sábado, 12 de junho de 2021

HOSPITAL INFANTIL DR. FAJARDO

 

Está localizado na Avenida Joaquim Nabuco esquina com a Rua Doutor Machado, centro de Manaus. Foi fundado em 19 de dezembro de 1922, chamava-se Casa Dr. Fajardo – Hospital Infantil e ficava na Rua Ferreira Pena, 184, sendo mantida pela Sociedade de Amparo a Maternidade e a Infância de Manaus.

O nome do hospital foi em homenagem ao Dr. Francisco de Paula Fajardo Júnior, médico e pesquisador, nascido no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro de 1864. Durante a sua visita a Manaus, ele fez uma expressiva doação de recursos que foi de grande ajuda para a fundação que amparava a as crianças pobres de nossa cidade.

Na esquina da Rua Ferreira Pena e Ramos Ferreira existe uma bela casa, tipo palacete, naquele local foi a primeira sede da Casa Fajardo, onde contava com o trabalho da ordem religiosa das Irmãs Terceiras Capuchinhos.

As fotografias são do interior do Hospital Dr. Fajardo, no antigo prédio da Rua Ferreira Pena, pois somente em 1965 mudou-se para o atual local.

Esta Sociedade recebeu verbas do governo federal, em 1956, para o inicio da construção no local atual, porém ficou abandonado por três anos, comprometendo a sua estrutura em decorrências das fortes chuvas que acometem a nossa região e o forte calor e umidade.

A sua construção foi em forma de U com dois Pavilhões, com sala de operação, salas especializadas em tratamentos dos olhos, ouvidos e gargantas, enfermarias e ala para a comunidade religiosa.

Em 1959, o então Deputado Federal João Veiga, conseguiu a abertura de um crédito especial junto ao governo federal, com um suporte de quinze milhões de cruzeiros para o término da construção, que ficou a cargo da Construtora Pinto Ferreira e Silvestre.

Como pode ver na fotografia antiga, o hospital estava abandonado em 1959, aparecendo a estrutura que ainda continua até os dias atual e os trilhos dos bondes que deixaram de circular em 1956.

Este hospital traz boas lembranças, pois foi onde eu toda a molecada do Igarapé de Manaus e entorno íamos fazer os nossos exames rotineiros, vacinas e internações quando estávamos doentes. Passados alguns anos, levei os meus filhos menores para fazerem tratamentos preventivos odontológicos e vacinação.

Atualmente, o hospital possui 60 leitos sendo 5 de Unidade de Terapia Intensiva, servindo de referencia em cirurgias reparadoras para a região Norte.

No próximo ano completará 100 anos – vamos comemorar, pois é a nossa história.

É isso ai.


Fotos: Câmara Federal


sexta-feira, 11 de junho de 2021

 OS BANDIDOS É QUEM MANDAM NESTE PAÍS.

Infelizmente, estamos cercados, ameaçados e reféns da bandidagem e dos traficantes de drogas.
Para complicar ainda mais, a maioria dos políticos que foram eleitos para nos representar utilizam os cargos para desviar recursos públicos, não chegando até àquele pobre coitado que votou nesses bandidos de paletó e gravata.
Para complicar ainda mais ainda, ainda estamos sofrendo com a cheia do Rio Negro, invadindo a cidade e afetando diretamente a população mais pobre que mora na beira dos igarapes.
Para finalizar, ainda temos um vírus matando muita gente e o governo por pura incompetência e desrespeito ao povo não comprou as vacinas em quantidade para imunizar cem por cento toda a população.
Estou um ano e meio dentro de casa, logo hoje que iria voltar a trabalhar com o meu filho Alexandre Soares, não será possível, pois está tudo fechado por tempo indeterminado.
Os bandidos é quem mandam neste país.
Ulisses Filho Marques, Jersey Nazareno Trindade e outras 17 pessoas
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ISAAC BENAYON SABBÁ, O ETERNO REI DA AMAZÔNIA

O Isaac Sabbá nasceu na cidade de Cametá, no Estado do Pará, no dia 12 de fevereiro de 1907 (faleceu em Manaus, 22 de março de 1996),   o terceiro de sete filhos de Primo Sabbá e Dona Fortunata Sabbá, uma família descendente de judeus marroquinos que migraram para a Amazônia entre 1880    e 1890 – veio para Manaus com 15 anos de idade, construindo um império industrial, sendo eleito, aos 53 anos, pelas revistas internacionais, como o Rei da Amazônia, eternizado com este título, pois jamais será destronado.

