domingo, 2 de fevereiro de 2014

BRINCADEIRA DE PAPAGAIO DE PAPEL II


Domingo a tarde em Manaus, com um “Céu de Brigadeiro”, resolvi passear pelo abandonado “Parque do Mestre Chico”, para assistir aos jovens soltando papagaio de papel – um local considerado o “point” para a prática da brincadeira.


Algumas décadas atrás, o local era invadido pela águas do Rio Negro, servindo para a prática de banhos de rio e passeios de barcos, depois, com o projeto “Manaus Moderna”, foi aterrado e construído uma grande avenida – recentemente, com o projeto “PROSAMIM”, foi instalado o Parque do Mestre Chico.




O referido Parque está abandonado pelo poder público, pois conservar o que foi feito não dá dinheiro para os bolsos dos homens que comandam o poder, no entanto, tornou-se o local ideal para a prática da brincadeira de soltar papagaio, pois toda a fiação elétrica é subterrânea, com uma imensa área entre a Ponte Benjamin Constant e a desembocadura do Igarapé do Quarenta, no Rio Negro.



Presenciei centenas de jovens reunidos naquele lugar, alguns, com o som bastante alto dos seus automóveis, alguns tomando uma geladinha e muita mulher bonita no pedaço – é uma festa!




Os papagaios utilizados são pequenos, na minha época eram chamados de “Carapeta”, com linhas coloridas e enroladas em grandes carretéis de plástico.





Na parte próxima ao rio, ficam dezenas de jovens com varas, para pegarem os papagaios “cortados”, alguns utilizam até canoas!



Apesar de todas as tecnologias que confinam os jovens em suas casas e nas “Lan House”, com jogos “online” na internet, mídias sociais, dentro outros – eles estão preferindo passar as tarde de domingo brincando ao ar livre, soltando papagaio de papel, coisa que fazíamos cinco décadas atrás.




Na década de 60, existia em Manaus um sujeito chamado pelo cognome de Russo, era exímio “fabricante” de Papagaio de Papel, além da melhor “maçaroca de cerol” do pedaço. O preço era bastante salgado, mas era o melhor da cidade, não era “penso” ou “cangula” e, dava para “trançar” e “cortar na mão” - quem não tinha a “babita”, era o meu caso, o jeito era se virar nos trinta, ou seja, conseguir uma vara bem grande e correr atrás dos papagaios que eram "cortados". Não sei quais as gírias utilizadas, atualmente, pelos jovens.




Tirei as fotografias para mostrar para os nossos amigos leitores de outros Estados. É muito bom a brincadeira de soltar papagaio de papel. É isso ai.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

OS COLÉGIOS DOS PADRES CAPUCHINHOS

Os padres capuchinhos da Igreja de São Sebastião desenvolveram, na década de sessenta, um excelente trabalho na área de educação infantil e juvenil dos menos favorecidos do centro da cidade de Manaus, com a construção e implantação dos colégios Jardim de Infância Adalberto Valle, Grupo Escolar Divina Providência e Casa da Divina Providência.

Naquela época, o ensino público era de qualidade e, o particular, desenvolvido, na sua grande maioria, pelos padres e freiras, para evangelização dos pequenos, fazendo parte das obras sociais da igreja e era gratuito.

O Grupo Escolar Divina Providência, era voltado para o ensino fundamental, ficava localizada a Rua Frei Lourenço, ao lado da residência do médico Dr. Arlindo Frota - possuía dois andares, uma quadra de chão batido, onde eram desenvolvidas as atividades esportivas e recreativas dos alunos.

Estudei por três anos nesse colégio – das suas janelas presenciei a demolição do prédio da Secretária de Saúde (atual Correios) e do Palacete Maximino Corrêa (espigão com o mesmo nome) - atualmente, funciona uma faculdade da Universidade Paulista (UNIP).

A Casa Divina Providencia, ficava nas esquinas das ruas Tapajós/Frei Lourenço e Avenida Ramos Ferreira, foi dirigida no início pela Irmã Tadéa de Manaus. Na década de setenta funcionava ali o Teatro Juvenil e sede da Juventude Franciscana (JUFRAMA), existia também uma quadra para jogos de futebol de salão e voleibol, com as atividades comandadas pelo Frei Fulgêncio Monacelli.

Também guardo boas lembranças dessa casa, pois eu fazia parte da JUFRAMA e jogava futebol de salão na sua quadra de esportes. Tempo depois, o local foi alugado para uma loja de jogos eletrônicos e brinquedos infantis da empresa “Play Center” – bem em frente fica a Banca de Tacacá da Dona Branca (Dona Maria, mãe do Natinho) e a Academia Amazonense de Letras - atualmente, abriga uma das faculdades da UNIP.

O Jardim de Infância Adalberto Valle, fica na esquina da Rua Tapajós com a Avenida Ramos Ferreira – foi construído pelos Padres e Irmãs Capuchinhos, sob o comando do vigário Frei Lourenco Maria de Porto e Madre Marina Mulungu, contando com o apoio de muitos benfeitores de Manaus.

Era um colégio padrão, dirigido pelas Irmãs Missionárias Franciscanas Capuchinhas, com a direção da Irmã Eustáquia de Tianguá, auxiliada pela Irmã Leonia de Tianguá. O inicio foi muito difícil para manter o jardim, fizeram diversas campanhas de donativos para mantê-lo funcionando.

