segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MANACAPURU & CIRANDAS


Fotos: J Martins Rocha

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CIRANDA DE MANACAPURU

Manacapuru, cidade próxima a Manaus, faz parte da Região Metropolitana de Manaus, conhecida por “Princesinha do Solimões”; no mês de agosto realiza-se naquela cidade o maior e melhor festival de cirandas do país; é uma grandiosidade o espetáculo, perdendo somente para a festa dos bois em Parintins. Construíram até o Cirandrodomo, no Parque do Ingá, para abrigar uma multidão de espectadores, na apresentação das agremiações "Flor Matizada", "Guerreiros Muras" e "Tradicional".O Simão Pessoa conhece muito bem essa história (2004, p. 41, Folclórico Político do Amazonas).

Diga lá Simão![...) março de 1966. O professor de Português do Colégio Comercial Sólon de Lucena, em Manaus, José Silvestre do Nascimento e Souza foi chamado um dia na sala da diretoria pelo então diretor Bartolomeu Dias de Vasconcelos.- Silvestre, meu caro amigo, você conhece algum cordão folclórico desses que se apresentam ao público por ocasião das festas juninas? – indagou o diretor.- Conheço vários deles, inclusive alguns que ainda não se apresentaram aqui em Manaus, o Barqueiro, o Cacetinho, e a Pomba – respondeu Silvestre. “Minha família colocou várias dessas danças em Tefé e eu tenho em casa tudo anotado a respeito”.- Então, meu querido amigo, você gostaria de cooperar com o nosso colégio, montando um desses cordões que conheces tão bem? – insistiu o diretor.- Claro que quero, será um prazer, mas desde que eu possa contar com o seu apoio total e sua irrestrita colaboração – devolveu Silvestre,- Está certo, podes contar comigo e com os demais professores do colégio. Eu vou ter logo uma converso com eles! – encerrou Bartolomeu, dispensando o professor.Silvestre recrutou os músicos, escolheu os alunos e começou a ensaiar uma brincadeira junina na quadra da escola.Dois meses depois, ele foi chamado às pressas na sala da diretoria do colégio, onde se deparou com uma senhora quase discutindo com o diretor.- Este aqui é o professor Silvestre, madame! – disse Bartolomeu.Sem perda de tempo, a mulher foi logo soltando os cachorros:- Foi ele que faltou com o respeito com a minha filha!Silvestre quase caiu para trás.Apesar de jovem e boa-pinta, ele era decente e íntegro até a medula. Não havia nenhum hipótese de o professor envolver-se com alguma “lolita” do colégio. Como não tinha a menor idéia do que diabo estava acontecendo, ele pediu para falar com a suposta “vítima”.Daí a pouco entrou na sala uma menina loura, com cerca de 11 anos.- Minha filha, eu faltei com o respeito a você em algum momento? – insistiu Silvestre.- Não professor, foi a mamãe que não entendeu! – explicou a garota. “Ontem, nós estávamos almoçando em família, eu, papai, mamãe e meus irmãos. Ao terminar o almoço, eu me dirigi à mamãe pedindo-lhe: mamãe, a senhora permite que eu dance na Pompa do professor Silvestre?... Aí, ela quase teve um troço!”- A sua filha estava com razão ao lhe fazer aquele estranho pedido, minha senhora! – esclareceu Silvestre polidamente. “A Pomba” é o nome de um cordão folclórico que estou ensaiando no colégio a pedido do diretor. Se a senhora quiser, pode aguardar alguns minutos, até a hora do recreio, quando realizarei o ensaio que estava programado para sexta-feira.Ainda contrariada, a mulher questionou:- Por que o senhor não muda o nome do cordão para Pombo?... Pomba é meio pornográfico...- Vou pensar seriamente no seu caso! – avisou o professor.Depois do terceiro ensaio, para evitar novas aporrinhações, ele resolveu parar de ensaiar a “Dança da Pomba” e começou a ensaiar a “Dança da Ciranda” (que se tornou conhecida como “Ciranda de Tefé”), contando com a colaboração de dois conterrâneos tefeenses, Ambrósio Ramos Correa e Gaudêncio Gil. O resultado foi a criação de um dos mais bonitos e aplaudidos cordões folclóricos de todos os tempos, que ganhou o Festival Folclórico de Manaus daquele mesmo ano.No inicio dos nos 80, sob a orientação do próprio Silvestre, a professora Perpétuo Socorro de Oliveira levou a brincadeira para Manacapuru, montando a ciranda “Flor Matizada” na Escola Estadual de Nossa Senhora de Nazaré. O sucesso foi imediato e, rapidamente, duas outras escolas entraram na brincadeira: a Escola Estadual José Mota, que criou a ciranda “Guerreiros Muras”, e a Escola Estadual José Seffair, com a sua “Ciranda Tradicional”.Em 1997, o prefeito de Manacapuru, ângelus Figueira, organizou o 1º Festival de Cirandas no município, dando um caráter competitivo às apresentações, o que proporcionou um verdadeiro salto de qualidade na brincadeira. O resto, conforme se diz, é história [...].
Fotos: aguardar

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

RIO AMAZONAS - FINALISTA

O Rio Amazonas e as Cataratas do Iguaçu estão entre as 14 finalistas em uma votação global pela internet para escolher as Sete Maravilhas Naturais do Mundo.
O resultado final sairá em 2011, a votação poderá ser feita pelo sitio
WWW.new7wonders.com

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Amazonas - O rio Amazonas é um grande rio que corta todo o norte da América do Sul, ao centro da floresta amazônica. Maior rio da Terra, tanto em caudal (volume d'água) quanto em comprimento (6.937,08 quilômetros de extensão), tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no grande Delta do Amazonas, no norte brasileiro. Ao longo de seu percurso recebe, ainda no Peru, os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Rio Ene, Rio Tambo, Ucayali e Amazonas (Peru). Entra em território brasileiro com o nome de rio Solimões e finalmente, em Manaus, após a junção com o Rio Negro, recebe o nome de Rio Amazonas e como tal segue até a sua foz no Oceano Atlântico.

Por muito tempo acreditou-se ser o rio Amazonas o mais
caudaloso do mundo, porém o segundo maior em comprimento (o mais extenso cria-se então ser o rio Nilo). Após análise detalhada, técnicos do INPE, todavia, apuraram que o rio Amazonas tem de fato 6.937,08 km de extensão, superando o rio Nilo em cerca de 140 km.

Detentor da maior bacia hidrográfica do mundo, ultrapassando os 7 milhões de km², a maior parte do rio está inserida na planície sedimentar Amazônica, embora a nascente em sua totalidade é acidentada e de grande altitude. Marginalmente, a vegetação ribeirinha é, em sua maioria exuberante, predominando as florestas equatoriais da Amazônia.

A área coberta por água no rio Amazonas e seus afluentes mais do que triplica durante as estações do ano. Em média, na estação seca, 110.000 km² estão submersos, enquanto que na estação das chuvas essa área chega a ser de 350.000 km². No seu ponto mais largo atinge na época seca 11 km de largura, que se transformam em 50 km durante as chuvas.

