segunda-feira, 29 de abril de 2013

FRONTISPÍCIO DE UMA ANTIGA RESIDÊNCIA DE MANAUS


FRONTISPÍCIO DE UMA ANTIGA RESIDÊNCIA LOCALIZADA NA RUA PEDRO BOTELHO, CENTRO ANTIGO DE MANAUS - UMA OBRA-PRIMA DOS ARTISTAS DE ANTIGAMENTE - ESTA CASA PERTENCIA (OU PERTENCE) A FAMÍLIA BULBOL, PORÉM, NÃO ESTÁ RECEBENDO O DEVIDO CUIDADO!

FOTOGRAFIA: ROCHA

INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT DO AMAZONAS



O Instituto Benjamin Constant (ICB) foi concebido e construído pelo engenheiro militar e governador do Estado do Amazonas, o Dr. Eduardo Gonçalves Ribeiro, em 1894, em plena fase áurea de borracha (1890 a 1910) – fica localizado na Rua Ramos Ferreira, 991-A, centro de Manaus, com o prédio tombado através do Decreto numero 11.190, de 14.06.1988.


Antes de tornar-se o IBC, no local abrigou várias instituições, como o Museu Botânico do Amazonas, uma maravilha criada pelo botânico Joaquim Barbosa, em 1884 e, fechado em 1888 – e o Orfanato, para meninas com idade entre seis e quatorze anos, elas ficavam por lá até os vinte e um anos, recebendo uma educação com base na cultura religiosa.


Funcionou como Colégio Estadual do ensino fundamental (até a 8ª série) e, atualmente, uma parte abriga o IBC - Instituto Benjamin Consta, do CETAM - Centro de Educação Tecnológica do Amazonas e, outra parte foi desmembrada, formado dois colégios do ensino médio e fundamental, com entrada pela Rua Tapajós.



O nome IBC foi uma homenagem que fez o Governador Eduardo Ribeiro ao político e militar brasileiro, o General de Brigada Benjamin Constant (1833-1891), sendo o criador da expressão “Ordem e Progresso” constante na nossa Bandeira Brasileira. Teve um papel importante no processo da Proclamação da República, considerado o fundador da república. Foi diretor por muitos anos do Instituto dos Meninos Cegos, no Rio de Janeiro, e, em sua homenagem, passou a chamar-se também de Instituto Benjamin Constant.



Em 2012 o IBC entrou em reformas, com um contrato de um milhão e meio, feito pelo Governo do Estado do Amazonas e a Construtora Carramanho Ltda. – por ser um prédio tombado pelo IPHAN, os engenheiros iniciaram os trabalhos sem autorização ou acompanhamento do órgão fiscalizador do patrimônio histórico, ocasionado o embargo da obra, sendo somente retomado em abril de 2013. É isso ai.


Fotos coloridas: Rocha

sexta-feira, 26 de abril de 2013

JARAQUI, O JARACA PARA OS MANOS DE MANAUS




O Jaraqui tem um nome complicado, conhecido no meio científico como “Semaprochilodus”, para os meus manos caboclos é apelidado simplesmente por “Jaraca”!

Por ser o peixe mais abundante e barato no Estado do Amazonas, o mais abastados falam que é comida somente de pobre! Puro preconceito! Alguns deles comem Jaraqui e arrotam Bacalhau!

É mano velho, não troco o meu Jaraca por nada, para matar a saudade fui ao templo do peixe, o Restaurante Galo Carijó, situado na esquina da Rua dos Andradas com a Rua Pedro Botelho, centro antigo de Manaus. O estabelecimento estava lotado, assim mesmo fiz logo o meu pedido: Jaraqui frito com os acessórios (baião de dois, farinha ova, tucupi, pimenta murupi, limão, sal e azeite de oliva).

