sexta-feira, 19 de março de 2010

MUSEU/CASA DE EDUARDO RIBEIRO


Finalmente, aconteceu a inauguração do Palacete Bretislau de Castro, o evento foi muito concorrido pelo pessoal das três esferas do poder, além de empresários, artistas, músicos, profissionais liberais, médicos, escritores, militares e curiosos (nesta classe eu me incluo).

Fiz a visita em companhia de dois amigos, confesso que nunca tinha colocado os pés naquele lugar, por isso, foi uma emoção muito grande em conhecer aquele prédio histórico.

No Palacete abriga o Museu Casa Eduardo Ribeiro, a Academia Amazonense de Medicina e Memória da Medicina, abaixo, farei um breve relato desses espaços, transcrito de um folder que foi distribuído no evento.

A Casa

Trata-se de um belo exemplar dos vários palacetes edificados, em Manaus, no período áureo da economia da borracha (1880-1914), no centro tradicional da cidade e em área bastante valorizada, especialmente pelo seu entorno que contava com as construções do Teatro Amazonas, Palácio da Justiça e do futuro Palácio do Governo cujas obras, embora iniciadas naqueles anos, não foram concluídas. Depois de ter sido uma das residências do governador Eduardo Ribeiro, de 1907 a 1961 foi propriedade e residência da família do engenheiro Bretislau de Castro e dona Maria Augusta Castro quando foi vendida para a União Federal, passou a sediar os serviços públicos de saúde. Edificada em alvenaria de pedra e tijolo, em três andares, em dois lotes de terrenos, medindo 20,90m de frente e 48m de fundos, devidamente restaurada no período de 2007 a 2009, está ambientada e reconstituída com objetos, utensílios e mobiliário da casa de residência do jornalista, militar e político Eduardo Gonçalves Ribeiro, com a recomposição da memória da família Bretislau de Castro e da medicina no Amazonas. Com mobiliário de época e exposições virtuais e interativas, acolhe no andar térreo a sede da Academia Amazonense de Medicina, e nos dois outros foram recomposta como residência. O imóvel foi cedido pela União Federal ao governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, por portaria de nº 168, de 24 de abril de 2002, do Ministério de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, incluindo a implantação de um museu digital sobre a história da medicina no Amazonas.

Eduardo Gonçalves Ribeiro

Militar, jornalista e engenheiro nascido no Maranhão em 1862, filho de Maria Florinda da Conceição. Estudou no Liceu Maranhense, na Escola Militar do Rio de Janeiro, graduando-se com oficial do exército e bacharel em ciências físicas e naturais e em engenharia. Em 1887 foi deslocado para Manaus, servindo em Belem por alguns meses. Na capital amazonense atuou nas obras públicas e na demarcação de terras, mas particularmente na político, tendo sido Vice-Governador, Governador de Estado, Deputado Estadual, presidente do poder legislativo em dois mandatos e Senador da República eleito, mas não reconhecido pelo senado. Atuou na imprensa maranhense, particularmente no jornal “O Pensador”, que ajudou a fundar, ainda bastante jovem. Era um jornal popular e contrário à igreja católica. Do nome do jornal veio o apelido com o qual ficou conhecido. Faleceu em situação misteriosa, em Manaus, em 14 de outubro de 1900.

Família Bretislau de Castro

O engenheiro Brelislau de Castro Júnior adquiriu o imóvel de Ana Botelho da Cunha Marinho, por carta de arrematação em 15 de maio de 1907, nele residiu durante muitos anos com a família. Seus herdeiros, Ruth Borges de Menezes Castro, Flávia de Castro Gurgel do Amaral, Maria Augusta Borges de Menezes Castro e Edith de Menezes Castro Batista, depois de sua morte, em razão de formal de partilha e por desapropriação pela União Federal levada a efeito em 1961, entregaram o imóvel para sede de serviços do governo federal na área de saúde pública. Corria o tempo do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Ação Educativa

Visita monitorada e oficinas com teatro história sobre a paisagem urbana de Manaus no período áureo da borracha, e passagens da vida pessoal e política do ex-governador e dos antigos moradores do Palacete. Visitas programadas. Encontro e debates. Atividades lúdico-recreativas para o público infanto-juvenil.

Eventos

Esta área pode ser utilizada para visitação individual e de grupos, levada a efeito no horário regular de funcionamento ou agendada, especialmente por escolas e turistas interessados em conhecer parte da história do Amazonas; as transformações urbanas levadas a efeito em Manaus no período de 1892-1896; a vida e a obra do governador Eduardo Ribeiro e da importante família Bretislau de Castro, além de travar conhecimento com a história da medicina no Amazonas. Os acervos documentais e históricos são disponibilizados em meio digital para uso no local. No pequeno e agradável jardim da Casa há eventos artísticos como o teatro história e música com apresentações acústicas, conforme programação mensal.

Academia Amazonense de Medicina

Foi fundada em Manaus em 14 de março de 1980 com 20 cadeiras na Rua Ferreira Pena (antigo prédio da SEMSA), e reinstalado em 24 de março de 1999 no Centro Cultural Palácio Rio Negro com 60 cadeiras. Reúne profissionais da saúde, especialmente dedicados à produção cientifica e literária, e outras personalidades das letras e das ciências sociais.

Jardim Maria Augusta de Castro

Homenageia a senhora Maria Augusta de Menezes de Castro, esposa do engenheiro Bretislau Manoel de Castro Júnior, de “apurada educação e formação humanística e com amplo círculo de relações sociais” em Manaus, genitora do médico Flávio de Castro, do magistrado Mário de Castro, de Edith de Castro Batista e do doutor Edgar de Castro. A família residiu por muito tempo no prédio, desde poucos anos após a morte de Eduardo Ribeiro, precisamente de 1907 a 1961. Localizado na parte posterior da Casa, onde se localiza a garagem do carro do Governador, possivelmente puxado a parelhas, onde se realizavam encontros informais de estudantes, professores, pesquisadores, historiadores e médicos interessados na vida e obra de Eduardo Ribeiro, na historia da família Brestislau de Castro e da medicina amazonense, e saraus artísticos conforme calendário pré-fixado. Peças Importantes: Charrete de época correspondente ao período do governo de Eduardo Ribeiro (reprodução). Azaléia, Bromelias, Bugaville, Helicônia, Jasmim de Madagaska, Marta (jasmim laranjeira), Mini Rosas, Palmeira da Malásia, Timmbérgia e Xora Chinesa, expostas em caramanchão de ferro, em pérgula ou latada, coberto por trepadeiras, concede sombra e dá um ambiente acolhedor. Ao que se conhece a estrutura pergulada te origem em antiga vila romana, construindo um caminho protegido do calor, para permitir meditação. Esculturas em louça e em massa, correspondente a estações do ano, originarias da residência do comendador Emídio Vaz d´Oliveira, antigo cônsul de Portugal e cidadão benemérito do Amazonas. As peças de maior valor podem ser encontradas no Passeio Público, no Rio de Janeiro, as esculturas das Estações do Ano, desenhadas por Mathurin Moreau e fundidas em 1860 no Val D´Osne, que também enviou diversas obras para Manaus, algumas delas expostas nos jardins da Praça Heliodoro Balbi. Esculturas das Estações do Ano, também nos jardins do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A Casa estará aberta de 9h às 17h, de segunda a sexta-feira, e domingo das 16h às 21h, fica na Rua José Clemente nº 322, centro histórico de Manaus, mais informações nos sítios:  http://www.culturadoam.blogspot.com/ http://www.eduardoribeiro.am.gov.br/


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