sábado, 29 de maio de 2010

LUCINHA CABRAL


A cantora e compositora Lucinha Cabral, amazonense da gema, possui o orgulho de ser cabocla, o amor pela suas raízes e, pela cultura da sua terra, coisas muito raras na maioria das pessoas da região norte, pois valorizam muito o que vem de fora.

Está 30 anos na estrada musical, chegou ao auge da carreira, com o seu mega sucesso “Brasileira”, a letra é mais ou menos assim:

Sou Brasileira
Sou caboquinha
Da pátria d´água, com muito orgulho e farinha
Sou poesia, cunhantãbim
Disse o poeta maluco
Olho d´água, pedaço de mim...
Sou Tainã, igarapé
Balanço da rede, viola no peito
Leseira baré
Sou curupira, sou caboquinha
Antonio Pereira, Aníbal Beça
Mariazinha...
Sou brasileira, sou brasileira
Porto de lenha
Sou boi-bumbá
Vila Santa Rita, Chico da Silva
Sou moronguetá
Meu som também dá
Pra se dançar
Disse o Raízes
São dois pra lá, dois pra cá...
Sou brasileira
Sou brasileira, caboquinha...
Brasileira...
Sou brasileira!

Os seus shows são todos com a temática amazônica, um deles foi o “Curimim”, cantou a música “Flor Negra”, do paraense Nilson Chaves, “Curupira”, dela e Aníbal Beça, “Curumim”, parceria com o Marinho, dentre outros sucessos.

Nem tudo são flores, a nossa caboquinha Lucinha Cabral tem uma filha, a Tainam Soares, quando ainda era uma criança sofreu um grave acidente de trânsito em 2004, o que lhe causou sérias lesões na coluna vertebral, obrigando a usar cadeiras de rodas para se locomover – para colaborar com o tratamento, a Associação dos Servidores e Pesquisadores do INPA fez três edições do projeto “Cultura para a vida”, o evento conta sempre com a participação de diversos músicos, artistas plásticos e o carinho do público manauara.

A Lucinha possui uma performance notável e uma voz aveludada, quando canta ou outros cantores param para ouvi-la, nos faz lembrar o pássaro Uirapuru (seu canto, que só se ouve uns 15 dias por ano, quando constrói o ninho e, ademais, apenas durante cinco a 10 minutos, ao amanhecer, é tido como particularmente melodioso, musical, e diverso do de outra ave qualquer, a ponto de, segundo a lenda, os outros pássaros todos se calarem para escutá-lo).

A nossa Lucinha Cabral continua cantando e encantando a todos. É isso aí caboquinha!
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