Fiquei na espera de uma mesa, um olho no peixe e outro no “Felis cattus domesticus” (se bobear o gato leva!). Assumi a primeira mesa que desocupou, fiquei naquele martírio, esperando o meu manjar. Dois senhores se aproximaram e pediram para sentar à mesa, concordei gentilmente; começaram a falar sobre negócios, com sotaque de nordestino, o papo envolvia muita grana nas transações; tinha que ouvir aqueles indivíduos fanfarrões.

A garçonete veio ao meu encontro e perguntou: - Eles estão com você? O pedido também é Jaraqui? Antes de responder que não, um deles foi logo detonando: - Não gosto desse peixe, amazonense é que come isso ai (com ar de desprezo), quero um Tucunaré bem grande. Fiquei engasgado antes de o jaraca chegar; pensei com os meus botões: – Dou uma dura nesses palhaços ou me mudo de mesa? Optei pela segunda opção.

O meu peixe estava saboroso, enquanto comia olhava para os forasteiros, notei que um deles estava envergonhado da declaração infeliz; talvez o Tucunaré estivesse entrando quadrado; quem sabe na próxima vez irá fazer o seguinte pedido: - Um Jaraca com baião de dois, por favor! Não sou amazonense, mas comi o jaraqui e não saio mais daqui, nem com nojo de pitiú!

Olha o peixe ai minha gente!
Curimatã, Piranha Preta e Jaraqui
Traz o Tambaqui
Pra comer com Farinha e Tucupi
Venha logo!
Embarca nesse grande canoa
Que acordou o sapo
Um cantor de lagoa
Larga a batida do som Play Tecno
E vem dançar o Jaraqui Psicodélico

Elon Veleiro

Na terra do Jaraqui
Ninguém me contou
Eu mesmo vi
Sinal da globalização suicida
Um curumim Baré
Comendo Yakissoba com Hashi
No lixo da Feira, Nossa Senhora!
Da Aparecida

Marcos Santos


Foto: J Martins Rocha

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: CENTRO CULTURAL PALÁCIO DE JUSTIÇA

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terça-feira, 23 de abril de 2013

VISITA DO LUTHIER ROCHINHA A OELA


O luthier Rubens Gomes veio para Manaus com a missão de fazer oficinas de lutheria no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (CAUA) e, certa vez, fez uma visita ao meu pai, o luthier Rochinha, os dois tornaram-se grandes amigos, afinal, militavam na mesma profissão de confecção de instrumentos de cordas – no entanto, quando se conheceram, o Rochinha já estava doente e não podia mais trabalhar - o Rubens fez questão de fazer uma reforma no último violão do grande mestre e, este fez uma visita a Escola de Lutheria do Amazonas (OELA), poucos anos antes de falecer.

No meu velho automóvel da marca Santana/VW acomodei o meu pai e a sua cadeira de rodas (ele teve um AVC e estava com sequelas), fomos até o bairro do Japiim, onde já estava nos esperando o repórter fotógrafico Robervaldo Zezinho e, rumamos para o bairro Zumbi II.

Era um sábado de manhã, o Rubens convocou todos os estudantes da sua OELA para receberem a visita do respeitado luthier Rochinha – foi uma troca valiosa de informações, com o mestre sendo reverenciado pelos jovens iniciantes na arte da luteria.

Segundo o sitio da OELA www.oela.org.br “Desde 1998, a OELA promove aos adolescentes, jovens e a comunidade da zona leste de Manaus, bairro Zumbi II, o sonho de transformar vidas, incentivando a cidadania e construindo ideias sustentáveis. Nos seus 15 anos de existência, a OELA desenvolve ações voltadas para a educação profissionalizante, respeitando os princípios da utilização racional e sustentável dos recursos naturais da região, contribuindo para a formulação de políticas públicas que atendam aos direitos e necessidades dos povos da Amazônia”.

Depois do encontro na OELA, fomos almoçar um “galeto assado” e tomar algumas geladas – dias depois, o Rochinha passou mal, teve que operar da próstata, vinda a faleceu alguns anos depois.

