quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A GRADE DO TEMPO


Por que atravessarmos a grade que nos separa?
 Porque preencher o tempo que resta com sangue, com pedras, com folhas secas, se o tempo é ainda de poesia?
A poesia é o que fica e manifesta o contraponto às atrocidades cometidas em cada século.
Os poetas se instalam no campo das contradições, o real e o irreal, revelando o outro lado da vida, o sonho, o desejo, a transcendência e escapam do pragmático.
E na palavra encontram forças para resistir, ora à banalidade da vida cotidiana, ora ao jogo da tragédia que se dá na própria condição humana.

Autor: desconhecido
Foto: Manaus antiga - Av. Eduardo Ribeiro com Av. Sete de Setembro (modificada por J Martins Rocha)
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