domingo, 29 de agosto de 2010

DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE!

A Dr. Graça Silva, amazonense e manauense da gema, faz parte do meu circulo de amizades, apesar de ter os traços de uma europeia, se orgulha muito de pertencer a “pátria d’água e farinha”, nossa Manaus, capital da Amazônia. Ela é uma guerreira, pois apesar de ter um espinhoso oficio de combater o banditismo, na qualidade de Delegada de Polícia Civil, cuida com muito zelo da sua mãezinha, a Dona Lili, da filha e do netinho, ama o seu amor Roberto, adora visitar os seus irmãos no distante Rio Grande do Sul, além de gostar de cantar e encantar os amigos com a sua afinada voz. Ganhou notoriedade nacional, quando bateu de frente com um peso pesado da politica do Amazonas, tudo em nome do cumprimento do Estatuto da Criança do Adolescente, o famoso ”ECA”, foi perseguida, mas, conseguiu vencer a turbulência, o seu espírito público e a ética falaram mais alto. Entrou na politica, foi candidata à vereança, não conseguiu se eleger, uma grande pena, pois tem capacidade e amor por esta terra de Ajuricaba, talvez na próxima vez seja eleita, ela pode contar com o meu apoio. Corre nas suas veias o sangue da música, tanto que gravou com os amigos um CD intitulado “Éramos todos Velhos”, o seu forte sempre foi o samba canção; gosta de se apresentar aos domingos no Bar Caldeira, reduto dos velhos boêmios do centro antigo de Manaus, apesar de não ingerir bebidas alcoólicas, vai ao Bar para se reunir com os amigos e jogar conversa fora, cantar, ouvir as piadas do Lió e das gargalhadas do Rochinha, bater um papo com as divas Celestina e a Kátia Maria e ouvir os “flash back” do Jokka, além de ouvir muitas mentiras dos velhinhos – uma forma de tirar o estresse do seu trabalho. Fiz uma publicação no blog de uma matéria que ela escreveu sobre a sua infância em Manaus, foi assim: “A Vila Carpinteiro Péres, localizada na Avenida Sete de Setembro – Centro, ao lado da Cadeia Pública, mais precisamente na casa de no. 9, foi o local onde eu nasci, em 23 de Novembro de 1948, numa quarta-feira. Meus pais Raymundo Nonato da Silva e Francisca dos Santos Silva me receberam pela ajuda de minha bisavó materna, Dona Maroca – Maria da Conceição Teles, que serviu de parteira. Sou a quarta filha do casal Silva. Minha mãe também nasceu naquela casa em 21 de Julho de 1921. Filha única do Sr. João Lopes dos Santos e de Antonia Teles dos Santos. Meu avô materno era filho de João Lopes e Angélica Maria Lopes, ambos da Foz do Jutai, sendo que Angélica era descendente de índios Inca. Minha avó Antonia era filha de cearenses – Antonio Marinho Teles e Maria da Conceição Teles, ambos naturais da cidade de Crato.Meus avós paternos – Cândido Pereira da Silva e Josefa Maria da Silva, eram paraibanos. Dos meus ancestrais tive a oportunidade de conhecer apenas meu avô materno, João Lopes, com quem convivi por muitos anos.Meus irmãos Assis, Izabel, Nazaré e Nonato; sendo que Nazaré faleceu com 1 ano e 8 meses de idade. Minha casa era toda em madeira, construída no meio do terreno – 50X100, com muitas árvores frutíferas. Era na verdade, duas casas geminadas e meu avô materno morava ao lado. Minha família foi quem primeiro habitou a Vila Carpinteiro Péres, que naquela época em 1910, havia apenas uma casinha construída em taipa, que meu avô JOÃO adquiriu e depois construiu em madeira, coberta de telha de barro a primeira parte e a outra em zinco. Depois a família LOBO, formada pela Sra. Maria Lobo e suas filhas Elza, Isa, Rita, Eubrasia e Salete, foi morar ao lado da nossa casa e depois o Sr. UMBELINO e dona ARCANJELA, com um casal de filhos, Cleide e Cláudio. Anos depois o casal Antonica e Nemésio, Neco e Iva, Carneiro e esposa; Nogueira e Domitilia; Zulmira e os filhos Ruy e Zulmita etc. Uma particularidade, meu avô João casou-se quatro vezes. A primeira mulher não teve nenhum filho e não sei bem nada a respeito dela; a segunda esposa foi minha avó ANTONIA, que faleceu aos 22 anos de idade, quando minha mãe tinha apenas três anos. Ele trabalhava como prático de navios; conhecia os rios da Amazônia, como ninguém, principalmente o Rio Solimões e seus afluentes. Ao ficar viúvo, resolveu casar com a sogra, dona MAROCA, que estava viúva naquela oportunidade. Após a morte de minha bisavó, meu avô casou-se pela quarta vez, com a irmã do meu pai, tia CHIQUINHA e esta felizmente não teve nenhum filho, caso contrário causaria grande confusão, pois tia Chiquinha era cunhada e madrasta de minha mãe, e consequentemente, minha tia e minha avó! Como na casa do meu avô morava apenas ele e a esposa, constantemente se hospedavam lá pessoas que vinham do interior do Estado para tratar de negócios e de saúde.O quintal da minha casa, na época da cheia, ficava a parte dos fundos inundada e permitia que brincássemos, navegando em toras de madeira que escapavam da Serraria Moraes, do lado oposto de minha casa – Educandos. A paisagem vista da janela da cozinha era o bairro de Educandos – um morro cheio de casas, que a noite as luzes cintilavam igual às estrelas no céu. Aprendi a nadar no quintal de minha casa, na época da cheia. Na época da vazante, tomava banho na cacimba, muito bem conservada por minha tia Chiquinha. E isso ocorria quando faltava água encanada. Em noite de luar era uma maravilha o banho na cacimba – água geladíssima e as crianças faziam a maior algazarra, pois os poucos vizinhos desciam uma ladeirinha em direção das cacimbas, sem qualquer modéstia, posso afirmar que a da minha tia Chiquinha era a maior e mais bem cuidada...Que maravilha era tomar banho numa queda d’água, que ficava embaixo da ponte de Educandos, que chamavam “pancada”, isso na época da seca do igarapé, quando ficava apenas um canal, com águas correntes e velozes. Na época da cheia, nosso passeio aos domingos era sair de canoa, com meu pai, remando até o bairro do Japiim – onde morava um amigo dele, num sítio. Passávamos pelo Igarapé do Quarenta, onde havia poucas casas; no Japiim só existia mata. No percurso, íamos observando a natureza, as águas límpidas, que permitia visualizar a areia no fundo do rio, nos igapós, e os peixinhos; no alto das árvores, víamos Araras, Papagaios, Tucanos e passarinhos diversos... Como era bonito!Já na época da seca, fazíamos esse passeio a pé, beirando o córrego. No Quarenta havia uma piscina natural, todo em pedra, onde os evangélicos costumavam realizar o batismo dos irmãos e as lavadeiras utilizavam aquela água cristalina para lavar principalmente, as roupas brancas. E studei no Patronato Santa Terezinha dos 3 aos 13 anos de idade. De lá fui para o Grupo Escolar Farias de Brito, que ficava na Avenida 7 de Setembro, em frente da Escola Técnica Federal do Amazonas, hoje CEFET”. É isso ai Dra. Graça Silva, grande amazonense!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

OS PASSARINHOS URBANOS

Manaus possui apenas 12 mil quilômetros quadrados, enquanto o Estado do Amazonas chega a mais de 4 de milhões, no entanto, a concentração populacional é enorme, houve um crescimento desordenado, muitas invasões, com o surgimento de dezenas de novos bairros, muita mata virou cinzas, sobrou para os nossos passarinhos urbanos, destruíram a grande parte da sua morada.

Segundo os pesquisadores do Inpa, existem 1.300 espécies catalogadas, porém, este numero poderá chegar a mais de 3.000! Novas descobertas poderão surgir, desde que o “bicho homem” deixe de destruir o lar dos pássaros: as árvores.

Foi morar no Conjunto dos Jornalistas na década de 80, tinha uma imensidão de mata ao redor do nosso conjunto, existia somente o Tocantins, Vila Kennedy, Bosque Clube e a Cidade Jardim – em três décadas foram destruídas imensas áreas de matas para construção de novos conjuntos habitacionais.

Para se ter uma idéia, existe uma imensa área que vai da Vila Militar até o Conjunto Kyssia, o proprietário vendeu para uma construtora de fora, serão milhares de árvores que irão para o chão, não entendo como os órgãos estaduais e federais de proteção ao meio ambiente permitiram essa destruição em massa dos lares dos passarinhos! Para os senhores conhecerem virtualmente esta área, basta baixar o programa “Google Earth”, viagem por Manaus e vejam o que está sendo destruído.

Moral da história: parte dos nossos passarinhos estão morando na cumeeira dos blocos dos apartamentos do Conjunto dos Jornalistas. Certa vez, um passarinho fez o seu ninho no vaso de plantas, na área de serviço do apartamento da minha filha, o local foi interditado e, somente liberado depois de o filhote ter batido as assas e voado. Recentemente, um Sanhaçu fez um ninho num vaso que fica na área de acesso aos apartamentos do Bloco H, são dois ovinhos, fiz uma proteção para evitar a presença de curiosos, porém, o passarinho abandonou o ninho com medo da presença humana. Num outro dia, caiu do ninho um filhote de Anum, estava sendo perseguindo por um gato, rapidamente o coloquei dentro de um saco, subi a árvore e devolvi ao seu ninho – existem pessoas que não gostam de Anum, diz que ele é agourento, santo Deus, agourento é quem derruba as árvores mata os animais!

