segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MERCADO MUNICIPAL ADOLPHO LISBOA


A sua construção iniciou em 1880, sendo inaugurada a parte central em 1883, foram construídos mais dois pavilhões em 1890 (peixe e carne) e, por volta de 1908, foi construído o último pavilhão, conhecido por “Tartaruga”.

É da época áurea de borracha, sendo um dos raros exemplares da arquitetura em ferro, sem similar no mundo, foi tombado em 1987 pelo IPHAN.

Este mercado é famoso na nossa cidade, tanto que o livro “Dois Irmãos”, do escritor Milton Hatoum, mostra na capa uma fotografia similar, porém, na cheia do Rio Negro.

A antiga fotografia acima mostra o famoso “Mercadão”, assim chamado carinhosamente pelos manauenses, ela é do tempo em que ainda não tinham feito o aterro da orla do centro de Manaus, para construírem a chamada “Manaus Moderna”.



A foto foi tirada na vazante do Rio Negro, mostrando ao fundo o Porto Flutuante “Rodoway”, o bairro de São Raimundo e diversas Canoas e Barcos dos caboclos trazendo produtos regionais para venda no referido mercado.

Este importante cartão postal da cidade de Manaus está há vários anos fechado para reformas. Já consumiu milhões e milhões de reais e, nada!

Na administração do prefeito Serafim Corrêa, foi iniciada o processo de revitalização, mas, ele não teve sensibilidade e, nem a capacidade administrativa para terminar o que começou.

O prefeito anterior, o Amazonino Mendes, terminou o seu mandado e, não nada fez. O atual, Arthur Neto, veio cheio de voa vontade, declarando que vai entregar o Mercado ainda este ano. Vamos esperar!

No momento, o único jeito é se contentar com as fotografias e, ver para crer se o Arthur Neto,  realmente, está comprometido com a cidade, com os seus habitantes, com a cultura e com o patrimônio histórico de Manaus. É isso ai.


sábado, 15 de outubro de 2011

CASA DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DA UFAM

Fica na Rua Barroso nº 267, centro antigo de Manaus, o prédio foi cedido, em 1947, para abrigar a sede da União dos Estudantes do Amazonas (UEA), através da Lei nº 115, pelo então governador Leopoldo Amorim da Silva Neves.

Foi uma conquista do presidente da UEA, Antônio Lindoso e seu sucessor Armando Andrade de Menezes, no local eram desenvolvidos serviços de assistência social aos estudantes pobres, biblioteca, teatro, curso preparatórios, dentro outras atividades.

A UEA foi fundada em 04 de Janeiro de 1942, pelos estudantes João Martins da Silva, Samuel Benchimol, Plínio Coêlho, Antônio Lindoso, Áureo Mello, Agnello Uchôa Bittencourt e Anderson de Meneses – no mesmo ano, foi considerada de Utilidade Pública através do Decreto-Lei nº 798, do governador do Estado, Dr. Álvaro Botelho Maia.

O restaurante da Casa dos Estudantes foi inaugurado em 1951, na gestão do presidente da UEA, Phillipe Daou, uma obra de cunho assistencial.

Na década de setenta estudei na Faculdade de Estudos Sociais, na Rua Monsenhor Coutinho; na qualidade de estudante da antiga UA, participava de reuniões no auditório da Casa dos Estudantes e, utilizava diariamente o restaurante da casa, pois era cobrado um preço simbólico pela refeição.

Atualmente, a Casa do Estudante Universitário da UFAM (CEU-AM) assegura o alojamento e alimentação aos estudantes da Universidade Federal do Amazonas, de ambos os sexos, oriundos do interior do Estado do Amazonas, de outros Estados do Brasil e também de outros países.

O ingresso é feito por meio de processo seletivo, previsto em edital da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários, dando exclusividade para admissão aos candidatos que comprovem carência de recursos financeiros, priorizando os que demonstrarem aproveitamento acadêmico satisfatório e conduta compatível com o ambiente em que irão residir, a ser verificado durante o estágio probatório com duração de 06 (seis) meses a contar do ingresso à CEU-AM.

Pela Casa dos Estudantes passaram muita gente, tempo de sufoco, muitos estudos, dificuldades enormes, lisura geral, mesmo assim, todos guardam na memória os tempos bons da “República”. Muitos deles são hoje políticos de expressão, empresários bem-sucedidos e profissionais liberais de qualidade. É isso ai.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

FAMÍLIA COUTINHO


Prezado Sr. Rocha,

Visito frequentemente o seu blog, mais exatamente desde que lhe pedi adição ao Facebook, pois, notícias de Manaus sempre me interessaram, sou neto de portugueses nascidos na região de Santa Quitéria, freguesia de Fontes, cidade Santa Marta de Penaguião, distrito Vila Real que chegaram a Manaus e Recife por volta de 1905.

Há tempos que procuro pelos descendentes de um casal de portugueses que desembarcou em Manaus, sendo primo legítimo de um do Recife (meu avô), eles mantiveram boa relação de amizade até meados de 1945, após esta data as famílias de Manaus e Recife parecem não mais terem se encontrado, cada um em seu trabalho ninguém procurou o outro. E os anos foram se passando eu sempre sabendo que tinha primos em Manaus. Aconteceu de no início de 2011, minha irmã arrumando o guarda roupa de minha tia, descobriu um pacote com fotos e documentos do povo de Manaus.