O tempo passou e, o jardim virou um colégio particular dos mais conceituados de Manaus, com um padrão alto de ensino, sempre na administração das irmãs missionárias.

Tenho também um vínculo com esse colégio, pois a minha filha estudou no jardim de infância e, a sua filha (a minha netinha) ganhou uma bolsa de estudos parcial, começando a estudar agora.

Os tempos mudaram, o ensino público tornou-se deficitário, de baixa qualidade e, por outro lado, as obras sociais no campo da educação desenvolvidas pelas irmãs e padres capuchinhos continuaram de padrão superior, mas, de forma particular e remunerada. É isso ai.

Sobre o Dr. Adalberto Valle:


Dr. Adalberto Ferreira Valle, pessoa ilustre da época que, atuava na cidade como advogado, político e grande empreendedor pelos importantes serviços prestados a sociedade amazonense.

A escola possui como patrono o Dr. Adalberto Valle, nascido em 03 de junho de 1909 na cidade Belém do Pará, veio muito novo para o Amazonas onde seu pai possuía vastas propriedades, realizando em Manaus seus primeiros estudos.

Como acadêmico do curso de Direito transferiu-se para a capital de São Paulo, onde ingressou na “Prudência Capitalização” como auxiliar de escritório. Prosseguindo nos estudos, diplomou-se Bacharel pela Faculdade de São Paulo.

Graças a sua tenacidade e ao seu invulgar tino administrativo e financeiro, alcançou a destacada posição de Presidente da  Prudência Capitalização, ocupou também cargo de chefia na Imobiliária Itaoca, na Companhia Brasileira de Fiação e Tecelagem de Juta, na Companhia Boa vista, na Amazontur, na Companhia Brasileira de Exportação, além de membro proeminente do banco Sul Americano.

Apesar de seus assoberbados afazeres no meio da alta finanças e do alto comercio paulistano, não esqueceu jamais da cidade onde passou sua infância e adolescência, retornando para cidade e marcando presença notadamente em Manaus com obras de grande vulto, como a construção do Hotel Amazonas.

Sócio fundador da COPAM, incentivou a construção do edifício do IAPETEC, sobretudo grande entusiasta da construção do aeroporto da Ponta Pelada, ao qual ajudou materialmente, assistiu sua inauguração acompanhado do então Presidente da República Getúlio Vargas.

O povo amazonense pelo reconhecimento do muito que ele fez pela nossa cidade elegeu-o representante na Câmara Federal, sua legislatura terminou em 31 de janeiro de 1963.

No plano da Assistência Social, à infância amazonense ele tornou-se um grande benemérito.  O Amazonas sofre sem dúvida uma grande perda com seu falecimento no dia 06 de fevereiro de 1963.

Fontes:
http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/discursos/escrevendohistoria/Amazonas-Adalberto-Vale.pdf




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

BLOGDOROCHA: CASA DE LEITURA THIAGO DE MELLO

ESTA POSTAGEM FOI FEITA EM 2010, E ATÉ HOJE, A CASA DE LEITURA THIAGO DE MELLO NÃO FOI INAUGURADA! FORAM TORRADOS MAIS DE SEIS MILHÕES DE REAIS E, NADA!



BLOGDOROCHA: CASA DE LEITURA THIAGO DE MELLO: O governo federal através do Ministério da Cultura está criando a Biblioteca-Museu, no Porto de Manaus (Rodoway), dentro do “Programa Mai...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PICHAR PRÉDIOS PÚBLICOS É CRIME?


Ontem, uns bandidos pichadores, resolverem emporcalhar parte da Praça da Praça da Saudade, detonando um trabalho de revitalização do projeto VivaCentro - http://www.manaus.am.gov.br/2014/01/17/prefeitura-remove-pichacoes-e-conscientiza-populacao-a-preservar-a-praca-da-saudade/.



Depois dessa e de inúmeros outros atos criminosos, praticados por esses bandidos que agridem a cidade todos os dias, fica a pergunta: É crime pichar os prédios públicos?

De antemão, já classifiquei esses caras de bandidos, porcos e criminosos. Pois é revoltante passar pelo centro histórico que tanto amo e que venho escrevendo faz tempo em prol da revitalização e, presenciar esses rabiscos indecentes, de gosto duvidosos, sem pé nem cabeça, bem como, destoados de qualquer senso artístico ou de protesto! 

Segundo o Dr. Vinicius Borges de Moraes, Mestre em Direito “O dispositivo que tipifica a conduta encontra-se inserto na Lei N.º 9.605/98, mais precisamente no art. 65, que incrimina aquele que "pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano", imputando-lhe uma pena de detenção que pode variar de três meses a um ano de detenção e multa. O mesmo artigo, em seu parágrafo único agrava a pena mínima para seis meses, quando o ato for realizado em depreciação de monumentos ou bens tombados em razão do seu valor artístico, arqueológicos ou históricos”.

Tempos atrás, um grupo de pichadores resolverem emporcalhar o muro de uma Delegacia de Polícia – ela ficava onde é hoje a Picanha Mania, na Avenida Constantino Nery. Numa ação rápida, o Delegado e os policiais identificam os rabiscos e prenderam os autores, depois, forçaram a repintar o local, com todos os materiais a expensas dos infratores.

Engraçado, a cada manhã aparecem pichações em toda a cidade, mas, o comando da policia civil não dá a mínima para os transgressores, talvez, por não entenderem que faz parte de sua atribuição reprimi-los, a não ser quando os pichadores resolvem pichar os DP´s ou DIP´s – ai o bicho pega!