Os seus antecedestes eram considerados judeus serfatitas (em hebraico significa francês) – vieram de Marrocos para a Amazônia, com toda a família, prenunciando o desejo permanente de ficar, assegurando o caráter doméstico e gregário da vida judaica, milenarmente presa aos valores culturais e religiosos, como forma    de assegurar a permanência de sua cultura.

O jovem Isaac Sabbá não chegou a concluir o curso ginasial, no entanto, era um leitor voraz de livros e do noticiário de economia da revista Time e de jornais ingleses e americanos, o que teve uma grande importância na sua formação, contribuindo para que aos vinte anos de idade já estivesse familiarizado com o sistema financeiro internacional e com as relações econômicas  dos países industrializados.

Casou com a bela parintinense Irene (Assayag) Gonçalves Sabbá, em 1942. O casal teve cinco filhos: Moisés (primogênito e sócio), Alberto, Mário, Ester e Débora (faleceu antes de completar um ano de idade), dedicando basicamente toda a sua vida a três coisas: a família, o trabalho e a religião.

Em 1922, o jovem Isaac Sabbá, em sociedade com o seu irmão Jacob fundaram a primeira firma, a Jacob & Cia, ficando o Jacob na área burocrática e o Isaac tornando-se um excelente vendedor e com bons conhecimentos de câmbio e comercio exterior – era o início de uma carreira empresarial de um homem de pensamento e ação, voltado para resultados, mas dotado de um profundo respeito ao meio ambiente e aos interesses da sociedade - coisas muita rara de encontrar nos empreendedores dos dias atuais.

Em 1930, depois de refletir sobre as lições do mercado, ocorrido em 1929 com o crack da bolsa de Wall Street, expande os seus negócios com a firma J. Sabbá & Cia, depois associando-se ao empresário Isaac Péres, nascendo a empresa Péres Sabbá & Cia, contando com modernas instalações industriais, a Usina Vencedora, na Ilha de Monte Cristo, com produção e exportação de borracha bruta e lavadas, além de óleo de copaíba, balata e jutaicica – era o início do homem de negócios voltados para o comércio exterior.

O Isaac Sabbá era um homem visionário, descobrindo um nicho de mercado de exportação de borracha, castanha, sorva, couros e peles, cumaru, piaçava, cipó-titica e outros produtos regionais, tendo como novo modelo o fator qualidade (apresentação e embalagem de primeira).

Tornou-se grande exportador de borracha, com considerável lastro financeiro e com credibilidade, conseguindo financiar e pagar antes do prazo a Usina Labor no bairro de Educandos. 

Três anos depois o Brasil declara guerra aos países do Eixo Alemanha-Itália-Japão, impactando os seus negócios, mas nada o esmorecia em continuar com os seus objetivos de expandir as suas empresas.

Com os Acordos de Washington houve a ampliação da produção de borracha, mas limitada a sua venda excedente somente para os norte-americanos, com o Isaac Sabbá perdendo a primazia  da exportação.

Ficou instituído o monopólio da borracha que perdurou alguns anos depois do fim da Segunda Guerra, além da proibição dos Estados Unidos da entrada da castanha do Brasil em seu território, indo de encontro aos sonhos e projetos do Isaac Sabbá. 

Mesmo assim, em 1943, em plena guerra, assumiu o ativo e o passivo da empresa B. Levy & Cia (não foi um bom negócio para o empresário), adquirindo do espólio dezenas de empresas e seringais.

O Isaac Sabá tinha um extraordinária feeling (percepção de uma caminho a tomar para alcançar o futuro). Com o fim da proibição da importação por parte dos Estados Unidos, modernizou a Usina Labor e a Usina Vitória, reconquistando o mercado de castanha, tornando-se o maior exportador deste produto.

Em 1948, Isaac Sabbá torna-se representante da empresa petrolífera peruana Ganso Azul. Com a sua percepção de longo prazo, sentiu que não dava mais para continuar com o negócio da borracha e dedicou a este novo ramo, pois percebeu que ali estava a chave do maior de seus empreendimentos industriais.

