunitários;
Suscitar uma autocritica e uma possível tomada de posição sociocultural, econômica e estético-filosófica as sociedades urbanísticas.


No lançamento oficial do Projeto Jaraqui teve a participação de intelectuais, acadêmicos, ecologistas e pessoas que estavam preocupadas com a problemática da Região Amazônica.


No dia 15 de março de 1980, às 10 horas da manhã de sábado, foi o primeiro dia de debates na Praça Heliodoro Balbi, a nossa querida Praça da Polícia – onde teve o pronunciamento do poeta Thiago de Mello, professor da Universidade do Amazonas.


Vários oradores se pronunciaram, particularmente contra o anteprojeto enviado ao Parlamento Federal pelo Ministério do Interior, que definia a política de exploração econômica da floresta amazônica.


Passados quase quarenta anos, o Projeto Jaraqui continua atuante, sob a coordenação do professor e antropólogo Ademir Ramos, um militante dos Movimentos Sociais – ele é acadêmico da Universidade Federal do Amazonas, um dos fundadores do Movimento dos Professores do Estado, bem como do Movimento Indígena e das Comunidades de Base, um atuante nas lutas sociais e pela afirmação da Democracia no Brasil.


Hoje, o Projeto Jaraqui lança o seguinte manifesto:


GRITA AMAZONAS: A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA É PAUTA MUNDIAL E NÓS COM CARA DE PAISAGEM. VEM PARA O JARAQUI E MANIFESTA A TUA INDIGNAÇÃO.


Quarenta anos atrás, um senhor de 72 anos de idade, chamado Francisco Cariatá, um cortador de seringa no Purus e Japurá, esteve na Praça e fez a seguinte declaração:


“Os constantes desmatamentos da floresta amazônica levarão Manaus a ter uma temperatura, no futuro, por volta dos quarenta graus”. 


O futuro é agora, o desmatamento continua e a previsão daquele homem interiorano se concretizou: em setembro, em pleno verão amazônico, em Manaus, faz mais de quarenta graus, na sombra!


Parabéns ao Projeto Jaraqui – desejo a todos os coordenadores desse importante movimento que permaneçam unidos e que, em março de 2020, façam uma grande festa dos quarenta anos de luta em favor da Amazônia e de sua gente.


É isso ai.


Fonte e fotos: Jornal A Crítica, edição de 16 de março de 1980 - Biblioteca Pública do Amazonas.


terça-feira, 23 de julho de 2019

CONSTRUÇÃO DE CALÇADAS PARA ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM ÁREAS CONSIDERADAS DE ATRAÇÃO TURÍSTICA



O Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), executa obras de mobilidade urbana em espaços públicos situados no Centro Histórico de Manaus, tendo como o objetivo proporcionar acessibilidade e inclusão social de pessoas com deficiência em áreas consideradas atração turística ou de interesse público, conforme acordo com o que preceitua a Lei n.º 13.146/15, a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Os serviços englobam adaptações das calçadas com a construção de rampas e de pisos apropriados e antiderrapantes para facilitar a locomoção de pessoas que precisam usar cadeiras de rodas e deficientes visuais.

As obras estão ocorrendo em áreas próximas a pontos turísticos de Manaus: Centro Cultural Palácio Rio Negro, Centro de Artes Chaminé, Museu Casa Eduardo Ribeiro, Palácio da Justiça e o Teatro Amazonas.

Percorri todos os lugares para ver os trabalhos feitos – a intenção foi das melhores possíveis, realmente, todas as calçadas ficaram niveladas, sem entraves de acesso aos pontos turísticos para os deficientes físicos, porem, pecou na qualidade do material.

Consta que o projeto foi aprovado pela Secretaria de Cultura (SEC) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a fiscalização da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), para que a empresa que executa o projeto faça de acordo com a ABNT NBR 9050/2015.

Como em todas as obras públicas, o preço é elevado, apesar de ter passado por uma concorrência pública, utilizando material de péssima qualidade e pessoal sem qualificação.

Na obra da Rua Dez de Julho, entregue recentemente, o material está um pouco desnivelado, além de muitos deles já apresentam RACHADURAS! O trabalho da Avenida Sete de Setembro está inacabado – não sei se já receberam pelo serviço não realizado.

A intenção é das melhores, mas, daqui um ano os cadeirantes terão a maior dificuldade para andar, em decorrência dos ladrilhos serem de péssima qualidade.

É isso ai.

