Segunda-feira, Novembro 23, 2009

PURAQUEQUARA



O nome Puraquequara tem origem nas palavras Poraquê (o famoso peixe elétrico) + uara (morar) = morada do Poraquê; localiza-se na zona leste da cidade de Manaus, faz fronteira com a área de expansão do Distrito Industrial e o Rio Negro, possui 5.422 pessoas (censo 2007).



Com o declínio do comércio da borracha após 1910, algumas famílias dos rios Madeira, Purus e Juruá foram morar nas margens do Rio Amazonas. Com a cheia de 1953, a situação dos moradores ficou insustentável (destruiu as casas e ameaçou a integridade física dos habitantes da vila), resolveram se estabelecer no Lago de Puraquequara, distante um quilômetro do antigo lugar. As terras de várzeas são utilizadas para o plantio de mandioca, frutas e hortaliças.


A cultura do lugar: Festejos de São Sebastião (20 de janeiro); Festival Folclorico da Escola de São Pedro (29 de junho); Arraial de Nossa Senhora Mãe dos Pobres (última semana de agosto) e Ritual do Dia dos Finados.


O bairro cresceu no entorno do Lago de Puraquequara, encontramos no local o Canto da Peixada, Recanto da Natureza, Remanso do Boto e o Hotel Ilha da Fantasia.


O bairro enfrenta sérios problemas em decorrência do transporte coletivo precário, abastecimento de água insuficiente, a estrada de acesso continua sem iluminação e um deficiente atendimento de saúde.


Está previsto a retirada de todos os moradores da orla do Puraquequara para atender a uma exigência judicial e para a execução do projeto de revitalização da orla do lago.

Fonte:
• Alvanice Lopes da Silva, 45 anos, professora e pesquisadora da história do bairro;
• Jornal do Comércio, edição de 26 de outubro de 2009.

Domingo, Novembro 22, 2009

NA SAFRA DO CAJU


Estamos em plena safra do Caju (significa "noz que se produz", na língua Tupi) - encontramos o fruto “in natura” em todo lugar – é oferecido até pelos ambulantes nos cruzamentos das ruas de Manaus. Este fruto é rico em vitamina C e, por incrível que pareça, o fruto é exatamente “a castanha do caju”, sendo aquela parte suculenta com a cor amarela, rosada ou vermelha, conhecida como o pseudofruto (pedúnculo). Existe o tipo grande e o anão, sendo este o mais produtivo; aliás, o maior produtor do Brasil é o Estado do Ceará, contribuindo  grandemente com a  exportação da castanha. Com o caju é possível fazermos sucos, mel, doces, a cajuína e até aguardente (eba!); no mês de novembro é realizado a Festa do Caju, em Barreirinha, no interior do Amazonas.


A turma do “pé inchado” adora um tira-gosto de caju com sal; os mais abastados preferem a castanha do caju industrializada. Na Rua Igarapé de Manaus, centro, existia um sujeito chamado Tontonho, passava o dia todo passeando com o seu famoso kit: um engradado de madeira, contendo uma garrafa de cachaça, cigarros e fósforos, um velho rádio a pilha, um guarda-chuva, sal e vários cajus (na safra); certo dia, sua mãezinha fez um sério pedido ao Tontonho - Escuta aqui Tontonho, deixa de beber de uma vez por todas, senão tu vais morrer de cirrose, tenha dó meu filho! O filho respondeu choramingando - Eu vou deixar de beber sim, minha mãe, mas somente após a safra do caju! Só não falou qual a safra do ano que ele iria parar de beber!


Faz alguém tempo atrás (coloque tempo nisso!), fiz uma viagem para o interior do Estado, fui acompanhado do meu compadre Acásio; atravessamos na balsa de Manaus-Cacau Pirêra; pegamos a estrada Manoel Urbano, dirigindo uma Brasília, é isso mesmo um carro Brasília (aquele com o motor atrás e que fez muito sucesso com os Mamonas Assassinas - Minha Brasília Amarela); seguimos até a comunidade do Caldeirão, no Iranduba, deixamos o carro por lá (uma ponte estava inundada, não permitindo a passagem do nosso carro); pegamos uma carona num barco de um político, o caboco safado nos deixou bem longe da comunidade; o percurso foi feito à pé, no trajeto encontramos um casa/bar com inúmeros pés de cajueiros em plena safra, beleza! Fui logo detonando: – Por favor, a senhora pode nos servir duas doses de cachaça, tamanho “marítima”! E em seguida - Posso pegar alguns cajus para tirar o gosto? - Ela respodeu -  Pode pegar quantos vocês quisserem, aqui está fazendo é lama! E em seguinda perguntei acanhado- É prá levar, posso?  Ela respondeu  – Pode levar o quanto vocês puderem! Conseguimos duas caixas de papelão e, começamos a pegar os mais “parrarudos”. Seguimos caminho, abre porteira, fecha porteira, nada de chegar, não aguentava mais, a minha caixa estava cada vez mais pesada, o pescoço estava todo dolorido, resolvi jogar a minha caixa na beira do rio; passamos a revezar a outra caixa; estava ficando noite quando chegamos à casa dos tios do meu compadre.


Ao chegar, fui logo comentado – Tia Maria, conseguimos trazer apenas uma caixa de caju, a outra tivemos de jogar fora, pois não aguentamos de tanto peso na muleira.

Ela respondeu – Não carecia não meus filhos, no terreno do meu primo Raul tem caju fazendo lama, estamos na safra do Caju mermo! Essa foi prá acabar! Lamentei - Aí Rocha, que leseira baré, estamos em plena safra do caju, para que carregar tanto peso, sou um leso mesmo!

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM MANAUS


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O "Dia Nacional da Consciência Negra", foi comemorado nesta sexta-feira (20), em homenagem a morte de Zumbi dos Palmares, feriado municipal, foi feito uma caminhada pela vida e liberdade religiosa - Viva Zumbi, com concentração na Avenida Eduardo Ribeiro com a Avenida Sete de Setembro, área central de Manaus. Participei do evento, juntamente com os meus amigos Afonso Toscano, Conceição e Bonates.


Quinta-feira, Novembro 19, 2009

JOSÉ MARIA FERREIRA DE CASTRO




Nasceu em Salgueiros, Vila Oliveira de Azeméis, Portugal, em 24 de maio de 1898, faleceu em 29 de junho de 1974, na cidade do Porto.  Por força do destino, embarcou para o Brasil ainda muito jovem, em 1911 tentou se estabelecer sem sucesso em Belém do Pará; caiu no conto do vigário e, embarcou para o Amazonas, passando quatro anos no Seringal Paraíso, no município de Humaitá, vivendo no regime de semi-escravidão.


Antes de embarcar para o Seringal, deu uma passeada por Manaus - para que os senhores tenham uma idéia o quanto a nossa cidade era bonita - o Ferreira de Castro teve como primeira impressão uma cidade limpa e arborizada, encheu a vista ao ver o luxuoso Pavilhão Universal, onde encontravam-se pessoas finas e bem vestidas, avistou uma praça repleta de bares e restaurantes, com as suas meses ocupadas por comerciantes tratando de negócios; deu um pulo na Avenida Eduardo Ribeiro, onde haviam grandes casas aviadoras dos seringais do Amazonas, a cada momento encontrava o látex beneficiado (bolas) cortadas ao meio, sendo encaixotadas e exportadas para a Europa e Estados Unidos, por empresas de portugueses, árabes e judeus.

 

Escreveu Imigrantes, A Selva, Eternidade e o Magazine Civilização; sem dúvida o romance A Selva foi o mais importante para os amazonenses, em decorrência de relatar com precisão os problemas sociais vividos pelo povo da região, relatando a história da realidade socioeconômico dos usos e costumes do povo amazonense em 1912, além de servir de base um filme de longa-metragem.


Tivemos um prefeito em Manaus chamado Manoel Ribeiro, apelidado de Manoel Pracinha, por ter dedicado grande parte da sua administração voltada para a reforma das praças da nossa cidade; foi o único alcaide que se lembrou do Ferreira de Castro – mandou construir um monumento com o busto na Praça Heliodoro Balbi – encontramos no local uma placa com os seguintes dizeres: “Foi no Amazonas que nasceu o meu primeiro desejo, que criou asas e aspirou voar a minha fantasia, que teve no meu peito uma leve sombra, dos meus primeiros versos da beleza da vida... Hoje o Amazonas é a minha pátria, o museu das minhas imagens, a silenciosa biblioteca onde se acumulam todas as variantes de beleza” Ferreira de Castro, 1921. Esta placa foi uma homenagem da União Brasileira dos Escritores – UBE e da Associação dos Amigos de Ferreira de Castro – AAFC.

Fonte: (BAZE, Abrahim. Ferreira de Castro - um imigrante português na Amazônia. Manaus: Editoria Valer. 2005).






Quarta-feira, Novembro 18, 2009

NAVIO JUSTO CHERMONT




Este navio ficou famoso Brasil afora, em decorrência da publicação em 1930, do livro “A Selva”, do grande romancista português Ferreira de Castro (1898-1974). Foi o navio que o levou de Belém do Pará para Manaus e, depois para o Seringal Paraíso, em Humaitá, nos idos de 1911, onde passou quatro anos na semi-escravidão, porém serviu de base para escrever o seu famoso romance.


É um navio muito antigo, data de 1890, funcionava a vapor, com o casco em ferro e proa direita, pesando em torno de 10 toneladas; imaginem como era o barco no início do século passado: era todo iluminado, reservado o primeiro passadiço para os comerciantes e passageiros da 1ª. Classe, ficando os camarotes ao centro; existia uma grande mesa, ao meio, onde eram servidas as refeições dos “barões dos seringais”, funcionários do Estado e os ricos bolivianos (BAZE, Abrahim. Ferreira de Castro – um imigrante português na Amazônia. Manaus: Editora Valer, 2005.).


• Conseguiu chegar ao século XXI, graças à intervenção da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas – estava num estado deplorável, foi todo recuperado e serviu como cenário para o filme “A Selva”, rodado no Tarumã-mirim, nos arredores de Manaus – a sinopse do filme é a seguinte: Alberto (Diogo Morgado) é um jovem da monarquia portuguesa que, em 1912, está exilado em Belém. Com ajuda do tio, é contratado para trabalhar no seringal de Juca Tristão (Cláudio Marzo), na selva Amazônica. Alberto é colocado no armazém do seringal, onde convive com Juca Tristão, Velasco (Karra Elejalde) e Caetano (Roberto Bonfim) – os capatazes do patrão -, Guerreiro (Gracindo Júnior) – o gerente -, e sua bela mulher, Dona Yayá (Maitê Proença). Em pouco tempo, Alberto apaixona-se por Dona Yayá, envolvendo-se em um romance inesperado.


• Depois das filmagens, a SEC/AM mandou fazer uma sala de jantar/bar no deck superior, montou um cenário e o navio passou a fazer carreira entre o centro da cidade de Manaus até o Seringal Vila Paraíso (Igarapé São João – Afluente do Igarapé do Tarumã Mirim (Zona Rural), este local foi transformado em Eco Museu e Museu do Seringueiro (onde fica guardada toda a documentação de “A Selva”), o sitio http://www.culturamazonas.am.gov.br/programas  mostra em suas páginas que o museu está na ativa e ofereçe os seguintes serviços: Visitas Guiadas, direcionadas a estudantes, pesquisadores, turistas e ao público em geral. Roteiro de visitação: Trapiche; Barracão de armazenamento das pelas de borracha; Casarão do seringalista; Barracão de aviamento; Capela de N. Sra da Conceição; Banho das mulheres; Trilha das seringueiras; Casa do seringueiro; Tapiri de defumação da borracha; Cemitério cenográfico; Estrebaria; Casa de farinha; Barracão dos seringueiros. Preço: Inteira: R$ 5,00; Estudante R$ 2,50. De terça a domingo, das 08h às 16h.E-mail: demus@culturamazonas.am.gov.br - Telefone/Fax: (92) 3234-8755.

• O navio ficou ainda mais famoso quando rumou para Iquitos, na Colômbia, para entrar num filme sobre Che Guevara.


Passado todo o glamour, o navio Justo Chermont, encontra-se abandonado na “Manaus Moderna!” bem atrás do Mercado Municipal Adolpho Lisboa (abandonado também!), não sei qual o destino que irão dar ao famoso e agora esquecido navio; não pertence ao Estado; o custo de manutenção é muito grande e o atual proprietário o deixou "ao léu". Caso eu tivesse "bala na agulha" para poder comprá-lo, iria montar um museu amazônico em seu interior e, promover belíssimos passeios do Rodoway até o Encontro das Águas, atraindo turistas e moradores da nossa querida Manaus.

Deixar como está, abandonado, não é nada JUSTO com o Justo Chermont! 

Terça-feira, Novembro 17, 2009

ENCONTRO DAS ÁGUAS - PATRIMÔNIO NACIONAL



O Ministério da Cultura (Minc) através da superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contratou dois profissionais nas áreas de Geografia e Geologia, para a realização de estudos para a delimitação da área do Encontro das Águas que poderá ser reconhecida como patrimônio nacional.



Segundo a wikipedia “O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turisticas da cidade de Manaus. Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C.”


O Movimento S.O.S. encontro das águas tem se posicionado arduamente contra a construção do Porto das Lajes, bem em frente ao Encontro das Águas, os coordenadores do movimento comenta sobre o assunto “Reconhecido como patrimônio local da humanidade, o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do rio Amazonas, é uma das maravilhas naturais da Amazônia, do Brasil e do mundo devendo ser preservado para que os povos no presente e no futuro desfrutem das riquezas naturais e humanas dessa paisagem. O mega-projeto do terminal portuário pretende construir um pátio com mais de 100 mil metros quadrados de área, com capacidade para atender 250 mil unidades de contêiner, prejudicando a qualidade de vida futura de Manaus, pois irá degradar paisagisticamente o cenário de nosso principal ponto turístico...”.


O governo do Estado do Amazonas e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) são os grandes incentivadores desse insano projeto de construção do Porto das Lajes – os sócios desse desastroso projeto é o Grupo Simões, leia-se COCA-COLA e uma empresa de logística, segundo a boca pequena, os sócios da Login são mafiosos italianos (vixe Maria!).


Vamos nos unir em torno dessa causa, não poderemos nos curvar perante a força contrária dos poderosos (eles pensam somente em acumular fortunas, não estão nem aí para o meio ambiente, muito menos pelo bem-estar do homem da Amazônia); lutaremos pela declaração do Encontro das Águas como patrimônio nacional, dessa forma, barraremos a construção do Porto das Lajes.

FÁBRICA AMAZONENSE DE CERVEJA MIRANDA CORREA - FOTOS ANTIGAS






Segunda-feira, Novembro 16, 2009

EVENTO INÉDITO PROMOVE ENCONTRO ENTRE MODA E GASTRONOMIA



"Tucumã, pupunha, açaí, tucupi e peixes como o pirarucu e o tambaqui serão os principais ingredientes utilizados no preparo de pratos típicos da Itália, um dos atrativos da primeira edição no Brasil do Wine&Fashion Florence, evento de maior expressão da moda, arte e gastronomia italianas. O Wine&Fashion acontecerá no dia 24 de novembro, no Centro Cultural Povos da Amazônia, como parte da programação da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2009).

O evento tem a tradição de expor produtos da região de Toscana (região da Itália Central) em diversos países, associando-os à cultura de cada localidade. A iniciativa de trazer o evento para o Brasil foi motivada pela possibilidade de abertura de novas oportunidades de negócios ao empresariado da região, em especial em setores como o alimentício, de bebidas e de acessórios femininos, além de propiciar o intercâmbio bilateral.

Durante o Wine&Fashion serão realizados dois desfiles de bolsas italianas das marcas Consorzio 100% e Braccialini, conhecidas internacionalmente pela qualidade do material utilizado e pela preocupação ambiental. Um dos desfiles será realizado durante o coquetel de abertura do evento, onde serão servidos aperitivos feitos com alimentos regionais, vinhos e espumantes italianos. A produção regional de biojoias também será exposta no evento.

Também haverá uma exposição de fotografias do projeto Amazonlife, produzidas por Marco Paoli e Pierpaolo Pagano. As fotografias retratam cenas do cotidiano dos povos da floresta amazônica.

Estarão presentes no evento os secretários de Cultura das prefeituiras de Scandicci (Toscana), Andrea Giorgi, e de Pontassieve (Toscana), Alessandro Sarti, o prefeito de Pontassieve, Marco Mairaghi, e de Regello, Sergio Berneth, o presidente do Consorzio Terre Dell Levante Fiorentino, Marcello Ulivieri, representantes da comunidade diplomática, empresários e autoridades brasileiras.

Ao término haverá um jantar inspirado na culinária italiana com adição de igredientes a alimentos típicos amazônicos, produzido por chefs famosos da Itália: Innocenti Fabrizio, Marco Stabile, Giuseppe Tedesco e Fabio Sicilia.

Durante a FIAM 2009, de 25 a 28 de novembro, o Wine&Fashion Florence terá um estande na área internacional do evento, onde além da exposição de produtos da região de Toscana também serão realizadas reuniões com empresários locais dos setores de moda, alimentos e bebidas, com o objetivo fortalecer e estabelecer novas relações comerciais entre os dois países."

http://www.suframa.gov.br/fiam

Sábado, Novembro 14, 2009

FÍGARO DEL REI, SALÃO CRISTAL & PEDRO DA SILVA



Passando pela Rua Marechal Deodoro, centro antigo de Manaus, lembrei da Galeria Central – era uma passagem para a Avenida Eduardo Ribeiro, ficava num enorme prédio do mega empresário J. G. Araújo (do tempo áureo da borracha), no local funcionavam inúmeras lojas, com destaque para a barbearia “Fígaro Del Rei”; apesar de nunca ter dado “um tapa no telhado” no local, quando eu era moleque gostava de ficar observando os barbeiros fazerem a barba dos adultos, achava legal aquela toalha quente no rosto, sonhava em ficar adulto para sentar naquela cadeira antiga e mandar fazer a minha barba – não deu certo: primeiro, em decorrência de um empresário mau caráter ter mandado tocar fogo no prédio (para receber o valor do seguro), detonando toda a Galeria Central, levando para o espaço a minha barbearia; segundo, por eu ter os traços indígenas, a minha barba é “bem rala”, com um fiapo aqui e ou outro acolá, sem chance de fazer a barba!


Conheço o Sr. Pedro da Silva, um profissional que presta os seus serviços no Salão Cristal, na Rua Lima Bacuri, centro, mostra com orgulho um quadro de um recorte de jornal, contendo uma reportagem sobre a sua atividade desde a sua adolescência – “Barbeiro dos anos dourados lembra o início da carreira” – um trabalho do Rodrigo Araújo, foi publicado na “A Crítica”.


A história é mais ou menos assim:


Aos 12 anos de idade, ele saiu da zona rural do município de Maués (a 267 quilômetros de Manaus) e rumou para a “cidade grande”, em companhia de um tio, que morreu poucos meses após os dois chegarem a Manaus – “Me senti órfão, mas felizmente um casal me adotou e pude continuar na cidade” lembra. Aprendeu o oficio aos 13 anos de idade, no Salão V-8, ficava na Rua Rocha dos Santos, embaixo da antiga Capitania dos Portos; depois conseguiu um emprego no salão do português Albino Santos, que ficou curioso ao saber que um garoto franzino sabia fazer a barba e cortar cabelo como gente grande – “Ele me deu o emprego porque quando estava trabalhando muito gente parava para olhar, pois eu era muito baixinho e tinha que cortar cabelos na ponte dos pés, serviu para atrair os clientes para o salão, o português me pagava 50% de todo o serviço que eu fazia” diz Pedro. Em 1956, com 18 anos de idade, Pedro entrou para o Exército. “Só servi porque sabia fazer o trabalho de barbeiro, como era o melhor da cidade, era sempre requisitado para fazer a barba e cabelo dos oficiais da mais alta patente”, afirma. O menino de Maués foi para o Rio de Janeiro, na década de 60; depois voltou para Manaus, onde casou e constituiu família, possui três filhos já criados. Continua exercendo a sua profissão, lembra sempre da Manaus da sua infância, uma cidade cheia de oportunidades que acolhia com generosidade os filhos do interior, algo bem diferente dos dias de hoje, quando os aventureiros geralmente terminam engrossando as filas dos miseráveis, que cada vez mais se amontoam na periferia da capital.