Esta postagem é dedicada a luthier Rubens Gomes, aos jovens estudantes da OELA e ao mestre Rochinha. É isso ai.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

BANHO NATUREZA VIVA


Com a construção da Ponte Rio Negro, o pessoal de Manaus atravessa todos os finais de semana, em busca de lazer, praias e muito diversão do outro lado do rio – apesar de estarmos no inverno (período das chuvas) e na época da cheia dos rios, ainda é possível encontrar alguns pedaços de praia, mas, poucas pessoas sabem onde encontrá-las e, um desses paraísos escondidos fica na Vila de Paricatuba, chama-se Banho Natureza Viva.

Para quem não dispõe de automóvel, o ônibus Manaus-Paricatuba fica estacionado ao lado direito da cabeceira da ponte (terminal de ônibus da Vila Marinho), sai todos os finais de semana, sempre às dez da manhã e, retorna às cinco da tarde, com a passagem de ida no valor de R$ 5,00 (cinco reais).

No Km 20 da Estrada AM-070, o viajante deve dobrar a direita e, entrar num ramal de 10 quilômetros de extensão, indo até a beira do rio, num lugar conhecido como Lagoa de Paricatuba   - existem dois barcos de popa para fazer a travessia, com o pagamento de apenas dois reais a ida e volta, com um trajeto de apenas dois minutos.

O local pertence à União, mas, um empresário irresponsável comprou aquelas terras de particulares, para fazer um estaleiro, colocou diversas balsas e, provocou vários danos ambientais, com a derrubada de várias árvores (algumas ainda permanecem caídas na praia) – foi multado e obrigado a retirar as suas embarcações.

Uma família moradora da Vila de Paricatuba solicitou permissão dos órgãos ambientais e, instalou um restaurante, ficando responsável pela preservação e limpeza da praia – no entanto, vez e outra, o proprietário das terras, faz ameaças à família do Arilson (a responsável pelo Banho Natureza Viva).

O local possui um restaurante todo equipado, com várias mesas e cadeiras de madeira espalhadas pela praia; uma grande barraca e muitas árvores, onde é possível atar redes para se embalar e curtir a natureza numa boa – a praia de areia branquinha é um convite para um bom mergulho nas águas do Rio Negro.

O restaurante tem como forte o peixe assado na brasa – ele é tocado pelo Arilson, esposa, filhos e primos – o único que não é da família é o Magalhães, mais conhecido por “Magalha” – ele é o “faz tudo”, pois além de garçom, faz ainda o papel de relações públicas, vigia e caseiro (dorme no próprio restaurante) – segundo o RP, o estabelecimento é aberto de domingo a domingo e, caso o visitante queira pernoitar, basta levar rede ou barraca, pois lá é calmo, tranquilo e com muita segurança – somente não aceita que leve bebidas e comidas (este é meio de sobrevivência da família), muito menos fazer fogo para se aquecer ou fazer assado, pois é proibido pelos órgãos ambientais.

Uma coisa interessante, o restaurante somente é aberto na cheia do Rio Negro, pois na vazante, o local fica inacessível, com muita lama pelo caminho – funcionando somente seis meses, obrigando os donos do estabelecimento, a montarem uma pequena barraca na Praia de Paricatuba, onde passam os outros seis meses do ano.

Para maiores informações, os interessados podem ligar para os seguintes números: 92 9949-3501 (Arilson) e 9358-8173 (Nunes). É O Banho Natureza Viva. E viva a natureza, viva!

Foto: Rocha

BLOGDOROCHA: A NOSSA ETERNA REDE DE DORMIR

BLOGDOROCHA: A NOSSA ETERNA REDE DE DORMIR: A rede de dormir foi um invento dos indígenas da América do Sul - no Brasil, era conhecida por “Hamaka”, sendo a palavra “rede”, utiliza...

sábado, 20 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: ETELVINA GARCIA*

BLOGDOROCHA: ETELVINA GARCIA*: Mãna Manaus Querida mãna Etelvina O teu amor pela terra É sopro, é luz divina Límpida e clara Qual o sol do meio dia És descendente de ...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