Mais engraçado ainda, fica por conta da atuação da Guarda Metropolitana de Manaus, pois não serve para nada, são inoperantes, ineficazes, com uma tropa de senhores barrigudos e sem treinamentos adequados – não conseguem nem deter o vandalismo que acontecem todos os finais de semana no Parque dos Bilhares.

Chegou a hora das autoridades cumprirem com o seu papel e, começar a colocar esses bandidos na cadeia. É isso ai.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

AS CALÇADAS DE MANAUS


No ano de 2012, a cidade de Manaus foi a campeã da “Pior Calçada do Brasil”, com 3,6 pontos, numa escala de zero a dez, pelo Portal Mobilize Brasil-  um título nada honroso para uma das cidades mais ricas do nosso país – um contraste com aquela do início do século passado, onde as calçadas obedeciam, na maioria das vezes, o espaço ideal para os pedestres, construídas de forma plana, contínua e com blocos de pedras importadas de Portugal (as pedras de Lioz), que apesar dos pesares ainda permanecem em alguns lugares.

A cidade foi ao longo do tempo sendo maciçamente destruída, com calçadas apresentando irregularidade no piso, degraus dificultando a circulação, muitos obstáculos (postes, telefones públicos, lixeiras, bancas de revistas e ambulantes, entulhos, etc.), iluminação inadequada da calçada, deficiente sinalização para pedestres, poucas árvores para proteção do Sol – além de avanço dos muros particulares sobre o lugar público, deixando o mínimo possível para os pedestres e, pouquíssimas possuem rampa de acesso para os sofridos cadeirantes -constituindo um total desrespeito a cidade e ao cidadão que nela habita ou que está de passagem.

O ser humano sempre deseja impor a sua vontade, ser o dominador, fazer o que bem quer e entende, mas, sabemos que existem as normas para frearem esse instinto natural, para que ele possa viver plenamente em sociedade – as leis existem, mas, a grande maioria não é aplicada - falhando o poder público na fiscalização e correção dos desmandos, ficando tudo a La volonté.

Ainda bem que existe uma pequena minoria de cidadãos que pensam no coletivo e no bem comum e, mesmo sem serem cobrados, respeitam as normas de convivência.

A nossa cidade cresceu de uma forma assustadora, com o mínimo de planejamento urbano – com invasões por todos os lados, chegando até a fronteira da Reserva Ducke (área federal protegida, na zona norte) e na margem esquerda do Rio Negro (Puraquequara, na zona leste) - com o crescimento direcionado, na atualidade, para a BR-174 (Manaus-Boa Vista), AM-010 (Manaus-Itacoatiara) e com o Município de Iranduba, em decorrência da construção da ponte sobre o rio.

O governo municipal está enfrentando sérios problemas para a correção e utilização das calçadas do centro da cidade, onde os comerciantes e camelôs desocupam o lugar num dia e, voltam a ocupá-lo no dia seguinte, assim que a fiscalização vira as costas.

Louva-se a decisão do atual Prefeito, em padronizar as calçadas em toda a extensão da Avenida Djalma Batista, com 3 metros de largura e guarda-corpos (grade de proteção) - tendo em vista a preparação da cidade para a Copa do Mundo 2014 - trabalho semelhante foi feito por um prefeito, um dos atuais Senadores pelo Amazonas - ele fez um trabalho sério, corrigindo os desnivelamentos das principais calçadas do centro da cidade, dotando de rebaixamento em alguns pontos para a livre circulação dos cadeirantes - no entanto, os outros prefeitos que o sucederam, não deram continuidade ao seu trabalho, deixando em total abandono o centro histórico da nossa cidade.

A pior situação dos calçamentos está nos bairros, principalmente, nos conjuntos habitacionais e, em particular, da Cidade Nova, onde a Prefeitura faz anos que não aparece por lá, pois a desordem urbana impera naquele populoso bairro - com um trânsito infernal; construção de bares e lanchonetes nas calçadas; bueiros quebrados; buracos nas ruas (somente a principal recebeu asfalto); esgotos entupidos, dentre outros.

Somente para ter uma ideia, a Rua 024, do Conjunto Canarana II, impera o caos nas calçadas, pois servem de extensão aos donos dos imóveis,com a construção de muretas, forçando os pedestres a se locomoverem, perigosamente, pelo meio rua, por sinal, toda esburacada e com as tampas dos esgotos quebradas, além da iluminação publica precária.

Bem sei que, o atual Prefeito está se esforçando ao máximo, para embelezar a nossa cidade, fazendo correções que ficaram esquecidas por décadas, em decorrência da péssima administração da maioria dos outros prefeitos que o antecedeu – infelizmente, muitos deles somente se preocuparam em se enriquecer com o dinheiro público.

Ainda não observei, de fato, as ações conjuntas entre o município de Manaus e o governo do Estado – acredito que o executivo estadual deva estar liberando verbas para a comuna, tendo em vista a longa amizade entre os dois mandatários da administração pública.


Seria muito bom se a chefia maior do Amazonas destinasse pesadas verbas e, também colocasse “a mão na massa”, executando as pequenas, médias e importantes obras que a nossa cidade tanto reclama, como a revitalização do centro histórico, melhoria do sistema viário, incluindo as prometidas ciclovias, além de uma atenção especial na recuperação das calçadas das principais ruas e avenidas da cidade.

