sexta-feira, 4 de março de 2011

ITACOATIARA, A CIDADE DA PEDRA PINTADA


Recentemente, fui convidado pelo Marcelo de Lemos Saraiva, para colaborar com o seu site http://www.canalitacoatiara.com.br/ , para mim foi uma honra, apesar de não ser historiador ou pesquisador, apenas escrevo algumas coisas certas por linhas tortas, versando sobre a nossa região amazônica, em particular, sobre Manaus e as cidades do nosso querido Amazonas.

A cidade de Itacoatiara é a terceira mais populosa do Amazonas, beirando aos cem mil habitantes, possui um nome indígena, pois nos seus primórdios fora encontrado uma pedra pintada com inscritos em tupi, por isso é que conhecida como a Cidade da Pedra Pintada (ita = pedra / coatiara = pintado, gravado, escrito), chegou a ser chamada de Serpa, em homenagem a Nossa Senhora do Rosário de Serpa, pois os portugueses rebatizaram a maioria das cidades da Amazônia com nomes católicos de além-mar, depois, voltou ao seu nome original. Fica distante de Manaus, em torno de 267 quilômetros por rodovia (AM-10), fazendo parte da Região Metropolitana de Manaus.

Possuo um carinho todo especial pela cidade de Itacoatiara, inclusive, já postei muitas fotos antigas e atuais no nosso BLOGDOROCHA, no endereço http://www.jmartinsrocha.blogspot.com/ .

Lembro da primeira vez em fui àquela bonita cidade, devia ter uns dezenove anos de idade, na época, trabalhava numa empresa de importação, em Manaus, fiz amizade com o pessoal do setor de câmbio do London Bank, ficava localizado na Rua Guilherme Moreira, atual Top Internacional. Eles estavam organizando uma caravana para passar um final de semana na nossa querida Velha Serpa, topei na hora.

Viajei em companhia do meu compadre Klinger, conhecido popularmente como “Peninha”, um excelente intérprete da nossa música popular brasileira, principalmente, do samba canção, bem como, do meu brother Kleber, o cara era um excelente músico, tocava um violão maravilhosamente bem. Formamos um grupo muito coeso, passamos o sábado, domingo e a segunda-feira, era um feriadão prolongado, foi um agito total, foram três dias de lazer, afinal, eu estava com todo o gás da minha juventude, ainda guardo boas recordações da primeira vez naquela cidade, inclusive, tenho algumas fotografias tiradas da urbe e da passagem pelo Rio Urubu.

Lembro também da primeira vez em que fui ao Festival da Canção de Itacoatiara (FECANI), um evento que acontece em Setembro de cada ano, onde são descobertos novos valores musicais da Região Norte. Fiquei hospedado na casa de um casal amigo, conhecidos por Isaac (o “Louro” para os íntimos) e Nety, hoje, eles moram em Boa Vista (RR). Tive a oportunidade de conhecer melhor a cidade, visitei alguns bairros, fui apresentado a várias pessoas (nunca fui candidato a nada), frequentei alguns bares e clubes noturnos, fiquei fascinado com os prédios antigos, pois sou um cara vidrado em coisas antigas, todos foram construídos na época da borracha, assim como Manaus e Belém, a cidade de Itacoatiara teve também o seu apogeu com o ouro branco (látex).

Espero que os administradores municipais, juntamente com os técnicos do IPHAN, coloquem em prática a recuperação do centro do histórico – imaginem aquela cidade toda recuperada, revitalizada, aliada a beleza inconfundível do nosso Rio Amazonas, bem como, ao seu povo ordeiro e hospitaleiro, seria uma cidade muito visitada o ano inteiro pelo turistas nacionais e estrangeiros.

A foto colagem acima, mostra a "Praça do Relógio" e uma famosa casa aviadora do início do século passado, não sei se a praça ainda existe, pois faz muitos anos que não vou a Itacoatiara -  quanto ao casarão antigo, ele ainda resiste ao tempo, consigo vê-lo quando em viagem de barco para Parintins. Estou motivado a voltar novamente a Itacoatiara, a cidade da pedra pintada, quem sabe no próximo Fecani. É isso.

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