quarta-feira, 2 de junho de 2010

PONTE BENJAMIN CONSTANT - PASSADO & PRESENTE

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O nome oficial é Ponte Benjamin Constant, porém, os manauaras a conhece por Terceira Ponte ou Ponte de Ferro – é considerada como um dos marcos históricos da cidade de Manaus.



Foi construída no período de 1892 a 1895, pelo governador Eduardo Ribeiro (1862/1900) – por ser militar e republicano de carteirinha, fez uma justa homenagem ao Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1833/1891) - político e militar fluminense, positivista e fundador da República, foi também o autor da divisa “Ordem e Progresso” da nossa amada Bandeira brasileira.


A sua construção foi toda de ferro e aço, com peças importadas da Inglaterra – com o passar dos anos, sofreu os desgastes naturais, sendo recuperada em 1938, no governo de Álvaro Maia, a segunda intervenção foi em 1967, no governo de Danilo de Mattos Areosa, a mais recente reforma foi em 2009, no governo do Eduardo Braga.


Na foto colagem acima, poderemos observar como era o seu entorno no passado e no presente. Por lá passava o Igarapé do Mestre Chico, com águas cristalinas e navegáveis na cheia do Rio Negro, era uma imensa área de lazer para os manauaras. Aí que saudade daqueles tempos bons que não voltam mais!


Depois de quase 120 anos da sua construção, o rio secou, virou um esgoto a céu aberto, porém, a Ponte continua imponente, bela! No seu entorno foi construído o Largo do Igarapé do Mestre Chico, com novos equipamentos urbanos e paisagísticos, com espaços para a venda de artesanato, comidas típicas e bancas de revistas, mirante, ciclovia, pistas de caminhada e quadras poliesportivas.


Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem! Mas onde está o Igarapé do Mestre Chico? O progresso enterrou para o todo e sempre, amém! Sabemos que a definição de uma ponte como sendo a construção destinada a estabelecer a ligação entre margens opostas de um curso de água – Cadê o curso     d água do Mestre Chico?


A Ponte Benjamin Constant está lá para todo mundo ver e admirar, talvez, num futuro próximo, os homens de boa vontade e que respeitam e amam esta terra de Ajuricaba, façam as intervenções necessárias para que o Igarapé do Mestre Chico volte a ser navegável, bastando destruir o muro de contenção da famigerada “Manaus Moderna” - a Ponte e o Igarapé farão as pazes, quem sabe poderemos ainda um dia tomar banho nas suas águas, sonhar não custa nada! É isso ai!

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