sexta-feira, 23 de setembro de 2022

VOLTA ROBÉRIO BRAGA!

José Rocha

Blogueiro e Escritor

O Robério pode ter todos os defeitos do mundo, mas é considerado um dos manauaras que mais ama a sua cidade.

Quando está no poder, faz e acontece no centro histórico.

O Largo de São Sebastião é o queridinho dos manauaras, graças ao trabalho incansável do Robério.

A turma da Bica chamava de Roberlândia, com todo respeito, é claro!

Todos esses festivais que acontecem na cidade e no interior, a grande maioria engrandeceu graças ao Robério.

Posso passar a noite e o dia escrevendo sobre as coisas boas do camarada, mesmo descontando os seus defeitos, mesmo assim, o seu saldo positivo será muito grande.

O Wilson Lima irá faturar a reeleição e vai chegar a hora do Robério Braga voltar.

Volta Robério!

 

Roberto Pacheco

Advogado e Assessor Parlamentar

Robério dos Santos Pereira Braga, antes de ser Secretário de Cultura, foi Presidente da antiga Emamtur (Empresa Amazonense de Turismo), no início dos anos 80, na gestão "tampão" do governo Paulo Nery, quando fez uma verdadeira revolução no Carnaval de Manaus, se destacando em todo o país ao divulgar a festa na grande mídia nacional com a finalidade de atrair turistas para a nossa cidade, com destaques nas revistas Isto É - representada pelo saudoso Joaquim Marinho - e pela Veja, então a terceira maior revista do mundo, com 1,350 milhões de assinantes. Lembro que, depois do grande trabalho que fez para alavancar o nosso Carnaval para todo o Brasil, Robério, a convite de alguma autoridade de Recife (não sei ao certo), foi dar uma palestra na Universidade Federal de Pernambuco e, ao chegar no auditório, foi ovacionado pelos universitários - de lá - que já conheciam o seu trabalho. Por cá, nem tanto. Portanto, depois de revolucionar o nosso Carnaval, o Festival de Ópera foi uma consequência do seu talento para criar, inovar e produzir cultura. É bom frisar que Robério só ficou por seis meses à frente da Emamtur e se destacou em nível nacional. Por outro lado, é sempre bom lembrar que, ao assumir a Secretaria de Cultura, quando se destacou internacionalmente, Robério adotou nossos escritores, compositores e cantores ao financiar edições de livros e gravações de CDs para os novos talentos. Assim, podemos afirmar que a cultura amazonense (incluindo aí o Carnaval, evidentemente) tem duas fases: antes e depois de Robério. Para finalizar, lembro ainda que Robério, além de advogado, é historiador, escritor, foi vereador de Manaus e é considerado, por grande parte dos nossos intelectuais, um dos maiores oradores que já passaram pela plateia do Amazonas. 

Parabéns pela lembrança meu amigo Jose Rocha. Agora, resta à história cumprir a sua parte.


sábado, 10 de setembro de 2022

MANA MANAUS


Meu nome de batismo é José Martins Soares, conhecido por muitos por José Rocha, apelido herdado de meu pai, o saudoso luthier José Rocha (Rochinha), um   cearense que veio para Manaus ainda muito jovem, famoso por construir e consertar instrumentos de corda, entre os quais o violão, conquistando fama além-fronteiras.
        Nasci no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, vivendo os primeiros dias com meus pais e meus irmãos mais velhos num “flutuante” no Igarapé de Manaus. Aos doze anos de idade fui morar com a minha família na Vila Paraíso, na Avenida Getúlio Vargas.   Casei em 1980 fixando residência no Conjunto dos Jornalistas, depois de separado voltei ao centro da cidade.
        Dentre algumas conquistas, a colocação de grau no curso de Administração de Empresas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e apesar das vicissitudes, a alegria de manter em todos esses longos tempos, um grande número de amigos fraternos e também de desfrutar da companhia e do carinho dos três filhos e dos três netos que Deus me presenteou.
        Sou um sessentão, gosto de caminhar pela minha cidade Manaus, senti-la, fotografá-la e acompanhar a sua evolução, fazendo postagens nas mídias sociais, principalmente sobre a sua história,     o seu povo e a cultura.  Este livro foi fruto de publicações no BLOGDOROCHA    do qual sou editor desde 2006, no sitio 
www.jmartinsrocha.blogspot.com.     Conto com um farto material recolhido de livros de autores amazonenses, pesquisas em jornais antigos e de mídias sociais.    Não sou historiador, apenas um memorialista, procurando sempre colocar nos textos meus sentimentos e  minha saudade da antiga Manaus.     Mana é como os manauaras se tratam uns com os outros, constituindo-se na maior família do planeta. Isto é cultural.      Manaus a nossa cidade, significando em tupi “A Mãe dos Deuses”. Somos seus filhos, por isso todos os manauaras são irmãos. O saudoso jornalista manauara Inácio Oliveira escreveu artigos e poemas com o título Mana Manaus.  O poeta amazonense Chico da Silva compôs e gravou a toada Mana mana Manaus, para demonstrar o seu amor a cidade que o acolheu como seu legítimo filho.   O livro é dedicado a ela,  a nossa Mana Manaus.

Mana mana Manaus
No coração da hiléia
Tu és soberana cidade matriz
O rio Negro teu ciúme, teu costume
Abraça forte teu terraço fluvial
O rio Amazonas viageiro te paquera
Nesse manto florestal
Vila da Barra, tu és monumental
Entalhada pelos teus igarapés
Mana Manaus
Bela arte manauara
Os teus palácios, o teatro, a catedral
A relumear, sob o céu da Amazônia
Os teus poetas, tuas danças e bumbás
Mana manô
Minha fada, meu conto de amor
O orgulho e encanto do amazonense
Chico da Silva