LANÇAMENTO DO DVD “SONHO DO ARTISTA” – ROBERTO MAKASSA & KÁTIA MARIA


No próximo dia 05 de Maio, está previsto o lançamento do DVD “Sonho do Artista”, no Riacho Sertanejo (propriedade da Dona Helena), situado na Av. Professor Nilton Lins (Estada do Aeroclube) – por ser um domingo, o show será das 12 às 17h, com a apresentação de vários artistas amazonenses, a entrada será a compra do referido DVD, no valor de R$ 20,00 (vinte reais) – o produto da venda desse trabalho, será destinado à viúva do Makassa, a Dona Edilene e, para a cantora Kátia Maria.

O DVD foi gravado no Teatro Amazonas, no dia 15 de Setembro de 2012, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, através da Secretária de Estado de Cultura (SEC) – com a produção e direção geral do músico Manoel Passos e, filmado e editado pela Preview Produções.

A cantora amazonense Kátia Maria, certa vez, perguntou ao cantor pernambucano Roberto Makassa, qual o seu sonho e, ele respondeu que era um dia cantar no Teatro Amazonas – a partir daí, a nossa Kátia começou um batalha nos bastidores para conseguir levar a frente esse sonho e, o Robério Braga, Secretário de Cultura, se sensibilizou e, autorizou o evento.

A Kátia Maria, começou a ficar reconhecida pelas autoridades ligadas à cultura do Amazonas, quando recebeu várias homenagens, como Rainha do Rádio e, em 2002 foi homenageada no espetáculo Mulheres do Brasil, realizado no Teatro da Instalação, com a participação das cantoras Lucilene Castro, Lucinha Cabral, Márcia Siqueira, Fátima Silva, Sinara Nery e Cristina de Oliveira  - recebeu da Rádio Difusora do Amazonas o Microfone de Ouro, em comemoração aos 60 anos da referida rádio.


O cantor Roberto Makassa nasceu em Garanhuns, no agreste pernambucano, ficou famoso na década de 80, participou de vários programas de calouros, incluindo o “Clube do Bolinha”, na TV Bandeirantes – fez shows na Argentina, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Europa e Japão.

Tornou-se um “amazonense de coração”, trouxe a família para Manaus, onde viveu por mais de trinta anos. Era diabético, ficou sem visão e, teve câncer de próstata, vindo a falecer em fevereiro de 2013 – não teve a oportunidade de ver o seu DVD “Sonho do Artista”, o seu último show, exatamente onde sonhava cantar, no Teatro Amazonas.

Todos estão convidados. Valeu, Kátia Maria, pela força! Valeu, Roberto Makassa, o sonho do artista foi realizado!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: AÍ SE O MEU FUSQUINHA FALASSE!

BLOGDOROCHA: AÍ SE O MEU FUSQUINHA FALASSE!: Comecei a paquerar o meu fusca no ano de 1976, consegui casar em 1979 e, separei em 1989, foram 10 anos de uma bela convivência. Trabal...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

JÓIAS RARAS ESCONDIDAS POR DETRÁS DE PLACAS COMERCIAIS





1.   Este magnífico prédio fica na esquina da Rua Lobo D´Almada com a Rua Saldanha Marinho, depois de muitos anos escondido com placas de alumínio, onde o proprietário achava mais bonito escondê-lo e mostrar uma fachada de mau gosto, resolveu arrancar tudo e, mostrar essa joia escondida – ainda não foi feito nada, mas, quando estiver todo pintado e revitalizado, com certeza, atrairá mais a atenção dos clientes que passarão por aquelas imediações – fica o exemplo para outros empresários!  

2.   Fica na esquina da Rua Joaquim Sarmento com a Rua Saldanha Marinho, neste local funcionou a Braga & Cia e Lojas Populares, da família Braga (pai e tios do Senador Eduardo Braga), atualmente, serve com uma das lojas do Supermercado DB – como se pode ver, ele está simplesmente abandonado, clamando por uma pintura!