Para competir com a força das marcas Shell e Texaco, o Isaac Sabbá ouviu a seguinte sugestão de um dirigente da indústria peruana: “para ganhar competitividade e ampliar o mercado, o Sr. Sabbá deve instalar uma refinaria em Manaus e criar a sua própria marca, passando de distribuidor dos nossos produtos refinados a importador do nosso petróleo bruto”.

Em 21 de junho de 1952, foi fundada a Companhia de Petróleo da Amazônia – Copam. Em 04 de abril de 1953 foi autorizada a instalação e exploração da Refinaria. O seu braço direito foram o Moysés Benarrós Israel e o Moisés Gonçalves Sabbá.

Em 03 de outubro de 1953, o Presidente Getúlio Vargas assinou a lei monopolizando o petróleo, criando a Petrobras, com o refino sendo incluindo, mas sem prejuízo das concessões já realizadas. A Copam foi a última refinaria do setor privado do Brasil.    

Vencendo todos os obstáculos possíveis e imagináveis e surpreendendo a tudo e a todos, em 1956, a Refinaria de Petróleo de Manaus entrou em operação, abastecendo as regiões Norte e Nordeste, provocando a queda dos preços dos derivados.

A Refinaria Isaac Sabbá foi inaugurada oficialmente em 03 de janeiro de 1957, com a presença do Presidente da República Juscelino Kubistschek, que declarou: “Honra e orgulho que sinto neste momento, como devem sentir os homens que idealizaram, planejaram e construíram esta obra magnífica em plena selva amazônica, dando uma demonstração edificante da força e da capacidade dos brasileiros para os grandes empreendimentos”.

Em 1960, o Isaac Sabbá ganhou projeção no mundo financeiro internacional, com importantes veículos de comunicação das Américas e da Europa destacando o significado econômico dos seus empreendimentos na Amazônia. Aos 53 anos de anos de idade comandava um respeitado complexo industrial com faturamento anual na casa dos cem milhões de dólares.

Era um “Plantador de Indústrias em Plena Selva” e o "Visconde de Mauá Amazônico". Foram dezenas de empresas com a marca Sabbá (refinaria, terminais de petróleo, companhias de navegação, estaleiro, usinas de açúcar, empresas  de exportação, e um elenco de empresas espalhadas pelo Amazonas, Pará e Rondônia, beneficiando borracha, castanha e madeira, produzindo laminados e compensados, extraindo cassiterita e muito mais) que se fossem listadas tomaria duas laudas deste espaço.

No entanto, somente para ilustração, citarei algumas delas: I. B. Sabbá & Cia. Ltda. – Petróleo Sabbá S.A. – Serraria Hore – Serraria Rodolfo – Serraria Itacoatiara – Ciazônia – Curtume Rio Negro – Copam – Fitejuta S.A. – Eletro-Ferro Construções S.A. – Estanave – Compensa – Terminais de Petróleo – Mineradoras etc.

Em 1971, o governo brasileiro desapropriou a Refinaria Isaac Sabá, criando a BR – Distribuidora, sendo incorporada ao patrimônio da Petrobrás e desde 1977, é oficialmente denominada Refinaria Isaac Sabbá, em homenagem ao seu fundador.

O Isaac Sabbá se associou a Shell do Brasil, criando a empresa Petróleo Sabbá. Hoje, constitui-se numa empresa bem sucedida, com o uso exclusivo da marca Shell (aliando-se depois também com a Cosan) em toda a Amazônia, com terminais em Manaus, Belém, São Luís, Teresina e Tocantins, tornando-se o principal negócio da família, recebendo em 2016, o Prêmio Empresa Mais, do jornal O Estado de São Paulo, eleita a melhor empresa do segmento de distribuição e comercialização de combustíveis da região Norte  do Brasil.    

Recebeu muitas medalhas, diplomas e títulos, porém, o mais destacado foi a Ordem do Mérito Industrial CNI – a maior honraria concedida a personalidades e instituições que tenham se tornado dignas de reconhecimento e admiração pelo setor produtivo brasileiro.

Por ter sido um mega empreendedor ganhou projeção internacional, com as Revistas Business Week, Time Magazine, Paris Match, La Nación e outros importantes veículos de comunicação rendendo a este homem com rotina no mundo verde e fascinante da floresta, dando-lhe o título de REI DA AMAZÔNIA.