Fotos: J Martins Rocha

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CINE ODEON



Este era o famosíssimo Cine Odeon, ficava localizado na esquina da Avenida Eduardo Ribeiro com a Rua Saldanha Marinho; era o mais requintado da nossa cidade, inclusive tinha um sistema perfeito de refrigeração. Tive a oportunidade de assistir muitos filmes no local, a minha irmã Kelva Fernandes era a bonbonniére – a entrada era franca, ainda tinha direito a se deliciar de alguns bombons gardame.
o filme em cartaz era "O Terceiro Homem", em preto e branco, lançado na Inglaterra em 1949 - o enrendo é o seguite: a repetina morte de um amigo faz com que um escritor decida por investigar o caso por conta própria. Dirigido por Carol Reed (Trapézio) e com Joseph Cotten, Orson Welles e Trevor Howard no elenco. Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia. Infelizmente, o progresso e a ganância dos homens destruíram este belíssimo prédio, foi para o chão, construíram no local um shopping de 20 andares!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

POETA ANÍBAL BEÇA

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Anibal Augusto Ferro de Madureira Beça Neto nasceu no dia 13 de setembro de 1946 e ocupava a cadeira de número 28 na Academia Amazonense de Letras. Além dos inúmeros trabalhos em poesia que publicou durante sua vida literária, o escritor era bastante conhecido como animador cultural no Estado; trabalhou como repórter, redator e editor, em todos os jornais de Manaus, foi diretor de produção da TV Cultura do Amazonas, conselheiro de cultura, consultor da Secretaria de Cultura do Amazonas., foi vice-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE-AM), presidente e vice-presidente da ONG “Gens da Selva”. Presidiu o Sindicato de Escritores do Estado do Amazonas e Conselho Municipal de Cultura.Neste ano de 2009 completaria 43 anos de atividade literária e 47 de atuação na música popular, tendo vencido inúmeros festivais de MPB por todo o Brasil.
Morreu na manhã de hoje (25), vítima de complicações renais e infecção generalizada decorrentes do diabetes, o poeta, compositor, teatrólogo e jornalista amazonense Anibal Beça, de 62 anos, de acordo com o filho do escritor, Ricardo Antonio Turenko Beça, que também é médico e acompanhou o pai na luta contra o diabetes, Aníbal foi internado por conta de complicações renais, que culminaram em uma infecção generalizada. "Todos os procedimentos médicos foram realizados, mas infelizmente ele não resistiu", disse. Fonte: Raphael Cortezão - Do Portal Amazônia

Comecei a admirar o Aníbal Bessa, quando eu ainda era adolescente, adorava as suas composições que concorriam aos festivais de música. Passados muitos anos, tive o privilégio de conversar pessoalmente com o poeta, numa confraternização de artistas, promovida pela Edu do Banjo, no Restaurante La Barca; eu estava acompanhando o meu saudoso pai – na ocasião, recebi um CD autografado do Aníbal – Maravilha! Nos eventos musicais do Bar do Armando, a presença do artista era fundamental – assisti aos vários shows do querido poeta – Certa noite, passei horas e horas ouvindo o poeta falar das suas travessuras, da sua infância e adolescência, no Largo de São Sebastião.

Valeu poeta, cumpriste maravilhosamente bem a tua missão aqui na terra! Com certeza, irás dar andamento as tuas obras, no lado belo do andar de cima!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CASAS FLUTUANTES - MANAUS ANTIGA

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PAÇO DA LIBERDADE DE MANAUS


Conhecido como Paço Municipal, seu verdadeiro nome é Paço da Liberdade e sua edificação foi iniciada em 1874. Em 1879, o prédio abrigou o Governo Provincial e, em seguida, com a Proclamação da República, passou a sediar a administração do Governo Republicano. Em 1917, o Governo Municipal instala-se no local. A fachada da construção é um dos primeiros exemplos da arquitetura neoclássica em Manaus. O edifício tem um só pavimento, subdividido em três seções. A parte central é composta por um pórtico com duas colunas e duas pilastras em estilo toscano, onde vê-se o escudo da municipalidade de Manaus. Localizado em frente da Praça Dom Pedro II, o Paço da Liberdade é uma das mais importantes edificações do sítio histórico mais antigo de Manaus, marco do fausto e riqueza que imperaram durante a época áurea da borracha.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ATLÉTICO RIO NEGRO CLUBE

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Shinda Uchôa, com apenas 14 anos, teve a idéia e insistiu com os companheiros para que criassem um clube. A insistência foi tanta, que no dia 13 de novembro de 1913, às 16h, os rapazes se reuniram no endereço de sempre, residência de um deles, Manuel Afonso do Nascimento. Os meninos fizeram a ata de fundação e no meio da leitura do documento, o momento histórico foi brindado com vinho do porto, saboreado em autênticas taças francesas de cristal bacará. Na mesma ocasião, foi realizada uma eleição e o primeiro presidente foi Edgar Lobão. Shinda ficou como secretário, mas recebeu o título de presidente de honra.
O brinde deu nome ao “Porto de Honra”, solenidade em que, até hoje, o momento da fundação é repetido como aquele de 1913. Das doze taças de cristal, seis foram recuperadas pelo diretor cultural do clube, Abrahim Baze, que criou um museu para guardar a história do Rio Negro. Três delas são usadas no brinde atual pelo presidente e por mais duas autoridades escolhidas por ele durante o evento.Na casa onde o clube foi fundado, hoje funciona o Banco da Mulher, mas, de acordo com Baze, o prédio ainda conserva a mesma arquitetura do início do século.
Em
2013 o Atlético Rio Negro Clube completará cem anos. É uma das mais tradicionais equipes do Norte do Brasil sendo um dos três times amazonenses que já jogaram a Série A do futebol brasileiro[carece de fontes?], fazendo jogos com grandes equipes como Flamengo, Fluminense, Corinthians, Santos, dentre outros clubes possuindo no total seis participações.
O Atlético Rio Negro Clube é o rival número um do time do Nacional. O clássico entre Rio Negro e Nacional (Rio-Nal) é o maior do estado do Amazonas.
O clube possui também algumas participações na Copa do Brasil tendo também uma importante conquista internacional, a Taça Guiana Inglesa, disputada na capital Georgetown. O Rio Negro também foi campeão da Taça Amazônica de 1928 disputada entre times do Amazonas e Pará, foi campeão da Copa Norte-Nordeste de 1975, além do título da Taça Norte de 1986.
Na sede do clube é possível ver a sala de troféus onde estão todos os títulos do clube "barriga preta", além de quadros e medalhas das grandes equipes de futebol e futsal do clube. A torcida do Atlético Rio Negro Clube é a segunda maior torcida do Amazonas com muitos torcedores também no interior do estado.
O clube amazonense tem como um dos seus maiores artilheiros o atacante Roberto Almeida Jorge Elias, amazonense, que jogou futebol pelo clube na brilhante década de 60 onde marcou muitos gols. O atacante Roberto tinha um chute forte e preciso, popularmente é conhecido no Brasil e na Europa como "Berdana", deu muitas alegrias a torcida do "galo" sendo o primeiro atacante na hitória do futebol mundial a marcar gols chutando a bola de bico no ar (sem deixar a bola cair no chão), feito inédito na história do futebol. Roberto por ter atuado pelo clube durante muitos anos recebeu o título de sócio benemérito no dia 13 de Novembro de 1975 e não é o único de sua família a brilhar no futebol, seu irmão Ronaldo também jogou futebol nas décadas de 60 e 70 por outro clube tradicional do Amazonas, o Olympico Clube atuando muitas partidas como zagueiro também marcando seus gols. Pelo seu empenho e dedicação ao glorioso "clube dos cinco aros" como é conhecido o Olympico Ronaldo também ganhou o merecido título de sócio benemérito do clube. Jogador técnico e disciplinado atuou pelo clube durante dezessete anos, raramente era punido com cartão amarelo e jamais lhe foi aplicado cartão vermelho. Ronaldo Elias certamente é um exemplo para todos os atletas e principalmente para aqueles que recebem o prêmio Belfort Duart que é concedido aos jogadores de futebol mais disciplinados.
Após o título estadual de
2001, o Rio Negro passou por uma grave crise financeira, que deixou o clube sem títulos, resultando num rebaixamento a Série B do Estadual em 2008. Após o rebaixamento, no primeiro semestre, ao disputar a Segunda Divisão, no segundo semestre, ganhou os dois turnos, sagrando-se campeão amazonense da Série B por antecipação, e dando fim ao jejum de 7 anos sem titulos.
Mas os problemas de
2008 voltam a assombrar o clube em 2009. O clube é novamente rebaixado para a segunda divisão do futebol do Amazonas, ficando na 10º colocação entre 10 times, com 7 pontos ganhos. Como neste ano não houve mudança no regulamento da competição, o clube jogará a segunda divisão somente em 2010.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CANTOR ABÍLIO FARIAS