3.   Fica também na mesma esquina do segundo (lado oposto), o proprietário deu uma pintura, mas, as malditas placas “comerciais” enfeiam um prédio da nossa Manaus antiga.

Fotos: Rocha

BLOGDOROCHA: COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO DE MANAUS

BLOGDOROCHA: COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO DE MANAUS: Assim como ninguém esquece a primeira namorada, o primeiro beijo e, a primeira “zagaiada”, também não esquecemos o primeiro colégio. O ...

terça-feira, 16 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: O VIOLÃO DO ROCHINHA, O ÚLTIMO DOS MOICANOS

BLOGDOROCHA: O VIOLÃO DO ROCHINHA, O ÚLTIMO DOS MOICANOS: Passei dezessete anos da minha vida, ajudando o meu saudoso pai, no nobre oficio de fazer instrumentos de cordas, dez deles, foram dedicado...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

LANÇAMENTO DO CD “DEI DUE MONDI”


     

Recebi um convite da minha amiga Maira Dessana (professora de música do Colégio Adalberto Valle) para ir ao lançamento do CD “Dei Due Mondi” (De Dois Mundos), da “Amazonas Baroque Ensemble”, no sábado passado, no Teatro Amazonas – fiquei duplamente grato, pois, finalmente, comecei a gostar de música clássica e, por ter conhecido o pai do maestro Márcio Páscoa (coordenador do grupo musical), o artista plástico Álvaro Páscoa -, foi tudo de bom e do melhor. 

Tive três fortes emoções no decorrer do espetáculo, primeiro, foi a presença maciça do público e, principalmente, das crianças e dos jovens, pois estavam bem comportados e vibraram muito no final de cada apresentação – segundo, com a maravilhosa interpretação da soprano Miriam Abad, ela deu um show a parte, sendo aplaudida do começo ao fim e, por último, da ovação do público no final da apresentação, todos em pé, bateram muitas palmas para a apresentação do conjunto.

O CD contém um trabalho de pesquisas e resgate da música barroca, um reencontro de dois mundos, o luso-brasileiro, o passado e o presente, o ideal e o real – mostrando um trabalho que estava escondido nas bibliotecas de Portugal e Espanha, trazendo as novas gerações os escritos de David Perez (1711-1778), José Palomino (1755-1810), Gaetano Maria Schiassi (1698-1754) e Antonio Leal Moreira (1758-1819).


A ”Amazonas Barroque Ensemble” é formada pela Miriam Abad (soprano), Márcio Páscoa (flauta transversal barroca), Gustavo Medina (violino barroco), Bárbara Soares (violino barroco), Gabriel Lima (viola barroca), Oxana Sagaydo (violoncelo barroco), Silvanei Correia (contrabaixo), Vanessa Monteiro (cravo) e Mário Trilha (cravo solista). O CD está à venda na Loja do Teatro, com o preço de R$ 40,00 (quarenta reais) e, segundo um livreto que acompanha o trabalho, o histórico da banda é a seguinte:

É um grupo de músicos que compõe ainda a Orquestra Barroca do Amazonas, dentre outros agrupamentos. São provenientes de países diferentes, com ampla formação e experiência profissional e se dedicam ao repertório inédito ou pouco conhecido do ambiente luso-brasileiro do século XVIII e sua área de influência cultural. Tal repertório aqui presente foi obtido em atividades científicas apoiadas pela FAPEAM (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do amazonas) desenvolvidas no Laboratório de Musicologia da Universidade Estadual do Amazonas, ou através de musicólogos associados, pelo que agradecemos. O grupo tem se apresentado em diversas cidades de Portugal, Espanha, Itália e Brasil, participando ainda de festivais diversos, quer no campo instrumental ou na música sacra e na ópera, dentre o que se destaca a premiére moderna no Brasil de Guerras do Alecrim e Mangerona (1737), de Antonio José da Silva (1707-1774), em 2010. O grupo tem colaborado com artistas diversos, no intuito de valorizar o repertório que aborda e os intérpretes que a ele se dedicam”.

