quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CARTA AO JORGE TUFIC

Jorge Tufic, o meu nome é José Martins Rocha, sou um caboclo de Manaus, tenho um blog denominado BLOGDOROCHA, voltado para a cultura amazônica, cheguei até você através do poeta e escritor Rogel Samuel. Estou sabendo que você acabou de fazer 80 anos de vida, que coisa boa e bonita! Parabéns, meu amigo!

Não sei se você foi homenageado em Manaus, caso negativo, irei fazê-lo agora, neste pequeno espaço.

Jorge Tufic, um brasileiro de Sena Madureira (Acre), nasceu poeta, pois o poeta não se faz, ele já nasce feito! Morou e produziu muito na cidade de Manaus, foi agraciado, em 1976, como “O Poeta do Ano”, homenagem do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas.

Foi um membro ativo do “Clube da Madrugada”, da Academia Amazonense de Letras, da União Brasileira de Escritores e do Conselho Estadual de Cultura. A data maior do Estado do Amazonas é no dia 5 de Setembro, na qual se comemora a sua liberdade política – Jorge Tufic foi a pessoa que fez a letra do “Hino do Amazonas”, que coisa bonita ele escreveu: “Amazonas, de bravos que doam. Sem orgulho, nem falsa nobreza. Aos que sonham seu canto e lenda. Aos que lutam mais vida e riqueza”. Palmas, muitas palmas para o Amazonas e para o Jorge Tufic!

Ele foi um funcionário público, ao se aposentar mudou-se para Fortaleza, onde passou a exercer integralmente a literatura. Escreveu "Varanda de Pássaros",  "Poema-Coral das Abelhas", "Agendário de Sombras", "Trinta Anos de Clube da Madrugada", "Chão Sem Mácula", "Sonetos de Jorge Tufic" e outros tantos.

Jorge Tufic, que Deus o proteja. Parabéns pelos seus oitenta anos! Valeu! 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

RIO HAMZA


O Rio Hamza é uma das descobertas mais importantes da última década e, foi realizada pela professora amazonense Elizabeth Tavares Pimentel, trata-se de um imenso rio que passa por debaixo do Rio Amazonas, numa profundidade calculada em 4.000 metros.


Os resultados preliminares desse trabalho de descoberta foram demonstrados no 12º. Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, realizado em agosto de 2011, no Rio de Janeiro.


A Elizabeth Tavares é professora da UFAM e coordenadora dos Cursos de Ciências Matemática e Física do Instituto de Educação, Agricultura e Meio Ambiente, localizado no Município de Humaitá. Faz também o seu doutorado no Observatório Nacional (uma das mais antigas instituições de pesquisas, sediado no Rio de Janeiro).


A ilustre professora fez as suas pesquisas em conjunto com o cientista Valiya Mannathal Hamza, da Coordenação de Geofísica do ON, preferiu não entrar para a história como seu nome, fez uma homenagem ao cientista e orientador da pesquisa, dando o seu nome ao rio descoberto.


As suas pesquisas foram fundamentadas nas análises de dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobrás, nas décadas de 1970 e 1980, na Região Amazônica. 


Para ser ter uma ideia da dimensão desse rio, a pesquisadora fez a seguinte comparação com o Rio Amazonas:


RIO                   VAZÃO M3/S          LARGURA KM         VELOCIDADE
AMAZONAS            133                          1-100                     0,1 a 2 m/s
HAMZA                3.090                      200-400                10 a  100 m/a

O Hamza perde somente na velocidade, ele é quase parando, com 10 a 100 metros por ano, mas, nos quesitos vazão e largura dispara em muito em relação ao Rio Amazonas.

Apesar dessa descoberta ter um peso internacional, a pesquisadora esbara na falta de verbas para dar continuidade ao seu trabalho. A Universidade Federal do Amazonas declara não possuir verbas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, ajudou no início e agora declara que não dispõe de recursos para atender a demanda solicitada; somente o Observatório Nacional tem ajudado. 

A água potável será um quesito de sobrevivência das próximas gerações, mesmo assim, estão omissos em ajudar a pesquisadora: a Suframa, UFAM, Ministério da Ciência e Tecnologia, Capes, Ministério da Saúde, CNPq, Fapeam e Petrobrás.

Enquanto milhões e milhões estão sendo desviados no ralo da corrupção, a pesquisadora não recebe R$ 76 mil para concluir o seu trabalho de campo (passagens e compra de uma sonda importada).

Parabéns a pesquisadora Elizabeth Tavares e ao observatório Nacional (ON) e, vaias para as instituições brasileiras que negaram apoio ao seu magnifico trabalho de descoberta do Rio Hamza. É isso ai.


Fontes: Jornal Diário do Amazonas - UFAM e Observatório Nacional (ON).

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PRÉDIO ANTIGO DE MANAUS SOBREVIVE AO LONGO DO TEMPO


Este é um dos prédios mais bonitos de Manaus, foi construído em 1908, conseguiu sobreviver à fúria destruidora dos insanos que colocaram grande parte do nosso patrimônio histórico no chão, para construíram em seu lugar os famosos “espigões”.

Ele está localizado na Rua Simão Bolívar, 248, centro, no entorno da Praça da Saudade; dizem os historiadores que ele foi construído para abrigar a família de um rico seringalista que ganhou muito dinheiro com o suor e a morte de muitos caboclos e nordestinos que se embrenharam na Amazônia em busca do látex.

Na fotografia antiga aparece um senhor bem vestido, deve ser o dono do imóvel, com duas crianças ao seu lado, além de um automóvel luxuoso para a época, com um motorista vestido a caráter e, ao fundo, aparecem três senhoras, por estarem na parte detrás devem ser serviçais. Aparecem postes de luz, com lampiões e ruas de chão batido. As portas e janelas todas abertas para receberem a ventilação natural, pois o clima de Manaus sempre foi quente e úmido, porém, acredito que naquele tempo era bem mais ameno. 

O prédio ao que parece deve ser do estilo mourisco, segundo o site http://www.colegiodearquitetos.com.br/  Mourisco é: “Arcos ogivais, rendilhados e minaretes marcam a arquitetura mudéjar ou mourisca, desenvolvida pelos árabes na Península Ibérica. Os adornos são ricos, complexos e abstratos. Esses arabescos geométricos trabalham com enorme variação de cores. As construções são voltadas para um pátio interno, e o interior da casa é protegido pelo muxarabiê. O estilo é facilmente identificável por suas torres e cúpulas ricamente entalhadas. A partir da invasão da Península Ibérica pelos mouros, esse estilo se difundiu no Ocidente. No Brasil, o Rio de Janeiro guarda uma obra erguida no mais tradicional estilo mourisco: a sede da Fundação Osvaldo Cruz”.

Este prédio está protegido por lei, ainda bem que ele abriga uma escola de formação de juízes de Direito, a ESMAN – Escola Superior da Magistratura do Amazonas. Atualmente, está pintado nas cores azul e branco, com as janelas de madeira em péssimo estado. Se os nossos magistrados não protegerem o imóvel, quem irá fazê-lo? É isso ai.

Contribuição dos nossos leitores:

Rogel Samuel: O imóvel abrigou a família de um banqueiro, dono do Banco de Manaós.

Anônimo: Quando foi criada a Universidade do Amazonas, no final dos anos 1960, esse lindo prédio em estilo neo-mourisco, abrigou a Reitoria da Universidade.











sábado, 27 de agosto de 2011

AS CIRANDAS DO BRASIL


O vocábulo Ciranda possui uma origem controversa, dizem que é originário do espanhol “Zaranda”, um instrumento de peneirar farinha. Chegou ao Brasil em 1553, trazido pelos portugueses, fincou em Pernambuco, espalhando-se, depois, por todo o país, desembocando no município brasileiro de Manacapuru, no Amazonas, onde é realizado o maior festival de cirandas do planeta Terra.