Então passei a andar na internet, procurando no Google e Telelistas, nada encontrei e nestas pesquisas, mas, conheci a sua página, muito interessante o tema e rica em fotos da Manaus da época, era exatamente o que eu procurava, começou um novo gosto por descobrir e conhecer meus parentes. Mas o que me motivou a aprofundar as pesquisas em sua página foi ter descoberto através dela que existe ou existiu em Manaus um logradouro chamado Silvério Nery (embora não apareça no Google Mapas, Telelistas e Correios).

Este é o início da família que procuro, ele Manuel Taveira Coutinho (nascido em 1879) chegou ao Brasil proveniente de Santa Quitéria, Freguesia de Fontes, Concelho de Santa Marta de Penaguião, Distrito: Vila Real; no ano de 1904, com 25 anos e já casado com Dona Virgínia ... Coutinho (tem um ou dois sobrenomes no meio, mas não sabemos) com dois filhos de nomes, Elisa Coutinho (portuguesa) e Isabel Coutinho (portuguesa) estabeleceram-se em Manaus, onde teve mais filhos e criou a numerosa família.

Seu primo João Guedes Coutinho (meu tio avô) era casado com Maria Emília da Cruz Coutinho, ambos portugueses também vieram para Manaus e em seus documentos encontramos dois endereços de residência: Em 23/06/1910 ele residia à Avenida Silvério Nery Nº 24 e em 04/04/1913; e na Avenida Joaquim Nabuco Nº 45, Manaus.

Algumas informações complementares:

Sabemos que o Sr. Manuel Taveira Coutinho e o José Guedes Coutinho eram amigos dos Srs. Antônio Ribeiro d'Andrade e Alberto Ribeiro d'Andrade, proprietários da indústria “Guaraná Andrade”.

Sua filha Celeste Coutinho, entre os anos de 1934 e 1937 passou um ano em Recife na casa de Manuel Guedes Coutinho, primo de Manuel Taveira Coutinho.

O Sr. Manuel Taveira Coutinho veio ao Brasil aos 02/01/1899 com 19 anos provavelmente para conhecer e arranjar em que trabalhar, e voltou com a família (esposa e duas filhas) aos 23/09/1904, já com 25 anos.

Nas fotos que possuímos algumas têm o nome de estúdios fotográficos marcados nos retratos: (Photo Bazar Sportivo Manaós), (Photografia Allemâ - Manáos), (Oliveira Pará), (Photo Lopes S. Lourenço, este não temos certeza se é de Manaus).

O Sr. Manuel Taveira Coutinho era comerciante, não sabemos qual o ramo.

O seu primo Manuel Guedes Coutinho no Recife, era fornecedor de gêneros alimentícios para navios.

João Guedes Coutinho casado com Maria Emília da Cruz Coutinho, (a esposa só veio em 1905) veio de Portugal aos 26/03/1897, era primo de Manuel Taveira Coutinho inicialmente foi empregado no comércio de Manaus, logo após tornou-se proprietário de seringal residindo na Avenida Silvério Nery, 24 Manaus - AM.

João Guedes Coutinho colocou em sua certidão de casamento no ano de 1913, que residia na Avenida Joaquim Nabuco, 45 - Manaus. Não sabemos se esse era o endereço dele ou de seu primo Manuel Taveira Coutinho.

A filha de João Guedes Coutinho, Ermelinda da Cruz Coutinho era afilhada do Sr. Alberto Ribeiro d’Andrade e passou 2 ou três anos em sua casa.

O Sr. Manuel Taveira Coutinho naquela época só era chamado pelos parentes e amigos de “Seu Coutinho”.

Graças a Ermelinda da Cruz Coutinho ter guardado fotos e documentos sem que ninguém soubesse e por todos esses anos; é que hoje podemos procurar o outro lado dessa história e manter esperança de que ainda podemos nos reencontrar.

Ermelinda da Cruz Coutinho, mora em Recife e esta com 101 anos.

Por estes motivos pergunto:

O Sr. Rocha, pode me ajudar a encontrar meus parentes?

Tenho bastantes fotos, todas (preto e branco) e em excelente estado de conservação.

Agradeço antecipadamente qualquer ajuda para localizar os parentes,

Jorge Nelson Regis

11/10/2011

Para contato, informações ou esclarecimentos:

Sou:

Jorge Nelson Coutinho Regis - Celular TIM (82) 9906-0659
Fone: (82) 3420-1919
Se me informar por e-mail um fone TIM ou um fone fixo eu ligo, é só marcar a hora.
Facebook: Jorge Nelson Coutinho Regis
Av. Vieira de Brito, 425 bairro São Cristóvão CEP 57601-100
Palmeira dos Índios - Alagoas

Prezado Sr. Jorge Nelson Regis,
Li atentamente o seu e-mail e a carta anexada - terei o enorme prazer em ajudá-lo a encontrar os seus parentes em Manaus. O blogdorocha, do qual sou o editor, recebe em torno de 600 visitas diárias, com 60% de Manaus. Irei publicar a carta juntamente com as fotografias enviadas. Um detalhe: não existe a Avenida Silvério Nery, mas sim, a Avenida Constantino Nery (o nome é em homenagem ao filho do Silvério Nery). Irei verificar se ainda existe alguma casa com numero 45 na Avenida Joaquim Nabuco, caso positivo, irei tirar uma fotografia e enviar para o senhor. Irei disponibilizar o seu e-mail na postagem para eventual comunicação com algum parente que por acaso leia o blogdorocha.
Abraços,
Rocha
Aparecem na fotocolagem: Manoel Taveira Coutinho/Dona Virginia Coutinho/Adail Coutinho/Odete filha de criação de Elisa Coutinho/João Guedes Coutinho/Maria Emília Cruz Coutinho/Ermelindo da Cruz Coutinho/Celeste Coutinho/Aurora Coutinho/Jorge Coutinho/Ficha de Inscrição Consular.



