segunda-feira, 14 de junho de 2010

PASSEIO DOMINICAL EM MANAUS

Manaus, manhã cedo de domingo 13, céu de brigadeiro - Será que o verão chegou para valer? Não sei, sou dizer que o dia está convidativo para um passeio pelas ruas da minha cidade. Bolsa com bandeira do Brasil, óculos de sol e de grau, celular, alguns reais no bolso, boné, bermudão, chinela e camiseta regata – tudo pronto para sair – a pedida inicial é uma caminhada pelo Largo de São Sebastião, parar na Feira da Avenida da Eduardo Ribeiro, forrar a pança com um Café Regional (X-Caboquinho e Suco de Guaraná com mel e limão), para ler existem diversos jornais, a grande maioria é sensacionalista – resolvi comprar o Amazonas Em Tempo, descartei alguns cadernos e encartes, não dá para andar com esses trambolhos - este passou nos testes, pode comprar que é bom. Parei para ler o jornal, o local escolhido foi o Largo da Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Largo da Matriz) – algumas coisas me chamaram a atenção: “Fabricando Consciência Ambiental” – a demanda por novos produtos requer que os fabricantes reformulem a sua linha de produção, no sentido de embarcar nesse novo conceito ecológico mundial, alguns empregam peças plásticas feitas com material reciclado a partir de CDs e DVs descartados; o manual é eletrônico, reduzindo em 70% no uso de papel; as embalagens de papelão são substituídas por bolsa de transporte, feita com tecido produzido a partir da reciclagem de garrafas PET – por aí vai. “Febre nos EUA, livro digital chega a Manaus” – são os IPAD da vida, mais uma parafernália eletrônica para consumirmos. O economista e mestre da USP escreveu “A Economia e a vida” – “Talvez o maior erro do sistema capitalista seja o fato de ter baseado a vida econômica na acumulação de capital, identificando isso como sinônimo de progresso – Deus nos criou para amarmos as pessoas e utilizarmos as coisas, estamos invertendo isso e amando as coisas (consumismo) e utilizando as pessoas”. Fechei o jornal, o objetivo não era passar o dia lendo jornal, mas passear pela Manaus. Opção numero 1: pegar o ônibus da linha 120, parar na Praia de Ponta Negra, caminhar dez minutos até a Marina do David, pegar uma lancha rápida e ir até a Praia do Livramento – esperei mais de trinta minutos no ponto do ônibus, nada do cacareco chegar! Tinha em mente a opção numero dois: Porto de Manaus, no Rodoway, pegar uma voadeira até o Cacau Pirêra, apesar de o trajeto ser excelente, já estava enjoado dessa travessia, optei em ir um pouco mais longe, peguei um Taxi-Lotação e fiquei na Praça dos Três Poderes, na sede do município de Iranduba, fiz um passeio pelo Mercado Municipal, peguei um Moto-Taxi e fui até a Várzea do Iranduba, fica bem na beira do majestoso Rio Solimões, parei num restaurante e pedi o meu manjar: “Jaraqui Frito com Baião de Dois”, regado com um guaraná Baré, bem gelado! A paisagem do rio é muito bonita, o cheiro de mato é uma coisa imperdível – hora de voltar: Moto-Taxi/Taxi-Lotação/Voadeira, no trajeto deu para ler mais alguma coisa: “Os 13 anos do Santo Antônio de Borba” – de acordo com o artista plástico Marius Bell, que criou e construiu a estátua, a data de hoje é um prato feito para os místicos “Treze é um numero bom, coincidência ou não, a imagem do santo foi inaugurada no dia 13 de junho de 1997, tem 13 metros de altura e completa, hoje, 13 anos de existência”. “DJs a um passo da regulamentação” – o assunto é do meu interesse, pois sou um DJ amador, sou tarado por discos de vinil – o DJ mais famoso de Manaus é o Raidi Rebello, foi quem ajudou na elaboração do projeto e já organiza o sindicado. Parada no Rodoway – e agora José? Passei de volta pela Feira da Eduardo Ribeiro, comprei no sebo uma revista do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas/IGHA, o vendedor estava queimando todo o acervo, todo e qualquer livro por apenas três reais! Treze horas, Sol a pino, garganta seca, liguei o “piloto automático” – Avenida Eduardo Ribeiro, vira a esquerda na Rua José Clemente com a Rua Lobo DÁlmada, estaciona no Bar Caldeira – cerveja prá cá, conversa prá lá, as divas chegando e amimando a festa, não tem como arredar o pé, foi a tarde toda de lazer etílico! Chega a noite, chega de passeio, ufa! - Ao chegar perto do meu barraco, a festa junina dos moradores estava convidativa – quadrilhas com direito a quentão e bolo de macaxeira. Chega de passeio, no próximo domingo tem mais! Eu, hein!
Postar um comentário