Para matar a saudade do Salão Fígaro del Rei, gosto de bater um papo com o pessoal do Salão Cristal: os barbeiros Pedro da Silva e Walter e a manicure Marina. É isso ai!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

CASA NO CAMPO




Elis Regina


Composição: Zé Rodrix e Tavito


Eu quero uma casa no campo


Onde eu possa compor muitos rocks rurais


E tenha somente a certeza


Dos amigos do peito e nada mais


Eu quero uma casa no campo


Onde eu possa ficar no tamanho da paz


E tenha somente a certeza


Dos limites do corpo e nada mais


Eu quero carneiros e cabras pastando solenes


No meu jardim


Eu quero o silêncio das línguas cansadas


Eu quero a esperança de óculos


Meu filho de cuca legal


Eu quero plantar e colher com a mão


A pimenta e o sal


Eu quero uma casa no campo


Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé


Onde eu possa plantar meus amigos


Meus discos e livros


E nada mais.

Fotos: J Martins Rocha - Paricatuba e Iranduba/Amazonas.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

NA TERRA DE AJURICABA - ADEMIR RAMOS


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O professor e antropólogo Ademir Ramos, comando o programa “Na Terra de Ajuricaba”, no canal 7 da TV UFAM; foi ao ar no dia 07 de julho, contou a presença do brilhante Evandro Carreira, tendo como debatedores o militante do PSOL Elson Melo e do professor e pesquisador Neliton Marques.


O grande guerreiro Ajuricaba, cujo nome empresta ao programa do Ademir, possui um grande significado para os amazonenses - o sitio http://www.povosdamazonia.am.gov.br/. – comenta o seguinte sobre o guerreiro “Diz a história da Amazônia que Manaus era o nome de uma tribo indígena, que primitivamente, dominava o vale do Rio Negro. Ajuricaba, que a ela pertencia, chefiou a celebre Confederação Amerinda da Amazônia que fez perigar o domínio lusitano nestas partes do Novo Mundo. Ajuricaba caiu prisioneiro, conduzido acorrentado numa canoa, para bordo de um veleiro português, onde seria levado para a Corte, o guerreiro índio, altivo e nobre, atirou-se, com os seus grilhões a voragem das águas. Preferiu morrer, a viver como escravo. Os seus feitos, revestidos de todos de grande heroísmo e denunciadores de profundo sentido nativista, atravessou o tempo e para os filhos do Amazonas, Ajuricaba tornou-se um símbolo”.


O Aldemir é o coordenador o Núcleo de Cultura Política do Amazonas, segundo o sitio http://www.ncpam.com/ o NCPAM “resulta do debate acadêmico na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sendo uma expressão do curso de Ciências Sociais, interessado em estudar e compreender as relações sociais, culturais e políticas a partir da complexidade das forças sociais que operam na Amazônia, tem como meta ampliar as discussões, formar rede propositiva de interação que responda às demandas sociais e requer objetividade e determinação dos envolvidos”.


O Aldemir Ramos é polivalente, além de exercer com magnitude a respeitada posição de professor titular da UFAM, coordena também o movimento social chamado “SOS Encontro das Águas”, batendo de frente contra a construção do “Porto das Lajes”, diga lá professor – “Reconhecido como patrimônio local da humanidade, o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, formadores do rio Amazonas, é uma das maravilhas naturais da Amazônia, do Brasil e do mundo devendo ser preservado para que os povos no presente e no futuro desfrutem das riquezas naturais e humanas dessa paisagem. O mega-projeto do terminal portuário pretende construir um pátio com mais de 100 mil metros quadrados de área, com capacidade para atender 250 mil unidades de contêiner, prejudicando a qualidade de vida futura de Manaus, pois irá degradar paisagisticamente o cenário de nosso principal ponto turístico, destruindo também...” leia mais a respeito do assunto no sitio da NCPAM.


A atuação do Ademir Ramos não acaba por aqui, foi um dos fundadores da AMANA – Associação dos Amigos de Manaus, o sitio ww.amigosdemanaus.blogspot.com assim define a atuação da associação “A AMANA - Associação Amigos de Manaus - nasceu em 1993 no enfrentamento contra a construção de um camelódromo no coração da cidade de Manaus, em lugar cercado por prédios tombados pelo patrimônio histórico estadual e federal. Neste ano de 2009, ela volta à cena política para enfrentar a construção de um porto que irá destruir um patrimônio da humanidade: o Encontro das Águas, justamente onde nasce simbolicamente o rio Amazonas, em território brasileiro.”


Pelo amor que tem pela Amazônia, em especial pela sua cidade Manaus e pelo povo que aqui habita, considero o Ademir Ramos o “Grande Guerreiro Ajuricaba do Século XXI” É isso ai! Parabéns professor!


Quarta-feira, Novembro 11, 2009

MANDY´S BAR


O Mandy´s Bar funcionou no térreo do Hotel Amazonas (foto acima), propriedade da família Vasques, fechou as portas em 1999; segundo o jazzista e apresentador Humberto Amorim “O Mandy´s Bar era o melhor bar-noite da cidade; conheci o Eládio, quando trabalhava como garçom, sempre atencioso, conquistou a amizade de muitos, conheci também o maestro-pianista Gêre, com quem cantei na noite de Manaus pela primeira vez”. O bar era frequentado pela elite de Manaus, assim como hoje a nata da sociedade manauara frequenta os salões do Tropical Hotel, antigamente o “point” era o Mandy´s Bar, em decorrência de estar localizado no mesmo prédio do mais sofisticado e famoso hotel de Manaus de outrora.



Não tive a oportunidade de ir uma única vez ao bar, escrevo alguns pormenores garimpados pela net e por declarações de amigos. Lembro de um acontecimento muito engraçado quando a Banda do Armando fazia o seu tradicional desfile pelas ruas de Manaus, em pleno sábado gordo de carnaval, no percurso, os foliões da Bica encontraram os participantes da Banda do Mandy´s Bar (comandada pelo Carlos Aguiar e Bosco Fonseca), bem em frente ao Hotel Amazonas, no inicio foi uma brincadeira legal, todos formavam uma única banda, porém, os mais afoitos resolveram partir para cima dos travestis que faziam parte do Mandy´s, foi caco de traveco para todo o lado, foi uma loucura! Nunca mais a banda do Mandy´s saiu no mesmo dia do Armando!

Contribuição do meu amigo Francisco Silva, amazonense radicado no Rio Grande do Sul: Olá Rocha, vou te contar alguns fatos pitorescos que aconteceram no Mandys Bar. Trabalhei no Hotel Amazonas entre 1958 a 1964. Fui mensageiro e caixa do restaurante. Segundo os hospedes, o M.B era um verdadeiro Oásis em Manaus. Naquela época havia ótimos garçons, me lembro bem do João, Sandoval, Herculano e Vicente, o qual tinha o apelido de Dr. Silvana, pois se parecia muito com o personagem dos quadrinhos do Capitão Marvel. E uma pena que não tenho fotos. Nos finais das tardes o bar estava sempre cheio de hospedes do hotel e demais frequentadores conterrâneos nossos, como Herculano Castro e Costa, Padre Nonato Pinheiro, este como toda Manaus sabe era o grande intectual amazonense, porem sempre aprontava das suas no M.B. Certa tarde ele quase quebrou a vidraça do bar numa autentica cena de ciúmes. Ele gostava do pianista do bar, e o mesmo estava de namorico com um bailarino, Carlinhos, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que estava hospedado ho Hotel Amazonas. Foi pancada para ninguém botar defeito, o reverendo era briguento, que Deus o tenha. Apesar desses acontecimentos violentos, o M.B realmente era um lugar muito agradável, o ar condicionado era perfeito e a decoração muito bonita, pois as paredes eram como se fossem afrescos retratando nossa região. Floresta, rios, araras, macacos e outras espécies da nossa fauna e flora.


O leitor que desejar colaborar com o post, favor enviar para o nosso e-mail.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

LORD HOTEL & MERCADO ADOLPHO LISBOA


CASAS DE CABOCLOS DA AMAZÔNIA


Fotos: Arquivos IBGE
Colagem: J Martins Rocha
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PRAÇA DE SÃO SEBASTIÃO E O MARCO COMEMORATIVO A ABERTURA DOS PORTOS BRASILEIROS AS NAÇÕES AMIGAS.


Segunda-feira, Novembro 09, 2009

PRAÇA DO CONGRESSO

Esta Praça foi projetada no período áureo da borracha, chamava-se Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao homem que governou o Estado do Amazonas, no período de 1908-1912, foi a mais famosa e bonita de Manaus, pois ali começou a construção da sede governo (atual IEA), existia também o Palacete Miranda Corrêa (atual edifício Maximino Corrêa) e o Prédio da Saúde (atual loja dos Correios). Depois passou a chamar-se Praça do Congresso, em decorrência da realização do 1º Congresso Eucarístico da igreja Católica realizado no ano de 1942, ocasião em que foi erguido o monumento a Nossa Senhora da Conceição.

Esta Praça faz parte da minha infância, adolescência e adulta. Estudei no Colégio Divina Providencia, atual Uninorte; da janela da sala de aula presenciei a demolição do Palacete do empresário Miranda Corrêa, para construção de um espigão; segundo relatos da minha saudosa mãe - o meu bisavô trabalhou como carpinteiro na confecção dos portas do Palacete. Acompanhei também a demolição do Prédio da Saúde, construíram outro de mau gosto, para abrigar os Correios.Alguns anos depois, fui estudar no Colégio Benjamim Constant, começaram as paqueras na praça e as rodadas de sorvetes no Pinguin; posteriormente fui estudar no Instituto de Educação do Amazonas, comecei a frequentar o Bar Pinguin, nesta altura do campeonato já rolava umas cervejas. Fiz o terceiro grau na Faculdade de Estudos Sociais, ficava próxima a praça. Participei do comício das “Diretas Já” em 1984.

Tudo girava no entorno da praça: nasci no Hospital da Santa Casa de Misericórdia; estudei em colégios e faculdade próxima da praça; divertia-me no Luso Sporting Club e no Clube Juvenil; bebericava e paquerava na praça; babava das festas promovidas pelos bacanas no Ideal Club; presenciava os desfiles de Carnaval, Sete de Setembro e Peladão; a minha formatura foi no Teatro Amazonas e casei na Igreja de São Sebastião.

A Praça do Congresso está atualmente abandonada, descaracterizada, pichada pelos vândalos, porém ainda é frequentado pelos estudantes do IEA e Benjamin Constant; nos finais de semana o pessoal do “heavy rock” toma conta do pedaço, além de servir de dormitório para mendigos e desocupados. É uma pena! Fazer o que? Resta somente lamentar!

Sábado, Novembro 07, 2009

ITACOATIARA - AMAZONAS


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Itacoatiara
[1] é um município brasileiro, o segundo mais populoso do estado de Amazonas. Está localizado no extremo norte do país, às margens do Rio Amazonas, o maior do Brasil, ocupando uma área de 8.600 km². Sua população de acordo com o IBGE/2009 é de 89.440 habitantes [2].
A cidade é conhecida como Cidade da Pedra Pintada por possuir na entrada da área urbana uma pedra pintada com um escrito indígena do tupi ou nheengatu itá: pedra; e coatiara: (pintado, gravado, escrito, esculpido) que deu origem ao nome atual da cidade. Itacoatiara possui um importante porto fluvial, responsável por uma grande quantidade de transporte de cargas.
História - Em
1655 é criada pelo Padre Antônio Vieira a missão Arroquis na Ilha Albi. Em 1757, os habitantes da Aldeia dos Abacaxis são transferidos para a outra margem do Rio Amazonas (margem esquerda), onde está atualmente a cidade de Itacoatiara. Em 1758, Francisco Xavier de Mendonça passa pelo local em sua segunda viagem pela região, com o objetivo de fundar a Capitania de São José do Rio Negro. Em 1759, a aldeia é elevada a categoria de Vila, com o nome de Serpa. Itacoatiara tornou-se município através da lei nº. 74 de 10 de dezembro de 1857, mas no ano seguinte, em 1858, é erigida novamente à vila, com o nome de Nossa Senhora do Rosário de Serpa. Finalmente, em 25 de abril de 1874, através da Lei nº. 283, Itacoatiara é elevada a categoria de cidade, com o seu nome atual. Em 25 de abril de 1876, é criada a comarca de Itacoatiara que se instala em 11 de setembro de 1896.
Emancipações - Em
28 de novembro de 1830, pelo Ato Estadual nº. 45, o município de Urucará é anexado ao de Itacoatiara. Em 14 de setembro de 1931, pelo Ato Estadual no. 33, o município de Urucurituba também é anexado ao de Itacoatiara. Em 1935, com a reconstitucionalização do estado, Urucará e Urucurituba retornam à condição de municípios.
Etimologia - O nome Itacoatiara, que segunda a ortografia vigente deve ser grafado Itaquatiara, é originário da língua indígena e significa "Pedra Pintada", devido as inscrições gravadas em algumas pedras localizadas no rio Urubu em frente à cidade. Teve como primeiros habitantes os índios Muras, Juris, Abacaxis, Anicorés, Aponariás, Cumaxiás, Barés, Jumas, Juquis, Pariguais e Terás. Itacoatiara é um vocábulo indígena que significa pedra pintada, pedra escrita. Procede do tupi ou nheengatu itá: pedra; e coatiara: pintado, gravado, escrito, esculpido.
Geografia - Itacoatiara está localizado na porção centro-leste do estado, na
microrregião de Itacoatiara e na mesorregião do Centro Amazonense, numa área de baixo planalto, com uma pequena inclinação em direção aos cursos d'água. Localiza-se a uma latitude 12º44'26" leste e a uma longitude 60º08'45" oeste, estando a uma altitude de 612 metros. Possui uma área de 8.600 km² e seu território tem como limite as cidades de: Manaus, Urucará, Rio Preto da Eva, Nova Olinda do Norte, Silves, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã. Localiza-se na Região Metropolitana de Manaus.
Solo e vegetação - O solo é classificado como foto-solo vermelho/amarelo, com areia distrofia. Grande parte é coberta por densa floresta equatorial, caracterizada pela mata de terra firme com árvores enormes sendo abundantes as madeiras aproveitadas, como: mogno, cerejeiras, itaúba, ipê, cedro e outros. Além das florestas, os campos limpos também fazem parte da vegetação, com tipos de vegetais característicos: a lixeira, a mangabeira, o pequizeiro, o pau-serra, o barbatimãos, o cajueiro, entre outros, para os cerrados; e plantas ásperas e duras, gramíneas e outras espécies, para os campos limpos.
Hidrografia - Possui um porto fluvial localizado no
Rio Amazonas.
Distritos - Itacoatiara possui sete distritos: São José, Augusto Montenegro, Ariaú, Apucarana, Lindóia, Engenho e Novo Remanso, o maior deles. Novo Remanso possui população acima de 3.000 habitantes.
Cultura - A população é composta por
brancos, mestiços, índios e em menor representação, negros. Os migrantes que se instalaram no município trouxeram uma diversidade cultural grande, contribuindo para o desenvolvimento comercial, industrial, e outros. A prefeitura promove cultura por órgãos culturais. Todos os anos no mês de Setembro, acontece o FECANI, com o objetivo de desenvolver e divulgar novos talentos amazonenses da música. O maior festival de música do Norte, o Festival da Canção de Itacoatiara(Fecani), reuni músicos de todo o Brasil. Itacoatiara conta também com um dos maiores e mais modernos teatros do interior do estado do Amazonas.
Demografia -
População total: 89.440 habitantes (87% urbana; 13% rural; 52,07% mulheres e 47,93% homens) Densidade demográfica: 12,64 habitantes por km² Mortalidade infantil até cinco anos de idade: 14,26 a cada mil crianças Taxa de fecundidade: 3,913 filhos por mulher Predefinição:2000 Taxa de alfabetização: 97,63% Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,788 IDH-M Renda: 0,846 IDH-M Longevidade: 0,758 IDH-M Educação: 0,946 Renda per capita (dados de 2000 expressos em R$ de 1 de agosto de 2000): R$ 11,998,20 A população de total de Itacoatiara é 89.440 habitantes, segundo as estimativas do IBGE para o ano de 2009, o que a coloca na posição de terceira maior cidade do Amazonas, perdendo somente para Manaus e Parintins.
Crescimento demográfico - O local teve um impulso no crescimento poupulacional pelo fluxo migratório das regiões sudeste e sul pelo fato da região possuir uma grande riqueza de madeira nas matas locais e a existência de um clima saudável. Em 1984 vários migrantes de todo o país foram atraídos para a região. Durante esta época, Itacoatiara vivenciou e acompanhou um grandíssimo aumento de sua população, passando, em 1990, a 54.000 habitantes e se tornando a segunda maior cidade do interior do Amazonas. Após 1990, o crescimento demográfico cessou, porém, a cidade continuou com um positivo aumento de sua população e assim o mantém até os dias atuais.
Religião - Quanto à
religião, a maioria dos itacoatiarenses (aproximadamente 50%) afirma ser católica romana, seguida pelas religiões pentecostais. Inclui-se entre os cristãos um número crescente de santos dos últimos dias (mais conhecidos como mórmons) e Testemunhas de Jeová. Também são dignos de nota o espiritismo e rituais afro-brasileiros (como umbanda e candomblé).

FOTO COLAGEM DO 6o. AMAZONAS FILM FESTIVAL

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Sexta-feira, Novembro 06, 2009