Prezado Sr. Rocha, espero que esteja bem. Peço-lhe que permita-me apresentar-me e lhe pedir uma informação. Sou Geraldo Pontes, filho da amazonense Maria da Conceição Machado Pontes.

Procurando origens familiares, a partir de referências de minha mãe, Maria da Conceição Machado Pontes, filha da Sra. Izabel da Silva Machado, amazonense de Manaus, e Marianno da Silva Machado, português, conforme registrado na certidão de nascimento de minha mãe (que foi farmacêutico em Manaus, onde casou-se com minha avó) encontrei, primeiramente, o blog do Sr. Jorge Velho, depois o seu. Simplesmente pela referência a minha bisavó, Virginia Taveira Coutinho, que aparece em fotos de sua montagem. A foto aqui anexa que traz no título do arquivo (IMG.01 Manuel...) me diz muita coisa. E também uma foto pequenina, de sua montagem (intitulada Família Coutinho...), traz minha mãe, criança, de pé, ao lado de minha avó Izabel, sentada - é a segunda de cima pra baixo no canto direito.

Pois bem, na foto IMG 01, a Sra. Virginia está identificada com sua família do segundo casamento, com o Sr. Manuel Coutinho, o único que minha mãe conheceu como avô. Seu avô biológico, primeiro esposo da minha bisavó, o português João Lopes Pereira, faleceu em Manaus segundo minha mãe.  

Na foto, identifico, com a ajuda de minha mãe antes de falecida, da esquerda para direita, de pé:
o "vovô" Coutinho, como minha mãe dizia; a seu lado, não sabemos quem seria o rapaz de terno preto; em seguida, os irmãos do segundo matrimônio da bisavó: Adail, Aurora, Celeste e Alcides Coutinho; em seguida, o rapaz de rosto mais fino de terno preto, o tio Jorge, filho do primeiro matrimônio (eu o conheci porque trabalhava aqui no Rio de Janeiro; e também conheci aqui as tias Aurora e Celeste, além da tia bisavó Custódia); o último de pé, à direita, é meu avô Marianno da Silva Machado, conhecido em Manaus como Seu Machadinho. Igualmente pai de meu tio José Almir da Silva Machado, que não está na foto, evidentemente, pois creio que ainda não nascido - parece que ele era de 1931, mas sei que faleceu em janeiro (ou fevereiro) de 2009.

Ainda na foto, sentadas, agora da direita para a esquerda, minha avó Izabel (Lopes Pereira, de nome de solteira), minha tia bisavó Custódia Rosa Pereira (creio que irmã de João Lopes Pereira), a criança que não sei se era sua filha (ela teria tido uma filha que faleceu aos 15 anos, segundo minha mãe) ou filha adotiva da tia Elisa que, creio, seria a moça sentada de branco, ao lado da criança e antes da última mulher, do lado esquerdo, que era minha bisavó Virgínia.

Mas escrevo-lhe para perguntar se saberia me dar alguma informação sobre o falecimento de meu avô materno, um homem popular em Manaus, falecido em julho, se não estiver enganado, de 1975 ou 1976. Quando conheci sua cidade, em 1989, meu tio mostrou-me foto da missa de sétimo dia de seu falecimento, com a nave lotada. Meu avô era muito querido. Era um imigrante português que chegou jovem em Manaus durante a primeira guerra, estudou odontologia, segundo minha mãe, mas atendeu a muitos pacientes da gripe espanhola. E acabou atuando como farmacêutico, junto a um sócio chamado Abdon, sempre segundo minha mãe.

Estive com meu tio apenas uma vez, em 1989, e novamente com minha prima, que já conhecia daqui, mas com a qual não me relaciono mais. 

O que eu gostaria de saber é a referência do sepultamento de meu avô para que, junto ao cemitério, pudesse obter dados sobre sua origem. Algo encontrado aqui no Rio de Janeiro é muito controverso quanto a ele ser de fato português - minimamente, se correto, não teria nascido em Portugal, supostamente em Aguiar da Beira, como dizia minha mãe. Por mais que possa haver homonímia, há um registro de nascimento, a princípio seu, datado de 18/02/1896 (a data de aniversário é a mesma que minha mãe conhecia) e constam do registro os mesmos nomes de pai e mãe dele, portugueses, que constam da certidão de nascimento de minha mãe como seus avós paternos.

Não estou em busca de cidadania portuguesa. Tenho 58 anos, sou funcionário público do magistério universitário, já mais para próximo da aposentadoria e não pretendo viver na Europa. Tenho como me sustentar com o que ganho. Mas gostaria de elucidar este mistério. Afinal, o velho Machadinho tinha nacionalidade portuguesa? Sabe-se que era conhecido como português e, sem dúvida, era descendente. Até mesmo, fosse ele na verdade brasileiro, eu nem teria direito a solicitar cidadania.

