sexta-feira, 24 de julho de 2009

GOVERNADOR ÁLVARO BOTELHO MAIA



Álvaro Botelho Maia nasceu em 19 de fevereiro de 1893, no seringal “Goiabal”, rio Madeira, município de Humaitá, primogênito de Fausto Ferreira Maia (cearense, falecido em 1932) e Josefina Botelho Maia (amazonense, falecida em 1968).


Foi jornalista, poeta (era conhecido como o príncipe dos poetas amazonenses), escritor, advogado, professor, senador e governador do Amazonas. Publicou vários livros: Cabelos Negros, Na Vanguarda da Retarguarda, Gente dos Seringais, Buzina dos Paranás, Nas Barras do Pretório, Beiradão, Banco de Canoa, Defumadores e Porongas, Tenda de Emaús – Foi uma máquina de produção intelectual: escreveu poesias, crônicas, ensaios, teses, discursos e conferencias.


Em 1918 foi candidato a Deputado Federal; na revolução de 1930, foi nomeado Interventor Federal, governou até o final de 1931; foi escolhido Senador em 1935, logo depois foi eleito indiretamente para Governador Constitucional do Estado, em 1937 foi escolhido Interventor Federal; em 1945 foi eleito com grande margem de votos para a Senatoria Federal e em 1950 voltou novamente para o governo do Amazonas e ainda foi Senador pela terceira vez.

Segundo o seu amigo Erasmo Lino Alfaia “O que havia realmente de mais forte em Álvaro Maia era a bondade, o sentimento das coisas, a capacidade de não esquecer as suas raízes, de não perder-se do que fora um dia, do seu passado e das suas afeições mais queridas. Tinha a humildade dos gênios e era um padrão de honestidade, com quem tanto aprendi. Quando rareavam os amigos, sofreu o máximo que um homem público pode sofrer. Não se queixava, compreendia. O ostracismo político o engrandeceu na alma. Recebi inúmeras cartas suas – nenhuma revolta, amargura nenhuma nelas encontrei. Nessa ocasião pude sentir melhor o homem digno na exemplaridade de sua conduta na limpidez de sua amizade. Agradeço a Deus por me conceder o privilégio dessa amizade inexcedível. As glórias justas conquistadas por Álvaro Maia, nunca ele as soube explorar em proveito próprio, pois morreu na estreiteza do ambiente de um pobre ermitão.”

“Morreu Álvaro Maia à 1:15 da madrugada de 4 de maio de 1969, num apartamento do Pavilhão Santana, da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, acometido de infarto do miocárdio na manhã da véspera. Assistiram ao desenlace o médico assistente, Dr. Osvaldo Said, acompanhado pela enfermeira Ruth Helena, pela Srtª Maria Helena Paiva Monte (prima) e Dr. Erasmo Alfaia (amigo). Imediatamente a notícia se espalhou e começaram a chegar ao hospital os amigos do morto, que foi velado no hall do Palácio Rio Negro desde o alvorecer.
O sepultamento de Álvaro Maia se deu ao fim da tarde de 5 de maio, no Cemitério São João Batista, acompanhado por grande massa humana, sentida e emocionada”. (Dados biográficos de Álvaro Maia, de autoria do Dr. Djalma Batista, publicado no livro “Álvaro Maia – Poliantéia – 1984”).
Foi um dos poucos homens públicos que entrou pobre na política e morreu pobre.
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