quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PONTOS TURISTICOS DA MANAUS ANTIGA



Recebi um e-mail da professora Fernanda Almeida, perguntando se eu conhecia alguma coisa sobre os pontos turísticos da Manaus antiga, pois ela pretende fazer um trabalho com os seus alunos e não está conseguindo praticamente nada na internet.

Fiquei sem respostas, pois não tenho nada a respeito, no entanto, abriu a minha curiosidade sobre o assunto. Sem fazer nenhuma pesquisa, tentei responder de uma forma superficial.

A cidade de Manaus de antigamente, começava no Cais do Porto, conhecido como Rodoway e terminava na Vila Municipal, com os bondes fazendo linha até Flores, na altura da atual Arena da Amazônia.

Tudo girava onde hoje é conhecido como Centro Antigo de Manaus, com edificações e lugares dignos de serem pontos turísticos. Acredito que quem chegava até a nossa cidade, com certeza, visitava os seguintes lugares:

Rodoway;
Igreja de Nossa Senhora da Conceição;
Biblioteca Pública;
Correios e Telégrafos;
Relógio Municipal;
Mercado Adolpho Lisboa;
Avenida Eduardo Ribeiro;
Ponte Benjamim Constant;
Paço da Liberdade;
Palácio Rio Negro;
Palácio Rio Branco;
Teatro Amazonas;
Igreja de São Sebastião;
Praça de São Sebastião;
Palácio da Justiça;
Palacete Provincial;
Hotel Cassina;
Praça D. Pedro II;
Praça da Polícia;
Prédio da Alfândega;
Praça do Congresso;
Praça da Saudade;
Reservatório do Mocó;
Parque Amazonense;
Hotel Amazonas.

Com o tempo a cidade foi se expandido, alguns balneários foram sendo explorados, como a Ponta da Bolívia, o Parque Dez de Novembro, a Cachoeira do Tarumã, a Ponta Negra e o Tarumanzinho.

Acredito que mesmo na época áurea da borracha, quando a nossa cidade alcançou um estágio muito avançado de desenvolvimento urbano, não era rota de turismo – as pessoas vinham para estas bandas para visitar familiares e a negócios, na tentativa de enriquecer da noite para o dia. Alguns mais endinheirados vinham para assistir Ópera no Teatro Amazonas.

Vários outros fatores influenciavam para o isolamento da nossa cidade, como a distância enorme entre Manaus e outras cidades do Sul e Sudeste do país; o transporte aéreo era precário e muito caro, além do transporte por via marítima ser demasiadamente demorado.

Com o esvaziamento dos seringais e falência dos seringalistas, a cidade de Manaus mergulhou nas trevas, com a destruição de grande parte do patrimônio histórico, houve uma debandada geral, depois, veio a Segunda Guerra Mundial, contribuindo em muito para o seu empobrecimento e o caos econômica e social.

Com o surgimento da Zona Franca de Manaus, a cidade voltou a respirar melhor, além do turismo de negócios, aqueles lugares e edificações importantes que conseguiram sobreviver ao longo do tempo, servem hoje de ponto turísticos para os brasileiros e estrangeiros.

Naquele tempo, a floresta amazônica, o encontro das águas, o Rio Negro e Rio Solimões – não eram valorizados pelos turistas, não serviam como pontos turísticos como é hoje.

Quem puder ajudar a professora Fernanda Almeida e seus alunos, basta escreve para o nosso blog. É isso.

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