terça-feira, 26 de janeiro de 2021

ELEIÇÃO PARA A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA FEDERAL

 Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) negando a reeleição do atual presidente, o Rodrigo Maia (DEM-SP), a corrida ficou polarizada entre dois candidatos, o Baleia Rossi (MDB-SP) e o Arthur Lira (PP-AL).

A eleição será no dia 2 de fevereiro, estando em jogo também os cargos de vice-presidente da Casa, dos secretários e suplentes. Para ganhar no primeiro turno, o candidato deverá obter a maioria absoluta, ou seja, 257 votos (metade de 513 + 1).

O deputado Baleia Rossi (presidente do MDB teve o apoio do Ulisses Guimarães quando tinha apenas 20 anos de idade) é apoiado, atualmente, pelo presidente da Casa e da oposição, contando com 278 dos 513 candidatos.

Por outro lado, o Arthur Lira (líder do Centrão cujo lema é “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”) conta com o apoio do presidente da república e possui 195 votos declarados.

A votação será presencial e o voto secreto, ou seja, poderá haver muita “trairagem”. No programa Roda Vida da TV Cultura, os dois foram convidados, no entanto, o Arthur Lira declinou do convite e inventou outra reunião no mesmo horário. Foi um grande erro, pois deixou a vontade o Baleia Rossi para falar o tempo todo sobre as suas propostas de campanha.

Agora, fica a pergunta: É importante para o povo brasileiro esta eleição?

Na minha humilde opinião ela será muito importante, pelos seguintes motivos:

O Baleia Rossi, caso vencedor, ira cumprir a promessa (segundo declarou no Roda Viva) com a oposição para colocar em votação o impedimento do presidente Bolsonaro e fará uma administração respeitando o regimento interno e a Constituição Federal.

Já o Arthur Lira, segundo os seus opositores, fará a Câmara Federal um Anexo do Palácio da Alvorada, distribuindo a vontade cargos públicos para os amigos, perseguindo ao seu estilo os seus inimigos e fazendo tudo o que o rei mandar.

Este cargo é muito importante, pois segundo a Constituição Federal, o presidente da Câmara será o terceiro na linha de sucessão presidencial, sucedendo ao vice-presidente, em caso de impedimento ou vacância do cargo de Presidente da República.

É isso ai.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

A NOSSA ETERNA REDE DE DORMIR

 


A rede de dormir foi um invento dos indígenas da América do Sul.    No Brasil era conhecida por “Hamaka”, sendo a palavra “rede”, utilizada pela primeira vez, pelo Pero Vaz de Caminha, em carta ao reino de Portugal, onde descrevendo a povoação dos tupiniquins, seus hábitos e costumes, relata a                                                        maneira de dormir daqueles indígenas. Faz parte do cotidiano dos manauaras da gema, dos amazonenses e dos                           amazônidas     (aqueles que resolveram morar e viver na  Amazônia).  

 

É um hábito muito comum nas regiões norte e nordeste, faz parte da nossa cultura . Uma grande maioria das pessoas ainda utiliza a rede em substituição à cama de dormir, além de servir de descanso nas casas de veraneio.

Originalmente, era feita de cipó e lianas (trepadeiras que pendem das árvores). No Brasil colônia, era utilizada também para enterrar os mortos no meio rural, além de servir como meio de transporte, onde os escravos carregavam os colonos em passeios pela cidade.

As mulheres dos colonos portuguesas adaptaram as técnicas indígenas às suas varandas, passando a confeccionar as redes em algodão e enfeitando com franjas.

Existem muitos causos, tendo como personagem principal a rede de dormir, eis algumas:

Na minha adolescência, era comum entre a rapaziada de Manaus, o desejo de conhecer o Rio de Janeiro. Quando alguém conseguia viajar pela primeira vez de avião, existia sempre aquela gozação:                - Não adianta levar a rede, pois no avião não existe armador!

A nossa família era constituída pelo papai, mamãe, vovó, duas irmãs e três irmãos, com exceção dos meus pais, que utilizam a cama de casal, todos os outros usavam a rede de dormir, deixei de usá-la somente quando casei, após a separação, voltei para a minha querida rede de dormir!

Lembro, quando criança, os mais velhos falavam:                             – Além da mulher, a coisa melhor do mundo é a zoada da chuva no telhado de zinco, se embalar e coçar a frieira no punho da rede!

Tive um vizinho no Conjunto dos Jornalistas que, certo dia, me revelou: – Ainda não deixei o hábito de usar a rede de dormir, mesmo após o casamento ato a dita cuja bem cima da cama da mulher, desço somente para ir ao banheiro urinar ou dar uma “lamparinada” na velha, depois, subo para dormir!

Eu tinha um amigo morador da Vila de Paricatuba, município de Iranduba. Ele possuia um belo terreno no Lago de Paricá,  e inspirado pelos “Bumbódromos e Sambódromos” da vida, resolveu fazer um “Redódromo”: um barracão com duzentas redes enfileiradas, para servir de pousada para os turistas mochileiros.

O caboclo preguiçoso estava se embalando, quando uma grande cobra começa a deslizar pela rede, morrendo de medo, bota a boca no trombone: - Mãe, a senhora tem remédio para picada de cobra?        A velha responde: - Tem não, meu filho, por quê?                          Ele responde naquela manha: - É que tem uma no punho da minha rede! - preferindo ser picado, ao sair da sua rede!

