terça-feira, 7 de julho de 2020

FAST CLUB - 90 ANOS DE FUNDAÇÃO



Trechos do livro ainda não publicado NY COSMOS X FAST CLUBE - 40 ANOS DE UM JOGO HISTÓRICO.
O seu nome oficial é Nacional Fast Clube, conhecido por Fast Clube. Foi fundado em 08 de julho de 1930, por um grupo de dissidentes do Nacional Futebol Clube, tornando-se o seu grande rival. O seu primeiro presidente foi o que emprestaria, tempos depois, o seu nome ao Estádio Vivaldo Lima, onde aconteceu o jogo histórico do NY Cosmos e Fast Clube. “Fast", que em inglês significa "rápido", fazendo uma analogia com a rapidez e a destreza que os jogadores que fundavam a nova associação de futebol apresentavam em campo. As suas cores são o azul, branco e o vermelho, em homenagem a Bandeira do Estado do Amazonas e, como símbolo, uma estrela na cor amarela. O seu mascote é um Rolo Compressor, faz uma analogia a um instrumento agrícola que nivela terrenos, ou seja, passa por cima e massacrando todos os seus adversários em campo. Tem como alcunha: Rolo Compressor, Clube Cintado, Esquadrão de Aço e Tricolor do Boulevard. Os seus adversários, na gozação, chamavam de Lento em oposição a Fast (rápido) e Rolo de Macarrão (idem Rolo Compressor).
Hino do Nacional Fast Clube. Composição: Mafra Júnior
Tua glória é lutar
Seduz a gente popular
E hoje é dia
De alegria
Acabou a nostalgia
FAST CLUBE tu és a esperança
O povo deposita confiança
Quando entras pra lutar (há há ho ho)
FAST CLUBE a tua estrela é esplendor
Para o inimigo é um "Rolo Compressor"
Para a torcida sempre grande vencedor (ho ho há há)
Possui 08 (oito) títulos no Campeonato Amazonense. Teve 03 (três) participações na primeira divisão do Campeonato Brasileiro e 5 (cinco) na Copa Brasil, além de 02 (dois) na Copa Verde. Os seus anos de glória foram no final dos anos 60 e os anos de 70, na presidência do industrial Jonas Martins Lopes, quando o Fast foi cinco vezes finalista. O Fast, em pleno Estádio do Maracanã, ganhou do Fluminense por 2x1 em 1978.
Os times base do Fast Clube eram:
Em 1970: Zé Carlos, Maneco, Antônio Piola, Casemiro, Zequinha Piola, Pompeu, Zezinho, Parada, Laércio, Afonso, Edson Piola, Adinamar Abib, Ney, Valdocir, Itagiba e Zequinha Paraense.
Em 1971: Marialvo, Zé Carlos, Antônio Piola, Casemiro, Zequinha Piola, Pompeu, Zezinho, Holanda, Mano, Afonso, Edson Piola, Adinamar Abib, Formiga, Hélito, Melo, Barrote, Simão, Paulo Pernambucano, Marcos Pintado, Rangel, Ivo e Pibo. Técnico: Osvaldinho.
Participou, também, de três edições oficiais da Copa Norte-Nordeste (1968, 1969 e 1970). Na década de oitenta o clube provou de um declínio, não disputou final (com exceção de 1981) por toda a década e ficou de fora do Campeonato Brasileiro na maior parte das temporadas. Jogou a Série B em 1980 e em 1981, únicas edições desta divisão que disputou e em ambas não obteve êxito ficando em posições indigestas. A partir de 1986, o Fast entrou em uma grave crise financeira embalando uma série de fracassos no estadual e Brasileirão, série B, a crise veio junto com o insucesso do futebol amazonense, ocasionado em anos sem nenhuma conquista e sem nenhuma competição de destaque. Em nove de março de 1980, num jogo histórico contra o NY Cosmos, alcançou o maior público da história do futebol amazonense, com 56 mil pagantes (oficialmente), um público imbatível até hoje, como podem conferir neste livro. De 1992 a 2005, passou por crises profundas, chegando ao fundo poço, sendo obrigado a se abrigar no interior do Estado. Foi em 2002 para a cidade de Tefé, onde foi bem acolhido e colheu bons frutos. Não jogou em 2003. Voltou em 2004 para Manaus, ausentando, novamente, em 2005. Em 2006, firmou parceria com o município de Itacoatiara, foi abraçado pela cidade, como fosse o seu legítimo representante. Chegou a ser o vice-campeão amazonense, perdendo a final para o São Raimundo, no Estádio Vivaldo Lima. Ainda ligada a esse cidade chegou ao vice-campeonato em 2007 e 2008. Retornou a Manaus em 2010, após o Penarol (time de Itacoatiara) chegar a primeira divisão do campeonato amazonense. Fez parceria com a Universidade Luterana Brasileira – ULBRA, chegando, novamente, ao vice-campeonato. Apesar de todos os pesares, em 2019, o Fast Clube chegou a ser o vice-campeão do Campeonato Amazonense de Futebol. E 2020 fez 90 anos de fundação, porém, não pode comemorar em decorrência e dois fatores: primeiro, pela pandemia da Covid-19 que provocou a suspensão de todas as atividades não essenciais na cidade e segundo por terem vendido a sua sede do Boulevard para um igreja evangélica, num negócio fraudulento.
Todos esqueceram! Menos o blogueiro Rocha, o Joaquim Alencar (Pré-candidato a Vereador de Manaus) e o Dr. Marcos Santos (Presidente da Federação Amazonense de Futebol Amador -FAFA)! 
PARABÉNS, MEU FAST CLUBE!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