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O Abílio nasceu em 1946, em Itacoatiara, município do Amazonas, apesar de não tocar os seu discos nas rádios, grava todo ano um CD; sempre cantando o que o povo quer ouvir, começou a cantar quando ainda era adolescente, na Rádio Baré, gravou o seu primeiro LP em 1977 no Rio de Janeiro. As musicas que fizerem mais sucesso foram: “Que Pena” (Bartô Galeno), “Vou Fechar o Cabaret” (Bartô Galeno e Abílio Farias), “Fica Comigo Esta Noite” (Bartô Galeno e Antonio Pires) e “É Muita Maldade” (Bartô Galeno), Negue” (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos) e a famosíssima "Mulher Difícil, Homem Gosta", todas do gênero vulgarmente chamado de brega. “Eu iniciei minha carreira com 25 anos de idade, quando estudava e trabalhava ao mesmo tempo, enfim, sou um cantor popular como digo: canto para os mais humildes e assim vou correndo atrás dos meus sonhos”, descreve o cantor no seu perfil do Orkut.

Na minha adolescência, tive a oportunidade de ouvi-lo cantar no programa “Confusão na Taba”, no Teatro Juvenil, fiquei admirado pela potencia da sua voz. No ano passado, participou várias vezes do projeto cultural “Armandiando”, sob a batuta do promotor Marcos Gomes, no Bar do Armando.

Recentemente, sofreu um enfarto abordo de um vôo da empresa Gol, quando retornava a Manaus, vindo de Natal onde fez algumas apresentações. Devido à gravidade do estado de saúde do cantor, o comandante desceu na cidade de Petrolina/PE, onde Abílio está internado.

Fico na torcida pelo pronto restabelecimento do nosso Abílio Farias.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

I FESTIVAL DE DANÇAS DO AMAZONAS


A grande estréia do 1º Festival Amazonas de Dança no Teatro Amazonas, marcada para esta terça-feira (18) às 20 horas, conta com a participação de estrelas de quinta grandeza: Marcelo Mourão Gomes, presidente de honra e também homenageado pelo evento, e o Corpo de Dança do Amazonas (CDA), que apresenta o espetáculo "Oré". A entrada é franca. Além da noite no T.A, o festival ainda terá diversas atividades gratuitas no dia 18, voltadas para os profissionais da dança ou mesmo para quem apenas admira a arte. O 1º Festival Amazonas de Dança uma promoção do Governo do Estado do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e da Associação de Profissionais de Dança do Amazonas (APRODAM).

Principal bailarino do American Ballet Theatre, o brasileiro Marcelo Mourão foi eleito de forma democrática entre os artistas amazonenses como o presidente de honra do festival. A carreira iniciou aos 5 anos de idade no Rio de Janeiro e ao longo dos anos despontou imensamente no cenário nacional e internacional. Por sua dedicação à arte da dança, o dançarino é um dos homenageados do 1º Festival Amazonas de Dança. "Marcelo personifica o talento e o esforço do verdadeiro dançarino. É uma honra tê-lo aqui conosco", afirmou o secretário de cultura Robério Braga.

Os momentos mais marcantes da carreira do artista serão exibidos em um filme-tributo, e logo em seguida, ele recebe uma placa simbólica das mãos do secretário. Após a homenagem, Marcelo Mourão protagoniza o solo "Small Steps", cuja coreografia é de Adam Haugland e a trilha sonora é do trio Ahn Trio, formado por irmãs americanas especialistas em piano clássico.

Já o Corpo de Dança do Amazonas (CDA), com experiência de sobra em impressionar a platéia com o talento de seus 16 bailarinos, apresenta ao público a montagem "Oré" (que signifca "nós"), do bailarino André Duarte. Trata-se de um mergulho através da memória, da visão e de uma leitura sobre o homem amazônico. "Oré", fruto de pesquisas de André em parceria com os companheiros do CDA, anseia demonstrar de que maneira e por quais artifícios o nativo se transformou ou ainda mantém a sua cultura e comportamento. A trilha sonora fica por conta de Marlui Miranda e Tribos da Amazônia.

Intervenções
A terça-feira (18) também marca o início de diversas atividades oferecidas pelo 1º Festival Amazonas de Dança, a exemplo das intervenções, que ocorrem gratuitamente até o dia 23 a partir das 17 horas no Centro Cultural Largo de São Sebastião. As intervenções reúnem companhias locais de dança em torno de pequenas apresentações para dar oportunidade dos artistas locais contribuírem para o festival. No dia 18, o público pode conferir o trabalho da Associação Belarte do Amazonas, Grupo Expressão e Vida, Companhia Evolução Scorpion Crew, Balé Folclórico Amazonas e da Companhia Melhor Idade Cláudio Santoro.
Palestras
A programação acadêmica tem continuidade com a palestra "A Dança nos Jornais de Manaus nas Décadas de 80 e 90", ministrada pela jornalista Ítala Clay Freitas na terça (18) a partir das 16h30 no Centro Cultural Palácio da Justiça. A palestrante é formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e é mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Atualmente é doutoranda em Comunicação e Semiótica pela mesma instituição, desenvolvendo tese sobre o jornalismo e a dança em Manaus. Foi coordenadora pedagógica do Curso de Dança da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e coordenadora do Programa Arte na Escola (pólo Manaus), no período de 2001 a 2007.

Convivências
Experiência bem-sucedida no Amazonas Film Festival, as convivências foram aplicadas ao 1º Festival Amazonas de Dança para fomentar as discussões sobre a arte da dança. Nesta terça (18), às 17h30 no Centro Cultural Palácio da Justiça, a primeira convivência será presidida pelas profissionais Lia Sampaio e Conceição de Souza, este última, inclusive, é uma das homenageadas do evento. Lia Sampaio possui Mestrado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é coordenadora pedagógica do Curso de Dança da Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT - UEA), coreógrafa, dançarina e diretora. Conceição Sampaio é formada em Educação Física. Em 1979, foi para São Paulo para estudar na Escola Ismael Guizer e no Balé Estágio, onde absorveu vários estilos de dança. Ao retornar para Manaus, em 1980, criou o grupo "Dança Viva" e com ele veio a dança contemporânea para o Amazonas.

Expressões da Dança
Uma boa opção para consumir o que a dança oferece é a feirinha "Expressões da Dança", cujo ponto de partida é nesta terça (18) no Ideal Clube, das 8 às 19 horas. Ali, os presentes poderão adquirir produtos, assistir vídeos, e conferir fotos da história da dança. Em meio à movimentação, a APRODAM promove pequenas apresentações de seus grupos.

FOTOS DO IBGE - AMAZÔNIA

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

FIGURA DE MANAUS: LAURO GOIABA


Antes da explosão demográfica da cidade de Manaus, a grande maioria dos habitantes se conhecia (saudades da nossa Manaus antiga!); os considerados mais folclóricos ou “figuras” eram bastantes populares por todos os moradores, existiam muitos, os mais notórios da minha época eram: Lauro Goiaba, José Aquino Carapeta, Boca de Bilha, Eurico do Galo Gay, Peixeiro do Guarany, Jaú Mão Boba e a Carmem Doida.