Quando eu era moleque, andava sempre com uma “baladeira” (estilingue) nas mãos, certa vez, mirei um Bem-Te-Vi e acertei o alvo, o pássaro caiu morto no chão, peguei e o levei para mostrar para o meu pai, ele olhou nos meus olhos e me deu a seguinte lição: - Esta avezinha poderá ser a mãe de algum filhote que ficou no ninho esperando por comida, com certeza irá morrer, pois você matou a mãezinha dele, você quer que alguém faça isto com a sua mãe? Respondi que não, chorei, fiz o enterro do passarinho, quebrei a minha baladeira e, jurei que nunca mais iria maltratá-los!

Qual a importância dos pássaros para os humanos? Segundos os especialistas, os pássaros têm uma importância tão grande na natureza e no ecossistema que se os humanos soubessem, jamais iriam matar um pássaro sequer, por exemplo: o Bem-Te-Vi é o pássaro que come larvas de lagartas tipo taturanas, controlando a natureza, pois se não fosse este pássaro, em poucos anos as taturanas tomavam conta do mundo. Outros pássaros comem pequenos insetos prejudiciais as frutas, verduras e plantas. A Coruja é um animal abençoado, embora gere muitos preconceitos - é o melhor amigo do ser humano, "limpando" os campos de ratos, ratazanas e pequenos animais peçonhentos.

É isso aí minha gente, de agora em diante, vamos olhar com mais carinho para os nossos passarinhos urbanos, não custa nada oferecer água potável, uma banana ou alpiste para eles, afinal, estamos destruindo o seu habitat, doravante, teremos que conviver pacificamente.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Contrabaixo Acústico


O Curt Sachs (1881-1959) alemão e musicólogo, fundador da organologia (estudo dos instrumentos musicais), classificou o Contrabaixo como um Cordofone, instrumento que produz som pela vibração de uma ou mais cordas estendidas (exemplos: violino, guitarra, harpa, citara, etc.), faz parte da família da Bandolineta, Bandoleta , Bandola e do Bandolão.

Segundo a Wikipédia “O contrabaixo é um cordofone tocado ao friccionar um arco de crina contra as cordas ou ainda pinçando-as com os dedos (pizzicato). Dentre as cordas da orquesta, é o instrumento maior e de registro mais grave por isso situa-se mais comumente na lateral da orquestra e em quantidades razoáveis. Suas cordas, da mais aguda a mais grave, possuem a seguinte afinação: Sol2, Re2, La1, Mi1. Há também baixos de cinco cordas, possuindo uma corda mais grave afinada em Do1 (ou, mais raramente, Si-1). Na orquestra o contrabaixo, pelo seu registro extremamente grave, raramente possui uma função solística. Sua função é principalmente a de preenchimento dos graves e de dar coesão à harmonia. Muitas vezes, são dedicadas ao Baixo, melodias paralelas à melodia principal. No jazz seu uso rítmico é profundamente explorado, por exemplo, com o waljing bass”.

Na minha infância, conhecia este instrumento como “Rabecão”, por sinal, não gostava nem um pouco dele, pois o meu saudoso pai era Luthier e tinha um contrato com a Universidade do Amazonas, fazendo os reparos nos instrumentos de cordas da Faculdade de Música, situada na Avenida Joaquim Nabuco. Pois bem, era minha responsabilidade lixar aquele instrumento que tinha o dobro da minha altura, pior ainda, abraçava o instrumento e saía pelas ruas de Manaus, para entregá-lo na UA, o pessoal até paravam os carros para verem aquela cena engraçada, para eles, é claro! Para mim, era uma tortura, servir de gozação para os outros – se eu pudesse quebrar aquele Rabecão na hora, não hesitaria, mas, eram os ossos do ofício!

O tempo passa, o tempo voa... Numa bela noite quente de Manaus, passei pelo Largo de São Sebastião, no Tacacá na Bossa, estavam lá o Humberto Amorim e a banda amazonense “All That Jazz”, foi uma apresentação de primeiríssima qualidade, mas, o que mais me chamou atenção foi o Contrabaixo acústico, com o Roger Vargas fazendo um show à parte. Por falar no Roger, saiu uma matéria num jornal de Manaus sobre o “Rabecão” - o músico amazonense e a pianista russa Irina Kazak, estão fazendo um Recital de Contrabaixo e Piano, no Casarão de Ideias, com entrada franca – Segundo o músico “A intenção do recital é popularizar o instrumento, que raramente é usado como instrumento solista”. Os dois artistas já se apresentaram no Centro Cultural Palácio Rio Negro e Teatro Chaminé – são músicos efetivos da Amazonas Filarmônica e o Roger também faz parte da Orquestra de Câmara do Amazonas.

Passados todos esses anos, voltei a respeitar e a admirar o Contrabaixo Acústico, popularmente conhecido como “Rabecão”! É isso ai.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO TENREIRO ARANHA

Dia 5 de Setembro próximo, começará a Semana da Pátria e do Amazonas, para conhecer um pouco mais sobre o primeiro governador do nosso Estado, basta dar um click abaixo:

BLOGDOROCHA: JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO TENREIRO ARANHA: "A majestosa estátua que se encontra na Praça da Saudade e o nome do município de Presidente Figueiredo, traduzem uma justa homenagem ao 1..."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MOVIMENTO EM DEFESA DA REABERTURA DO HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MANAUS

A Santa Casa de Misericórdia de Manaus foi o local em que eu nasci, incluindo todos os meus irmãos, meu filho mais velho e, praticamente todos os manauenses que vieram ao mundo até a década de 80, quando surgiram outros hospitais. Faz parte do patrimônio histórico dos amazonenses, atualmente, pede misericórdia para não morrer!

Está fechado faz seis anos, em decorrência de uma péssima administração dos provedores e da má vontade do governo do Estado do Amazonas. Durante todo esse tempo, fiz várias denúncias, inclusive, aprovei a atitude do vereador Mário Frota em lutar pela sua reabertura, afinal, ele é nosso representante na Câmara Municipal de Manaus.

Recebi um release para imprensa, preparado pelo jornalista Roberto Pacheco, assessor de comunicação do nobre vereador, ao qual passo a publicar na sua integra:

“SANTA CASA: REABERTURA DEVERÁ SER ESCLARECIDA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

A diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Manaus publicou no Jornal do Comércio do último dia 19, Edital de Convocação para discutir em Assembléia Geral, com os seus associados, a reabertura da entidade que será garantida com a assinatura de um contrato com a Fundação Casa de Saúde de Manaus, que deverá administrar esse hospital nos próximos anos. A convocação que vai ainda discutir a anistia de débitos dos sócios, foi assinado por Ana Selma Rodrigues Pinheiro, presidente da entidade. A assembléia acontecerá no próximo dia 30 de agosto, na sede da Aca (Associação Comercial do Amazonas), localizada na Rua Guilherme Moreira, 281 – 3º andar.

As ações envolvendo a reabertura da Santa Casa estão sendo coordenadas pelo presidente da ACA, Gaitano Antonaccio, em conjunto com a atual diretoria da entidade e faz parte de um amplo trabalho de conscientização pública, desenvolvido pelo vereador Mário Frota (PDT), com a finalidade de sensibilizar as autoridades alertando para a necessidade de fortalecer esse hospital, dotando-o de todas as condições para reabrir as suas portas. E, dando seqüência a essas ações, o vereador entrou com requerimento junto à mesa diretora da CMM (Câmara Municipal de Manaus) solicitando uma Audiência Pública, com o objetivo de promover, com natural transparência, os esclarecimentos necessários sobre os critérios que serão adotados para a reabertura do hospital.

Para justificar a sua proposta, Mário Frota lembra que a Santa Casa de Misericórdia de Manaus é um legado herdado dos portugueses e já faz parte da história do Amazonas, mas teve que fechar as suas portas em 2004 em função de uma dívida acumulada que hoje está orçada em mais de R$ 20 milhões com a Previdência Social, fornecedores, salário e encargos trabalhistas.

A estrutura da Santa Casa é formada de dois ambulatórios com 17 consultórios médicos e oftalmológicos, 210 leitos distribuídos em apartamentos e enfermarias da área clínica, cirúrgica e de maternidade, centro cirúrgico com cinco salas, uma UTI com 10 leitos e as áreas de apoio tradicionais como lavanderia, laboratórios, cozinha, banco de sangue e salas administrativas. Quando estava em pleno funcionamento a entidade chegou a fazer cerca de 1.500 internações e 350 partos por mês, além de 8.000 atendimentos e serviços laboratoriais.

A história das santas casas de misericórdias começa na cidade de Lisboa em Portugal no ano de 1498, quando Dona Leonor de Lancaster foi aclamada regente do trono no lugar de seu irmão, Dom Manuel, o Venturoso. Também chamada a Rainha dos Sofredores e a Rainha Piedosa, foi ela quem fundou a primeira irmandade de misericórdia, cujo provedor foi Frei Miguel de Contreras.

A Santa Casa de Misericórdia de Manaus nasceu na Província da Barra de São José, inicialmente como uma simples Unidade Hospitalar para atender aos mais carentes, inclusive os prisioneiros, indigentes e pessoas sem recursos. Em 12 de maio de 1870, foi autorizada a construção do hospital com 80 leitos, pelo então Presidente da Província, Major Clementino José Pereira Guimarães. Foi reconhecido de Utilidade Pública Federal, nos termos do Decreto nº 1.276, de 25 de junho de 1962.