Dinheiro existe, pois a cada ano a arrecadação estadual bate recorde, além de uma maciça liberação de verbas federais, tanto que foram e estão em construção obras faraônicas (Arena da Amazônia, Ponte Rio Negro e Cidade Universitária).

Em minha opinião, o atual Prefeito, deveria descentralizar a sua administração, utilizando um modelo que já foi empregado com sucesso tempos atrás, com a designação de gestores por áreas (mini prefeituras), onde seria mais prático acompanhar e implementar as  politicas macros da PMM, além de estar a par, diariamente, de todos os problemas dos bairros e comunidades – no entanto, observa-se que o Prefeito demonstra ser um super centralizador das ações, o que será muito danoso para a cidade a médio prazo.


Caso esse cenário não for mudado de imediato, seremos bicampeões da cidade que possui a “Pior Calçada do Brasil” – uma vergonha para uma cidade que irá sediar três jogos da Copa do Mundo de 2014. É isso ai.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

BLOGDOROCHA: VISITA A MAUÉS, A TERRA DO GUARANÁ

BLOGDOROCHA: VISITA A MAUÉS, A TERRA DO GUARANÁ: O município de Maués fica a 367 quilômetros de Manaus, no Médio Amazonas, entre os Rios Madeira e Tapajós, conhecida nacionalmente como “A ...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

14 DE JANEIRO - O ANIVERSÁRIO DOS 51 ANOS DO BAR CALDEIRA.

Manaus, 14 de Janeiro, data que ficou na história da nossa cidade de Manaus, em decorrência de uma grande explosão que houve na caldeira do Hospital Santa Casa de Misericórdia, bemo como, pelo aniversário do Bar Caldeira e dos festejos em homenagem ao bairro considerado o berço do samba do Amazonas, a Praça 14 de Janeiro.

A explosão - 14 de Janeiro de 1970, numa quarta-feira fatídica, batiam os sinos da Igreja de São Sebastião, eram exatamente 10 horas de manhã, quando houve a primeira explosão, com um barulho ensurdecedor, todos os moradores das Ruas José Clemente e Lobo D’Amada correram para as janelas de suas casas, viram voando pedras e destroços por todos os lados e, achavam que era um terremoto.

Dois minutos depois, houve a segunda explosão, jogando pelos ares fragmentos de corpos e uma enxurrada de pedras, abrindo fendas na parede onde estava a caldeira, por uma delas, foi jogada duas pessoas, uma estava sem a cabeça e, a outra, sem os braços e as pernas.

A terceira explosão foi mais forte, chegando a tremer o Tribunal de Justiça, o Quartel do Comando Militar da Amazônia, a Gráfica Rex e dezenas de casas da José Clemente, Lobo D’Almada e Dez de Julho.

Um pedaço da caldeira caiu próximo ao Bar Nossa Senhora dos Milagres, na esquina das ruas José Clemente e Lobo D´Almada e, por um milagre, não feriu nenhum dos seus frequentadores.

A origem do bar - O português Antonio Cardoso foi garçom no Bar Quintinho, no centro antigo de Manaus – ele conheceu a Dona Maria, uma amazonense do Careiro, filha de portugueses, casaram-se e compraram o imóvel, em 1963, para explorá-lo comercialmente na parte térrea, fixando residência na parte de cima – montaram um pequeno boteco, com venda também de “secos e molhados”, o nome inicial foi “Bar Nossa Senhora dos Milagres”, em homenagem a uma santa de madeira que foi encontrada boiando no mar, no século XVI, na Ilha do Corvo, em Açores (Portugal).

O Bar Cabo Kennedy, situado na esquina das ruas Epaminondas e Monsenhor Coutinho, era freqüentado pelos boêmios: Iran Caminha, Padre Nonato, Rair Mininea, João Barroso, Antonio Câmara, Gilvandro Câmara, Athalpa Barros (Tapinha), Tiba Caminha, Adalberto Caminha, João Cruz e Silva, dentre outros – certo dia, o Sr. Bichara, dono do estabelecimento, resolveu fechar em definitivo o bar e, os boêmios ficaram sem um lugar para tocar, cantar e beber.

Foi quando entrou em cena o Waldemar Evangelista (pai do artista plástico Ignácio Evangelista), ele convenceu o Sr. Antônio Cardoso, a deixar aqueles senhores a freqüentarem o seu bar - a partir dai o boteco começou a ficar famoso, tornando-se um reduto de políticos, empresários, funcionários públicos, poetas, músicos, escritores e trabalhadores do centro de Manaus.

Com o falecimento do Sr. Cardoso, ocorrido em 1980, o Adriano Cruz assumiu a direção do estabelecimento. Em decorrência da explosão da caldeira do hospital, em 1970, o bar passou a ser conhecido em toda Manaus, como Bar Caldeira.

Depois de trinta e dois anos de bons serviços ao bar, o Adriano Cruz resolveu se aposentar, pois estava cansado, não aguentava mais toda aquela movimentação e barulho - a Dona Maria mesmo a contra gosto, resolveu também se afastar e curtir a sua merecida aposentadoria.

Nova administração – Com a saída do Adriano Cruz e da Dona Maria, o Bar Caldeira foi arrendado para o Carbajal Gomes, um comerciante do ramo alimentício. Logo que ele assumiu fez inúmeras modificações, visando conquistar os clientes atuais e, reconquistar os antigos que deixaram de frequentar o boteco. Instituiu o dia do Bar Caldeira (14 de Janeiro). Contratou músicos e cantores amazonenses para se apresentarem de terça a sábado, ficando o domingo com “a prata da casa” - elaborou também uma vasta programação de eventos durante todo o ano. Buscou preservar a “alma” do bar, tornando-o mais atraente e humano.