FORTE DE SÃO JOSÉ DA BARRA DO RIO NEGRO



                O Sargento-Mor Pedro da Costa Favela, um temido matador de índios, fez várias viagens pelo Rio Negro, chegando até a aldeia dos Tarumãs, relatando a suas viagens ao governador do Maranhão e Grão-Pará, o Albuquerque Coelho de Carvalho. Este ficou sensibilizado com os seus argumentos: era preciso controlar o movimento da mão-de-obra escrava (índios) e das drogas do sertão, atentar para os holandeses que estavam confinados em Suriname (ex Guiana Holandesa), com os quais os índios do Rio Negro mantinham um relacionamento amistoso.
        Os estudiosos afirmam que a data do início de sua construção foi em 1669, ano considerada como o da fundação de Manaus. A obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão. Com a sua morte a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697. O local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e   a        sete  milhas  da  sua foz,                                       num local aprazível, numa elevação a    44,9 metros do nível do mar.
        A planta do forte era no formato de um polígono quadrangular (figura que determina a forma geral de uma praça de guerra), sem fosso. Estava artilhado com quatro peças de calibres 3 e 1, contando com uma guarnição de 270 homens, tendo como primeiro comandante o Capitão Ângelo de Barros. Era muito pequeno recebendo o nome, inicialmente de Forte, depois de Fortim e, por último, de Fortaleza. Segundo alguns estudiosos a edificação não merecia o nome pomposo de Fortaleza, pois esta pressupõe uma fortificação enorme, de grandes dimensões, o que não era o seu caso.
        A fotografia acima é de um prospecto (vista de frente) da Fortaleza do Rio Negro, constituindo-se no único registro visual conhecido, datado de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alemão João André Schwebel (?), quando por aqui passou fazendo parte da comitiva do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, vindos de Belém em direção a Mariuá (Barcelos).  É o local onde teve inicio a cidade Manaus, mostrando o forte e algumas casas de palha ao seu redor, além de uma pequena igreja, com a seta da flecha para a direita (descida das águas) indicando que a cidade fica na margem esquerda do Rio Negro. Segundo os historiadores, ele recebeu várias denominações, foi chamado de Forte de São José da Barra do Rio Negro, Fortim de São José, Forte do Rio Negro,                Fortaleza de                  São José do Rio Negro               e           Fortaleza     do          Rio Negro.
        Foi desarmado em 1783, perdendo importância tática e em 1823 (154 anos depois) o vigário-geral José Maria Coelho descreveu a fortaleza como um quadrado quase perfeito, com paredes bastante grossas e de altura equivalente a dois homens, estava destituída de artilharia e tinha apenas duas peças de bronze e ferro.
        No ano de 1875 foi abandonado e virando ruínas. Existem alguns relatos que parte do material foi destinada para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade e Museu da Cidade, na Praça D. Pedro II). Existe uma sala no museu com o piso em vidro onde aparecem ao fundo umas urnas indígenas e alguns pilares de pedra, caso estiverem corretos os relatos acima aquilo ali é a parte do Forte. No seu lugar foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, um     prédio     que      foi      totalmente      reformado                            para         abrigar      a         "Casa   de   Leitura   Thiago   de   Melo".
        Os administradores do Porto de Manaus cometeram um crime contra o patrimônio público ao destruírem todo um quarteirão conhecido como “Casas da Boothline”. Comenta-se que apareceram vestígios do forte e que o IPHAN junto com outros órgãos federais conseguiu embargar a obra. Mandaram aterrar para evitar a presença de curiosos e depredações do que restou da nossa memória. Esperamos que um dia seja revitalizado e que parte do forte seja mostrada ao público, caso exista, realmente. Afinal, naquela área é o berço da cidade de Manaus. 