6º AMAZONAS FILM FESTIVAL


6º Amazonas Film Festival - Aventura, Natureza e Meio Ambiente ocorrerá entre os dias 6 e 12 de novembro e exibirá 168 títulos, dentre produções locais, nacionais e internacionais, evento já consolidado no calendário nacional e internacional como um dos maiores do gênero e que transformará o Estado no centro de uma grande celebração da sétima arte e por onde passarão algumas das maiores personalidades do universo cinematográfico. No total, a grade de programação do evento, que contará com mostras competitivas e paralelas, terá 168 filmes em cartaz e que serão exibidos nos mais diferentes pontos e espaços da capital Manaus e até no interior do Estado, através da Mostra Especial em Iranduba. Toda a programação do festival, que também inclui atividades acadêmicas, é gratuita. Para o secretário de Cultura, Robério Braga, a realização do Festival pelo sexto ano é uma prova de que o evento já se consolidando na área cultural amazonense "Nestes seis anos, acredito que já alcançamos um bom nível de aceitação por parte do público em geral e da classe cinematográfica internacional, nacional e local. Com o Amazonas Film Festival criamos no Amazonas novos espaços para a cultura e nesse sentido, estabelecemos novas oportunidades para quem está inserido nesta que é a indústria cultural mais sofisticada do mundo. Hoje, o Amazonas Film Festival é mais do que isso: é um espaço para a diversidade cultural, que possibilita o acesso a uma variedade de formatos e linguagens audiovisuais", disse. o Festival é uma realização do Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, produção executiva internacional de Le Public Système e nacional da PG Music, com patrocínio máster da Coca-Cola, apoio da Lacoste, Banco Daycoval, TV 5 Monde, Ford Monttana, Link Digital, Kodak, Cinemais, Sherwin Williams e Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Lei de Incentivo à Cultura), apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, Cinefrance, Universo Amazônico, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Centro Técnico Audiovisual (CTAV), Fórum dos Festivais e parceria do Cinebrasil e Manaus Plaza Shopping. MOSTRAS COMPETITIVAS TERÃO 44 TÍTULOS O 6º Amazonas Film Festival apresentará 44 títulos nas cinco categorias competitivas do evento - Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Ficção, Mostra Competitiva Internacional de Filmes Documentários, Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens 35mm, Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens Digital - Brasil e Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Digital - Amazonas. A diversidade, uma das características mais marcantes do Festival, faz-se presente na lista de filmes selecionados para a Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Ficção. No total, há nove títulos selecionados provenientes de nove países diferentes - Brasil, China, Iran, Reino Unido, Itália, França, Austrália, Cazaquistão, Estados Unidos e Iraque. Já na Mostra Internacional de Filmes Documentários serão também são nove os títulos em competição, os quais são produções vindas de seis países diferentes - Estados Unidos, Suíça, França, Reino Unido, Canadá e Brasil. Nas Mostras Competitivas Nacional, a variedade de Estados com produções participantes também é acentuada. Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens 35mm haverá seis filmes, sendo estes produções do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Pernambuco. Por sua vez, na Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens Digital - Brasil serão apresentados sete títulos provenientes de cinco Estados brasileiros - Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Por fim, na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Digital - Amazonas, que chega ao seu segundo ano de Festival e que conta apenas com produções (curtas) de cineastas locais serão 13 os participantes, dois a mais do que na primeira edição da categoria em 2008. "Esse Festival se propõe, cada vez mais, a se tornar um dos maiores fomentadores da produção local e da projeção de novos artistas, especialmente brasileiros e amazônicos, ligando-os a nomes consagrados da indústria cinematográfica. E os números crescentes, ano após ano, no que se refere à adesão de artistas locais e brasileiros nos prova que estamos atingindo este objetivo", ressaltou o secretário de Cultura, Robério Braga. 6º AMAZONAS FILM FESTIVAL TERÁ A PRESENÇA DE ESTRELAS E PERSONALIDADES DA SÉTIMA ARTEConsolidado no calendário internacional como uma das maiores premiações do nicho cinematográfico atual, não é surpresa que a cada ano o Amazonas Film Festival receba algumas das maiores personalidades do universo da sétima arte. Para esta sexta edição, como não poderia deixar de ocorrer, grandes estrelas, dentre diretores, atores, atrizes, produtores e outros, já estão confirmados para participar do evento. Dentre alguns destes importantes nomes da indústria cinematográfica está o de Carlos Manga, diretor de clássicos do cinema nacional, como "Matar ou Correr" (1954), "O Homem de Sputinik" (1959) e outros, que neste 6º Amazonas Film Festival será o Presidente de Honra do Júri. O ator e diretor de cinema, televisão e teatro, Milton Gonçalves será o Convidado de Honra do evento neste ano. No teatro, Milton Gonçalves tem participações em mais de 30 espetáculos e no cinema, ainda no campo da atuação, são mais de cem filmes catalogados, dentre os quais, destacam-se "O Homem Nu" (1968), de Roberto Santos, "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, "Eles Não Usam Black-Tie" (1981), de Leon Hirszman, "Orquídea Selvagem" (1989), de Zalman King e outros. O 6º Amazonas Film Festival contará com a presença de diversos convidados especiais ilustres, como os atores Guilherme Leme, Marcelo Serrado, Murilo Rosa, Sérgio Marone e Thiago Mendonça e as atrizes Malu Mader, Ângela Vieira, Eva Wilma, Juliana Alves, Nathália Timberg, Tânia Alves, Silvia Salgado, Stela Freitas, Rita Cadillac, Rosamaria Murtinho, Lucia Alves e Elke Maravilha. 6º AMAZONAS FILM FESTIVAL TERÁ 124 TÍTULOS EM 13 MOSTRAS PARALELAS A ampla e diversificada grade de filmes fora de competição que faz parte da programação paralela do 6º Amazonas Film Festival tem por objetivo oferecer entretenimento de qualidade para o público amazonense de todas as faixas etárias. Em 13 opções de mostras paralelas serão exibidos 124 filmes, entre títulos nacionais e estrangeiros e que serão apresentados em diversos pontos e espaços culturais da cidade, como o Centro Cultural Largo de São Sebastião, Centro de Convivência do Idoso (bairro da Aparecida, zona Centro-Sul), Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, Teatro Luiz Cabral, Casa Ivete Ibiapina e muitos outros. Duas das mais tradicionais mostras do evento, Cinema do Largo (Centro Cultural Largo de São Sebastião) e Aventura do Documentário Brasileiro (Centro de Convivência do Idoso da Aparecida, Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, Teatro Luiz Cabral, Casa Ivete Ibiapina) contarão com seis e cinco títulos, respectivamente, dentre os quais "O Homem de Sputinik" (1959), em homenagem ao Presidente de Honra do evento neste ano, o diretor Carlos Manga (pela Mostra Cinema no Largo) e o documentário "Contratempo" (2008), dirigido por Malu Mader, uma das convidadas especiais do 6º AFF e Mini Kerti (pela Mostra Aventura do Documentário Brasileiro). O 6º Amazonas Film Festival também desenvolve ações sociais através de sua grade de programação paralela, por meio da Mostra Social Cinema Por Aí (que contempla mostras adultas, infanto-juvenis e infantis), que nesta edição, levará 35 títulos para mais de 40 espaços de Manaus, dentre os quais presídios, hospitais abrigos e escolas. "É um trabalho moderno e sensível, desenvolvido por recomendação da primeira-dama Sandra Braga, que está à frente do CDH (Conselho de Desenvolvimento Humano). Uma oportunidade de incluir no Amazonas Film Festival, pessoas que não teriam acesso a ele, por se encontrarem em hospitais, penitenciárias ou asilos", comentou o secretário de Cultura, Robério Braga. Alguns dos locais em que ocorrerão a exibição de títulos são o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (fechado masculino, fechado feminino e semi-aberto masculino), Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (masculino, feminino e hospital de custódia), Fundação Dr. Thomas, Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro e muitos outros. As crianças também terão seu espaço no 6º AFF com a Mostra dos Curumins, que contará com 17 títulos, internacionais e nacionais, voltados especificamente para este nicho de público. As paradas de ônibus do Terminal do bairro da Cidade Nova (zona Norte) e Terminal do bairro de São José (zona Leste) também vão receber o 6º Amazonas Film Festival. No total, serão apresentadas 22 produções, sendo todas estas curtas de até 4 minutos de duração produzidos por artistas locais. "É dessa forma que o Amazonas Film Festival vai ao encontro do povo, além do fato de que muitas das produções exibidas nesta mostra foram realizadas por alunos dos cursos de cinema do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, o que reflete o resultado de um trabalho pedagógico muito bem desenvolvido", ressaltou Robério Braga, lembrando que passam pelos terminais cerca de 250 mil pessoas por dia. As produções amazonenses também ganham mais espaço neste 6º AFF. A Mostra Made in Amazonas, que ocorrerá no Centro Cultural Palácio da Justiça terá 12 títulos em cartaz, dentre documentários e filmes de ficção. Já na Mostra Teleamazônica de Cinema, uma novidade desta edição, contará também com 12 títulos a serem exibidos no Centro Cultural Palácio da Justiça, sendo todos documentários dos cineastas Roberto Kahane e Antônio Eustáquio ("Taquinho").Outra grande novidade e destaque deste 6º AFF é a Mostra Cine Copa Verde, que ocorrerá no Largo Mestre Chico e Centro Cultural dos Povos da Amazônia, a qual vai trazer 13 produções, dentre documentários e filmes de ficção, todos com a temática voltada para o futebol, já em uma espécie de "aquecimento" para a Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá no Brasil. Por fim, o 6º Amazonas Film Festival, da mesma forma que ocorreu na edição anterior, vai estar presente no interior do Estado, mais precisamente no município de Iranduba (localizado a 22 km da capital Manaus). A Mostra Especial em Iranduba contará com dois grandes e recentes sucessos do cinema nacional - "Divã" (2009), do diretor José Alvarenga Jr. e "Se Eu Fosse Você 2" (2009), do diretor Daniel Filho. A mostra ocorrerá na Praça dos Três Poderes do município nos dias 7 e 8 de novembro. PREOCUPAÇÃO COM MEIO AMBIENTE É MARCA DO 6º AMAZONAS FILM FESTIVAL Uma das tradições de maior destaque do Amazonas Film Festival são as ações ecológicas desenvolvidas todos os anos no evento. Estas ações de cunho ecológico e ambientais revelam a atenção especial dada às temáticas relacionadas ao meio ambiente e reforçam a preocupação com a sustentabilidade do planeta. O tratamento dispensado às ações voltadas para a preservação ambiental e proteção aos recursos naturais harmoniza-se com a política adotada pelo Governo Eduardo Braga. Por estas razões, o 6º Amazonas Film Festival dá continuidade a estes objetivos com mais uma ação deste tipo. Trata-se da Cerimônia de Apadrinhamento da Espécie Florística Tanimbuca. A árvore, cujo nome científico é Buchenavia tetraphylla, é uma das mais comuns da região amazônica e está presente também em algumas localidades da área da Mata Atlântica e possui grande valor comercial. Popularmente ela é conhecida como "amarelão", "carará", "cuiarana", "tanibuca" e outros. Para a ação ecológica de 2009, a organização do festival convidou o ator Victor Fasano (Brasil) e a atriz e modelo Mireille Darc (França) para os postos de padrinho e madrinha do evento, respectivamente. Victor Fasano, um dos nomes mais conhecidos da teledramaturgia nacional, que esteve em grandes sucessos deste gênero como as novelas "Barriga de Aluguel" (1990), "De Corpo e Alma" (1992), "América" (2005) e "Caminho das Índias" (2009), todas assinadas por Glória Perez, "Tropicaliente" (1994), de Walter Negrão e muitas outras. Além dos trabalhos como ator, Victor Fasano fundou com a atriz Christiane Torloni o projeto Amazônia para Sempre que teve origem por causa do contato com a realidade da floresta durante as gravações da minissérie "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes", escrita por Glória Perez, em que os dois atuaram. Os objetivos do projeto visam sensibilizar os cidadãos brasileiros sobre a importância da preservação e a real situação da Floresta e interromper a devastação do ecossistema. O ator é um dos mais atuantes em causas ambientais, estando desde 1985 à frente do Criadouro Tropicus - Associação Cultural, Científica e Educacional, que cria espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção para re-introdução na natureza. Em 2005, o ator foi o representante da Prefeitura do Rio de Janeiro na Conferência de Meio Ambiente em São Francisco (USA). No ano passado, ele recebeu o prêmio "Verde das Américas", do VII Encontro Verde das Américas (SP). Já Mireille Darc é uma das mais renomadas e reconhecidas atrizes francesas de sua geração. Ela já atuou em mais de 30 produções cinematográficas, dentre os quais destacam-se "Galia" (1965), dirigido por Georges Lautner, "Jeff" (1968), de Jean Herman e muitos outros. Durante as filmagens de "Jeff", Mireille conheceu Alain Delon, um dos mais prestigiados atores franceses, e com ele manteve um longo relacionamento de 15 anos. Durante os anos 90 e início de 2000, a atriz se dedicou à realização de programas de televisão sobre transplante de órgãos e o câncer. Em 2005, recebeu o título de "Chevalier de l'Ordre National de la Légion d'Honneur de France" (Cavalheiro da ordem nacional da legião de honra da França) das mãos do ex-Ministro e Presidente da Comissão Européia, Jacques Chirac. Em 2006, recebeu mais uma medalha da "Légion d'Honneur", concedido também por Jacques Chirac. CAPACITAÇÃO E QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E PROFISSIONAL SÃO FOCO DA PROGRAMAÇÃO ACAÊMICA DESTE 6º AFFA promoção do Estado do Amazonas como potencial pólo de produção artística e cinematográfica e de locação para a realização de filmes, bem como a viabilização de um real intercâmbio entre artistas, produtores e cineastas amazonenses e de outros Estados e países e o público de uma maneira geral são algumas das maiores finalidades do Amazonas Film Festival. Através da programação acadêmica do evento busca-se a capacitação e a qualificação profissional de todos os interessados ou atuantes no campo das artes visuais do Amazonas. Deste modo, o 6º Amazonas Film Festival contará com uma série de eventos deste tipo, como debates, convivências, palestras e convivências, além de seis oficinas, que nesta edição, terão os seguintes temas: edição, fotografia para cinema e vídeo (iniciantes), produção de cinema no Amazonas, Curta Digital (Alunos do Projeto Jovem Cidadão), preparação de atores para cinema e vídeo. Assim como toda a programação do festival, as atividades acadêmicas também são gratuitas, mas é necessário que todos os interessados se inscrevam nos eventos pretendidos através do site oficial do evento, o http://www.amazonasfilmfestival.com.br. IV CONCURSO AMAZONAS DE ROTEIROS Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, com patrocínio do Banco Daycoval, o Concurso Amazonas de Roteiro chega a sua quarta edição. O Concurso tem por objetivo eleger o melhor script, sempre um material inédito, para a produção de um curta-metragem 35mm, promovendo, deste modo, a valorização e estimulação da criatividade e a produtividade de cineastas e filmmakers do Amazonas.
Editar Comunicação - 3238-2672; 3238-2434; 3238-3997Paulo Roberto Pereira (92) 9128-0843; 8127-9878; Bruna Maia - (92) 8812-0223; Loyana Camelo - (92) 8812-2004

MANAÓS, MANAUS, MANA

FOTO COLAGEM: J MARTINS ROCHA - CINE POLYTHEAMA, SORVETERIA GLACIAL, MANAÓS HARBOUR, IPHAN,CABARÉ CHINELO, IAPTEC, LUSO SPOTING CLUB ,CASA DIAS, GRANDE LOJA MAÇÔNICA, MUSEU DO PORTO, IGHA, CAUA/UFAM, CASA GUARANY, BEIRA DO PORTO, COLÉGIO SALDANHA MARINHO & FACHADAS.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

ÍNDIA ATWÃMA



A jornalista Elaízes Farias, do jornal A Crítica, fez uma belíssima reportagem sobre a índia Atwãma, da etnia Sateré-Mawé. A menina de apenas de 15 anos de idade, participou do Ritual da Tucandeira (passagem para a vida adulta), no Encontro dos Guerreiros (festa que mistura danças, comidas e concursos de zarabatana, na comunidade Sahuapé, em Manacapuru, Amazonas). Ela quebrou a tradição, tornando-se a primeira mulher a participar do ritual (vinte sessões com luva de palha cheia de formigas de ferrão venenoso e doloroso).

Ela nasceu em Ponta Alegre, no município de Barreinha; mora em Manaus na Comunidade Waikuru, o seu nome em português é Leiciane Costa da Silva, estuda a sétima série e deseja cursar Medicina; fez a seguinte declaração “Decidi participar para mostrar que as mulheres são tão corajosas quanto os homens, mostrar que nós também podemos ser guerreiras, ao participar do ritual, também busco ter mais saúde e coragem”.

As estimativas feitas pela COIAB (Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) variam de 15.000 a 20.000 indígenas que moram em Manaus. Em relação à etnia, é conhecida a importante proporção de etnias do alto Rio Negro (Tucano, particularmente), assim como das etnias Ticuna e Sateré-Mawé. Mas muitas outras etnias se fazem presentes em Manaus.

Parabéns a guerreira Atwãma!

Foto: Euzivaldo Queiroz


Quarta-feira, Novembro 04, 2009

NESTOR NASCIMENTO - A ALMA NEGRA DO AMAZONAS

No próximo dia 20 de novembro, será comemorado em Manaus o “Dia da Consciência Negra”, feriado municipal. Nada mais justo do que homenagear o saudoso Nestor Nascimento, considerado o maior líder negro da história do Amazonas, com uma marcante defesa dos direitos civis. Tive o privilégio de conhecê-lo, inclusive foi meu professor de História, num cursinho preparativo para o vestibular da antiga UA. A biografia do Nestor, foi adaptado de texto retirado do Projeto de Decreto Legislativo nº 13/2001, visando conceder a medalha de ouro “Cidade de Manaus” a Nestor Nascimento.

Nestor José Soeiro do Nascimento nasceu em Manaus, Amazonas, no dia 11 de dezembro de 1947, filho de Nestor do Nascimento e Sophia Soeiro do Nascimento. É divorciado e pai de 12 filhos, todos nascidos e residentes em Manaus. Vem de uma família tradicional do bairro da Praça 14 de janeiro, em Manaus, onde viveu e estudou. Fundador da Associação dos Moradores e Amigos da Praça 14, Sócio Fundador da Escola de Samba da Vitória Régia. Sua mãe, dona Sophia Soeiro do Nascimento, foi uma ilustre Professora e diretora do Grupo Escolar Luizinha Nascimento. Cursou o ensino fundamental no Grupo Escolar Luizinha Nascimento, ensino médio no Colégio Estadual Rivadávia Corrêa (RJ); Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Amazonas, sendo inclusive um dos fundadores do Centro Acadêmico de Direito da universidade em referência. Participou de cursos de Atualização em Comunicação Social pelo Sindicato dos Jornalistas / Universidade do Amazonas; Introdução à Democracia pela Universidade do Amazonas e cursou Treinamento de Professores (Secretaria de Educação e Cultura / AM). Exerceu a função de Segurança do Ministro Lira Tavares pelo Ministério do Exército em 1968, escolhido pelo General Costa e Silva no Palácio das Laranjeiras. Atuou como repórter universal de notícias, no Rio de Janeiro, no ano de 1968; exerceu a função de colunista e Repórter no Jornal A Notícia, em Manaus, no período de 1972 à 1975; atuou como Diretor Geral do curso Dinâmico, em Manaus, no período de 1972 à 1979; atuou na elaboração de projetos de pesquisa, da Reforma Administrativa do Estado, nos seguintes projetos : 286 IPASEA ­- Diagnóstico de Gestão, 142 - CELETRAMAZON - Diagnóstico de Gestão 465 - Aperfeiçoamento, Obrigações Fiscais e Trabalhistas no Estado do Amazonas, em 1972; atuou como assessor parlamentar na Câmara Municipal de Manaus, no ano de 1995. Foi procurador chefe da Câmara Municipal de Manaus, no período de 1996 a 1997, foi Subsecretário Municipal do Desenvolvimento Social, em Manaus, no ano de 1983 (Prefeito Amazonino Mendes); Diretor Superintendente Cultural do Amazonas em exercício entre os anos de 1984 à 1986 citado como um dos melhores alunos da Universidade do Amazonas, pelo Professor Samuel Benchimol, na Ordem dos Cobras, no livro Amazônia, um pouca antes além depois. Ativo participante como sócio da Escola de Samba da Vitória Régia e da Academia Samurai de Judô. Proprietário de um dos primeiros cursos de pré-­vestibular de Manaus (curso Dinâmico). Foi Vice-Presidente do Clube da Madrugada c membro da Sociedade dos amigos de Portugal de Manaus e ainda foi Presidente do Conselho Estadual de Cultura 92/94. Atuou e fundou o Movimento Alma Negra – MOAN, em Manaus. Foi Presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra no ano 1988 e atualmente Presidente do Instituto dos Direitos Civis (I. D. C.) – AM. Ganhou o diploma de Honra ao Mérito, do Instituto Brasileiro, no ano de 1975. Pela sua trajetória em defesa dos direitos civis, Nestor Nascimento visitou os EUA a convite de Bill Clinton/1997, então presidente dos Estados Unidos, onde manteve contato com várias entidades, visitou o Capitólio, a Casa Branca e na oportunidade concedeu entrevista à voz da América como um dos mais ilustres defensores dos direitos civis no Brasil. Seu currículo é sem dúvida da maior grandeza e relevância na nossa cidade por sua participação e experiência na vida pública e administrativa em todos os seguimentos da sociedade manauense.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