E se tomo muito aqui seu tempo para saber se teria notícia de jornal do falecimento dele, algo assim. Não sei em que jornal poderia procurar. Sei que não pretendo mais, desde o falecimento de meu tio, entrar em contato com minha prima, que não sei sequer se está viva nem como se encontra.

Espero não ter lhe pedido algo inconveniente e anexo ainda aqui o tal registro encontrado em que constam os dados de meu avô. 
 
Muito grato por sua atenção.

Geraldo Pontes

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DIAS DAS CRIANÇAS NA COMUNIDADE DO PAU ROSA.


Faço parte de um grupo de amigos em que os integrantes possuem algumas coisas em comum: o amor ao próximo e, o gosto em ajudar as pessoas mais carentes, principalmente às crianças e aos mais idosos, além de curtir as viagens de lazer pelas comunidades próximas a Manaus.
Algumas pessoas que frequentam o Bar Caldeira e Bar do Armando (BICA) fazem quota, arrecadam donativos e doam para os velhinhos do Asilo São Vicente de Paula, no bairro de São Raimundo, para hospitais e comunidades carentes.
O nosso grupo gosta de levar presentes e brinquedos no Natal e no Dias das Crianças, geralmente para as comunidades afastadas do centro de Manaus, este ano, no dia dos baixinhos, resolvemos levar brinquedos para as criancinhas da comunidade do Pau Rosa, no Km 21 da Estrada BR 174.
Esta comunidade recebeu este nome, em decorrência de uma antiga usina de beneficiamento de pau rosa existente naquela área. Em 1992, foi criado no local o Projeto de Assentamento Tarumã Mirim, através da Resolução do INCRA no. 184. Quase toda a produção dos produtos regionais é vendida diretamente aos consumidores na Feira da Sepror (semanalmente, das 8h de sexta feira ao meio dia de domingo), no Parque de Exposições Agropecuárias.
O grupo foi formado pela Socorra Papoula, militante do PT/CUT e protetora dos fracos e oprimidos; do Nego Augusto, empresário do ramo de refrigeração e filantropo; Celeste, funcionária da Sefaz e amante da natureza; Vital Melo, Secretário da Prefeitura de Manaus (SEMTRAD) e militante do PT/CUT; Eridan Baiana, secretária da Associação dos Pecuaristas do Amazonas e ambientalista e, pelo Rocha, ambientalista e blogueiro.
Os brinquedos foram comprados nas Lojas do Baiano, todos simples e baratos, porém, muitos valiosos para as criancinhas que moram dentro da selva amazônica.
Paramos em várias casas dos ramais da Comunidade Pau Rosa, as crianças ficaram felizes e com aquele brilho no olhar ao receberem os seus brinquedinhos.
Para nossa surpresa, os líderes comunitários resolverem comemorar o dia das crianças somente no próximo domingo; sobraram muitos brinquedos, acertamos retornar no final de semana, com mais brinquedos e levar lanches para roda a petizada.   
Fomos recebidos numa propriedade do casal “Voinha & Voinho”, ela é evangélica e, considerada a avó de todas as crianças da comunidade; o seu marido é um cara brincalhão, contador de piadas, produtor de açaí, banana e cupuaçu, além de criar galinhas, papagaio, patos, marrecos e perus.
Dentro da propriedade existe um igarapé de águas cristalinas, gelado que dói até os ossos, uma maravilha! Fizemos o nosso almoço num fogão a lenha, lembrei-me da minha infância, onde tudo era natural.
Quem no passado tomou banho nas águas límpidas do Igarapé do Tarumazinho (hoje, totalmente poluído), não imagina que ele passa pela Comunidade do Pau Rosa, neste lugar ele é conhecido como “Tarumã Açu”, não apresentando nenhum sinal de poluição; poucas pessoas têm o privilegio de tomar um banho naquele lugar.
Para ajudar o próximo não é necessários planejar muito, colocar tudo nos mínimos detalhes, basta ter boa vontade, um pouco de improviso e, partir para as comunidades próximas de Manaus, vai valer a pena! É isso ai.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

OS LEÕES GUARDADORES DAS CASAS


Era moda colocar na entrada das casas a figura de um casal de leões, pois representavam o “Poder e a Força”, serviam para “guardar a casa” com o seu ar poderoso, sendo muito difundido o seu uso na China, poderemos encontrá-los na entrada de muitas casas ao redor do mundo, inclusive na cidade de Manaus.

Segundo os historiados, o leão é oriundo da índia e da África, devido ser um animal dotado de um caráter feroz e imagem poderosa, na escultura, foi atribuída à missão da defesa, com o macho e a fêmea aos dois lados das portas dos palácios, templos e mansões. Geralmente são esculpidos na posição sentados, com a boca aberta e o peito avançado, dando um ar assustador, expressando o seu espírito de rei dos animais.

Na foto colagem acima, poderemos observar alguns prédios de Manaus onde se encontram os famosos leões guardadores das casas:

• Prédio do Conselho Federal de Química, na Rua Saldanha Marinho;

• Colégio Estadual Barão do Rio Branco, na Avenida Joaquim Nabuco;

• Prédio de uma clínica odontológica (um leão sumiu), na Avenida Joaquim Nabuco, próximo a Rua Lauro Cavalcante;

• Prédio da Clínica Samel, na Avenida Joaquim Nabuco;

• Entrada da Loja Dinâmica, na Avenida Darcy Vargas.