Mário Frota esclarece ainda que o presidente da ACA, Gaitano Antonaccio, tem o aval da sociedade porque é um profissional respeitado, além de empresário competente, e tem todos os méritos que justificam a sua confiança para comandar ou delegar o destino da Santa Casa de Manaus. “Ao longo desses últimos dois anos efetuamos uma ampla discussão com toda a sociedade amazonense, chamando a atenção das autoridades do setor para revitalizar a Santa Casa. Apelamos da tribuna do Senado Federal, em discurso proferido pelo senador Jeferson Praia (PDT), a nosso pedido e fomos ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Agora estamos colhendo o fruto do nosso trabalho. A reabertura da entidade é uma questão de honra e deve ser esclarecida à sociedade amazonense com transparência e responsabilidade”, finaliza o parlamentar”.

Esclareço que o nosso blog tem a preocupação com o nosso patrimônio histórico, com a nossa cultura, com a nossa cidade e o seu povo – não faço propaganda política de ninguém, apenas, realço o trabalho daqueles que vão de encontro com os objetivos do blog.

Foto colagem: J Martins Rocha

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O LAZER DOS MANAUENSES E A ATUAÇÃO DOS POLÍTICOS

A Prefeitura Municipal de Manaus resolveu fazer uma interdição na Praia da Ponta Negra, o projeto é muito audacioso, para levar adiante, foi fechado o primeiro trecho, compreendido do Tropical Hotel até o Bar Laranjinha, segundo os técnicos da PMM, o restante ficará interditado a partir do dia 30 de outubro próximo, a previsão é de um ano, com um custo total de 30 milhões de reais.

O local serve de opção de lazer para uma grande parte da população de Manaus e, a Prefeitura de Manaus não viabilizou outro local. O mais próximo é a Praia da Lua, porém, o acesso é de uma dificuldade enorme por não ser servido pelas linhas de ônibus, bem como, encontrar-se engavetado um projeto arquitetônico e urbanístico da Marina do Davi.

Este projeto foi elaborado pelos técnicos da PMM na administração do Serafim Corrêa, infelizmente, este alcaide não levou a frente, pior ainda, tudo o que começou, não terminou! O pessoal da administração anterior visualizava assim o projeto da Marina do Davi:
 “Para as pessoas que não conhecem a Marina do Davi, este é um local estratégico para a mobilidade intermodal na cidade. É um dos principais pontos de embarque e desembarque de pessoas para os nossos hotéis de selva, praias, sítios no alto rio Negro e principalmente, ponto de chegada e partida para as nossas comunidades rurais. A movimentação de voadeiras e pequenas embarcações são constantes. O volume de flutuantes para a guarda de lanchas, iates, oficinas, proporcionam uma vida portuária de bastante fluxo e de grande conflito, um desafio para se resolver através de uma concepção arquitetônica e urbanística. A proposta vista nas imagens acima consiste numa reformulação geral da Marina do Davi. A começar pela sua localização. Considerando que em época da vazante o embarque e desembarque ficam bastante complicados, a intenção da proposta é deslocar a Marina mais para fora do igarapé do gigante, permitindo que ele passe a ter um melhor uso também em época de seca. Toda uma infra-estrutura é fornecida através da construção de um píer, com rampa de acesso e edificações para acomodar atendimento ao turista, comércio atacadista e varejista, prestação de serviços, inclusive públicos, posto de saúde, posto policial, compra de passagens, estacionamento, área para carga e descarga, restaurante regional, terminal integrado de ônibus, lanchonetes e outros usos de igual importância para o local. Desenvolvido pelo corpo técnico da Prefeitura, o projeto se desenvolve de forma radial, permitindo tirar partido da paisagem do Igarapé do gigante e do Tarumã. Sem dúvida um projeto ousado, que busca solucionar de forma definitiva os problemas encontrados em um porto tão “simples” e tão importante para Manaus”.


Por mais que a Prefeitura não tenha se preocupado em disponibilizar o acesso à Praia da Lua, para substituir momentaneamente a Praia da Ponta Negra, o povo está se dirigindo em peso para aquele balneário. Os ônibus param ao lado do Tropical Hotel, para pegar o Taxi Lotação, paga-se dois reais; para ir à pé deve-se caminhar por quinze minutos, embaixo de muito sol ou chuva; os que possuem automóveis, sofrem muito pela falta de estacionamentos e desorganização do local - para ser dirigir à Praia da Lua, os barqueiros cobram oito reais pela ida e volta; no retorno, as famílias tem que caminhar até “Prainha” da Ponta Negra, para pegar um ônibus para o centro da cidade.

Não sei até quando o povo será desrespeitado pelas autoridades públicas, talvez, tirando do poder de uma vez por todas essas pessoas insensíveis, o voto é uma arma de que dispomos para tal feito, infelizmente, a grande maioria gosta de sofrer e ser enganada, pois mantém no poder por mais de vinte de anos um grupo iniciado pelo Gilberto Mestrinho (falecido), atualmente, formado pelo Amazonino Mendes, Alfredo Nascimento, Eduardo Braga e Omar Aziz – o primeiro é Prefeito (já foi governador, prefeito e senador), o segundo é Senador (já foi prefeito, senador e ministro), o terceiro é candidato ao Senado (já foi deputado, prefeito e governador) e o último é Governador e candidato a reeleição (já foi diversas vezes vice-governador), sempre foi assim, mudam somente de cargo!

E o povo, sempre tomando no cupuaçu! Não estão nem ai para o lazer dos amazonenses, eles querem mesmo é enganar, permanecer no poder e fazer de idiotas todos os seus eleitores míopes! É isso ai.

O AMOR ESTÁ NO AR

Podem me prender e até me deportar
Pra longe do seu coração
Mas nada irá nos separar
Sem seu amor a vida não é nada
Não interessa o pôr-do-sol
Perto de você eu sou muito mais eu
E nada não é tão vulgar
Como parece sem você
Só, só é mesmo impossível
Fazer o sonho virar luz
Eu sou o seu amor
E de você eu nunca vou me separar
Me programei pra vida inteira não me interessar
Por outros sentimentos e carinhos
Que não sejam seus
O amor está no ar
O amor está no ar...
Todo quer ouvir a canção do teu olhar
Eu cantarei pra toda essa nação
Eu cantarei pra todo esse país
Só quero que você cante comigo
Para me fazer feliz
Sem o seu amor a vida não é nada
Não interessa o pôr-do-sol
Só, só é mesmo impossível
Fazer o sonho virar luz (bis)
Autor: Sidney Rezende

Existe idade para amar? O amor é cego! Até os brutos amam? O que é o amor? Como poderemos distinguir o amor da paixão? Quais são as formas do amor? Quem ama é racional? O amor é lógico ou é ilógico? Afinal, amar traz felicidade? Por que muitos matam por amar alguém? É o coração ou o cérebro que ama? Mas, por que a pontada é no coração e não na cabeça? E por que o amor dá tantas dores de cabeça? E por que a pessoa que não ama, sonha sempre em amar alguém, e, por tanto sonhar, tem dores de cabeça? É melhor ter dores de cabeça, amando, ou é melhor, ter dores de cabeça procurando alguém para amar? Será que deveremos selecionar alguém para amar, ou o amor é que nos selecionará? Pode alguém amar alguém sem a presença física? O amor virtual é real? Existem almas gêmeas? Será que poderemos amar somente até duas pessoas em toda a nossa vida? Existe mais uma chance para amar uma terceira ou uma quarta? O amor próprio é amor ou é egoísmo? Mas, amar não é uma forma de egoísmo? Por que amar separados e não juntos? O amor tem o seu limite ou não existe limite para o amor? Acabou o amor, o fogo virou cinzas, mas, das cinzas poderá voltar o fogo do amor? O preço da liberdade é a felicidade ou a solidão? O amor pode ser pelas pessoas em geral, pelos animais, pelas plantas, pela sua cidade, pelo meio ambiente, pelo país, pelo planeta Terra, enfim, o amor pode ser generalizado ou unicamente por alguém ou por ambos? Que ama no geral é feliz? Se, se, se, por que, por que, por que, amar, amar, amar - depois de todos esses questionamentos, existe a resposta correta para cada uma delas? Talvez não, quem sabe, aproximada, longínqua, próxima, certa, errada – ou será melhor amar em vez de procurar saber definir o que é o amor? Não sei, somente sei que não sei definir o que é o amor! Acredito que não existe definição para o amor, basta apenas amar o amor! Simples, não! Errado, poucos sabem amar simplesmente, complicam, aliás, todos nos complicamos essa simplicidade, por isto, somos tão infelizes no amor! Deveremos todos nós a reaprender a entender a simplicidade do amor! O amor está no ar! Vamos, então, respirar o ar do amor? É isso ai!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O ZÉ MUNDÃO PEGANDO TODAS