 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

FORRÓ DA MARIA BELÉM


Dona Maria Belém era uma senhora que veio com a família do interior do Pará. Tornou-se uma mulher festeira e, por isso, foi considerada uma referência no quesito diversão, com muito forró em sua residência, situada no igarapé de Manaus. Apesar de os paraenses gostarem muito do Carimbó, tipo de dança de roda, originário da cidade de Marapanim (PA), a Maria Belém adotou o forró, o famoso arrasta-pé, música originalmente instrumental, parente do baião, porém com andamento mais acelerado, muito apreciada no nordeste, principalmente no Ceará. Ela foi influenciada por famílias de nordestinos que migraram para a Amazônia, na época “dos soldados da borracha”, na coleta do látex para os esforços de guerra (Segunda Grande Guerra Mundial).
Morava numa grande casa-flutuante ancorada na Rua Ipixuna, no igarapé de Manaus, ao lado do “Edifício do Homem de Brasília”. Sua casa tinha uma distribuição interior igual as dos caboclos ribeirinhos da Amazônia, feita de madeira, com um grande salão, pequeno quarto, cozinha com jirau (espécie de pia), banheiro e privada juntos, casa com duas portas, uma na frente e outra nos fundos, além de várias janelas laterais. Enfim, coberta de palha, sem água encanada, nem luz elétrica.
Nas sextas-feiras e sábados, sua residência era transformada num grande salão de danças. Os músicos que se apresentavam eram originários da Banda da Polícia Militar, das Pastorinhas da Rua Major Gabriel e de alguns moradores que tocavam instrumentos de sopro, advindo das ruas do entorno do Igarapé de Manaus. A entrada era gratuita: bastava apenas ter fôlego para dançar até o sol raiar e gogó de aço para entornar bastante batida de Cocal.
Eu e meus irmãos e outros moleques, que moravam no entorno da casa, podiam entrar para apreciar a festa desde que ficassem comportados. Mas eram logo expulsos, pois aprontavam muito, como ficar o tempo todo chupando limão bem na frente dos músicos de metais, que os deixavam com a boca cheia d água, impedindo-os de soprarem o saxofone e o clarinete. Eu sempre dava um jeito de retornar a casa, pois gostava de ver os mais velhos dançando e bebendo uma batida de limão, um tipo de ponche feito numa grande panela de alumínio, com muitas garrafas de Cocal (cachaça originária do Pará). O pessoal tomava a batida num caneco de alumínio, soldado em uma haste, o mesmo que era utilizado para tomar água de pote de barro. Eu saía da festa somente quando sentia que o clima estava ficando tenso. Quando os frequentadores começavam a ficar bêbados e a soltar impropérios uns contra os outros, as brigas eram inevitáveis. A iluminação era realizada à base de lamparinas (feitas de metal, com um pavio e querosene) e algumas vezes os mais afoitos apagavam a chama, aproveitando a escuridão para pegar nos seios de alguma cabocla ou dar um acocho numa vizinha.
Todo final de semana era assim: na hora da briga, muitos pulavam pelas janelas dentro do rio (quando o rio estava cheio) e os músicos corriam em debandada juntamente com a mulherada. Numa dessas brigas, o flutuante começou a tremer, uma lamparina caiu dentro da panela de batida, quando entrou em ação a turma do “deixa disso”. Ânimos acalmados, todos voltaram ao forró da Maria Belém. Quando foram reiniciar os trabalhos, a cachaça estava com gosto esquisita. Dona Maria Belém meteu a mão dentro da panela, de lá tirou a lamparina e a jogou pela janela, mostrando aos gritos um terçado tipo facão:
– E aí cambada de valentões, ordinários, não vão mais encarar a minha batida de limão?
– Até que dá para tomar, mesmo com este gosto escroto de querosene! - argumentou um deles.
Dona Maria procurou amenizar a situação:
– Tá bom! Podem beber e dançar novamente, mas se começarem a brigar de novo vou acabar na hora com a porra desta festa e botar todo mundo prá correr!
Durante anos foi sempre assim: muita dança, batida de limão e brigas no Forró da Maria Belém.
Fonte: Livro E-book "O Igarapé de Manaus, Jose Rocha"

VIAJAR NO TEMPO E NO ESPAÇO

 Meus amigos, confesso a vocês que, em tempos idos eu era um “rato de biblioteca”, lendo livros de autores amazonenses, dissertações de alunos das nossas universidades, leitor voraz de revistas antigas e  um apaixonado por “papeis amarelados”, no entanto, passados alguns tempos depois fiquei decepcionado, não pela tara por livros e jornais antigos, mas, por sentir que um grande público não está nem ai por o que escrevi e/ou escrevo no meu diário eletrônica (blog), muito menos pelos meus livros no formato e-book e pelo meu primeiro na forma impressa. Certa vez, o livreiro Celestino falou: - Amigo Rocha, você acabou de publicar um livro, isto é para poucos, mas, com todo respeito tens uma guarda-roupa de quatro maleiros? Respondi-lhe com toda inocência: - Não entendi! Respondeu: - Rocha, o escritor somente vende o seu livro no lançamento, o que sobrou fica guardado no armário, pois ninguém irá compra-lo, salvo raras exceções! Passado uns meses depois, consegui através de amizade colocar trinta livros nas bibliotecas do Estado do Amazonas e algumas venda esparsas. O meu armário de quatro maleiros estava lotava de livros quando resolvi descarta-los, fazendo doações para quem eu achava que um dia iria lê-lo. Sei, não. Quando sobraram vinte exemplares, resolvi fazer uma campanha nas mídias sociais para venda dos vinte últimos. Vendi somente um para o meu amigo Eduardo Braga. Tomei uma decisão: continuarei escrevendo “certo por linhas tortas” e lançando mais livros no futuro, mesmo sabendo que somente poucos irão compra-los e lê-los. Graças ao meu bom Deus não dependo da venda de livros para sobreviver. No entanto, irei continuar escrevendo, pois é o meu destino ser escritor, mesmo não sendo lido. Para vocês terem uma ideia já escrevi uns cinco ou mais e-book na famosa Amazon.com, mas até agora nada na conta do amazonense. Brincadeiras a parte, quero falar a vocês que não sei tocar, cantar, vender, declamar poesias, pintar um quadro, ser um político influente, fazer fortunas, roubar, ludibriar, mas, somente escrever e, quem sabe um dia ser um escritor famoso em Manaus, disponibilizando livros para vocês viajarem no tempo e no espaço. É isso ai.   

terça-feira, 6 de setembro de 2022

PASSO A PAÇO

 PASSO A PAÇO

Este projeto da Prefeitura de Manaus está na sua sétima edição, como uma forma de resgate, do centro histórico de Manaus, buscando através de atrações musicais locais e nacionais, gastronomia e culturais, incutir no povo manauara a autoestima e valorização de sua cidade, exatamente no local onde ela nasceu e se desenvolveu – é um projeto caríssimo para o cofre público municipal, no entanto, acho muito importante para a valorização e amor à nossa cidade, apesar dos pesares.

O projeto é assim chamado (assim acho) por concentrar todas as atividades num local onde o povo poderá curtir vários ambientes andando (passo) partindo do Paço (antigo Palácio do Governo).

A cidade de Manaus é tão pequena em relação ao Estado do Amazonas, no entanto, ela é tão populosa que se tornou uma Cidade-Estado, englobando a Região Metropolitana de Manaus, onde os nossos munícipios vizinhos serão todos no futuro abarcados por Manaus.

Por ser morador antigo do centro da cidade Manaus, resolvi, hoje, caminhar até o Paço no início da tarde, muito antes dos shows e eventos do último dia.

Ontem, fui barrado no baile, pois gosto de samba, suor e cerveja, mas não deu para quem quis: cerca de dez mil pessoas ficaram de fora!

Hoje, a programação será para “os santos”  - àqueles que irão direto para o céu, no caso os evangélicos e os católicos apostólicos e romanos – será o show “gospel” bem ao gosto do Prefeito evangélico, pois os dois dias anteriores foram para “os pecadores” e “não cristãos” que irão direto para o inferno. Cruz, credo!

Partindo da Rua Tapajós, toda asfaltada – está uma belezura – passei pelo Largo de São Sebastião – uma beleza pura – ao adentrar a Rua Barroso, a coisa toda mudou de feição.

Apressei os meu “Passo” para chegar no “Paço”: a rua está toda esburacada, sujeira total, fedentina de esgotos sanitários jorrando pelas sarjetas, o Castelinho fechado, a Casa Dos Estudantes da UFAM fechado e abandonado, bueiros sem tampa, a Caixa Econômica Federal com tapumes e nunca termina a reforma do prédio, até a Bemol pegou o beco – apesar dos pesares ainda existem alguns prédios bem conservados pelos seus donos – por sinal, a Biblioteca Pública salva tudo!

Pois bem, continuei com o “Passo” até o “Paço”, discai até a Praça da Polícia, uma vergonha! Abandonada, depredada e sem manutenção. Alguns locais fedem a urina, pois não possui nenhum mictório público naquele local e em todo o centro da cidade. Isto é um absurdo!