Nos primórdios, foram as mulheres dos pescadores da zona litorânea de Pernambuco que adotaram esse tipo de dança de roda, imitando o vai e vem das ondas dos mar, depois, foi envolvendo todos os pescadores, trabalhadores rurais, operários, crianças e adultos, todos brincavam independente de raça, cor, credo, condição social ou econômica.

A cidade de Manaus sofreu uma enorme influência dos nordestinos, em decorrência da vinda de milhares deles para trabalhar nos seringais do interior do Amazonas, com eles vieram as tradições, as crenças, o linguajar e as danças.

A Ciranda caiu no gosto dos jovens estudantes amazonenses, todos ensaiavam para apresentações nos festejos juninos. No Colégio Sólon de Lucena, em Manaus, foi muita incentivada pelo professor José Silvestre, que montou um cordão chamado “Dança da Ciranda de Tefé”.

Por volta da década de oitenta, sob a orientação do professor Silvestre, a professora Perpétuo Socorro de Oliveira, levou a brincadeira para Manacapuru, montando a “Flor Matizada”, na Escola Estadual de Nossa Senhora de Nazaré.

O sucesso foi total, tanto que outras escolas começaram a montar os seus cordões, com a Escola Estadual José Mota, criando a “Guerreiros Muras” e a Escola Estadual José Seffair, com a “Ciranda Tradicional”.

Estava montado o palco para a disputa da melhor ciranda de Manacapuru, com a realização do 1º. Festival da Ciranda, em 1997. A partir dai, tomou um grande impulso, forçando a Prefeitura de Manacapuru a construir um “Cirandódromo”, nos mesmos moldes dos “Sambódromos” para Escolas de Samba e “Bumbódromo” de Parintins.

Toda sexta, sabádo e domingo da última semana do mês de Agosto acontece o maior e melhor festival de cirandas, a cidade se transforma, fica entupida de gente. Com a construção da Ponte Manaus-Iranduba, com certeza, no próximo ano a cidade vai afundar de tanta gente! 

 A apresentação das Cirandas, em Manacapuru, tem uma dimensão próxima ao Festival dos Bois de Parintins, com centenas de cirandeiros, bandas musicais, grandes alegorias, coreografia e músicas próprias gravadas em CD, com direito a transmissão ao vivo pelo Amazon Sat, para o mundo todo ver.

Acesse para ver no seu computador (copie e cole o endereço): http://www.amazonsat.com.br/script/aovivo.php?menuSession=5&idMenu=0 
 
Tive o enorme prazer em assistir as apresentações em 2009, em Manacapuru, tirei as fotografias acima, dar para se ter uma ideia da beleza da festa, da cidade e da sua gente querida e hospitaleira. Veja um pouco no YouTube:   http://www.youtube.com/watch?v=HVp4xX7fa5Q

Tempos atrás, na cidade de Manaus, as suas apresentações eram muito disputadas pelo público masculino, pois as cirandeiras usam minissaias e calcinhas transparentes, deixando os marmanjos com água na boca. 

Atualmente, na cidade de Manaus, ainda possui muitas Cirandas, com disputas acirradas, no mês de julho, no Centro Cultural Povos da Amazônia (antiga Bola da Suframa).

É isso ai cirandeiros e cirandeiras do nosso Brasil!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MORTE DO PROFESSOR E CIENTISTA SOCIAL MOISÉS MOTA


O jornal eletrônico Em Tempo noticiou hoje, a morte do professor e cientista social Moysés Mota, reproduzo com pesar a matéria da Yndira Assayag:

“Morreu na noite desta quinta-feira (26), vítima de latrocínio, o professor e cientista social Moisés Mota, 56. Segundo informações preliminares, ele teria reagido a um assalto.

O fato ocorreu por volta de 22h30, em frente à residência dele, no núcleo dez da Cidade Nova 2. Moisés foi atingido com um tiro na cabeça. A polícia ainda não tem pistas sobre os suspeitos.

Amigos da vítima informam que o velório do professor vai acontecer na funerária Almir Neves, na rua Monsenhor Coutinho, Centro”.

Deixei a seguinte matéria no Facebook:  

Lamento muito a perca do meu amigo Moisés Mota, ele foi meu vizinho no Conjunto dos Jornalistas, era uma pessoa com uma cultura muito vasta e, querido por todos. Deu a sua contribuição para o desenvolvimento cultural e social do nosso Estado. Que Deus o tenha! Ele cumpriu a sua missão aqui na terra! Valeu Moisés!









quinta-feira, 25 de agosto de 2011

TÚNEL DO TEMPO: SUCESSOS MUSICAIS INTERNACIONAIS DAS DÉCADAS 70 E 80.

De repente alguém fala sobre anorexia, voltei ao túnel do tempo e, lembrei do “The Carpenters”, uma dupla musical da década de 70, formada pelos irmãos “Karen e Richard”, com a carreira musical chegando ao final em 1983, em decorrência da morte da irmã, com uma parada cardíaca, em função de complicações de uma anorexia nervosa.

Como estava de volta ao passado, esqueci a anorexia da “Karen” e, comecei a vasculhar na minha mente os sucessos das décadas de setenta e oitenta – foram os melhores anos da minha vida, quando sai da infância, passei toda a adolescência e os primeiros anos da vida adulta -, tempos bons, hein!

Hoje, com a facilidade da internet, fica fácil assistir aos vídeos no YouTube, passei alguns momentos ligado no “Close To You”, “We´ve Only Just Begun”, “Only Yesterday” e “California Dreamin” – puro “soft rock” dos irmãos - http://www.youtube.com/watch?v=6inwzOooXRU
Os historiadores escrevem que a década de 70 foi considerada o período do “classic rock”, conhecida também como a “década de discoteca”, com “Donna Summer” marcando época; “Elvis Presley” fez um mega concerto “Aloha from Hawaii” e morre em 1973; o rock progressivo toma forma através do “Pink Floyd”.

Surge também o “glam rock” com o “Elton John” mandando o “Goodbye Yellow Brick Road”, influenciando os jovens a usarem roupas enfeitadas e calças boca-de-sino. Surge também o “hard rock” com LedZeppelin. No rock e blues os “Rolling Stones” tem a sua fase mais criativa.

Quem passou por esta década jamais esquecerá “Os Embalos de Sábado à Noite”, com o “John Travolta” no estilo “disco music” e dando a suas “travolteadas”. O “Michael Jackson” lança os seus primeiros álbuns “Got To Be There”, “Ben” e “Music and Me”, depois, vem “Off The Wall”. Infelizmente os “The Beatles” se separam nesta década.

Na década de 80 o rock chega com uma batida forte e sons pesados das guitarras, uma fase conhecida como “hard rock”. Curti muito “Bon Jovi”, “Gun N´Roses” e “Scorpions”.

Esta década é também conhecida como da “música eletrônica”, com o “New Wave”, “Dance Music” e as primeiras “Raves” mando ver. No Brasil foi lançado o “Rock in Rio”, em 1985. Bandas brasileiras de “rock and roll” como “Legião Urbana”, “Ultraje a Rigor”, “Engenheiros do Hawaii”, “Titâs” e “RPM” dão conta do rock brasileiro.

Alguém pode pensar que domino a língua inglesa, puro engano, sou um “analfa zero a esquerda”, fiz questão de mencionar este período por ter marcado toda a minha geração, fomos muitos influenciados pela música internacional, cantávamos que nem um papagaio, sem saber o sentido das palavras. A partir da década de noventa, comecei a valorizar totalmente a musica popular brasileira e, no virar do século vinte e um, fiquei ligado à música popular da Amazônia.

O Simão Pessoa é um escritor da melhor qualidade, ele conhece de montão a história do rock, tanto que escreveu um livro intitulado “Rock a Música que Toca”, vale a pena ler e entrar no túnel do tempo.

