sexta-feira, 8 de julho de 2011

IMPORTADORA SOUZA ARNAUD


Ao longo da minha vida profissional, passei até o momento por seis empresas, no entanto, a que mais marcou a minha vida foi a “Importadora Souza Arnaud”, foram seis anos de uma excelente convivência com os meus pares e com os proprietários.

Os negócios dessa empresa tiveram início com o patriarca Euclydes de Souza Lima, com a revenda de automóveis DKW (comprada anos depois pela VW), ele possuia muitos imóvies em Manaus, incluindo muitos terrenos no V-8 (atual Avenida Efigênio Sales).

O negócio sempre foi familiar, com o falecimento do pai, os filhos Douglas de Souza Lima e James de Souza Lima, juntamente com as esposas Anabela de Souza Lima e Celeste de Souza Lima, levaram a frente os negócios da família.

Na década de setenta, eles chegaram a formar um grupo sólido, composto pela Importadora Souza Arnaud, com catorze filiais em Manaus, Manacapuru e Belém do Pará; duas lojas de revendas de automóveis da Volkswagen, a Mavel e o Posto Sete; fazendas de gado “Souza Lima”; um estaleiro, a Estaman e, lojas de importados conhecida como Importique.

A matriz ficava na Rua Marechal Deodoro, um prédio de três andares, com uma loja no térreo e a administração nos andares superiores. Eles trabalhavam com móveis em geral e a linha branca (fogões, geladeiras, etc.), motores de centro da marca “Yanmar”, motores de popa da “Yamaha”, artigos importados, partes e peças de reposição.

Eles possuíam uma administração impecável, com profissionais altamente qualificados, além de terem um CPD (Centro de Processamento de Dados), composto de um computador “monstro” conhecido como IBM/3, poucas empresas do comércio detinham essa tecnologia.

A minha entrada nessa empresa foi a convite do meu amigo Lázaro Castro (ele era casado com a Lúcia Bitar, a sua família era muita amiga da nossa), na época, eu trabalhava para as empresas da família Braga (João, Carlos e Ernesto Braga). Ainda muito jovem fui ser chefe de importação de uma grande empresa, apesar de alguns pesares, consegui dar conta do recado.


Lá aconteceram muitas coisas boas para mim, conheci a Nazaré Soares, casei e foi a mãe dos meus filhos; entrei na faculdade e conseguir me formar em Administração de Empresas, o meu Estágio Supervisionado foi lá; consegui com o meu trabalho comprar o meu primeiro carro e o meu apartamento, também fui presidente da associação dos funcionários, a Arsa (fiz uma postagem a respeito: http://jmartinsrocha.blogspot.com/2008/12/arsa-associao-recreativa-dos.html.

Já se passaram trinta anos, lembro de todos os meus colegas de trabalho, alguns já não lembro mais o nome, os que permanecem na minha mente são o seguintes: Jorge Cordeiro, Adelson Cordeiro, Bosco Cordeiro, Conceição Kramer, Sebastiana, Cabralzinho, José Carlos, Agenor Braga, Cleidir, Antonio Folhadela, Domingos, Reis, Celina, Sildete, João Lambança, Gricelda, Antonio da Contabilidade, Carlos Pernambuco, Melo, Nobre, Plínio, Joãozinho, Raimundinho e o Compadre Alberto.

As maiorias das empresas familiares passam por sérios problemas na terceira geração, o Souza Arnaud não foi diferente, houve brigas entres os parentes, a empresa passou por apertos financeiros, tiveram que fechar as lojas e, repartiram a sociedade, poucos anos depois, todas as empresas foram vendidas para terceiros. Tudo o que foi bom um dia, acabou de vez!

Ainda guardo muitas boas lembranças e, esta postagem é dedicada a todos os funcionários da Importadora Souza Arnaud. É isso ai.
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