segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ONDE ESTÁ O BONDE DO LARGO DE SÃO SEBASTIÃO?


Na calada da noite, a réplica de um Bonde que estava estacionado no Largo de São Sebastião, sumiu para um lugar incerto e não sabido, todos estão apreensivos, afinal, ele é o nosso Bonde chamado Saudade.

Fica a pergunta que não quer calar: Para onde levaram o dito Bonde? Perguntei a várias pessoas, incluindo o Chiquinho Pipoqueiro, o Joaquim Tacacazeiro, o Goiano Sanduicheiro, o Armando Barzeiro, o Peru Praceiro, além do Professor Pensador, do Doutor Aristóteles do Coração, do Frei Fulgêncio e das beatas da Igreja de São Sebastião -, todos, sem exceção, não sabem, não viram e não tem a menor ideia, para onde levaram o Bonde! Acho melhor reclamar ao Bispo, vou falar com o Dom Luiz Vieira, quem sabe ele poderá desvendar este mistério!

Alguns especulam que, o Robério Braga, atual Secretaria de Cultura do Amazonas, levou-o de volta para o Teatro Chaminé, onde está em processo de reforma e, não voltará mais, para o lugar donde ficou consagrado pelos manauenses e pelos turistas.

Mas, se o referido Bonde, palco de gozação dos foliões da Banda da Bica; adorado pelas crianças, jovens, adultos e velhos, além de ser uma atração para os turistas do mundo inteiro, por que não é devolvido para o Largo de São Sebastião? Com a palavra o Dr. Robério Braga e os seus técnicos, não faço a pergunta diretamente por não ter acesso a eles.

Faz alguns anos, o governo do Estado do Amazonas fez um projeto para voltar a circular os Bondes em Manaus, seria apenas um pequeno trecho, no centro antigo, porém, nada foi feito, apenas desenterraram cem metros dos antigos trilhos e colocaram uma réplica de um Bonde, estacionado no Largo, o mesmo dito cujo que foi, recentemente, retirado para um lugar incerto e não sabido.

Agora, imaginem os senhores, no final do século dezenove, os homens de boa vontade, implantaram um eficiente sistema de transporte coletivo de bondes elétricos, com circulação no centro e em vários bairros de Manaus, - depois de várias décadas de uso, foi desativado; agora, em pleno século vinte e um, com toda a tecnologia e dinheiro saindo pelo ladrão, os atuais administradores públicos não tem a capacidade e nem à vontade política para fazerem os bondes voltarem a circular apenas num pequeno trecho!

Ainda não tivemos um governador que chegasse pelos menos aos pés do que foi o Dr. Eduardo Ribeiro, um maranhense que construiu a “Paris dos Trópicos”, como era chamada a nossa Manaus do início do século passado - assim como o Juscelino Kubitschek fez Brasília em quatro anos, o Pensador fez Manaus também num quadriênio! Os atuais administradores estão preocupados em fazer obras suntuosas, caríssimas, como a Ponte Manaus-Iranduba, a Arena da Amazônia, o Monotrilho e Viadutos – não estão muito preocupados com a nossa memória, não estão nem ai em fazer voltar a circular os Bondes, até a réplica foi guardada ou destruída, não sabemos ao certo.

Certa vez fiz uma postagem, contra a colocação daquele Bonde no Largo de São Sebastião, inclusive, postei uma foto com um trecho da letra de uma composição do Lúcio Bahia, foi mais ou menos assim: “Um Bonde parado, não tem graça, mas o motorneiro é São Sebastião...”. Confesso que errei, pois, se os homens do poder não tem a capacidade para fazer voltar a circular verdadeiramente os bondes, pelo menos, deixassem a réplica no Largo, serviria para tornar viva a história de que um dia tínhamos Bondes em Manaus!

Onde está o Bonde do Largo de São Sebastião? Quem descobrir ganhará um Bolo com Guaraná!


O Bonde foi encontrado, jogado, sucateado, esquecido - está no pátio do Teatro Chaminé - ficou somente a saudade de um Bonde chamado Saudade!.
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