Com todo o respeito ao trágico acidente ocorrido, mas, os “caldeirenses” se reúnem na confraria, nessa data, para celebrar o aniversário daquele bar, pois são 51 anos de história e tradição!

A programação é a seguinte:

14h00 - Show de Chorinho e as melhores músicas da boêmia brasileira, interpretadas pela Velha Guarda Caldeirense.
19h00 - Grupo Pró Álcool - O melhor da boêmia
21h00 - Celebração dos Parabéns - 51 ANOS DO TEMPLO CALDEIRENSE
22h00 - Grupo Piolho de Cobra, com um repertório de samba raiz especial para esta data.


Samba na Praça Quatorze e no Bar Caldeira, tudo a ver em Janeiro!É isso ai.  

domingo, 12 de janeiro de 2014

DJ DE BUSÃO

Com o avanço da tecnologia e a disseminação dos aparelhos de som portáteis, foi possível ouvir as músicas preferidas caminhando, nas praças, nas praias, passeando de canoa ou no iate, até sentado no vaso sanitário – por outro lado, apesar de termos a disposição do mais simples ao mais possante headphone (fone de ouvido), muitos abusam, não utilizando esse acessório individual e, forçam aos outros passageiros a ouvirem as canções que não querem, pois colocam no volume máximo o som de seus aparelhos – isso ocorre com maior frequência nos ônibus urbanos (busão).


Faz alguns anos, estava na moda os “Micros System”, era potente e pesado, mas, muito neguinho carrega nos ombros e, botava um CD atrás do outro, infernizando os sofridos usuários do transporte coletivo.




Depois, vieram os discretos “Walkman” e “Discman”, com tamanho reduzido, onde a grande maioria dos aparelhos somente era possível ouvir a rádio e músicas de cassete e CD com o fone de ouvido ligado – foi um período de calmaria para os passageiros e motoristas.



Caíram de moda, com o surgimento do MP3, onde era possível baixar centenas de músicas e passar para esse aparelhinho, depois, veio o “IPOD” – tornando uma febre mundial, sendo possível ouvir também com o alto-falante ligado de forma discreta.

Com o advento dos celulares, foi incorporado tudo em um, ou seja, som, áudio e vídeo, além de fazer ligação, é claro! Foi quando voltou em cena o manjado “DJ de Busão”, pois, permitiu ouvir rádio e músicas sem a necessidade do fone.

Para quem utiliza o transporte público, além das filas enormes nos terminais, atrasos nas chegadas dos ônibus, superlotação, ônibus velhos e maquiados e tarifa alta, os usuários tem ainda que ouvir, forçosamente, o funk, o brega, o gospel e outros gêneros musicais, até chegar ao seu destino!

Existem cidades no Brasil em são proibidas por lei a utilização desses equipamentos no modo alto-falantes, obrigando o motorista a mandar o infrator a descer do veículo e, em casa de resistência, chamar a força policial para forçá-lo a desligar o equipamento, além de multas no caso de reincidência – acho que não vingou, pois é de difícil execução! 


Parece que o bom senso está prevalecendo, pois existe um numero cada vez mais reduzido de pessoas que abusam – mas, vez e outra aparecem uns “DJ de Busão”, infernizando a vida dos pobres passageiros! É isso ai.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

DE VOLTA AO PASSADO: Cartaz do Cinema POLYTHEAMA


HOJE – Grande Soirré da Moda

BETTY MANSEN (A atrictriz real) – reappareccerá entre nós desempenhando o possante e suggestivo drama da VIDA MODERNA extrahido do celebre escriptor hespanhol JOSÉ ECHEGARAY

“O CELEBRE ESCANDALO”

Cinematographado pela inimitável fábrica americana FOX-FILMES em 6 luxuosas partes.

“BETTY NANSEN não encarna somente o papel que lhe é confiado, ella o vive; ella o é” HENRIK IBSEN.


TRADUZINDO:

Soirré da Moda – Reunião social, geralmente à noite. Naquela época, as pessoas iam ao cinema com os mesmos trajes utilizados em casamentos. 

Betty Nansen – dinamarquesa (1873-1943), foi para os Estados Unidos para alavancar a sua carreira de atriz, onde fez vários filmes malsucedidos, depois, foi diretora de teatro, onde exerceu com sucesso a profissão até a sua morte aos 69 anos de idade.

O Célebre Escândalo – Fox-Film, USA, 1916

Cine Polytheama (POLY = MUITO (Latim) + THEAMA = ESPETÁCULO (Grego) = muitos espetáculos - serviu de nome de teatros e cinemas na história cultural do país). – Fundado em 1916 e extinto em 1973, ficava na esquina das avenidas Sete de Setembro e Getúlio Vargas. Restou somente a fachada, onde aparece o nome do cinema e duas sereias segurando uma harpa. Atual, prédio das Lojas Americanas.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

BLOGDOROCHA: AÇAÍ

BLOGDOROCHA: AÇAÍ: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Euterpe oleracea Açaizeiro Classificação científica Reino : Plantae Divisão : Magnolio...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