Valeu a pena ter participado do evento, espero que o público prestigie o grupo, comprando o CD, além da parceria das empresas e instituições públicas para não deixarem morrer este projeto de pesquisa e resgate da música barroca. É isso ai.
  

domingo, 14 de abril de 2013

FLAVIANO LIMONGI, O PATRIARCA


Foi o primeiro presidente da Federação Amazonense de Futebol – FAF, no período de 1967 a 1974, tendo como vice o Coronel Jorge Teixeira (foi Prefeito de Manaus e Governador de Rondônia) -, no mundo esportivo amazonense é conhecido como “O Patriarca”.

Quando se fala na história do nosso futebol, sempre vem a nossa mente os nomes de Flaviano Limongi, Carlos Zamith, Arnaldo Santos, Belmiro Vianez, Amadeu Teixeira, Waldir Corrêa e Orlando Rebelo, são considerados os “Top of Mind” do futebol amazonense.

O nosso querido Flaviano Limongi, foi homenageado pelo Senado Federal, em 2006, através do senador tucano Artur Virgílio Filho, pela passagem dos seus oitenta anos de idade, foi requerido o Voto de Aplauso, em decorrência da sua valorosa contribuição ao futebol amazonense.

O Patriarca do futebol amazonense foi também um grande folião – desfilou por mais de 40 anos no Bloco da Mocidade – a agremiação era formado por intelectuais, jogadores de futebol e comerciantes, saiam de uma Serraria, no bairro de Educandos até a Avenida Eduardo Ribeiro.

Foi também colunista do jornal A Crítica durante cincoenta anos, com a famosa coluna Bazar, além de jornalista, era locutor esportivo - militou também na área jurídica, sendo um renomado advogado trabalhista.

O Flaviano Limongi faleceu hoje. Os cartolas e os dirigentes da FAF devem parar para refletir, e, se espelharem na figura do nosso querido e amado “O Patriarca”. Valeu!

Fotografia: retirada do Bau Velho, onde o Patriarca aparece entre o Carlos Zamith e Arnaldo Santos, numa tarde de futebol no Estádio Vivaldo Lima. Estamos torcendo para a Arena da Amazônia seja batizada de Arena Flaviano Limongi.

sábado, 13 de abril de 2013

HOMENS QUE FIZERAM HISTÓRIA NO AMAZONAS (I)


J. G. ARAÚJO - Na minha adolescência tive a oportunidade de conhecer diversos empreendimentos do mega empresário J. G. Araújo, a sede da empresa ficava na Rua Marechal Deodoro, centro de Manaus; o homem nadava em dinheiro, inclusive mandou fazer uma grande calçada, feita totalmente de borracha. Conheci também uma bela casa que pertencia ao empresário, fica bem na entrada da Vila Amazônia, em Parintins (AM); tive também a felicidade de entrar na sua antiga residência, no Largo de São Sebastião, o local funciona o ateliê Renato Araújo e pertence ao governo do Amazonas, dizem que nos porões dessa casa, o famoso cineasta Silvino Santos revelou os negativos do filme “No Paíz das Amazonas”, rodado em 1922. Presenciei, também, um grande incêndio em um prédio do J. G. Araújo ficava na Rua Marechal, virou cinzas uma grande parte da memória de Manaus, diz as más línguas que o fogo foi de origem criminosa, o famoso “turco-circuito”.






