quarta-feira, 27 de junho de 2012

VIAGEM DE BARCO A PARINTINS


A dita “Manaus Moderna”, é um local de atracação da maioria dos barcos que partirão para Parintins, com saídas previstas para hoje e amanhã.

Alguns são construídos em ferro, é o caso do Catamarã Rondônia e do Amazonas, com saída às quatro horas da tarde de quarta e quinta-feira respectivamente, estes barcos oferecem mais conforto e segurança, itens não muito levados à sério pelos proprietários dos barcos regionais, feitos de madeira, na sua grande maioria.

Todos os barcos terão uma fiscalização muito rígida por parte da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, os militares estarão com postos de fiscalização em Manaus, Itacoatiara e Parintins, além de contarem com navios, lanchas e até helicópteros da Marinha do Brasil.

Quem não se adequar, vai dançar embaixo do boi! A viagem dura à noite toda, ao som de forró/brega/boi, além de muita gelada no gogó; bem cedo da manhã sempre é servido um café regional.

Depois, vale à pena ficar contemplando a nossa Amazônia, com 98% das nossas florestas preservadas, além do majestoso Rio Amazonas, o maior rio do planeta Terra.

O comandante do barco vai mandar colocar na velocidade máxima, pois, eles não vão querer servir o almoço para a “cobocada”, com a previsão da chegada em Parintins para antes do meio-dia.

Os grandes barcos ficam ancorados no novo Porto de Parintins, reformado no ano passado, pelo então Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, ele injetou a bagatela de R$ 9,3 milhões para aumentar a sua capacidade de atracação e elevação do piso, pois a estrutura anterior foi para o fundo na enchente de 2009, os parintinenses chamavam de “Porto de Submarino”, é mole!

Este ano não levarei a minha bandeira, ou seja, não irei a Parintins, ficarei na saudade, quem sabe no próximo ano, o jeito será assistir a transmissão pela TV Bandeirantes (caso eles decidam transmitir ao vivo!).

Para os que forem, aproveitem os três dias na ilha, pois lá existem inúmeras opções de lazer durante o dia, como passear de triciclo e moto-taxi; detonar várias “caldeiradas de Bodó”; visitar a Catedral de Nossa Senhora do Carmo; frequentar os Curais dos Bois Caprichoso e Garantido; passear de barco no Lago Macurany, balneários do Canta Galo e Final da Ilha; tirar fotos da beleza dos prédios antigos e, apreciar as cunhãs-porungas (as mulheres mais bonitas) da cidade.

Conheço várias pessoas dita “intelectual”, possuidora de um ódio mortal dessa manifestação popular; os argumentos são diversos: alegam a carnavalização do evento, uso indevido da cultura indígena, alem da não representação fiel da nossa cultura. Respeito à opinião de todos, mas não embarco nesta onda, aliás, embarco mesmo é para Parintins, quando dá. É isso ai.
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