Na
qualidade de manauara da gema, saudosista e pesquisador da nossa história,
venho apresentar ao crivo da população e levar aos governantes uma proposta
para a volta dos bondes com a cara dos antigos, mas em uma nova versão do
século XXI, ou seja, elétricos, sobre rodas e com a “Linha Saudade”, em novo
trajeto, percorrendo lugares históricos da nossa querida cidade de Manaus.
Alguns
governantes, num passado recente, já comentaram a vontade de trabalharem em
prol da volta dos bondes, com alguns deles propondo uma linha curta, trazendo
os turistas dos transatlânticos do Roadway, via Avenida Eduardo Ribeiro, até o
Largo de São Sebastião, fazendo o mesmo retorno.
Não passaram
de promessas políticas, sem sequer iniciarem um plano. Mas, como as esperanças
se renovam a cada eleição, levo até eles a minha proposta inicial, que, caso
acatada, deverá passar por todo um planejamento para a sua viabilização.
Por ser
de caráter turístico, os planos, custos e operacionalização deverão
inicialmente partir do governo estadual ou municipal. Depois, caso seja
rentável, deverá passar para uma empresa privada gerir esta linha.
O desenho
dos bondes deverá obedecer ao modelo de como eram no passado, no entanto,
dotados de pneumáticos para rodar sem a necessidade de trilhos. Serão 100%
elétricos, equipados com tecnologia brasileira da empresa Eletra (São Paulo) e
baterias/motores elétricos WEG. Existe um projeto aprovado da chinesa BYD para
produzir baterias no Polo Industrial da Zona Franca de Manaus.
Os novos
bondes terão Wi-Fi, carregadores USB, pagamento via cartão e QR Code ou
bilhetes para os turistas na Estação dos Bondes. Uma das características
principais dos novos bondes será a emissão zero de poluentes. Estes tipos de
bonde já estão em operação na China, com um detalhe: lá eles são autônomos,
circulando pela cidade sem necessidade de motorista.
Uma coisa
é certa: quando os governantes e políticos querem que algo aconteça, acontece.
Foi o caso da Ponte Rio Negro, que muitos duvidavam e se concretizou. A ponte
que ligará a BR-319 a Manaus sairá do papel brevemente, podem escrever aí. No
caso dos bondes, havendo vontade política, eles voltarão a circular, com
certeza, para o prazer e deleite da população manauara e o vislumbre dos
turistas.
A Linha
Saudade será a seguinte:
Estação
dos Bondes: Complexo
Booth Lines (atual Mercado de Origem), onde os bondes serão carregados e será o
ponto de partida e chegada.
Sai pela
Rua Monteiro de Souza, Travessa Vivaldo Lima, passando em frente ao Museu do
Porto e à antiga sede da Manaós Harbour. Segue pela Rua Taqueirinha e vira à
esquerda pela Rua Visconde de Mauá, passando em frente à Manauscult e ao futuro
“Aquário Municipal”, além do “Mirante Lúcia Almeida”. Pela Travessa Carolina,
entra na Rua Bernardo Ramos, mostrando o Centro Cultural Bernardo Ramos,
Casarão Thiago de Mello, IGHA, Esperança e Porvir e demais casarões antigos da
Belle Époque.
Segue
pela Rua Gabriel Salgado, passando em frente ao Museu da Cidade de Manaus e à
Praça Dom Pedro II. Dobra na Avenida Sete de Setembro, passando em frente ao
Palácio Rio Branco, IAPETEC, Museu de Arqueologia e demais imóveis do início do
século. Dobra na Avenida Eduardo Ribeiro, passando em frente ao Centro Cultural
Palácio da Justiça.
Vira à
direita na Rua 10 de Julho, passando pela lateral do Teatro Amazonas, Igreja e
Largo de São Sebastião. Segue e dobra à direita na Avenida Getúlio Vargas, com
vistas do Colégio Dom Pedro II, Praça da Polícia e Palacete Provincial.
Dobra à
esquerda na Avenida Sete de Setembro, passando pela Ponte Romana I (Floriano
Peixoto), com parada no Centro Cultural Palácio Rio Negro; Ponte Romana II
(Marechal Deodoro) e Ponte de Ferro (Benjamin Constant), com parada para quem
desejar conhecer o Museu do Índio, passando depois em frente ao ex-presídio
Raimundo Vidal Pessoa (que deverá ser revitalizado).
Segue e
vira à direita na via de acesso até a Avenida Lourenço Braga, passando pelo
Largo do Mestre Chico, Parque Senador Jefferson Péres, Centro Cultural Usina
Chaminé, Rio Negro, Feira da Banana, Novo Porto e Mercado Adolpho Lisboa.
Entra por
dentro do Roadway, onde será possível verificar o prédio da Alfândega e a
Guardamoria (sem paradas), além do maior porto flutuante do mundo. Ponto final
na Estação dos Bondes.
A viagem
foi longa, mas prazerosa. Passamos por dezenas de pontos turísticos, curtimos a
verdadeira cara de Manaus. Sonhar não custa nada! Quem sabe um dia a minha
ideia vingue e possamos passear nos Bondes do Século XXI pela Linha Saudade.
Foto: Gerada pela IA



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