Atualmente, dispomos de um Parque Industrial e grupos de renome no comércio varejista em Manaus, no entanto, levando em conta o complexo industrial montado pela Isaac Sabbá não tenho duvida de que ele será eternamente o Rei da Amazônia, sendo praticamente impossível surgir outra pessoa que possa destroná-lo.

Esta postagem somente foi possível escrevê-la graças a Senhora Bena Canto e ao Dr. Luiz Eron Castro, que entregaram, gratuitamente, os livros “História e Memória – Judeus e Industrialização no Amazonas”, do Elias e David Salgado” e “Isaac Sabbá, da Etelvina Garcia”, com autorização do Diretor Geral da empresa I. B. Sabbá Ltda., o senhor Isaac Ben Moisés Sabbá, bem como, da Biblioteca do SESC que disponibilizou o livro “Amazônia – Formação Social e Cultural, do Samuel Benchimol”.

É isso ai. 

Fotos: Extraídas do livro "Isaac Sabbá, da Etelvina Garcia"
ANTIGA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA SABBÁ NA RUA MONSENHOR COUTINHO, 650


terça-feira, 8 de junho de 2021

A ROTUNDA DA PRAÇA DA POLÍCIA




Ao abrir o álbum de família, fiquei a observar atentamente uma fotografia em preto e branco, acredito que deva ser do início da década de quarenta, onde aparece a minha mãezinha ainda muito jovem, sentada num dos degraus da imponente Rotunda da Praça da Polícia.
Aproveitei o feriado de Corpus Christis para visitar e admirar esse importante monumento.
Tirei fotografias e sentei exatamente no mesmo local onde a minha genitora esteve setenta anos atrás.
Passei milhares e milhares de vezes por aquele local, porém, nunca tinha antes parado para admirar e pensar sobre a importância daquela construção, mas, sempre existe o primeiro dia.
Mas, afinal, o que é uma Rotunda?
Segundo os especialistas, o nome vem do latim rotundus, significando “redonda”, ou seja, em arquitetura é uma construção circular terminada em cúpula.
As mais famosas são a Rotunda do Capitólio dos Estados Unidos e o Panteão de Roma, possui um grande valor histórico e arquitetônico. Muitas igrejas dos séculos 9-11 foram construídas dessa forma.
E qual a sua utilidade numa praça?
Por ser redonda, com uma visão de 360 graus, ela é própria para alguém fazer um discurso, mandar uma mensagem para todos aqueles que estão naquele ambiente.
Serve também para as pessoas sentarem, baterem papo ou se abrigarem do sol ou da chuva, além de ser um elemento que dar um charme todo especial a praça.
E a nossa Rotunda Baré?
De acordo com os nossos cronistas, a sua construção foi no governo municipal do José Francisco Araújo Lima (1924-1924 e 1926-1929), fica na Praça Heliodoro Balbi, antiga Praça da Polícia, possui cinco degraus, quatro colunas e uma belíssima cúpula, passou, recentemente, por uma grande reforma.
Segundo o poeta e escritor amazonense Rogel Samuel "A nossa Rotunda é uma cópia do Temple de l´Amour (Templo do Amor), dos Jardins de Versailles, France. É possível comparar com as imagens acionando o Google".
Este bonito espaço, permaneceu durante muitos anos sem ser utilizado, ficando bastante ociosa, servindo apenas de banco e de abrigo, isso refletia que o povo estava acomodado, aceitando passivamente os desmando dos governos municipal e estadual, além de engolir sem reclamar da roubalheira e da atuação pífia da maioria dos políticos amazonenses.
No ano de 2012 a nossa Rotunda voltou a brilhar, a ser utilizando para os fins em que foi construída: para o povo discutir sobre o seu destino, da administração da pólis e da atuação dos nossos representantes no parlamento.
Eis que ressurge das cinzas o “Projeto Jaraqui”, sob a batuta do antropólogo Aldemir Ramos, com reuniões todos os sábados de manhã, onde todos têm vez e voz para falar livremente sobre um tema previamente acordado.
É a Rotunda da Praça da Polícia servindo novamente ao povo de Manaus.
É isso ai.
Fotografia: J Martins Rocha

PREFEITO DAVID FOI RÁPIDO E EFICIENTE NO CAOS

 