Um barco regional ao chegar ao seu destino, todos os passageiros saíram, ficou somente um dorminhoco, o Comandante foi até ele e começou a balançar a rede do caboclo:                                             - Acorda, acorda, acorda! O cara meio sonolento deu um pulo e falou: - A corda é minha a rede eu não sei de quem é! O ladrão de rede se saiu muito bem!

Na Amazônia as estradas são os rios. Para vencer qualquer lugar são utilizados os “Barcos Regionais”, dotados de alguns “Camarotes” para os mais abastados, sendo que a grande maioria utiliza-se das redes de dormir, ficam atadas e amaradas pelos lados, por cima e por baixo, ficando sem espaços até para mexer as pernas!

Sempre gosto de ir ao Festival de Parintins, não tem coisa melhor do que ficar se embalando numa rede e olhando o Rio Amazonas.        Por falar em festival, em 2011, a última vez em que fui a Ilha Bela, passei o maior mico, o jornalista Jersey Nazareno presenciou a cena, ela publicou no Blog da Floresta:



O "caboco" respeitável do Igarapé de Manaus que não sabe atar rede

No sufoco de cobrir matéria para o “BLOGDAFLORESTA”, hoje, no Porto da Manaus Moderna, escuto alguém dizer “vamos nessa”.      Era “Caboco Rochinha” a caminho do barco que o levaria ao Festival de Parintins. Não titubeei e, segui o Rochinha até o motor-navio catamarã ”Rondônia”. Subimos juntos para o andar de cima, onde ele ataria sua rede. Meu espanto!  "Caboco Rochinha", que se criou rincando nas águas, ainda, não poluídas do Igarapé de Manaus, teve dificuldades para atar sua rede, porque não sabia dá o nó certo, como a grande maioria dos que nos barcos, singram os rios amazônicos e ao parque daqueles que vão ao Festival de Parintins. Ele teve que pedir ajuda de outro passageiro que atou a rede como mandava o figuro regional, enquanto ele observava. Olhou pra mim, sorriu, e deixou escapar: “agora eu sei que o nó não desata”. Saímos e fomos comer um bom jaraqui nas redondezas do mercado Adolpho Lisboa. Vale lembrar que o "caboco" que não sabe atar rede, sabe fazer outras coisas importantes, como por exemplo, colaborar com uma das maiores lojas de Manaus (Mirai Panasonic) e alguém que melhor entende de comércio exterior na Zona Franca de Manaus. (Jersey Nazareno)

Depois dessa, comecei a exercitar o nó no punho da rede, com certeza, não irei fazer feio na viagem de barco para o próximo festival de Parintins.

O cantor e compositor paraense Nicolas Junior, com mais de duas décadas morando e trabalhando em Manaus, gravou o seu 5º CD temático, em 2013, denominado “Mãos”. Uma das faixas que mais me chamou a atenção foi “Redes Sociais”. Segundo o artista foi em homenagem “As mãos caboclas que constroem, diariamente, nossa sociedade, tanto da capital quanto do interior”.

Um trecho da letra é mais ou menos assim:

Peguei um motor de recreio

Viajei para o interior

Fui que nem sardinha em lata

Na rede

Para rever a família

Rede por cima

Rede por baixo

Rede de lado

E no corredor

Era um transado de rede

Bolsa, maleta, sacola no chão

Sou caboco pavulagem

Só dormia em colchão

Foi quando descobri, então

Eu adoro rede

Eu adoro rede, maninha....

 

É viva a rede! É isso ai!

sábado, 16 de janeiro de 2021

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

FULEIRANDO A SEXTA-FEIRA

 

Pense numa sexta-feira escrota, dentro de casa, sem poder sair com os amigos e amigas, tomar uma na mesa de bar, contar mentiras e dar umas gargalhadas das piadas dos boêmios de plantão.

Muitos sabem, não posso mentir ou fingir. Dizem que todo poeta é um fingidor “Enclausurado estou. Ai que dor. Sem o teu calor, será difícil passar quinze dias sem o teu amor”. E bote papo furado. Por falar em poeta, a hora e a vez é do Tenório Telles, no Conselho Municipal de Cultura.

Certa vez, ventilei aos amigos mais próximos abrir um Bar. Falei-lhes que seria “BarBossa”, um bar temático de Bossa Nova. Alguns falaram que iria parecer com o nome do “Barbosa Coiffeur”. Sem chance. Pedi umas sugestões. Um nome bem sugestivo. Surgiram vários: Uísque Esquisito – Bar Bante – Mastur Bar – Casa da Mãe Joana – Lá Hoje Bar – Primas & Bordões Bar - Buteko do Rocha – Di Rocha Bar e outros mais. Alguém falou: - Porra, Rocha, o teu bar não passará de um ano, irás à falência, pois você consumirá toda a mercadoria! Sem chance de abrir um bar.

Por falar em bar, não têm um em Manaus onde toca bossa nova, com toques de decoração dos anos sessenta e setenta, todo retrô, com vinis espalhados pelas paredes, aliás, as suas capas eram um obra de arte. Quem sabe um dia o “Bar Bossa Nova” possa resgatar isto.