sábado, 4 de julho de 2020

REUNIÃO COM O PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO CORONEL ALFREDO MENEZES


Na sexta-feira fui convidado pelo pré-candidato a Vereador Joaquim Alencar, para participar de uma reunião com o também pré-candidato a Prefeito Coronel Alfredo Menezes, ambos do partido PATRIOTA 51.
A maioria dos presentes são ligado ao esporte, principalmente ao futebol de campo, pois foram profissionais em Manaus e até hoje ainda jogam no Master, são os conhecidos “Peladeiros”.
Eu fui à condição de apoiador do Joaquim Alencar e blogueiro que escreveu um livro sobre o futebol de passado e por ser um ferrenho defensor da revitalização do centro antigo de Manaus e também para aproveitar a reunião para ouvir o candidato e dar algumas contribuições.
Foram poucas pessoas, mas muito representativa, de grande qualidade. Por lá estavam o publicitário Luís Carlos Glomyer, o médico Dr. Ruy Gomes, o advogado Dr. José Carlos, o produtor cultural Prado Fast, o guarda municipal Vella 84, o César Revista do Amazonas, o mecânico Pirulito e seu filho que joga em Portugal, Carlos São Jorge, o craque Reis e outro peladeiro.
Foi uma reunião muito produtiva para o esporte/futebol amazonense profissional, feminino, máster, base e comunitário.
O Coronel Menezes ouviu atentamente todos os presentes, falou que nasceu no bairro da Cachoeirinha e que morou por longos anos no bairro Alvorada II. Falou também sobre a sua trajetória dentro do exército brasileiro, onde entrou aos dez anos de idade no Colégio Militar de Manaus, chegando a Coronel, onde poderia chegar a General, pois foi o primeiro de sua turma na Academia Militar das Agulhas Negras. Foi destacado para trabalhar na África, Canadá e Estados Unidos, mas por ser engenheiro com doutorado, resolver sair antes de chegar ao generalato, para tornar-se um executivo no setor privado.
A sua amizade com o atual presidente não é de hoje, pois em 1985 casou-se com uma mulher que fazia parte de sua família. Por esta proximidade e pelo seu vasto curriculum foi convidado para gerir os rumos da SUFRAMA, onde passou pouco tempo. Fui também indicado para ser o presidente do Conselho da Amazônia, mas declinou para representar o Partido Patriota nas Eleições Municipais de 2020. Não pretende se aliar a velhos políticos, mas fazer a diferença ao se tornar mais uma opção aos eleitores de Manaus. “Tenho o desejo de lutar pela Manaus dos sonhos, não só dos meus sonhos, mas dos sonhos de todos os cidadãos manauaras”, declarou o pré-candidato.
Falou também que o seu Partido contratou um profissional de marketing de peso no cenário político nacional e que até a Convenção do seu partido percorrerá todos os bairros de Manaus para ouvir as pessoas, os líderes comunitários, empresários, estudantes, pesquisadores etc para depois fazer um Plano de Trabalho do que pretende fazer por Manaus, caso eleito.
Ouviu atentamente o Joaquim Alencar e falou que dará todo o apoio a ele, pois possui um enorme apoio popular e será um digno representante do esporte local.
Fomos recebidos pelo Cheff Angello, em seu restaurante na Rua Japurá, onde foi servido um gostoso Jaraqui Frito com Baião de Dois. Maravilha!