Apressei o meu “Passo” para chegar logo ao “Paço”, mas tive de parar na Avenida Sete de Setembro com a Eduardo Ribeiro, um buraco enorme está lá, herança do ex-prefeito Artur Neto. Como é que pode! O prefeito atual já está dois anos no poder e nada fez para tampar aquele buraco do Arthur! 

No “Passo” até o “Paço” a coitada da Avenida Sete de Setembro está abandonada! As fotografias valem por mil palavras! Deu pena em ver uma belíssima obra do ARQUITETO (em letras maiúsculas) Severiano Mário Porto (antigo BASA) totalmente abandonado!

Tudo mudou quando cheguei no “Paço”! Graças A Deus! O meu “Passo” já estava cansado e decepcionado. Pois bem, tudo limpinho, organizado, segurança “saindo pelo ladrão” – passei por vários palcos, onde estavam “passando o som”, coisa de primeiro mundo!

Segundo o atual prefeito, os empreendedores faturaram alto (de três a trinta mil por noite!) – passei pela Rua Mauá, reduto dos boêmios e mulheres de programa – vi dezenas delas todas sorrindo com a vida, acho que o faturamento, ontem, foi alto, hoje, será zero, pois o pessoal gospel “não pula muro” ou pula? Sei, lá! 

O pessoal das barracas de cervejas e cachaças mudaram o estoque para “água mineral”, pois o “capeta” não vai ter saída – ou vai? Sei, lá!

Não sou contra o evento, muito pelo contrário, sou totalmente a favor, no entanto, no próximo ano, o prefeito têm o dever de consertar o “Passo”, pois para termos uma ideia dos milhões gastos em 2022, somente com os cachês dos artistas de renome nacional dava e sobrava para “tampar o buraco do Arthur” e muito mais!

É isso aí.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

PAI-AVÔ

 Jose Rocha

Dia desses fiquei a pensar sobre a vida e como ela se repete em muitas situações – lembrei do Rui, um economista que gostava de bebericar no Bar Janela (Afonso & Conceição Toscano), na esquina da Rua Huascar de Figueiredo com a Avenida Joaquim Nabuco, centro antigo de Manaus – ele era um cara muito inteligente e sempre era chamado para assessorar os governantes de nossa terra. No entanto, o que marcou a sua passagem naquele lugar foi a sua demonstração de amor e paixão pelo seu netinho, que o chamava carinhosamente de Neto. Certa vez, ele falou que, a sua filha única ficou prenhe do namorado, este não assumiu a paternidade e fugiu para o sul do país. O Rui e sua digníssima esposa não abandonaram a filha, pois apesar de ainda ser uma jovem estudante secundarista, dependente dos pais financeiramente e psicologicamente, deram-lhe todo o apoio possível e imaginável, levando aos médicos, fazendo todos os exames, compras do enxoval e tudo o que se pode imaginar para esperar a chegada de uma criança ao mundo. Desde os primeiros meses, o Rui e sua esposa cuidaram do Neto como fosse seu próprio filho. O tempo foi passando e o netinho foi crescendo e tendo como a figura do pai (ausente) o próprio avô. Os dois tornaram-se parceirinhos e depois parceiros. Eram unha e carne. O Rui teve de fazer o papel de marido, o pai da filha e pai do neto. Por serem católicos, levou o neto para ser batizado na Igreja de São Sebastião, escolheu parentes para serem padrinhos. Depois, o levou para fazer a Primeira Comunhão. Levava a trazia o filho-neto do colégio. Voltou a ser criança, brincando com o netinho nos parquinhos, tomando banho nas praias do Rio Negro, jogando futebol, pedalando bicicletas, fazendo festas de aniversários e muito mais. No Dia dos Pais, era ele que ia ao colégio do filho para ser homenageado como fosse o pai. Foi uma fase muito difícil em sua vida e de seu netinho, pois os amiguinhos, em sua maioria, possuíam papai, mamãe e irmãozinhos – não entendiam o que é um filho sem um pai e que o porquê do Netinho chamar o seu avô de pai! O Netinho cresceu, ficou um jovem culto, educado, mas, sempre junto com o seu avô e sua avó e mãe para o que der e vier. Sofreu preconceitos por ser filho de uma mãe sem marido, além de criado pelos avós. Já adulto, o Neto falou para o avô: - A partir de hoje não quero mais que o senhor me chame de neto, mas de filho, pois fizestes o papel de pai deste muito antes de eu nascer, foi o meu melhor amigo, companheiro, enfim, o meu pai! O Rui chorou, sentindo que tinha feito a coisa certa, pois avô é pai de segundo grau. Passados mais alguns anos depois, o Neto-Filho casou e presenteou o seu avô com o nome de seu primogênito, com o nome Rui. Esta história de vida está acontecendo comigo, também: Em dose dupla: Mateus & Duda, meus parceirinhos, agora, e, quem sabe, meus parceiros, num futuro próximo. Espero que um dia quando ficarem adultos, lembrem e homenagem os seus filhos primogênitos de Rocha, o seu Pai-Avô. É isso ai.

sábado, 27 de agosto de 2022

SISTEMA REPRESENTACIONAL – SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ.

 


Sabemos que cada indivíduo possui uma forma diferente de interagir com as pessoas e ao meio externo, dando-lhe prazer, emoção e interagindo muito mais, nasceu e vai morrer assim – pode-se falar ou escrever, segundo os especialistas, que existem quatro formas:

Visuais - aqueles que somente podem ver para crer;

Cenestésicos - têm que pegar e sentir para acreditar;

Digitais - os mais doidos de todos, pois são detalhistas ao extremo;

Auditivos - que ouvem para imaginar.

Os visuais são os “brecheiros”, contemplam a natureza e ficam focados em tudo ao seu redor. Olhar. Apreciar. Sentir Prazer. Compram um carro ou uma casa pelo seu formato ou designer, cor e aparência, não estão nem aí pela sua funcionalidade.

Existem uns caras que são “pegajosos”, ficam tocando na outra pessoa enquanto fala, sente prazer em tocar num objeto ou pessoa.

Os malucos beleza são digitais, conversa com ele mesmo. É um cara muito inteligente, tipo um “filósofo chato” que faz muitas perguntas.

Por último, existem àqueles camaradas “que são emprenhados pelos ouvidos”, os famosos auditivos, que dão mais atenção ao som, aprendem melhor ouvindo e por ele são estimulados. Na hora do “vamos ver” adora um sussurro nos ouvidos, pois a sua imaginação é mais auditiva.

Na área de vendas, vende mais quem consegue determinar de antemão onde o comprador se enquadra.

O vendedor fala: - Olha só o formato, o designer, coisa linda de ver. É “tiro e queda” para o visual comprar!

O cara que gosta de tocar, o vendedor o conduz para sentir o formato, passar a mão no objeto, gosta, também, de ser abraçado e tocado. Tem de pegar para comprar! Não compra “nem com nojo pela internet”.

Por outro lado, o digital faz perguntas “prácaralho” e quase nada compra, mas existe o “pulo de gato” em mostrar aos mínimos detalhes o produto, inclusive deixar o camarada ler até o “Manuel de Instrução”. Pense. Têm de ter um “culhão de elegante”, mas consegue vender.