BLOGDOROCHA: PROMETO NÃO PROMETER NADA EM 2014

BLOGDOROCHA: PROMETO NÃO PROMETER NADA EM 2013: A princípio, parece uma contradição, pois, prometer que não irei prometer, já configura uma promessa em si -, tudo bem, então serei um ...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O VIOLÃO E O VIOLONISTA CLÉLIO DINIZ

Nasci e me criei dentro de uma oficina de fabricação e reparos de instrumentos de cordas (o Bandolim Manauense), pois o meu saudoso pai (José Rocha) era o luthier mais famoso da nossa cidade, tendo o violão o seu carro chefe – todas as sextas-feiras, o nosso local de trabalho ficava lotado de músicos amazonenses - foram dezessete anos ouvindo esse turma tocar, em decorrência disso criei uma predileção toda especial ao “pinho”, mesmo não sabendo tocar o instrumento - ainda hoje fico babando quando o Clélio Diniz dá os seus acordes, pois ele é, na atualidade, o melhor violonista de Manaus.

O VIOLÃO - No inicio, era conhecido como “Viola”, com cordas duplas e, na sua evolução, passou para cordas simples, para compensar a perda da sonoridade, foi aumentado o seu tamanho, passando o seu nome para o aumentativo “Violão”.

O meu saudoso pai, o luthier Rochinha, fez milhares de violões, ele era famoso no Brasil afora, tanto que o Wando, Gilberto Gil e o Dilermando Reis foram até a oficina do papai para comprar o instrumento – ainda guardo dois exemplares em minha casa.

Um fato interessante, o meu genitor não sabia tocar, apenas afinava o instrumento com auxilio do diapasão – ele gostava de uma boemia e, sempre que ia para a noite, levava consigo um violão, para os amigos tocarem, é claro!

Atualmente, existem dezenas de luthier em Manaus, com a grande maioria egressa da Escola de Lutheria do Amazonas (OELA), no bairro Zumbi II, onde o Rubens Gomes desenvolve um projeto reconhecido internacionalmente.




O VIOLINISTA CLÉLIO DINIZ – O Clélio Diniz é um amazonense de Manaus, um autodidata consagrado nacionalmente – tocou em diversas bandas de Manaus, tais como “Blue Birds”, “Os Embaixadores” e “Blue Star”, além de ter acompanhado as cantoras amazonenses Lucinha Cabral, Lili Andrade e a Felicidade Suzy. Trabalhou no Hotel Tropical Manaus, como violonista da casa. Fez várias apresentações sozinho e, outros com parceiros, como o Ítalo Jimenez e Renatinho Linhares. Gravou o CD “Ballet das Folhas e “Festa das Cordas”. No concurso de violão “Domingos Lima”, ficou em segundo lugar. Atualmente reside em Florianópolis e tem um trio que se chama “Clélio Diniz e Trio”. Ele é um dos maiores intérpretes da obra para violão de Villa Lobos e autor de centenas de composições.

Com o apoio do “Projeto Cultural Uakti” (coordenado pelo Dr. William Gama) fez duas apresentações em Minas Gerais (Extrema e Formiga). Seu violão poderoso calou os presentes e os mineiros se emocionaram com suas interpretações de Dilermando Reis, músico e pesquisador da música mineira.

O Clélio Diniz fará um show no próximo dia 28 de Dezembro, no “Bar Fino da Bossa”, situado a Av. Max Teixeira, 60, Travessa São Judas Tadeu, Flores – telefone 92 9271-5491, com inicio previsto para as vinte e uma horas e trinta minutos - será um show imperdível, pois o Clélio veio a Manaus somente para rever os amigos e familiares e, mostrar todo o seu talento para os seus conterrâneos amazonenses. 
   
Show "Violão Brasileiro - Dos Morros Cariocas aos Beiradões Amazônicos", com Clélio Diniz e convidados. No repertório: Balé das Folhas (Clélio Diniz), Odeon (Ernesto Nazareth), Graúna (João Pernambuco), Festa das Cordas (Clélio Diniz), 1 x 0 (Ozéas da Guitarra), Magoado (Dilermando Reis), Igapó (Sebastião Tapajós) Ingênuo (Pixinguinha), Ternura (Kximbinho), Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo), Olho D´Água (Armando de Paula), As Rosas não Falam (Cartola), Interrogando (João Pernambuco), Tempo de Criança (Dilermando Reis), Chorando Baixinho (Clélio Diniz), O Bem Amado (Toquinho), Delicado (Waldir Azevedo - Homenagem a Beto Beiçola), Porto de Lenha (Zeca Torres), Bicho de Sete Cabeças (Geraldo Azevedo), Brasileirinho (Waldir Azevedo).

Muito boa essa união do violão, um dos instrumentos de cordas dos mais queridos e amados do nosso país, com o melhor violonista de Manaus, o Clélio Diniz. É isso ai.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

BLOGDOROCHA: AS COMEMORAÇÕES DO NATAL E ANO NOVO.

BLOGDOROCHA: AS COMEMORAÇÕES DO NATAL E ANO NOVO.: Assim como o carnaval, as festas juninas, a copa do mundo de futebol e as eleições gerais que mexem muito com o nosso comportamento, o Nata...