quinta-feira, 2 de julho de 2020

ESTÁ CHEGANDO A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA!


Amigos. Já está decidido pelo Congresso Nacional o calendário para as eleições de 2020. As convenções partidárias serão de 31 de agosto a 16 de setembro. O registro das candidaturas será até 26 de setembro. As eleições para o primeiro turno será no dia 15 de novembro e em caso de segundo turno para Prefeito será dia 29 do mesmo mês.

Eu já tenho o meu candidato para Vereador e Prefeito: JOAQUIM ALENCAR e CORONEL MENEZES. Eles já trabalharam por Manaus, trabalham e possuem uma vontade enorme em continuar trabalhando agora como legítimo representante do povo e prefeito da capital.

Com relação aos atuais edis, para falar a verdade, não lembro o nome de nenhum deles e considero o meu representante.

Eles agora irão sair da "Bolha" e começar a entrar nas casas dos pobres para tomar cafezinho, comer jaraqui na feira, dá tapinhas nas costas, comprar muletas, cadeiras de rodas, equipamentos de futebol, bancar feijoadas como fosse a comunidade, distribuir sopão, dentaduras, óculos e tudo o que a lei não permite.

Tem um candidato a prefeito que foi várias vezes prefeito e governador, o caboco já está com o pé na cova, mas não quer largar o osso. O cara já foi o pior prefeito de Manaus, mas o povo sempre estar ao seu lado.

Tem vereadores que chegaram lá por apresentarem programas televisivos de fuleiragem, outros sãos evangélicos e tantos outros por terem lábia e dinheiro para convencer e comprar votos dos mais necessitados.

Na realidade, o tempo passa e muda, mas enquanto existir fome, miséria e falta de oportunidades, os mais carentes são sempre os que elegem esses oportunistas.


Os eleitores devem "dar uma banana" para esses políticos profissionais e colocar no poder pessoas mais novas na política, que ainda não estão contaminadas com o poder.

Chega de paraquedistas, egoístas, aproveitadores, ladrões do erário público, artistas mascarados e enganadores da boa fé do povo sofrido da nossa cidade.

Irei votar na renovação na política local! Sou manauara, nasci aqui e aqui vivo todos esses anos. 

Adoro a minha cidade apesar de todos os seus problemas. 

Luto por uma Mana Manaus melhor. Não sou candidato a nada, nem sou filiado a nenhum partido, mas irei apoiar quem pensa, realmente, pelo bem estar da população manauara.

Entendo que é hora de mudar! O seu voto é muito importante. Está chegando a hora da onça beber água!




BLOGDOROCHA: QUADRO “LEI ÁUREA” DO AURÉLIO DE FIGUEIREDO - BIBL...