E por último, existe aquele doido o qual o vendedor têm de colocar “o som no toco”, na potência máxima, para o camarada “sentir o som”. Pense. O camarada é movido pela música, acorda, trabalha, faz amor, dorme e amanhece ouvindo música. O vendedor se não colocar uma música para ele gozar, a vendar irá azarar!

E aí ficam as perguntas:

- Como é você? O que te dá prazer?

- És do tipo “São Thomé”?

- Pegajoso?

- Você é o “Explicadinho Nos Mínimos Detalhes”?

- Gosta de “Ser Emprenhado Pelos Ouvidos?

Eu penso que, possuímos um pouco de cada característica, mas possuímos uma delas com maior intensidade.

É a formação do nosso cérebro, coisas que a ciência ainda não sabe explicar.

Existem grupos com essas características, pois imaginem a vida como seria se todos fossem iguais. Seria uma merda, né?

Se todas as casas fossem amarelas ou azuis?

Seria um tédio, né?

Se todos fossem políticos e mentirosos, quem iria votar neles?

E “porraí” vai!

É isso aí.

sábado, 20 de agosto de 2022

FAZENDO CERÃO OU SERÃO

 Os mais jovens não conhecem a grafia “Cerão”, pois era como se escrevia, antigamente, o atual “Serão” que significa na informalidade, executar trabalhos até mais tarde, além da jornada normal de trabalho.

Algumas pessoas podem até perguntar:

- O que têm uma coisa a ver com a outra?

Sei, lá!

Apenas sei que voltei ao passado, ao lembrar de meu pai, em sua oficina de luteria, quando precisava trabalhar depois de um dia laborioso e adentrar a noite para entregar uma encomenda no dia seguinte.

Por ser o caçula da turma (os meus outros irmãos conseguiram um trabalho formal), e eu ficava no dever e obrigação de ajudar e acompanhar o meu velho pai em sua labuta.

Até que eu gostava, pois o velho comprava o famoso Guaraná Magistral e as Bolachas de Motor da Modelo, além da “mardita” Cachaça Cocal e limões para a caipirinha.

Para para não dormir fazia a sua "companheira" numa panela (caralho, o velho era aloprado) , vez e outra ele pedia para eu encher o seu copo, sempre sobrava um pouquinho e eu entornava sem dó nem pena.

Lá pelas oito da noite eu já estava bêbado e o velho achava que estava com sono. É ruim, hein! Queria é mais, papai! Pense.

Ele tinha um Rádio à válvulas "macetão", onde somente sintonizava musicas das divas do rádio.

Mas, mudando de pau para cavaco, estou escrevendo este texto fazendo um cerão ou serão, sei lá qual é o correto, apenas, resolvi trabalhar varando a madrugada, tomando uma caipirinha, é claro, ouvindo no Youtube Music "As Divas do Rádio", para entregar um trabalho amanhã, como fazia o meu velho pai.

O meu netinho Matheus vai me acompanhar daqui mais uns anos nesta jornada!

É o passado e o presente repetindo. Tudo igual como era os nossos pais!

É isso ai.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

BLOGDOROCHA: WALDICK SORIANO, UM ÍDOLO EM MANAUS.

BLOGDOROCHA: WALDICK SORIANO, UM ÍDOLO EM MANAUS.: Um baiano que ficou famoso na paulicéia desvairada e, foi ídolo de uma geração na manô de mil contrastes, cantando e encantando multidã...

sábado, 13 de agosto de 2022

O ZÉ MUNDÃO UBERDRIVE

 José Rocha

Parte I

O Zé estava passando por momentos difíceis em sua vida, financeiramente, é claro! A solução foi partir para a nova onda, ser motora de aplicativos e espantar a fase para baixo “down”. A primeira exigência foi ir ao Detran-Am para incluir em sua habilitação o EAR (que exerce atividade remunerada). Após passar por este trâmite foi até o escritório da Uber, fazer o cadastro, baixar o aplicativo e contratar uma internet banda larga. O problema maior do Zé Mundão foi conseguir um carro simples! Por não dispor de tal veículo, o jeito foi conseguir um alugado na MOVIDA, uma empresa que disponibilizava, na época, um carro do ano por apenas cinquenta reais a diária. No entanto, o coitado teve de recorrer a um parente, pois a dita cuja exigia o pagamento no cartão da diária mensal, além de deixar certo valor como forma de garantia para eventuais problemas com o veículo. Tudo certo, o momento era de partir para a guerra e ganhar muita grana. O Zé para não dar bobeira, resolveu assistir a dezenas de vídeos no Youtube para entrar no mercado com o pé cheio! Depois de dois dias parado, resolveu entrar em campo no terceiro dia. O primeiro cliente foi um desastre total! Ficou tão nervoso que não conseguia manipular corretamente o aplicativo e fez uma corrida “grátis”. Ficou mais dois dias estudando a fera, além de conversar com alguns colegas uberdrives mais experientes. Nesta altura do campeonato, foram cinco dias “parado”, ou seja, duzentos e cinquenta pagos sem nenhum retorno! No sexto dia, lavou o carro, colocou revistas e balas de mangarataia para os clientes, som ambiente e a pedido do cliente, ar condicionado ou vento na cara a depender do pedido, muito gentileza e etecetera e tal. Depois de tudo isto, o Zé jamais iria imaginar que a grande maioria de seus clientes o achavam com cara de paizão, o tio, o velho, com cara de psicólogo, falavam e falavam de seus problemas e pediam conselhos. Cara, o Zé queria era mesmo faturar nas corridas, mas, tudo valia, inclusive ser conselheiro, motivador, deixar o passageiro falar de suas angustias, ideias e ensejos, depois, buscar no fundo do baú de seus conhecimentos acadêmicos e de suas leituras diárias, para deixar o cliente mais calmo, sereno e confiante no passo adiante. Foram dezenas de figuras e situações, no entanto a mais engraçadas foram as seguintes: 1. Jogador de Futebol Americano – o carro do Zé era um Nissan March (pronunciava “marte”), um pequeno por fora e grande por dentro. Ao atender a um pedido no bairro de São Francisco, entra um “monstro” e uma senhora de meia idade. O camarada colocou a sacola no porta mala e bateu com uma força descomunal, a senhora entrou pela porta traseira e foi logo pedindo desculpas. O grandão entrou ao lado do motora, colocou o banco mais para trás, e por incrível que pareça ficou folgado, sem forçar com as pernas contra o porta-luvas. O destino foi a Arena da Amazônia, onde um grupo de amigos gostavam de jogar o tal futebol americano, onde a força e a compleição física são levadas em conta. O grandão parecia uma criança mimada - a sua mãe “falava que nem a preta do leite” e dava ralhos e o cara somente respondia: - Poxa, mãe! Caramba, o Zé ficava ouvindo àquela situação engraçada, mas não podia rir, pois seguia à risca o manual do Uber. 2. O Filhinho da Vovó – Na “ZL” o Zé foi buscar um cliente no Hospital Platão Araújo – entra um jovem com a cara amarelada. Começou a falar: - O senhor não sabe da maior (sic) a minha avó acaba de falecer, não sei o que fazer, estou indo para casa para buscar ajuda dos meus vizinhos, pois moro com a minha avó desde que nasci, fui abandonado pelos meus pais. Ela possui dezenas de casas alugadas e um comércio de estivas e muita grana no banco. Estou meio tonto, não sei como tocar os seus negócios, pois sou o seu único herdeiro e apenas sou um estudante! O Zé pensou “Caralho, esse jovem está com a faca e o queijo na mão, herdeiro de uma grana preta, está que nem um cachorro que cai da mudança, enquanto isso, estou aqui na maior lisura, na busca de um troco – aí se eu fosse pai desse cara, estava numa boa! 3. O Paraense Indeciso – No centro da cidade o Zé foi buscar um cliente com destino ao Boulevard Amazonas. O cara só em falar “bom dia” o Zé pensou logo “É paraense!”. O camarada começou a falar: - Senhor, eu sou de Belém do Pará, tenho negócios lá na área de camarão e resolvi abrir uma filial em Manaus, estou progredindo muito, mas o problema maior é a minha noiva, ela não gosta nem um pouco de Manaus, acha uma cidade muito quente e insossa, voltou para Belém e tomou uma decisão, ou eu fecho a loja em Manaus e volta para a nossa cidade ou caso contrário adeus casamento? O que o senhor me aconselha? O Zé Mundão em sua sabedoria, falou-lhe: - Meu jovem, faz o seguinte: Continua em Manaus, progride, abre mais filiais, começa a frequentar o Bar da Loura “ETBAR”, pega umas primas no Remulo´s, come Jaraqui, curte o Bar do Armando e o Caldeira, toma banho na Ponta Negra e na Praia da Lua, vive a cidade de Manaus e ESQUEÇE A TUA NOIVA PARAENSE! 4. O Estudante de Auto Escola – O Zé foi buscar um cidadão na Redenção, era um jovem que entrou todo apressado, pois estava atrasado para sua aula. Começou a olhar como o Zé passava as marchas, as freadas, segurava o volante, dava sinais para a direta e esquerda, a velocidade nas vias, o uso da buzina etc. O camarada era um chato, sabia “de cor a salteado” as normas de trânsito, dando “picica” a cada cem metros! Antes de chegar no destino, o Zé perguntou: - O jovem deve ser instrutor de autoescola, não é mesmo? O camarada respondeu: - Não, sou apenas um aluno, conheço toda a legislação, mas ainda não sei dirigir! O Zé pensou “Vai te fuder sêo leproso, vá dá picica na casa caralho!” Não falou alto, pois tinha de obedecer aos manuais do Uber. 5. Zé Na Bocada - O Zé recebeu um pedido para uma rua paralela a "Estrada dos Franceses", o GPS o levou para uma rua errada - ao adentrar, notou algumas pessoas correndo, achou meio estranho, mas continuou até notar que estava num "beco sem saída", abaixou o vidro direito e falou com um senhor: - Estou perdido, me ajude! Ele respondeu: - Saia daqui agora, os traficantes pensam que é um carro disfarçado de polícia! O Zé deu uma ré feito um louco, voltando sã e salvo para as Estrada dos Franceses, depois dessa, nunca mais aceitou corrida para aquela área! Não foi a primeira nem a segunda vez, o GPS do Zé o levou para outras bocadas e locais barra pesada, saindo ileso de todas elas, mas com o forever sem caber um cabelo!