Saindo do túnel do tempo, fica somente a lembrança daquelas décadas boas, uma vez ou outra participo de uma “festa retrô” e volto novamente aos anos 70 e 80. Eu, hein!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BLOGDOROCHA: CLUBE DA MADRUGADA DE MANAUS EM NOVO ESTILO

BLOGDOROCHA: CLUBE DA MADRUGADA DE MANAUS EM NOVO ESTILO: O Clube da Madrugada nasceu no dia 22 de novembro de 1954, embaixo de um Mulateiro (calycophyllum spruceanum), foto acima, na Praça Heliod...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

JORNAL DO COMMERCIO DE MANAUS

Este é um jornal centenário, foi fundado por inspiração do J. Rocha dos Santos (nome dado a uma Rua de Manaus), no dia 02 de Janeiro de 1904 - segundo os historiadores, o fundador faleceu três anos depois, ocasionando um grave transtorno, os familiares foram obrigados a vendê-lo para o Dr. Vicente Reis (pai do governador Arthur Reis).

O que mais chama a atenção de todos, é o fato desse periódico estar em circulação por mais de um século em Manaus, bem como, de preservar o nome original, mantendo a grafia “commercio” de antigamente, além de uma frase em latim ”Labor Omnia Vincit”, com tradução literal para o português “O Trabalho Tudo Vence” – realmente, com muito trabalho, este jornal venceu, atravessou todo o século passado e, chegou ao XXI!

Segundo o site do jornal http://www.jcam.com.br/ojornal.asp  - quando o jornal nasceu aconteciam os seguintes fatos: A República ainda era jovem com apenas quatorze anos/O governo era do Rodrigo Alves/Foi aprovada a vacina contra a Varíola/O Banco da República transforma-se em Banco do Brasil/O Estado do Amazonas era chefiado por Silvério Nery/O Amazonas vivia a fase áurea, com a exportação de 33.090 toneladas de borracha/O Francisco de Assis Chateaubriand de Melo (1892-1968), poderoso jornalista e criador dos Diários Associados, tinha apenas doze anos de idade/O jornal iniciou o seu voo três anos antes de Santos Dumont contornar a Torre Eiffel.

Segundo o mesmo site “O Jornal do Commercio abrigou entre seus colaboradores o filho de Vicente Reis, Arthur Cezar Ferreira Reis, que viria a ser um dos mais renomados intelectuais do Estado do Amazonas. É fato conhecido e contado pelo autor de Os Bucheiros, o escritor Áureo Nonato, ter tido as páginas do Jornal do Commercio como cartilha para alfabetização. Ele, assim como muitos outros naqueles tempos de dificuldade e estagnação econômica, tiveram a oportunidade de conhecer o Jornal do Commercio num período de grande florescência e realização. Entre figuras destacadas que aqui prestaram valiosos serviços, ajudando a manter acesa por período que já ultrapassa um século a chama desta instituição, podemos citar o escritor e compositor Anibal Beça; o atual Secretário Estadual de Cultura, Robério dos Santos Pereira Braga; o ex-diretor de redação de 'A Crítica', Frânio Lima; o historiador e escritor Mário Ypiranga Monteiro; o renomado professor João Crisóstomo de Oliveira, além de Epaminondas Barahuna e José Cidade de Oliveira”.

Atualmente, o jornal não possui uma grande circulação na cidade, fica mais restrito aos assinantes, em decorrência da sua especialização em economia, política, negócios e serviços. Isto mostra o quanto é um jornal sério, longe da grande maioria que circula em Manaus, que optaram pelo sensacionalismo.

No dia 24 de Outubro é comemorado o aniversário da cidade de Manaus – nesta data, o Jornal do Commercio faz um trabalho impecável, primoroso, com dezenas de cadernos, todos voltados para a Manaus antiga, atual e futura – neste dia, ele sai do ostracismo, voltando a brilhar na nossa cidade, não tem para ninguém, eles fazem um trabalho encantador, brindado os manauenses com canetas e um CD com fotografias da nossa cidade.

Os atuais dirigentes do jornal, formado pelos senhores Guilherme Aluízio Oliveira Silva e Sócrates Bonfim Neto, estão orgulhosos de manterem um periódico que nasceu na época do telégrafo, atravessaram o tempo e, hoje estão atualizados com novas tecnologias, plugado na internet e nas facilidades de comunicação via satélite.

Parabéns ao Jornal do Commercio! É isso ai.





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A HISTÓRIA DO FUTEBOL AMAZONENSE

Segundo os historiadores, o futebol amazonense teve início no final do século dezenove, era jogado basicamente pelos ingleses, depois, foi disputado na categoria amadora, de 1914 a 1959, tornando-se profissional a partir de 1960.

Com a produção e comercialização da borracha, conhecida como ouro branco, motivou a vinda de muitos estrangeiros para Manaus, os ingleses chegaram em peso, dominavam a comercialização e o transportes, bem como, foram os responsáveis pela construção de praticamente toda a infraestrutura da cidade.

Por serem os criadores do “footboll”, dominavam a bola muito bem, tanto que se intitulavam “os imbatíveis”, jogavam no horário nobre e, eram chamados de “primeiros teams” – isto chamou a atenção da elite jovem desportiva da cidade, que passou a praticar o esporte e invadir a praia dos gringos.

O crescimento do esporte foi rápido, tanto que em 1914 foi fundada a “Liga Amazonense de Foot-ball”, para coordenar o Campeonato Amazonense de Futebol. Em 1917, foi criada a FADA – Federação Amazonense de Desportos Atléticos, no comando do esporte amador até 1960.

A Federação Amazonense de Futebol (FAF) foi fundada no dia 26 de Setembro de 1960, tendo como primeiro presidente o Dr. Flaviano Limongi, com a sede atual instalada num prédio antigo da Avenida Constantino Nery, 282, centro.

O apogeu do futebol amazonense foi de 1960 ao final da década de 80, com a casa sempre cheia, principalmente nos jogos conhecidos como “Rio-Nal”, sendo o primeiro com 17 campeonatos ganhos e, o segundo, com 40 campeonatos.

Segundo o site da FAF “a Federação está empenhada em fomentar o crescimento do futebol no Estado do Amazonas e dar o apoio necessário a realização de competições e o aumento do prestígio dos times amazonenses”.

Na “Era Dissica” que perdura por mais de vinte anos, marca o afastamento do público dos estádios, com a decadência do apoio aos atletas locais, com campeonato de baixo nível técnico, contrariado tudo o que o propõe os estatutos da FAF.

Assim como tem os “donos” dos times, conhecidos como “cartolas”, existem também os donos das Federações de futebol – lembra do Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco da Gama? Pois é, no Amazonas, o dono da Federação é o senhor Dissica Valério Thomaz, com 20 anos no cargo. Na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o dono é o senhor Ricardo Terra Teixeira, com 22 anos no poder. Na FIFA, o senhor Joseph Blatter, está com 13 anos, ele substituiu o João Havelange, este ficou 24 anos a frente da Federação!

A FAF sofreu uma intervenção, mas o Dissica conseguiu voltar ao poder, segundo o Deputado Estadual Luiz Castro (PPS) “Que a Justiça intervenha novamente e coloque um administrador para reorganizar a FAF – essa direção atual tem que cair e que seja antes da Copa do Mundo de 2014”.

Triste final de história para o futebol amazonense, um esporte que começou no final do século dezenove, teve o seu auge de sessenta a oitenta, está morrendo a míngua. A construção da Arena da Amazônia, um estádio de mais de quinhentos milhões de reais, servirá para abrigar apenas três jogos da Copa do Mundo de 2014, depois, será apenas um “elefante branco”, não servirá para nada, pois, o futebol amazonense está morto, faltando apenas enterrar! É isso ai.

MINUTOS DE SABEDORIA


C. Torres Pastorino

Coopere com sua pátria, para engrandecer-se a si mesmo.
A pátria é a reunião de todos nós.
No entanto, evite buscar apenas vantagens pessoais, pois aquilo que você retirar a mais para você estará Prejudicando a outrem, que receberá menos.
Qualquer função é útil à comunidade, e o bem da coletividade se distribui a todos os cidadãos.