BLOGDOROCHA: QUADRO “LEI ÁUREA” DO AURÉLIO DE FIGUEIREDO - BIBL...: O estudante, pesquisador, visitante ou turista ao entrar na Biblioteca Pública do Amazonas, depara-se com uma magnífica escada em forma ...

quarta-feira, 1 de julho de 2020

NA NOVENA E FEIRA DE APARECIDA


Ontem, terça-feira, nas minhas caminhadas, entrei na Igreja de Aparecida.
Fizeram todo um trabalho de distanciamento nos bancos e fechando o acesso ao altar, no entanto, patavina de Novena!
Nada perguntei sobre a programação.
Na saída, para a minha surpresa, a Feira de Aparecida estava de volta! Muitos produtos, cafés da manhã, carnes, peixes, frutas, verduras e tudo o mais e nada de pessoas por lá!
Os feirantes estavam olhando um para a cara do outro.
Não sei se a muvuca rolou mais tarde.
Fui e voltei em toda a sua extensão e nada comprei, pois faz três meses que não compro nada para consumo na rua, nem picolé da massa!
Os feirantes não disponibilizavam álcool em gel e alguns deles nem máscara usavam. Péssimo exemplo.
Estavam amontoados, sem o devido respeito ao distanciamento.
Não vi um guarda municipal ou pessoal da saúde naquele local.
Tinha até dois camaradas vendendo carnes e miúdos em cima de uma mesa sem refrigeração. Assim não dá!

Um senhor que vende caldo de cana dentro de um antigo caminhão Citroen, olhou-me sorrindo, achava que eu iria pedir aquele copázio de suco. Nada. Dei um bom dia e segui em frente.
Na Pastelaria Paulista onde sempre comprava um Harumaki de verduras, não quis arriscar na banca do japonês.
Deixei de comprar também o queijo coalho e de manteiga, uns tucumãs, farinha de tapioca e goma.
Voltei sem nada, pois o medo ainda impera!
Em casa, fiquei chateado comigo mesmo, pois não pude degustar das nossas coisas de caboclo.
Não sei se errei ou acertei.
Somente sei que, na próxima terça-feira quero Novena para alimentar a minha alma e me empanturrar na Feira de Aparecida!
Sei, não, meu irmão!




Boanerges Mendonça, Julio Mendonca Sa e outras 3 pessoas

domingo, 28 de junho de 2020

A NOVA "MARINA DO DAVI"



Para as pessoas que não conhecem a Marina do Davi, este é um local estratégico para a mobilidade intermodal na cidade. É um dos principais pontos de embarque e desembarque de pessoas para os nossos hotéis de selva, praias, sítios no alto rio Negro e principalmente, ponto de chegada e partida para as nossas comunidades rurais.

A movimentação de voadeiras e pequenas embarcações são constantes. O volume de flutuantes para a guarda de lanchas, iates, oficinas, proporcionam uma vida portuária de bastante fluxo e de grande conflito, um desafio para se resolver através de uma concepção arquitetônica e urbanística.

A proposta vista nas imagens acima consistia numa reformulação geral da Marina do Davi. A começar pela sua localização.

Considerando que em época da vazante o embarque e desembarque ficam bastante complicados, a intenção da proposta era deslocar a Marina mais para fora do Igarapé do Gigante, permitindo que ele passe a ter um melhor uso também em época de seca.

Toda uma infraestrutura seria fornecida através da construção de um píer, com rampa de acesso e edificações para acomodar atendimento ao turista, comércio atacadista e varejista, prestação de serviços, inclusive públicos, posto de saúde, posto policial, compra de passagens, estacionamento, área para carga e descarga, restaurante regional, terminal integrado de ônibus, lanchonetes e outros usos de igual importância para o local.

Foi desenvolvido pelo corpo técnico da Prefeitura na gestão do Prefeito Serafim Corrêa.. O projeto se desenvolveria de forma radial, permitindo tirar partido da paisagem do Igarapé do Gigante e do Tarumã. Sem dúvida foi um projeto ousado, que buscava solucionar de forma definitiva os problemas encontrados em um porto tão “simples” e tão importante para Manaus.

O local seria no onde o empresário paulista Henry Maksoud tentou construir um grande hotel, mesmo tendo conseguido 10 milhões de reais da SUDAM e não concluindo, sendo objeto de litígio judicial. Quem passar por lá nota apenas uma grua e escombros do que seria um hotel com 350 apartamentos.