Dos citados, o que eu conheci e convivi, foi o senhor Lauro, conhecido por todos como “Goiaba”, não sei informar o porquê do apelido – foi meu vizinho, na Rua Igarapé de Manaus, era também um grande amigo do meu saudoso pai; trabalhou durante anos na antiga Cosama, conhecida também por “Colama”, empresa que cuidava do sistema de águas e esgotos do Amazonas; a sua função era de encanador (consertava os canos danificados da cidade), mesma após a merecida aposentadoria, continuou exercendo o seu oficio para os seus inúmeros clientes em Manaus.

Apesar de ser um excelente profissional, não era famoso somente pela sua bela profissão, mas sobretudo por ser um torcedor "roxo", ou melhor, "azul até a alma" pela equipe futebolística Nacional Futebol Clube e, pela paixão pelos carnavais de rua de Manaus.

A sua residência sempre foi pintada de azul e branco; a bandeira do “Naça” ficava no alto de um grande mastro; as suas filhas, conhecidas por “As Goiabetes”, eram as torcedoras mais calorosas e animadas, nos dias em que o time jogava; os seus filhos foram grandes jogadores, do Nacional, é claro! Nunca vi um torcedor tão fiel ao seu time, nunca perdeu um jogo sequer, quando a peleja era na capital do Amazonas; nos dias de clássico Nacional (Leão da Vila) X Rio Negro (Galó Carijó), a festa começava bem cedo: reunia todos os vizinhos para um “birinaite”; utilizava uma parafernália eletrônica chamada de "A Voz do Goiaba", colocava no volume máximo o hino do Nacional, para incentivar todos a irem ao estádio; bancava o transporte, os ingressos, a pinga e a charanga para animar a festa – com todos esses incentivos, não dava para recusar a assistir ao jogo de futebol.

Além do Nacional, outra grande paixão do Goiaba era o carnaval de rua, ninguém conseguia suplantá-lo em alegria e descontração; curtiu muito os “Blocos de Sujo” da Avenida Eduardo Ribeiro, além da Banda do Neca, Armando e do 5 Estrelas – as suas fantasias preferida eram a de Pierrô e da Colombina. Durante a semana momesca, gostava de andar de bicicleta, vestido de palhaço, ficava buzinado o dia todo, tudo era festa, tudo era carnaval! Incentivava os meninos, as meninas, os rapazes e as moças, também os velhos e as velhas a bricarem a folia de carnaval! Que figura, mano!

Acredito que o Goiaba já passou da casa dos oitenta, está passado da hora do Nacional Futebol Clube e a Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas, fazerem um bela e justa homenagem ao grande torcedor e folião Lauro Goiaba.

PONTE BENJAMIN CONSTANT - PASSADO & PRESENTE




sexta-feira, 14 de agosto de 2009

BAR, DOCE LAR!

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O Bar do Armando, localiza-se na Rua Dez de Julho, no Largo de São Sebastião, centro antigo de Manaus. Foi homenageado pela terceira vez consecutiva, pela revista Veja, como o melhor Boteco de Manaus.
Imaginem um bar tradicional, bem limpo, garçons solícitos, petiscos variados, e tudo o mais; o Bar do Armando é totalmente o contrário: é tudo “a culhão”, o som é nas alturas, os garçons não estão nem aí para o freguês, o WC é fético, serve apenas o “X-Pernicioso”, no entanto, a cerveja é a mais gelada da cidade, o dono do bar é um tremendo gozador, o local é o preferido pela elite intelectual e boemia de Manaus.
O Jorge Palheta, artista plástico e poeta, escreveu o “Bar, Doce Lar!”, uma justa homenagem ao Bar do Armando:
I
Bar, Doce Lar!
Cordão umbirital
Entre bêbado
E a garrafa
Supra-sumo da ressaca.
II
Bar, Doce Lar!
Da louca descontração
Política, papo furado
Alguns de ego inflado
Na trincheira do balcão.
III
Bar, Doce Lar!
Do “cônsul” d além-mar
Do cheese porco,
Da calabresa
E dos “pitos” da consulesa.
IV
Bar, Doce Lar!
Das sagradas escrituras
No azulejo empoeirento
Dos ventila doido em greve
Como estátuas no altar.
V
Bar, Doce Lar!
Que imã estranho é esse
Que nos atrai toda semana
A este lugar senegalesco
Dessa tertúlia freudiana?
VI
Bar, Doce Lar!
A resposta pode estar
Na simplicidade do lugar
Agradando gregos e troianos
E a tantos quanto lá estão
VII
Bar, Doce Lar!
Da Banda da Bica
Fevereiro da emoção
O carnaval da futrica
Dos bonecos da evolução
VIII
Bar, Doce Lar!
É a folia do povo
Que brinca contente
Em volta da Praça
E no asfalto caliente!
IX
Bar, Doce Lar!
A terapinga álcool-passional
De solteiros e casados
Divã dos alienados
X
Bar, Doce Lar!
Onde Freud é o ralo
Absorvendo nosso mijo
Em forma de cerveja
A expiar nossos pecados

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O PEIXE NOSSO DE CADA DIA



Tenho uma relação bastante grande com os peixes da água doce da nossa Amazônia.

Na minha infância, fui mordido por uma Traíra, as marcas permanecem até hoje na mão direita. Morei em "Casa Flutuante" (moradia apoiada por duas toras de madeira); era a nossa humilde e saudosa residência, ficava situada no Igarapé de Manaus (entre as ruas Sete de Setembro, Ipixuma e Major Gabriel). Na enchente, pescava todos os dias, sempre dava "pro baco baco" - a Sardinha, o Cará, a Aruanã, o Pacu e o Roelo de Tambaqui. Na vazante, pegava o Bodó na lama. O prato nosso de cada dia era sempre o peixe, sem exceção!

Na minha adolescência, tinha a missão de ir buscar bucho de Tambaqui no Mercado Municipal; o papai fazia uma cola artesanal (era utilizado na colagem das peças de madeira dos instrumentos de corda). O nosso alimento continuava sendo "o mermo" o Jaraca, o Pacu, etcetara e tal.
Na minha vida adulta, comecei a provar a carne vermelha, não era a minha praia! Tentei, tentei, mas voltei para o Jaraca, o Pacu e etcetaa e tal. Lembro com muitas saudades da minha mãezinha; todas as sextas-feiras fritava peixes para os meus filhos menores; o cheiro ainda está no ar!

Entrando na idade feliz, continuo detonando todos os peixes que aparecem, perdi o controle de qualidade, caiu na rede é peixe! Até a Sopa de Piranha eu encaro!
Quando alguém de fora falava que os nossos peixes terminavam sempre em “cu”, citavam o Pirarucu, o Pacu, o Aracu e o famosíssimo Cuiucuiu, haja cu! Não sabiam que na língua tupi guarani “pira” significava peixe e “cu” vem de urucum = vermelho, ou seja, peixes com manchas avermelhadas.