Ajude à Natureza!
Não destrua os bens que a natureza coloca a seu dispor, para ajudá-lo a progredir.
Coopere com as árvores, porque elas cooperam com a vida, na purificação do ar que você respira.
Colabore com a pureza das fontes, porque elas lhe fornecem água para dessedentar seu corpo.
Auxilie o solo a produzir, para que o pão seja sempre farto na mesa de todos.
Ajude à Natureza!

Veja, na criança, o futuro da humanidade.
Mantenha-se, por isso, solidário com os trabalhos que visem a beneficiá-las.
Lembre-se de que cada criança poderia ser um filho querido de seu coração.
Colabore na recuperação das crianças desajustadas, sobretudo mediante seu exemplo dignificante e nobre.

Não maltrate os animais!
São também filhos de Deus e irmãos nossos menores, que não adquiriram a faculdade do raciocínio abstrato.
Mas são amigos que precisam de nossa ajuda e carinho.
Não lhes imponha trabalhos demais.
Alimente-os bem.
Trate-os em suas enfermidades.
Faça com essas criaturas de Deus, que dependem de você, o mesmo que você gosta de receber dos Anjos do Bem.

Porque está guardando tantas coisas inúteis?
Para que tantas coisas em seus armários, quando seus irmãos estão com os deles vazios?
Distribua tudo aquilo que lhe não está servindo, para que sua alma não fique pesada demais, quando se afastar da terra.
"O coração do homem está onde está seu tesouro".
Se você juntar muitas coisas inúteis, a elas poderá permanecer preso, sem conseguir alçar vôo para as regiões bem-aventuradas.

Sua irritação não solucionará problema algum!
Medite na grande vantagem de não irritar-se, para não prejudicar sua saúde.
Se você não se irritar, seu interlocutor voltará aos poucos à serenidade, e todos poderão entender-se.
Seja calmo.
Pense bastante antes de falar

sábado, 20 de agosto de 2011

WALDICK SORIANO, UM ÍDOLO EM MANAUS.

Um baiano que ficou famoso na paulicéia desvairada e, foi ídolo de uma geração na manô de mil contrastes, cantando e encantando multidão com o seu estilo musical brega romântico.

Ele perambulava por São Paulo, engraxando os sapatos da negada, sempre cantarolando, era namorador e boêmio inveterado, de repente, alguém o descobriu e o levou para gravar, em 1960, um disco de vinil na gravadora Chantecler, com o título “Quem és tu”.

O seu disco não teve nenhuma repercussão em Sampa, o jeito foi voltar a ser engraxate e levar a sua vidinha de sempre. Depois de seis meses, o seu empresário foi procurá-lo, levando um paletó novinho em folha e uma passagem aérea – o homem estava fazendo o maior sucesso nos puteiros de Manaus!

O cara ficou fissurado por Manaus e pelas caboquinhas do pedaço, dizem que ele era faixa preta de karatê e pegador das mulheres dos outros, tanto que deu de pau em cima do Tigre da Amazônia, um famoso lutador de luta livre, bateu no brabo e ainda levou a sua namorada para São Paulo.

Ele ficou imensamente apaixonado por Manaus, vinha quatro vezes ao ano para a nossa cidade, gostava de cantar nos puteiros, tornando-se um ídolo no bairro de Educandos, onde costumava frequentar a Peixaria São Francisco.

Em 1963, já era conhecido nacionalmente, para ser ter uma ideia, em apenas três anos de carreira musical tinha gravada uma dúzia de discos, mas, não esquecia a sua cidade querida, tanto que gravou um LP denominado “Manaus, Meu Paraíso” - a letra era mais ou menos assim “Adeus, Manaus! Está chegando a hora da partida. Adeus, Manaus! Meu Deus será por toda a minha vida!

Quando não estava na nossa cidade, a briga ficava com os pop-brega Abílio Farias e Nunes Filhos, eles eram “cover” do homem, disputavam para ser o “Waldick do Amazonas”, se vestiam de preto, com paletó, gravata, chapéu e óculos escuros.

O seu maior fã até hoje, chama-se Jokka Loureiro, um misto de cantor, compositor e dono de peixaria em Manaus. Pois bem, o Jokka possui todos os discos do cantor, além de centenas de fotografias em que ele aparece ao lado do seu ídolo maior – os dois eram amigos do peito, parecia unha e carne, gostavam de tomar cachaça, cantar nos puteiros e detonar as primas do “Lá Hoje”.

Lembro da única vez em que vi o Waldick em Manaus, foi no dia da decisão da Copa do Mundo de 1970, eu era apenas um moleque e estava comemorando a decisão do nosso Brasil frente à Itália, estava na Avenida Eduardo Ribeiro, quando avistei o cantor tomando uma birita num bar que ficava ao lado do Teatro Amazonas.

Foram quarenta anos de convivência com a nossa terra, esteve em 2002 pela última vez em Manaus e, em 2006 foi diagnosticado que tinha um câncer de próstata, vindo a falecer em 2008, no Instituto Nacional do Câncer, em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro.

O Waldik se foi, ficou a lembrança de um baiano querido e amado pelos manauenses, um ídolo em Manaus. É isso ai.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

VIAGEM AO PASSADO ATRAVÉS DE UMA FOTOGRAFIA


Dizem os cientistas malucos (quem não é?) que é possível viajar para o futuro, basta termos uma tecnologia que permita um corpo em uma espaçonave disparar numa velocidade da luz, o Einstein já brincava com a Teoria da Relatividade, mas, viajar para o passado é possível? Não sei, porém, enquanto não existir essa possibilidade, irei viajar para o passado através das fotografias antigas.

A foto acima é da Avenida Eduardo Ribeiro, acredito que deva ser da década de quarenta, pois mostra um Bonde e um Ônibus de madeira disputando os passageiros na esquina com Avenida Sete de Setembro, pois os “elétricos” levaram a pior (infelizmente) e, deixaram de circular em 1957.

Observem bem embaixo e ao meio, aparece um dos primeiros “Posto de Gasolina” de Manaus, com dois automóveis em cada esquina e vários outros estacionados bem meio da Avenida Eduardo Ribeiro.

Os postes de luz eram de ferro fundido, com a fiação bifásica, eles ficavam no meio da avenida e em toda a sua extensão. Nesta época, a energia era racionada, prejudicante em muito o funcionamento dos bondes. 

Manaus era uma cidade bem arborizada, vejam centenas de árvores na avenida, bem cuidadas, podadas e com os troncos pintados de branco. Maravilha!

A cidade era pacata, com poucas pessoas caminhando pelas ruas, elas se davam ao luxo de esperar os bondes bem no meio do cruzamento da Eduardo Ribeiro com Sete de Setembro!

Aparece uma banca de venda de “rala-rala”, com uma máquina que raspava um bloco de gelo e servia um suco bem geladinho, para saciar a sede dos nossos antepassados.

Finalmente, aparecem ao fundo, a fachada do atual Instituto de Educação do Amazonas (IEA), a abóboda do Teatro Amazonas e a torre da Igreja de São Sebastião.

Acorda José! De volta ao presente! Realmente, somente uma fotografia pode permitir uma viagem ao passado! É isso ai.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

VIDA NOTURNA DE MANAUS

Os turistas que visitam a cidade de Manaus reclamam da falta de informações sobre a vida noturna da cidade, além do calor, poucas opções de lazer, faltam placas indicativas, atendimento péssimo, transporte precário e outras coisas mais – apesar de não ser o meu ramo, estou pensando em fazer um catalogo bilíngue sobre “Dicas turísticas de Manaus”.

Sobre o assunto, vou fazer um breve comentário sobre a vida noturna:

A grande maioria dos turistas fica hospedada nos hotéis do centro antigo de Manaus, onde a vida noturna resume-se a bares, botecos e pouquíssimas casas de shows. O centro da cidade ficou relegado a último plano pelos governantes, com o abandono dos espaços púbicos e pouca segurança na parte da noite, o que levou ao aumento da violência urbana e o afastamento dos empresários da área de entretenimento e lazer para lugares mais afastados.