O novo prefeito de Manaus caso queira desengavetar o projeto e concluí-lo, o fará com certeza, pois tudo depende de vontade política. O projeto já está pronto, falta apenas encarar uma briga judicial com esse empresário paulista e seus herdeiros, pois eles pegaram dinheiro público, abandonaram a obra e não pagaram o que tomaram emprestados do povo brasileiro.

Espero que o novo prefeito de Manaus seja um home ético, sério, manauara, comprometido com o bem estar dos manauaras e que realize a construção do Memorial do Encontro das Águas e da Nova Marina do Davi. Terá todo o meu apoio o candidato que incluir em seus projetos de campanha essas obras.

Foto: Maquetes da PMM

MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS



O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas, um complexo com um mirante, um restaurante e um museu em uma encosta, onde se poderá observar o encontro dos rios Negro e Solimões.

Este projeto custou aos cofres públicos a quantia de seiscentos mil reais, foi elaborado em 2005, a pedido do então prefeito de Manaus Serafim Corrêa, infelizmente, o alcaide engavetou o projeto, não deu o devido valor ao empreendimento.

A previsão da entrega seria para 2007, estava confirmada a presença do ilustre arquiteto, mas, o prefeito não lançou nem sequer a pedra fundamental. Não conseguiu a sua reeleição e o seu sucessor não quis nem ouvir falar no Mirante.

O Memorial deveria ser construído em um terreno no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste da capital, com uma área verde de cerca de 20 hectares, o local pertencia à Embratel (as duas torres permanecem no local) e foi cedido a Prefeitura de Manaus.

O complexo seria composto de dois prédios, exposições e restaurante, em uma grande praça no topo de uma encosta.

O prédio de exposição consistiria de um pavilhão com a forma aproximada de uma oca, com 35 metros de diâmetro na base e altura de 7,20 metros, elevado em relação ao piso da praça. O pavimento do subsolo, com igual área, teria uma abertura para o ambiente externo, protegido por uma marquise.

O projeto previa ainda duas capas de concreto, elevando-se 20,80 metros em relação ao piso térreo, duas capas de concreto cobrindo setores de aproximadamente 120 graus. As duas capas, diametralmente opostas. Uma delas reta, em amarelo, representando as águas barrentas do Rio Solimões e a outra curva, em negro, representando as águas escuras do rio Negro se encontrando no topo.

O prédio do restaurante ficaria encravado em outro trecho da encosta, acompanhando na fachada, a sinuosidade das curvas de nível. Uma rampa, protegida lateralmente por muro de arrimo, daria acesso ao terraço e ao mirante.

O Oscar Niemeyer assim definiu o seu projeto: “Tinha diante de mim as fotografias do espetáculo que é o encontro das águas, e foi isso que dominou o projeto: as duas formas de concreto que sobem e se encontram, o preto representando as águas escuras do rio negro e o amarelo representando o rio Solimões, de águas claras”.

Agora, imaginem os senhores se esta obra colossal tivesse sido construída, o benefício seria imenso para a nossa cidade, o local seria transformado numa Meca para os ambientalistas e turistas, além do mais, teríamos uma enorme força para barrar a construção do Porto das Lajes (um mega projeto de destruição do Encontro das Águas).

A luta continua companheiros! Estamos na guerra contra a destruição desse magnífico cartão postal de Manaus, depois da nossa vitória, iremos incentivar o “desengavetamento” do Memorial Encontro das Águas.

Sonhar não custa nada, mas sonharemos com os olhos bem abertos! O bicho homem está se autodestruindo, mas existe uma luz no fundo do túnel, ainda restam homens de boa vontade, preocupados com o futuro da humanidade, estes sim, farão a diferença, os outros, os maus, morrerão afogados na lama do seu dinheiro sujo!

