quinta-feira, 14 de abril de 2011

JOVENS DESILUDIDOS COM A POLÍTICA PARTIDÁRIA

A péssima atuação da maioria dos atuais políticos, está provocando a desilusão de muitos jovens, com relação à política partidária, isto é muito ruim para a nossa sociedade, pois, serão eles os futuros mandatários da nossa nação. Fica a pergunte que não quer calar: Como será a atuação dos nossos vindouros representantes, se tiveram um passado marcado pela desilusão partidário, na sua juventude?

Com a recente criação de uma nova sigla partidária, o Partido da Social Democracia (PSD) - houve um questionamento geral dos internautas com relação aos motivos que levam um grupo de políticos da situação a formar uma nova agremiação, bem como, o nojento troca-troca de partidos, dos vira-casaca de plantão, sempre seduzidos pelo novo partido do chefe maior do executivo.

Para citar apenas um exemplo, o jovem jornalista Márcio Noronha, publicou um artigo no jornal “Diário do Amazonas”, edição de 14 do corrente, mostrando toda a sua desilusão, ele teve duas malsucedidas experiências, a primeira, foi aos 14 anos de idade, quando participou de algumas reuniões da União da Juventude Socialista (UJS), um braço do PC do B, ele não gostava do clima doutrinário dos encontros, não havia muito espaço para discussões, apenas dogmas e direcionamentos de figuras que comandam a legenda até hoje.

Na faculdade, o Noronha participou do Movimento Estudantil e simpatizava pelo Partido dos Trabalhadores, teve a desilusão nas primeiras reuniões, notou que alguns “cardeais” abriam mão de um projeto coletivo em prol de ambições pessoais. Para ele, o universo partidário parece mais como uma partida de dominó, onde várias pessoas tentam impor seu jogo sobre os adversários e o que mais importa é aproveitar as oportunidades.

O jovem Noronha dá a seguinte sugestão: se você gosta mesmo da cidade, do Estado, da sociedade e não tem pretensões de ter um cargo público, faça política sem filiação nenhuma. Pequenas ações que podem ajudar sua comunidade, sua família, seus filhos.

Na minha mocidade, fui obrigado a assistir aulas de Organização Social e Política do Brasil (OSPB), ministrado por militares disfarçados de professores, estávamos na “ditadura”, eles queriam saber se eu e os meus colegas universitários tínhamos alguma tendência para a “esquerda”, naquele tempo somente existia o bipartidarismo com a ARENA (situação) e MDB (oposição), com os partidos socialistas e comunistas na ilegalidade.

Pelo menos uma coisa boa existia outrora, os partidos políticos tinham um programa e uma ideologia partidária, muito diferente dos tempos atuais, onde deve existir em torno de trinta partidos, sem programas e, muito menos, ideologia, para a grande maioria o que interessa é o oportunismo e nada mais.

Os jovens até que podem ficar desiludidos com a política partidária e com a politicagem (a política mesquinha, estreita e de interesses pessoais), mas, em hipótese alguma, poderá ficar alheio a ciência política, que é bela e bonita, pois envolve o estudo da política, dos sistemas políticos e das organizações, bem como, o estudo das estruturas e processos de governo ou qualquer sistema equivalente de organização humana que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis.

Todo jovem que entra numa universidade, no curso de ciências sociais, tem uma matéria obrigatória no período inicial, chama-se “Introdução à Ciência Política”; é importantíssimo que ele tenha um bom aproveitamento, pois,  para o filósofo Aristóteles “ o homem é por natureza um animal político” – segundo ele, o ser humano em sua própria natureza seria incapaz de sobreviver isolado dos outros, o que gera a necessidade de constituir associações e o próprio Estado comum a todos.

Não tem como fugir, se correr o bicho pega, se parar o bicho come! Os jovens devem se aprofundar muito mais nos conhecimentos políticos, éticos e, construir uma nova sociedade, mais fraterna, justa, com partidos políticos focados no bem comum. É isso.

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