Por falar em gosto musical, é igual ao orifício da extremidade inferior do intestino grosso, ou seja, todo mundo tem o seu. Gosto de Bossa Nova, porém, muitos acham que a mistura de samba carioca com jazz americano não foi legal. Eu adoro o samba e o jazz. E também música clássica, muitos chamam de funeral.

No meu futuro bar só vai tocar bossa nova, jazz (improvisação), toadas de boi (sem chifre não rola), músicas de funeral (clássicas), samba dos bons, sucessos dos anos oitenta e noventa (da época do achocho). Se alguém pedir musica brega (basta eu), sertanejo e pé de serra, com todo respeito aos santinhos(as) e evangélicos que não gostam de palavrão “Não Colocarei Nemfudendeôdó”.

Para fuleirar ainda mais a sexta-feira enclausurada, irei mudar de pau para cacete. Certa vez, um jovem falou: - Porra, Rocha, o teu blogue só comenta coisas do passado. Passou, passou, mano. Passado é só prá museu! Entendeu? Respondi-lhe: - O que você pretende ser no futuro? Respondeu: - Advogado de porta de cadeira, serei o cara que vai tirar toda a malandragem do chilindró, pois isto dá dinheiro prá caralho! Respondi: - Tudo bem. Uma bela profissão. Só tem uma coisa: você irá passar um ano estudando o passado. Caso não estudares os filósofos, os sociólogos, Platão e companhia, além do Direito Romano de setecentos anos de Cristo, serás um advogado zero a esquerda! Nem OAB terás! O passado é a base para entenderes o presente e para se firmares no futuro!

Por falar em passado, o meu blogue é de 2006. Poucos comentavam sobre a nossa Manaus antiga. Hoje, existe uma infinidade. Isto é bom. Começamos a respeitar o passado da nossa cidade, a nossa história.

Na minha juventude todos gostavam de morar no Rio Janeiro. Os caras imitavam o carioquês. Era uma ofensa ser chamado de caboco ou caboca (caboclo só no dicionário). Pois bem, com o passar dos anos, o mundo inteiro voltou os olhos para a Amazônia, valorizando os nossos rios, a selva, os animais, a gastronomia, o artesanato. Virou moda. A partir da ir, todos começaram a sentir-se importante e a se respeitar e bater no peito: sou caboco, sou da Amazônia e amo a minha cidade Manaus!

Chega de fuleiragem (esta palavra não está no dicionário) na sexta-feira. Chega de fuleiragem (esta palavra não está no dicionário) na sexta-feira. Segundo o nosso respeitado ex Deputado Estadual Cordeirinho: É tudo uma FULEIRAGEM! Vem de fuleiro, um linguajar chulo, mas, o nobre deputado levou para a tribuna. Ai pegou! Este texto tenta fugir do normal ou anormal, pois é apenas uma brincadeira para elevar o espírito das pessoas. Tudo normal, tudo igual, e etcetara e tal!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

AS “OBRAS” DO ARTHUR NETO

 

Os meios de comunicação começaram a publicar os “podres” da administração do prefeito Arthur Neto, principalmente, os feitos às pressas no apagar das luzes de sua gestão em 2020.
No Site “Opinião Manauara” a Nathalia Barroso publicou o seguinte: Saiba para quem foi parte dos R$ 754 milhões gastos por Arthur Neto em publicidade. Segundo a autora, desde 2013 quando assumiu o governo, o Arthur concedeu ao empresário Antônio Fernandes Barros de Lima Júnior, o status de “Barão”, isto porque, ao longo de oito anos faturou R$ 180 milhões com quatro empresas das quais é sócio. Somente no finalzinho do governo, em plena pandemia, o Barão faturou R$ 39 milhões. Segundo o site, ele faturava uma média R$ 1,9 milhão mensal.
Segundo o site BNC Amazonas, a Semed-Manaus no apagar das luzes comprou livros didáticos com o processo todo em apenas oito dias. Foi empenhado no dia 28 de dezembro, entregue no dia 29 e pago no dia 30. Foram R$ 20 milhões no negócio, dos quais R$ 14 milhões do FUNDEB.
O Site Amazonas Atual publicou: Em 4 de novembro de 2020, o prefeito prorrogou contratos com as empresas Tumpex e Marquise, até 2035, por R$ 15 e R$ 11 milhões mensais, respectivamente.
O mesmo site publicou: No último dia do mandato do prefeito de Manaus Arthur Neto, homologou o processo licitatório para contratação por 27 anos da empresa Amazon Watt S.A., por R$ 1,37 bilhão, para o serviço de implantação, operação e manutenção de mini usinas fotovoltaicas para geração de energia solar distribuída às secretarias municipais.
O site atual da prefeitura de Manaus: Prefeitura fecha temporariamente novo complexo viário do Manoa para ajustes de manutenção. Foi inaugurado nas últimas horas de 2020 e interditado nas primeiras horas do dia primeiro de 2021.
O Blog do Ronaldo Tiradentes: O Terminal de Integração 6, no bairro Lago Azul, na zona Norte, está também parado. Falta ajustes na sinalização vertical e horizontal, além de mudanças no fluxo de veículos no interior e nas entradas, além de possível adequação física, pois existe uma rotatória perto da entrada do terminal que é muito pequena e os ônibus estão tendo dificuldade para circular e outros problemas de interligação com o sistema viário.
Isto é apenas um aperitivo. Vamos aguardar as bombas estourarem no decorrer do mês de janeiro de 2021. Estou publicando apenas o que já foi publicado pela imprensa, caso vocês procurarem o Portal da Transparência da Prefeitura de |Manaus vai ver muita coisa! Eu, heim!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