Até as dez de noite é possível passear tranquilamente pelo Largo de São Sebastião, tomar um chopp, comer uma pizza e ouvir alguém com voz e violão, no Esplash Pizzaria. Toda quarta-feira, a pedida é assistir a apresentação de cantores amazonenses no Tacacá na Bossa. Provar dos melhores petiscos e um bom chopp no Pensador. Visitar a Casa de Eduardo Ribeiro, Centro Cultural Palácio Rio Negro, Exposição Permanente de Artes Plásticas e o Teatro Amazonas. Existem muitas apresentações de porte nacional e internacional quando dos grandes festivais (música, opera, jazz, cinema e dança).

Na Rua Lobo D´Almada uma grande parte dela foi transformada em casas de strip-tease, sendo mais famoso o Remulo´s, além de dezenas de hotéis de alta rotatividade, aconselha-se ter muito cuidado e cautela em andar à pé por esses lugares.

O Bar do Armando, na Rua Dez de Julho, fica aberto até mais tarde, no local pode-se tomar uma cerveja bem gelada, consumir um sanduíche de porco com queijo bola e bolinhos de bacalhau, além ouvir uma boa música de flashback.

Quem quiser ir um pouco mais longe, pode pegar um taxi e ir para o Bar da Loura (ET Bar), com música ao vivo de sexta a domingo, os jovens fazem presença na sexta-feira (vai até de manhã). No Bar Chão de Estrelas, o visitante volta ao passado, pode-se dizer que é um bar-museu, com muita cerveja gelada, tira-gosto e música ao vivo. A famosa caldeirada de Tambaqui pode ser saboreada no Canto da Peixada, além de encontrar uma grande variedade de peixes amazônicos.

Outras pedidas: Porão do Alemão Rock Bar, Cervejaria Fellice, All Nigh Pup, Cachaçaria do Dedé, Snoop Bar, O Chefão, Katkero, Karaoke Furusato, Wandyr Bar, Chapéu Goiano, Crocodilus Club e Bar Castelinho.

Quem é light e gosta de caminhar, a pedida é passear pelo Largo de São Sebastião, Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), Parque Jefferson Péres, Parque dos Bilhares (fica na Avenida Constantino Nery) ou ir ao Shopping Amazonas Center, Milleniun, Plaza e Manauara, onde se encontra dezenas de bares, cinemas, teatros e restaurantes da melhor qualidade, fechando às dez da noite.

A grande maioria dos bares, clubes e casas de shows ficam na Estrada do Turismo (Toque-Toque, Maloca´s, Kabana´s Hall, Xote de Menina, Porteira, etc.) um local muito distante e a corrida de uma taxi fica muita alta. Existe o Sambódromo, onde acontecem os desfiles de carnaval, além do Manaus Folia (carnal fora de época, no final de Agosto), o Carna Boi (toadas de boi e de carnaval, acontece em Fevereiro), Boi Manaus (em setembro, na festa da cidade), Samba Manaus (outubro), o Bar do Boi (do Caprichoso e Garantido, todo sábado de Março a Junho) e, muitos shows musicais.

A Praia da Ponta Negra é uma boa pedida, porém, ela está fase de revitalização, o local é muito bom para fazer caminhadas, assistir shows nos bares e no anfiteatro, acredito que depois de dezembro, com a reabertura do local, vai ser muito bom passar a noite por lá. O Tropical Hotel promove alguns eventos na praia e em suas dependências, com acesso liberado a todos que podem pagar um pouco mais caro.

É isso ai. Viva a Manaus boêmia!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

OBRAS DA PREFEITURA DE MANAUS

Estive hoje na Secretaria de Finanças do Município de Manaus, fui regularizar algumas pendências e, deixar alguns reais nos cofres da Prefeitura; enquanto esperava ser atendido, passei a vista num folheto chamado “Cidade Melhor”, achei interessante saber para onde estava sendo aplicada parte do dinheiro do contribuinte, pois, sabe-se que a outra parte , não se tem a mínima ideia para onde vai.

Obras e eventos da Prefeitura onde estão sendo aplicado o nosso dinheiro:

1. Praia da Ponta Negra – A primeira fase está com 70% dos trabalhos concluídos, com a previsão de entrega no mês de Dezembro próximo, estão sendo consumindos um total de trinta milhões de reais. O calçadão terá 500m2 de pedras portuguesas em três cores: branca, preta e vermelha. O projeto prevê a construção: Muro de Arrimo. Mirante I, II e II da Praça da Marinha, Espelho D´Água, Anfiteatro, Escada junto a Praça da Marinha, Praça na Rotatória, Canteiros para árvores e proteções, Passarela e Posto de Salva Vidas.

2. Mercado Adolpho Lisboa – Entre os restauros em andamento está a afixação das telhas em formato de escamas de peixes. No Pavilhão da Carne, estão sendo recuperadas as pedras de arenito. Estão colocando pisos e azulejos nos pavilhões Amazonas, Tartaruga e Peixes. O Pavilhão Central está praticamente concluído.

3. Revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus (PDUAM) – Estão em fase de audiências públicas, segundo a PMM “Participar do Plano Diretor é construir coletivamente uma regra que vai definir os limites e responsabilidades de cada um na construção de políticas públicas. Todos devem participar, faz parte da construção da cidadania. As discussões sobre o que queremos para a cidade, muitas vezes mostram diferentes pontos de vista e conflitos, participar garante que seus interesses sejam debatidos, negociados e pactuados. Cada cidadão tem papel ativo nessa discussão, não deve esperar que os outros decidam por si”.

4. Novas Passarelas e gradis – Estão sendo construído um gradil com 450 metros na Avenida Darcy Vargas em frente ao Amazonas Shopping, impedindo as pessoas de atravessarem a rua arriscando a própria vida – todos devem utilizar as passarelas, inclusive, o próximo passo será a construção de gradil na Avenida Djalma Batista.

5. Tô na Faixa – A pintura das faixas de pedestres na cores brancos e vermelhos (garantido) aliado a uma campanha educativa maciça para reduzir as mortes no transito, está trazendo efeitos positivos, houve uma redução de 43,75% de mortes no trânsito. Parece mentira, mas, os motoristas de Manaus estão parando automaticamente na faixa de pedestre.

Estes itens são apenas um pequeno aperitivo. Você quer mais? Então ganhe de graça um DVD "Cidade Virtual" do Prefeito Amazonino Mendes, ele mandou fazer 400 mil cópias com o nosso dinheiro, esse negócio está cheirando campanha antecipada. É isso ai.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A INFLUÊNCIA DA LUA CHEIA

Uma das fases mais exuberantes do nosso satélite natural é a Lua Cheia, quando a sua face aparece totalmente visível – inspirando e influenciando os poetas, os doidos, as mulheres e a natureza.

Um poeta maluco, depois de detonar um tarugo de “cannabis hidropônica”, resolveu dar um rolé pelo Largo de São Sebastião, em Manaus, ficou extasiado quando avistou a Lua Cheia nascendo e, numa inspiração poética repentina, declamou o seguinte arremedo de poema: - No interior, a Lua Cheia nasce lá pelas bandas do Sítio Balatal, aparecendo linda e formosa por detrás do Bananal! Em Manaus, no Bar do Armando, o melhor boteco da capital, a Lua Cheia nasce majestosa por detrás do Hotel Taj Mahal! Êta maconha vencida, mermão!

Dizem os especialistas que a Lua é capaz de modificar os oceanos e mares afora, provocando as marés, imaginem as nossas ideias, interações e líquidos cerebrais, no que chamam de “maré corporal”. Pois é, mano velho, os doidos ficam muito mais doidos na Lua Cheia! Será por isso que chamam alguns alienados de “lunático”? Sei, não! Vou pedir ajuda ao Dr. Rogélio Casado, o médico que mais conhece doido em Manaus!