O Zé Mundão aprontou muito na sua juventude, certa vez, resolveu comprar um Fusquinha, somente para ir com os seus amigos para os lupanares de Manaus, sempre cobrava a da “gasosa”, é claro! O cara ficou fissurado por estes lugares, baixava por lá todas as sextas, sábados e feriados, respeitava somente a Semana Santa, quando não comia qualquer tipo de carne! Os lugares preferidos eram a “Maria das Patas”, “Piscina Club” e “Saramandaia” – o carro do Zé estava tão acostumado com a rota, bastava ligar o “piloto automático”, para ir direto para o puteiro! Numa bela noite de sábado de Manaus, o Zé Mundão estava numa lisura que fazia dó, ficou naquela ânsia, encontrou com o seu amigo Branco, no Bar do Gordo, tomaram umas geladas no fiado e ainda tiveram a cara-de-pau em pedir algum emprestado do dono bar, é mole! Seguiram direto para o “Saramandaia”; no caminho, colocou gasolina o suficiente para ir e voltar, o ponteiro nem se mexeu, cruz credo! Chegando lá, o Zé estava com uma cara de enterro, não era para menos, a grana dava somente para tomar quatro latinhas e nada mais, pegar as primas, nem pensar! O Zé chamou o Branco e propôs: - Branco, mano velho, vamos cair fora daqui, tudo é caro, vamos lá para o Posto Cinco, pelo menos a nossa grana vai dar para tomar umas oito, tudo bem? O Branco não tinha nada para argumentar, pois ele é sabedor que o carona depende do dono do carro, tinha mesmo que concordar. Chegando lá, tomaram as primeiras cervejas na maior manha – o Zé Mundão estava falando baixo, triste e puto da vida; quando a bexiga estava na tampa, foi ao WC, jogar pelo ralo o restinho de dinheiro que ainda tinha nos bolsos, na volta, deu uma bicuda num bolo de dinheiro, rapidamente colocou nos bolsos, ficou nervoso, chegou com o Branco e mandou ver: - Branco, encontrei um monte de grana no chão, vamos cair fora, não sei quanto tem, pode ser tudo de 1 ou de 50! Resolveram ir ao “Piscina Club”, ficaram num lugar reservado, o garçom chegou e perguntou ao Zé o que eles iam beber, o cara ainda estava meio assustado, falou bem baixinho: - O senhor me desculpe, a gente vai conversar um pouquinho e depois o chamamos, pode ser? Quanta educação do Zé, parecia um gentleman – começaram a contar a grana, o Zé ficou vermelho, deu um sorriso de orelha a orelha, pois tinha exatamente 860 pilas! Aí papai, a coisa toda muda, o cara deu um grito chamando o garçom, nem parecia àquele pobre coitado de cinco minutos atrás, a voz ficou empostada, ficou com aquela cara de rico boçal, detonou logo: - Pinguim, meu brother, pega duas garrafas de cerveja, uma Brahma e outra Antárctica, dois churrascos de peito de franco e duas primas escolhidas a dedo, pode deixar comigo, você ainda vai pegar uma boa gorjeta! O garçom ficou sem entender bem a mudança de comportamento do Zé. Depois do pedido, combinou logo com o amigo: - Ô Branco, toma cem contos, paga o quarto e detona a tua nega velha, deixa a despesa da mesa comigo, a noite vai ser uma loucura! Chegaram as beldades, o Zé Mundão tomou logo a iniciativa, puxou a mais gostosa para ele, o coitado do Branco só fazia rir, parecia um pinto na merda! Papo vai, cerveja vem e saindo direto Iscas de carne e de batata frita; uma delas notou que o Zé estava com bastante bala na agulha, propôs: - Vamos para a minha casa, poderemos ficar bem à vontade lá, tudo é de primeira, não é a fuleiragem desses quartos daqui, vocês podem ficar até amanhã de manhã, combinado? O Zé na sua gaiatice de sempre, sem consultar o amigo, respondeu na bucha: - Tudo bem princesa, topamos a parada, vai se preparando que o couro vai comer! E o Branco só fazia rir, parecia uma hiena, também pudera com cem corujinhas no bolso e a conta sendo paga pelo Zé Mundão, até eu, papai! O Branco resolveu chamar o Zé num canto e o aconselhou: - Ô Zé Mundão, acho melhor tu guardar a metade da grana embaixo do tapete do carro, essas duas podem achar que nos somos otários e filar o nosso capim! O Zé é doido, mas não é leso, aceitou o conselho do Branco. Passaram primeiro num posto de gasolina – aí foi graça para o Zé: – Aí gente fina, bota gasosa até no toco, quero ver é derramar o tanque! Rumaram com as gatas em direção a Zona Oeste da cidade, elas moravam num bairro barra pesada, a casa era de madeira, o quarto era fuleiro dez vezes mais do que os do “Saramandaia”, agora não adiantava mais chorar sobre o leite derramado, o Zé ficou no quarto e mandou o Branco se acomodar com a gata dele na sala de estar – o pagamento foi feito adiantado, é claro! O couro comeu, foi “lamparinada” até o Sol raiar! O Zé ainda deu um cochilo, acordou com alguém batendo bem forte na porta, a gata ficou aflita e falou bem baixinho: - Sujou a parada, chegou o meu macho, ele é matador, acorda rapidinho o teu amigo, corre pelos fundos e pula o muro, pega a rua detrás, dá um tempo e depois vem pegar o teu carro! A bronca foi feia para o Zé! O cara só se mete em rolo! Depois de fazer tudo como recomendado, o Zé Mundão pegou o seu carro e se mandou para o centro da cidade, pararam na Praça da Saudade e foram conferir a grana, não tinha um conto sequer na carteira dos dois otários, aquilo fora uma armação! Tudo bem, ainda tinha quatrocentos contos embaixo do tapete! O Zé Mundão ficou grato com o conselho do Branco e falou: - Valeu, Branco, toma mais cinquenta paus, vou ficar em manutenção durante a semana toda, na próxima sexta-feira iremos gastar o resto da grana lá na “Maria das Patas”, dessa vez vai ser no banho tcheco, nada mais de ir para a casa das barangas! E o Branco só fazia rir, também pudera, passou a noite toda bebendo e comendo, não gastou um conto sequer e ainda ia voltar para casa com um galo no bolso! Assim foi a vida de solteiro do Zé Mundão, pegando todas, até chegar o seu casamento, a partir daí acabou a mamata, só pegava a patroa e nada mais, nem gripe da vizinha! Eu, hein, Zé Mundão!

Nota do Blog - O Zé Mundão é um personagem criado pelo blog – um cabocão manauense, ambientalista, gozador, enrolado até o cabelo, amante da cidade de Manaus, curtidor da vida social, cultural e etílica da sua cidade. Alguns leitores assíduos do blog gostam das peripécias do Zé Mundão, inclusive, confundem com a pessoa do editor do blogdorocha, mas não tem nada a ver, tudo é uma mistura do passado, com a realidade e ficção da vida de um típico manauense.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

O dia de hoje, comemora-se o “Dia Internacional da Fotografia”, em decorrência do lançamento, em Paris, pela Academia de Ciências da Franca, do consagrado “Daguerreótipo”, um aparelho primitivo de fotografia, inventado por Daguerre em 1839.

A fotografia tem um significado muito forte para mim, apesar de não gostar de ser fotografado, adoro registrar tudo em minha volta, virou um hobby, uma paixão.

A palavra fotografia vem do grego e significa “desenhar com a luz”, ou seja, não basta ter um equipamento sofisticado e dominar todas as técnicas, a pessoa tem que ter sensibilidade para fotografar – desenhar, qualquer um desenha, agora, desenhar com a luz, somente um artista é capaz - não cheguei a este estágio, sou apenas um curioso, sem nenhuma técnica, apenas gosto de fotografar, mesmo não sabendo desenhar perfeitamente com a luz!

Existem alguns acessórios, que o homem moderno não pode sair de casa sem levá-lo consigo, pode-se citar o aparelho celular, os óculos, o molho de chaves do carro e da casa, o notebook, o pen drive, a carteira porta cédulas, acrescento ainda a máquina fotográfica, sem esta ferramenta, parece que falta um pedaço de mim.

A minha paixão, começou quando eu ainda era um jovem mancebo, lembram dos “álbuns de família”, gostava de ficar horas e horas olhando aquelas fotos antigas da minha "thurma", todas tiradas por profissionais, pois era praticamente impossível comprar uma máquina fotográfica naquele tempo.

Com muito esforço, consegui comprar uma máquina, passei a disparar os cliques para todos os lados, o problema era revelar os filmes, pois eram muitos caros, cheguei a perder muitos rolos por falta de grana para a revelação. Finalmente, chegaram as máquinas digitais, foi a salvação da lavoura, porém, consegui comprar uma, somente após muitos anos depois de serem lançadas no Brasil.

Possuo milhares de fotos, coleciono também fotos antigas, utilizo vários programas - o famoso Fotoshop, o Picica e o Windows Movie Maker – para fazer montagens de fotos e publicar no Blodorocha.

Muitos profissionais achavam que iria desaparecer a sua profissão de fotógrafo, em decorrência da popularização em massa das máquinas digitais, ledo engano, nos eventos todo mundo tem a sua máquina, alguns ficam até brincando com aquelas minúsculas filmadoras, porém, a qualidade, a sensibilidade, a fotografia da “hora agá” fica comprometida, neste momento, entra em cena o profissional, sempre é chamado para cobrir o batizado, o casório, a formatura e o aniversário de quinze anos.

Segundo o fotógrafo Ivan Lima “A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabendo a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-Ias".

Diz o provérbio "Uma imagem vale por mil palavras" - para Henri Cartier-Bresson “Fotografar é captar o momento decisivo e a única capaz de captar a alma humana”.

É isso aí! Viva o Dia Mundial da Fotografia!

Foto: J Martins Rocha

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CAFÉ DO PINA

Este estabelecimento localiza-se na Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), no Palacete Provincial. Foi inaugurado em 03/05/1951.Faz parte da história de Manaus.