VILA CARPINTEIRO PÉRES

Dra. Graça Silva

A Vila Carpinteiro Péres, localizada na Avenida Sete de setembro – Centro, ao lado da Cadeia Pública, mais precisamente na casa de no. 9, foi o local onde eu nasci, em 23 de novembro de 1948, numa quarta-feira. Meus pais Raymundo Nonato da Silva e Francisca dos Santos Silva me receberam pela ajuda de minha bisavó materna, Dona Maroca – Maria da Conceição Teles, que serviu de parteira. Sou a quarta filha do casal Silva. Minha mãe também nasceu naquela casa em 21 de julho de 1921. Filha única do Sr. João Lopes dos Santos e de Antonia Teles dos Santos. Meu avô materno era filho de João Lopes e Angélica Maria Lopes, ambos da Foz do Jutai, sendo que Angélica era descendente de índios Inca. Minha avó Antonia era filha de cearenses – Antonio Marinho Teles e Maria da Conceição Teles, ambos naturais da cidade de Crato.
Meus avos paternos – Candido Pereira da Silva e Josefa Maria da Silva, eram paraibanos. Dos meus ancestrais tive a oportunidade de conhecer apenas meu avô materno, João Lopes, com quem convivi por muitos anos…
Meus irmãos Assis, Izabel, Nazaré e Nonato; sendo que Nazaré faleceu com 1 ano e 8 meses de idade.
Minha casa era toda em madeira, construída no meio do terreno – 50X100, com muitas árvores frutíferas. Era na verdade, duas casas geminadas e meu avô materno morava ao lado.
Minha família foi quem primeiro habitou a Vila Carpinteiro Péres, que naquela época em 1910, havia apenas uma casinha construída em taipa, que meu avô JOÃO adquiriu e depois construiu em madeira, coberta de telha de barro a primeira parte e a outra em zinco. Depois a família LOBO, formada pela Sra. Maria Lobo e suas filhas Elza, Isa, Rita, Eubrasia e Salete, foi morar ao lado da nossa casa e depois o Sr. UMBELINO e dona ARCANJELA, com um casal de filhos, Cleide e Claudio. Anos depois o casal Antonica e Nemesio, Neco e Iva, Carneiro e esposa; Nogueira e Domitilia; Zulmira e os filhos Ruy e Zulmita etc.
Uma particularidade, meu avô João casou-se quatro vezes. A primeira mulher não teve nenhum filho e não sei bem nada a respeito dela; a segunda esposa foi minha avó ANTONIA, que faleceu aos 22 anos de idade, quando minha mãe tinha apenas três anos. Ele trabalhava como prático de navios; conhecia os rios da Amazônia, como ninguém, principalmente o Rio Solimões e seus afluentes. Ao ficar viúvo, resolveu casar com a sogra, dona MAROCA, que estava viúva naquela oportunidade. Após a morte de minha bisavó, meu avô casou-se pela quarta vez, com a irmã do meu pai, tia CHIQUINHA e esta felizmente não teve nenhum filho, caso contrário causaria grande confusão, pois tia Chiquinha era cunhada e madrasta de minha mãe, e consequentemente, minha tia e minha avó!
Como na casa do meu avô morava apenas ele e a esposa, constantemente se hospedavam lá pessoas que vinham do interior do Estado para tratar de negócios e de saúde.
O quintal da minha casa, na época da cheia, ficava a parte dos fundos inundada e permitia que brincássemos, navegando em toras de madeira que escapavam da Serraria Moraes, do lado oposto de minha casa – Educandos. A paisagem vista da janela da cozinha era o bairro de Educandos – um morro cheio de casas, que a noite as luzes cintilavam igual às estrelas no céu...
Aprendi a nadar no quintal de minha casa, na época da cheia. Na época da vazante, tomava banho na cacimba, muito bem conservada por minha tia Chiquinha. E isso ocorria quando faltava água encanada. Em noite de luar era uma maravilha o banho na cacimba – água geladíssima e as crianças faziam a maior algazarra, pois os poucos vizinhos desciam uma ladeirinha em direção das cacimbas, sem qualquer modéstia, posso afirmar que a da minha tia Chiquinha era a maior e mais bem cuidada...
Que maravilha era tomar banho numa queda d’água, que ficava embaixo da ponte de Educandos, que chamavam “pancada”, isso na época da seca do igarapé, quando ficava apenas um canal, com águas correntes e velozes. Na época da cheia, nosso passeio aos domingos era sair de canoa, com meu pai, remando até o bairro do Japiim – onde morava um amigo dele, num sítio. Passávamos pelo Igarapé do Quarenta, onde havia poucas casas; no Japiim só existia mata. No percurso, íamos observando a natureza, as águas límpidas, que permitia visualizar a areia no fundo do rio, nos igapós, e os peixinhos; no alto das árvores, víamos Araras, Papagaios, Tucanos e passarinhos diversos... Como era bonito!
Já na época da seca, fazíamos esse passeio a pé, beirando o córrego. No Quarenta havia uma piscina natural, todo em pedra, onde os evangélicos costumavam realizar o batismo dos irmãos e as lavadeiras utilizavam aquela água cristalina para lavar principalmente, as roupas brancas.
Estudei no Patronato Santa Terezinha dos 3 aos 13 anos de idade. De lá fui para o Grupo Escolar Farias de Brito, que ficava na Avenida 7 de setembro, em frente da Escola Técnica Federal do Amazonas, hoje CEFET.
Nota do Blog: O nosso blog trata exatamente do que a Dra. Graça comenta em sua crônica - caso o caro leitor deseje falar da sua infância e adolescência na Amazônia, mande para o e-mail jmsblogdorocha@gmail.com, teremos o maior prazer em publicar.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

FEIRA DA AVENIDA EDUARDO RIBEIRO - MANAUS

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Esta feira foi fundada em 2000, em decorrência da parceria do Sebrae/AM e da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus/CDL, com o propósito de reunir os artesãos em um local apropriado e vender os seus produtos diretamente aos consumidores.
O local é a principal avenida do centro antigo de Manaus - a Avenida Eduardo Ribeiro, tornou-se o point das famílias manauenses para tomarem o seu café da manhã aos domingos e efetuarem as suas compras, além de ser mais um atrativo para os turistas; encontramos uma enorme variedade de produtos: bolsas, artesanatos indígenas, livros, discos, brinquedos, perfumes, mudas de plantas, peixes ornamentais, pequenos móveis de madeira, roupas e confecções, etc.
O local é também preferido pelos artistas para fazerem as suas apresentações, encontramos palhaços, malabaristas, cover do Michael Jackson, Homem Estátua, além da roda de Capoeira e músicos andinos; na parte próxima ao Teatro Amazonas é o local preferido para as exposições – forças armadas, fotográficas, evangélicas, institucionais, etc.
A feira funciona somente aos domingos, no horário das 7h às 14h, contando com mais de 300 barracas, vale a pena conferir!

Sábado, Outubro 31, 2009

POETATU 4

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O lançamento do livro aconteceu no dia 25 do corrente, no Palacete Provincial, centro antigo de Manaus; a organização foi do poeta/livreiro Celestino Neto (sebo O Alienista, na Praça Heliodoro Balby) e do meu mano poeta Marco Gomes, com apoio cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas e, da ONG Gens da Selva – In Memorian Anibal Beça, Marcos Figueira e Narciso Lobo; com a contribuição poética dos pesos pesados: Almir Graça, Anísio Mello, Carlos Araújo, Castro e Costa, Celestino Neto, Célio Cruz, Eliberto Barroncas, Felipe Wanderley, Henrique Mesquita, José Ribamar Mitoso, Jersey Nazareno, Marcileudo Barros, Marco Gomes, Simão Pessoa, Tenório Telles e Zemaria Pinto.

A capa é uma talha do artista plástico Roberto Cravo, dando forma a um desenho do Hanneman Bacellar (jovem pintor manauense, desaparecido tragicamente); a foto é do nosso lambe-lambe oficial Luiz Souza; o quadro faz parte do acervo da BICA e está exposto no Bar do Armando; a outra fotografia que ilustra o nosso post é do gaiato que vos escreve, mostra em primeiro plano a nossa eterna rainha Petrolina (Petrô para os íntimos) e ao fundo o poeta Frankenstein escrevendo os seus versos com a sua perna de piroca!

O Simão Pessoa, nosso querido poeta e escritor, foi o encarregado de fazer a apresentação do livro: No futuro do pretérito, essa antologia poética feita nas coxas será o livro narrativo mais instigante de 2014. O New York Times informará. Mistura de Win Wenders com Bouvard et Péchuchet, muitas vezes parece Bukowski. Sim, é um livro preguiçoso. Sim, é um livro engraçado, gostoso de ler. Um livro triste, angustiado. Um livro de crônicas. Um livro de poesia. Um livro de filosofia. Um livro de memórias travestido em ficção. Escritura sem afeto. Texto raiva-ternura. Chocante. Lindo. Poetatu. Poesia paca, bicho! Sim, há uma gota de sangue em cada poema. Ao alarme, prefiro o ladrão. Biscoitos finos para a massa. Poetatu já nasceu clássico. E não fosse isso seria aquilo. De leve.

MERCI, BERINHO – Marco Gomes (poeta, fotógrafo)
Bendito é o fruto
do português Manoel Pracinha
(embora vivo... muito vivo)
que em ti baixou.
Obrigado pela devolução
da Praça da Polícia
já estava até pensando
em acionar o MP
pedindo-a de volta.
Juro que dentre essa algazarra toda
de animados artistas
(ou seriam alegres?)
Não existe turma mais folgada
que a dos legítimos donos da praça
reunidos ali no canto.
Pedrosa, Pina, Piauí, Manuel Curupira,
Valério, ou seja, a fina flor
da Turma do Pau-mole
que volta a se concentrar
ou sua Catedral da Fé!
(do bicho, dama, fofoca...)

LIBRE – Jersey Nazareno (poeta, jornalista)

Há algum tempo,
não sei quanto,
Venho-me condenando,
por querer a liberdade.
Há algumas horas,
não sei quantas,
deixo de condenar-me,
por sentir-me livre.
Livre por saber
que sou um condenado
à liberdade.

DEZEMBRO/EPITÁFIO NO CRESPÚSCULO/TEMPO TEMPLO – Eliberto Barroncas (poeta, músico)

O tempo
tem passado ligeiro
já vem
mais um janeiro.

O tempo voa
com suas penas
nas águas do tempo
tudo nada.

Morte do dia
luto da noite
sina
o tempo assina o que ensina.

Isto foi apenas um aperitivo, uma degustação! Quer mais? Então passa um correio eletrônico para
sebo.oalienista@yahoo.com.br – será enviado um exemplar para qualquer cafundó-de-Judas do nosso Brasil, via canoa, batelão, taxi, sedex e até de asa dura, basta somente acertar uma módica contribuição de alguns reais! É isso ai Poetatu!

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

PEIXARIA DO JOKKA



O estabelecimento está localizadoe na Rua São José, no. 9, bairro de São Raimundo, em Manaus; a rua é sem saída, o restauante é minúsculo, porém se destaca por três itens: a figura do proprietário, a delícia dos peixes servidos e a inigualável vista para o Rio Negro.


O dono do estabelecimento chama-se Joaquim Loureiro Neto, 59 anos, natural de Cajatuba (Manacapurú, Amazonas), conhecido por Jokka(com dois KK mesmo!), figura conhecida na cidade de Manaus pela sua irreverência e mau humor - o estabelecimento é fechado, o portão é de ferro e só entra que ele permitir; logo na entrada existe um letreiro que adverte: "Gabinete do Jokka Loureiro, só para amigos e convidados. Não entre sem permissão!", existem também outras pérolas espalhadas pelo restaurante, retratando muito bem a personalidade do dono: "Não aceitamos cheques nem vendemos fiado, para evitar a frequência de liso."/"Atendo do estivador ao doutor."/"Não toleramos exigências nem frescuras."/"Se queres tratamento especial vá para uma casa de massagem ou Hotel Tropical." É mole ou quer mais? Então segura essa: "Seja educado: coma, pague e pegue o beco"! O Jokka não tolera pergunta idiota, mais ou menos do tipo: - O senhor tem peixe frito? Não, temos somente prego, ferrolho e serrote! Responde com irritação. - O que é aquilo que estão construindo ali no meio do Rio Negro? (se ferindo a Ponte Manaus/Iranduba) É o Condomínio Residencial Rio Negro! responde babando de raiva. Segundo o Jokka, ele não é uma pessoa mal-educada, no fundo é tudo brincadeira. O Jokka é também um grande cantor e compositor, compôs muitas músicas para o Mega Star Brega Abílio Farias, gosta de soltar a voz aos domingos no Bar Caldera, centro antigo de Manaus.

O restaurante é tocado com a ajuda da mulher, filhos e até dos netos, oferece à clientela sete variedades de peixes, todos acompanhados de baião-de-dois, farofa, vinagrete e farinha de Uarini; de sobremesa, tem sorvete caseiro de sabores como cupuaçu e tapioca. O cardápio é oral: - Tem tambaqui, pirarucú, tucunaré, matrinxã... só frito! detona o Jokka. O imóvel é de madeira, com uma pequena laje, onde são acomodados os bancos também de madeira; existem dois compartimentos: a parte de cima, com um mezanino (área VIP) e a parte de baixo; atende de segunda a sábado, no horário de 11h/15h30; a clientela é formada na sua grande maioria por empresários, turistas e políticos.

Outro diferencial é a vista para o Rio Negro, pois o estabelecimento fica num morro do bairro de São Raimundo, aliás, existe outro aviso: “Criança, Macaco e Balão, somente amarrado”, foi uma forma de alertar aos pais, com relação ao perigo de uma criança cair morro abaixo.

Vale a pena conferir! Vá lá! Você vai se divertir, detonar o melhor peixe de Manaus e curtir o nosso majestoso Rio Negro, porém, aconselho não fazer pergunta idiota para o Jokka, tipo - A cerveja está gelada? O peixe vai sair rapidinho? ou Este peixe tem espinhas?

Fotos: http://www.nobanzeiro.blogspot.com/


Quarta-feira, Outubro 28, 2009

TUDO MUDOU



Composição: Chico da Silva/Venâncio


Mudou,

Meu pandeiro de couro se modificou

O progresso da arte o plastificou

A viola de pinho se eletrificou

Tudo mudou

Mudou,

Já existe uma orquestra num só instrumento

A ciência aniquila com nosso talento

E o artista é que sofre com esse advento

Tudo mudou

Mudou,

O idioma gritando cadê meu capricho?

É o pacas, é o putes

É o pow, falo bicho.

Pra cultura primária o esforço mudou

O mental mudou

Não comunicou

É o Brasil país que tem seu dialeto

O ok não é nosso, não é o concreto.

A corruptela de estar ficaria mais certo

Tudo mudou

Mudou,

O abraço não chora pra quem vai partir

O adeus não conversa com que vai ficar

O sorriso não fala pra quem vai sorrir

Tudo mudou

Mudou,

O olhar não tem graça pra quem vai olhar

Só Deus desse mundo foi quem não mudou

E o mundo de Deus ainda está no lugar

Mas o resto mudou e como mudou

O menino proveta se enche de glória

A ciência da vida perdeu a memória

Ou será que o amor vai sair da história

Tudo mudou

Tudo mudou

Mudou

DAVID ASSAYAG


Natural da cidade de Parintins, no Estado do Amazonas, iniciou a sua carreira artística em 1984, como vocal principal da banda Raízes da Terra; foi convidado em 1986 para a gravação de um CD do Boi Caprichoso, sendo o back vocal do levantador de toadas (cantor) Arlindo Júnior; foi também um dos fundadores do grupo Canto da Mata; passando depois a ser o numero um do Boi Garantido, no período de 1990 a 2008; retornando finalmente ao boi azul, com um contrato de quatro anos.

Na nação vermelha e branca foi consagrado como uma das maiores vozes da Amazônia, tendo recebido em 1997 das mãos do presidente da república Fernando Henrique Cardoso, a comenda “Honra ao Mérito Cultural”, sendo aclamado o cantor mais popular do norte e nordeste do país; ficou também conhecido nacionalmente com a interpretação da música “Vermelho”, do famoso compositor Chico da Silva.

O David Assayag criou um vínculo muito grande com a galera do Boi Garantido, inclusive foi aclamado como “Rei David”, estabeleceram uma simbiose de emoção, carinho e respeito, dessa forma, está sendo muito difícil para a torcida vermelha e branca em aceitar esta mudança, tanto que o artista foi duramente vaiado na apresentação do Boi Manaus (evento comemorativo ao aniversário da cidade de Manaus).

Imaginem o David entrando na arena do Bumbodrómo de Parintins, em 2010, vestido de azul e branco, soltando a sua potente voz, acompanhado da batida cadenciada da Marujada de Guerra, sob o comando do Didi Redman , não sei não, mas as duas torcidas contrarias irão chorar de emoção, uma pela perca do seu astro rei e a outra pela satisfação da volta, depois de tantos anos servindo ao contrário - dizem os mais fanáticos do Caprichoso: nas veias de todo rei corre sempre um sangue azul!

Frequento durante anos o Bar do Boi, desde a TvLandia, na avenida Djalma Batista; fui inúmeras vezes a Parintins, assistir as apresentações dos bois no Festival Folclórico; sempre fui azul, porém admiro muito as toadas do Garantido, principalmente na voz do David; terei que me adaptar aos novos tempos.

Na realidade, este festival ganhou uma dimensão muito grande, envolve muita grana na parada, os principais artistas dos bois (artistas plásticos, compositores, amo do boi, levantador de toadas, etc.) estão se profissionalizando, a paixão é grande, porém o negócio fica à parte, quem sabe em 2014, em plena Copa de Mundo, o Rei David Assayag, entra na arena Bumbodrómo de Parintins, vestido de vermelho e branco, de volta a sua galera do coração, tudo pode acontecer – já vi até boi voar!

Terça-feira, Outubro 27, 2009

MANAUS EM DETALHES

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Apesar de não ser um detalhista e metódico extremado (dizem que os nascidos no signo de virgem são exatamente assim), gosto de realçar nas minhas fotografias os detalhes, mesmo sendo um amador (nunca fiz um curso de fotografia e não ganho nenhum “dindin” pelas fotos tiradas).

Nas minhas andanças pela cidade de Manaus, fico admirando o trabalho artístico feito nas fachadas dos prédios antigos, praças, monumentos e outros logradouros públicos; ando sempre com a minha velha máquina “rolleiflex” para registrar – noto que algumas pessoas não acham nenhuma graça ficar parado no meu da rua olhando a fachada de um prédio antigo – quando me afasto do lugar, observo que alguns transeuntes voltam para olhar exatamente onde eu estava olhando, talvez fiquem se perguntando e se interrogando: O que aquele maluco estava mesmo olhando? Não vejo nada diferente! É apenas um prédio velho! Mais um doido em Manaus!

Realmente, na loucura que é o nosso dia-a-dia, na luta contra o relógio para chegar ao trabalho, escola, casa, supermercado, Shopping, Lan House, Foró/Brega/Boi, etc., prestamos mais atenção ao sinal dos semáforos, nos veículos que passam, nos pedestres apressandos, nos engarrafamentos infernais, na boazuda que teima em passar na nossa frente, nos ônibus lotados até o toco, nos vendedores ambulantes, et cetara e tal – não vamos parar para olhar detalhes de fachadas de prédios antigos de Manaus! Somente os que veem mais longe, quem admira um trabalho mais bem elaborado e uma bela paisagem, estes sim, param para olhar e, proporcionam ao espírito um grande estado de felicidade.

A foto colagem acima mostra alguns detalhes do Paço da Liberdade, antiga Assembléia legislativa, Hospital Santa Casa de Misericórdia, Federação Espírita, Colégio Dom Bosco, Teatro Amazonas, Rodoway, Ideal Club, Teatro da Instalação, Fábrica Progresso, Igreja de São Sebastião, Escola da Magistratura, Centro Cultural Luso Brasileiro, Castelinho da Barroso, Mercado Adolpho Lisboa, Palacete Provincial, Centro Cultural Palácio Rio Negro, Ponte Romana I, Barco Regional, Barco Justo Chermont, Ipham, Corpo de Bombeiros, Ponte de Educando, Palacete dos Nery, Amarelinho, Centro Cultural Palácio de Justiça, Hospital Beneficente Portuguesa, Biblioteca Pública de Manaus, Ponte dos Bilhares, Marina do Davi, Prédio Au Bon Marché e Fachadas de Prédios Abandonados.

Existem inúmeras formas de ser feliz, não irei enumerá-las, mas dizem os magos que pregam a valorização da autoestima que, o sucesso é conseguir o que você quer e a felicidade é amar o que você já tem – dessa forma, se amarmos mais o nosso patrimônio histórico, os nossos rios, as nossas matas, os animais, a nossa família, o ser humano, enfim, a nossa cidade e as coisas belas que já possuímos aqui em Manaus, com certeza seremos mais felizes!

Pare, Olhe os Detalhes de Manaus e Viva Mais Feliz!

Domingo, Outubro 25, 2009

BOI MANAUS - A FESTA DA CIDADE DE MANAUS



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Este ano não participei da festa do Boi Manaus, estive na Feirinha do Turiri, comprei o meu da “Tribo do Rei David Assayag”; tirei algumas fotos no domingo de manhã e fiz a colagem acima, a outra foto é da Rede Amazônica de Televisão, mostra como foi a festa no sábado passado, uma loucura! Vamos conferir algumas matérias sobre essa grandiosa festa:

“O Boi Manaus, comemoração oficial do aniversário da capital amazonense, foi idealizado em 1997. A idéia foi misturar o ritmo das toadas de boi-bumbá à alegria contagiante das folias carnavalescas fora de época, as conhecidas micaretas. Uma forma de valorizar os representantes legítimos da nossa cultura regional, com a tecnologia dos trios elétricos que embalam os mais importantes carnavais do Brasil.De lá para a cá, a festa caiu no gosto popular e hoje é um dos principais eventos do calendário cultural da maior metrópole da Amazônia, reunindo em cada uma de suas três noites, mais de cem mil brincantes, cada um identificado com o tururi (*) de sua tribo.Realizado durante três noites consecutivas, o Boi Manaus consiste no desfile de levantadores de toada e bandas de Boi-Bumbá, seguidos por torcedores e simpatizantes que os acompanham por toda a extensão da pista do Centro de Convenções Umberto Calderaro (Sambódromo).O Boi Manaus se concretizou não apenas como mais uma opção de entretenimento e lazer para os moradores de Manaus, mas que também rendeu à Capital um potencial e promissor produto turístico. Afinal, a exemplo do que já acontece em outras cidades, o Boi Manaus é um evento com todos os requisitos para chamar a atenção dos formadores de opinião e atrair o interesse de inúmeros visitantes.(*) O tururi, uniforme oficial do Boi Manaus, sinônimo dos abadás que se usa na Bahia, também tem uma origem indígena. É uma espécie de palmácea originária da palmeira Baçu. Suas fibras entrelaçadas são extraídas do fruto. Os indígenas utilizam-nas para vestuário, calafetação de embarcações, cobertura de palhoças, etc.”
WWW.boimanaus.manaus.gov.br


“Os festejos do aniversário de 340 anos da cidade de Manaus chegam ao último dia. Para fechar com chave de ouro a programação do Boi Manaus 2009, que está sendo realizado no Centro de Convenções, Sambódromo, neste domingo, 25, haverá a apresentação dos cantores: Hamiraldo da Mata e Fabiano Neves, Hélio Veras e Clécio Brasil, Boi Bumbá Brilhante, Renato Freitas, Tony Medeiros, Edilson Santana e Canto da Mata. A festa tem previsão para começar às 19h e termino às 1h da madrugada de segunda-feira, 26.Durante este fim de semana, 23, 24 e 25 de outubro, várias ações foram desenvolvidas em diversos pontos da cidade, desde atividades físicas à culturais. O evento de maior concentração de público está sendo o Boi Manaus, que nesta edição trouxe um elemento diferencial Eletro Boi, uma mistura de Boi-Bumbá com música eletrônica. Para conferir a última noite do Boi Manaus 2009, basta vir ao Sambódromo localizado na Avenida Pedro Texeira, próxima as principais avenidas de Manaus, Constantino Nery e Djalma Batista.Tânia Freitas especial para o http://www.portalamazonia.globo.com/

Sábado, Outubro 24, 2009

MANA MANAUS MANINHA - PARABÉNS PELOS TEUS 340 ANOS!