Alguns associam a Lua Cheia como símbolo da fertilidade, dizem que muitas mulheres dão a luz nessa fase especial da lua. Será que os ciclos menstruais são regidos pelos ciclos lunares? Não sei, somente sei que, a mulherada fala que nesta fase eles ficam numa “ziquezira” danada, com os motéis até o talo de casais dando lamparinadas de montão. Diz a lenda que a índias “icamiabas” (mulheres guerreiras) somente mantinham relações sexuais na Lua Cheia, quando retiravam os “Muiraquitãs” do fundo do lago “Espelho da Lua” e, presenteavam aos seus parceiros.

Os agricultores gostam de plantar na Lua Cheia as hortaliças e flores, pois a seiva se concentra na copa das plantas. É a melhor fase para colher frutos, eles ficam mais suculentos. Conheço uma historinha do saudoso pai, o Luthier Rochinha, foi mais ou menos assim: Pesquisadores do INPA visitaram a oficina do velho e, perguntaram como é que ele conseguia beneficiar o Marupá, pois ela é muito sensível, funga rapidamente e fica podre. O meu pai explicou que a madeira vinha do interior e era trazida pelo seu compadre Abdias, ele somente cortava em noite de Lua Cheia. Os pesquisadores disseram que aquilo não tinha fundamento científico. Foram embora e passaram um bom tempo pesquisando. Quando voltaram à oficina, explicaram que realmente a lua cheia tinha influência no corte do Marupá. Tô dizendo!

Muitos falam que isso não passa de mitos lunares sem nenhum fundamento cientifico, em todo caso, fico com o folclore e a tradição que ela disseminou entre os pobres mortais. É isso ai, Lua Cheia vai influenciar você!

sábado, 13 de agosto de 2011

MANAUS QUARENTA GRAUS

Mês de Agosto, verão inclemente na Manô de mil contrastes, com 40 graus na sombra de um pé de Mangueira, com a umidade do ar quebrando a marca dos últimos cem anos, está tão quente que os urubus estão voando com uma asa e se abanando com a outra.

Pense numa boa ação e, ao mesmo tempo, escrota: os moradores da Vila Paraíso, no beco da bosta sem número, resolveram se unir em prol de uma boa causa, ajudar na construção da casa de uma senhora bem velhinha. O problema maior foi encher uma laje de cimento em pleno meio-dia, mesmo tendo a vontade muita garrafa de caninha 51 e carne de desfiar de montão!

Cruz, credo! Meti a mão na massa, suei mais do que tampa de chaleira fervendo! Dizem que os amazonenses são pirados, em decorrência do calor infernal que faz em Manaus, a quentura é tão grande que afunda a moleira e derrete um pouco o cérebro do caboclo, provocando aquela famosa “Leseira Baré”.

O nosso clima é diferente de qualquer lugar, para ser ter uma ideia, não temos Outono e Primavera por esses bandas, somente verão e inverno, nesta estação chove que não é brincadeira, porém, continua o clima quente paca. Juro que nunca tive o gostinho de curtir aquelas duas estações, muito menos, de presenciar uma neve!

Em todos esses tempos, me ausentei muito pouco da minha Taba, certa vez, estava viajando de ônibus pela Rodovia Belém-Brasília, passei pela cidade de Anápolis/GO, estava fazendo um frio de oito graus, era um mês de julho, os meus ossos quase trincaram, também pudera, um cabocão acostumado a quarenta graus a vida inteira e, pegar oito no lombo, é prá acabar!

Tenho um amigão do peito, o Augusto Preto, o cara tem bala na agulha, ralou muito na vida e conseguiu ser um empresário bem sucedido no ramo de equipamentos para refrigeração industrial. Ele me convidou para conhecer Lábrea, a sua cidade natal, até ai, tudo bem.

Para chegar até lá tem de pegar o avião até Porto Velho (RO), alugar um carro e seguir duzentos quilômetros de estrada e, passar três dias na maior festa do município “A Festa do Sol”. Pensei, pensei e, declinei do convite, não têm a menor lógica sair de Manaus quarenta graus e ir para um evento em homenagem ao astro Rei, com cincoenta graus na sombra, seria a mesma coisa que sair do caldeirão e ir para o inferno! Posso está ficando velho, mas, doido eu ainda não estou!

Brincadeiras a parte, a cidade de Lábrea faz a melhor festa do rio Purus, com grandes atrações nacionais, eles fazem um belíssimo evento com temas ambientais, vale a pena sair de Manaus quarenta graus e conhecer de perto a Festa do Sol. Vou acabando indo, pois, quem está no fogo é para se queimar! Eu, hein!
É isso ai, Manaus quarenta graus!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CONCURSO DE FOTOGRAFIAS: COTIDIANO NO ESTADO DO AMAZONAS


O Museu de Imagem e Som do Amazonas (MISAM) com o apoio da Secretaria de Cultura do Amazonas promove o Concurso de Fotografia, com o tema “Cotidiano no Estado do Amazonas”.

As inscrições encerram-se no último dia 10, com o resultado previsto para o dia 19, considerado o “Dia Mundial da Fotografia”, com premiações para os três primeiros lugares.

O certame é direcionado apenas aos fotógrafos amadores e residentes no Amazonas. O julgamento será feito pela Nazarene Maia, Diretora do MISAM e dos fotógrafos Hamilton Salgado, Antônio Francisco Neto e Carlos Navarro.

Por ser fotografo amador e residente em Manaus, enviei duas fotografias para concorrer, bem sei que não terei condições de ser premiado, pois não tenho nenhuma técnica, apenas a sensibilidade em registrar alguns momentos do nosso cotiano.

Na foto colagem acima aparecem:

Alegoria do boi de Parintins;
Barco do Amarelinho;
Canoa em Paricatuba;
Kokota;
Cozidão de Jaraqui na Manaus Moderna;
Janela de uma antiga casa de Manaus;
Meninos tomando banho no Rio Negro;
Morena Bela bailando a toada;
Motorista de Iranduba;
MotoTaxi do Cacau Pirera;
Jovem peixeiro de Manaus;
Cabeleireiro “Pela Porco”;
Barcos rumo a Parintins;
Vista parcial da Praia da Lua.

É isso ai.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS

Mais um dia festivo se aproxima, o dia do papai, o burro de carga da família, o motora da galera, o pagador das contas e tudo o mais; mais um dia para os comerciantes lavarem a burrinha, pois, no final das contas quem vai pagar tudo é o papai.

Essa invenção do dia dos pais no Brasil foi uma jogada comercial do publicitário Sylvio Bhering, na qual a partir da década de 50 a comemoração é marcada no segundo domingo do mês de agosto.

Antigamente, os pais participavam muito pouco da vida familiar. A função deles era trabalhar muito para sustentar os filhos e a esposa, mas a educação das crianças, a arrumação da casa e todos os outros problemas do lar eram resolvidos pela mãe.

A sociedade foi aos poucos se transformando e, a cada dia, mais mulheres começaram a trabalhar fora e a contribuir com o sustento do lar. Com isso, os homens também começaram a mudar e a dividir as responsabilidades da família com suas esposas. Isso foi muito bom, pois agora os pais estão muito mais próximos de seus filhos, têm mais tempo para ensinar o que sabem e compartilhar os bons momentos com as pessoas que amam.

Os pais de antigamente não recebiam muitos presentes, não havia todo este apelo consumista de agora; alguns recebiam apenas um Bolo, regado com guaraná e sucos; alguns até que recebiam um dos presentes, a seguir: cuecas samba-canção, suspensório, pijamas, toalhas de banho, lenços, carteiras porta cédulas, charutos, pentes Flamengo, sandália de couro, gravatas, loção de colônia, barbeador da Gillette, disco de vinil, rádio a válvulas, etc.