ILUMINAÇÃO PÚBLICA À GÁS DA CIDADE DE MANAUS

 



Ao passar pela Praça Antônio Bittencourt, conhecida como Praça do Congresso, o transeunte encontrará bem na cabeceira da Avenida Eduardo Ribeiro uma placa com os seguintes dizeres “ Iluminação Pública – Manaus foi uma das primeiras cidades brasileiras a ter iluminação à gás, ainda no século XIX. Nesta praça a marca do progresso: garrafa, exaustor, tubulação e tampa de ferro fundido, marcando história – Secretária de Cultura do Governo do Amazonas”.

Na última reforma da citada praça, ocorrida em 2012, os equipamentos acima descritos na placa estavam enterrados, porém o administrador da cultura do Estado do Amazonas resolveu colocar visível ao público, deixando incrédula a grande maioria dos manauaras, pois somente uma pequena parcela conhece, através de estudos e pesquisas, que a nossa cidade já foi dotada deste moderno, para a época, sistema de iluminação pública.

Para entender como funcionava este sistema, fui buscar no trabalho de dissertação de pós-graduação em Engenharia de Produção, da Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas-UFAM, denominado “Levantamento Histórico da Matriz Energética em Manaus”.

Segundo o autor, a cidade de Manaus iniciou a utilização de diferentes sistemas de iluminação, usando várias fontes como iluminantes até chegar a luz elétrica: banha de tartaruga, óleo de andiroba, querosene, benzeno, acetileno, gás globo, gás liquido de carvão e gás carbônico.

A partir de 2 de setembro de 1856, a Lei Provincial no. 67,  determinava a utilização de 25 lampiões utilizando gás liquido de hidrogênio, mas até 01/10/1857 ainda não estavam instalados.     Por questões políticas, a população padeceu muito com este sistema de gasogêneos.  

Em 1869, foi contratado o serviço de iluminação a querosene, executado pela firma Thury & Irmão, com 60 lampiões dispostos em postes de madeira de 12 palmos. Passando para 90 lampiões em 1871, depois para 110, mas mesmo assim eram insuficientes para iluminar toda a cidade.

Em 1872, o contrato foi reincidido, passando para outro fornecedor do Rio de Janeiro, para implantar o serviço de iluminação à gás carbônico, com 300 lampiões.  No entanto, o empresário faleceu e a cidade continuou a utilizar o querosene, sendo este considerado penoso e inconveniente.

No Rio de Janeiro era utilizado o sistema de iluminação chamado de Globe-Gaz. Foram reconhecidas as suas vantagens em 1878. Através da Lei Provincial no. 411/78 foi autorizado o presidente da província a substituir o querosene pelo Gás Globo.

Em 1882 tinham sidos instalados 25 lampiões na Estrada Conselheiro Furtado e mais 25 assim dispostos: Quatro no Bairro de São Vicente, na Rua dos Inocentes. Três na Rua Municipal. Dois na Rua da Matriz. Quatro no  Bairro dos Remédios, na Rua Boa Vista. Seis na Rua Aurora, Estada da Sete de Setembro até o Igarapé de Manaus. Quatro no Bairro do Espírito Santo, no Paredão e na Praça Paissandu  e Dois na Rua Costa Azevedo.

As colunas de ferro e os respectivos lampiões foram comprados pela empresa A. M. Baker & Co. Ltda. de Nova York/ USA (aumente a foto acima e poderá observar o nome do fabricante).

Anos depois foi efetivado um contrato com o comendador Manoel da Silva Leal Loyo, para iluminação a gás carbônico, saindo o de gás globo.

O contrato previa a duração de trinta anos o que revoltou a população, pois era caro  todos já queriam a iluminação elétrica.

O governador do Estado em exercício na época, Eduardo Gonçalves Ribeiro anunciou, em 1893, que já estava contratado o serviço de iluminação da capital do Amazonas por sistema de luz elétrica.       

Foi inaugurado em 22 de outubro de 1896 (o ano da inauguração do Teatro Amazonas) pelo governador Fileto Pires Ferreira, administrado pela empresa Manaós Electric Ligthing Company.




Os equipamentos expostos na Praça Antônio Bittencourt estão ali em torno de 140 anos! É pura história de Manaus.  Em 2012, o achado ficava exposto com vidro temperado em cima de uma grade de ferro. Com o tempo, os vândalos quebraram esta proteção de vidro, ficando a mercê do sol e da chuva.  Faz pena ver o local tomado de lixo e apodrecendo, sem nenhuma manutenção por parte da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Isto é uma vergonha!

É isso ai.

Fotos: José Rocha

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

PRESENTES DE NATAL

 PRESENTES DE NATAL

A coisa mais importante em presentear alguém querido não é o presente em si, mas o presente no momento certo e, principalmente, que a pessoa que recebe um presente entender quê não é o que você quer receber, mas que aquilo é apenas um simbolismo de amor de uma pessoa que pode comprar algo e presentear alguém especial (você), assim como fizeram os reis magos ao levarem presentes especiais para uma pessoa especial chamada menino JESUS.