Hoje, dia 24 de outubro de 2009, feriado municipal comemora-se o aniversário da cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas. Foi fundada em 1669 como Forte de São José do Rio Negro, foi elevada a Vila em 1832 com o nome Manaus, que significa “mãe dos deuses” em homenagem a nação indígena dos Manaós, sendo legalmente transformado em cidade em 24/10/1848.


Peço a Deus que ilumine a mente dos administradores públicos, no sentido de orientarem as suas ações, visando ao bem estar social das pessoas que aqui habitam, através de planejamentos a longo prazo, planos diretores e, acima de tudo, trabalhando com sintonia e respeito com as reais aspirações do povo manauara; cuidando com mais respeito e carinho do nosso patrimônio público, do meio ambiente, da educação, da saúde, lazer, transporte e moradia do nosso povo, dando-lhes uma vida mais digna, com maiores oportunidades para obterem trabalho e renda para as suas famílias.


Peço também a Deus para clarear os pensamentos dos seus habitantes, direcionando as suas ações para o respeito com a sua cidade, tendo mais cuidado com o meio ambiente, destinando corretamente os seus resíduos sólidos e líquidos, preservando as nascentes, os igarapés, as matas ciliares, os animais, as árvores e ao ar que respiramos, o nosso patrimônio histórico, as praças e os jardins, nossos balneários e, principalmente respeito a si mesmo e aos seus semelhantes, com ações carregadas de amor e carinho para com as nossas crianças, adolescentes e aos nossos irmãos da idade feliz.


Muito obrigado Manaus, por ter tido a felicidade de nascer neste torrão, por teres me dado a oportunidade de uma infância feliz no Igarapé de Manaus, de passar a minha adolescência na Vila Paraíso, entre as Ruas Getulio Vargas e Tapajós, por ter tido uma vida adulta sadia e equilibrada, sempre trabalhando e estudando em prol do crescimento digno da nossa sociedade.


Muito obrigado Manaus, pelos meus três filhos e uma netinha, nascidos nesta cidade que tanto amo, de ter-lhes dado um ótimo local para morar, no Conjunto dos Jornalistas, uma educação adequada e de terem aprendido também a respeitar e a amar a nossa cidade.


Parabéns Manaus!

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

O QUINTAL DA MINHA CASA - DRA. GRAÇA SILVA




As fotos em preto e branco foram enviadas pela minha amiga Dra. Graça Silva, Delegada de Polícia Civil do Estado do Amazonas. O local é o Igarapé do Mestre Chico, na Ponte Benjamin Constant (conhecida por Terceira Ponte). As imagens trazem de volta um grande saudosismo na nobre Delegada, pois foi uma parte da cidade de Manaus onde passou a sua saudável infância. É muito bom para o nosso espírito, voltarmos um pouco ao passado, trazermos de volta a nossa mente as boas lembranças da nossa cidade, dos nossos antigos vizinhos, do local onde passamos a nossa infância e adolescência.

A cidade de Manaus foi conhecida no inicio do século passado, como a Veneza dos Trópicos, em decorrência dos inúmeros igarapés que cortavam a cidade, todos navegáveis, curtíamos muito as enchentes e as vazantes do nosso majestoso Rio Negro. O progresso e o crescimento desordenado da cidade fez desaparecer toda essa beleza, os igarapés viraram esgotos a céu aberto, acabou a beleza do lugar.

O governo do Amazonas tem feito muitas intervenções, no sentido de minimizar as agressões feitas ao meio ambiente, investindo uma fábula de dinheiro em saneamento dos igarapés, através de um programa chamado Prosamin (grande parte dos recursos vem do Banco Mundial).

A foto colorida mostra como é hoje o local; o igarapé foi aterrado, restou somente uma pequena lâmina de água, fizeram um belíssimo parque, está muito bonito, porém não é mais o quintal da casa da Dra. Graça – ela era feliz é sabia muito bem que era feliz! O tempo passa, o tempo voa, mas as boas lembranças ficam guardadas para o todo sempre, amém!

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

POETAU 4 - CONVITE

Após dez anos de ausência - o Coletivo Gens da Selva (ONG) - reedita sua Antologia Poética POETATU 4, o livro reúne poemas inéditos de 17 poetas que vão desde nomes consagrados e imortais da Academia Amazonense de Letras (Anísio Mello, Tenório Telles e Zemaria Pinto), como novíssimos e novos poetas como Felipe Wanderley, Castro e Costa e Henrique Mesquita, passando pela prata da casa como Simão Pessoa, Almir Graça, Celestino Neto, Jersey Nazareno, Carlos Araújo e Marco Gomes, e músicos/poetas Célio Cruz, Cleber Cruz e Eliberto Barroncas.

O lançamento será nesta sexta-feira, às 19 horas, na Arena do Palacete Provincial (antigo Quartel da Polícia Militar), além de cocktail, o evento contará com um show do Cileno e da mega transformer Guadalupe de Montserrat. Não percam!
Poetas e os respectivos celulares para contato:
Simão Pessoa 8116-4144
Zemaria Pinto 9984-2407
Celestino Neto 8831-6698
Almir Graça 8114-6061
Marco Gomes 9626-0990
Carlos Araújo 8402-6721.

Nota: O Poetatu - foi criado por João Araújo, Carlos Araújo e Marcos Gomes - é uma dízima períodica em poesia.


Terça-feira, Outubro 20, 2009

COLÉGIO DOM BOSCO DE MANAUS



Os salesianos chegaram à cidade Manaus em 24 de julho de 1924, foram convidados pelo bispo Dom Irineu Joffily, tinham como missão principal iniciar as atividades do Colégio Dom Bosco, o primeiro diretor foi o Pe. Pedro Ghislandi. As instalações eram precárias, funcionava o curso primário no Prédio Episcopal. Em 1927, o colégio passava por graves dificuldades financeiras, com a ajuda das famílias tradicionais, foi possível construir o antigo prédio do colégio com a sua majestosa fachada ao lado da Av. Epaminondas.


Com o novo prédio, foi aberto o Curso Ginasial, nos turnos matutino e vespertino, para atender aos alunos da classe média da cidade, e, na parte da noite, atendia aos alunos pobres, filhos dos operários – graças a essa gratuidade, o meu saudoso pai conseguiu se alfabetizar e estudar matemática e língua portuguesa no colégio, com a supervisão do padre Agostinho (famoso pela bondade e carinho que dispensava aos alunos pobres da nossa cidade e do interior), inclusive existia um internato próprio para os meninos do interior que desejavam aprimorar os seus estudos.


Em plena guerra mundial, o colégio instalou o Curso Cientifico e de Técnicos em Contabilidade. Em 1971, com muita pressão dos pais, foram permitidos a matricula das primeiras alunas no colégio, além da abertura do Pré-Escolar. Em 1985, o antigo prédio foi reformado, com novos ambientes; depois construíram uma igreja moderna e acolhedora, para atender a comunidade, aos alunos, ex-alunos e suas famílias.


O colégio é mantido pela Inspetoria Salesiana Missionária da Amazônia, conta atualmente com cursos de educação infantil, fundamental e médio, com laboratórios de informática, bibliotecas e um complexo cultural-esportivo, além abrigar a Faculdade Salesiana Dom Bosco.


O colégio me traz boas recordações: no final da década de 80, o meu filho Alexandre estudou por lá - eu tinha uma missão espinhosa: fui escalado para buscar o menino toda final de tarde de quinta e sexta-feira, uma forma que a minha esposa encontrou para me controlar: casa/trabalho/colégio/casa, mas algumas vezes dava para dar uns pulos lá no Caldera Bar, ninguém é de ferro! O Alex Soares é hoje um pequeno empresário do ramo alimentício. Em 2001 a minha filha Amanda estudou o curso médio, passei um sufoco para mantê-la no colégio! – hoje é a Dra. Amanda Costa, cirurgiã-dentista, formada pela UFAM. É isso ai! Salve o Colégio Dom Bosco! Salve!

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

A VAZANTE DO RIO NEGRO

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Depois de uma enchente histórica - em 25 de junho o Rio Negro alcançou a marca de 29,71m, superando a de 1953 que foi de 29,69m - a vazante iniciou em julho, mudando a paisagem das cidades do Amazonas, forçando os ribeirinhos a se adaptarem a estiagem.
As fotos acima são da cidade de Manaus, tiradas no dia 18 do corrente, o local é conhecido por Beira do Mercadão (Mercado Adolpho Lisboa) – muitos barcos ficaram encalhados, em decorrência da falta de manutenção – irão aguardar por mais seis meses, até iniciar o novo ciclo das enchentes; o Barco Consciência é um deles, ficará no estaleiro, no Lago de Paricatuba, aguardando as águas chegarem.

Os técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) prevêem uma vazante normal, apesar da descida rápida das águas. Não sei não, mas o fenômeno El Nino (aquecimento do Oceano Pacífico), a devastação da floresta amazônica e a poluição desenfreada ocasionada pelo bicho homem, provocaram a segunda maior vazante do Rio Negro, ocorrida em 2006 (a maior foi em 1963) e a maior enchente em 2009.

Sempre repito: a natureza está dando o sinal e, o homem não está nem ai, dessa forma, pode esperar que o troco virá com certeza!

Domingo, Outubro 18, 2009

O FALAR CABOCO: A ROUPAGEM E O DISCURSO

*Sérgio Augusto Freire de Souza

O que caracteriza o falar caboco? Qual a margem que o localiza como pertencente a um sujeito diferente? Definir essas margens é um dos grandes desafios dos lingüistas. Até que ponto isso é um termo do falar amazonense e não mais uma herança do falar nordestino incorporada ao patrimônio lingüístico local pela diacronia lingüística, que apagou o traço da história?

Na análise de nosso corpus, são duas as grandes influências que compõe o falar amazonense: a influência nordestina e a influência indígena. É preciso um breve histórico dessa influência.

Segundo Freire (2004), o Português é língua hegemônica na Amazônia há apenas 150 anos. Até então a presença lingüística da Língua Geral (Nheengatu) era preponderante, bem como as demais línguas das nações indígenas existentes.
Com o início do Ciclo da Borracha (1879-1912), a presença de migrantes nordestinos foi acentuada e seu falar passou a compor o cenário lingüístico da região. Os migrantes, principalmente cearenses, fugiam da seca e da miséria que avassalava sua região então.

Sob a base do português geral, essas duas variáveis passaram a desenhar os traços do linguajar amazônico. Quando falamos da dificuldade de definir bordas é exatamente a esses limites opacos que nos referimos. Nordestinos reconhecem em termos cabocos sua filiação nordestina. Indígenas vêem a presença de seus termos de forma forte no português amazônico. Termos e expressões como arrudear, bucho, caga-raiva e desconforme trazem uma cor nordestina, da mesma forma que carapanã, mangarataia, empachado, jururu, pitiú apontam para uma indigeniedade marcante.

Se o reconhecimento é um critério de identificação, o desconhecimento também o é. Uma vez feito o levantamento do vocabulário, passamos a “testar” suas bordas com pessoas não pertencentes ao universo discursivo amazonense. Expusemos os vocábulos a paulistas, mineiros, gaúchos, baianos, cearenses, fluminenses e catarinenses. Alguns termos foram reconhecidos na acepção utilizada pelo amazonense, mas a maioria dos termos era desconhecida. Sabendo da impossibilidade de um recorte preciso, porque a língua é volátil, tentamos ajustar o máximo possível as fronteiras que definiam o que ficava dentro e fora do dicionário.

Assim, antes que alguém reclame que determinada palavra não é exclusividade do falar amazonense, explicamos que a dinâmica da língua nunca garantirá tal propriedade exclusiva.

Afinal, é bom ou ruim ser caboco? Como nos diz Derrida (1997), todos os signos são pharmakon. Podem ser bons ou ruins, dependendo da dosagem e do paciente. Não seria diferente com a imagem de ser caboco. Encontramos índices de identificação e de contra-identificação (Pêcheux 1988) nas falas analisadas.

Algumas falas de identificação: “… é muito bom falar de coisas nossas, amazonenses. A nossa linguagem é única e fantástica”, “…ouvir essas palavras de novo me faz voltar o que de mais feliz eu tive: a minha infância”, “… é (sic) muito chibata essas expressões”, “gente, como é bom falar e ser entendida. Odeio quando falo as coisas aqui no Rio e ninguém me entende”.
Algumas falas de contra-identificação: “… é muita caboquice falar assim, coisa de gente pobre, do bodozal’, “… triste esse jeito de falar. Só cabocão fala assim…”, “… é uma pena que muita gente fala esse português errado…”.

Aqui voltamos à tese de que não há coincidência entre identidade lingüística e identidade discursiva. Por um lado, muitas frases de identificação vêm de falantes que não utilizam os termos cabocos com freqüência. Algumas frases traduzem o preconceito lingüístico (Bagno 1999) da associação biunívoca entre norma padrão e língua portuguesa, sendo todos os outros registros considerados como sendo português errado ou de pior qualidade. Por outro lado, essa mesma associação habita o imaginário das classes mais pobres que possuem acesso restrito à língua padrão, quando associam o registro que usam a uma língua inferior. Mesmo utilizando o registro, não o aceitam como de valor na economia das trocas simbólicas (Bourdieu 1999), mimetizando em sua própria auto-imagem da identidade social esse não-valor.

Ainda como exemplo de que a transversalidade valorativa perpassa as várias classes sociais, citamos dois exemplos recentes. A rede de drogarias Pague Menos chegou a Manaus oferecendo descontos de 60% nos medicamentos por ela vendidos. Os dois grupos que dominam o mercado farmacêutico em Manaus começaram uma propaganda maciça fazendo um chamamento à amazonidade, utilizando o slogan “Amazonense como você”, utilizando frases como “quem não lhe conhece não pode inspirar confiança” e coisas do gênero. O Banco HSBC decidiu fazer propagandas regionalizadas e utilizou várias expressões, como “Cortar a curica”, por exemplo. A repercussão foi extremamente positiva na cidade e o comercial bastante comentado. Vale ressaltar que a atitude positiva veio de um público que é cliente de banco e que tem acesso aos meios de comunicação.
AMAZONÊS

PERIGO loc. adv. – 1 Sem dinheiro. “Paga o lanche pra mim, cara, que eu tô a perigo”. 2 Muito tempo sem manter relações sexuais. “O Amaro está a perigo. Está pegando até velha desdentada”.
ABESTADO adj. – Apalermado, imbecil, idiota, estúpido, pessoa que não entende de nada. “Não gosto dele, não. Ele é muito abestado pro meu gosto”.
AFOLOSADO adj. – Frouxo, largo. “O parafuso não segura porque ele está cuspido e a porca está afolosada”.
ASA DURA s. f. – Avião. Usada na região de Parintins. “Não perco o festival por nada. Vou até de asa dura se precisar, apesar de morrer de medo”.
BANHO TECHO s. m. – Banho rápido, em que só se lava as partes íntimas.
BODOZAL s. m. – Bairro pobre, periferia. “Lá no bodozal onde ela mora não tem nem água e nem esgoto”.
BRONHA s. m. – Masturbação masculina. “Esse moleque só vive trancado no banheiro batendo bronha”.
CAIR NA BURAQUEIRA exp. id. – Cair na gandaia, ir para a farra. “Babita no bolso, carro novo… eita que eu vou é cair na buraqueira!”
CAIXA-PREGO s. f. – Lugar distante. “Para chegar lá temos que pegar três ônibus. Ela mora lá na caixa-prego”.
DE BODE loc. adj. – Menstruada. A associação vem do fato desse caprino, que não gosta de banho, exalar um cheiro muito forte, semelhante ao cheiro do sangue de origem uterina que ciclicamente a mulher expele. “Todo mês essa mulher diz que está doente, mas está mesmo é de bode!”
DE MALA E CUIA loc. adv. – Transferir-se para outro lugar com todos os pertences. “Ela foi de mala e cuia pra casa da mãe. Deixou o marido mesmo”.
ÉGUA! interj. – Égua pode ser usado em várias situações. Tomou um susto: “égua!” Alguém faz algo que você não entendeu: “égua…”. Uma situação estapafúrdia? “Éééguaa, maninho…”. A entonação faz parte do sentido.
FULEIRAGEM s. f. – Porcaria, coisa ruim. “O filme é a maior fuleiragem”.
INVOCADO adj. – Difícil de entender, de fazer, etc. “Esse brinquedo é invocado, né?” “Égua! Ele saiu com uma e voltou com outra? Invocado…”
KETCHBACK s. m. – Um lance amoroso, rolo. “Tive uns ketchbacks com ela no passado”.
LAMBANÇA s. f. – 1 Gabolice, bazófia, fanfarrice. “Ele falou que era rico?! Haha… pura lambança…” 2 Serviço mal realizado, sujeira. “Vou ter que pagar pra consertar o carro de novo. O outro mecânico foi mexer sem saber e fez a maior lambança”.
LESO adj., LESEIRA s. f. – Leso é alguém que sofre de leseira. Leseira é um abestalhamento momentâneo que acomete o leso. Se a leseira for uma característica contínua, dizemos que o leso sofre de leseira baré. Dizem que a leseira baré ocorre entre os amazonenses devido ao sol quente na cabeça, que queima alguns neurônios. Temos ainda as expressões derivadas: “Deixa de ser leso!” e “Pára de leseira!” Dizem que todos os amazonenses têm três minutos de leseira por dia. Mas como tudo tem seus dois lados, dizem também que o sol também causa nos amazonense o tesão de mormaço, um aumento na capacidade sexual devido ao sol quente.
MAIOR PALHA loc. adj. – Muito ruim. “Esse cantor é a maior palha”.
MANO voc. – Tratamento carinhoso entre conhecidos ou não. Muito usado para fazer perguntas e pedidos. “Mana, faz um favor pra mim?” “E aí, tudo bem, mano?” Variações no diminutivo: maninho, maninha.
PAID’ÉGUA adj. – Algo ou alguém muito bom, muito legal. “O filme é paid’égua”. “O teu pai é um cara paid’égua!”
PINGUELO s. m. – 1 Órgão sexual feminino. “Menino nasce por onde entra: pelo pinguelo”. 2 Clitóris.
PIRIGUETE s. f. – Mulher fácil. Aglutinação de Piranha (ou Perigosa) com Gueguete. “As piriguetes do trabalho do meu marido ficam dando em cima dele direto”.
TÁ, CHEIROSO! exp. id. – Não, mesmo! “Vou pegar teu carro esse fim-de-semana, tá bom?” “Tá, cheiroso! Esquece!”

QUERIDA voc. – Falso cognato. O uso da palavra “querida” no Amazonas denota certo sarcasmo ou ironia. “Escuta aqui, minha querida. Eu sou a mulher dele, entendeu?” “Você não está entendo, querido. (ou seja, você é um burro!)”. Mulher amazonense odeia ser chamada de querida.
RÁDIO CIPÓ s. f. – A boca pequena, a fofoca. “Diz a Rádio Cipó que o Gláucio vai ser demitido”.
RATADA s. f. – Mancada, pisada de bola. “Eu ia fazer uma festa surpresa, mas o João acabou contando antes. Deu a maior ratada!”
TE METE! Exp. id. – Humilhou! “Olha o anel de ouro com brilhante dela!” “Te mete!”
VAI TE LASCAR! interj. – Expressão de raiva ou de decepção. “Vai casar de novo? Ah, vai te lascar!”
ZERO-BALA adj. – Renovado, pronto pra outra. “Tava de porre ontem, mas agora estou zero-bala”.