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

A RAINHA DO EGITO E OS DISCOS VOADORES – PALHETA

 

O saudoso artista plástico Palheta fez esta magnifica obra, na qual mostra em primeiro plano a Cleópatra, seminua, mostrando os seus seios, com um bracelete em cada braço e um belo colar de jade no pescoço - a sua direita aparece um vaso e, a esquerda, um pingente da cruz egípcia. O que mais chama atenção é ao fundo a esquerda, onde aparece um egípcio dando boas vindas a quatro espaçonaves extraterrestes.

A Cleópatra adotou crenças faraônicas e queria devolver ao Egito seu antigo esplendor – foi amante de Júlio César (na época do domínio romano no Egito), que lhe garantiu o trono, depois, teve um relacionamento com o Marco Antônio (este cometeu suicídio ao ser derrotado por Otávio Augusto) – para não ser um brinquedo nas mãos do novo conquistador, a rainha também se mata.

Certa vez, o artista plástico Palheta falou que pertencia a Fraternidade Rosa Cruz, uma irmandade que são herdeiros de antigas tradições egípcias – daí a sua predileção em pintar quadros com esses motivos.

Além dos belos seios da Cleópatra, o que mais chama a atenção são os discos voadores, pois passados mais de quatro mil anos da construção das três pirâmides, ainda não possuímos equipamentos e tecnologias para construir tal monumento.

Para se ter uma ideia, as pirâmides foram construídas com mais de dois milhões de blocos de pedras, pesando cada um de 1,5 a 15 toneladas! Não existe até os dias atuais um guincho que consiga levantar tão alto um bloco desses!

Sem do assim, muitos estudiosos escrevem que, somente um povo alienígena poderia construir tais pirâmides naquela época! Com toda a tecnologia de que dispomos na atualidade, ainda é impossível construir uma outra igual a dos antigos egípcios!

O quadro do Palheta retrata isto.

Esta obra foi adquirida pelo Charles Stones, o Cinco Estrelas, ficando em exposição durante muitos anos no Bar Cinco Estrelas, na Avenida Getúlio Vargas.

É isso ai.

sábado, 6 de agosto de 2022

WALL-E


Hoje, ao buscar, na boquinha da noite, a minha netinha Duda, no Colégio Adalberto Valle, no centro, resolvemos obedecer ao aplicativo WAZE, o qual orientou que o melhor caminho para chegarmos ao Conjunto dos Jornalistas, na Avenida Constantino Nery, seria pela Estrada de São Jorge e entrar pelas Avenidas Jacira Reis e Theomario Pinto da Costa, chegando numa boa na Constantino Nery.

Pois bem, seguimos como manda o Waze, no entanto, entramos num engarrafamento daqueles, pois um carro entrou em pane, exatamente quando estávamos no meio do caminho.

Aproveitei para colocar umas músicas da década de 50, dentre elas, uma chamou atenção de minha neta: “ La Vie em Rose – Ahh...Esse Seu Perfume...”, na voz poderosa e afinada do Louis Armstrong.

Ela acostumada com músicas de sua idade, voltou ao passado, ao lembrar de um filme que coloquei para assistir quando ainda tinha uns cinco anos de idade: o desenho animado da Disney “WALL-E”.

Alguém aí já assistiu?

O linque abaixo é apenas do trailer:

Pois bem, acho legal mostrarmos para as crianças e adolescentes musicas boas, filmes bons, coisas boas do amor, para viajarem no tempo e no espaço, entendendo que o amor ainda sobreviverá em meio a todas essas guerras por ai.

O filme WALL-E possui a seguinte temática:

Segundo o Google: Wall-e é a abreviação de Waste Allocation Load Lifter Earth-class, um robô de carga de resíduos da Terra. Ele tem a função de limpar a Terra do lixo deixado pelos humanos e durante 700 anos foi a sua função.

Vale a pena assistir ao filme, pois estamos destruindo o Planeta Terra e alguns pensam em morar em Marte. Por que fugir e morar tão longe? Basta respeitar o nosso planetinha e continuarmos morando aqui.

Sei, não! Talvez os meus tataranetos sejam obrigados a morar por lá e quem sabe um dia voltem à Terra para repovoa-la como fez na ficção o WAAL-E.

É isso ai.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

É A IDADE, MANO VELHO!

 


Jose Rocha

Olha, bem sei que, ao ficarmos cada vez mais velhos, tornamo-nos um pouco mais rabugentos, iguais aos nossos velhos pais e aos netos "aborrecentes".