Sobre a origem do nome quem dá a dica é o Francisco Pina, parente do velho José Pina: “Muitas pessoas perguntam de onde vem o nome PINA, ou se é o mesmo Pina do Famoso "Café do Pina". Em Manaus existem três ramos familiares dos Pina, atualmente com um grau de parentesco afastado entre si. No final da década de 20 vieram para o Brasil, fugindo do lastimável estado da economia portuguesa, culpa dos primeiros anos da implantação da República, que transformara Portugal num verdadeiro caos de miséria e falta de emprego, e à procura de uma situação econômica melhor, três portugueses oriundos de Loriga, Serra da Estrela. Dois eram irmãos, José Pina e Carlos Pina, o outro era primo dos dois, Antônio Pina. José Pina deu origem ao Café do Pina, tornando-se famoso por tratar todo o mundo de jovem e pela excelência do seu cafezinho. O nosso antepassado é o Antônio Nunes de Pina, do qual a atual proprietária de PINA Lanchonete, Lina Maria Pina Pires, é neta. O Pai, Antônio Pires, tinha a Importadora Pina, na Rua Dr. Moreira, muito conhecida, na época áurea da Zona Franca, pelas imagens religiosas importadas de Portugal, pelos artigos de desenho da Pentel japonesa e pelas cutelarias da Solingen alemã. Existem outros Pina fora de Manaus, que fazem parte das mesmas famílias”.

O saudoso Senador Jefférson Péres foi um dos intelectuais amazonense que presenciou a inauguração do Café do Pina e fez o seguinte relato: “Em 1950 tinha inicio uma nova década e, também, a construção de um barzinho, sem nada de especial, mas que iria marcá-la profundamente. O local era um canteiro triangular, em frente ao Guarany, onde havia um antigo chafariz desativado e dois postes de sustentação da tela na qual se projetavam filmes ao ar livre. Ao se erguerem os tapumes, correu o boato de que seria construído um posto de gasolina. A novidade não agradou os ginasianos, que ensaiaram um movimento de protesto e ameaçaram depredar a construção. Pressionado, o então prefeito Chaves Ribeiro aconselhou o proprietário a acelerar as obras, a fim de criar o fato consumado. Diante disso, foi abandonado o projeto original, de forma circular, por outro mais feio, retangular, que pôde ser construído em tempo recorde. O êxito foi imediato e se deveu a uma conjugação de fatores. Em primeiro lugar, sua localização, nas vizinhanças de dois cinemas, três colégios, um quartel, e mais, da então concorridíssima Praça da Policia; segundo a excelência do seu café, talvez o melhor da cidade; e finalmente, a simpatia do proprietário, o português José de Brito Pina, extrovertido e conversador, que em pouco tempo chamava cada um dos freqüentadores pelo nome. Batizado oficialmente de Pavilhão São Jorge, o barzinho era conhecido popularmente por Café do Pina e, mais tarde, Republica Livre do Pina”.

Tive o prazer de frequentar o antigo estabelecimento e conhecer o simpático José Pina (1912-1982), nunca esquecerei aquele “Alô Jovem!” - presenciei a derrubada do antigo prédio e a construção de outro de madeira – o local ficou muito famoso, pois foi um reduto de políticos, boêmios e intelectuais amazonenses, era muito frequentado pelas pessoas que iam aos Cines Guarany e Polytheama, pelos ginasianos do Colégio D. Pedro II e pelos membros do Clube da Madrugada – com o abandono da Praça da Polícia o Café virou Bar, com som ao vivo, venda de cervejas e petiscos variados, passando uma péssima imagem para a sociedade. Com a revitalização da Praça, o Café do Pina foi derrubado e deslocado para o interior do Palacete Provincial.



O atual Café do Pina é freqüentado por aposentados, intelectuais, turistas, comerciários e empresários, o local está repleto de fotografias da Manaus antiga, com uma decoração estilo década de 50 – serve um excelente “Café Regional”, além de encontrarmos todos tipos de cafés – Brisa da Tarde, Matinê, Bela Morena, Moreninha e do famoso Pina Fly, uma mistura de café gelado, whisky, creme de leite, licor de cacau, chantily e cereja – chique, não!



É isso ai. Alô jovem Pina!

Fontes:
PÉRES, Jefferson. Evocação de Manaus: como eu a vi ou sonhei. 2. ed. rev. e ampl.Manaus: Valer, 2002.
Textos obtidos no http://www.google.com.br/
Foto: J Martins Rocha (a primeira) as outras duas foram retiradas do Blog do Coronel http://www.catadordepapeis.blogspot.com/

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DIVISÃO GEOGRÁFICA DE MANAUS

A cidade de Manaus cresce de uma forma vertiginosa, não planejada, poderemos dizer que é de uma forma desordenada – os manauenses do centro da cidade possuem uma enorme dificuldade em circular pelos bairros mais afastados e, sobretudo definir em qual zona está inserida.

Apesar de a cidade de Manaus ser um pingo dentro do Estado do Amazonas, no entanto, concentra em torno de 80% da população total, tanto que foi dividida em sete zonas: Norte, Sul, Centro-Sul, Oeste, Centro-Oeste, Leste e Rural.

Norte – os bairros oficiais são em torno de doze: Cidade Nova, Santa Etelvina, Parque das Nações, Águas Claras, Vitória Régia, Alfredo Nascimento, Monte das Oliveiras, Nova Israel, Colônia Terra Nova, Carlos Braga, Colônia Japonesa, Colônia Santo Antônio.

Sul – onde se concentra o maior numero de bairros: Aparecida, Betânia, Cachoeirinha, Centro, Colônia Oliveira Machado, Crespo, Educandos, Japiim, Lagoa Verde, Morro da Liberdade, Praça 14 de Janeiro, Raiz, Santa Luzia, São Francisco, São Lazaro e São Sebastiao.

Centro-Sul – é a região mais nobre da cidade: Adrianopólis, Aleixo, Bairro da União, Chapada, Flores, Nossa Senhoras das Graças, Parque Dez, Vila Amazonas e São Geraldo.

Oeste – os bairros ficam próximos ao Rio Negro: Compensa, Glória, Lírio do Vale, Nova Esperança, Ponta Negra, Santo Agostinho, Santo Antônio, São Jorge, São Raimundo, Tarumã, Vila da Prata e Vila Marinho.

Centro-Oeste – formado pelos bairros da Alvorada, Bairro da Paz, Dom Pedro I, Hiléia, Jardim Versailles, Parque Riachuelo, Planalto, Redençao e Sao Pedro

Leste – considerado a zona de maior crescimento: Armando Mendes, Cidade de Deus, Colônia Antônio Aleixo, Colina do Aleixo, Coroado, Grande Vitória, Jorge Teixeira, Mauazinho, Monte Sião, Nova Floresta, Novo Aleixo, Novo Reino, Ouro Verde, Puraquequara, São José Operário, São Lucas, Tancredo Neves e Zumbi.

Rural – Praia do Tupé, Nossa Senhora de Fátima, Brasileirinho, Pau Rosa, Livramento e Turumã-Mirim.

Este classificação irá mudar brevemente, pois com a implantação da Região Metropolitana de Manaus e com a conclusão da Ponte Manaus-Iranduba, a tendencia será a transformação em bairros alguns municipios proximos de Manaus.

Apesar de toda a tecnologia de que dispomos (GPS, bussolas, celular, etc.) muita gente se perde na mata e também nao sabe em que zona está ou pretende ir, basta utilizar a mais elementar das orientaçoes – o Sol – quando está no equinócio (noites e dias iguais = março e setembro), nasce para no Leste, basta ficar de pé e abrir os braços, apontar o braço direito para o Leste encontrado – o Norte estará à sua frente, o Sul às suas costas e o Oeste à esquerda. Faça o teste e verifique se os bairros acima citados estão mesmo nas respectivas Zonas.