*Sérgio Augusto Freire de Souza é amazonense de Manaus, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Mestre em Letras pela própria UFAM e Doutor em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Publicou dois livros. O primeiro, em co-autoria, foi a série Citizen 2000, pela Editora Novo Tempo. A série didática foi utilizada por anos pelos alunos do ensino médio da rede pública do Amazonas, tendo sido reformulada em 2004 e rebatizada de New Citizen. O segundo livro, Conhecendo Análise de Discurso: linguagem, sociedade e ideologia, apresenta uma introdução à área de Análise de Discurso e foi publicado pela Editora Valer.

O autor tem publicado artigos em vários periódicos impressos e on-line e apresentado trabalho em encontros e congressos, além de proferir palestras em várias instituições. Suas áreas de interesse na lingüística são a Análise de Discurso, Produção de Material Didático, Aquisição de Linguagem e Informática e Ensino de Línguas. Mais recentemente ampliou seu interesse por Gestão da Educação Pública.

É casado com Fabiana Eid e pai de Ana Clara e de Marina. Em seu site pessoal
www.elton.com.br podem ser encontradas mais informações e outros textos do autor, como suas crônicas, muitas publicadas em jornais locais.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

ILHA DE MARAPATÁ


Existe uma ilha fantástica no Amazonas, localizada bem na entrada de Manaus, chama-se Ilha de Marapatá, alguns estudiosos dizem que este nome significa na língua Macua (tribo africana) alpendre (Espaço coberto, reentrante, e aberto na fachada de uma casa, que dá acesso ao interior).

Este lugar é tema para muitos cientistas sociais e escritores, no que diz respeito a ética - falam que o interiorano com a sua peculiar “pureza” ou o forasteiro, antes de aportar em Manaus, deixa a sua vergonha na Ilha de Marapatá, tornando a cidade um lugar ideal para trapaças e crimes. Os empresários que teimam em construir o Porto das Lajes, deixaram as suas consciências (honradez, retidão e probidade) enterradas na ilha, aliás desejam fincar os seus negócios bem na “ilharga” da ilha – no encontra das águas!

Tanto que o escritor Euclides da Cunha, no seu livro Terra Sem História relata o seguinte “..À entrada de Manaus existe uma ilha, de Marapatá, que é o mais original dos lazaretos (que, ou aquele que tem pústulas, chagas) um lazareto de almas! Ali, dizem, o recém-vindo deixa a consciência...”. O também famoso Mário de Andrade, ao escrever Macunaíma, refere-se a ilha ”... No outro dia Macunaíma pulou cedo na ubá (canoa indígena) e deu uma chegada até a foz do rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá, deixou-a bem na ponta dum mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas, voltou pro lugar onde os manos esperavam e no pino do dia os três rumaram pra margem esquerda do Sol”.

O cantor e compositor Armando de Paula e o saudoso poeta Anibal Beça, escreveram e musicaram uma linda canção chamada “Marapatá”, a letra é assim:

Que doce mistério/Abriga teu dorso/De ilha afogada/No curso das mágoas?/O Velho Bahira/Se mira nas águas/Espelho da lua/Narciso nheengara/
É Marapatá, porta de Manaus/É Marapatá, patati patatá/
Que mana maninha/Que dança sozinha/Savana de seda/Pavana de cio/Campim canarana/Bubuia banzando/Canção enrugada/Banzeiro de rio/
Vá logo deixando/Senhor forasteiro/A sua vergonha/Em Marapatá/Vergonha se verga/Na cuia do ventre/No V da ilhargas/Vincando por lá/
Cunhã se arretando/Tesão de mormaço/Abrindo as entranhas/A flor do tajá/E o macho fungando/Flechando, fisgando/Mordendo a leseira/Dizendo: "Ulha já!"

É isso aí, manos e manas da nossa aldeia! Vamos mudar - nada de deixar a consciência na Ilha de Marapatá!
Vamos fazer uma bela Manaus, com homens retos, probos, visando sempre o bem comum e o respeito pela mãe natureza, do jeito que está - não dá para ser feliz, Marapatá!

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

ÁRIA RAMOS, VIOLINISTA MANAUARA



Ária Ramos, jovem violinista da sociedade manauara, assassinada em um baile de Carnaval, no Ideal Clube no ano de 1915, aos 17 anos, dizem que, por um ex-namorado, mas, em verdade, o assassino era mesmo amigo da família. Os motivos que levaram ao assassínio da jovem continuam obscuros até hoje.
Ária passou a fazer parte do folclore da cidade e mil e uma histórias foram tecidas em torno de seu último dia de vida, inclusive que, por uma dessas sombrias coincidências, no momento em que foi ferida, tocava ela uma valsa no violino chamada "Subindo ao Céu". A verdade disso tudo nem podemos sequer imaginar.
Uma estátua de Ária com o violino se encontra entre as obras de arte cemiterial do Cemitério São João Batista, onde, desde então repousa em paz.
Fonte:
http://www.virginiallan-cantilenadocorvo.blogspot.com/
Foto: mostra a Ária, em sua casa, no Canto do Quintela, na Avenida Joaquim Nabuco

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

KÁTIA MARIA - 50 ANOS DE MÚSICA

Nascida no dia 10 de março de 1940, na Rua Santa Izabel, no bairro da Praça 14 de Janeiro, a menina Cleonice Galvão do Nascimento, filha do estivador Manoel Galvão e de sua esposa, a dona de casa Francisca Nogueira do Nascimento, ainda na tenra idade, já sonhava viver no mundo da arte inspirada nos musicais exibidos nas telas dos cinemas, na provinciana capital amazonense, que não deixava de frequentar, especialmente quando os astros principais eram Ninon Sevilla, Elvira Pagã ou Maria Antonieta Pons. Essa fascinação a levaria, ainda na adolescência, com pouco mais de 16 anos, junto com a irmã Cleide, mais nova apenas dois anos, a participar de shows que começara a ser realizado pela Rádio Baré, como bailarina de rumba, adotando o nome artístico de Irmãs Galvão. Essas apresentações antecediam os astros principais naquela época, como Carlos Simões, Sheila Maria, Maria das Dores, Estevão Santos, Izinha Toscano, Simas Vieira, acompanhados por exímios instrumentalistas que fizeram fama na época de ouro da Rádio Amazonense, como Olavo Santana, Domingos Lima e Máximo Pereira.

Em abril de 1958, decidiu apresentar-se individualmente, agora como cantora, sendo aprovada imediatamente pelos músicos que faziam parte do cast da Rádio Difusora do Amazonas, inaugurada em 24 de novembro de 1948, que concorria com a Rádio Baré em programações semelhantes, com um palco dotado de piano e excelentes músicos a dirigir a sua programação musical, iniciando uma trajetória que perduraria por mais de 50 anos, tendo sido muitas vezes premiada como a melhor cantora do Amazonas.

KÁTIA MARIA, seu nome artístico começou a ficar reconhecido pelas autoridades ligadas a cultura do Amazonas, quando recebeu várias homenagens, como Rainha do Rádio. No ano de 2002 foi homenageada no espetáculo Mulheres do Brasil, realizado no Teatro da Instalação, com a participação das cantoras Lucilene Castro, Lucinha Cabral, Márcia Siqueira, Fátima Silva, Sinara Nery e Cristina de Oliveira. Em 2005, recebeu a medalha Ana Carolina, o plenário da Câmara Municipal de Manaus, com a presença do mundo artístico e intelectual manauense. Em 2006, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo, da Assembléia Legislativa do Amazonas, pelos relevantes serviços prestados a música de nossa terra. No dia 24 de novembro de 2008 no Teatro Amazonas, a cantora Kátia Maria recebeu da Rádio Difusora do Amazonas o Microfone de Ouro, em comemoração aos 60 anos da referida rádio.


O release acima foi retirado do Projeto Kátia Mária – 50 anos de Música. O espetáculo em comemoração a Boda de Ouro será realizada no Teatro Amazonas, no dia 02 de dezembro de 2009, contará com a participação especial de Lili Andrade, Cilene Castro, Engrid Nascimento e Flávio de Castro, com a direção de Manoel Passos. O projeto está aberto aos empresários que desejarem colaborar com este grande evento.


Sábado, Outubro 10, 2009

ENCONTRO DAS ÁGUAS - AINDA PODEMOS SAVÁ-LO



*TENÓRIOS TELLES

A terra é a nossa casa e a natureza é o jardim e a fonte de nossas vidas. Maltratar a terra, agredi-la e devastá-la, significa por em risco a segurança de nossa morada, prejudicar o frágil equilíbrio que mantém vivo os rios, as florestas, os bichos e também os seres humanos. Movidos pelo egoísmo e arrogância, alguns homens têm feito exatamente isso: destruído o jardim que herdamos da providência para vivermos e nela sermos felizes.
Transformaram o planeta num lugar ameaçador para a vida. E não contentes, apesar de todos os alertas, seguem destruindo, queimando... Essas criaturas que não merecem ser chamadas de humanas carregam no peito não um coração, mas uma pedra. Não sentem e não se comovem com nada: falar com elas sobre flores, passarinhos, rios, árvores, céu, estrelas. Beija-flores... Ou sobre o Encontro das Águas, é inútil. Insensíveis, não percebem a beleza que emana dessas coisas, veem apenas cifrões e a possibilidade de levar vantagem.
Esse tipo de gente mente, intimida e destrói para alcançar os seus intentos, como têm feito em relação à insanidade de construir um porto no Encontro das Águas. Não compreende o significado de um lugar como esse – encontro de dois rios milenares que carregam em suas falas e suas águas a memória do passado, do que somos e do próprio tempo. Não percebem sequer a beleza desse lugar mágico. O pior é que não se comovem com o seu simbolismo, sua grandeza, o encanto, sua grandeza divina. O argumento do dinheiro e do progresso obscureceu-lhes os olhos aos sentimentos.
Apaixonado que sou por esse santuário, que traduza força e exuberância de nossa terra e expressa a nossa identidade, fui ao Encontro das Águas. Num pequeno barco, naveguei-lhe as águas, maravilhei-me com a floresta de suas margens, os pássaros, as gaivotas, o silencio e a paz que emanam desse espaço que mais que uma dádiva de Deus é uma bênção.
Queria me certificar de que não estava sendo inconsequente ou irresponsável ao me posicionar contra a construção do porto das lajes. Na verdade,, eu não sou contra que porto seja construído. Só não concordo que seja no Encontro das Águas e seu entorno. Esse patrimônio deve ser preservado para as próximas gerações. Para a nação, enfim, para a humanidade.
Ao voltar, emocionado com a beleza e grandiosidade dos dois rios que sem embatem e se abraçam e resolvem se juntar para ser um só, concluí que pensaram o projeto errado para o lugar. A região do Encontro das Águas deveria ser um centro de turístico e de entretenimento, com espaços culturais, bosques públicos, com um grande teatro, um grande aquário com as espécies regionais e um centro de estudo e documentação da memória da Amazônia e sua gente. Seria uma maneira de gerar renda, aproveitar o potencial turístico do lugar, sem destruir esse patrimônio do povo amazonense. O Encontro das Águas não pertence à Lo-in Logistica Intermodal. O Encontro das Águas é um bem de nossa gente.
A decisão de construir esse porto está na contramão dos debates e a preocupações com a preservação da natureza. A sociedade precisa tomar uma atitude para impedir essa estupidez, ante que seja tarde. O governador Eduardo Braga, que assumiu compromissos, perante a comunidade internacional, com o meio ambiente e com a defesa da Amazônia, precisa tomar uma atitude para impedir que essa insanidade seja cometida. A força da grana não deve prevalecer sobre os direitos da sociedade ou ser usada de forma irracional para destruir nosso patrimônio natural. O dever de salvar o Encontro das Águas é de todos. E ainda é tempo.

*escritor amazonense – e-mail
tenoriotelles@hotmail.com

Este grito de alerta do nobre escritor Tenório Telles, foi publicado no jornal A Crítica, edição de 10 do corrente.

Faço parte do Movimento SOS Encontro da Águas, com a liderança do antropólogo e professor da UFAM Aldemir Ramos. Para que os senhores tenham uma idéia, este mega projeto conta com o apoio irrestrito do governador do Estado do Amazonas, o auto intitulado protetor da floresta amazônica em pé - Eduardo Braga -, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), da poderosa Coca-Cola, através do Grupo Simões (Juma Participações S.A.) de Manaus e da Log-In Intermodal S.A., sediada no Rio de Janeiro, pertencente a empresários italianos.

Os três senadores do Amazonas, escritores, pesquisadores, comunitários do Lago do Aleixo, estudantes do ensino médio e fundamental, artistas, religiosos, cientistas, ambientalistas, membros do PV, PSOL, CUT e alguns do PT, indígenas, estudantes da UFAM e UEA, dentre outros segmentos da sociedade civil amazonense – são radicalmente contrários a este insano empreendimento.

Este porto irá comprometer o Encontra das Águas, acabará com o Lago do Aleixo, expulsará os moradores do entorno, facilitará o contrabando, a importação de lixo dos paises desenvolvidos e de drogas - é mole ou quer mais?

Fique também do nosso lado, do lado do meio ambiente, diga NÃO a construção do porto das lajes no Encontro das Águas!

MANHÃ CHUVOSA EM MANAUS

Após 50 dias de estiagem, calor insuportável e fumaça das inúmeras queimadas da Amazônia, a cidade Manaus amanheceu com uma chuva torrencial, o clima está agradável, uma beleza! Mesmo embaixo de chuva, resolvi tirar algumas fotos da nossa Manô de mil contrastes - na colagem aparecem o Monumento de Abertura dos Portos as Nações Amigas, o Colégio Adalberto Valle, Canto do Quintela, Academia Amazonense de Letras, Bar do Armando, Praça Heliodoro Balbi (antiga praça da Polícia), Residências Antigas de Manaus, antiga Fábrica de Velas e Loja Simbólica Amazonas.

Recebo alguns e-mails de pessoas que moraram aqui em Manaus e também de amazonenses que estão longe da sua terra, sentem saudades da nossa terrinha, para ameninar um pouco, disponibilizo algumas fotos no blog, mando também para e-mail do solicitante alguma foto especifica de algum lugar da cidade, sem nenhum ônus, apenas pelo prazer em servir e ajudar aos nossos semelhantes.

É isso ai!

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

SALADA DE MANAUS - DÉCADAS DE 60 A 80


Quem nasceu em Manaus ou aqui viveu nessas décadas, com certeza, os nomes que servem de ingredientes da nossa salada, tem tudo a ver, lembra do nosso passado, da nossa infância, adolescência e no início da nossa maioridade. Vamos conferir:

The Blue Birds, The Rocks, Os Embaixadores, Domingos Lima e Conjunto, The Sinners, The Golden Boys, Bancrévia Clube, Sheik Clube, Moranguinho, Boite dos Ingleses, Barés Club, Danilo´s Club, Rio Negro Clube, União Esportiva, Ideal, Amazon Hotel Club, Crocodilo´s Club, Mandy´s Bar, Cabana dos Barés, Chaim, Jander, Manoel Batera, Salim Gonçalves, Izinha Toscano, Kátia Maria, Abílio Farias, Maranhense, Canto da Peixada, Solar da Olímpia, Garfo de Ouro, Restaurante Tucunaré, Frial, Lobo´s, A Gogô, Galeto´s, Insinuante, Acapulco Clube, Guaraciaba, Quitandinha, Cananga do Japão, Saramandaia, Tia Chica, Lá Hoje, Maria das Patas, Ângelus, Verônica, Selvagem, Alonso´s Bar, Rosa de Maio, Piscina Club, Chica Bobó, Shangrila, Patrícia Bar, Tia Raí, Poço de Caldas, Floresta, Gonorréia, Chato, Cabeça de Galo, Pó de Arroz, Mococa, Matamatá, Madeira, Astride, Manteiga, Little Box, Pepeta Close, Bar do Armando, Bar dos Cornos, Alex Bar, Cachucha, Katequero, Jangadeiro, Pinguim, Natalia, Orion, Cocal, XPTO, Batida de Mangarataia, Minister, Gaivota, Tabaco de Corda,Guaraná Luzéia, Baré, Magistral, Mirinda, X-9, Leão da Amazônia, Otinha, Melo Mato, Papagaio do Russo, CEM, COSAMA, IAPETEC, Delegado do Diabo, Bumbalá, Carmem Doida, Gaivota, Xerife, Nega Maluca, Hospício Eduardo Ribeiro, Violão do Rochinha, Seresta, Festinha do Acocho,Tiba, Simões, Orlando Sete Cordas, Moisés, Opala, Kombi, DKV, Chevette, Rural Willy, Fusca, Carroça, Ônibus de madeira, Carrapeta, Goaiaba Nacionalino, Torcida Galo Gay, Boca de Bilha, Parque Amazonense, Colina, Tartarugão, Cachorro Quente, Disco Voador, Olímpico Clube, Ferroviária, Rio Negro, São Raimundo, Fast, Nacional, América, Sul América, Fada, FAF, Acleia, Arnaldo Santos, Leal da Cunha, Belmiro Vianez, Carlos Zamith, Flaviano Linmongi, Edson Piola, Afonso, Marialvo, Pepeta, Clóvis, Santarém, Cine Guarany, Odeon, Éden, Avenida, Popular, Polytheama, Ideal, Vitória, Jaú, Peixeiro Juizado de Menores, Dona Iaiá, Zorro, Durango Kid, Os Três Patetas, Rádio Rio Mar, Difusora, Baré, Tropical, Crônica do Meio Dia, TV Educativa, Ajuricaba, Sadi Huache, Josué Cláudio de Souza, Baby Rizzato, Jornal do Commercio, A Crítica, A Notícia, Corrida Archer Pinto, Godot, Evandro Carreira, Fábio Lucena, Jéferson Peres, Plínio Coelho, Gilberto Mestrinho, Coronel Teixeira, Canto do Quintela, Mocó, Castelinho, Canto do Fuxico, Ferro de Engomar, Bolo Confeitado, Rodoway, Teatro Amazonas, Beira do Mercadão, Cemitério São João Batista, Santa Helena, Igreja da Matriz, São Sebastião, Remédios, Aviaquario, Avenida Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro, Getúlio Vargas, Barelândia, Unidos da Selva, Andanças de Ciganos, Colégio Estadual, Barão do Rio Branco, Brasileiro, IEA, Benjamin Constant, São Luiz de Gonzaga, Dorotéia, Militar, Dom Bosco, Primeira Ponte, Segunda e Terceira, Festival do General Osório, Bola da Suframa, Boi Corre Campo, Dança do Cacetinho, Tribo dos Andirás, Luz de Guerra, Maranhão, Paulo Gilberto, Parque Dez, Ponte da Bolívia, Cachoeira do Tarumã, Tarumazinho, Ponta Negra, Igarapé de Manaus, Caxangá, Amarelinho, Tucunaré Clube, Guanabara, Praça da Polícia, Congresso, Saudade, Correto da Polícia, Avião da Saudade, Clube da Madrugada, Projeto Jaraqui, Papagaio do Russo, Bairro do Céu, Educados, Bairro dos Tocos, Cachoeirinha, Adrianópolis, Bulevar Amazonas, Beneficente Portuguesa, Santa Casa de Misericórdia, Pronto Socorro São José, Dr. Conte Telles, Penicilina, Cibalena, Minacora, Jalapa Pião, Mamona, Garrafada, Lavagem no Toba, Penico, Charão, Ferro de Engomar a carvão, Pilão, Petisqueira, Leiteira, Rádio a Válvulas, Vitrola Nivico Hi-Fi, Discos de Vinil, Aladim, Lamparina, Rala-Rala, Refresco K-Suke, Pirulito, Filhós, Bolo de Milho, Bolo de Macaxeira, Alfenim, K-Chute, Conga, Suspensório, Cueca Samba Canção, Anágua, Espartilho, Corpete, Bata, Chapéu Panamá, Pente Flamengo, Brilhantina, Laquê, Bobes.

Chega de Salada! É muito ou quer mais?