Apesar do proprietário da Loja Dinâmica ter colocados dois blocos de granito em forma de leões, a intenção foi estética, longe de servir para guardar o seu estabelecimento, pois, nos dias atuais o leão não assusta mais ninguém, deveremos, sim,  ter muito medo é do “bicho homem”, o maior predador de todas as espécies. É isso ai.


Fonte: http://portuguese.cri.cn/152/2007/01/17/1@59808.htm

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO DE MANAUS


Assim como ninguém esquece a primeira namorada, o primeiro beijo e, a primeira “zagaiada”, também não esquecemos o primeiro colégio. O meu foi o Colégio Barão do Rio Branco, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no. 1152, centro, em Manaus.

O nome do colégio deu-se em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Abril de 1845, foi diplomata, Ministro de Estado, geógrafo e historiador brasileiro.

Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras: Amapá, Palmas e Acre.

A minha avó Lídia Pires, era a encarregada dos assuntos educacionais; fez a minha matrícula no “A” Forte, apesar de ainda não saber ler e escrever. Lembro-me da professora Genoveva, portuguesa dos olhos azuis, mandou a turma fazer uma cópia do que estava escrito na lousa, como não sabia ler, pedi ajuda ao colega Nascimento, o cara era canhoto, pegou o meu caderno virou de ponta cabeça e mandou ver. Fiquei feliz da vida, levei para a professora, ela me detonou:

– Faz outra cópia, esta não serve, você fez de cabeça para baixo! – gritou dando um ralho daqueles!

O choro foi inevitável, fui transferido para o “Alfa”; achei uma moleza cobrir o abecedário! Sou daquela época da palmatória, do castigo, da alfabetização e do A e B fraco/forte, além da prova de admissão para o ensino médio.

A merenda era o famoso “leite de posto”, feito de soja, não entrava forma alguma; o jeito era levar uma lancheira, com sanduíche de pão com pão ou bolacha da Padaria Modelo e Kisuk.

Um dos alunos mais ilustre do colégio, foi o saudoso senador Jefferson Péres.

Segundo os historiadores, a Avenida Joaquim Nabuco, era um dos lugares mais bonitos de Manaus. Infelizmente, os governantes e o próprio povo manauense não tiverem a sensibilidade para conservar o seu patrimônio histórico. Para os senhores terem uma ideia da destruição, somente a Uninorte, para fazer as suas faculdades, derrubou dezenas de prédios antigos, no trecho entre as Ruas Huascar de Figueiredo e Ramos Ferreira, todos com autorização do poder público.

Restou apenas uma pequena amostra do que foi a Manaus chamada “Paris dos Trópicos”, ainda bem que ficou conservada uma casa de um seringalista, onde hoje é o nosso querido e amado Colégio Barão do Rio Branco.

Esta postagem foi feita em 2009 – alguns ex-alunos mandaram os seguintes comentários:

Anônimo disse:
- Eu também estudei aqui. Foram minhas professoras: Rosa Maria Oliveira Leão, Maria de Lurdes Bandeira, e a tão importante dona Rita que fazia a merenda. Onde estarão os colegas de escola, muitos dos quais ainda lembro os nomes completos?

Naty disse:
- Tambem estudei no mesmo Colégio e, também ia ao Cine Guarany às 12h45minh. Trocava gibis na banquinha em frente ao cinema, acompanhado de um bom guaraná Baré. Quanta saudade – às vezes levava para o cinema ovos para jogar nos ventiladores laterais quando as portas de correr fechavam com aquele calor todo, geralmente os ovos estavam estragados, mas, tudo era muito divertido. Estou viajando no tempo com o seu Blog. Obrigado.

Netttoboy disse:
- Pô! Estudei nesse Colégio também no ano de 89, muito bom! Agora mora em Rio Branco (Acre), mas, lembro com muitas saudades de Manaus. Abração a todos!

Soraia Magalhães disse:
- Exelente comentário sobre a Avenida Joaquim Nabuco. Uma pena o que fizeram e ainda fazem com a nossa cidade. Adora o Blog, também tenho um que se chama “Caçadores de Biblioteca”, onde descreve e comento sobre esses importantes locais de cultura. Visitei a biblioteca do Colégio Barão do Rio Branco e, agora para compor o meu texto vi que você fez um belo comentário sobre o Colégio. Tomarei por referencia. Um abraço!

Meirelles disse:
- Meu apelido era Bindá e estudei também nesse Colégio em 1975 a 1977. Morava ai na Rua Ipixuna, descia a ladeira de carrinho de rolimã que eu mesmo fazia. Servi na Marinha por 35 anos, sendo 16 em submarinos, morei no Rio de Janeiro por muito tempo, hoje estou aposentado, morando em Pelotas (RS). Gostaria de encontrar com os amigos dessa época, principalmente de uma garota por nome Evaneide, acho que o sobrenome era Braga, ela tinha uma irmã por nome Elizabeth e também morava na Rua Ipixuna, a última vez em que fui a Manaus, soube que mudaram para o Conjunto Santos Dumont. O meu - email é vfmeirelles@hotmail.com 

Frases sobre o passado:

"O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente". Mário Quintana 

"Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo". George Santayana

"Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez". Dalai Lama

É isso ai.





domingo, 9 de outubro de 2011

HUASCAR DE FIGUEIREDO, UMA RUA DA MINHA CIDADE.