Foto/Colagem: J Martins Rocha

sábado, 27 de junho de 2020

SOU CATÓLICO


Em uma rede social, para concluir o meu perfil, os administradores perguntaram qual a minha religião. Respondi que sou católico desde quando Manaus era chamado de Manaós. Não praticante e não apostólico e, muito menos romano.
Não satisfeitos, pediram para eu escrever a vontade sobre esta minha opção.
Foi um prato feito para o escriba. Vocês querem mesmo saber? Então o Rocha aqui vai arrochar!
Em primeiro lugar não escolhi nada, pois já nasci católico de pai, mãe, avós, parentes e aderentes.
Naquela época a religião oficial era a católica. Era difícil encontrar alguém que era evangélico, conhecido por todos como “crente”.
O meu pai gostava de levar a família para o bairro Santa Luzia, onde tinha um amigo do peito que morava dentro de um terreiro de umbanda. Eu gostava muito do batuque e do recinto todo enfeitado e daquelas senhoras dançando e cantando. Não gostava muito do caboco e da caboca quando estavam “pegando o santo”, pois era um negócio assustador. Mas, apesar de possuir ancestralidades africanas correndo dentro dos meus genes, não me identifiquei muito com a macumba, umbanda e outras.
A mãe de meu pai, a minha avó Lídia era uma católica fervoroso e obrigava todos os netos a frequentarem a missa todos os finais de semana e a participarem de todos aqueles rituais da igreja católica. Eu passava o tempo todo olhando para o teto, as pinturas, os murais, a via crucis e as imagens dos santos, além de ficar fascinado com o altar da Igreja Matriz.
Na minha juventude participei de um grupo conhecido como “Juventude Franciscana” da Igreja de São Sebastião. Acredito que naquela época eu era realmente um católico apostólico e romano.
O tempo passou e tudo mudou. A nossa carta magna reza que o povo brasileiro não possui religião oficial. Todos possuem o direito inviolável a liberdade de crença e assegurando o livre exercício dos cultos religiosos, protegendo os locais de cultos e suas liturgias.
O catolicismo ainda domina, mas os evangélicos crescem de forma exponencial. Já fui “tentado” a mudar de religião, com argumentos que por ser adorador de imagens irei direto para os quintos dos infernos. Cruz, Credo! Para salvar a minha alma terei de “converter-me”. É ruim, hein!
Quando eu escrevi que sou um católico não praticante é porque não vou à missa faz um tempão. Não gosto nem um pouco daquele formalismo todo, quando os fiéis respondem mecanicamente o que o padre fala. Não sei rezar, apenas o Pai Nosso e olhe lá. Não comungo e não entro naquele cubículo para falar com o padre sobre os meus pecados.
A última vez em que falei ao padre sobre os meus pecados foi quando fui obrigado a fazer isto para poder fazer a primeira comunhão. Caso um dia o faça terei de rezar uns três mil e poucos pai nosso ave maria credo e salve rainha de tanto pecados para serem redimidos! Meu Deus!
Eu sei que o católico apostólico romano é aquele que fundamenta a sua religião na doutrina dos apóstolos e que todos os bispos e o papa são os seus sucessores.
Eu respeito os padres e os bispos, mas acho que esse negócio de celibato está ultrapassado faz muito tempo. Penso que eles devem casar, ter filhos e constituir famílias. Fica a pergunta: Por que os bispos evangélicos namoram, noivam, casam e fazem filhos e vão todos para o céu e os padres e bispos católicos não podem fazer isto? É pecado, é? Sei, não!
Mudando de pau para cacete, digo de crente para católico, eu já passei por quase todas as fases do catolicismo, conhecido como sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, reconciliação, ordem e matrimônio. E daqui uns quarenta anos a extrema unção, para finalmente, pedir para perdoar os meus pecados e obter um alívio espiritual e físico!
Brincadeiras a parte, sou um cara que reza ao acordar, vou a novena, acredito na vida pós-morte, acredito também num ser superior chamado Deus, rezo ao meu jeito e respeito a todos as religiões, pois acho que o nosso Deus é o mesmo, mudando apenas a forma de adora-lo.
Sou Católico!



José Roberto Pinheiro Pinheiro, Nubia M Silva e outras 4 pessoas

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