Não sou porta-voz da Prefeitura de Manaus nem do prefeito David Almeida, mas quando toma decisões corretas e rapidas para a população, bato palmas e retransmito as suas ações.
O prefeito David Almeida anunciou o seguinte:
1. Amanhã, a Praça das Letras vai ser entregue como nada tivesse acontecido de ruim com ela;
2. A UBS queimada vai ser entregue no final de semana novinha em folha, com novos e modernos equipamentos;
3. Os ónibus voltam a circular a tarde de hoje com 30% de sua capacidade;
4. Vai implantar em tempo recorde a Guarda Municipal Armada, tendo o Delegado da PF Fontes no comando.
5. As escolas retornarão amanhã com toda segurança possível.
6. A vacinação voltará amanhã a normalidade.
7. O Distrito de Obras incendiado voltará com novos equipamentos.
É assim que os chefes do executivo devem ser comportar: com respostas rápidas e positivas para a sociedade.

NÃO TEMOS WC PÚBLICO EM MANAUS

 

Era fevereiro de 2018, a cidade de Manaus estava apinhada de turistas estrangeiros, pois estávamos em plena temporada de Cruzeiros, com o Roadway cheio de transatlânticos.
A cidade vivia o boom do turismo com todos faturando alto: bares, restaurantes, guias turísticos, hotéis, lojas de souvenires etc.
Eu estava sentado em um banco, ao lado da Banca de Revista do Joaquim Melo, no Largo de São Sebastião, observando toda aquela movimentação.
De repente, aparece um senhor branco, alto e ruivo, parou e olhou para a galera com cara de pidão. Ele suava mais do que tampa de chaleira.
Aproximou e falou: - Здесь есть общественный туалет? У меня болит желудок. (segundo o tradutor Google)
O que este camarada está falando? – as pessoas ao redor questionavam.
Acho que está falando alemão. – falou um magrelo.
Pior que estava mesmo!
Depois, mudou o idioma: - Is there a public restroom around here? I have a stomachache. (segundo o tradutor Google)
Eu não sei nem falar corretamente o português, vou entender o inglês! – falou um picolezeiro.
E o gringo cada vez mais suando e mudando de cor.
E ninguém entendia patavinas, pois eramos todos monoglotas.
Quando ele mudou de branco para vermelho e estava começando a ficar verde, parecendo um incrível Hulk, fez o sinal internacional da dor de barriga: bateu com a mão aberto no estômago.
Agora, sim, eu entendi, ele quer “jogar o barro na louça”. – disse um estudante.
Apenas apontei para o lanche da Africa House e ele saiu bem devagar, arrastando os pés, pois poderia fazer a obra ali mesmo!
Pense numa situação escrota!
Não somente os turistas passam por estes vexames, em decorrência da alimentação, mas também os manauaras que não possuem nenhum WC público na cidade.
Isto é uma vergonha!
Já é hora do prefeito fazer uns pela cidade e deixar ser explorado por concessionários, cobrando um valor razoável para cobrir os custos e anda ter lucro, pois clientela não irá faltar.
É isso ai.

domingo, 16 de maio de 2021

MANAUS ATERRADA E ALAGADA

MANAUS ATERRADA E ALAGADA

José Rocha


A ciddde de Manaus possui cinco bacias hidrográficas:

 Puraquequara, Lago do Aleixo, Taruma, Educandos e São Raimundo, com aproximadamente 150 igarapes.

Com o passar dos anos alguns deles foram sendo aterrados.

Por exemplo, Espírito Santo,  Remédios, Aterro, Manaus, Bittencourt, Quarenta, Mestre Chico e outros menores que foram direcionados  para dentro das tubulações de águas pluviais.

Na parte central, com a construção da Avenida Lourenço Braga ligando o Porto de Manaus ao Distrito Industrial, foi feito um imenso paredão para conter às águas do Rio Negro.

Vocês sabem o porquê do governo ter construído os Parques Jefferson Peres, Paulo Jacob e Mestre Chico?

Simplesmente com medo de um dia a mãe natureza aumentar o nível das águas, como está ocorrendo agora, e derrubar àquela estrutura da Lourenço Braga e "invadir" o seu curso normal de antigamente antes dos aterros.

Vocês podem observar que o PROSAMIM, por questão de segurança,  construiu vários  conjuntos de apartamentos somente depois dos referidos parques, para evitar uma possível catástrofe.