Manhã calma de domingo, ideal para se tirar fotografias da nossa cidade, escolhi a Rua Huascar de Figueiredo; foi uma volta ao passado, pois aquela rua faz parte da minha infância e adolescência.
Trabalhei durante dezessete anos na oficina de violões do meu saudoso pai, ela ficava nos porões do “Solar dos Bringel”, portanto, tenho muita ligação com aquela via pública.
Comentei em artigos anteriores sobre a atuação das Faculdades Uninorte (grupo Lauriate International) com relação ao nosso patrimônio histórico, eles estão comprando muitos imóveis da Avenida Joaquim Nabuco, a grande maioria são prédios antigos, mesmo assim, boa parte está sendo destruído para darem lugar aos edifícios de mau gosto daquela instituição de ensino superior.
Entre a Rua Igarapé de Manaus e a Avenida Joaquim Nabuco, a mais afetada pela Uninorte - ainda encontra-se de pé a antiga residência do Senador Jefferson Péres, do Colégio Santa Doroteia (a placa da Laureate já está lá), do empresário J. Cruz (fundador do guaraná Magistral), da Vila do Nelson Português e, a do Dr. Conte Telles (o médico dos pobres de Manaus).
Não tiveram a mesma sorte, a residência do Governador Plínio Coelho (entrada da faculdade), do Bar Janela (estacionamento), da Fundação Cultural do Amazonas (parte da faculdade), a casa do Dr. Jacson Cabral (clínica) e, do Solar dos Bringel (virou estacionamento também).
O Igarapé de Manaus foi totalmente modificado, tiraram todas as casas ao seu redor, fizeram o Parque Manaus (Prosamin), a obra foi inaugurada com toda a pompa, marquei presença ao evento – passado um ano, falta fazer a devida manutenção, bem que a “Laureate” que tantos danos causor ao local, poderia assumir a responsabilidade com a conservação daquele bem público.  
Vamos conhecer um pouco da pessoa que deu o nome a Rua Huascar de Figueiredo. Segundo o escritor Luiz Carlos de Carvalho, no seu livro Ruas de Manaus – A História do Amazonas nas Ruas de Manaus “João Huascar de Figueiredo, nasceu em Belém a 27 de fevereiro de 1891, filho de José de Castro Figueiredo e Maria da Glória Menezes Figueiredo. Formou-se em Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi Cronista, colaborou durante muitos anos com o Jornal “A Tarde” e foi Diretor da Associação Amazonense de Imprensa, no biênio 1940/1942. Pertenceu à Academia Amazonenses de Letras. Foi nomeado Procurador Fiscal do Estado do Amazonas. Morreu a 23 de fevereiro de 1949”.
Huascar de Figueiredo, uma rua da minha cidade. É isso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

BOIUNA, A COBRA GRANDE DA AMAZÔNIA.


A palavra “boiuna” vem do tupi (boídeos = família de grandes ofídios escamados, que matam as presas por constrição / una = preto), significando uma grande cobra com manchas pretas. No folclore da região amazônica representa a figura mitológica indígena, temida pela sua maldade, tomada pela forma de cobra, que faz virar as embarcações, levando os náufragos para o fundo do rio – também conhecida como cobra-grande, mãe-do-rio, sucuri, boiaçu e senhora-das-águas.

A Lenda da Cobra Grande (Boiuna) é conhecida por todos os caboclos da nossa Amazônia – ela é contada de pai para filho, ficando no imaginário popular.
Segundo a lenda, existia numa das tribos do Amazonas, uma índia cruel que infernizava a todos, inclusive devorava até as criancinhas, para livrar-se dela, os membros da tribo jogaram-na no fundo do rio com a intenção de afogá-la.
O Anhangá, o gênio do mal, não a deixou morrer, os dois se casaram e tiveram um filho, que foi transformado em cobra para viver dentro do rio. Ela cresceu muito, o rio ficou pequeno e devorou todos os peixes. Começou a vagar pelas praias, com os olhos em forma de faróis, espreitando as suas presas e os homens, a tribo ficou aterrorizada e deram o nome de Cobra Grande.
No dia da morte da sua mãe, ela transformou a sua dor em ódio mortal, saindo dos seus olhos flechas de fogo que eram lançadas para o céu e para a escuridão.
No dia seguinte, ela se recolheu, dizem que vive adormecida debaixo de muitas cidades, acorda somente para anunciar o verão em forma de serpentário, ou em grandes tempestades para assustar com a luz dos relâmpagos, as tribos apavoradas.
As pessoas mais antigas de Manaus, contam que existe uma Cobra Grande na cidade, ela está com a boca no Rodoway (Porto Flutuante) e o rabo no Largo de São Sebastião, quando sentimos algum tremor de terra, eles dizem que ela está de mexendo.
Na nossa cultura popular, a Boiuna aparece nos momentos de ritual nas apresentações folclóricas dos Bois Garantido e Caprichoso de Parintins, nas Cirandas de Manacapuru, bem como, na maioria das danças dos festejos juninos da Amazônia.
O Boi Caprichoso lançou uma Toada chamada “Boitatá” (cobra de fogo), uma composição do Ronaldo Barbosa:
Um brilho no rio
Em noite escura é fogo fátuo
Gênio protetor dos campos e das águas
Cobra grande Boiaçú
Boiuna, boiuna, Sucuriju
A fera que surge do nada
Corre no corpo um arrepio
O sangue nas veias fica frio
O fogo que água não apaga
Um facho de luz ilumina a escuridão
Seus olhos de fogo encandeiam
Tapando furos singrando rios
A dona da noite a boca da noite
A dona da noite vai chegar
Boitatá boitatá
Fogo no ar fogo no ar