domingo, 15 de agosto de 2010

DANDO UM ROLÉ POR MANAUS

Manaus, quinze de Agosto, manhã de domingo, o dia está com céu um pouco cinzento, será que é uma inversão térmica? Começou a temporada das queimadas dos roçados? Não sei, mas de qualquer forma, alguma coisa está afetando a natureza. Estamos no verão amazônico, era para está um “céu de Brigadeiro”, muito sol, poucas nuvens, límpido (ótima visibilidade para voar), no meio caso, somente voo nos meus pensamentos, somente utilizo a “Asa Dura “para ir a Parintins assistir ao meu Caprichoso dar show na Arena – resolvi passear pelo Parque Jefferson Péres – com a fumaça ou sei lá o que estava encobrindo a minha cidade, o Sol estava ameno, deu para fazer uma pequena caminhada, por sinal, somente um maluco iria caminhar às onze da manhã de domingo, mas tem doido para tudo, fui para lá, não encontrei uma viva alma no lugar, somente dois sonolentos seguranças do parque – engraçado, sempre volto para o mesmo lugar onde nasci, fiquei a admirar a minha Ponte Romana I, fiquei a imaginar que exatamente há quarenta anos atrás estava pulando daquela Ponte, tomando banhos com os meus colegas! No mesmo local onde me encontrava (um parquinho de madeira), era onde nadava e passeava de canoas e botes e, brincava nas toras de madeira – fiquei alguns instantes olhando a passagem principal da Ponte (hoje aterrada), imaginando quantas vezes passei por debaixo dela – não sei o que pode pensar um jovem ao ver uma ponte aterrada, talvez fique a matutar: Por que fizeram esta Ponte se não existe rio? Talvez não imagine que por ali já passou muita e muita água – pois é, mano velho, os cabeças pensantes de Manaus, resolveram aterrar os nossos rios, as pontes Romana I e II e a Benjamim Constant servem apenas para passar automóveis, perdeu a sua função primordial de ligar duas pontas de um rio – os rios secaram, viraram uma lamina de água, puro esgoto ao céu aberto – com a tal “Manaus Moderna” fizeram uma grande barragem, na enchente, o Rio Negro não consegue passar e seguir a sua sina – E a nossa “Veneza dos Trópicos”? Já era, papai! Mas quem não tem cão, caça com gato! O jeito é voltar do passado - acorda José! - Continuei a minha rolé (volta) por Manaus, caminhando pelo Parque Jefferson Péres, no século XXI, lugar ao qual eu nadava no século XX! Parei bem atrás do Centro Cultural Palácio Rio Negro, ali já fora o centro do poder executivo do Amazonas, imaginem os senhores, no passado, onde parei para sentar, era o “Píer” dos barcos dos “caras” que governaram o nosso Estado, podes crer! Estava dando uma sombra esperta, ventava levemente, os passarinhos cantavam, um silencio ideal para a meditação, pensar na vida, no passado, presente e antever o futuro. Pensei num curso que eu fiz de “Memorização”, procurei exercitar a minha mente, para ouvir sons distantes e idêntica-los, juro que ouvi muita coisa de outrora, pois como aquele lugar faz parte do meu passado, ouvi gritos dos meus colegas, o barulho da água, a zoada da motor de rabeta, a voz forte do meu pai me chamando para ir almoçar aquela “galinha ao forno”! Achei melhor dar um rolé por outros locais, pois ali me traz muita nostalgia – fui parar no bairro do Educando, passei por várias Ruas e vielas, dei uma olhada no Amarelinho, parei em frente a Igreja católica de Constantinopla, peguei a Ponte e voltei para o centro de Manaus – achei melhor voltar para casa, almoçar com os meus pares – depois fui ao Amazonas Shopping – infelizmente este templo de compras, uma invenção dos norte-americanos, não tem nada a ver comigo, com o meu passado, porém, tem tudo ou quase tudo lá para usufruir no presente, não tem o "Cine Guarany", mas têm inúmeros outros cinemas em 3D; não tem o "Restaurante A Maranhense", mas tem restaurantes de renome nacional e internacional; não tem o "Mercado Adolpho Lisboa", mas tem um puto Hiper Mercado com mercadorias dos quatros cantos do mundo – uma coisa lá não tem de jeito nenhum – a inspiração para escrever sobe a minha Manaus, mas, tem Internet “free”para postar este “rolé por Manaus”. Fui!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

BEASA - O CLUBE DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO AMAZONAS.

Tive uma relação muito grande com o Banco do Estado do Amazonas, apesar de nunca ter sido correntista - na realidade, possui e ainda possuo grandes amizades com antigos funcionários, em decorrência de ser irmão do bancário José Rocha Martins Filho e, por ter sido um frequentador assíduo do Clube BEASA.

Na onda de desestatização ocorrida em 2002, as ações do Banco foram parar nas mãos do governo federal, através do Banco Central, posteriormente, foi a leilão e sendo arrematado num único lance e ao preço mínimo, adquirido pelo Bradesco, no valor R$ 182.914.000,00 – dizem as más línguas que o então governador Amazonino Mendes, deu de mão beijada e a transação beneficiou somente uma meia dúzia de pessoas. Na época, o Banco possuía 85 agências e postos de atendimento e 185 mil clientes, era o único a atender todo o interior do Estado do Amazonas.

Foram milhares de amazonense para a rua da amargura, poucos foram aproveitados, pois a politica do Bradesco é formar do Office boy ao Diretor, pagando aquela "mereca" - para se ter uma ideia, o meu amigo Ulisses Marques, era um competentíssimo auditor, após a aquisição pelo Bradesco, foi aproveitado pelo novo patrão, pois eles tinham o maior interesse em obter as informações que ele dispunha das agencias do interior do Estado, quando o Banco sentiu que ele não era mais necessário, preferiu demiti-lo e colocar na sua função um jovem e pagando um salário bem inferior – o Ulisses, atualmente, trabalha no Hospital Santa Júlia, continua aprimorando os seus estudos na faculdade da Uninorte e pertence a nossa confraria do Bar do Armando, faz parte do meu círculo de amizade, uma vez e outra tomamos uma gelada ao som das músicas do Nelson Gonçalves.

Frequentei assiduamente a famosa BEASA, sede social, localizada na Estrada Torquato Tapajós – apesar de ser um clube exclusivo para os funcionários do Banco, a minha entrada era liberada, mesmo quando não ia com o meu irmão, pois o porteiro Carlos Cesão era o meu peixe. A turma do meu irmão era composta pelo Pangaio (um cearense gaiato), Geraldo Jararaca, José Brito, Júlio Afonso, Alberto Sanzer , Humberto Pará, Regnier Lago, Jeovah (bancário e zagueiro do América Futebol Clube), Amandio Costa, Serafim Meireles, Jorge Nascimento, Nilton, Manuel compadre (o office boy da época), Fernando Moura, Ernando Moura e Vanilson Mansour.

O meu irmão trabalhou anos e anos no BEA, fez também parte dos quadros da Caixa de Assistência dos Funcionários do BEA e foi Diretor da BEASA, saiu muito antes da venda para o Bradesco, formado em Ciências Contábeis pela UFAM, atualmente, faz a “carreira solo” como Contador autônomo.

O professor Benedito, o famoso Bené ou Sonson, caboclo de Maués, foi caixa da agência do “Big BEA”, no Boulevard Amazonas – o funcionalismo público recebia por lá, o movimento era uma loucura nos finais de mês – Na época, o governador criou o cartão “Direito à Vida” – a fila dobrava o quarteirão para receber a “babita” – não sei como o Bené não ficou doido de tanto trabalhar. Certa vez, estava na fila um “cabocão” muito chato – passou o tempo todo berrando e perturbando o trabalho do Bené: - O Mazoca é que é o cara! Foi o único governador que olhou para os pobres! Viva o negão! Depois de receber a “bolada”, foi tomar umas geladas no Bar da Castanholeira, na Rua Tapajós, quando já estava na décima ampola e vendo a grana do “Direito à Vida” sumindo pelo ralo do miquitório, largou o verbo: - Mazoca, ladrão, safado, rouba um milhão e só dá trinta reais para os pobres! Negão escroto! Parecia com o Nezinho do Jegue, da novela da Globo  “O Bem Amado” – aquele personagem que vivia puxando o saco do prefeito Odorico Paraguaçú, quando enchia a cara, virava a casaca, passava a xingar o prefeito, chamado-o de ladrão safado!

Com relação ao Clube BEASA aí vai a colaboração do meu irmão José Rocha Martins Filho “O Clube BEASA teve sua época áurea na década 80 (anos 80) e início de 90. As manhãs de domingo do BEASA, elas se estendiam pela tarde e início da noite com varios grupos musicais animando a moçada. Mas na segunda-feira todos estavam em seus postos de trabalho. Tempo bom da juventude! O Clube possuía um baile mensal na última sexta-feira do mês que era disputadíssimo pela população festeira de Manaus. A casa era cheia, e o sucesso só aumentava. Os grupos mais famosos da época eram contratados para animar o evento, tais como: Blue Byrds Band, Os Embaixadores, Carlinhos e Seu Teclado Mágico e sempre que possível era contratado um cantor ou cantora de nível nacional.Os diretores do clube sempre eram escolhidos em eleição direta, e os mais conhecidos e respeitados intelectualmente eram os escolhidos. Lembro dos seguintes nomes: Claudemiro Albuquerque, Serafim Meirelles, José Brito, Raimundo Silva, Milorad Oliveira, Nilo Dantas, Roberto Augusto, Geraldo Jararaca, Mauro Hermes e tantos outros. No carnaval as festas do BEASA também atraíam multidões, e os ingressos e mesas se esgotavam rapidamente! Mas também havia o lado negativo, pois a grande quantidade de frequentadores dessas festas carnavalescas, após consumirem bebidas exageradamente, sempre partiam para brigas inesquecíveis. Lembro de uma delas que não sobrou uma só mesa ou cadeira em condições de uso e milhares de garrafas de cervejas quebradas! Na última que assisti em meados dos anos 80 estava eu na portaria na qualidade de tesoureiro, arrecadando o dinheiro dos ingressos, mas quem guardava a grana era o presidente Geraldo Jararaca, em uma maleta preta. Na hora da briga, lá pelas 3 horas da madrugada, os brigões foram parar no estacionamento e na portaria, formando uma confusão generalizada. Após a briga, parecia que um furacão havia passado pelo local. Até a maleta preta com o dinheiro dos ingressos desapareceu, e até hoje estão procurando pela grana. ah, ah, ah, ah, ah”.

É isso aí rapaziada, tempos bons que não voltam mais – um abraço a todos os ex funcionários do BEA e aos frequentadores do Clube BEASA!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CAFÉ DOS TERRÍVEIS

CAFÉ DOS TERRÍVEIS



Praça do Commercio (Canto da Rua Demetrio Ribeiro)


Endereço Telegráfico: TERRIVEIS
 CAIXA 433 TELEPHONE 82





BEBIDAS FINAS, CARNES FRIAS, CHÁ, CHOCOLATE, CAFÉ, OVOS, CANJA A QUALQUER HORA DA NOITE.


