segunda-feira, 27 de setembro de 2010

JOAQUIM ALENCAR E OS SEUS PROJETOS PARA O FUTEBOL AMAZONENSE


O futebol amazonense já teve os seus dias de glória, com estádios lotados, o recorde de público foi no Estádio Vivaldo Lima, no dia 09 de março de 1980 – o projeto foi do Joaquim Alencar.

O jogo foi entre o Fast Clube e o New York Cosmos, com um total de 56.890 torcedores pagantes, imaginem a loucura que foi o evento, pois compareceu um numero bem acima da sua capacidade (sem contar os convidados, penetras e carteiradas), segundo o Carlos Zamith, o mais respeitado historiador do nosso futebol, a capacidade do Vivaldão era de 50 mil pessoas – tive o privilegio de assistir ao jogo, foi um dia de festa para Manaus. Este recorde nunca foi superado. O Estádio Vivaldo Lima está sendo demolido e em seu lugar será construído uma Arena Poliesportiva, com capacidade máxima de quarenta e uma mil pessoas, portanto, com o controle imposto pela FIFA este recorde não será superado por longos e longos anos!

O empresário Joaquim Alencar foi o responsável por esse momento histórico – na qualidade de representante dos relógios da marca Citizen, tinha um numero elevado de clientes e viajava muito pelo Brasil afora. Na Vila Belmiro, em Santos/SP, conheceu o glorioso Pelé e o Julio Mazzei -, quando estes foram para o Cosmos, em 1975, ele passou a representar o time no Brasil. Por ser amazonense e fastiano do coração, intermediou a partida em Manaus.

Além desse sucesso em público, o Joaquim fez vários outros famosos eventos futebolísticos, como: Fast X Seleção da Polônia, Seleção da Bolívia, Flamengo, Vasco e Fluminense -, além de ter sido o responsável pela vinda de vários jogadores famosos para o futebol amazonense, como: Clodoaldo, Jarzinho, Marco Antonio, Josimar, Alberto Leguelé, todos da Seleção Brasileira.

Foi também o autor do “Projeto Vale Lazer”, ajudando o Estado do Amazonas a quintuplicar a arrecadação e colaborando com a equipe do São Raimundo a manter-se por oito anos na segunda divisão do futebol brasileiro.

O homem não parou de trabalhar pelo nosso futebol, está elaborando o projeto “FREE SOCCER”, com a colaboração dos contadores José Rocha e Marcelo e do Dr. Ruy Gomes – consiste em convencer o fisco do Estado do Amazonas em abrir mão de dez por cento dos débitos das empresas com o ICMS e, em contrapartida, adquirirem ingressos dos jogos e ajudando os clubes locais.

O Joaquim Alencar já promoveu inúmeros eventos, acredito que este será mais um grande sucesso. Os grandes times brasileiros são ajudados pela Petrobras (fatura os tubos com o petróleo e gás da província de Urucu, em Coari, no Amazonas) e por grandes empresas multinacionais fincadas no Polo Industrial de Manaus, no entanto, essas empresas (ex. Samsung e Sony) apesar de faturarem bilhões de reais, não dão nem uma “esmola” para os clubes locais.

Já pensou de tivéssemos mais uns dez Joaquim, preocupados com o nosso futebol, contando, ainda, com a ajuda das grandes empresas do PIM, com certeza, não estaríamos “morto” futebolisticamente! É isso ai.

Foto: acervo do Carlos Zamith http://www.bauvelho.com.br/
Em pé Carlos Alberto, Joãozinho, Miguel Banana, Marcos, Clodoaldo (tri-campeão do mundo 1970), Juldecy, Juarez Bandeira (técnico), Manoel Muniz e Joaquim Alencar. Agachados: Rogério, Tauiris, Bené, Zé Luiz e Orange.




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