Em Manaus, frequento a Peixaria do Galo Carijó (a Catedral do peixe - o proprietário era um fanático torcedor do time Rio Negro Clube), no centro antigo; a Peixaria Panela Cheia, no D. Pedro e o Restaurante Catinho do Peixe, no Parque 10; na gozação mando aquele pedido : - Manda aí um Hipoglós mano! O cara responde: - Aqui não é Drogaria Zé Mané! Respondo: - Você não entendeu o meu pedido; eu quero Pacu Assado! Na lata, detona: - PáBoca ou PoCu! Respondo: - Sem chance! Nem com nojo de pitiú de Bodó!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

AVENIDA EDUARDO RIBEIRO - MANAUS

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Por: Abrahim Baze* em: 18 de abril de 2006
Ao discutir o urbanismo de Manaus, na última passagem do século, retoma-se mais uma vez a concepção de Haussmann, com seu modelo de cidade com largas avenidas, praças e a instalação de serviços de melhoramento urbanos que se difundiram nas cidades brasileiras comprometidas com a modernidade da última passagem do século. Ao iniciar o período republicano, a cidade de Manaus não tinha grandes avenidas; a maior parte de suas ruas eram acanhadas e irregulares. A rua Municipal, atual av. Sete de Setembro, era uma das artérias mais importantes da capital, talvez a mais extensa, mas tinha várias inconvenientes, era muito estreita, ondulada e cortada por vários igarapés. Faltava-lhe a monumentalidade requisitada pelo modelo das modernas avenidas. Logo nos primeiros anos da administração do governador Eduardo Ribeiro, procurou-se dotar a cidade com nova feição e, nesse sentido, foram tomadas algumas providências no sentido de melhorar o trânsito e embelezar as vias públicas. Assim, em 1892, foi autorizado o aterro de alguns igarapés, incluindo o Espírito Santo, que ocupava um espaço destacado no plano de embelezamento da cidade, planejado por Ribeiro, pois dependia desta obra o prolongamento da rua Comendador Clementino, que na época da construção do palácio é citada com freqüência nos relatos como avenida do Palácio e atualmente se denomina av. Eduardo Ribeiro. Uma das primeiras menções sobre o projeto da referida avenida foi feita pelo diretor de Obras Públicas, Armênio de Figueiredo, em junho de 1893, ao afirmar que a mesma teria trinta metros de largura e mil e sessenta de comprimento e se estendia entre a nova rampa e a fachada do novo Palácio, e transformaria as péssimas condições de trânsito que mantinha (FIGUEIREDO, 1893, p. 10). Em junho do mesmo ano, o governador dava maiores dados sobre a obra ao comunicar a desapropriação de vários terrenos daquela rua, justificando que com este ato estava transformando-a assim em uma Avenida de um belo aspecto (RIBEIRO, 1893, p. 12). Em junho de 1894, o governador Eduardo Ribeiro previa que as obras da avenida do Palácio estariam concluídas até os dois últimos meses daquele ano (RIBEIRO, 1894, p. 30); no entanto, em 1º de março de 1896, o governador lamentava que o serviço de aterro do igarapé onde deveria prolongar-se a referida avenida não tinha progredido tanto quanto se esperava, contudo esperava que dentro de noventa dias a obra estaria concluída (RIBEIRO, 1893, p.24). Apesar de todos os esforços empregados, é provável que esta obra não estivesse totalmente concluída até 1899, conforme uma fotografia de Arturo Luciane publicada em um álbum editado naquele ano; pode ser que estivessem concluído o aterro do igarapé, mas a avenida mantinha-se em obras, seu calçamento em paralelepípedo iniciava a partir do encontro com a rua Municipal (atual av. Sete de Setembro) e aparentava regularidade até o topo da avenida, onde se erguia a construção do palácio. O aspecto da avenida Eduardo Ribeiro era um tema freqüente nos relatórios e mensagens governamentais, também dos jornais e da população. Em 17 de fevereiro de 1900, o jornal A Federação apresenta um texto sem assinatura, que discorria sobre o embelezamento da cidade e sugeria que adotassem na avenida Eduardo Ribeiro uma adaptação do jardinamento da avenida Liberdade em Lisboa, prevendo que, com este melhoramento, Manaus ficaria com a rua mais pitoresca e aprazível de todas as cidades do Brasil, considerando que seria um melhoramento de primeira ordem e que não existia em nenhuma das capitais da União. Ao finalizar a nota, afirmava-se que o assunto merecia um estudo especial. Sem dúvida naquela época, a avenida já apresentava um aspecto mais cuidado, levando o governador Ramalho Júnior a afirmar, em julho daquele ano, que era nossa mais luxuosa Avenida (RAMALHO JÚNIOR, 1900, p.26). No Álbum do Amazonas, editado em 1902, publicou-se fotografias de Fidanza mostrando a avenida Eduardo Ribeiro inteiramente concluída. O fotógrafo responsável pelo álbum afirmava que, apesar de ser recente a sua construção, já estava quase totalmente edificada e nela ficavam localizados os principais estabelecimentos da capital, com certeza os mais elegantes, taes como armazéns de moda e de exposição e vendas de objetos de arte, ateliers de modistas e de alfaiates, inúmeros hotéis e restaurantes dos quais muitos eram espaçosos e montados com luxo verdadeiramente europeu. A importância assumida pela avenida Eduardo Ribeiro é confirmada em 1904 pelos médicos paulistas Godinho e Lindenberg (1906, p. 66), os quais diziam ser esta a avenida o coração da cidade. Nas suas vizinhanças ficam os mais ricos estabelecimentos comerciais, as casas de moda, os armarinhos e as redações dos jornais. Afirmavam ainda que na cidade existia, em profusão, botequins e mercearias muito freqüentados, notando, ainda, um habito muito europeu das mesinhas dispostas nos passeios dos boulevards ou avenidas, nos trottoirs, como se diria em Paris. Apesar de crise anunciada desde o inicio do século XX, em 1909, a aparência da cidade com sua efervescência parecia a mesma e o jornalística carioca Anibal Amorim (1917, p. 153-154) notava, também, que era na aveia Eduardo Ribeiro que se encontravam instaladas as principais casas comerciais e redações dos jornais. Destacando que, à noite, o movimento na avenida era enorme, quando os passeios ficavam cobertos de mesas, onde serviam sorvetes e toda sorte de bebidas que envenenam os organismos ainda não aclimatados naquela terra. O carioca impressionava-se com a intensa corrente de automóveis, carruagens descobertas e de tramways elétricos pela grande artéria e afirmava ter-se a impressão de um notável centro de vida como todo o conforto e requinte de mundo contemporâneo. Sem dúvida, a avenida Eduardo Ribeiro atendia ao modelo de espaço público requisitado pela burguesia, onde o consumo e o lazer assumiam importantes papéis, surpreendia ao viajante porque era como encontrar uma cópia fiel dos grandes centros civilizados em pleno coração da selva amazônica. Por muitas décadas, esta avenida manteve-se como a principal via da cidade, mesmo depois do advento da Zona Franca; com o crescimento acelerado da cidade e com a intensificação do trânsito, tornou-se proporcionalmente pequena. Permanece como uma avenida comercial de grande importância para a cidade, mas ultimamente foram-lhe impostas algumas modificações em função da facilitação do trânsito de veículos, não havendo, todavia, maior preocupação com o seu embelezamento; sua arborização encontra-se quase totalmente extinta e as fachadas de antigas construções camufladas por grandes placas de propaganda ou descaracterizadas por um verticalismo destituído de senso estético. Fontes: MESQUITA, Otoni. Manaus – História e Arquitetura (1852 – 1910). Editora Valer. 3º Edição.

CASAS ANTIGAS DA AMAZÔNIA


Fonte: Biblioteca do IBGE.
Colagem: J Martins Rocha
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TARUMÃ, MANAUS, AMAZONAS


Fotos: J Martins Rocha
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DIA DOS PAIS

No dia 09 do corrente, foi comemorado o Dia dos Pais; segundo alguns historiadores, a data teve início há mais de 4 mil anos atrás na antiga Babilônia quando um jovem esculpiu o primeiro cartão, desejando felicidades ao pai. Em 1909, nos Estados Unidos, Sonora Louise resolveu homenagear o seu pai, baseando-se na homenagem ao dias das mães, então em 19 de junho de 1910 foi comemorado o 1º dia dos pais. O presidente norte-americano Richard Nixon oficializou e tornou o 3º domingo de junho o Dia dos pais, em 1972.

