sábado, 15 de outubro de 2011

CASA DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DA UFAM

Fica na Rua Barroso nº 267, centro antigo de Manaus, o prédio foi cedido, em 1947, para abrigar a sede da União dos Estudantes do Amazonas (UEA), através da Lei nº 115, pelo então governador Leopoldo Amorim da Silva Neves.

Foi uma conquista do presidente da UEA, Antônio Lindoso e seu sucessor Armando Andrade de Menezes, no local eram desenvolvidos serviços de assistência social aos estudantes pobres, biblioteca, teatro, curso preparatórios, dentro outras atividades.

A UEA foi fundada em 04 de Janeiro de 1942, pelos estudantes João Martins da Silva, Samuel Benchimol, Plínio Coêlho, Antônio Lindoso, Áureo Mello, Agnello Uchôa Bittencourt e Anderson de Meneses – no mesmo ano, foi considerada de Utilidade Pública através do Decreto-Lei nº 798, do governador do Estado, Dr. Álvaro Botelho Maia.

O restaurante da Casa dos Estudantes foi inaugurado em 1951, na gestão do presidente da UEA, Phillipe Daou, uma obra de cunho assistencial.

Na década de setenta estudei na Faculdade de Estudos Sociais, na Rua Monsenhor Coutinho; na qualidade de estudante da antiga UA, participava de reuniões no auditório da Casa dos Estudantes e, utilizava diariamente o restaurante da casa, pois era cobrado um preço simbólico pela refeição.

Atualmente, a Casa do Estudante Universitário da UFAM (CEU-AM) assegura o alojamento e alimentação aos estudantes da Universidade Federal do Amazonas, de ambos os sexos, oriundos do interior do Estado do Amazonas, de outros Estados do Brasil e também de outros países.

O ingresso é feito por meio de processo seletivo, previsto em edital da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários, dando exclusividade para admissão aos candidatos que comprovem carência de recursos financeiros, priorizando os que demonstrarem aproveitamento acadêmico satisfatório e conduta compatível com o ambiente em que irão residir, a ser verificado durante o estágio probatório com duração de 06 (seis) meses a contar do ingresso à CEU-AM.

Pela Casa dos Estudantes passaram muita gente, tempo de sufoco, muitos estudos, dificuldades enormes, lisura geral, mesmo assim, todos guardam na memória os tempos bons da “República”. Muitos deles são hoje políticos de expressão, empresários bem-sucedidos e profissionais liberais de qualidade. É isso ai.

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