Por exemplo:

1. Não tolero mais ser chamado atenção por um filho. Má rapá! Faço o que faço e não tô mais nem ai;

2. Não gosto mais de futebol, prefiro assistir a um filme pornô na hora do amor;

3. Não gosto mais de missa, acho o padre um saco. Só entro na Igreja de São Sebastião quando está sem uma "viva alma". Cruz, Credo!;

4. Não vou a velório, muito menos a enterro, acho que cada um cumpriu a sua missão ou não. Ninguém vai virar pedra mermo, mermão;

5. No trânsito, fico puto e chamo palavrão para quem para no meio da rua ou me joga para a contramão;

6. Gosto de ouvir alto as minhas músicas e não tolero os bregas mais altos dos meus vizinhos;

7. Gosto de ajudar, mas não abuse, não, achando que sou otário. Sou doido, mas não sou leso, não;

8. Falo alto, pois estou ficando surdo do ouvido esquerdo, não reclame não;

9. Quem de longe acenar para mim e nem eu responder, não ache que sou boçal, estou mesmo é ficando cego do olho direito!

10. Não adianta falar:

- Rocha, para de beber! Eu respondo:

- Não consigo beber sem parar!

11. Outro velho amigo, falou:

- Rocha, tú és um Highlander!

Respondi:

- Menos, vou morrer um dia, não sei a hora. Vá agourar o caralho!

Sabe de uma coisa, acho que estou ficando igual como era os meus pais: bebo em casa, tenho medo do lá fora, curto as minhas músicas em casa, estou voltando às décadas de 50 e 60, comecei a gostar de jazz, durmo que nem um porco da pata branca, falo sozinho, acho que os amigos estão falando mal de minha pessoa, quero morar no interior dentro da mata e etcetara e tal.

Que tal curtir Elis Regina:

"Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais"

Brincadeiras a parte, este texto é apenas para relaxar e pensar na vida.

Bom final de semana meus amigos!

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

O MEU VOTO PARA OS CARGOS MAJORITÁRIOS SERÁ PARA AS MULHERES


José Rocha

 As eleições estão programadas para o dia 2 de outubro, momento em que escolheremos o presidente da República (seu vice), governador (seu vice), senador, deputados federais e estaduais - conhecidas como eleições gerais – daqui a dois anos teremos as eleições municipais (prefeitos e vereadores).

No Amazonas, a briga será feia para ocupar a vaga de 24 deputados estaduais e 8 deputados federais – todos os que estão no cargo poderão concorrer mais uma vez para sua reeleição.

 Na eleição para presidente e governador, caso não alcancem a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, ou seja, mais da metade dos votos válidos, excluindo os votos brancos e nulos, teremos o segundo turno previsto para o dia 30 de outubro.

Sabemos que, no pleito para deputados federais e estaduais, eles serão eleitos com o voto proporcional, ou seja, apura-se quantos votos cada partido teve e são atribuídas cadeiras a esses partidos proporcionalmente aos seus votos (conhecido como quociente partidário), em cada legenda partidária, serão eleitos os candidatos mais votados até que se preencham o número de cadeira obtidas (o cargo é do partido e não do candidato).

Sabemos, também que, cada unidade da Federação possui três senadores (no total de 81), com mandato de 8 anos e a cada 4 anos existe uma eleição para renovação de um terço e dois terço – em 2022 teremos apenas uma vaga para senador - no caso do Amazonas, vence a vaga do Omar Aziz (passou oito anos),  agora ele tenta a sua reeleição (pode uma vez, assim como pode o governador e presidente da República, que ficaram quatro anos).

No caso do senador Eduardo Braga, a CF 88 e a Lei Complementar no. 64/90, não faz  nenhuma restrição para se candidatar ao governo do Amazonas – seu mandato vai até 2026, vencendo, também, do senador Plínio Valério.

O atual governador do Amazonas, o Wilson Lima, foi eleito em 2018, vencendo o seu mandato no final do ano de 2022 (podendo se reeleger) – os políticos profissionais, no caso Amazonino Mendes e Eduardo Braga, estão querendo a "Chave do Cofre", pois o Orçamento para 2023 será de 26,7 bilhões de reais. É tentador ou, não é?

O mesmo caso de datas é do presidente do Brasil, o Bolsonaro, no entanto, o Orçamento para 2023 será de 1 trilhão e 712 bilhões. É tentador ou, não é?

 É isso aí.

Alguém pode está perguntando:

- Como é que é?

- Que enrolação é esta do Rocha? 

- Quem são as tuas candidatas para Governador, Senador e Presidente da República?

Enrolei mesmo, mas acho que foi uma coisa didática e proposital, para entendermos melhor como será o pleito que se avizinha.

Como já sabemos,  na eleição majoritária ganha aquele que obtiver o maior numero de votos e, um deles será o meu para:

Senador: "Em Branco", pois não conheço nenhuma mulher que irá concorrer a este Cargo;

Governador: Carol Braz (PDT);

Presidente da República:  Simone Tebet (MDB).

Agora, sim, é isso ai.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_proporcional_no_Brasil#:~:text=O%20voto%20proporcional%20no%20Brasil,prefeitos%2C%20e%20seus%20respectivos%20vices.

https://www.tse.jus.br/o-tse/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-6-ano-3/quando-afinal-ha-segundo-turno-em-uma-eleicao

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/09/13/como-funciona-a-eleicao-dos-senadores

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Dezembro/calendario-das-eleicoes-2022-e-aprovado-pelo-tse

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2022/07/13/deputados-aprovam-orcamento-de-r-267-bilhoes-para-o-amazonas-em-2023.ghtml

sexta-feira, 29 de julho de 2022

BLOGDOROCHA: FAMÍLIA COUTINHO

BLOGDOROCHA: FAMÍLIA COUTINHO: P rezado Sr. Rocha, Visito frequentemente o seu blog, mais exatamente desde que lhe pedi adição ao Facebook, pois, notícias de Manaus semp...

domingo, 24 de julho de 2022

A MINHA CASA REDONDA

Foto: Internet


 Nascemos e moramos na casa dos nossos pais, quanto temos esta felicidade, crescemos e sonhamos com a casa que um dia poderemos chamar de minha – casamos e quem casa quer casa, depois, separamos de nossas mulheres e voltamos para a velha casa de nossos pais - passei por tudo isto, no entanto, sempre sonhei em morar em minha casa ideal, ela veio em meu pensamento, mas até o momento atual não pude construir a minha casa redonda.

A casa dos meus pais fica na Vila Paraíso, uma construção mista de madeira e alvenaria, construída no final de década de sessenta – eu e os meus irmãos casamos e fomos morar cada um no seu quadrado.

Com o passar do tempo, nossos pais faleceram, nossa casinha ficou triste e abandonada – muitos anos depois, separei e o meu irmão, também – e voltamos para o nosso ninho.

Tive uma ideia de ressuscitar a beleza de nossa casa – eu e meu irmão Henrique estamos pintando, reformando aos poucos – as pessoas passam pelo nosso barraco e ficam admirando uma beleza que ficou anos esquecida.

Por incrível que pareça, ela ainda guarda madeiras do nosso velho flutuando do Igarapé de Manaus, onde nascemos, além de conter muitos objetos e violões da oficina de luteria de nosso velho pai Rochinha.

Apesar de tudo isto, ainda guardo o sonho de um dia construir a minha casa redonda.

