segunda-feira, 24 de junho de 2013

A NOVELA E A BOATE SARAMANDAIA DE MANAUS


NOVELA SARAMANDAIA - Hoje, a poderosa Rede Globo de Televisão, relança a famosa novela “Saramandaia” – para quem não sabe, a primeira foi exibida em 1976, em plena ditadura e, fez um sucesso danado - na realidade, essa emissora fatura “os tubos”, tanto no Brasil, como no exterior, com a exibição de suas telenovelas, porém, o faturamento vem caindo pelas tabelas, tudo em decorrência da mesmice - para recuperar o seu prestígio, foi buscar no passado o fôlego necessário para continuar na liderança e no faturamento.

O enredo ocorria numa cidade fictícia de “Bole-Bole”, no interior da Bahia, onde passava por um plebiscito para a mudança de nome – a briga ficava entre os tradicionalistas, liderados pelo coronel Zico Rosado; e os mudancistas, liderados pelo coronel Tenório Tavares e pelo vereador João Gibão.

A novela tinha alguns personagem exóticos, tais como: Aristóbulo Camargo (virava lobisomem nas noites de lua cheia); Marcina (provocava incêndios onde tocava); João Gibão (corcunda que escondia um par de asas); Dona Redonda (que não conseguia parar de comer) e Zico Rosado (botava formigas pelo nariz).

A música que mais marcou naquela época foi  “Pavão Misterioso”, do cantor Ednardo, levando-o a ser conhecido nacionalmente.

BOATE SARAMANDIA DE MANAUS - Para os cinquentões da nossa cidade, o nome dessa novela faz o pensamento voltar ao túnel do tempo, pois um empresário do ramo do “lazer do sexo pago”, conhecido como “puteiro”, resolveu colocar o nome em seu estabelecimento de “Boate Saramandaia”, em homenagem ao trabalho do Dias Gomes.

Pois bem, o referido prostíbulo ficava na Avenida Torquato Tapajós, próximo ao Conjunto Santos Dumont, exatamente no terreno onde é hoje um colégio particular muito conceituado na nossa cidade.

Os puteiros de hoje, são os famosos “strip-tease”, com muita música, luzes, bebidas, onde as profissionais do sexo dançam nuas, deixando a negada com o tesão na flor da pele e, marcam ali mesmo os encontros amorosos em troca de grana.

Os de antigamente era formado por uma ou duas imensas casas, feitas de madeiras, onde no salão principal ficavam um imenso bar, com diversas mesas e cadeiras, com a apresentação de conjuntos musicais, geralmente o som era o “brega” – os marmanjos chamavam as gatas para sentarem a mesa para um rodada de cerveja, geralmente, elas pediam para eles pagarem um bebida mais cara e aceitavam somente um maço inteiro de cigarros, tudo para aumentar a despesa do otário, pois elas ganhavam comissão para tal.

o “rala e rola” aconteciam nos “quartinhos”, com o famoso “banho tcheco”, onde existiam somente um balde de água e cuia para os casais lavarem as suas partes íntimas.

Por sinal, naquele tempo os homens não utilizavam preservativos e, no máximo o que pegavam era uma gonorreia ou cristade galo, pois ainda não existia a mortal AIDS.


Para falar a verdade, faz tempo em que não assisto uma novela, mas, hoje, irei encarar a nova “Saramandaia”, para lembrar das antigas novelas da Globo e do puteiro do mesmo nome. É isso ai.     
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