Ele não precisava de toda àquela riqueza, mas ficou o simbolismo do amor ao transformador de idéias que até hoje passados 2020 anos ainda permanece vivo na aldeia global. 


Teremos que reaprender que o presente de natal não é para agradar ou ser funcional e caro, mas um simbolismo de amor.


Tenho muitos amigos que são ateus. Eles não curtem natal e coisa e tal. Será que darão presentes para os seus filhos? Não sei, não, mas, com certeza gostarão de recebê-los, mesmo que seja apenas um presente de natal.

 É isso ai.

domingo, 20 de dezembro de 2020

DESABAFO

 Concorri a vários editais da Lei Aldir Blanc. 

Perdi todos. 

Por último, concorri para impressão e distribuição do livro "A Vila de Paricatuba" e a implantação, em Iranduba, da "Rádio Web Arte & Cultura de Iranduba". 

Fiz um trabalho primoroso, coisa de profissional. 

Assim mesmo foram considerados inabilitados.

 De tanto levar não na cara, resolvi entrar com dois recursos, um para cada projeto. 

O setor jurídico da SEC fez uma peça digna de um magistrado do STF, tudo para indeferir o meu pedido.

 Fiquei sabendo que os meus projetos por mais que fossem bem elaborados, não foram aprovados por eu ter enviado um cartão da CEF de poupança e não de Conta Corrente. 

Tentei mandar outro do Bradesco, mas não aceitaram por ter vencido o prazo (dois dias). 

Caramba. 

Os poderosos tudo pode.

 Conseguem empréstimos milionários, roubam até a merenda das criancinhas e tudo o mais. 

Um pobre coitado que nem eu, tudo é difícil.

É uma burocracia imensa.

 Por causa de um cartão eles detonam um projeto. 

Outra coisa, tudo seria distribuido gratuiramente ( o livro).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Ao Excelentíssimo Senhor Prefeito Eleito de Manaus David Antônio Abisai Pereira de Almeida - Propostas e Ideias de Cidadãos Manauaras para contribuir na Administração Executiva do novo Prefeito de Manaus.

 Manaus, 24 de dezembro de 2020

Ao

Excelentíssimo Senhor Prefeito Eleito de Manaus

David Antônio Abisai Pereira de Almeida

Ref.: Propostas e Ideias  de Cidadãos Manauaras para contribuir

        na  Administração  Executiva   do novo Prefeito de Manaus.

 

Prezado Senhor,

 

        Inicialmente, parabenizamos Vossa Excelência pelo resultado positivo nas urnas, desejando-lhe sucesso nesta árdua tarefa de administrar a nossa querida Manaus, capital do nosso            majestoso                         Estado         do                       Amazonas.

        Somos manauaras, abaixo identificados, e tomamos a liberdade de levar ao conhecimento do senhor algumas propostas e idéias que possam de alguma forma ser incorporadas ao seu Plano de Trabalho, o que nos orgulharia muito, pois somos filhos desta terra e amamos muito a nossa cidade e por certo desejamos vê-la próspera, desenvolvida,   com   um   povo    feliz  e  com  autoestima   elevada.

        A nossa contribuição está anexada a esta missiva, versando principalmente  sobre   a   Mobilidade    Urbana    e    ao      Turismo.

Joaquim José de Alencar Souza, 71 anos, morador do bairro Presidente Vargas (Matinha), empresário, publicitário e ex-jogador de futebol na década de sessenta, responsável pela vinda do New York Cosmo (USA) a Manaus em 1980. Possui uma grande preocupação com o sistema viário de Manaus, sendo um                         dos        idealizados         do       sistema    viário  do MANOA e da Orla da Matinha.

Telefone:            92 98846-6909             -                e-mail kim_alencar@hotmail.com

 

José Martins Soares (José Rocha), 64 anos, morador do centro antigo da cidade, administrador (UFAM), editor do BLOGDORCHA, apresentador cultural, autônomo e escritor. Possui um grande amor por esta cidade, tanto que escreveu os livros Mana Manaus –  O Igarapé de Manaus – O Zé Mundão de Manaus              e NY    Cosmos  X   Fast Clube – 40   Anos de um  jogo    grandioso   e     histórico.

Telefone:            92 99153-7448      -        e-mail:       jmsblogdorocha@gmail.com



TRANSPORTE COLETIVO AQUAVIÁRIO

Foto: José Rocha

        Este projeto foi pensando por Joaquim Alencar na década de oitenta, inclusive foi publicado em jornais da época.                                   No decorrer dos anos muitos prefeitos e políticos trataram do assunto de forma superficial, porém nunca implantaram                               de     fato      este      sistema   de    transporte    alternativo   fluvial.                                 

         O novo prefeito David Almeida poderá determinar a sua equipe de engenharia que faça estudos mais aprofundados e verificará que ele será viável, pois encurtará distâncias, aproveitando a imensidão do  nosso  majestoso  Rio  Negro  que  banha  toda  a  nossa  cidade.