Caso houver uma enorme cheia, o grande volume de águas irão encher os parques como era antigamente.

Antes dos aterros de alguns igarapes, vivia-se em casas flutuantes, onde era possível conviver harmonicamente com as cheias e vazantes do Rio Negro.

O Igarape do Espírito Santo entrava pela atual Alfândega e ia até próximo a Rua 24 de Maio. Foi aterrado pelo Governador Eduardo Ribeiro.

Vocês podem observar que ao lado deste prédio secular existe um paredão que barra a entrada do rio.

Rezemos para um dia a força do rio não o derrube, pois caso isto  aconteça milhares de pessoas morrerão.

Hoje, andei pelo centro antigo e vi as águas buscando o seu lugar de outrora.

Devemos saber conviver com isto, pois tudo é em decorrência do progresso e da briga do homem contra a natureza.

Um dia ela dará o troco!

sábado, 15 de maio de 2021

Em 2021, Flávio de Souza retorna ao Parque Amazonense, uma praça de futebol onde guarda grandes e memoráveis lembranças e um dia muito triste de sua vida.



 Comentei no início deste livro (FLÁVIO DE SOUZA - UM GRANDE MÚSICO E DESPORTISTA DO AMAZONAS) sobre um dia trágico que aconteceu na vida  do Flávio de Souza, quando ele tinha apenas dezesseis anos de idade. Era o ano de 1946, ele estava na arquibancada do Parque Amazonense assistindo ao jogo de futebol entre a Seleção do Amazonas versus Seleção do Pará, quando o seu genitor passou mal e voltou para casa, deixando o jovem Flávio assistindo ao clássico,   quando retornou a sua residência encontrou o seu pai morto.  Foi um dia fatídico que o marcou para o resto da vida.                      No entanto, no decorrer dos anos voltou a frequentar centenas de vezes o velho Parque Amazonense, não somente na qualidade de torcedor e expectador, mas de treinador de futebol até o fechamento definitivo daquela praça de esportes, ocorrido no dia 8 de julho  de     1973.

Passados quarenta e oito anos depois do fechamento definitivo dos portões do Parque Amazonense, exatamente no dia 15 de maio de 2021, o Flávio de Souza voltou àquele lugar, para posar para fotografias e verificar in loco o que restou daquele estádio outrora tão imponente e bonito. Foi um misto de alegria, tristeza e saudade. Poucas coisas restaram: A Fachada do Parque, com o muro, um imenso portão de ferro fabricado em Glasgow (Escócia) e um busto de um cavalo (mostrando para a posteridade que naquele local já fora um Prado, onde havia corridas de cavalos na belle époque manauara). Os antigos moradores conservam uma Viga de Sustentação das arquibancadas, toda em ferro, fabricada por W. Macfarlane & Co./Glasgow, a única que restou entre dentre dezenas delas  que foram destruídas e/ou guardadas por colecionadores.                   A área é imensa, apesar de alguns moradores terem feito loteamentos e construído suas casas. Existem dois campos de futebol, com gramas e parte de chão batido  e outro para a prática de voleibol. No local foi   construído    também o 22º. DIP - Distrito Integrado de Polícia.

O Flávio de Souza teve a grata surpresa em encontrar a Elcimar Costa,  mais conhecida por Dona Mikita. Ele é filha do Dr. Elcio Farias (Odontologo formado na antiga Universidade do Amazonas), que foi goleiro reserva  do Clóvis Aranha Negra, do Rio Negro, quando foi treinador deste time. Em 2016, ela foi treinadora de futebol do infantil, juvenil e juniores do São Raimundo Esporte Clube. Atualmente, possui uma escolinha de futebol, ensinando o esporte às crianças do entorno do Parque Amazonense, sem nada cobrar, uma forma de amor ao próximo e dando seguimento ao que o seu saudoso pai fazia até antes de falecer. Ela Ministra aulas todas as terças e quintas a partir das quatro da tarde e nos finais de semana ela joga futebol feminino. O Flávio por morar próximo ao Parque prometeu retornar ao local para colaborar e dar orientações aos jovens sobre a sua larga experiência de treinador de futebol. Segundo a Dona Mikita, existem rumores que, o suposto dono do Parque Amazonense ganhou na justiça  o direito de vendê-lo a uma construtora que pretende fazer os seus espigões e acabar            de uma vez por todas com o Prado e a nossa memória.                    