No Brasil, a data que se comemora o dia dos pais é o 2º domingo de agosto, sendo criada na década de 50 pelo publicitário Sylvio Bhering com finalidades comerciais.

Antigamente, os pais participavam muito pouco da vida familiar. A função deles era trabalhar muito para sustentar os filhos e a esposa, mas a educação das crianças, a arrumação da casa e todos os outros problemas do lar eram resolvidos pela mãe. A sociedade foi aos poucos se transformando e, a cada dia, mais mulheres começaram a trabalhar fora e a contribuir com o sustento do lar. Com isso, os homens também começaram a mudar e a dividir as responsabilidades da família com suas esposas. Isso foi muito bom, pois agora os pais estão muito mais próximos de seus filhos, têm mais tempo para ensinar o que sabem e compartilhar os bons momentos com as pessoas que amam.

Os pais de antigamente não recebiam muitos presentes, não havia todo este apelo consumista de agora; alguns recebiam apenas um Bolo, regado com guaraná e sucos; alguns até que recebiam um dos presentes, a seguir: cuecas samba-canção, suspensório, pijamas, toalhas de banho, lenços, carteiras porta cédulas, charutos, pentes Flamengo, sandália de couro, gravatas, loção de colônia, barbeador da Gillette, disco de vinil, rádios à válvulas, etc.

Os pais da atualidade recebem de presente, equipamentos de última geração: notebook, palm, relógios importados, MP 15, pen drives, celulares, roupas de grifes, etc.

O meu paizão resolveu se mudar para o "Condomínio Parque Tarumã", o presente que ele adora receber é a própria presença dos filhos - fiz a minha parte: fui visitá-lo, levei bastantes flores e orações.

O melhor presente que eu recebi dos meus filhos, foi um café regional, na estrada do Turismo, pago por eles, é claro!

Um amigo me contou que recebeu uma ligação do seu filho mais novo, foi mais ou menos assim a conversa:
– Olá paizão! Arranja duzentos reais para comprar o teu presente! Pediu na maior cara de pau.
– Meu filho do coração! Não quero receber presentes, basta apenas um “sinto muito”! Respondeu na mesma moeda. Não sei quem é o mais esperto, o pai ou o filho!
Se a grana está curta, basta apenas um abraço e um beijo no “papá” – o presente maior chama-se amor de filho para com o pai.

PARA MATAR A SAUDADE DA MANAUS DOS ANOS 60


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A ARBORIZAÇÃO E O CLIMA DE MANAUS

O clima em Manaus é quente e úmido; estamos no verão amazônico, os termômetros da cidade estão marcando 43 graus, na sombra, não tem moleira de caboco que aguente! Para se ter uma idéia do quanto está quente – os urubus da city estão voando com uma asa e se abanando com a outra!

O desmatamento da Amazônia, a queima de combustible, a emissão de gases tóxicos pelas indústrias, etc. estão provocando o aumento da temperatura no “planeta azul”; a mãe natureza está dando o troco: escreveu e não leu, o pau comeu!

Na Manaus de outrora, as pessoas usavam paletó e gravata no seu dia a dia; o clima era mais ameno, existiam poucos automóveis, a cidade era bastante arborizada. Sou da década de 50, ainda curti belas tardes de domingo, maravilha!

O Estado do Amazonas possui uma extensão de 1,5 milhão de km2, enquanto Manaus, tem apenas 11.400 km2 – a cidade fica no meio de uma imensidão de floresta tropical – um pingo no oceano de mata! A Prefeitura Municipal de Manaus está fazendo um "Levantamento Qualiquantitativo e Georreferenciado da Arborização Urbano de Manaus", um nome bonito que significa identificar as necessidades de manutenção da arborização urbana e fazer um mapeamento dos indivíduos (árvores) existentes por meio de GPS.

Para termos uma idéia, o quanto é importante a arborização para a estabilização climática da cidade, o secretário de meio ambiente da Prefeitura, Marcelo Dutra, fez a seguinte declaração: “A variação de temperatura entre as avenidas Getúlio Vargas e Duque de Caxias, por exemplo, chega a seis graus centigrados pelo fato de que a Getúlio é arborizada”.

Os citadinos precisam fazer a sua parte – arborizar as suas residências – não deixar os vândalos danificarem as mudas plantadas pelo alcaide – enfim, contribuir de todos as formas para a arborização da nossa cidade e, consequentemente, amenizar o nosso clima.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CASTELINHO DA VILA MUNICIPAL



A Série Memória do sitio http://www.culturamazonas.am.gov.br/ o autor Roberto Mendonça fala sobre a Vila Municipal, retirei um pequeno texto sobre o "Castelinho da Vila Municipal" - “...A despeito de tantos estímulos governamentais, uma única residência no estilo foi construída, curiosamente a de Adolpho Lisboa. Em terreno de 5.500 m², à rua São Luís, quando este exercia seu terceiro mandato à frente da Prefeitura (1905-07). Ao contrário do que relata seu contemporâneo, o mestre Bittencourt (Dicionário, 1973), o chalet mandado edificar pelo coronel Lisboa não foi titulado de Zulmira, muito menos este fora o nome de sua esposa (Laura) ou concubina. O edifício (ou Castelinho), que ainda se conserva, teve a denominação de Vila Alcida e homenagem, sim, a filha do alcaide. Estimo que este edifício foi construído em 1906. Diversas são as razões, mas duas se destacam. O interesse desse alcaide em “melhorar a rua São Luís com construção de passeios laterais e preparo do leito para receber calçamento”, consoante vulgariza a Comissão Organizadora do Tombo dos Próprios do Município (1922). O outro argumento fundamenta-se no número de edificações, em Manaus, utilizando ferro fundido como alicerces e ornamentos...”