JONATHAS PEDROSA – Um médico baiano que adotou o Amazonas como sua terra – nasceu em 8 de Abril de 1848 e, veio para Manaus em 1876, onde trabalhou como 2º Tenente-Cirurgião do Corpo de Saúde do Exército. Quando deu baixa, foi convidado para ser o Inspetor de Saúde (atual Secretário de Saúde). Foi também professor da língua francesa, no Liceu Amazonense (atual Colégio Estadual D. Pedro II); Diretor da Escola Normal (atual IEA), Diretor Geral da Instrução Pública (atual Secretaria de Educação) e foi o fundador do Colégio Ateneu Amazonense. Envolveu-se na política, sendo um dos fundadores do Partido Republicano, foi duas vezes Senador da República e, chegou a governar o nosso Estado (1913/1917). Conheço um dos seus descendentes, o Pedrosa, um cara que freqüenta o Bar Caldeira – segundo o meu amigo, o seu tataravô morava na Avenida Joaquim Nabuco, numa bela casa onde, hoje, esta estabelecida a sede do Grupo Simões. Em sua homenagem, os políticos batizaram uma rua denominada Rua Jonathas Pedrosa, com início na Rua Major Gabriel e vai até a Avenida Álvaro Maia. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: OS BALNEÁRIOS DE MANAUS

BLOGDOROCHA: OS BALNEÁRIOS DE MANAUS: A leitora Darling Daniele, acadêmica de Turismo, mandou-me um e-mail solicitando informações sobre os balneários existentes em Manaus e os ...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: LUCINHA CABRAL

BLOGDOROCHA: LUCINHA CABRAL: A cantora e compositora Lucinha Cabral, amazonense da gema, possui o orgulho de ser cabocla, o amor pela suas raízes e, pela cultura da ...

sábado, 6 de abril de 2013

BLOGDOROCHA: CACHOEIRA DE PARICATUBA

BLOGDOROCHA: CACHOEIRA DE PARICATUBA: Sábado passado, rumamos em direção a Vila de Paricatuba, com a intenção de conhecer a Cachoeira de Paricatuba. Fui com um ami...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O GUARANÁ BARÉ


Como todos sabem, o war´ná (árvore que cresce apoiada em outra, em tupi) é um cipó originário da Amazônia, de onde se obtém um refrigerante de sabor doce e agradável e, baré uma tribo que se estendia de Manaus até o médio e alto Rio Negro.

O Guaraná Baré é uma marca genuinamente amazonense, fez historia no nosso Estado do Amazonas e, com o tempo passou para os domínios do conglomerado AMBEV, sendo reconhecido nacionalmente.

A empresa que, originalmente, engarrafava o guaraná, chamava-se Fábrica Baré Limitada, situada a Rua José Clemente, nº 404, no centro antigo de Manaus – atualmente, o local é ocupado por uma agência da Caixa Econômica Federal.

Era considerada uma bebida saborosa, tônica e refrigerante, preparado com o legítimo guaraná de Maués, segundo alguns “O Melhor do Mundo!” – nos comerciais vinculados nos jornais da época, era comum esta nota “Tome Nota. Nota Tome. Não há nada como a fé. O homem fica mais homem. Quando se toma Guaraná Baré” – isto já demonstrava o poder do guaraná em dar tesão aos homens  brocha!

Com o tempo, o guaraná passou para os domínios da Companhia Antarctica Paulista, sendo comercializado em todo o Brasil e, em 2000, com a fusão dessa empresa com a Companhia Cervejaria Brahma, resultando na criação da Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), o Baré ficou mais restrito o seu consumo na região amazônica.

O Guaraná Baré conseguiu alcançar um maior vôo, sobressaindo aos seus concorrentes, o guaraná “Magistral e Luzeia”, o que nos enche de orgulho (os manauaras, filhos dos índios barés), pois “Guaraná Baré é Baré Mesmo!”. É isso ai.   

quinta-feira, 4 de abril de 2013

XVII FESTIVAL AMAZONAS DE ÓPERA


Texto da Secretária Estadual de Cultura do Amazonas


Ópera para todos os públicos. Este é o objetivo do Governo do Amazonas, que por meio da Secretaria de Estado de Cultura, volta a oferecer o serviço de audiodescrição e tradução em Libras, no 17º Festival Amazonas de Ópera (FAO), para aproximar as pessoas com deficiência a esse grande evento cultural do Estado.