Alguns falam por ai que, a grande sacada da casa redonda é que a sogra não terá o seu canto nela. Tá rindo, né?

A sua construção seria em Iranduba, se possível próximo ao Rio Negro e seria mais ou menos assim:

Especificação da “Casa Redonda”:

Porão, com Oficina e Sistema de Tratamento de Água;

Térreo, com Cozinha e Sala de Jantar;

Primeiro andar, onde ficam os Quartos, Suítes e o Redódromo (para os visitantes armarem as suas redes) - todos com os nomes dos rios da nossa Amazônia – o meu será Rio Negro, com uma fatia maior, é claro!

Segundo andar, com o Auditório, Cine Guarany e um Museu (com peças da nossa Manaus Antiga).

Terceiro andar, com Piscina, Jardim Suspenso, Solário e um Observatório do Espaço Sideral.

Além disto, terá o seguinte: Energia Solar (Placas) e Gerador, Água de Poço, Cisterna, Quadras de Esporte, Estacionamento, Jardins, Pomar, Criatório de Peixes  (Psicultura), Criação de Abelhas (Psicultura), Cultivo de Tomates e Pimentões em Estufas e Muito Mais.

É um sonho? É, sim, senhor! Mas, as coisas somente acontecem a partir de um sonho, de uma vontade, de um pensamento e de MUITA  AÇÃO!

Caso não for possível construir a minha casa redonda, acredito que os meus dois netinhos (a Duda e Mateus) já gostaram da minha ideia e uma dia, talvez, construam e realizem o meu sonho.

Enquanto isto não acontece, estamos revitalizando a nossa casa tradicional e com o tempo ela irá ficar linda e bela para o mundo ver, pois no momento é apenas um sonho a minha casa redonda.

É isso aí.

BLOGDOROCHA: FERNANDO DEMASI, O NOSSO “PIMENTA”

BLOGDOROCHA: FERNANDO DEMASI, O NOSSO “PIMENTA”: O “Pimenta” nasceu em Manaus, em 1956, na Santa Casa de Misericórdia, morou durante muito anos na Rua José Clemente, 216, na residênci...

sexta-feira, 22 de julho de 2022

TRANSPORTE COLETIVO AQUAVIÁRIO

 


                                                 Foto: José Rocha

Este projeto foi pensando por Joaquim Alencar na década de oitenta, inclusive foi publicado em jornais da época. Dei uma melhorada na ideia, conforme a seguir:


No decorrer dos anos muitos prefeitos e políticos trataram do assunto de forma superficial, porém nunca implantaram de fato este sistema de transporte alternativo fluvial.


O novo prefeito David Almeida poderá determinar a sua equipe de engenharia que faça estudos mais aprofundados e verificará que ele será viável, pois encurtará distâncias, aproveitando a imensidão do nosso majestoso Rio Negro que banha toda a nossa cidade.


O projeto consiste em utilizar “Barcos A Jato” conhecidos como “Expresso”, fabricados no Pólo Naval da nossa cidade, construídos em aço, alumínio e fibra, com motores de popa velozes e potentes, dotados de conforto e segurança.

Eles são os mais indicados, pois oferece aceleração e velocidade, promovendo a diminuição da duração das viagens “anulação do espaço pelo tempo”, um produto da modernização aquaviária e já faz parte da paisagem do transporte fluvial da nossa região.


Rotas saindo do bairro Puraquequara, na Zona Leste, com várias paradas intermediárias (em pequenas balsas flutuantes), permitindo a população de alguns bairros e comunidades ribeirinhas, chegar de forma rápida e saudável ao Centro da cidade e desta para os bairros de São Raimundo, Compensa (Ponte Rio Negro), Praia da Ponta Negra até a Marina do Davi, na Zona Oeste, onde os passageiros poderão se deslocar para a Zona Rural da Bacia do Tarumã e vice-versa.


Servirá, também, para incrementar o turismo, pois todos aqueles que chegam a nossa cidade via aérea desejam conhecer e passear de forma rápida pelo Rio Negro, que possui uma beleza singular. 

Irá contribuir para elevar a autoestima dos manauaras que terão oportunidade de passearem aos finais de semana ao redor da cidade de uma forma saudável e segura.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

AQUI E AGORA

 

Esta canção do compositor e cantor Gilberto Gil, constitui-se numa obra que “dar muito o que falar”, com tema para psicólogos divagarem e fonte para dissertações acadêmicas, além deste pobre mortal que buscar entender a inspiração deste cancioneiro popular ao escrever seus poemas musicais.

Para a maioria dos psicólogos (um profissional que analisa e estuda os fenômenos de comportamento e psíquicos do ser humano), a letra do Gilberto Gil, tem a ver com o momento presente, a tal Gestalt-terapia, onde o passado não existe e o futuro ainda não é.

Na realidade, os psicólogos tentam melhorar a vida de seus pacientes, para que esqueçam as situações passadas que tanto os machucam, pois o que passou, passou, não tem como modifica-las (a não ser que viagem no tempo e no espaço para consertar erros passados) e que o futuro ainda não aconteceu, portanto, não podem sofrer antecipadamente, e que para terem uma felicidade plena os pacientes devem viver o que acontece aqui e agora.

Por outro lado, existe um grande número de estudantes, professores e doutores que fizeram e fazem trabalhos acadêmicos de difícil compreensão sobre a letra da música do Gilberto Gil “Aqui e Agora”.

São trabalhos sérios, de intensas pesquisas e estão disponíveis nos sites de busca, no entanto, as pessoas comuns nada entendem, pois utilizam uma linguagem técnica, ficando restritas a discussões no meio acadêmico.

Como sou um cara um pouco travado mentalmente, juro que não consigo entender o que os psicólogos rezam em suas cartilhas, muito menos o que escrevem os doutores da academia.

Certa vez, o próprio Gilberto Gil deu uma dica para o periódico Música Popular em Revista, Campinas, SP, 2021: “Esse lugar ao qual me refiro não é necessariamente geográfico ou topográfico. É um lugar especial, um lugar interior. Onde quer que a gente esteja, o melhor lugar do mundo é onde você está. E é agora, o tempo de hoje. Na verdade, isso é sobre a meditação”

Ao ouvir esta bela canção, fiquei a imaginar que o narrador é um bebe na barriga de sua mãe, num mundo interior, onde o seu mundo é ali dentro, sem ter vivenciado nada do passado, sem futuro, pois a sua vida é aqui e agora.

