quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MARINA SILVA, A FORÇA DA RESISTÊNCIA QUE VEM DA AMAZÔNIA

Nasceu no Seringal Bagaço, a setenta quilômetros de Rio Branco, no Acre, recebeu o nome de Maria Osmarina da Silva Vaz de Lima, filha de migrantes nordestinos.

É uma mulher da floresta, porém, teve uma infância e adolescência muito sofrida: até os quatorzes anos, sabia somente ver as horas e fazer as quatro contas fundamentais; a sua mãe faleceu quando tinha apenas dezesseis anos de idade; pegou hepatite e, começou a estudar aos dezessete anos, pois queria ser freira. Fez dois supletivos e pegou novamente outra hepatite. Morou por alguns anos em Manaus, no Morro da Liberdade.

Foi empregada doméstica, para ajudar no sustento da família. Conheceu o Chico Mendes e o Clodovil Boff, fez um “Curso de Liderança Rural” – conseguiu se formar em “Teologia da Libertação” e cursou História.

Junto com o Chico Mendes fundaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre, da qual foi vice-presidente; após o assassinato do Chico, em 1988, foi sucessivamente a vereadora mais votada de Rio Branco, Deputada Estadual e Senadora.

Em 2003, foi galgada ao cargo de Ministra do Meio Ambiente, no governo do Luís Inácio da Silva (PT), serviu nos dois governos, porém, teve divergências com o rumo em que o Partido dos Trabalhadores estava tomando, resolveu se desligar da agremiação e foi para o Partido Verde (PV).

Em 2010, foi aclamada nacionalmente pelos verdes para disputar à Presidência da República, figura em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto; caso fosse candidata em um país desenvolvido, com certeza, estaria em primeiro lugar.

É uma mulher frágil, suave e terna, não se tornou uma católica ou comunista, hoje é uma cristã evangélica. Foi contaminada na sua infância por metais pesados – por sua aparência, uma decadente roqueira nacional, falou que não votaria nela por ter “uma cara de fome”, falou isto por puro preconceito e por desconhecimento do passado da Marina.

A Marina tem um discurso forte -, o seu partido tem propostas concretas, para um crescimento nacional com responsabilidade, infelizmente, o povo brasileiro prefere ficar com a “búlgara” Dilma Rousseff, em vez da nossa gloriosa brasileira Marina Silva.

No próximo domingo, irei digitar 43 e confirmar na urna eletrônica – votarei com a minha consciência tranquila e com a sensação do dever cumprido! É isso ai.

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