quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A BANDA PODRE DO AMAZONAS

Existem aqueles dias em que, acordamos com a sensação de que dormimos de ponta cabeça, tipo morcego -, amanhecendo com o sangue todo na cabeça -, pois é, mano velho, hoje foi o meu dia, não estou nem um pouco com a vontade de escrever sobre a “Manaus dos meus sonhos”, deu logo a vontade de armar a minha “metralhadora giratória” e mandar bala para todos os lados, não vou dar moleza.

Os denominados “fichas sujas” amazonenses, com registros de candidaturas “sub judice” (sob apreciação judicial) conseguiram quase um milhão de reais com doações, a grande maioria oriunda de pessoas físicas – estou pasmo com os eleitores amazonenses, pois, além de colocar no poder um bando de aproveitadores, ainda doaram dinheiro para políticos com a ficha mais suja do que papel higiênico usado.

Crime ambiental no município de Coari, cometido por empresas que retiram areia dos rios (sem licença ambiental), provocando a mortandade de peixes e botos, pois ficam presos em buracos e lagos que tem se formado em decorrência da sucção de areia. O responsável do IBAMA, simplesmente afirmou que desconhece o problema, alem do mais, conta somente com um fiscal para cobrir oito cidades, incluindo Coari e todo o Médio Solimões - é agora, para quem iremos reclamar?

A Prefeitura de Manaus paga por mês R$ 148 mil a rede hoteleira Meliá, pelo aluguel de duas suítes (uma de luxo e outra standard), sem licitação, para servir ao Amazonino Mendes quando for à Brasília - é mole ou quer mais? Enquanto isso existe muitas criancinhas passando fome em Manaus.

O Polo Industrial de Manaus deve faturar em 2010 a bagatela de trinta e cinco bilhões de dólares – todo este dinheiro vai para os bolsos dos empresários de São Paulo e do exterior – ficando o trabalhador com migalhas, sem falar da população do interior do Estado que está abandonada.

O atual prefeito de Manaus, o senhor Amazonino Mendes é considerado o homem mais rico do Amazonas, recebe ainda uma pensão vitalícia de R$ 20.247,73, na condição de ex-governador – os conselheiros do TCE estão analisando este benefício. A pergunta que não quer calar: Para que serve mesmo o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas?

Com a imensa vazante ocorrido no Amazonas, os ribeirinhos estão fazendo uma grande matança dos Peixes-boi, no município de Silves, são quase 3,6 toneladas de carne do mamífero. Infelizmente, a carne ainda é muita apreciada em pelo caboclo amazônico – colocando em vão todo o trabalho dos abnegados pesquisadores do INPA, que apesar dos parcos recursos, tentam resgatar os peixes, induzir a reprodução em cativeiro e solta-los nos rios, tentando repovoar a espécie e evitando o fantasma da extinção do mamífero.

A cidade de Manaus cresceu sem planejamento, inchou, com invasões de toda ordem, para ser ter uma ideia, com o Censo de 2010, realizado pelo IBGE, a cidade conta com um milhão e oitocentos mil habitantes, superando Curitiba (PR) e Recife (PE) – os governantes dizem aos quatros cantos que a Zona Franca de Manaus está sendo responsável pela preservação da Amazônia, ou seja, com o esvaziamento do interior, a grande maioria veio para a capital, atraídos por empregos no Distrito Industrial – o interior ficou abandonado e a na cidade foi formado grandes bolsões de miséria.

O Porto Chibatão foi instalado na marra na orla do Rio Negro, mesmo sem licença ambiental, funcionou durante nove anos – fizeram plataformas dentro do Rio Negro – a mãe natureza deu o troco: houve um desabamento do pátio, infelizmente, com o desaparecimento de dois inocentes funcionários. O dono do estabelecimento chamado de “Passarão” não está dando a mínima para os familiares das vítimas.

O Deputado Estadual Eron Bezerra (PC do B) era o algoz do então governador Eduardo Braga, utilizou dezenas de vezes a tribuna da casa, para mostrar o mar de lama de corrupção do chefe do executivo – ganhou uma boquinha na Secretaria de Produção Rural – foi o famoso “cala boca”. Concorreu à reeleição, não conseguiu, agora, no final da carreira, está propondo um projeto para redivisão do Estado do Amazonas. Segundo o antropólogo e coordenador do NCPAM Aldemir Ramos “É um projeto de cima para baixo, as populações do interior não foram consultadas, parte de um deputado em final de carreira, não adianta criar mais municípios, com mais gastos para o erário publico, o povo quer é mais escolas, postos de saúde e oportunidade de emprego e de geração de rendas – isto reflete o quanto o governo do Estado não possui planejamento a curto, médio e longo prazo”. Endosso plenamente as palavras do nobre professor.

A cidade de Manaus está banhada pelo maior rio de água doce do planeta, no entanto, falta água na casa de muitos manauenses. Sem comentários!

Vou parar por aqui, comentei muito pouco sobre o que estão fazendo de ruim no nosso Estado. É isso ai.



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