Caso isto aconteça, o Flávio de Souza, Dona Mikita e toda a comunidade estão dispostas a fazerem de tudo para alertarem as autoridades públicas e aos políticos (os oportunistas, em sua grande maioria, a comunidade  não conta muito) para reverter esta situação. Ao sair do Parque, encontrou o jogador Val, um atleta do Rio Negro que fez questão de abraçá-lo e declarar que se tornou um bom profissional graças      aos ensinamentos do professor, treinador e amigo Flávio de Souza. Foi um momento emocionante. Propôs ao Flávio de Souza fazermos um pedido ao atual Prefeito de Manaus, para que olhe com muito carinho para  o Parque Amazonense, tornando-o um Centro Social Prado Parque Amazonense.                                                                        

Um pouco de história - O Estádio Parque Amazonense (Prado) fica   na Rua Belém, zona Centro-Sul da capital, antigo Beco do Macedo (atual bairro Nossa Senhora das Graças) numa área por detrás do Reservatório do Mocó.                                           Segundo os historiadores, a área pertencia a um rico comerciante português, que mais tarde fez uma concessão ao Dispensário Maçônico (uma entidade da maçonaria que cuidava da saúde e distribuía medicamentos gratuitamente a população carente de Manaus). Em 1906, no governo estadual do Constantino Nery, em parceria com o prefeito Adolpho Lisboa, abriu  as portas do Parque à população manauara. No início, o espaço fora destinado à corrida de cavalos, com a construção de um Hipódromo, tornando-se o point das famílias abastadas amazonense. Com o declínio da borracha, ocorrido em 1912 e, consequentemente, com a quebradeira geral dos barões dos seringais,  esta prática de esportes conhecida como “Esporte Rei” foi abandonado, pois ninguém tinha mais condições de manter os cavalos “puro sangue”.  Em 1918, os maçons tentaram a volta da prática de corrida de cavalos combinado com partidas de futebol, vingando apenas o segundo. A sua época de anos dourados foi somente com o futebol de campo, com as disputas dos campeonatos de futebol amazonense. A primeira partida foi protagonizada pelo Rio Negro e Nacional, ocorrida  em 13 de junho daquele ano, com empate de 1 a 1.                                      

    Segundo os acervos do saudoso historiador Carlos Zamith,        publicado no site da Globo Esporte:                                                  “Em 1946 o local foi vendido à Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA). Em 1960, o prado maçônico passou a ser administrado pelos irmãos Artur e Amadeu Teixeira (América futebol Clube), no entanto, em 21 de maio de 1967 houve um grande acidente, com várias pessoas feridas e uma morte,   o espaço foi devolvido pelos irmãos a maçonaria, que repassou para uma empresa que queria construir no local um conjunto habitacional. Este empresário sem nenhuma sensibilidade com a nossa história e desrespeito ao patrimônio público mandou demolir toda a estrutura da arquibancada,  com ferros vindos de Glasgow e coberto com telhas de barro de fabricação portuguesa. O último jogo disputado oficialmente foi no dia 8 de julho de 1973, entre Rio Negro e Rodoviária. Já com parte da estrutura e da história destruídas, a prefeitura sob o comando de Jorge Teixeira tentou reverter a situação passando a praça de esportes  para a esfera municipal, sem sucesso, com parte da área sendo  loteada     pelos  moradores do entorno”.

        Aquela área nobre da cidade é muito disputada para especulação imobiliária, porém, não sabemos que são os seus verdadeiros donos,  pois até os dias atuais muitos declaram que são os seus legítimos proprietários e herdeiros, demandando uma briga de foice na justiça. O Poder Público Municipal deveria intervir e tornar aquela área de interesse público e fazer as devidas desapropriações e, no local, construir Quadras Poliesportivas, Campo de futebol, Unidade Básica de Saúde,        Museu do Futebol, Creche, Praça Temática e outras obras de infraestruturas, para barrar a especulação imobiliária e tornar o local de lazer e bem estar para  os moradores do entorno e do povo manauara em geral. 




 *Trecho do meu Livro que está no prelo: FLÁVIO DE SOUZA - UM GRANDE DESPORTISTA E MÚSICO DO AMAZONAS