Ao todo, cinco óperas serão apresentadas com linguagem para pessoas com deficiências visual e auditiva, sendo que quatro serão no Teatro Amazonas: no dia 20 de abril, “Rei Roger” inicia as apresentações; “Um Baile de Máscaras”, no dia 1º de maio; “As Aventuras da Raposa Astuta”, no dia 2 de maio; o aclamado “Parsifal”, no dia 19 de maio, e por fim, “O Morcego”, no dia 26 de maio, no Centro Cultural Largo de São Sebastião.

Além da audiodescrição e tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), os espaços onde as óperas serão apresentadas disponibilizam rampas de acesso, banheiros acessíveis e lugares reservados para cadeirantes.

O sistema audiodescrição, que foi lançado no 13º Festival Amazonas de Ópera, funciona por meio de fones de ouvidos, por meio dos quais é feita a descrição simultânea do que acontece em cena.

Já a tradução pelo sistema de Libras será feito via projeção em tela. Este serviço foi implantado pela Secretaria de Estado de Cultura no Concerto de Natal de 2009. Desde a 14º edição do FAO esses sistemas funcionam em conjunto, fazendo com que toda a grandiosidade artística da ópera chegue a todos.

ERMANNO STRADELLI



Esta matéria do Jornal do Commercio me fez lembrar o Paulo Mamulengo, o Conde Stradelli de Paricatuba. Inclusive já foi rodado um filme, onde o meu irmão Paulo De Tarso Oliveira faz o papel principal do Conde.

terça-feira, 2 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

VISITA AO BALNEÁRIO DO RIO PRETO DA EVA



Fui convidado por uns vizinhos para conhecer um sítio localizado no Km 52, da AM-010 (Manaus-Itacoatiara) – pegamos um ônibus da Linha 430 (Colônia Japonesa) e, no final, pegamos outro coletivo da Tubarão Turismo (vai até o Rio Preto), paramos no ramal da "Comunidade Deus É Por Nós”, seguimos uns quinze minutos à pé – pernoitei por lá e, bem cedo peguei a estrada, para visitar, pela primeira vez, o Balneário do Rio Preto da Eva.

Para quem não sabe, este município foi fundado em 1961, através da Lei nº 1, de 12 de Abril de 1961, com o nome de Eva, sendo rebatizado, em 1981, com o nome atual, com o “Preto” em homenagem ao rio (de águas pretas) que banha a cidade e, “da Eva” em decorrência dele desembocar no Paraná da Eva – a cidade fica a 84 km de Manaus.




Pois bem, a primeira impressão é a que fica e, a minha foi das melhores possíveis: ela possui uma pequena rodoviária, bem limpa e organizada, com um comércio muito bom; existem vários casas de “Café Regional”, todas limpas, com decorações típicas da nossa região amazônica e, com um balneário imenso, bem estruturado, além de um bom atendimento.



Por ter chegada às onze horas e comprado a minha passagem de volta para as três e meia da tarde, tinha que aproveitar ao máximo – escolhi uma barraca para comer um peito de frango assado na brasa e, tomar as minhas geladas.


A principio pensei que a água estava quente, além de toldada, mas, quando entrei, senti que estava geladíssima, uma maravilha, com uma forte correnteza e, a sua cor um pouco turva era por existir naquele local muita tabatinga no fundo do leito do rio.



Fiquei feliz ao ver uns jovens que estavam pulando da ponte, pois já fiz muito isto na minha juventude, quando pulava da Primeira Ponte da Avenida Sete de Setembro - eles são felizes e, talvez, não saibam disso: são novos, com muito tempo pela frente, além de curtirem um rio que ainda não está poluído.


Hora de voltar, comprei doces de goiabada, tucumãs da melhor qualidade e rapaduras, os quais fiz a distribuição de alguns deles para os passageiros do ônibus – deu para dar um cochilo até Manaus - ainda tive tempo para fazer um “pit stop (uma parada técnica)” no Bar Caldeira.

Vale a pena ir até o município de Rio Preto da Eva e, passar um final de semana no seu principal balneário. É isso ai.

Fotos: J Martins Rocha