CONFORTO, BOM SERVIÇO, RAPIDEZ E ACEIO





ALFREDO RODRIGUES SOEIRO

********MANAOS*******

 
Esta  fotografia antiga mostra o Café dos Terríveis e o comercial da época - este local está, atualmente, totalmente descacterizado, fica na Rua Visc. de Mauá esquina com a Rua G. Vitorino, baixo meretrício do centro antigo de Manaus.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

INTELIGÊNCIA X TRABALHO X LIBERDADE

Quando criei este humilde espaço – ao elaborar o meu perfil, tentei-me auto definir como um lutador, um guerreiro, na qual a minha arma é a inteligência, a minha força é o trabalho e a minha causa é a liberdade – irei escrever um pouquinho sobre o que penso sobre essas três palavrinhas mágicas:

INTELIGÊNCIA – O termo vem do latim Intelligentia, significando, segundo o dicionário do Aurélio - a faculdade de aprender, apreender ou compreender; percepção, apreensão, intelecto, intelectualidade, qualidade ou capacidade de compreender e adaptar-se facilmente. Todos os seres humanos nascem com essa capacidade, uns desenvolvem um pouco mais, outros um pouco menos. Outrora, foi muito utilizado nos testes de admissão organizacional, o famoso Quociente de Inteligência (QI), para medir a inteligência dos candidatos, os mais pontuados tinham mais chances de ingresso nas empresas -, agora, falam que o ser humano possui em torno de sete tipos de inteligências, existe até testes para medir a Inteligência Emocional (QE) – para saber se a pessoa terá sucesso e insucesso na vida profissional – falam também que existe a Inteligência Ambiental, na qual os seres humanos tem a visão que estão cercados por computação e tecnologias de rede. Muitos utilizam a inteligência como arma, para guerrear, para matar as pessoas e tudo o mais; a bomba atômica é fruto da inteligência do homem – outros, a utiliza como arma para o bem da humanidade, procuram exteriorizá-la através da fala, da escrita, dos gestos e ações, procuram desenvolver um mundo melhor, mais justo, com harmonia entre o homem e a natureza – enquanto aqueles destroem, estes constroem, são dois tipos de inteligências digladiando: a força do mal que cria, mata, destrói, amplia os ganhos materiais sem se importar com o futuro da humanidade – a outra, a força do bem, que cria, constrói, amplia os conhecimentos para defender o planeta Terra contra as agressões à natureza e ao ser humano, pensando sempre no bem estar atual e das futuras gerações. Exemplo: um grupo de empresários inescrupulosos teima em construir o Porto das Lajes, bem no Encontro das Águas, eles querem faturar milhões de reais, não se importando com a destruição daquele local, não estão preocupados se os Jaraquis fazem ali a sua desova – assim, eles pensam: - Não estamos nem ai para a natureza, o Jaraqui babau, o que queremos mesmo é comer Bacalhau! Por outro lado, existe um pequeno grupo de pessoas que utilizam a inteligência para barrar esta indecência, são os militantes do movimento social “SOS Encontro das Águas” – constituídos por formadores de opinião, artistas, poetas, comunitários, cientistas, pesquisadores, políticos dos bons, estudantes, etc. – eles lutam pela convivência harmoniosa entre o homem e a natureza, pelo crescimento econômico e social com responsabilidade, equilibrado e sustentável. Nesta luta, vençam os que utilizam a inteligência para o bem!

TRABALHO – Derivado de Trabalhar [Do lat. vulg. tripaliare, 'martirizar com o tripalium' (instrumento de tortura)]. O mestre Aurélio define - Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Dizem que o trabalho enobrece e dignifica o homem – alguém tem dúvida ou duvida do dito popular? Tanto que é bíblico, quando Adão resolver ir além do Paraíso, Deus falou: - A partir de agora ganharás o pão com o suor do teu rosto! Acabou a mamata? Para poucos, não! Tem gente que “não corta nem sabão com a faca”, são “os filhinhos de papai”, os playboys, os políticos safados, os eternos mamadores das tetas do governo, os parasitas, etc. A grande maioria tem que batalhar, ralar o dia todo, a labuta é árdua, mas, gratificante, alguns alcançam voos mais altos, outros tantos, não saem do chão. É justo o cidadão depois de anos de trabalho, receber a sua merecida aposentadoria, porém, deixar de trabalhar, jamais! O homem que resolver simplesmente parar de trabalhar estará fadado à morte mental e apressará à física! Portanto, o lema é trabalhar sempre. O filósofo A. Gramsci escreveu o seguinte: “Os métodos de trabalho estão indissoluvelmente ligados a um determinado modo de viver, de pensar e de sentir a vida" Exemplo: Penso em desenvolver uma nova atividade laboral – comprar um terreno em Iranduba, pegar no cabo da enxada, calejar as minhas mãos, cuidar da terra e da roça, fazer compostagens, plantar produtos orgânicos, sem agrotóxicos, criar galinhas, patos e peixes em cativeiro, colher e usar para o consumo da minha família, distribuir gratuitamente para os comunitários e vender os excedentes para os “bacanas” de Manaus. Trabalhar até quando o espinhaço começar a entortar e as pernas começarem a tremer – aí mano velho, pode preparar a cova que o velho já cumpriu a missão!

LIBERDADE – Vem do latim. Libertate – significando a faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação. Segundo a Wikipédia “Em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários”. Existem inúmeras outras definições. Depois da vida, o bem maior é a liberdade, tanto que está consagrado na nossa Carta Magna de 1988. Foi na época da ditadura militar em que os brasileiros mais clamavam pela liberdade. No Brasil colônia e império, os irmãos africanos e indígenas foram os que mais sofreram – somente para termos uma ideia, no período de 1531 a 1855 foram desembarcados no Brasil em torno de quatro milhões de africanos, para trabalharem para os proprietários da agromanufatura do açúcar, na plantação do algodão, na mineração e nos serviços domésticos. Além da liberdade física e de expressão, devemos lutar também para nos libertar dos pecados capitais: a ira, a gula, a inveja, o orgulho, a avareza, a luxúria e a preguiça. Recentemente, alguns bilionários resolveram doar parte das suas fortunas para entidades filantrópicas, pesquisas e educação - isto é uma forma de se libertar do egoísmo.
Exemplo: Nelson Mandela, nasceu em 1918, passou vinte oito anos na prisão, por ser o principal líder do movimento antiapartheid na África do Sul, foi considerado um guerreiro em luta pela liberdade, foi libertado em 1990, ganhou o Premio Nobel da Paz e foi presidente do seu país de 1994 a 1999. É isso ai.

domingo, 8 de agosto de 2010

VISITA AO JARDIM BOTANICO DA RESERVA FLORESTAL ADOLPHO DUCKER

A reserva é uma imensa área urbana do governo federal, considerada a maior do mundo, com 10.072 ha., sendo administrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA; com o crescimento desordenado de Manaus, um dos limites da cidade chegou até as portas desse importante espaço de conservação ambiental – para conscientizar as pessoas da importância dessa reserva, foi criado o Jardim Botânico, ocupando apenas 5% da reserva.

Como se pode observar na foto ao lado, existe uma imensa área degradada ao redor da reserva, são as invasões, foram desmatadas imensas áreas, no seu lugar foram criados novos bairros, existe um foco de pressão muito grande, diariamente a reserva é ameaçada, imaginem o trabalho que os servidores do INPA têm para segurar as fronteiras da reserva.

Por incrível que pareça, para quem dispõe de automóvel, o acesso ao local é muito fácil e rápido, basta seguir pela Avenida Torquato Tapajós até a entrada da Estrada do Tarumã, virar a direita e pegar uma imensa estrada, aberta recentemente, chamada de Avenida Uirapuru, esta via pública é dotada de toda a infraestrutura, o deslocamento é rápido, não existem semáforos em toda a sua extensão, chegando rapidamente aos Conjuntos Renato Souza Pinto e Cidadão, bem mais em frente fica o Jardim Botânico, na Cidade de Deus.

Estive no local, a minha primeira impressão foi incrível, do lado direito existem milhares de casas residenciais e comerciais, com pouquíssima arborização e, do lado esquerdo, a exuberância da floresta Amazônica. Infelizmente, muitas pessoas ao invadirem a floresta, derrubam tudo ao redor, chamam a floresta de “mato” no sentido pejorativo, tudo vira cinzas, depois, constroem as suas casas, os raios solares batem direto, imaginem o calor insuportável que faz; aqueles que derrubam somente quarenta por cento e conservam os outros sessenta da cobertura vegetal, devem, com certeza, ter uma grande qualidade de vida.

Ao entrar no Jardim Botânico, senti que o mesmo está um pouco abandonado, apesar de contar com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Manaus/SEDEMA - falta conservação, não vi um segurança sequer, muito menos guias – estão expostos no local, diversas obras de cerâmicas indígenas, obtidas em Iranduba e Coari, objetos valiosíssimos para os estudos arqueológicos, além de dezenas de plantas devidamente identificados e aquários com peixes da nossa região – tem um folder que me chamou a atenção, trata sobre o ciclo reprodutivo dos Jaraquis da escama fina e da grossa, a reprodução se dá bem no Encontro das Águas, local onde os desalmados empresários querem construir o Porto das Lajes.

