sexta-feira, 22 de julho de 2011

O ENTREGUISMO BARÉ

O Prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, tem a fama de ser um grande entreguista “Baré”, ou seja, em todas as suas administrações no comando do executivo estadual (1987/1990 e 1995/2002) e municipal (1983/1986, 1993/1994, 2009/2013), sempre foram marcadas com o interesse político em entregar o patrimônio do povo à exploração de grupos particulares. Vamos enumerar algumas façanhas do cabocão de Eurinepé:

Banco do Estado do Amazonas:

Na onda de desestatização ocorrida em 2002, as ações do Banco foram parar nas mãos do governo federal, através do Banco Central, posteriormente, foi a leilão e sendo arrematado num único lance e ao preço mínimo, adquirido pelo Bradesco, no valor R$ 182.914.000,00 – dizem as más línguas que o então governador Amazonino Mendes, deu de mão beijada e, a transação beneficiou somente uma meia dúzia de pessoas. Na época, o Banco possuía 85 agências e postos de atendimento e 185 mil clientes, era o único a atender todo o interior do Estado do Amazonas.

Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama):

Esta empresa era a responsável pelo sistema de água da capital e do interior. O filé da companhia (capital) foi vendido em 2000, para um grupo de franceses (Lyonnaise dês Eaux) pelo valor de 193 milhões de reais, bem abaixo do seu patrimônio, da ordem de 480 milhões de reais, deixando o osso para o Estado (interior). Dizem os especialistas que, o passivo trabalhista e outros prejuízos da empresa eram de 600 milhões de reais, para não transferir esta “bomba” (passivo a descoberto) para a iniciativa privada, o governo teve uma ideia genial, criou a companhia Águas do Amazonas, esta foi vendida para os franceses, ficando o povo do Amazonas com o prejuízo dos seiscentos milhões de reais.

Porto de Manaus (Rodoway):

A ideia original era passar a administração do Porto para um grupo de empresários do comércio de Manaus, com o processo de transição sendo feito pela Associação Comercial do Amazonas (ACA), quando eles sentiram que havia manipulação por parte do governo do Estado para entregar de “mão beijada”, mais um patrimônio do povo, para um grupo comandado pelo ex-Senador Carlos Alberto Di Carli, os empresário sérios da nossa cidade pularam fora e não embarcaram nessa “canoa furada”. A transferência foi oficializada em 2001, entregue à Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH), até hoje ninguém conseguiu desatar o nó da traquinagem, um negócio que rende milhões para o empresário, em contrapartida, recolhe para os cofres públicos apenas uma “merreca”.

Mercado Adolpho Lisboa, demais mercados e feiras:

O prefeito Amazonino Mendes, mandou para a Câmara Municipal de Manaus um projeto de lei, em que autoriza o poder municipal a privatizar a gestão de mercados, feiras e “unidades de interesse histórico”. O negócio é o seguinte: dois cartões postais de Manaus estão em processo de revitalização – o Mercado Municipal Adolpho Lisboa e a Ponta Negra -, estão sendo investidos milhões e milhões de reais dos contribuintes, mesmo assim, depois de pronto, ele pretende colocar nas mãos dos empresários esse patrimônio do povo, por um período de trinta anos. 

O projeto de lei prevê ainda, a concessão de prédios para abrigar as atividades dos comerciantes populares (camelôs). A pergunta que não quer calar: Se a Prefeitura de Manaus não tem capacidade administrativa para gerir o nosso patrimônio público, então para que serve a figura do Prefeito?

Quero deixar claro que não tenho nada contra a pessoa do senhor Amazonino Mendes, mas, faço ressalvas quanto as suas decisões equivocadas enquanto administrador público. Todas as informações acima estão fartamente publicadas na Net, nada é novidade para leitor do nosso blog. Fiz esta postagem para mostrar a minha indignação com o trato da coisa pública e, do entreguismo Baré. É isso.
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