Cobra de fogo boiaçu
Boiuna boiúna flutua
Boitatá boitatá
Fogo no ar fogo no ar
Cobra de fogo boiaçu
Boiuna boiuna flutua

A foto acima foi tirada do portal do “Boi Manaus 2010”, um evento que acontece todo dia 24 de Outubro, em homenagem ao aniversário da cidade. Isto dar uma ideia do quanto o povo da Amazônia venera e, ao mesmo tempo sente medo da Boiuna, a Cobra Grande. É isso ai.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

BLOGDOROCHA: LUCINHA CABRAL

BLOGDOROCHA: LUCINHA CABRAL: A cantora e compositora Lucinha Cabral, amazonense da gema, possui o orgulho de ser cabocla, o amor pela suas raízes e, pela cultura da sua...

FOTOGRAFIAS DA MANAUS ATUAL


O nosso blog recebe alguns pedidos de publicação de fotografias atuais da nossa cidade Manaus, geralmente são de pessoas que nasceram por estas bandas e, o destino os levou para muito longe daqui, sentem saudades desse pedaço de Brasil, a única forma  que encontram para matar a saudade é através de fotos.

Faço postagem de fotografias da Manaus antiga e atual, no trabalho de hoje, mostro os seguintes lugares:

Parte externa do Amazonas Shopping;

Alguns edifícios do bairro Eldorado;

Avenida Djalma Batista;

Avenida Darcy Vargas;

Uma Praça do Parque dos Bilhares;

Parte do Manaus Plaza Shopping;

Igarapé do Mindú (poluído);

Praça do Congresso (descaracterizada).

A próxima postagem será das casas da Rua Huascar de Figueiredo, mostrando onde morou o governador Plínio Coelho, o médico Conte Telles, do empresário J. Cruz (fundador do Guaraná Magistral) e do Senador Jeferson Peres - além de comentar sobre a figura que emprestou o nome a rua. É isso.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS

Tereza “Terezinha” Gonçalves Morango, nasceu em 26 de Outubro de 1936, na Fazenda Canavial, no município de São Paulo de Olivença, no Estado do Amazonas, foi a primeira amazonense a ganhar o concurso de Miss Brasil, em 1957, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Filha de Manoel Ferreira Morango, um português nascido na cidade do Porto - e Emir Gonçalves Morango, uma cabocla amazonense do interior. O casal teve oito filhos: José, Getúlio, Tereza, Maria Antonieta, Marieta, Gloria, Maria das Dores e Manoel.

O seu pai era dono de um Bar e, morava na Rua Comendador Alexandre Amorim, nº 354, no bairro de Aparecida (antigo bairro dos Tocos) – ainda muito jovem foi morar com um dos tios ricos.

Por ter uma beleza fora do comum, ganhou o primeiro concurso como Miss Rio Negro, do Atlético Rio Negro Clube. Depois, ganhou como Rainha dos Estudantes de Manaus, Rainha das Calouras, Miss Cinelândia (1956) e Miss Brasil, em 1957.

Disputou o concurso de Miss Universo, no dia 19 de Julho, em Long Beach (Califórnia) nos Estados Unidos, ficando em segundo lugar, perdendo para a peruana Gladys Zender.

Casou-se com o empresário Alberto Pittiglaini (16/4/1918 Imbituba, SC/ 2/8/2003 Rio de Janeiro, RJ), dono das empresas Cia. Brasileira de Discos (vendido à Phillips), Seagrams (Campari) e Tibrás (titânio), tiveram dois filhos, Alberto e Andréa Pittigliani. Ficou viúva e, mora num apartamento da Praia do Leblon, no Rio de Janeiro – este mês estará completando 75 anos de idade. Parabéns, vida longa a nossa eterna miss! 

As Fotografias:

• Na cor sépia, ela aparece com a tripulação do avião da Panair do Brasil, na volta para Manaus após a sua vitória no concurso Miss Brasil 1957.

• Colorido, uma fotografia de 2010, do Sebastião Marinho, para o blog da Hidelgard Angel, famosa jornalista do Rio de Janeiro.

A sua trajetória serviu para o lançamento de um livro chamado “Terezinha Morango – Cinderela Amazônica”, do saudoso Demosthenes Carminé. É isso.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

AS PALMEIRAS IMPERIAIS DA AVENIDA DJALMA BATISTA X SISTEMA BINÁRIO.

A Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) anunciou no mês de maio do ano passado, a implantação do Sistema Binário, com as Avenidas Constantino Nery, que teria o trafego no sentido Bairro-Centro e, a Djalma Batista, no sentido inverso, o projeto estava orçado em vinte milhões de reais – um ano e meio depois não se fala mais nada a respeito.

Sabe quem pagou o pato pelo tal “Sistema Binário”? As Palmeiras Imperiais que estavam plantadas no canteiro central!