Fonte: Em Tempo

quinta-feira, 18 de julho de 2019

BLOGDOROCHA: NAVIO JUSTO CHERMONT

BLOGDOROCHA: NAVIO JUSTO CHERMONT: Este navio ficou famoso Brasil afora, em decorrência da publicação em 1930, do livro “A Selva”, do grande romancista português Ferreir...

sábado, 13 de julho de 2019

BLOGDOROCHA: HAHNEMANN BACELAR

BLOGDOROCHA: HAHNEMANN BACELAR: *por Álvaro Pascoa O menino que um dia quis ser pintor. E foi. E Também o mais  genuíno  dos pintores amazonenses, porque não ho...

quinta-feira, 11 de julho de 2019

NADADOR PAULO RABELLO "PEIXE" - 50 ANOS DA PRIMEIRA TRAVESSIA DO RIO


Hoje, conversei com o meu amigo Paulo Rabello, o famoso nadador profissional conhecido no meio esportivo manauara, como "Peixe".

Ele possui um Mercadinho/Residência na ladeira da Rua Ferreira Pena.

Em novembro vindouro, completará 50 anos da Primeira Travessia do Rio Negro, foi em 1969, promovido pelo Atlético Rio Negro Clube.

Em 2016, o Paulo Rabello, fez uma declaração a impressa,  destacando a importância da prova e relembrou a época das braçadas no Rio Negro. “Eu tinha 20 anos quando participei da Almirante e hoje tenho 66 anos. Participei, ao todo, de 18 travessias e lembro que naquela época só havia a caixa d’água do Hotel Tropical para guiar e atualmente existe todo um aparato. Fico muito feliz pelo retorno desta competição, que faz parte da minha vida”

Chegou em primeiro lugar, possui a medalha e um certificado. 

Ainda teve mais um ano promovido pelo Rio Negro Clube, depois, a Marinha assumiu, com a Travessia Almirante Tamandaré.

O Paulinho é formado em Educação Física, pela antiga Universidade do Amazonas-UFAM, em 1983. Foi a terceira turma em se formar naquela instituição. 

Chegou a ser Presidente do Conselho Federal de Educação Física. 

Já atravessou o Rio Negro dezenove vezes, e está se preparando na Piscina do Olímpico Clube, para a 20ª competição, aos 68 anos de idade!

Tive acesso a um saco contendo umas trezentas medalhas e um álbum com dezenas de títulos, canudos e certificados de sua participação em competições. 

Segundo o Paulinho, como é conhecido pelos amigos, ele nasceu no Bairro do Céu, sendo o único nadador profissional do Amazonas que veio do céu!

Ele é contemporâneo dos meus amigos da família Sampaio, daquele bairro. 

Foi nadador de igarapé, quando entrou numa piscina para competir, foi graça para o atleta. Nadou com o Kako Caminha e o Botinho.

De todos os atletas que fizeram a atravessia, em 1969, restam poucos vivos. Ele quer reuni- los para uma grande festa. 

O conheci lá no ETBar, nas antigas sextas dançantes, em tempos passados. Ele era um tremendo "pé de valsa" sendo disputado a tapas pelas senhoras e senhoritas do pedaço!

O seu filho fez parte do time amazonense de Polo Aquático. 

Tem tanta história e títulos na natação que é digno de ser homenageando no Museu da Cidade. Irei escrever e mandar para a PMM.

Ele merece.

UM OLHAR SOBRE A NOSSA MANAUS - DETALHES DA PRAÇA DO CONGRESSO.


Tirei essa foto, recentemente, da Praça do Congresso, como é conhecida pelos manauaras. O Eduardo Ribeiro tentou construir o Palácio do Governo, onde é hoje o IEA, a praça seria o Jardim do Palácio.


Permaneceu um descampado por vários anos, e teve vários nomes, porém, o nome não oficial foi o que vingou Praça do Congresso, em decorrência de um congresso católico ocorrido em 1942, em Manaus.


Observem como tudo foi, milimetricamente, feito: a Praça divide-se ao meio, desde a Avenida Eduardo Ribeiro até o portão de entrada do IEA (onde seria o Palácio do Governo, iniciado pelo Pensador e destruído pelo seu sucessor).

A placa em homenagem ao Eduardo Ribeiro, um banco, um poste com luminárias, a placa sobre o Antônio Bittencourt, o mastro da Bandeira do Brasil, outro banco, o altar da Nossa Senhora da Conceição, a escadaria e o portão do IEA, tudo dividido ao meio.

Não aparecem na foto: a Avenida; uma peça da época em que Manaus tinha iluminação a gás (no início do século passado) e uma tampa do bueiro feito pelos ingleses, quando Manaus era grafado Manaós e o busto do Pensador - tudo colocado bem no meio, milimetricamente.

Antigamente, tudo era bem pensado, planejado e executado com esmero, permanecendo por mais de um século para as novas gerações admirar e usufruir.

Não sou maçom, mas, creio que essa praça contenha símbolos maçônicos - o governador Eduardo Ribeiro, segundo historiadores, era maçom, assim como muitos outros que contribuíram com o seu trabalho nos governos seguintes, para chegar ao desenho atual.