Terça-feira, Outubro 06, 2009

FOTOS ANTIGAS DE MANAUS - MODIFICADAS





Fotos Modificadas - J Martins Rocha
Rodoway
Parque 10 de Novembro
Biblioteca Publica

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

PERSONALIDADES DO AMAZONAS


Barão do Rio Branco

Dr. Leopoldo Amorim da Silva Neves

Dr. Raimundo Chaves Ribeiro

Dr. Adriano Jorge

Maestro Claudio Santoro

Fundadores do Clube da Madrugada

Djalma Melo

Governador Álvaro Maia

J. G. Araujo

Miss Terezinha Morango

Cel. Antonio Clemente Ribeiro Bittencourt

Cel. Domingo Jose de Andrade

Domingo, Outubro 04, 2009

COLÉGIO AMAZONENSE DOM PEDRO II

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Este é o Colégio mais tradicional de Manaus, está situado na Avenida Sete de Setembro, 1097, centro antigo. Antes de se instalar definitivamente neste local, passou por vários lugares, recebeu também diversas denominações – Lyceu Provincial, Gymnasio Amazonense Dom Pedro II, Colégio Estadual do Amazonas e Colégio Amazonense Dom Pedro II. Aos cinco dias do mês de setembro do ano de 1886, no salão nobre, o presidente da Província, Dr. Ernesto Adolpho de Vasconcelos Chaves, inaugurou solenemente o novo colégio.

Segundo a historiadora Carmelita Esteves de Castro “a história do Colégio Amazonense Dom Pedro II, desde sua origem, é assinalada pela afirmação das lutas na busca de um ideal renovador e a razão do entusiasmo da Juventude que de geração em geração, sempre ávida de glórias, sedenta de instrução, vai a caminho de um futuro de respeito e veneração, mesmo nos momentos mais graves de sua vida, com acontecimentos marcados, muitas vezes pela desordem, agressão, como no caso da Revolta de junho de 1915, quando descontentes com o ensino ali ministrado que não satisfazia seus anseios, enfrentando crise moral e material, os alunos num movimento sistematizado de indisciplina, promoveram uma depredação desenfreada, gerando anarquia e terror, forçando o Diretor, os professores e os funcionários a abandonar o edifício, deixando-o entregue à sanha dos estudantes amotinados, tendo como resultado o fechamento do Colégio que só retornou às suas atividades normais em março de 1916. Essa Revolta concorreu para que houvesse uma Reforma de Ensino com a elaboração de um novo regimento para o Colégio no qual constava um item renovador que dava responsabilidade aos “pais, tuctores ou protectores dos alumnos pelos delictos que estes pratiquem”, além da recuperação do prédio danificado. Outro movimento estudantil de maior vulto e digno de destaque é a famosa Revolução Ginasiana de 30, quando todo o País encontrava-se num estado de agitação e alerta em decorrência dos acontecimentos político-econômicos que conturbavam a nação. Aqui em Manaus, a Polícia Civil imbuída de grandes poderes, perseguia, prendia e espancava os estudantes que faziam comícios e praticavam, muitas vezes, arruaças nos bares, praças e ruas da cidade. Aproveitando-se da situação instável que atravessava o país, estes estudantes iniciaram um movimento contra a Polícia, que culminou com o envolvimento do Exército, finalizando com a rendição desta mesma Polícia e a ocupação do seu prédio pelos jovens revolucionários. O Governador Dorval Porto foi deposto e esses mesmos jovens o escoltaram do Palácio até as dependências do Grande Hotel, onde ficaria hospedado; foram momentos de glória para a juventude Ginasiana que briosamente tomou parte neste movimento.”

Antes da falência do ensino fundamental e médio da rede pública, este Colégio era a referência na formação da elite pensante de Manaus, pois o prédio é um dos mais bonitos e espaçosos da cidade, os mais brilhantes professores lecionaram naquela instituição de ensino, o regime interno era baseado nas escolas militares, além do processo seletivo para admissão de novos alunos era demasiadamente rigoroso.

"De todas as coisas tantas que se pode dizer do Ginásio do nosso tempo esta frase tão simples é a fundamental: nós tínhamos orgulho de ser ginasianos. "Aqui só entra quem sabe", dizia com seu jeito mando o inspetor Júlio Nery, na manhã de 1937 em que minha turma se apresentou para o exame de admissão. E já no fim do curso, o professor Machado e Silva, jovem diretor que soube honrar a tradição de amor à casa afirmada por Carlos Mesquita, nos advertiu ao encerramento de uma palestra inesquecível: "No Ginásio ninguém estuda para passar de ano, mas para ficar sabendo o que estudou..." “... Três figuras do quadro de funcionários do Ginásio habitam vivos nossa memória. O principal deles, caboclo troncudo, sempre de cara amarrada, era o Eduardo, dito Cangalha, chefe geral de disciplina do ginásio. Trazia um passado de beque de futebol. Ficava a um metro da banda muito estreita da porta, que só permitia a entrada de um aluno por vez, de olho em nós de gravata mal dado em botão desabotoado. Encostado à portinha e recebendo a caderneta dos alunos, ficava o Rubi, que tinha residência no próprio terreno do Ginásio e era pai da Maria de Jesus nossa colega. O terceiro era um Bedel, profissão subalterna, agradava pela feiúra do funcionário baixinho e de óculos de lentes espantosamente grossas, cuja timidez defendia com rompantes rabugentos. Chamava-se Themístocles, mas para o Ginásio era o Jacarandá. * Transcrito do livro "Manaus, Amor de Memória", do poeta e escritor Thiago de Mello.

Não tive a capacidade intelectual suficiente para ingressar no Colégio Amazonense Dom Pedro II, porém tenho muitas lembranças de lá: o meu irmão mais velho, o Rocha Filho, foi um aluno aplicado, lembro quando usava garbosamente a sua farda de gala nos desfiles da semana da pátria e do Amazonas; aos domingos pulávamos o muro para jogar bola na quadra de esportes; além das inúmeras "olhadelas" nas gatinhas “ginasianas” quando estavam fazendo educação física; outro momento muito especial era nos dias de votação para os membros do legislativo e do executivo do nosso Estado, a minha seção ficava no Colégio, era uma oportunidade ímpar de reencontrar os meus velhos colegas do Igarapé de Manaus.

O Colégio Amazonense Dom Pedro II, vem com o passar dos anos se construindo e permanecendo como símbolo de cultura e história para o povo amazonense, que enfim, se orgulha de ter um patrimônio de tamanho significado para o Estado do Amazonas.

Sábado, Outubro 03, 2009

PARABÉNS PARA O NOSSO RIO DE JANEIRO!


Sexta-feira, Outubro 02, 2009

THIAGO DE MELLO, O POETA



Escrever sobre o homem amazônico, faz parte dos objetivos do nosso blog, principalmente daqueles que se empenharam para o nosso desenvolvimento cultural, social e econômico; dentro dessa linha, publico a biografia do famosíssimo poeta amazonense Thiago de Mello; a foto em preto e branco mostra o momento solene do ingresso do "caboco" na Academia Amazonense de Letras, usava ainda o tradicional terno e gravata; a foto colorida, mostra o acadêmico com a sua eterna indumentaria; acredito que os seus pares abriram uma exceção, deixaram o poeta usar o "branco" da paz.

Antes de conhecermos um pouco do brilhante poeta, que tal refletirmos um pouco sobre o que ele escreveu quando estava no exílio:

ESTATUTO DO HOMEM (Ato Institucional Permanente) - A Carlos Heitor Cony

Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.
Artigo V Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, o uso do traje branco.
Artigo XI Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.
Thiago de Mello Santiago do Chile, abril de 1964
"Thiago de Mello nasceu na cidade de Barreirinha, no Amazonas, no dia 30 de março de 1926. Em Manaus, capital do Estado, fez seus primeiros estudos. Mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ), onde cursou a Faculdade de Medicina até o quarto ano. Acabou optando por deixar os estudos médicos e dedicou-se à poesia. Conhecido internacionalmente por sua luta em prol dos direitos humanos, pela ecologia e pela paz mundial, o autor foi perseguido pela ditadura militar implantada no Brasil em 1964. Foi obrigado a deixar sua terra, tendo se exilado no Chile, até a queda de Salvador Allende. Seus trabalhos foram publicados no Chile, Portugal, Uruguai, Estados Unidos da América, Argentina, Alemanha, Cuba, França e outros mais. Traduziu para o português obras de Pablo Neruda, T. S. Elliot, Ernesto Cardenal, César Vallejo, Nicolas Guillén e Eliseo Diego. Algumas obras do autor: Poemas: Silêncio e Palavra, 1951 Narciso Cego, 1952 A Lenda da Rosa, 1956 Vento Geral, 1960 (reunião dos livros anteriores e mais dois inéditos: Tenebrosa Acqua e Ponderações que faz o defunto aos que lhe fazem o velório) Faz Escuro, mas eu Canto, 1965 A Canção do Amor Armado, 1966 Poesia comprometida com a minha e a tua vida, 1975 Os Estatutos do Homem, 1977 (com desenhos de Aldemir Martins) Horóscopo para os que estão Vivos, 1984 Mormaço na Floresta, 1984 Vento Geral – Poesia 1951-1981, 1981 Num Campo de Margaridas, 1986 De uma Vez por Todas, 1996 Prosa: Notícia da Visitação que fiz no Verão de 1953 ao rio Amazonas e seus Barrancos, 1957 A Estrela da Manhã, 1968; Arte e Ciência de Empinar Papagaio, 1983 Manaus, Amor e Memória, 1984 Amazonas, Pátria da Água, 1991 (edição de luxo, bilíngüe (português e inglês), com fotografias de Luiz Cláudio Marigo). Amazônia — A Menina dos Olhos do Mundo, 1992 O Povo sabe o que Diz, 1993 Borges na Luz de Borges, 1993. Discos: Poesias de Thiago de Mello, 1963 Die Statuten des Menschen. Cantata para orquestra e coro. Música de Peter Jansens, 1976 Thiago de Mello, Palabra de esta América. Casa de las Américas. La Habana, 1985 Mormaço na Floresta. Locução do autor, 1986 Os Estatutos do Homem e Poemas Inéditos, 1992" http://www.portalamazonia.com/

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS






É a entidade literária máxima do Estado do Amazonas, o prédio funciona na Avenida Ramos Ferreira, 1009, centro, foi fundada em 1 de janeiro de 1918, com apenas 30 vagas e tinha como presidente Djalma Batista, atualmente o órgão possui 40 vagas ocupadas por poetas, romancistas, jornalistas, cronistas, ensaístas, médicos, teólogos, economistas, educadores, sociólogos e antropólogos, apenas duas mulheres fazem parte da instituição, a Rosa Mendonça Brito, filósofa e Carmem Novoa Silva, cronista e poetisa.

São os seguintes os Fundadores das Poltronas:
1/Péricles Moraes 2/Adriano Jorge 3/Aurélio Pinheiro 4/Odilon Lima 5/F.P. de Araújo Filho 6/J. Mendonça Lima 7/Álvaro Maia 8/Benjamin de Souza 9/Benjamin Lima 10/Carlos Chauvin 11/Coriolano Durand 12/Dorval Porto 13/Gaspar Guimarães 14/Genesino Cavalcante 15/Huascar de Figueiredo 16/João Leda 17/J. F de Araújo Lima 18/Jonas da Silva 19/Jorge de Moraes 20/José Chevalier 21/Octávio Sarmento 22/Generino Maciel 23/Nunes Pereira 24/Paulo Eleuthério 25/Raul de Azevedo 26/Thaumaturgo Vaz 27/Virgílio Barbosa 28/Raimundo Monteiro 29/Heliodoro Balbi 30/Alcides Bahia 31/Sebastião Norões 32/Walter Nogueira 33/Epaminondas Barahuna 34/Bastos Lira 35/Moacyr Alves 36/Josué Cláudio de Souza 37/Carlos de Araújo Lima 38/William Rodrigues 39/Mário de Moraes 40/Waldemar Batista de Salles

O Prédio foi tombado através do Decreto nº 8.218, de 03/10/1988 e, atualmente, encontra-se em reforma, com o apoio total da Associação dos Amigos da Cultura; os seus membros estão se reunindo provisoriamente no prédio onde funcionou a residência do mega empresário da época áurea da borracha, o senhor J. G. Araújo, no Largo de São Sebastião.

Na minha infância, tomava o famoso Tacacá da Dona Maria, fica bem em frente à Academia, gostava de sentar no batente do portão do lado direito do prédio. Para falar a verdade, nunca entrei na Academia, o local sempre foi muito fechado, restrito somente aos colaboradores e aos acadêmicos; lembro do brasão, confeccionado em cobre, pelo mestre Álvaro, proprietário de uma fundição, na da Rua Tapajós.

Não sei quando será a reinauguração do prédio da Academia; espero que o novo presidente da instituição, abra o espaço para visitação pública, reabra a Biblioteca, enfim, torne o espaço mais integrado à sociedade; quem sabe dessa forma, poderei finalmente conhecer este local, que sempre foi tão distante para mim, apesar de ser um vizinho por mais de 30 anos.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

AS PRACAS ANTIGAS DE MANAUS

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Segunda-feira, Setembro 28, 2009

O PROGRESSO E O MEIO AMBIENTE


Os nativos que moram na margem direita do Rio Negro (em frente a Manaus), estão ansiosos com a conclusão das obras de construção da Ponte Manaus-Iranduba; a grande maioria é totalmente favorável ao empreendimento, alegando que a ligação com Manaus trará o progresso e o desenvolvimento dos seus municípios; enquanto uma parcela ínfima é totalmente contraria a sua construção, cito a declaração do jovem Raul Perigo, líder comunitário e estudantil – “Se pudesse detonar todos os pilares da ponte, não hesitaria em fazê-lo, porém, uma andorinha só não faz verão, o processo é irreversível, a minha amada comunidade de Vila de Paricatuba será brevemente um esgoto a céu aberto, a especulação imobiliária é uma realidade, os bacanas não estão nem ai para o meio ambiente, não poderei mais pescar um Cará no Lago de Paricatuba, o jeito será me mudar para um lugar bem mais afastado e viver por lá até que o progresso chegue novamente” – declarou indignado.

Não sei se vai ameninar o impacto ambiental e social, mas o governo do Estado do Amazonas criou “A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro”, através da Lei no. 3.355, de 26/12/2008, englobando os municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, com 103.086,02 ha. A criação da SDS-Rio Negro teve a seguinte justificativa do governo: depois da construção da ponte sobre o rio Negro, os processos de ocupação humana e uso do solo poderão ser acelerados, sendo obrigatória a tomada de providências com vistas a se dar garantia de conservação da biodiversidade, bacias hidrográficas, bem como das áreas de comunidades tradicionais que ali vivem há várias gerações, dando às mesmas as garantias de proteção ambiental e preservação de sua qualidade de vida.

Tive a mesma indignação do jovem Raul, assim como a ponte irá detonar o meio ambiente de Paricatuba, o progresso também acabou com o meu Igarapé de Manaus - nasci e me criei por aquelas bandas; no passado bem próximo, pesquei, nadei e tomei muito banho de rio; hoje, o igarapé está aterrado, expulsaram os meus vizinhos antigos e estão construindo um parque, porém, não irão aterrar jamais a minha memória, de forma alguma!


O progresso é inevitável, não tem jeito, a população aumenta em uma progressão geométrica, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar, diz a lei da física; muita mata ainda vai queimar, muitos rios ainda serão aterrados; se não formos mais responsáveis agora, o jeito será morar no espaço sideral, no futuro!

MARINA DO DAVI

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Para as pessoas que não conhecem a Marina do Davi, este é um local estratégico para a mobilidade intermodal na cidade. É um dos principais pontos de embarque e desembarque de pessoas para os nossos hotéis de selva, praias, sítios no alto rio Negro e principalmente, ponto de chegada e partida para as nossas comunidades rurais.A movimentação de voadeiras e pequenas embarcações são constantes. O volume de flutuantes para a guarda de lanchas, iates, oficinas, proporcionam uma vida portuária de bastante fluxo e de grande conflito, um desafio para se resolver através de uma concepção arquitetônica e urbanística.A proposta vista nas imagens acima consiste numa reformulação geral da Marina do Davi. A começar pela sua localização. Considerando que em época da vazante o embarque e desembarque ficam bastante complicados, a intenção da proposta é deslocar a Marina mais para fora do igarapé do gigante, permitindo que ele passe a ter um melhor uso também em época de seca.Toda uma infra-estrutura é fornecida através da construção de um píer, com rampa de acesso e edificações para acomodar atendimento ao turista, comércio atacadista e varejista, prestação de serviços, inclusive públicos, posto de saúde, posto policial, compra de passagens, estacionamento, área para carga e descarga, restaurante regional, terminal integrado de ônibus, lanchonetes e outros usos de igual importância para o local.Desenvolvido pelo corpo técnico da Prefeitura, o projeto se desenvolve de forma radial, permitindo tirar partido da paisagem do Igarapé do gigante e do Tarumã. Sem dúvida um projeto ousado, que busca solucionar de forma definitiva os problemas encontrados em um porto tão “simples” e tão importante para Manaus.
Maquete Eletrônica: IMPLURB

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

FLAVIANO LIMONGI - O PATRIARCA

Foi o primeiro presidente da Federação Amazonense de Futebol – FAF, no período de 1967 a 1974, tendo como vice o Coronel Jorge Teixeira (foi Prefeito de Manaus e Governador de Rondônia), no mundo esportivo amazonense é conhecido como “O Patriarca”.

Quando se fala na história do nosso futebol, sempre vem a nossa mente os nomes de Flaviano Limongi, Carlos Zamith, Arnaldo Santos, Belmiro Vianez, Amadeu Teixeira, Waldir Corrêa e Orlando Rebelo, são considerados os “top of mind” do futebol amazonense.

O nosso querido Flaviano Limongi, foi homenageado pelo Senado Federal, em 2006, através do senador tucano Artur Virgilho Filho, pela passagem dos seus oitenta anos de idade, foi requerido o Voto de Aplauso, em decorrência da sua valorosa contribuição ao futebol amazonense.

O Patriarca do futebol amazonense foi também um grande folião – desfilou por mais de 40 anos no Bloco da Mocidade – o bloco era formado por intelectuais, jogadores de futebol e comerciantes, saiam de uma Serraria, no bairro de Educandos até a Avenida Eduardo Ribeiro.

Foi também colunista do jornal A Crítica durante cincoenta anos, com a famosa coluna Bazar, além de jornalista foi também locutor esportivo; militou também na área jurídica, sendo um renomado advogado trabalhista.

O Flaviano Limongi continua na ativa, com certeza, continuará por muitos anos fazendo o que mais gosta: amar o futebol amazonense. Os cartolas e os dirigentes da FAF devem parar para refletir, e, se espelharem na figura do nosso querido e amado “O Patriarca”.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

KASMIN - BAR DO ARMANDO EM RETRATO

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Jony Clay Borges
Jornal “A Crítica”

Há dois anos vivendo em Manaus, a fotógrafa mineira Kasmin ficou fascinada pelo Bar do Armando desde que chegou à cidade. “É um lugar interessante, as pessoas que vão lá são interessante”, declara ela. Ao longo desse período, a artista registrou o seu fascínio em fotografias que revelam cenas e personagens característicos do tradicional boteco do centro. A mostra faz parte de um projeto artístico de Kasmim em registrar o cotidiano em fotografias. O projeto de Kasmin recebeu prêmio de estímulo à criação fotográfica da Funarte em 2008

PRÉDIOS ANTIGOS DA RUA BARROSO - MANAUS





Fotos: Prédio Abandonado (atual Caixa Economica) Castelinho & Biblioteca Pública.




Quarta-feira, Setembro 23, 2009

PRÉDIO DA ALFÂNDEGA DE MANAUS



O conjunto arquitetônico da Alfândega e Guardamoria foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1987, junto com o Complexo Portuário. Inaugurados oficialmente em 1906, os dois prédios foram construídos pela firma inglesa Manaos Harbour Limited, como parte do contrato de concessão do Porto de Manaus. Em estilo eclético, com elementos medievalistas e renascentistas, trata-se do primeiro prédio pré-fabricado do mundo. O prédio da Guardamoria, com sua torre e farol edificados com o mesmo material e estilo da Alfândega completa o complexo. O edifício da Alfândega foi construído em blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, uma reprodução dos prédios londrinos do início do século XX.


Fonte: wikipedia


Terça-feira, Setembro 22, 2009

PRÉDIO DO SEMINÁRIO SÃO JOSÉ - ARQUIDIOCESE DE MANAUS


Este prédio ainda pertence à Arquidiocese de Manaus, serviu como escola de formação de eclesiásticos, era o Seminário São José; depois foi colocado a disposição da Universidade do Amazonas (UA), atual UFAM, abrigava o Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), cheguei a estudar o básico de Administração de Empresas, no final da década de 70.
Depois de muitos anos, passou para a Uninorte, com o curso de Direito; tive também o privilégio de estudar a iniciação jurídica naquele lugar.
Este prédio guarda boas recordações para muitos amazonenses - a grande maioria dos economistas, contadores e administradores com idade superior a quarenta anos, formados pela UA, passaram parte das suas vidas, estudando no ICHL da Rua Emílio Moreira.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

CHAFARIZ DESMANTELADA (ROBÉRIO BRAGA)

Esta foto é de uma placa que encontra-se no Chafariz das Quimeras (este nome está grafado na foto antiga, não sei qual o nome atual, eu a chamo de "Chafariz de Manaus"); contém um relato do historiador Robério Braga, sobre este valiosíssimo património público. Para ler, favor dar um clik na foto para amplia-la.