É isso mesmo, os técnicos da Prefeitura a mando do negão Amazonino Mendes, retiraram no mês de Julho do ano passado mais de cem árvores que estavam plantadas há mais de dez anos.

Na época, o Senhor Júlio Pedro, assessor de comunicação da Secretária Municipal de Meio Ambiente, assim justificou a retirada: - Devido à retirada do canteiro central, nenhuma outra árvore será plantada para repor o lugar das palmeiras imperiais. Fizemos uma “cirurgia de salvamento”, estamos retirando estas plantas de um ambiente hostil, cheio de poeira e fuligem dos carros. Muitas não se desenvolveram devido a toda a poluição da área. - afirma o assessor.

É agora, José? Não implantaram o tal projeto, não fizeram a reposição das plantas e, não dão nenhuma justificativa para o povo!

Onde estão as Palmeiras Imperiais? Dizem que elas foram para o Horto Municipal, para o Centro de Produção de Mudas (na AM 010), Batalhão de Guarda Municipal e para a Praça da Saudade.

É inconcebível que uma cidade que vai sediar alguns jogos da Copa do Mundo de 2014 retira a maioria das árvores que estão na cidade. Ainda tem o disparate de anunciar que em Manaus será a “Copa Verde”! Mais uma balela para “inglês ver”! É isso.



domingo, 2 de outubro de 2011

CASA 22 PAULISTA

 Um cidadão português ao ler uma postagem que eu fiz em setembro do ano passado (ver abaixo) mandou-me um e-mail relatando a sua alegria pela não derrubado desse prédio histórico, pois naquele lugar trabalhou o seu bisavô.

Boa tarde Senhor José Rocha

É com muita alegria que venho saber que a casa 22 Paulista em Manaus foi salva
O meu tio bisavô Manuel da Costa Branco Trabalhou na casa 22 de Manaus. Viveu  em Manaus finais do século XIX,  depois regressou aos Açores onde faleceu com 33 anos de idade. Temos fotografias da casa 22 de Manaus. Penso que a casa 22 Paulista de Manaus, que não foi demolida, é a mesma onde trabalhou o meu tio bisavô.
Há já algum tempo que tento saber noticias da casa 22 de Manaus, mas sem sucesso, até que consegui através do site casa 22 Paulistas.

Junto envio a fotografia da casa 22 de Manaus. Parece-me que é a mesma casa 22 Paulista em Manaus. Gostaria de saber noticias da casa 22 e de saber se têm registros do nome meu tio bisavô, pela passagem pela casa 22.

Com os melhores cumprimentos
 João Magalhães

Resposta:

Boa Tarde Senhor João Magalhães!

A fotografia que o senhor enviou é a mesma do prédio "22 Paulistas de Manaus". No projeto original da construção de um "Monotrilho" previa a derrubada desse prédio histórico, felizmente, a sociedade civil organizada foi contra, o governo do Estado do Amazonas teve que rever o projeto e, o imóvel foi preservado.
 Ele continua muito bonito, foi feita uma reforma faz alguns anos. Irei publicar no nosso blog o e-mail e a fotografia enviada.

José Martins Rocha

Terça-feira, Setembro 21, 2010
O PRÉDIO DA “CASA 22 PAULISTA” FOI SALVO PELO GONGO!
O prédio da esquerda fica na Rua Epaminondas, esquina com a Avenida Sete de Setembro, centro antigo de Manaus – foi construído no final do século XIX. Dizem que este nome curioso se deu, em decorrência de abrigar por algum tempo, exatamente, vinte e dois paulistas.

O projeto básico do famigerado “Monotrilho” previa a derrubada desse prédio e do Teatro da Instalação – com a intervenção dos Ministérios Público Estadual e Federal e do Instituto Histórico e Artístico Nacional, a empresa “Princewaterhouse Cooper Corporation” foi obrigada a rever o projeto e o traçado, desviando para a direita, fazendo com que todo o quarteirão de prédios históricos seja preservado.

Por falar em monotrilho - este é um projeto de mobilidade urbana que faz parte das obras de preparação da cidade para ser uma das sedes da Copa do Mundo 2014. Acredito que este projeto não vai vingar, pois, todo mundo sabe que este tipo de transporte não é mais adotado em nenhuma cidade, por ser de alto custo, antieconômico e poluidor visual. Somente é aceito em parques temáticos -, inclusive, o que foi construído para a Copa de 2010 na África do Sul está sendo desmontado.

A solução viável é a adoção do “Bus Rapid Tansit – BRT” – um sistema de ônibus de alta capacidade que provê um serviço rápido, confortável, eficiente e de qualidade, com a utilização de corredores exclusivos. A Prefeitura de Manaus entrou na briga contra o monotrilho e vai adotar o BRT do centro até a zona leste da cidade – o próximo governador terá de repensar e adotar também este sistema.

Ainda bem que existem instituições do quilate do Ministério Público, tanto na esfera estadual quanto na federal, onde trabalha pessoas dignas de todo o nosso respeito, pois cumprem fielmente o seu papel instituído pela nossa Carta Magna de 1988: a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (interesse público).

A Casa 22 Paulista foi salva pelo gongo, os proprietários podem continuar o seu tradicional ramo varejistas de vendas de tecidos. Xô monotrilho, sai prá lá bicho ruim! Venceu o bom senso e os homens de boa vontade! É isso ai.