         O projeto consiste em utilizar “Barcos A Jato” conhecidos como “Expresso”, fabricados no Pólo Naval da nossa cidade, construídos em aço, alumínio e fibra, com motores de popa velozes e potentes, dotados de conforto e segurança. Eles são os mais indicados, pois oferece aceleração e velocidade, promovendo a diminuição da duração das viagens “anulação do espaço pelo tempo”, um produto da modernização aquaviária e já faz parte da paisagem                   do                transporte          fluvial        da      nossa            região.

        Rotas saindo do bairro Puraquequara, na Zona Leste, com várias paradas intermediárias (em pequenas balsas flutuantes), permitindo a população de alguns bairros e comunidades ribeiras,  chegar de forma rápida e saudável ao Centro da cidade e desta para os bairros de São Raimundo, Compensa (Ponte Rio Negro), Praia da Ponta Negra até a Marina do Davi, na  Zona Oeste, onde os passageiros poderão se deslocar para a Zona Rural                         da                  Bacia         do         Tarumã          e           vice-versa.

        Servirá, também, para incrementar o turismo, pois todos aqueles que chegam a nossa cidade via aérea desejam conhecer e passear de forma rápida pelo Rio Negro, que possui uma beleza singular. Irá contribuir para elevar a autoestima dos manauaras que terão oportunidade de passearem aos finais de semana                  ao     redor   da    cidade   de    uma    forma    saudável   e   segura.

IDEIAS PARA MELHORAR A CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS NO HORÁRIO DE PICO

        Em relação à Mobilidade Urbana propomos ao novo Prefeito eleito David Almeida algumas idéias para melhorar a circulação do trânsito    nas    três    principais    vias    da    cidade   de     Manaus.

        Quem transita diariamente no horário de “rush” pelas Avenidas Mário Ypiranga Monteiro, Djalma Batista e Constantino Nery, no sentido centro-bairro, passa por um sufoco enorme para chegar a Avenida Torquato Tapajós e Max Teixeira (Cidade Nova), com circulação estimada de mais de cinquenta mil veículos no horário das 17 horas às 20 horas. Neste horário, o engarrafamento nas três vias é quilométrico, em decorrência de um afunilamento na junção dessas três vias, o que não é concebível para maiores vias de Manaus.      Isto poderá ser amenizado desde que a Prefeitura de Manaus faça algumas   desapropriações   e    alargamentos  no  final das avenidas.

        Em frente à Universidade Paulista (UNIP) existe uma redução de duas grandes avenidas (Mário Ypiranga e Djalma Batista) numa única via estreita, provocando uma grande lentidão no trânsito e consequentemente um engarrafamento quilométrico. A solução seria a alargar a Avenida Mário Ypiranga, começando pela frente da UNIP. Indenizar e efetuar a retirada de todos os imóveis que estão depois da UNIP até a cabeceira da pista de pouso do Aeroclube, fazendo uma pista direta para a Avenida Nilton Lins      (dentro do Aeroclube).

       Fazendo esse trabalho, os veículos que vem da Avenida Djalma Batista fluíram com maior rapidez, pois terão uma pista mais larga (retirando um posto de gasolina) para circularem e não terão mais de competirem com os que vêm    pela     Avenida      Mário     Ypiranga.             

        A Avenida Constantino Nery é uma das principais vias da cidade, no entanto ela estreita para dar fluxo aos milhares de veículos que dobram a direita para a Estrada dos Franceses ou seguir para Avenida Torquato Tapajós, competindo ainda com os veículos que vêm em sentido oposto na alça para retornar a esta via, complicando ainda mais com os outros milhares que vêm das Avenidas Djalma Batista e Mário Ypiranga. A solução seria retirar um posto de gasolina do final da Avenida Constantino Nery, fazer mais uma pista (ao lado da atual) para passar por debaixo do Viaduto Ayrton Senna (a alça de retorno ficaria livre), não permitindo mais pegar a direita para entrar na Avenida Nilton Lins                   (somente    para    quem    vêm    da    Avenida    Mário     Ypiranga).

        Com a conclusão do Complexo de São Jorge os veículos da Avenida Constantino Nery fluíram com uma grande rapidez, no entanto irão entrar num engarrafamento mais adiante                  caso                  não            forem         feito       este         trabalho.

Evidente que isto é apenas uma sugestão para o novo prefeito, pois envolverá um trabalho grande de engenharia por parte da Prefeitura de Manaus, além de dispor de recursos para fazer as devidas desapropriações. O poder público municipal deve partir logo para as negociações para a retirada do Aeroclube daquela área, pois está colocando cada vez mais em perigo os moradores de todo aquele entorno, além de parte da pista que deve ser retirada para dar maior fluidez ao trânsito. Com a retirada do Aeroclube e o recolocando no município de Iranduba, toda aquela área servirá para fazer uma moderna e ampla Estação Rodoviária, a Sede da Prefeitura de Manaus com prédios para abrigar todas as Secretárias (ficariam centralizadas, com benefícios a todos), posto de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), Postos de Saúde, Escola Municipal, Praças de Alimentação, Shopping Popular (para os camelôs que ainda estão no centro)           dentre           outros           espaços               públicos

 

  NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO DE MANAUS


Maquete de um Terminal Rodoviário de Curitiba

        Propomos ao novo Prefeito eleito David Almeida uma atenção especial ao Terminal Rodoviário de Manaus, construindo um novo dentro do atual Aeroclube de Manaus, digno de uma cidade que não pára de crescer, em substituição ao atual que está com as suas estruturas precárias e sem segurança para os passageiros                 e              turistas         que       visitam      a      nossa          cidade.

