sábado, 25 de setembro de 2010

A POLITICAGEM BARÉ


Existem três coisas que são muito polemicas: religião, futebol e politica, por isso, tento evitar ao máximo fazer alguma postagem envolvendo esses assuntos, no entanto, o momento é propicio para falarmos um pouco sobre a politica, desculpe, a politicagem Baré.

Não é a minha praia, alias, não domino nenhuma praia, dou apenas algumas pinceladas sobre assuntos relacionados com a nossa cidade. Mas, vamos lá, não tem como fugir, o assunto politica está nas ruas, nos botecos, em casa, no trabalho, na faculdade, enfim, em tudo o que é buraco o assunto é politica.

O que eu noto é que as pessoas confundem a politica (ciência dos fenômenos referente ao Estado) com a politicagem (a politica mesquinha, estreita, de interesses pessoais), mas, na altura do campeonato quem é que vai discutir politica, na acepção da palavra, o que interessa mesmo é a vida pregressa dos nossos representantes.

O provável governador será o Amar Aziz (PMN), um paulista da capital, diziam que o homem não decolava e que ele era ruim de voto, mas, esqueceu-se de levar em consideração que ele é o atual dono do cofre estadual (governador), para ser ter uma ideia, numa simples canetada, ele distribuiu graciosamente milhões de reais para vários amigos políticos, foram exatamente 8,4 milhões de reais de verba conveniadas pelo governo do Amazonas à Organizações Não Governamentais (ONGs) ligadas aos políticos. Será que dá para eles se reelegerem com esta pequena ajuda? Com tanta farra do dinheiro público, qualquer um manda e desmanda, enquanto isso, os pobres mortais tem o dever de recolher ao erário 83 tipos de tributos (municipal, estadual e federal).

O outro que bate de frente com o Omar é o Alfredo Nascimento (PR), nasceu em Martins (Rio Grande do Norte) – este chegou por estas bandas como um simples Cabo, com o tempo, tornou-se um homem poderoso, foi o pupilo do Amazonino Mendes/PTB (um cabocão de Eurinepé, Amazonas, está no poder desde 1983 e é o atual prefeito de Manaus) - galgou inúmeros cargos públicos, foi Prefeito, Vice-Governador, Ministro e Senador – está “em cima da carne seca”, tem o apoio da Dilma Russef (PT) e do presidente Lula (PT). Se perder a eleição, poderá ser nomeado ministro ou voltar para o Senado Federal.

O voto é secreto, porem, aviso aos navegantes que nunca votei e jamais votarei nesses caras, apesar de muitos falarem que tudo tem o seu preço. Votarei sim, na renovação, acredito que o jovem Hissa Abrahim (PPS) é uma excelente opção para os amazonenses.

Para as duas vagas do Senado da República, uma é do Eduardo Braga (PMDB), um paraense de Belém que se fez em Manaus - o homem passou oito anos como governador, fez a ponte mais cara do mundo, superfaturada em toda a sua extensão, implantou um grandioso projeto chamado “PROSAMIM”, alguns dizem que é “SOPRAMIM”, gastou mais de um bilhão de reais, tirou a maioria dos pobres dos entornos dos igarapés de Manaus, porem, a conta será paga por todos nós. Foi um amigaço do Lula, conseguia tudo o que pedia, na hora do vamos ver, traiu o Lula, preferiu dar apoio ao Omar. O jornalista Orlando Farias conhece muito bem essas "trairagens", podem ler o seu livro "A Dança dos Botos", vai Valer a pena.

A outra vaga está entre o Arthur Neto (PSDB), um genuíno amazonense e a Vanessa Grazziotin (PCdoB), importada de Videiras/Santa Catarina, aquele é um arqui-inimigo do Eduardo Braga, porem, é considerado o segundo politico mais influente do Senado Federal -, esta, foi durante anos uma oposicionista do governador, depois, o seu marido ganhou uma secretaria no governo e ela migrou para as hostes da situação, cansou de ser oposição. O meu voto será para o Arthur Neto e para o Jeferson Praia (PDT), dois cabocos amazonense de boa cepa.

O nosso Amazonas possui oito Deputados Federais, a grande maioria não gosta do ar seco de Brasília, preferem ficar em Manaus, saboreando um Jaraqui frito com baião de dois, pegam falta direto. Não entendo a posição desses caras, brigam feio para conseguir uma vaga e depois de eleito não batem o ponto no emprego. Tem um dele que é o “dono” de uma faculdade e de uma igreja evangélica, um familiar seu foi pego pela Polícia Federal com 500 mil reais nos bolsos, alegou que era uma oferta de um empresário para a sua igreja e que o valor não era tão alto assim, pois já recebera até um avião como doação. É mole ou quer mais? Eu quero é mais, papai!

O único que ainda nos orgulha, chama-se Francisco Praciano (PT), é um “cabeça chata” de Itapipoca (Ceará), foi quatro vezes vereador e deputado federal em 2006, o homem é bom de voto, gosta de trabalhar e ajuda muito o nosso Amazonas – merece o meu voto.

Os nossos deputados estaduais são médicos, professores, evangélicos, radialistas e apresentadores de programas sensacionalistas – a grande maioria é governista, gostam de ficar no “bem-bom”, sombra, água fresca e muita grana nos bolsos, alguns até recebem uma "pequena ajuda" do governador, para tocarem as suas ONG’s, ma.ra.vi.lha! A briga é de foice, tem que aparecer para ser lembrado. Colocando na peneira, passam uma meia dúzia – tiro o chapéu para o Luiz Castro (PPS), um paulista da classe media, veio para o interior do Amazonas, foi eleito prefeito de Envira aos 21 anos de idade, fez uma administração impecável – é muito admirado pela sociedade civil e pelos formadores de opinião – não preciso nem falar que ele terá o voto.

Saindo um pouco da nossa Taba - será que politica dos outros Estados possuem algo em comum com a nossa? Acredito que sim. Em todo caso, para presidente do nosso querido e amado Brasil, votarei na Marina Silva (PV), acreana, senadora, historiadora e ambientalista.

Trocando em miúdos: precisamos evoluir, sair da politicagem generalizada, para tanto, o nosso voto é importantíssimo, tem um peso muito grande, a mudança está em nossas mãos, o voto não é um balcão de trocas, ele é um arma utilizada para o bem, para a mudança – diga não a politicagem e, sim para a politica e aos homens de boa vontade! É isso ai.

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