Graças ao homens públicos de boa vontade, encontra-se preservada no Parque Jefferson Peres. Pode ir lá para conferir.

MANAUS ANTIGA



Fotos antigas: Hotel Amazonas - Edifício do Departamento de Estrada de Rodagens do Estado do Amazonas/DERAM - Piscina do Estádio General Osório - Aeroporto de Ponta Pelada - Praça da Saudade.

Sábado, Setembro 19, 2009

MANAUS - SÁBADO DE MANHÃ

Fotos: J Martins Rocha
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Quinta-feira, Setembro 17, 2009

ARMANDO DIAS SOARES



Armando Dias Soares, nasceu em Coimbra, Portugal, mudou-se para Manaus na década de 50, veio com a intenção de trabalhar com o seu tio Armindo Dias, proprietário da Casa Dias, na Rua Luiz Antony e, da Casa Renascença, na Avenida Joaquim Nabuco.


Desde cedo, aflorou o seu espírito empreendedor – resolveu desvincular-se do seu tio e seguiu a sua “carreira solo”. Foi magarefe no Mercado Adolpho Lisboa, depois abriu o seu próprio negócio na Rua Xavier de Mendonça, no bairro de Aparecida, era uma venda de secos e molhados e um açougue. Em sociedade com outro portuga conhecido por Maravalha, abriram um bar chamado Micro Bar, tamanho 10 por 100 m, na Avenida Eduardo Ribeiro, no local existiam diversas mesas de sinuca e era vendida uma famosa batida (bebida); o estabelecimento foi fechado em decorrência da venda do Cine Odeon (o bar ficava ao lado do cine, e pertencia ao mesmo dono).


O Armando conheceu a portuguesa Lourdes Soeiro, foi amor a primeira vista, casaram e foram trabalhar juntos no famosíssimo Bar do Armando, no Largo de São Sebastião. Tiveram duas filhas, a Ana Cláudia, pedagoga e administradora dos negócios dos pais, e, Ana Lúcia, advogada, casada com um português e mora atualmente em Portugal.


Com o projeto do então vereador Francisco Praciano, em 1998, foi considerado “cidadão de Manaus, na Câmara Municipal, passou a ser conhecido por Armando Brasileiro. Chegou a ser cogitado para assumir o Consulado de Portugal em Manaus, mas idéia não vingou, nao era a sua praia ficar carimbando passaportes, o forte era vender sanduiches de leitão e cervejas.


A Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, fez uma justa homenagem ao português, com o tema “Armando Brasileiro”, foi consagrada campeã do carnaval de Manaus, em 1999.


O portuga está chegando à casa dos 80, apesar de algumas doenças, continua firme e forte no comando do seu e do nosso querido Bar do Armando.
Vida Longa ao meu amigo Armando!
Foto: Rogélio Casado

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

A CMM E A LUTA PELA REABERTURA DO HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICÓRDIA


A Câmara Municipal de Manaus assumiu como prioridade a luta em defesa da reabertura da Santa Casa de Misericórdia, inclusive buscando a experiência da primeira Santa Casa instalada no Brasil, a de Santos, cujo superintendente, o médico Erimar Carlos Brehmer Abreu, participou hoje, 16, de uma Tribuna Popular requerida pelo vereador Mário Frota (PTB). Há três meses Frota lidera uma campanha popular em defesa do hospital que existe há 130 anos, e está fechada há mais de cinco.O vereador Mário Frota conclamou a classe política e a sociedade em geral para participar nesta quinta-feira, 17, no Taj Mahal Hotel, localizado à Avenida Getúlio Vargas, 741 - centro, do primeiro seminário de revitalização da Santa Casa de Misericórdia de Manaus. O seminário deve ocorrer a partir das 08 horas e terá diversos palestrantes, entre os quais o médico Erimar Abreu.Em objetiva participação na Tribuna Popular, o superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Santos citou os números da instituição e descreveu o modelo de gestão que a tornou referência no atendimento à saúde. De acordo com Erimar Abreu, a Santa Casa de Santos foi fundada por Braz Cubas em 1553 e, atualmente, o hospital possui 3.200 funcionários, 800 médicos, 1.200 leitos e 700 acadêmicos.Há 30 anos, segundo Erimar Abreu, a Santa Casa santista esteve fechada durante seis meses, mas foi reaberta através de ações conjuntas do governo de São Paulo, das Lojas Maçônicas e da Associação Comercial daquele Estado. Quanta à gestão administrativa, o superintendente explicou que a administração deve ter a participação da sociedade e não pode ser feita por um grupo de 20 pessoas. A Santa Casa santista tem 200 conselheiros representando todos os segmentos da sociedade e o titular tem 65 profissionais ligados diretamente ao seu gabinete. De acordo com Abreu, as ações administrativas devem ser perenes e não imediatistas, sendo ações importantes as parcerias com os governos e universidades públicas e privadas.

FOTOS DE MANAUS PARA DOWNLOAD




Fotos: J Martins Rocha

Terça-feira, Setembro 15, 2009

CHAFARIZ DE MANAUS




Este Chafariz, foi inaugurado no início do século passado, no centro antigo de Manaus, era conhecido como Chafariz das Quimeras; depois ficou exposto na Rua João Coelho, atual Avenida Constantino Nery; com a construção de um Viaduto no local, foi desmontado e guardado no depósito da Prefeitura de Manaus. Na administração do Serafim Corrêa, foi colocado na Praça da Bola do Eldorado, com luzes, bastante água, plantas, bancos, etc. Ficou abandonado na administração municipal atual.
Ressurgiu das cinzas no Parque Jefferson Péres, voltou ao seu esplendor, com direito a um Lago com Vitória-régias.
Espero que fique por lá por mais um século!
Fotos atuais e colagem: J Martins Rocha

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

PORTO VELHO ANTIGA



Fotos: IBGE - Colagem: J MartinsRocha
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FOTOS IGARAPÉ DE MANAUS



Fotos: J Martins Rocha
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FOTOS PARQUE JEFFERSON PÉRES

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Fotos: J Martins Rocha

Sábado, Setembro 12, 2009

SEMANA FARROUPILHA EM MANAUS


Os gaúchos radicados em Manaus irão comemorar a Semana Farroupilha, no CIRMMAN, no período de 14 a 20 de setembro.

Segundo a Wikipédia “Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha são os nomes pelos quais ficou conhecida a revolução ou guerra regional de caráter republicano contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Su, e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense. Durou de 1835 a 1845. A revolução, que originalmente não tinha caráter separatista, influenciou movimentos que ocorreram em outras províncias brasileiras”.

Programação da semana:
· Hasteamento dos pavilhões Nacional/Rio Grande do Sul/Amazonas/CTG/Prefeitura Municipal de Manaus;
· Acendimento da Chama Crioula;
· Roda de Chimarrão;
· Arroz Carreteiro com Salada e Matambre Recheado;
· Tertúlia Livre e Ronda;
· Churrasco de Ovelha e Costela;
· Baile do Gre-Nal;
· Ronda Crioula;
· Noite Italiana – Massas;
· Conferência sobre Tradição Gaúcha – Boi no Rolete;
· Presença da Banda Fernando e Mota;
· Costelão no Bafo;
· Apresentação da Invernada Artística (Dança Chula, Folclórica e Facão);
· Café Típico;
· Cavalgada;
· Costelão – Declamações “Gaudérias”;
· Gre-Nal de Bombacha.

O Convite: Gaúchos e Gaúchas de todas as Querências e de todo Brasil, contamos com a sua presença, irmanados nas torcidas de Grêmio e/ou Internacional – A programação está “mais gostosa que beijo de prima!”.
Telefone para contato: (92) 3088-0467/8812-7629

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

TACACÁ DE MANAUS


O Tacacá está para o nortista, assim como o Chimarrão está para o sulista. Por incrível que pareça, somente em escrever a respeito, sinto imediatamente água na boca!

Esta iguaria tem origem indígena, deriva-se do mani poi – feito com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta e sal. O preparado atual é com tucupi, goma, camarão e jambu, sendo servido em cuias (com cesta na base, para proteger as mãos), com sal e pimenta a gosto. Pára mano!


A mais tradicional de Manaus é o Tacacá da Dona Maria, na Avenida Ramos Ferreira, em frente a Academia de Letras - frequento o lugar deste quando eu era curimin, hoje o comando é do Natinho, Ivete e irmãos, a Dona Maria ainda faz o preparo do tucupi.

Outros famosos de Manaus:
  • Tacacá do Tio João, na Avenida Darcy Vargas, ao lado do Amazonas Shopping – foi considerado o melhor tacacá de 2009, pela revista Veja;
  • Tacacá da Gisela, no Largo de São Sebastião e no Parque Jeferson Péres - o nome foi em homenagem a Dona Gisela, mãe do meu amigo Carlinho do Violão; esta senhora foi a primeira a instalar a sua banquinha de tacacá, na Praça de São Sebastião; atualmente, o comando é do casal Rosa e Joaquim, contando com o toque mágico da Maria;
  • Tacacá do Ishiba, na Rua I 38 Conjunto do Eldorado – o casal Uniko e Katsumi Ishiba veio do Japão na década de 60, passaram anos vendendo verduras, depois migraram para a venda de tacacá.

    Não dar para segurar, vou correndo tomar o meu Tacacá! Fui.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

A GASTRITE - MÁRCIO SANTANA



A GASTRITE é esta acidez no estômago do inconformado que puto, se torce de dor, de revolta, de angústia, de indignação.

Um zine que chega ao momento oportuno onde a cidade, diante de tanta desordem e mazelas, precisa de um veículo para estimular a reflexão critica, ou em outras palavras, pensar a vida dentro de um contexto de esvaziamento cultural, de anestesiamento das ações e, sobretudo, do conformismo daqueles que ingenuamente acreditam que tudo vai muito bem obrigado.

Mas nada vai bem. Basta olharmos em volta para ver: um prefeito cassado que assume o poder e estabelece sua política ditatorial e coronelista, uma classe estudantil medrosa e lesada de seus direitos conquistados, uma população que paga a tarifa mais cara do país e viaja em verdadeiros paus de arara em condições miseráveis e subumanas, uma política cultural elitista que exclui e marginaliza os artistas que não se curvam à catequização “roberiana”, uma academia amazonense de letras ainda mergulhada no glorioso saudosismo com seus ternos mórbidos de Dom Casmurro, uma imprensa escrita e falada que se cala fazendo o jogo de quem está no poder, um Prosamin que é uma verdadeira farsa e lavagem de dinheiro, políticos traficantes que se transvertem de mocinhos e que através de seus programas assistencialistas na televisão, se perpetuam no poder... E onde está a classe pensante? Os intelectuais dessa cidade? Os artistas engajados? Em que buraco se escondem? Será que eles alguma vez existiram?

A época é mesmo de marasmo e anestesiamento total, mas não de acovardamento e castração das idéias, pois que A GASTRITE não se propõe a isso. Ela é esta ferida aberta para que você possa externar livremente em palavras, sejam em forma de crônicas, ensaios, resenhas, artigos ou poesias, toda sua dor e indignação acerca de tudo aquilo que ainda é capaz de lhe causar imbróglios no estômago. É nesse sentido que A GASTRITE se faz necessária, se faz presente; se inscreve em uma nova linhagem de zine alternativo deste século.

E não adianta fazer essa cara de muxoxo, não. Vai ter que engolir!
Márcio Santana (editor). Acessar: www.sirrose.blogspot.com/


Terça-feira, Setembro 08, 2009

FAMÍLIA ANTONY

O jornal “Em Tempo”, edição 06 do corrente, publicou um trabalho do jornalista Evaldo Ferreira, sobre a Rua Henrique Antony. O que me chamou bastante a atenção foram as fotos publicadas, pois foram enviadas pelo senhor Bernardo Portal Madeira, de Porto, Portugal, para publicação em nosso blog, o jornal fez os créditos.

Segundo a matéria do jornal, o senhor Henrique Antony foi um italiano, considerado o primeiro estrangeiro a se naturalizar brasileiro no Amazonas, conforme carta de naturalização no. 678, de 25 de julho de 1853.

Foi um grande brasileiro, defendeu o nosso país na Guerra do Paraguai (1865/1870), chegando a falecer em plena batalha, junto com outros tantos brasileiros.

Deixou dois filhos:


  • Luiz Antony – veio novo com o pai para Manaus, participou da guerra, chegando ao posto de coronel. Teve vários filhos: Antonio Guerreiro, Hildebrando Luiz, Leandro Perdigão e João Carlos. Deu continuidade aos negócios do seu pai;

  • João Carlos Antony – nasceu em Manaus, estudou arquitetura em Florença, fundou a empresa Antony & Moreton, organizou a Empresa de Abastecimento de Águas de Manaus, além do planejamento e inauguração do Cemitério São Batista. Teve os filhos Dinari, Américo e Raul Antony.

    A família Antony está na sexta geração, chegando a mais de 200 descendentes somente em Manaus. Tenho o privilégio de conhecer um deles: o despachante aduaneiro Empedocles Antony.

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

CABOQUINHA MARIA EDUARDA


Dia sete de setembro de 2009, feriadão da nossa independência, nasce em Manaus, uma caboquinha - da pátria d’água e farinha - a minha sugestão era que deveria chama-se Nely, nome da minha saudosa mãe, mas fui vencido, será batizada com o nome de Maria Eduarda; filha da minha filha, portanto, minha netinha.

Tudo aconteceu muito rápido na minha vida: quando ainda era um jovem universitário, ultrapassei o sinal vermelho, não deu outra, fui o primeiro filho a se casar, a ter o primeiro filho e depois a ter a primeira neta.

Sinto que o circulo da minha vida já passou dos duzentos graus: casei, tenho três filhos, a minha filha mais nova, com apenas 23 anos é formada em Odontologia, além de ser professora auxiliar na UFAM; o mais velho é casado, micro empresário, sua esposa está grávida, será o meu segundo neto; a minha filha do meio fez uma produção independente: a caboquinha Maria Eduarda – agora serei pai-avô.
Agora em diante, terei que trabalhar mais, para criar e dar uma excelente educação para a mais nova princesa do pedaço.
Bem vinda caboquinha Maria Eduarda!

Domingo, Setembro 06, 2009

BANDEIRA DO AMAZONAS

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Ontem (05/09) foi o dia do Estado do Amazonas, nada mais justo do que publicar fotos da nossa bandeira. Para falar a verdade, não gosto nem um pouco das cores e do desenho do nosso pavilhão, parece muito com a dos Estados Unidos (o algoz do planeta terra).

As autoridade deveriam promover um grande debate com a sociedade, no sentido de criarem um novo pendão, sintetizando as nossas cores, nosso povo, a cultura, os rios e as matas, o passado, presente e futuro do nosso querido e amado Estado do Amazonas. As cores azul e branco devem continuar, representam o nosso ceú, mas o vermelho é o sangue dos nossos soldados, derramados no solo de Canudos (foi o confronto entre o Exército da República e um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, na então comunidade de Canudos, no interior do
Estado da Bahia); o verde da mata amazônica seria melhor representado.

Estive no Parque Jefferson Peres, no local próximo ao Pórtico, encontramos o nosso símbolo maior, a atual Bandeira do Estado do Amazonas, a fotos estão postadas acima.

Segundo a Biblioteca Virtual do Estado do Amazonas “na bandeira amazonense, ao branco e azul soma-se o vermelho (que pode ser interpretado em relação à época de preparação da bandeira), exatamente para que fosse levada aos campos de combate em Canudos, no ano de 1897, pelo batalhão militar amazonense, que se integrou às forças dos demais estados naquela luta. As estrelas heráldicas de cinco pontas são extremamente comuns em nossos símbolos. Estão nas Armas Nacionais, simulam a constelação do Cruzeiro do Sul, representam o Distrito Federal e parecem proteger o escudo. Já estavam no Brasão de Armas do Reino e do Império do Brasil e também foram peças da bandeira da Revolução Baiana de 1798, e das revoluções pernambucanas de 1817 e 1824. Estão na maioria das bandeiras estaduais lançadas com a proclamação da República. No retângulo azul da bandeira do Amazonas são aplicadas 25 estrelas em prata, simbolizando o número de municípios existentes em 4 de agosto de 1897 e indicando o momento histórico do embarque das tropas para Canudos, tal como se recolhe das pesquisas históricas, e foi depois lançado no artigo 7.º, inciso VI da lei respectiva. No centro do retângulo azul há uma estrela de primeira grandeza, representando Manaus. Da esquerda para a direita as estrelas simbolizam os municípios de Borba, Silves, Barcelos, Maués, Tefé, Parintins, Itacoatiara, Coari, Codajás, Manicoré, Barreirinha, São Paulo de Olivença, Urucará, Humaitá, Boa Vista, Moura, Fonte Boa, Lábrea, São Gabriel da Cachoeira, Canutama, Manacapuru, Urucurituba, Carauari e São Felipe do Juruá. A bandeira do Estado do Amazonas foi consolidada pela Lei n.º 1.513, de 14 de janeiro de 1982 e seu uso foi regulamentada pelo Decreto n.º 6.189, de 10 de março de 1982”.

Viva o Estado do Amazonas e o nosso Brasil! Viva!
Fotos: J Martins Rocha

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

05 DE SETEMBRO: DIA DO AMAZONAS & DA AMAZÔNIA

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No dia 05 de setembro de 1850, através da Lei no. 582, foi criado a Província do Amazonas, separando a região da então Província do Pará.
Além de ser uma data importantíssima para os amazonenses, comemora-se também o Dia Nacional da Amazônia.

O Amazonas, a Amazônia e o nosso querido e amado Brasil, tudo a ver!

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DE MANAUS

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O modelo ideal para atender a demanda crescente de usuários de transportes de Manaus e de turistas que visitarão a cidade durante a Copa de 2014 será o tema central da audiência pública marcada para esta sexta-feira, dia 4, às 16h, no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na avenida Djalma Batista, 3578. Na audiência serão abordadas questões como a expansão da capacidade do sistema de transporte, a redução do tempo de deslocamento de passageiros e atendimento de demanda.

Fluidez do tráfego, segurança, conforto e segurança são as premissas do projeto de alta capacidade de transporte elaborado pela empresa de consultoria Pricewaterhouse que será apresentado na audiência pública. O projeto define um sistema com capacidade para atender inicialmente 170 mil usuários/dia, podendo chegar a 300 mil/dia futuramente, a partir de investimentos adicionais.
A expectativa é que haja redução média de 45 minutos no deslocamento do usuário que parte da Cidade Nova em direção ao Centro, no eixo da avenida Constantino Nery, um dos percursos previstos pelo novo sistema. A previsão é que as obras nesse traçado estejam concluídas em 2013.
Outro traçado, do Largo da Matriz até o T1, Constantino Nery, deve estar pronto em 2014.
Os estudos de viabilidade para a definição do novo modelo de transporte foram iniciados no ano passado. Um dos obstáculos detectados pelos técnicos da Pricewaterhouse foram os lençóis freáticos do subsolo de Manaus, que praticamente inviabiliza, pela elevação dos custos, a implantação de metrô subterrâneo. A solução apresentada pelo estudo é de um modelo de metrô de superficie.

Foram convidados para a audiência representantes de órgãos e entidades de classes afins tanto na esfera estadual, municipal e federal, como Instituto de Proteção ao meio Ambiente (Ipaam), Ministério Público, Assembléia Legislativa, Câmara Municipal, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Instituto do Patrimônio Histórico (Ipham), além de associações de moradores, representação estudantil, de comércio e indústria. A audiência será aberta a todas as pessoas interessadas.

COPA
O projeto que traça um novo modelo de transporte para a cidade levou em consideração o estrangulamento do atual sistema, e também as exigências impostas para a capital sediar a Copa de 2014. Em julho foi realizada uma audiência pública para discutir o projetos Arena Multiuso da Copa. O evento contou com a participação maciça de vários segmentos da sociedade, oportunidade em que foram feitas críticas, sugestões e esclarecidas dúvidas com relação ao empreendimento, um dos mais importantes do conjunto de obras previsto para o evento.
Foto Montagem: J Martins Rocha