        O atual Terminal Rodoviário de Manaus foi construído em 1980 (no governo José Lindoso), no bairro de Flores, com nome             oficial de Terminal Rodoviário Engenheiro Huascar Angelim. Atende precariamente as linhas de ônibus para os municípios da Região Metropolitana de Manaus e interior do Amazonas, além de rotas interestaduais para Rondônia (BR-319)e Roraima (BR-174) e internacionais para Caracas, capital da Venezuela. É um dos principais pontos de entrada e saída de Manaus, onde passam em torno de trinta e cinco mil passageiros por mês, conforme dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos (ARSAM). Está com quarenta anos, apresentando uma estrutura precária e falta segurança, sendo alvo de inúmeras críticas e reclamações por parte dos passageiros e usuários, que demonstram insatisfação                    com a falta de melhorias e descaso do poder público. O governo do Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus abandonaram totalmente este importante bem público, sendo gerenciado           pelos    próprios    permissionários.     Isto       é     um        absurdo!

        O Novo Terminal Rodoviário de Manaus – a nossa sugestão será a retirada do Aeroclube do Amazonas (que está colocando em risco constante todo o bairro de Flores e adjacências) e o recolocar no município de Iranduba, onde existem imensas áreas e com acesso rápido pela Ponte Rio negro, construindo em seu lugar o novo terminal. A área do atual Aeroclube é imensa, podendo abrigar além de uma  grande e moderna rodoviária, a Sede da Prefeitura de Manaus, com prédios para abrigar todas as suas secretárias, com benefícios para todos, além de Posto de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), Postos de Saúde (UBS), Praças de Alimentação, Shopping Popular e outros espaços públicos, Hotéis de Trânsito    etc.

        O novo terminal servirá de orgulho para os amazonenses e incrementará o turismo para a nossa cidade, pois contará com espaçosas áreas de embarque e desembarque, amplos estacionamentos, sanitários da melhor qualidade, salas de espera climatizadas, escadas rolantes, passarelas e plataforma elevatória para uso de pessoas com deficiência, áreas de vistorias de veículos e para vans, táxis, moto taxis, lojas de suvenir, drogarias,      atendimento     médico,   praça   de   alimentação, administração etc.

        A Prefeitura de Manaus em comum acordo com o governo do Amazonas poderiam passar o local para ser administrado por uma empresa privada, que ficaria totalmente responsável                     pela         manutenção       e         fazer      melhorias       constantes.

        Artigo acima foi publicado no BLOGDOROCHA,                                  cujo      editor          é      o    mesmo   que   subscreve     esta carta.

  

 MARINA DO DAVI

Fototocolagem: José Rocha - Maquetes da PMM

       

        Este projeto foi desenvolvido pelo corpo técnico da Prefeitura de Manaus na gestão do Prefeito Serafim Corrêa. O projeto se desenvolveria de forma radial, permitindo tirar partido da paisagem do Igarapé do Gigante e do Tarumã. Sem dúvida foi um projeto ousado, que buscava solucionar de forma definitiva os problemas encontrados em um porto tão “simples” e tão importante para Manaus. O local seria no local onde o empresário paulista Henry Maksoud tentou construir um grande hotel, mesmo tendo conseguido 10 milhões de reais da SUDAM e não concluindo, sendo objeto de litígio judicial. Quem passar por lá nota apenas uma                     grua     e    escombros do que seria um hotel com 350 apartamentos.

        O novo prefeito de Manaus David Almeida caso queira desengavetar o projeto e concluí-lo, o fará com certeza, pois tudo depende de vontade política. O projeto já está pronto, falta apenas encarar uma briga judicial com esse empresário paulista e seus herdeiros, pois eles pegaram dinheiro público, abandonaram    a obra e  não  pagaram  o  que  tomaram  emprestados  do  povo  brasileiro.

        Para as pessoas que não conhecem a Marina do Davi, este é um local estratégico para a mobilidade intermodal na cidade.                 É um dos principais pontos de embarque e desembarque de pessoas para os nossos hotéis de selva, praias, sítios no alto rio Negro e principalmente, ponto de chegada e partida para as nossas comunidades rurais, que poderá ficar interligado com o transporte aquaviário,  caso  for  implantado  pelo  Prefeito eleito David Almeida.

        A movimentação de voadeiras e pequenas embarcações são constantes. O volume de flutuantes para a guarda de lanchas, iates, oficinas, proporcionam uma vida portuária de bastante fluxo e de grande conflito, um desafio para se resolver através de uma concepção                    arquitetônica             e               urbanística.                                          

        A proposta vista nas imagens acima consistia numa reformulação geral da Marina do Davi. A começar pela sua localização. Considerando que em época da vazante o embarque e desembarque ficam bastante complicados, a intenção da proposta era deslocar a Marina mais para fora do Igarapé do Gigante, permitindo que ele passe a ter um melhor uso também em época de seca. Toda uma infraestrutura seria fornecida através da construção de um píer, com rampa de acesso e edificações para acomodar atendimento ao turista, comércio atacadista e varejista, prestação de serviços, inclusive públicos, posto de saúde, posto policial, compra de passagens, estacionamento, área para carga e descarga, restaurante regional, terminal integrado de ônibus, lanchonetes                          e        outros      usos   de    igual    importância    para    o       local.