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

SECOS & MOLHADOS

PAPAI NOEL DO BAR DO ARMANDO
Natal de 2005, o Largo de São Sebastião tinha acabado de ser revitalizado, com a Secretaria de Cultura espalhando Papai Noel pelo lugar, todos em tamanho natural – naquela época, o pessoal da “BICA”, do Bar do Armando, chamava o largo de “Roberlândia”, mesmo assim, o Secretário de Cultura, o Robério Braga, autorizou a revitalização do referido bar, além de colaborar com a banda mais famosa de Manaus. Para surpresa de todos, ele mandou colocar um “Bom Velhinho” bem na entrada do boteco do Armando – ele ficava com as pernas cruzadas, com uma caneca de cerveja na mão e a cabeça em direção ao Teatro Amazonas. Turistas, transeuntes, boêmios, crianças, jovens e adultos e até convidados e noivos de casório na Igreja de São Sebastião, todos paravam para tirar uma fotografia com o folgado “Pai Natal”. Os gozadores de plantão do Bar do Armando (incluindo o escriba aqui), começaram a tirar onda com o boneco, vez e outra, colocavam cerveja no caneco do velho e, na Festa do Talco, uma tradição de final de ano dos biqueiros, sofreu mais do que sovaco de aleijado, deram banho de cerveja nele, pegava cascudo, era agarrado por trás e entrava no samba, pegou tanto talco e maisena que ficou branco da cabeça aos pés - o Armando ficava doido com tanta judiação que faziam com o boneco, pois o Robério Braga o deixou sob a sua guarda e proteção. No ano seguinte, o secretário mandou deixá-lo dentro do Bar, próximo ao “Home Theater”, exatamente no local onde a galera fazia toda aquela balburdia – tive pena do “bom velhinho”, toda noite ele tomava um porre “na marra”, sofreu tanto que a cabeça saiu do lugar! No terceiro ano, todos já estavam ficando acostumados com o Noel, mas, chegou até os ouvidos do Robério que os malucos da BICA faziam o diabo com o boneco e, foi vedado desde então, apesar dos protestos! Amanhã, publicarei uma fotografia minha com o referido Papai Noel do Bar do Armando.

Cara, gostei muito do comentário no face, do meu brother Carbajal Gomes:
"O Rochinha teve e tem uma participação muito importante em todo contesto da nova formação do novo Bar Caldeira "Oficial". Por exemplo, no domingo em uma feijoada na Escola de Samba Vitória Régia, foi lido um texto feito pelo Rochinha, tanto para Celestina quanto para a Rainha do rádio amazonense, a Katia Maria, as duas vieram as lagrimas e quase todos que ali estavam . Fizeram um homenagem ao Bar Caldeira pela sua tradicionalidade em Manaus e nada mais justo sendo bem representado pelas duas Divas com um texto belíssimo do irmão Rochinha .........Salve o Caldeira........Sarava".
É isso ai, fico feliz em ter colaborado com o Carbajal e por escrito postagens sobre a Kátia Maria e a Celestina Maria - fico ainda mais feliz, por ter sido lido na Escola de Samba Vitória Régia. Irei republicar as referidas postagens. Valeu!

DELFIM SÁ – Ele foi meu vizinho por longos anos, morávamos na Rua Tapajós, na entrada da Vila Paraíso. A nossa família é muita grata a ele, pois foi a pessoa que levou o Arthur Neto, então candidato a Prefeito (1988), na presença do meu saudoso pai, na época o meu velho estava bastante enfermo, ganhando apenas um Salário Mínimo e, o quando o Arthur ganhou a eleição, mandou uma mensagem para a CMM solicitando uma aposentadoria digna para o Luthier Rochinha – ele começou a ganhar 5 SM por “Mérito Cultural”.
Voltando ao Delfim, ele desfilava sempre na Escola de Samba Vitória Régia, da Praça 14 de Janeiro, a verde rosa que tem como madrinha a Mangueira, do Rio de Janeiro - certo ano, resolveram fazer um carro Abre-alas homenageando uma Balsa da travessia de Iranduba-Manaus, era chamada de “Boto Navegador”, uma alusão ao governador Gilberto Mestrinho – o Delfim estava tomando um Johnnie Walker, um puro “dezoito anos” com gelo de água de coco, além de uns petiscos de primeira qualidade. Fui convidado pelo amigo para tomar umas pequenas doses, pois ele iria desfrutar de tal regalia no carro principal e, estava fantasiado de Almirante – quando a empilhadeira chegou, ele ficou cheio de pose, subiu uns cinco metros, acenava para todo mundo, era o próprio "bicho da Goiaba branca", - ficou acomodado lá dentro da cabine do Comandante, no entanto, ele cometeu um erro fatal: esqueceu do uísque 18 aninhos em minhas mãos, com o gelo e aqueles petiscos maravilhosos! Ai foi graça - quando ele deu falta, gritava que nem um maluco, eu não dava a mínima, ainda coloquei uma dose tamanho marítima com bastante gelo, levantava para ele ver e tomava numa boa, suavemente, ele babava de raiva e chamava palavrões. Não dava pra fazer mais nada, ainda tentei convencer o empilhador para levar o “Reino da Escócia” até o Delfim, mas, o cara não dava à mínima e, ainda teve a cara-de-pau de pedir uma dose para ele e outra para o seu amigo.
Onde nos encontramos, ele gosta de contar deste ocorrido, fala que desceu na maior secura, pior de tudo, de tão puto que estava, leu errado a “Carta Náutica”, ao invés de ir para Iranduba, foi parar no Careiro de Várzea! Ele mudou de casaca, pois desfilou nos últimos anos na Escola de Samba da Aparecida, não sei de já voltou para a sua Escola do Coração!
O nosso querido Delfim (irmão do Julinho Sá da Receita) teve um problema de saúde, mas, já se encontra em sua casa em recuperação. Saúde e vida longa ao meu amigo Delfim Sá!.