Vamos lá Rocha:

Aqui e Agora

- O “aqui” é o espaço (onde estou, dentro da barriga de minha mãe) e “agora” é o tempo (o mês em que estou dentro, três, quatro, cinco ou mais);

O melhor lugar do mundo

É aqui e agora

- Não conheço o passado, nem sofro pelo o futuro, dessa forma, o melhor lugar do mundo é estar, neste momento, dentro da barriga de minha mãe;

Quando ser leve ou pesado

Deixa de fazer sentido

- Por eu estar dentro do líquido amniótico (minha urina!), flutuo na bolsa, independentemente de ser pequeno ou grandão, isto tanto faz como tanto fez;

Aqui onde indefinido

Agora que é quase quando

- Neste local aqui nada é definido e tudo pode acontecer, não depende de mim e não irei sofrer por isto;

Aqui de onde o olho mira

Agora que ouvido escuta

O tempo que a voz não fala

Mas que o coração tributa

- Em dias claros miro a luz; escuto os batimentos cardíacos de minha mãe; não falo, mas o meu coração é dela;

Aqui onde a cor é clara

Agora que é tudo escuro

Viver em Guadalajara

Dentro de um figo maduro

- Vejo a cor alaranjada durante o dia e escuro na noite de sono. Tanto faz a cidade onde estou, pois vivo dentro de um figo maduro (que possui o formato da barriga de minha mãe);

Agora sete, oito ou nove

- Posso nascer prematuro (sete meses ou oito) ou normal aos nove meses de gestação;

Sentir é questão de pele

Amor é tudo que move

- Sinto o toque e o carinho de minha mãe, sua voz, sons, timbres e músicas que ela canta quando está feliz, tudo é pelo seu amor por mim;

Aqui perto passa um rio

- Tudo envolta é água, um rio;

Agora eu vi um lagarto

- Acho que a minha mãe está fazendo amor com o seu parceiro;

Morrer deve ser tão frio

Quanto na hora do parto

- Sou quente, mas estou para nascer, caso morra ficarei frio na hora do parto;

Aqui fora de perigo

Agora dentro de instantes

Depois de tudo que eu digo

Muito embora muito antes

- Nasci vivo, estou fora de perigo, o que falei e senti antes não importa mais, agora em diante o meu mundo é aqui e agora;

O melhor lugar do mundo

É aqui e agora

O melhor lugar do mundo

É aqui e agora

- Sem palavras.

Brincadeiras à parte, esta música vale a pena ser escutada e apreciada a sua letra, apesar das milhares tentativas de decifrar a ideia do autor.

É isso ai.

Clique no linque abaixo e ouça:

https://music.youtube.com/watch?v=_op2-ySOWQs&feature=share

Fontes:

https://gravidez.online/vida-bebe-barriga-mae/

http://www.manuellabahls.com/.../voce-sabe-o-que-e-o-aqui...

https://www.daitebi.com.br/.../a-vida-do-bebe-na-barriga...


domingo, 17 de julho de 2022

RADIODIFUSÃO DO AMAZONAS


Os manauaras mais antigos eram vidrados em ouvir em seu aparelho (o receptor, conhecido como rádio) as emissoras de rádio (as rádios, emissoras de radiofrequências), tínhamos somente três em Manaus, a extinta Baré (também conhecida como PRF6, hoje, na frequência ficou a CBN), a Difusora e a Rio Mar; com o passar do tempo, foram aparecendo uma infinidade delas, incluindo as da Web com alcance mundial.

Rádio Baré – Foi fundada em Sete de setembro de 1938, pelo radioamador paulista Lizardo Rodrigues, técnico em eletrônica e ex-funcionários dos Correios e Telégrafos, na Avenida Sete de Setembro, 1801, em frente ao Palácio Rio Negro, com o nome de “Voz da Bariceia (1938-1945)”, contando com o apoio do carioca Wuppschlander Lima, um bacharel em direito e funcionário da Fazenda Pública, considerado o primeiro locutor esportivo do Amazonas. Tempos depois, passou para os Diários Associados, de Assis Chateaubriand, como Rádio Baré (1945-2007), Rádio Globo (2007-2009), depois passou para o Commercio (2009-2015), quando foi extinta. Teve a sua frequência arrendada para a Rede Amazônica, dando lugar para a CBN Amazônia. Na época do Flávio de   Souza era conhecida como PRF-6.  Um dos primeiros diretores foi o Josué Cláudio de Souza (pai) que saiu depois para fundar a Rádio Difusora do Amazonas. Na época de ouro da rádio, a emissora possuía um palco externo com shows musicais na Maloca dos Barés, onde é hoje a Capitania dos Portos (Marinha) e utilizava também o Cine Guarany para shows musicais.

 

Rádio Difusora – Foi criada no dia 24 de novembro de 1948 pelo Josué Cláudio de Souza (foi Deputado Federal e Prefeito de Manaus), na Rua Joaquim Sarmento, conhecida como ZYS-8. Em 1968, passou para a frequência 96.9 FM, passando para Rádio Difusora do Amazonas. Em 2016, a Assembleia Legislativa do Amazonas declarou como Patrimônio Cultural Imaterial. Em 2017 foi extinta a sua frequência de AM e inaugurou a FM 93.7. Na época de ouro da rádio, a emissora possuía um palco externo com shows musicais na Avenida Getúlio Vagas, onde é hoje o edifício Palácio do Rádio e utilizava também o Cine Polytheama para shows musicais. Atualmente, fica no Edifício Palácio do Comércio, na Avenida Eduardo Ribeiro.

 

Rádio Rio Mar – Inaugurada em 1954, tendo como sócios o comerciante Charles Hamú e os irmãos Aguinaldo e Aluysio Archer Pinto. No início, a emissora ficava no 8º. Andar do edifício IAPTEC (hoje INSS), depois, passou para a Avenida Epaminondas (ZYB-22). Em 1960, os estúdios foram para o bairro de São Raimundo, atrás do Estádio da Colina. A partir de então, foi adquirida pelo Arcebispo de Manaus, Dom João de Souza Lima, para utilização de apoio às ações pastorais. Assumiram os padres Tiago de Souza Braz e Onias Bento da Silva. Atualmente, fica no prédio da Rádio Mar, no Largo de São Sebastião, sob a administração da Arquidiocese de Manaus.

 

Nos tempos atuais, existem 55 emissoras concessionadas pela ANATEL (uma das primeiras agências reguladoras do Brasil) no Amazonas.

Em Manaus, temos umas 20 emissoras de radiofrequência e inúmeras outras de Rádio Web.

Ano passado, tentei implantar uma Rádio Web através do Edital Encontro das Artes, da SEC/AM, com um orçamento em torno de trinta mil reais, mas fui desclassificado.

A ideia era a seguinte:

“uma rádio web (via internet), com site e domínio próprio e divulgação nas redes sociais (cultura digital em mídias interativas), visando divulgar para todo o mundo da produção de conteúdo culturais e a artísticos oriundos do município de Iranduba, interior do Estado do Amazonas. Programas voltados para a música, preservação arqueológica dos nossos ancestrais indígenas, história do patrimônio histórico (por exemplo, As Ruínas da Vila de Paricatuba), culinária, novelas radiofônicas, saúde e prevenção, esporte e lazer, divulgação de eventos esportivos e culturais que acontecerão na cidade etc. A "Radio Web - Arte e Cultura de Iranduba", onde seriam contratados profissionais para fazerem a criação do site e domínio próprio, implantação de softwares (streaming) e aplicativos. Compra de Equipamentos e Aluguel de um espaço apropriado. Por se tratar de uma rádio transmitida via internet, haveria num primeiro momento (a fase de testes) uma vasta programação musical, com exclusividade para a produção musical de amazonenses e da região norte do país. Seria implantada na própria cidade de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, distante 19,89 quilômetros de Manaus, ligada à capital do Amazonas através da Ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida como Ponte Rio Negro (o que permitiria um intercâmbio cultural e artístico mais rápido)”.

A ideia ainda não morreu, pretendo, sim, um dia implantar uma Rádio Web em Manaus, continuando o trabalho dos nossos pioneiros, difundindo para o mundo, via internet, a nossa história, os nossos costumes, a nossa música popular amazonense, a nossa culinária, enfim, a nossa cultura e o nosso povo manauara e amazonense.

 

É isso ai.