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MANAUS CIDADE SORRISO

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No início do século XX, Manaus era o centro da produção de borracha e imensamente rica, chegando a ocupar a 4ª posição no ranking de cidades mundiais. A abundância de recursos fez da cidade um centro arquitetônico importante, que hoje preserva o maior patrimônio de arquitetura Bélle Époque do país. Depois que a semente da seringueira foi ilegalmente levada para a Malásia, a economia regional entrou em declínio. Com a implementação da Zona Franca de Manaus, em 1967, por decreto de lei federal, a cidade voltou a ter sua economia fortalecida. Hoje, Manaus corresponde a 3,5% do PIB nacional e é a 4ª cidade mais rica do país, apesar de suas grandes desigualdades sociais. Manaus é considerada a principal cidade do norte do país, sendo chamada de "Metrópole do Norte".
Manaus também é conhecida como a "cidade sorriso", pois é terra de uma gente alegre e hospitaleira.
A cidade possui muitas atrações turísticas, englobando prédios históricos, museus, parques e centros de pesquisa abertos à visitação pública, além de atrações naturais como o Encontro das Águas e o Parque Janauary. Há inúmeros hotéis de selva nas proximidades da cidade.
Manaus está em total processo de desenvolvimento urbano: o mercado da construção civil está em plena ascensão e novos serviços já presentes em outros locais do país chegam à cidade aos montes, trazendo um novo ciclo de modernização.
O Distrito Industrial mantém-se ativo e crescendo, especializando-se cada vez mais em novas tecnologias para garantir a sustantabilidade do programa da Zona Franca de Manaus e consequentemente a preservação e uso sustentável da região.
A sinalização de Manaus é precária e sem um bom mapa fica difícil localizar-se fora do perímetro central e na Ponta Negra, regiões mais turísticas da cidade. A Secretaria de Turismo possui diversos pontos de informação pela cidade, onde é possível conseguir material e orientação sobre passeios, hotéis, etc.
Clima - Média de 34º C, quente e úmido (85% média de umidade).
Manaus tem três aeroportos. O principal deles é o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, que recebe vôos internacionais e regionais. Os outros dois aeroportos são o de Ponta Pelada (Aeroporto Militar), e o Aeroclube de Manaus. Para ir ao centro da cidade que fica a 14 km:
Manaus é ligada por via terrestre apenas ao Estado de Roraima e à Venezuela. A rodoviária tem rotas para o interior do estado do Amazonas, Roraima, e Caracas.
Existem linhas de transporte fluvial em todas as cidades entre Tabatinga é Belém.
Jinny Kelly Amazon Tours, tel. 0055 92 9115.3910 ou 0055 92 9158.4212;
[1], [2]
Dependendo da estação do ano, da Venezuela por Boa Vista, mas o transporte essencial é fluvial
Encontro das Águas - A cidade encontra-se na margem esquerda do Rio Negro (água preta e ácida) este rio encontra-se com o Rio Solimões (água barrenta e rica em nutrientes). O encontro das águas é a junção dos dois rios, que tem velocidades e temperaturas diferentes, e, portanto correm 9 km sem se misturarem, criando um espetáculo único da natureza.
Manaus possui um dos teatros mais exuberantes do país e do mundo, o conhecido Teatro Amazonas. O teatro possui quase todos seus objetos e estruturas trazidos e montados de países da Europa, principalmente da França. Até hoje ele é palco de grandes espetáculos.
Parque da Ponta Negra - Ponta Negra é a maior praia fluvial de Manaus e, nos tempos de "seca", sua extensa faixa de areia cria uma enorme e longa praia na orla do rio. Ao longo da orla há restaurantes, bares e sorveterias e também um anfiteatro onde são realizados shows e eventos culturais. Nos fins de semana há uma feirinha de artesanato na orla da Ponta Negra.
Zoológico do CIGS - O zoológico do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva) tem espécies da fauna amazônica, resgatados do tráfico e animais ou deslocados de seu habitat natural. Mamíferos, aves, répteis e quelônios fazem parte das espécies do zoológico. Animais raros, que só existem em cativeiro, como Iraçu-falso e Mutum-do-nordeste também podem ser apreciados. Há ainda animais em risco de extinção como o macaco aranha do peito amarelo. Além de conhecer espécies da fauna amazônica, os visitantes podem visitar lojas de artesanato. As crianças também podem brincar no playground do zoológico. Um passeio pela trilha do CIGS é uma boa opção para quem gosta de caminhar: o trajeto tem três itinerários distintos com cerca de 850 metros cada um.
Centro Histórico de Manaus - No Centro de Manaus encontram-se vários monumentos e prédios históricos, como o Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro (antiga sede do governo), Teatro Amazonas, Igreja da Matriz, Catedral de Manaus, e inúmeras construções da Bélle Époque ainda preservadas e espalhadas pela região. O centro de Manaus concentra um grande número de museus como o Museu do Homem do Norte, Museu de Numismática e Museu do Índio.
Mais afastados do centro estão diversos parques que preservam a flora natural como o Parque do Mindu, onde o visitante pode fazer caminhadas em trilhas e até ver o Sauim-de-coleira, primata em risco de extinção, mas com população significativa dentro do parque. É possível admirar o peixe-boi e tartarugas da Amazônia no Bosque da Ciência, dentro do INPA, ou admirar orquídeas raras no Horto Municipal. Mais distante ainda é a Reserva Florestal Adolpho Ducke, a maior floresta virgem urbana do mundo.

Vir a Manaus significa dar um pulo na Amazônia: existem inúmeros hotéis de selva que oferecem uma diversidade enorme de passeios, desde mais aventureiros até mais relaxantes como: caminhada na selva, pesca, visita às comunidades ribeirinhas, focagem de Jacaré, arvorismo, rapel, boto-terapia, etc.
As maiorias dos hotéis de selva estão localizados no Rio Negro, onde os mosquitos não se proliferam pela acidez das águas escuras, diferente do rio Solimões onde as águas claras, sem acidez porém com muitos nutrientes, atraem muitos mosquitos e consequentemente muito mais pássaros, cobras, e sapos, que formam a cadeia alimentar de animais de pequeno porte.
Manaus tem um número enorme de lojas de artesanato regional e ateliês de artistas locais, principalmente na região central da cidade. São trabalhos que variam de bijuterias rústicas até entalhamentos de madeira e biojóias, sempre com a temática e matéria-prima local.
Amazonas Shopping Center - Inaugurado em 1991, é o mais tradicional shopping de Manaus. Conta com muitas opções na praça de alimentação e diversas lojas âncoras, além de salas de cinema da rede Severiano Ribeiro.
Millennium Center Mall- Considerado o shopping mais luxuoso do norte do Brasil, possui uma praça de alimentação "gourmet" e é frequentado pelas classe mais altas. Recentemente inaugurou 8 salas de cinema da rede Cinemais. O shopping é anexo de um hotel.
Studio 5 Festival Mall- Ideal para quem procura divertimento e entretenimento, possui pistas de boliche e um complexo de cinemas da rede Cinemark, além de academia de ginástica e cervejaria. O shopping é anexo de um centro de eventos e hotel. Possui salas da cinema da rede Cinemark.
Tvlândia Mall- Pequeno porém eficiente, o TVlândia é um centro de serviços. Possui hipermercado, cabelereiro, chaveiro, restaurantes e oito salas de cinemas da rede Cinemais.
Manauara Shopping- Inaugurado em 2009, foi construído com ambiente regional amazonico, além de ser o maior shopping da cidade até o presente momento.
Peixes: - Tambaqui: Um dos mais apreciados da região, suas carnudas costelas, assadas na brasa ou fritas, são de dar água na boca. - Jaraqui: peixe mais popular da região, delicioso quando frito. Há um ditado polular da regiao que diz: Quem come jaraqui, nao sai mais daqui.
Chez Charufe Grill, Endereço: Parque da Ponta Negra, perto do Tropical Hotel. Telefone: 55-(92) 3658-5101 a partir das 17 horas. E-mail:
lincolntz@hotmail.com. Aberto das 18 às 24 horas - fechado aos domingos. Linda vista do Rio Negro. Peixes regionais, paella e churrasco. Ótimo serviço. Cardápios também em inglês, espanhol, francês, alemão e italiano.
Restaurante Galo Carijó. Rua Andradas, Centro
Balada: Ao contrário do que muitos pensam, a cidade possui vida noturno relativamente agitada, predominam casas de forró, MPB e de pop rock.
Alguns pontos:
Porão do Alemão- Melhor fim de noite, rock 'n roll e muita bebida.
Café Cancun- Representação da franquia muito badalada pela high society manauara.
Kabana´s- Nova casa sensação do momento, regado a muito forró e pé de serra.
Hotel Ana Cássia, Rua dos Andradas, 14 - Centro. tel. 92 3303-3637. Localizado atrás do Porto de Manaus. http://www.hotelanacassia.com.br
Hotel Dez de Julho Centro. tel. 92 3232-6280.
http://www.hoteldezdejulho.com.br
Manaus Hotéis - Saint Paul, Rua Ramos Ferreira, 1115 - Centro. tel. 92 2101-3800. Excelente hotel, próximo aos principais pontos turísticos como o Teatro Amazonas e o Porto de Manaus, com apartamentos com TV a cabo, ar-condicionado, cofre. Café da manhã incluso na diária. Aceita todos os cartões. http://www.manaushoteis.tur.br/saint.php
Taj Mahal Plaza, Av. Getúlio Vargas, 215 - Centro. tel. 92 3232-7766.
http://www.grupotajmahal.com.br/plazahotel.html
Tropical Manaus, Av. Coronel Teixeira, 1320 - Ponta Negra. tel. 92 2123-5000.
Apesar da violência crescente em todo o país, Manaus ainda é uma cidade relativamente tranquila. Deve-se tomar o mesmo cuidado que se toma em outras capitais.
Presidente Figueiredo – distante apenas 105 km de Manaus, oferece grutas arqueológicas e cavernas, cachoeiras e ambiente regional típico
Praia do Tupé – local com diversas praias fluviais e serviços básicos
Manacapurú – Festival de Ciranda em Setembro
Parintins – Festival Folclórico em Junho
Maués - Festival do Guaraná
Parque Nacional do Jaú - Expedições partem de Manaus para esta enorme reserva entre Novo Airão e Barcelos. O parque é um sítio do Patrimônio da Humanidade e fica no estado do Amazonas, a 220 km de Manaus
Novo Airão – tem praias fluviais na época da seca e passeios pelo arquipélago de Anavilhanas durante a estação de chuvas.
Fonte - wikipedia

