segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PRAÇA DO CONGRESSO

Esta Praça foi projetada no período áureo da borracha, chamava-se Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao homem que governou o Estado do Amazonas, no período de 1908-1912, foi a mais famosa e bonita de Manaus, pois ali começou a construção da sede governo (atual IEA), existia também o Palacete Miranda Corrêa (atual edifício Maximino Corrêa) e o Prédio da Saúde (atual loja dos Correios). Depois passou a chamar-se Praça do Congresso, em decorrência da realização do 1º Congresso Eucarístico da igreja Católica realizado no ano de 1942, ocasião em que foi erguido o monumento a Nossa Senhora da Conceição.

Esta Praça faz parte da minha infância, adolescência e adulta. Estudei no Colégio Divina Providencia, atual Uninorte; da janela da sala de aula presenciei a demolição do Palacete do empresário Miranda Corrêa, para construção de um espigão; segundo relatos da minha saudosa mãe - o meu bisavô trabalhou como carpinteiro na confecção dos portas do Palacete. Acompanhei também a demolição do Prédio da Saúde, construíram outro de mau gosto, para abrigar os Correios.Alguns anos depois, fui estudar no Colégio Benjamim Constant, começaram as paqueras na praça e as rodadas de sorvetes no Pinguin; posteriormente fui estudar no Instituto de Educação do Amazonas, comecei a frequentar o Bar Pinguin, nesta altura do campeonato já rolava umas cervejas. Fiz o terceiro grau na Faculdade de Estudos Sociais, ficava próxima a praça. Participei do comício das “Diretas Já” em 1984.

Tudo girava no entorno da praça: nasci no Hospital da Santa Casa de Misericórdia; estudei em colégios e faculdade próxima da praça; divertia-me no Luso Sporting Club e no Clube Juvenil; bebericava e paquerava na praça; babava das festas promovidas pelos bacanas no Ideal Club; presenciava os desfiles de Carnaval, Sete de Setembro e Peladão; a minha formatura foi no Teatro Amazonas e casei na Igreja de São Sebastião.

A Praça do Congresso está atualmente abandonada, descaracterizada, pichada pelos vândalos, porém ainda é frequentado pelos estudantes do IEA e Benjamin Constant; nos finais de semana o pessoal do “heavy rock” toma conta do pedaço, além de servir de dormitório para mendigos e desocupados. É uma pena! Fazer o que? Resta somente lamentar!
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