Os pais da atualidade recebem de presente equipamentos de última geração: notebook, tablet, relógios importados, MP 15, HD externo, celulares 20 em 1, roupas de grifes, máquina fotografica digital, Iphone, etc.

O meu paizão resolveu se mudar para o "Condomínio Parque Tarumã", o presente que ele adora receber é a própria presença dos filhos, vou visitá-lo, levarei bastantes flores e farei algumas orações.

No ano passado, o filho de um amigo meu chegou próximo ao velho, na maior cara dura fez o pedido: - Pai me empresta duzentos contos para comprar o teu presente? Ele se fez de mouco: - O quê? Tu não achas que cincoenta é muito, toma trinta e traz o troco! O moleque fez aquela cara de leso e, mandou ver: - Pô, pai! Então o senhor vai ganhar somente um cinto muito! Ai o velho detonou: - Porra, um filho passa nove meses na barriga da mãe e, o resto da vida no “toba” do pai!

Sou agora papai duas vezes (pai-avô), crio a filha da minha filha, tenho bastante motivo para comemorar o meu dia no próximo domingo, vou ter que abrir a carteira, com certeza!

Brincadeiras a parte, mas, se a grana está curta, basta apenas um abraço e um beijo no papai – o presente maior chama-se amor de filho para com o seu pai. É isso ai.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NOTÍCIAS DE MANAUS

Manaus, mês de agosto, para alguns, do desgosto, sei não, mas, as notícias da nossa cidade têm muita coisa de ruim e, algumas boas. Vamos lá:

O famigerado projeto de mobilidade urbana “monotrilho” foi aprovado na comissão de licitação do Estado, todos sabem, menos o governador do Amazonas, que se faz de mouco e birrento, pois este sistema é caríssimo, desastroso e não funciona, mesmo assim, vai ser implantado em Manaus, falta apenas o governo federal liberar os iniciais oitocentos milhões de reais. Agora, pasme, a obra está prevista para ser concluída somente para o ano de 2016, dois anos depois da realização da Copa do Mundo! Imagine a loucura em que ficará a Avenida Constantino Nery, com obras para todo lado em plena realização dos jogos, o trânsito caótico de hoje, vai ficar travado naquele ano. Ninguém quer esta obra, ele irá desfigurar o centro histórico de Manaus, não vai servir para nada!

Pegou mal o destombamento do fenômeno “Encontro das Águas”, o governo do Estado comenta que não é contra, mas foi ele que entrou com a ação na justiça federal, alegando que não foram feitas as devidas audiências públicas. O juiz federal Dimas Braga, declarou que “é totalmente a favor da integral proteção geográfica, geológica, hídrica e cultural do Encontro das Águas”, por outro lado, declara “o tombamento como foi feito, não estabelece claramente se é possível um determinado empreendimento ser realizado naquele lugar”. Todos eles declaram que são a favor da preservação daquele belíssimo patrimônio publico, na verdade, estão beneficiando a Vale do Rio Doce, Grupo Simões (Coca-Cola), Login Logística e Suframa e outros empresários.

Os nossos ancestrais tinham a sabedoria para a utilização do solo, tanto que está servindo para pesquisas avançadas sobre a “terra preta”, considerada uma das mais férteis. Estão no projeto: UEA – EMBRAPA – UFAM – CRPM – MAE-USP – INPA – UFPA – UFSC - UK (USA) e UW (HOLANDA). Eles irão utilizar os conhecimentos da “nanotecnologia” para desvendar como os índios faziam este composto há milhares de anos atrás. Apesar de toda a tecnologia de que dispomos, os nossos interioranos teimam em queimar a mata para efetuar as suas plantações, ocasionando um empobrecimento da terra em apenas três anos, o que o motiva a derrubar mais árvores cada vez mais. Não adianta estudar a terra preta de índio, se não for ensinado o amor à mãe natureza, o respeito ao meio ambiente e ao próprio homem.

O Estado do Amazonas lidera a produção de gás no País, com um volume médio de 11,4 milhões de metros cúbicos por dia. Em principio, pode-se dizer que é uma notícia muito boa para todos nós, no entanto, em nada de prático traz para o povo amazonense, apenas está enriquecendo meia dúzia de empresários, donos da Cicás e da estatal Petrobrás. O gás ainda não chegou às residências e na maioria nos taxis, apesar de já está implantado toda a tubulação na cidade. Algumas indústrias do Polo Industrial de Manaus estão se adequando para receber o precioso gás – as usinas de geração de energia estão em fase final de mudança, trocando a queima do óleo diesel para o gás. Mas, todo este esforço não chegará ao bolso do amazonense, o preço do metro cúbico é alto, a Eletrobrás não vai baixar a tarifa da energia elétrica, e, não vai haver economia para a dona de casa com gás encanado, ou seja, o Amazonas pode bater recordes de produção e o preço do gás vai continuar cada vez mais alto.

Vamos parar de noticiar coisas ruins, pois coisas boas acontecerem na nossa cidade - posso citar: 1. A pressão que os feirantes e a sociedade civil fizeram forçando o Prefeito Amazonino Mendes, retroceder em entregar as feiras e mercados para a iniciativa privada. 2. Vão entrar em circulação mais de mil ônibus novos, porém, com uma tarifa de R$ 2,80. 3. A cabeça do Julio Valente (superintendente do Iphan Amazonas) rolou bonitinho, o cara era contra o nosso patrimônio histórico e artístico, trabalhava na maior cara dura para os empresários sedentos de lucros. 4. Os atletas de ponta ganharão uma ajuda mensal de quatro mil reais, mais do que o dobro dos professores da rede estadual do ensino, mas, toda ajuda é bem vinda, o retorno será daqui dois anos, quando teremos campeões amazonenses nos torneios nacionais. 5. Toda a produção amazonense de borracha tem mercado certo. O látex produzido é vendido para uma usina de beneficiamento de borracha, financiado pelo governo do Amazonas, depois, envia para a fábrica de pneus, implantada com incentivos fiscais, esta atende toda a produção de duas rodas do Polo Industrial de Manaus. É isso.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

BLOGDOROCHA: MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS

BLOGDOROCHA: MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS: "O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas..."

domingo, 7 de agosto de 2011

COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS

Na minha infância, tinha uma missão diária, era sempre escalado para comprar o pão nosso de cada dia, na Padaria Modelo, situada na Avenida Joaquim Nabuco, esquina com a Rua José Paranaguá, cento antigo de Manaus; numa dessas idas e vindas, deparei com uma loja que estava vendendo moedas antigas, foi uma paixão a primeira vista, comprei de imediato a minha primeira pataca de 40 réis, uma moeda de bronze cunhada no século dezoito.

O meu dever diário de comprar pão passou a ser prazeroso, pois todo dia passava em frente da loja para admirar as moedas antigas, não tinha condições financeiras para adquiri-las, ficava apenas babando.

Tive que vender muitos picolés, bombons, bolhinhas de gude e gibis para sustentar os meus hobbys: assistir aos filmes no Guarany e colecionar moedas.

Consegui ter uma boa coleção, as minhas preferidas eram as moedas brasileiras da época do império, com carinho especial para a moeda de 40 réis e uma de prata de mil réis.

Dizem os historiadores que colecionar moedas é um costume da humanidade, pois contam a história dos povos e nações com culturas religiosas diferentes.



Os colecionadores atuais utilizam a internet para fazerem leilão de moedas, o preço será de acordo com o valor histórico e a raridade da peça.

Colecionar moedas envolve o afeto e a paixão, sentimentos que vão além da compreensão de muitos. Lembram do primeiro centavo de dólar do Tio Patinhas? Pois é, ele acreditava ser a sua fonte de riqueza e sorte.

Para matar a saudade, visito o Museu de Numismática, no Palacete Provincial, na antiga Praça da Polícia, no centro antigo de Manaus. Este museu foi criado em 30 de novembro de 1900, foi organizado pelo comerciante amazonense Bernardo D´Azevedo da Silva Ramos; contém um imenso acervo, inclusive, despertou o interesse do presidente Campos Salles em levá-lo para o Museu Nacional, felizmente recusado pelos amazonenses.