        Artigo acima foi publicado no BLOGDOROCHA,                                  cujo      editor          é      o    mesmo   que   subscreve     esta carta.

 

  MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS

Fototocolagem: José Rocha - Maquetes da PMM

        O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas, um complexo com um mirante, um restaurante e um museu em uma encosta, onde se poderá observar o encontro dos rios Negro e Solimões. Este projeto custou aos cofres públicos a quantia de seiscentos mil reais, foi elaborado em 2005, a pedido do então prefeito de Manaus Serafim Corrêa, infelizmente, o alcaide      engavetou      o projeto,  não deu o devido valor ao empreendimento.

        O novo prefeito de Manaus David Almeida caso queira desengavetar o projeto e concluí-lo, o fará com certeza,                  pois         tudo            depende         de        vontade            política.

        A previsão da entrega seria para 2007, estava confirmada a presença do ilustre arquiteto, mas o prefeito não lançou nem sequer a pedra fundamental. Não conseguiu a sua reeleição e o seu sucessor não quis nem ouvir falar no Mirante. O Memorial deveria ser construído em um terreno no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste da capital, com uma área verde de cerca de 20 hectares,           o local pertencia à   Embratel  e  foi  cedido  a   Prefeitura de Manaus.

        No Projeto original o complexo seria composto de dois prédios, exposições e restaurante, em uma grande praça no topo de uma encosta. O prédio de exposição consistiria de um pavilhão com a forma aproximada de uma oca, com 35 metros de diâmetro na base e altura de 7,20 metros, elevado em relação ao piso da praça. O pavimento do subsolo, com igual área, teria uma abertura para o ambiente externo, protegido por uma marquise. O projeto previa ainda duas capas de concreto, elevando-se 20,80 metros em relação ao piso térreo, duas capas de concreto cobrindo setores de aproximadamente 120 graus. As duas capas, diametralmente opostas. Uma delas reta, em amarelo, representando as águas barrentas do Rio Solimões e a outra curva, em negro,       representando as águas escuras do rio Negro se encontrando no topo. O prédio do restaurante ficaria encravado em outro trecho da encosta, acompanhando na fachada, a sinuosidade das curvas de nível. Uma rampa, protegida lateralmente por muro de arrimo,               daria                 acesso          ao          terraço      e    ao      mirante.

        O Oscar Niemeyer assim definiu o seu projeto: “Tinha diante de mim as fotografias do espetáculo que é o encontro das águas, e foi isso que dominou o projeto: as duas formas de concreto que sobem e se encontram, o preto representando as águas escuras do rio negro e o amarelo representando o rio Solimões, de águas claras”.

      Caso o David Almeida construa esta obra colossal, o benefício seria imenso para a nossa cidade, o local seria transformado numa Meca para os ambientalistas e turistas, além do mais, teríamos uma enorme força para barrar a construção do Porto das Lajes              (um   mega   projeto  de    destruição   do    Encontro   das    Águas).

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      AMAZÔNIA DAY NA EUROPA       

       O Joaquim Alencar faz alguns anos planeja executar o “AMAZÔNIA DAY” na Europa, para divulgar a Amazônia e suas potencialidades turísticas, cultural, gastronômica e oportunidades econômicas na área de biotecnologias, além de desmistificar a visão mundial de que a estamos destruindo, contribuindo para os povos da Amazônia e aos governos municipais, estaduais e federal  para      que executem políticas publicas voltadas para   a   sua   preservação.

        Seria bem ao estilo do BRAZILIAN DAY, um festival anual que acontece na cidade de Nova York nos Estados Unidos, realizada em setembro para comemorar   o   Dia  da   Independência   do     Brasil.

        O projeto é ambicioso, de larga escala, com investimentos maciços públicos e privados. Como a cidade de Manaus é considerada a capital da Amazônia, a Prefeitura de Manaus deveria tomar partido e apoiar este empreendimento, unindo os prefeitos e governadores da região norte,  mostrando o plano e pedindo o apoio necessário, inclusive do governo federal através do Conselho da Amazônia, onde o seu presidente, o senhor Hamilton Mourão                              (vice-presidente da República)    possui    origens  no    nosso estado.

        Na área privada, o projeto prevê parcerias  com empresas e empreendedores que trabalham com biotecnologias (principalmente as Starup para divulgarem os seus projetos e produtos inovadores), shows musicais (musicas de beiradão, boi bumbá, carimbó, carnaval etc), gastronomia (comidas típicas da região norte, principalmente pratos feitos com os nossos peixes de água doce), artesanatos (mostrando para o mundo ver o que os nossos artesãos fazem de bom com a matéria prima vinda da Amazônia), além do sorriso e o carinho dos amazonenses e amazonidas, tanto respeitado e      admirado            por    todos    os    turistas     que    nos      visitam.

        Este evento grandioso será uma oportunidade impar para divulgar a nossa cidade e a Amazônia, podendo o prefeito David Almeida ser o pioneiro em divulgar esta intenção quando estiver reunido com os líderes da Região Norte e com o vice-presidente Hamilton Mourão. Temos certeza que todos virão                          com              bons        olhos      e      apoiarão    este           projeto.