O Michel Jackson não morreu, pelo menos em Manaus!
O Michel quando estava vivo, jamais imaginou que existia um cover seu, da melhor qualidade na Amazônia, pois bem, o nosso pop star da selva é de Parintins, no médio Rio Amazonas – aos catorze anos de idade veio de mala e cuia para Manaus.
Quando houve aquela explosão do sucesso com os álbuns “Off the Wall” (1979), “Thriller” (1982), “Bad” (1987) e “Dangerous” (1991), milhões de dólares foram arrecadados no mundo inteiro pelo cantor original e, muitos trocados de reais caem até hoje no chapéu do Wanilson de Souza Tavares, o nosso Michael Jackson Jaraqui de Manaus.


ANIVERSÁRIO DE POBRE – Ontem, passei pela Rua Tapajós, centro de Manaus, somente para colocar o papo em dias com os meus colegas de rua. Fui convidado pelo Manoel Mormão, para uma festa “do arromba”, no próximo dia 21, quando ele estará complemento “eras”. O convite foi assim: - Prefeito, no dia 21 vai ter aquela feijoada no meu aniversário, não se esquece de trazer uma caixinha de gelada e alguns trocados, pois vou passar o chapéu! O aniversário de pobre sempre foi assim: Muita comida, com vatapá, arroz, caruru, maionese, farofa, salpicão, macarronada, espetinho de gato, feijoada e Ete cetara e tal. Agora, na hora do “pega prá capar”, o aniversariante passa o chapéu para comprar mais geladas! Ainda não participei de nenhum "niver" em que o cara pague todas no seu aniversário. Sempre passando chapéu! Aliás, por eu ser um pobre mortal, nunca fui a um aniversário de rico. Será que eles passam também o chapéu discretamente? Sei, não!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

BLOGDOROCHA: HAHNEMANN BACELAR

BLOGDOROCHA: HAHNEMANN BACELAR: *por Álvaro Pascoa O menino que um dia quis ser pintor. E foi. E Também o mais  genuíno  dos pintores amazonenses, porque não ho...

OS AVÔS DE HOJE.


O meu amigo Bepi Cirino (ex-titular do IPHAN) fez uma postagem em sua página do Facebook, mostrando uma fotografia do seu netinho que ainda está na barriquinha da sua nora, ainda nem nasceu e ele já está babando de alegria – isso foi o suficiente para fazer essa postagem e, enaltecer a figura do avô, pois faço parte dessa nova geração de manauaras de meia idade que se tornaram pai do pai, ou seja, pai duas vezes, uma maravilha, com certeza
.
Não cheguei a conhecer os meus avôs (Mirandolino e José), somente as avós (Lidia Martins e Maria Soares), com quem convivi por longos anos. O meu avô paterno veio para a Amazônia na década de 20, por aqui ficou e morreu - graças a ele, o meu pai (Rocha) veio a reboque do Ceará para Manaus, onde conheceu a minha mãe (Nely Fernandes), uma cabocla do interior e, na união nasceu esse caboclo que escreve um monte de besteiras no BLOG e Facebook.

Tempos atrás, os avôs chegavam a essa condição quando já estavam aposentados, com os cabelos branquinhos - gostavam de curtir uma cadeira de embalo, ouvir uma valsa no disco de vinil, tomavam chás com torradas, usavam óculos fundo de garrafa, passavam o dia todo vestidos de pijamas – os coitados até que desejavam “entrar em campo”, mas não tinha reza braba que desse jeito para o bicho levantar.

Um velhinho acorda cheio de alegria, pois era o dia do seu aniversário e, com a voz tremula, começa a conversar com o seu corpo: - Meus pés, minhas pernas, minhas mãos, meus braços, meus peitos, meu pescoço, minha língua, meus olhos, meus ouvidos, vocês estão completando oitenta anos! E você, meu bilau, caso não tivesse morrido faz vinte anos, estaria também completando, hoje, oitenta anos!

É mano velho, o tempo mudou, a velharada toma Viagra de montão, faz academia, caminhadas, pinta os cabelos, faz manicure e pedicure, usa as mídias sociais, pega as quengas, se veste igual aos filhos mais novos e, não parece nem um pouco com os avôs de antigamente.

Muitos casam ou se amancebam novamente, geralmente, procuram mulheres mais novas e, pasmem, ainda fazem filhos. O avô vai passear na praça com a família e encontra um velho amigo: - E ai Bob, essa é a tua filha? Não, ela é a minha mulher! Desculpe, mas, esse curumim ai, é o teu netinho? Não, ele é o meu filho mais novo! E essa guriazinha, é também tua filha? Não, ela é minha netinha mais nova!

Outra coisa, as filhas começam cedo a sua vida sexual, resultado: com menos de quarenta anos o camarada se torna avô! Muitos deles têm que fazer papel de pai, pois o Boto se manda quando aparece a barriga da namorada.

Os avôs de hoje, se aposentam e voltam a trabalhar novamente, para ajudar no sustento dos netos e filhos - a grande maioria está endividada até a alma com esse tal de empréstimo consignado. 

Olha, apesar de tudo, é muito bom ser avô, ter alguém em que você possa pegar pelas mãos e passear nas praças e shoppings, brincar nas praias, voltar a jogar peteca e papagaio de papel, levar ao medico e a escola e, receber um beijo no rosto! È isso ai.