Segundo o sitio da Wikipédia, a história das moedas no Brasil é a seguinte:

Moedas propriamente brasileiras só vieram a surgir no final do século XVII. Salvador era então a principal cidade da Colônia, sua capital e o mais importante centro de negócios. Por isso foi lá que, em 1694, os portugueses instalaram a primeira Casa da Moeda do Brasil durante o reinado de D. Pedro II. As moedas eram cunhadas em ouro e prata, sendo que as de ouro valiam 1, 2, e 4 mil réis. As de prata observavam uma progressão aritmética de valores mais original: 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. O povo logo lhes deu o nome de patacas, que tinha certo sentido depreciativo, pois ninguém acreditava muito no valor das moedas cunhadas no Brasil. De 1695 a 1702, foram postas em circulação peças de cobre (10 e 20 reis), cunhadas na Casa do Porto e destinadas a Angola, mas aqui introduzidas por determinação régia. Logo deixou de ser vantagem para a Coroa manter a Casa da Moeda em Salvador. Com a descoberta de jazidas de ouro pelos bandeirantes e a intensa exploração das "Minas Gerais", a fabricação do dinheiro foi transferida para o Rio de Janeiro, em 1698, aí se cunhando ouro e prata nos valores já mencionados. Em 1700, a Casa da Moeda mudou para Pernambuco, voltando, porém ao Rio de Janeiro dois anos depois. Em 1714, já no reinado de D. João V, havia duas Casas da Moeda: no Rio de Janeiro e novamente na Bahia. Em 1724 criou-se a terceira, em Vila Rica, que foi extinta dez anos mais tarde. A falta de troco era tanta que o Maranhão chegou até a ter sua própria moeda, fabricada em Portugal. Era feita em ouro e prata, nos valores usuais, e em cobre, valendo 5, 10 e 20 réis. O uso do dinheiro se restringia à faixa litorânea, onde se situavam quase todas as cidades e se realizavam as grandes transações. Nos distritos mineiros, que só produziam ouro e importavam tudo o que consumiam, o próprio ouro, cuidadosamente pesado, funcionava prevalecendo em todo o imenso interior brasileiro. Já as regiões agrícolas apresentavam um sistema econômico peculiar. As fazendas, com suas legiões de escravos, eram praticamente auto-suficientes, produzindo quase tudo que necessitavam. Nelas, o dinheiro mesmo tinha pouca importância. A riqueza era avaliada com base na propriedade imobiliária e o gado era visto como um meio de intercâmbio tão bom como qualquer outro. Até a vinda da Corte portuguesa para o Brasil, com D. João, em 1808, o valor total das moedas que aqui circulavam não ultrapassava a irrisória cifra de 10.000 contos (ou 10 milhões de réis). O sistema monetário, irracional, complicava-se cada vez mais: chegaram a circular, ao mesmo tempo, seis diferentes relações legais de moedas intercambiáveis. Além disso, ouro em barra e em pó passava livremente de mão em mão, e moedas estrangeiras, algumas falsas, eram encontradas com a maior facilidade.

Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, a Corte acelerou consideravelmente o processo econômico. Crescendo a produção e o comércio, tornou-se imprescindível colocar mais dinheiro em circulação. Fundou-se então o Banco do Brasil, que iniciou a emissão de Papel-Moeda, cujo valor era garantido pelo seu lastro, ou seja, por reservas correspondentes em ouro. Entretanto, quando D. João VI retornou a Portugal, levou não só a Corte, mas também o tesouro nacional. Golpe grave: as reservas bancárias da Colônia reduziram-se a 20 contos de réis. No dia 28 de julho de 1821, todos os pagamentos foram suspensos. Passou-se a emitir papel-moeda sem lastro metálico suficiente, ocasionando a progressiva desvalorização do dinheiro. Assim, quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme dívida pública. A independência brasileira começava praticamente sem fundos. Sob D. Pedro II a situação melhorou um pouco, devido ao aumento da produção industrial, ao café, e à construção de ferrovias e estradas, que permitiam um escoamento mais eficiente das riquezas. A desvalorização, porém, já era um mal crônico e as crises financeiras se sucediam. Só em 1911 – em plena República – é que o dinheiro brasileiro registrou sua primeira alta no mercado internacional. De lá para cá, muita coisa mudou na economia brasileira, inclusive a moeda, que trocou de nome: ao real sucedeu, em 1942, o cruzeiro (e as subdivisões em centavos), que em 1967 se transformou em cruzeiro novo, valendo mil vezes o antigo. Três anos depois, voltou a ser apenas cruzeiro. Em 1986 surge o cruzado, em 1989 o cruzado novo, em 1990, no plano Collor, volta o cruzeiro, em 1993 o cruzeiro real e finalmente em 1994 o real.

Infelizmente, tive que vender toda a minha coleção, uma parte de mim foi embora, por mais que eu consiga adquirir novas moedas, não será mais a mesma coisa, a minha pataca de 40 réis não voltará mais para as minhas mãos. É isso aí.

Comentários dos nossos leitores:
Mauricio disse...
Por gentileza, me ajude a vender minhas moedas, preciso do dinheiro, são bem antigas mesmo. São moedas de prata, bronze ouro, de 1924 e 1927, têm estrangeiras, tenho cédulas, email, mnalmeida23@hotmail.com  Obrigado.
Israel disse...
Tenho moedas antigas de ouro e prata e alguma são pedras preciosas, moeda de ouro 1927moeda de prata 1921 e outras mais antigas. Entre em contato israel_oliveirakecher@hotmail.com  
Anônimo disse...
Tenho várias moedas antigas para venda, desde 1800. Estrangeiras e brasileiras. interessados mandar e-mail moedasantigas@hotmail.com  
Anônimo disse...
Tenho varias moedas antigas, desde o ano de 1800. Brasileiras e estrangeiras. Interessados: moedasantigas@hotmail.com  
Clayton Pereira de Melo Pinheiro disse...
Meu amigo, desculpa quero te corrigir, mas, esta moeda da foto é do século 19 e não século 18 como está inscrito.
Anônimo disse...
Tenho 124 modas antigas brasileiras e desejo doá-las para um museu ou mesmo instituto cultura para preservação e conservação das mesmas e, para acesso ao público. Como deve proceder? Lucimar.
Leonardo disse...
Tenho um saco de supermercado cheio de moedas antigas, tem desde centavos a réis, o saco é muito pesado pretendo vende-las, me ajude, foi encontrado recentemente enterrado, preciso de informações sobre como limpar se são caras ou baratas.
Juliana disse...
Tenho varias moedas antigas para vender. E-mail: vidracariabrito@hotmail.com  
Suellen disse...
Oi pessoal me ajudem a vender minhas moedas antigas tenho varias moedas antigas e tenho também cédulas antigas
Anônimo disse...
Oi! Gostaria de saber se tens a moeda do movimento integralista brasileiro, aquela que tem o sigma. Fico no aguardo.
Anônimo disse...
Vendo moedas antigas brasileiras, desde 1893 a 1955, de todos os valores (Réis, Cruzeiro e Centavos). Os interessados entrar em contato: su.zy_017@hotmail.com
Érika disse...
Meu pai tem muitas cédulas antigas e quer vende-las, você poderia ajudar?
Anônimo disse...
Tenho moedas antigas de 1822 e cédulas antigas, se alguém se interessar entre em contato com Renato: gato.12@hotmail.com  . Obrigado!

OLÁ! TENHO UMA LINDA COLEÇÃO DE MOEDAS E SELOS, TODAS EM PRATA, COM A HISTÓRIA DE BISKAI DA ESPANHA, ACABEI DE CHEGAR DA ESPANHA, TROUXE E, PRETENDO VENDÊ-LAS - VOCÊ PODERIA ME AJUDA?