sábado, 13 de agosto de 2011

MANAUS QUARENTA GRAUS

Mês de Agosto, verão inclemente na Manô de mil contrastes, com 40 graus na sombra de um pé de Mangueira, com a umidade do ar quebrando a marca dos últimos cem anos, está tão quente que os urubus estão voando com uma asa e se abanando com a outra.

Pense numa boa ação e, ao mesmo tempo, escrota: os moradores da Vila Paraíso, no beco da bosta sem número, resolveram se unir em prol de uma boa causa, ajudar na construção da casa de uma senhora bem velhinha. O problema maior foi encher uma laje de cimento em pleno meio-dia, mesmo tendo a vontade muita garrafa de caninha 51 e carne de desfiar de montão!

Cruz, credo! Meti a mão na massa, suei mais do que tampa de chaleira fervendo! Dizem que os amazonenses são pirados, em decorrência do calor infernal que faz em Manaus, a quentura é tão grande que afunda a moleira e derrete um pouco o cérebro do caboclo, provocando aquela famosa “Leseira Baré”.

O nosso clima é diferente de qualquer lugar, para ser ter uma ideia, não temos Outono e Primavera por esses bandas, somente verão e inverno, nesta estação chove que não é brincadeira, porém, continua o clima quente paca. Juro que nunca tive o gostinho de curtir aquelas duas estações, muito menos, de presenciar uma neve!

Em todos esses tempos, me ausentei muito pouco da minha Taba, certa vez, estava viajando de ônibus pela Rodovia Belém-Brasília, passei pela cidade de Anápolis/GO, estava fazendo um frio de oito graus, era um mês de julho, os meus ossos quase trincaram, também pudera, um cabocão acostumado a quarenta graus a vida inteira e, pegar oito no lombo, é prá acabar!

Tenho um amigão do peito, o Augusto Preto, o cara tem bala na agulha, ralou muito na vida e conseguiu ser um empresário bem sucedido no ramo de equipamentos para refrigeração industrial. Ele me convidou para conhecer Lábrea, a sua cidade natal, até ai, tudo bem.

Para chegar até lá tem de pegar o avião até Porto Velho (RO), alugar um carro e seguir duzentos quilômetros de estrada e, passar três dias na maior festa do município “A Festa do Sol”. Pensei, pensei e, declinei do convite, não têm a menor lógica sair de Manaus quarenta graus e ir para um evento em homenagem ao astro Rei, com cincoenta graus na sombra, seria a mesma coisa que sair do caldeirão e ir para o inferno! Posso está ficando velho, mas, doido eu ainda não estou!

Brincadeiras a parte, a cidade de Lábrea faz a melhor festa do rio Purus, com grandes atrações nacionais, eles fazem um belíssimo evento com temas ambientais, vale a pena sair de Manaus quarenta graus e conhecer de perto a Festa do Sol. Vou acabando indo, pois, quem está no fogo é para se queimar! Eu, hein!
É isso ai, Manaus quarenta graus!

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