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

BAIRRO DO TARUMÃ

Historia
Por volta de 1657, o Tarumã foi o ponto inicial da colonização da cidade de Manaus. Conforme Mario Ypiranga, o local era habitado por índios Aruaque e Alófila, quando chegou uma tropa de resgate que fincou uma cruz jesuítica e batizou o local com o nome de Missão do Tarumã. Faziam parte dessa expedição frei Teodósio e Pedro da Costa Favela. Este apontado por historiadores como o mais famoso matador de índios da história do Amazonas. O que se sabe é que esta tropa fundou o primeiro núcleo cristão no vale do rio Negro. Moacir de Andrade fala ainda de uma segunda tropa de resgate que voltou para continuar com a colonização e dar início à extração de drogas do sertão, rebatizando o local de Arraial do Tarumã. Este nome vem sendo usado ao longo dos séculos e faz referência ao rio Tarumã, que desemboca na margem esquerda do rio Negro. Conforme alguns escritores, entre eles Moacir de Andrade, em "Manaus, Ruas, Fachadas e Varandas", e Mario Ypiranga Monteiro, em "Roteiro Histórico de Manaus", onde hoje é o bairro, foi o ponto inicial de colonização da cidade, no período áureo da borracha, foi designado a assistir o desenvolvimento da cidade ao seu redor, em detrimento de seu próprio progresso. A área compreendida pelo Tarumã fornecia pedras, areia, carvão e barro para auxiliar o surto de urbanização da cidade, enquanto suas belezas naturais iam sendo destruídas pela exploração desses recursos. A área formada por grandes sítios e fazendas acostumou-se a grandes explosões ocasionadas pelas empreiteiras, que utilizavam bombas para extração de pedras. Para alguns moradores do local, a exploração desses recursos levou à destruição das belas cachoeiras que foram demolidas. A extração foi prejudicial e muitas vezes era um trabalho desumano, mas aquela atividade ajudava as pessoas a conseguirem o seu sustento.
Vocação para turismo
O Tarumã possui hoje infra-estrutura que facilitou o surgimento de muitos restaurantes ao longo da avenida do Turismo, uma importante aliada do desenvolvimento local. Pois, além várias casas noturnas de rock, pagode, um centro de convenções, onde são realizadas festas de classe média, existem também, bares que atraem grande número de moradores de outros bairros. O bairro do Tarumã possui diversos condomínios residenciais fechados, como Parque do Lago, Vitória, Vivenda do Pontal, Condomínio Mediterrâneo, Parque Riachuelo, Residencial Solimões, Vivenda Verde, conhecido pelo balneário, Parque Náutico Bancrevea, Jardim Tarumãzinho entre outros. Encontra-se em sua área o Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes, o Sivam(Sistema de Vigilância da Amazônia), o clube do Cetur, o Previdenciário Clube e o cemitério Parque Tarumã, além de varias indústrias, como de materiais fotográficos e outra de plantas ornamentais. Um pouco mais afastada, a área do Tarumãzinho é uma região do Tarumã que apresenta um enorme contraste em relação aos condomínios fechados, característicos do bairro e longe da avenida do Turismo. Muito pobre com pequenos comércios e feiras, o Tarumãzinho tenta sobreviver às transformações urbanas que levaram à degradação de seu único bem: a natureza exuberante. A degradação ambiental destruiu grandes atrativos turísticos existentes no bairro, como as inúmeras cachoeiras, que proporcionaram diversão aos antigos moradores e freqüentadores dos balneários de outrora e, hoje, ou estão poluídos ou não existem mais. Como é o exemplo da Ponte da Bolívia, que fica próximo à barreira da Polícia Militar, da saída da cidade para BR-174 e AM-010. Ela servia de balneário para muitos moradores dos bairros próximos e de outras partes da cidade, porém, na década de 1990, o balneário foi desativado e decretada a proibição da entrada de pessoas nas águas poluídas.
Localização
Situado na Zona Oeste da cidade, o Tarumã possui 8243.25 hectares de área, o que o torna o bairro com maior extensão territorial de Manaus, fazendo fronteira com Ponta Negra, Lírio do Vale, Planalto, Redenção, Bairro da Paz, Colônia Santo Antonio, Novo Israel, Colônia Terra Nova e Santa Etelvina. O bairro tem 300 logradouros, entre ruas, avenidas, alamedas, estradas, ramais e vias, que vêem crescendo com o decorrer da expansão territorial de Manaus.
Fonte: Jornal do Commércio

TARUMÃ & TARUMAZINHO - PASSADO E PRESENTE

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Fotos - atuais e colagem com as antigas - J Martins Rocha

sábado, 1 de agosto de 2009

UMA NOITE DE INSÔNIA

O relógio digital da minha cabeceira marca 02 h 31 mim 10 seg., sexta-feira de uma madrugada sem sono! O que fazer com esta insônia? Ler, lembrar do passado, ridicularizar o presente ou viajar para futuro! Não sei o que fazer, estou entediado, talvez seja melhor esperar o sono chegar, mas ele não chega! Terei que fazer alguma coisa, mas o que? Acho melhor escrever, mas escrever o quê e sobre quem? Lá vêm as dúvidas! Acho melhor ligar esta poderosíssima ferramenta - o notebook! Por que não pegar o tradicional papel e a caneta? Não sei, mas quem tem cão, não caça com gato, diz o ditado popular! Será? Não importa, terei que escrever independente dos meios!Fiquei a pensar: tenho muitos assuntos para escrever, porém, ainda não dominei a nossa língua culta, que vergonha para um caboclo cinqüentão! Vem o consolo: estou no mesmo barco com a grande maioria dos brasileiros, não conhecemos profundamente o nosso idioma; falar é fácil, o coloquial é uma beleza, mas escrever o português de Camões, a coisa toda muda! Lembrei que tenho um blog – diário gratuito na internet – publico fotos da nossa Manaus antiga e contemporânea, escrevo por linhas tortas as minhas travessuras da infância, adolescência, adulta e da idade feliz. Antigamente, utilizavam-se as cartas manuscritas, o telegrama, a caixa postal dos correios e o telex; na atualidade, a crista da onda é o e-mail, o celular multifuncional, o blog, o messager, o Orkut, a internet e a intranet, et cetera e tal! O importante é escrever, errado ou pouco certo do português culto. Acredito que, independente dos meios tecnológicos, deveremos expor as nossas idéias, criticas, aplausos, conselhos, etc.; enfim, escrever alguma coisa. Por falar nisso, o que mesmo que eu ia escrever? Sei lá! Acabei escrevendo sobre nada; mas o importante é escrever, mesmo sem ter assunto. Sabe de uma coisa, ao escrever voltou o sono; vou dormir, amanhã escreverei alguma coisa interessante ou não; boa noite! Desculpe-me, bom dia!