Temos que ter um olhar diferente para com a nossa cidade e registrar esses momentos.

É isso ai.


sexta-feira, 28 de junho de 2019

OBRAS DE ARTISTAS AMAZONENSES A VENDA

José Luiz
Diretor
Viaconta Serviços Contábeis S/S Ltda
Fones: (92) 3232-8846 / 3233-4498
E-mail: joseluiz@viaconta-rnc.com.br / www.viaconta-rnc.com.br



4



cf







TALHA DE PIROGRAFIA - HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DO AMAZONAS


Este trabalho de pirografia (desenho com o fogo) chegou até as minhas mãos de forma bastante peculiar.


Estava jogada nos escombros de um prédio da nossa Manaus antiga.
Junto ao lixo que um dia fora luxo!



Foi feito numa pequena tábua de 40cm por 10 cm, de madeira Pinho (Araucaria), onde o Sol é representado por um nó da madeira.



O mais curioso é que o desenho retrata a entrada principal, estilizada, do Hospital de Santa Casa de Misericórdia, acredito que era assim no início da construção, em 1880.



Não tem o nome do artista nem a data em que foi feita.



Com a palavra os artistas plásticos e historiadores.


PREFEITO FULEIRO PAGA 500 MIL PARA A ANITTA BERRAR FUNK NA TERRA DAS TOADAS.

Caso a cidade tivesse uma excelente infraestrutura, fosse limpa, organizada, com todos os compromissos pagos, com uma educação de qualidade, professores com vencimentos em dias, escolas modernas e bem cuidadas, merenda escolar de qualidade, além da área de saúde das melhores, dentro outras, com o dinheiro público saindo pelo ladrão, 

JUSTIFICARIA DESEMBOLSAR 500 MIL PARA A FUNKEIRA CARIOCA ANITTA!

Esse prefeito, o tal Duas Vezes Garcia, um péssimo prefeito de uma cidade onde 60 por cento da população ganha menos de um SM e o desemprego amarga duramente, TEM A CARA DE PAU em contratar uma funqueira para cantar essas m..de funk na Terra das Toadas, com um acréscimo de 300 MIL!

O burgomestre justifica que, no valor está incluído o aluguel de um jatinho por 100 MIL, para o trajeto ida e volta RIO/MAO/PIN, além de outros gastos e mimos com a funqueira! 

Dizem por ai que o seu show não passa de 200 MIL no Sul e Sudeste.

Fora isso, o  CARA vai pagar 270 MIL para o DJ Vintage Culture, que toca por ai por 50 MIL.

São 220 MIL A MAIS!

Esse prefeitinho já está na mira do MPAM, pois, no ano passado, pagou 700 MIL para atrações nacional. 

Se o nosso pais fosse sério, esse Garcia Duas Vezes, já estaria preso, sendo forçado a devolver esse valor dos próprios bolsos, além de pegar várias chicotadas no lombo, para nunca mais fazer essa maldade com os nossos queridos irmãos parintinenses.

Tirar comida da boquinha das criancinhas, na Merenda Escolar, para pagar um cachê milionário para esses dois artistas que não tem nada a haver com a nossa cultura É DEMAIS PARA O MEU GOSTO!

CADEIA NELE!

FOTOS E ROLÉ PELO CENTRO




Ao passar pelo Parque Desembargador Paulo Jacob, para verificar in loco o andamento das obras de recuperação, encontrei com o meu amigo de infância Valdemir Viana Neno - estava fazendo a sua caminhada diária, para tirar do corpo os excessos de ontem, em decorrência do jogo da seleção brasileira.

Na Ponte Romana I, encontrei o corretor de imóvel, o Ruan Argentino, conhecido como "Peruano" - ele sempre fala mal do Brasil e que voltar para a sua terra, não sabemos se é Buenos Aires ou Lima! Acho que vai ser enterrado por aqui mesmo!
Ao passar pela antiga Ponte Cabral (atual Passagem Cabral) deparei-me com esse prédio que fica bem na esquina da Rua Dr. Almino com a Rua Lima Bacuri - chama muita atenção, por está todo recuperado e pintado, um casarão da Belle Epoque. Dizem que o dono é um japonês, outros, falam que pertence a família do Desembargador Chalub.
Na Rua Lima Bacuri, entrei no Salão do Maranhão - ele está em recuperação de uma cirurgia no coração. Pena que não encontrei a minha amiga Marina Comapa.
Dei um rolé pelo Centro, passei pela Shopping Bate Palma (Rua Marechal Deodoro), onde tirei fotos da fachada do que restou do prédio do J. G. (no frontispício aparece a data de 1900) - antigo barão da Amazônia.