quarta-feira, 4 de abril de 2012

EDUCACÃO DE QUALIDADE



Recebi um e-mail da Melissa Arabella dos Santos, ela pediu a minha opinião sobre a educação em Manaus, isto me motivou a escrever esta postagem, apesar da minha deficiência na área - em todo caso, vamos lá:

O sistema educacional brasileiro, no geral, está de mal a pior, para ter uma ideia, foi feito um estudo pelo UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), incluindo todas as escolas públicas e particulares brasileiras, comparando com as de setenta países, o Brasil ficou em 57º. lugar, isto mostra a gravidade em que se encontra a educação em nosso país.

Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que o ensino privado é bem melhor que o público, mas, no geral perdemos feio para dezenas de países, inclusive estamos a anos luz atrás do Chile.

Apesar do caos do ensino público, ainda temos um ensino de qualidade nos colégios militares e nas escolas técnicas federais, em decorrência dos professores terem uma qualificação melhor, uma remuneração mais adequada, com metodologias de ensino enxutas, além de uma melhor infraestrutura nas escolas.

Muitos políticos, empresários e profissionais liberais que passaram dos cinquenta anos de idade, se orgulham de terem estudado em escolas públicas de Manaus, principalmente, no Colégio Amazonense D. Pedro II, conhecido como Estadual – era difícil entrar, pois existiam exames de admissão e, somente passava de ano quem realmente estudava com afinco.

Antigamente o ensino público da nossa cidade era de qualidade superior, com professores bem remunerados, eram respeitados na sociedade e, havia toda uma preocupação por parte dos governantes, com maciços investimentos na educação do povo amazonense.

Com o passar do tempo, houve a falência do ensino público, salvo raras exceções - passando o setor privado a investir pesado nesse nicho de mercado, porém, com acesso somente a uma classe mais privilegiada financeiramente.

Sabemos que, a nossa Constituição Federal, a lei maior, obriga os Estados a atuarem no Ensino Fundamental e no Médio e, os municípios, também no Ensino Fundamental e na Educação Infantil, com aplicação mínima de 25% das receitas de impostos na Educação.

Se um quarto de toda a arrecadação dos impostos deve ser direcionado a educação, por que o ensino público é precário e falido? Não sou especialista em educação, mas, me atrevo em culpar os próprios governantes, a grande maioria não possuem compromissos com uma educação de qualidade – bem diferente da Inglaterra e da Alemanha onde o ensino público é de qualidade superior, reunindo nas salas de aulas tanto o filho de rico quanto o do pobre.

Não adianta culpar a estrutura física das escolas, da falta de qualificação dos professores e, da evasão escolar e do baixo rendimento dos alunos, todos são apenas consequências da politica governamental para com a educação, onde são valorizados a quantidade (o maior numero possível de alunos matriculados e estudando) do que na qualidade do ensino.

Segundo os especialistas, o ensino de qualidade envolve: organização inovadora, aberta, dinâmica, com projetos pedagógicos participativos – docentes bem preparados, intelectual, emocional, comunicacional e eticamente, bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais – relação efetiva entre professores e alunos – infraestrutura adequada, atualizada, confortável, com tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas – alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal. 

Poderemos mudar o quadro em que se encontra a educação no Brasil? Com certeza! Tudo depende da união de todos, reclamando, botando a boca no trombone, tirando do poder os políticos corruptos e, exigindo a implantação gradativa de uma educação de qualidade.

No caso especifico de Manaus, o novo mandatário da administração municipal poderá mudar o quadro caótico em que se encontra educação infantil, desde que os eleitores manauenses pensem muito antes de votar e, coloque no poder um politico realmente compromissado com o povo e com a educação de qualidade – o  mesmo pode ser feito na esfera estadual.

Parabéns a Melissa Arabella, pela sua preocupação com a educação atual dos manauaras e por exigir mudanças para melhor. É isso ai.
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