Existe uma pequena lousa onde está descrito toda a programação de visitas, caminhadas pelas trilhas, observação de pássaros e borboletas, não foi possível fazer nada, pois os dias e os horários não batiam com o momento em que entrei na reserva – por ser um domingo comemorativo aos dias dos pais, estava em companhia dos meus três filhos e da minha netinha, fomos em busca mudas de plantas ornamentais, lamentavelmente, o Orquidário está necessitando de reparos urgentes e a pessoa que nos atendeu não estava preparada para nos orientar sobre as mudas.

Apesar do aparente descaso da PMM para com o Jardim Botânico, ele possui um papel importantíssimo na educação ambiental dos moradores do entorno, bem como, serve para conscientizar as pessoas sobre a grande importância da Reversa Florestal Adolpho Ducker. Farei outras visitas, aconselho aos moradores de Manaus a fazerem o mesmo.

Foto: Google Earth

sábado, 7 de agosto de 2010

ÔNIBUS LINHA 011/BALNEÁRIOS

Para quem não está acostumado a andar de ônibus em Manaus, a dificuldade é muito grande para se descolar na cidade, primeiro, as linhas são conhecidas por números, segundo, os motoristas não são muito chegados  a dar informações sobre o percurso e, por último, os coletivos são na grande maioria verdadeiros cacarecos. Ainda sou usuário do transporte coletivo, porém, ainda não gravei os referidos números, prefiro andar mais nos micro ônibus, chamados de "Alternativo", a tarifa é de três reais, com direito a ar condicionado e uma música ambiente, além de constar no para-brisa todo o itinerário em letras garrafais (letra tamanho acima de 72), porém, quando preciso pegar um ônibus dito “normal” aí a coisa toda muda – neste sábado, fui convidado para um almoço de confraternização entre os produtores de sorvete natural, da comunidade Nossa Senhora de Fátima, zona rural de Manaus, o local é uma área de preservação ambiental (APA), fica às margens do Rio Tarumã-Mirim, com acesso fluvial e pela BR-174, lá é muito bonito, já estive por lá ano passado. Sobre o sorvete natural, os comentários são os melhores possíveis, eles produzem sem nenhum aditivo quimico, dizem que é o puro sabor da fruta, a água utilizada é de uma pureza total, estão tendo todo o apoio dos pesquisadores do INPA, inclusive, já despertou interesse de grupos canadenses em financiar a produção para exportaçao para aquele país. Para me deslocar até o evento, peguei o ônibus 011/Balneários, imaginei que iria passar na Praia da Ponta Negra, pois os balneários de Manaus eram além dessa belíssima praia, o Parque Dez, Ponte da Bolívia e Tarumã, com exceção daquela, todos os demais morreram com o progresso. Segui a rota, o ônibus passou próxima a Ponte da Bolívia (nome dado em homenagem a primeira moradora do local e não ao país da América do Sul) e entrou na Estrada do Tarumã (zona Oeste de Manaus, nome em referencia ao Rio Tarumã que desemboca na margem esquerda do Rio Negro), conhecida como Estrada do Turismo -, parou no poluído e abandonado “balneário” do Tarumã, sentí uma enorme tristeza ao ver o local onde eu tomava longos banhos de igarapés com a minha família – a pequena cachoeira ainda está lá – será que um dia será despoluído? Pode ser, basta somente boa vontade e educação do povo, tudo é possível, pois o homem está conquistando o espaço sideral - por que não pode voltar a dar vida a um igarapé! A rota continua – o ônibus entrou mata adentro, deu para sentir o cheiro de interior, o clima muda, a viagem é tranquila e reconfortante, imaginei que após aquele percurso, o ônibus iria voltar e rumar em direção à praia de Ponta Negra – qual nada! E toma estrada, becos, vielas, ramais, entram e saem gente e, nada de voltar! – passou pela Vivenda Verde, deu uma ré, seguiu para outro ramal, depois de uma hora de viagem, o motorista para o buzão no meio da floresta e detona bem alto: - Ponto final, galera! Achei que o aviso fora para mim, pois estava atônito e com aquela cara de leso, parecia um cachorro que caiu da mudança - dirigi-me a cobradora e perguntei: - Peguei o ônibus errado, e agora? Como é que eu faço para chegar até a Praia da Ponta Negra? Ela respondeu: - O senhor espera mais uns quinze minutos, este ônibus vai retornar para o Centro, depois o senhor espera em torno de uma hora mais ou menos, pega o 012/Balneários, este sim, vai até a Ponta Negra. - Pensei cá com os meus botões: esperar o ônibus 011 dá a partida, são 15 minutos, voltar ao centro, leva mais uma hora, esperar o 012, mais uma horinha, chegar até a Ponta Negra, mais 45 minutinhos, dar uma pernada até a Marina do David (fica por detrás do Tropical Hotel), leva mais 15 minutos, pegar uma Barco a Jato, o percurso até a comunidade é longo, mais 45 minutos, talvez chegue na comunidade beirando as duas da tarde – adeus almoço comunitário! Que pena, vai ficar para a próxima vez – depois dessa, com certeza, jamais esquecerei o numero da linha, será? E se eu pegar novamente o 011 em vez da linha 012? Sei não, mas de qualquer forma vai valer o passeio – na próxima vez que for convidado para ir a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, sairei ao raiar do dia! Eu, hein!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

MANAUS - A MINHA CIDADE QUERIDA!

Nasci no Hospital da Santa Casa de misericórdia, no centro antigo da cidade de Manaus; no momento da minha saída para o mundo, contava a minha saudosa mãe, ouviu o badalar dos sinos da Igreja de São Sebastião, marcando meia-noite, era a passagem do dia 11 para 12 de Setembro de 1956. O meu nome seria Juscelino, em homenagem ao maior e melhor presidente do Brasil, venceu a minha avó cearense, passei a ser chamado de José ou Zé Rocha, para os íntimos. Próximos ao local onde nasci ficam o Palácio da Justiça, o Teatro Amazonas, o Ideal Clube, a Instituto de Educação, o Colégio Benjamim Constant, o Palacete Miranda Corrêa, a Praça do Congresso, a Praça e a Igreja de São Sebastião, o Luso Sporting Clube, a Casa do governador Eduardo Ribeiro, a Avenida Eduardo Ribeiro e muitos outros logradouros e prédios históricos de Manaus. Dessa forma, tive o privilegio de nascer onde aconteceram os principais acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais da nossa cidade. A minha origem foi humilde, fui morar numa Casa Flutuante, no Igarapé de Manaus, tive a oportunidade de ser um ribeirinho, acompanhar a enchente e a vazante do Rio Negro, morar próximo ao Palácio Rio Negro, presenciar, apesar da tenra idade, o jogo politico da década de 60, frequentar os Cines Éden, Polytheama, Odeon e Guarany, estudar no Barão do Rio Branco, fazer tratamento de saúde no Hospital Beneficente Portuguesa e Hospital da Criança, fazer compras no Mercado Adolpho Lisboa, morcegar Carroças e andar de ônibus de madeira, andar pelas Avenidas Sete de Setembro, Joaquim Nabuco e Getúlio Vargas, além das Ruas Major Gabriel, Lauro Cavalcante, Huascar de Figueiredo e Ipixuna, pular das Pontes Romana; por ser filho de Luthier, tive o privilégio de conviver com músicos, artistas plásticos, boêmios, cantores e intelectuais, depois, na minha adolescência fui morar na Vila Paraíso, centro, estudei nos Colégios Divina Providência, Benjamim Constant e IEA, além da Faculdade de Estudos Sociais (na vida adulta); passeava na Praça da Saudade e pelo Rodoway; brincava na piscina do Rio Negro, ia ao Festival Folclórico do General Osório, frequentava as Igrejas de São Sebastião, Matriz, Dom Bosco e Remédios. Depois de passar cinquenta anos da minha vida dormindo em berços esplêndidos, resolvi sair da longa hibernação cultural, passei, há poucos menos de três anos, a escrever “certo” por linhas tortas, tendo como pano de fundo, exatamente a Manaus antiga e contemporânea, focando aqueles prédios, ruas, praças, monumentos e lugares ao redor da qual onde nasci e convivi por todo esse tempo. Confesso que conheço muito pouco sobre a história da nossa cidade, mas com o despertar, ainda que tardio, levou-me a uma sede diária de conhecimentos, busco ler até bulas de remédios antigos, passei a me preocupar mais com os nossos monumentos, com os prédios históricos, com as praças e com o nosso povo; comecei também a frequentar sebos, livrarias, teatros, participar de eventos culturais, militar em movimentos sociais, enfim, estou numa corrida muito grande contra o tempo, para adquirir conhecimentos sobre o passado, com o intuito de compreender o presente e tentar visualizar o futuro da nossa cidade. O blog é uma ferramenta que eu disponho para chegar a este objetivo – tenho uma interação muito grande com pessoas de todo o nosso querido Brasil – não posso me dedicar muito ao desenvolvimento do blog, pois ainda estou na ativa, pensando bem, não quero nunca me aposentar, quando um dia a morte chegar ao meu encontro, espero ainda estar trabalhando e escrevendo – A minha cidade de Manaus é tudo isso que escrevi e escrevo, está no meu sangue, na minha mente, no meu passado e no meu presente -, luto e, lutarei sempre, para ela ser cada vez mais bonita, linda, arborizada, revitalizada, com um povo ordeiro e feliz, uma simbiose da cidade com a sua gente, preservando a sua cultura e a beleza da Amazônia. Sonhar não custa nada! É isso ai Manaus - minha cidade querida!