quarta-feira, 12 de junho de 2013

UM DIA DE AMENIDADES NA CIDADE DE MANAUS

Como as minhas prolongadas férias estão chegando ao fim (depois de um longo e tenebroso inverno), pois irei pegar no batente para valer quando julho chegar - resolvi dar um rolé (volta) pela minha cidade e, conversar com os meus velhos amigos - sem dúvida, foi um dia de amenidades em Manaus.

Peguei a Avenida Eduardo Ribeiro, entrei na Loja Bemol (antigo Cine Avenida), dei uma de “Araújo” (aquele cara que olha tudo, faz mil perguntas, pede orçamento e, não compra PN!), depois, passei pelo antigo “Canto do Fuxico”, na Rua Henrique Martins, parei numa antiga confeitaria, para “forrar a pança” (matar a fome), comendo uns “bributes” (doces e salgados) da melhor qualidade.


Segui pela Rua Frei José dos Inocentes, a intenção era fazer uma consulta nos jornais antigos da Biblioteca do “Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas – IGHA” (para pesquisar sobre a “Batalha Naval de Itacoatiara, de 1932), mas, estava fechada, aliás, já passei dez vezes por lá e, sempre a encontro com as portas cerradas.

Passei pela Praça D. Pedro II e, fiquei a admirar as fachadas do “Palacete Rio Branco” e do “Paço da Liberdade” (infelizmente, este patrimônio público está fechado, pois o Arthur está tentando consertar as merdas deixadas pelo Negão Amazonino) – vi alguns homens da Prefeitura de Manaus (SEMINF), dando uma geral nos bueiros e calçadas do entorno do “Cabaré Chinelo”.


Aprovei para entrar na Casa do Senhor, a Igreja Matriz, ouvi atentamente as orações de um grupo de senhoras e, tirei algumas fotografias de detalhes do nosso templo centenário.

Fui até o “Café do Pina”, encontrei um grupo de velhos amigos, formado pelo Moranguinho (irmão da miss Terezinha Morango), Leandro (vendedor de CDs, também conhecido como “Grande Circular”), Joaquim Alencar (ele está em cima da carne seca, pois é assessor político do Rei Arthur), Elson (cientista político e um dos coordenadores do Projeto Jaraqui) e o Italiano (o cara é maquiador de defunto de uma funerária de Manaus - cruz credo!).

Pois bem, todos esses caras estão com mais de cinqüenta anos e, são manauaras que curtiram muito as décadas de sessenta e sessenta, época de ouro da nossa juventude – o papo rolou sobre:

- Dona Yayá, o Cine Avenida e um cara famoso do Juizado de Menores, que nas horas vagas era “Peixeiro” e vendia num tabuleiro pelas ruas de Manaus - quando estava na função de autoridade do juizado, odiava quando alguém o chamava de peixeiro, era brigão e o pau comia no centro;

  - As bibas "Arroz", "Matamatá" e "Alonso", eles botavam para cima dos jovens, pois aproveitavam a escuridão do Cine Guarany para fazer valer a “mão boba” - além do "Madeira", um cara que trabalhava no Tribunal Regional Eleitoral (atual Pizzaria Splash, no Largo de São Sebastião), muitos jovens passaram pela sua mão, pois ele tirava o Título de Eleitor numa boa e, entregava somente na sua casa (na ladeira da Rua Tapajós);

 – Revitalização do centro antigo, a grande maioria afirmou que, a prefeitura não vai fazer muita coisa até a Copa de 2014, talvez desloque alguns camelôs para a “Loja da Esplanada da Sete de Setembro” e faça muita maquiagem em alguns prédios antigos, pois a culpa é do "Negão" que passou quatro anos frente da PMM, não fez nada pela cidade e ainda deixou um rombo arrombado para o seu sucessor!


Depois, fui até o "Bar Jangadeiro", para saborear um “Sanduíche de Pernil” com “Guaraná Regente”, lembrei muito do meu saudoso amigo Armando (do Bar do Armando, Largo de São Sebastião), pois ele fazia o melhor “Sanduba Pernilcioso” de Manaus.

Para finalizar, dei um pulo no "Bar Caldeira", afinal, "Ninguém é de ferro!"Fui conferir a ornamentação de "São João" e a "Terça dos Cuiucuiús" (um peixo liso e cheio de serra!). Encontrei com os meus amigos: Nazareno, Papoula, Baiana, Pacheco, Jesus da Eletronorte, Palinha, Puga, José Antônio, Roberto e outros mais. O papo que rolou foi o seguinte:

- o Puga propôs a criação do “Clube do Vinil de Manaus”, convidou-me para ser o Presidente, topei na hora e, vou elaborar o estatuto e tudo o mais – ele se lembrou dos velhos tempos do Bar do Armando, quando eu “botava no toco” na vitrola 3 em 1 do portuga;

- o Pacheco pediu para escrevermos junto o livro “Bar Caldeira, 50 anos de Tradição”, não sei se topo, pois estou com dois anos no prelo do meu primeiro livro e não termino nunca, pois ainda não confiei no meu taco para tornar-me escritor;

- o Naza está tentando conseguir uma credencial para mim, no “Bumbodrómo de Parintins” – está difícil, pois os donos dos bois estão com muita “pavulagem” (caboco metido 'a besta) no credenciamento dos profissionais da mídia.


Pois é, mano velho, ontem, foi um dia de amenidades na nossa cidade de Manaus. É isso ai.

Fotos: Manaus antiga e atual (Rocha)
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