sábado, 23 de junho de 2012

TEATRO AMAZONAS, O ROMANCE DO ROGEL SAMUEL


Junte o nosso glorioso Teatro Amazonas, uma monumental construção no coração da Amazônia; o latino romanicus, a descrição de ações e sentimentos de personagens fictícios, numa transposição da vida para um plano artístico e, o consagrado escritor, historiador e poeta amazonense Rogel Samuel, resultado: um livro gostoso de ler, um passeio romântico sobre o nosso passado, mostrando os meandros da construção do soberbo TA.

Semana passada, o carteiro bateu a minha porta e, entregou-me um envelope, dentro dele continha um livro com a seguinte dedicatória: “Para José Martins Rocha, o grande amigo de Manaus, e assim, meu irmão de história, com a homenagem do Rogel Sanuel, 2012”.

Quanta honraria, sou apenas um cara metido a blogueiro, não sou historiador ou pesquisador, mas, amigo de Manaus, sou com certeza. Quem sabe um dia, quando eu estiver mais maduro e preparado, possa escrever um livro e, retribuir ao nobre Rogel.

O Rogel é polivalente – amazonense de Manaus, radicado no Rio, é poeta, escritor, webjornalista, colunista de Blocos Online, de Entre Textos, doutor em letras, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor de Crítica da Escrita, Manual da Escrita, Literatura Básica, O que é Teolit?, 120 Poemas, o Amante das Amazonas e Teatro Amazonas, além de ter escrito centenas de artigos em revistas e jornais.

Na capa do referido livro, consta um resumo do romance Teatro Amazonas “é uma obra que conta a história de uma das mais opulentas casas de espetáculo do País, o Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1896 e, dentre outras características, redimensiona o papel de Fileto e Thaumaturgo na história do Amazonas. O livro permite mergulhar em detalhes da Manaus do final do século XIX e início do século XX. A vida em Manaus era exuberante, elegante e rica, e bem alegre, já naquela época. Era o início do apogeu de uma sociedade que enriquecia rapidamente, com a extração da borracha”.

Vamos viajar um pouco no livro – “Natal de 1900 – “Francisco Ferreira Lima Silva naquela escura noite vinha subindo a escadaria do impressionante palacete onde morava Waldemar Scholz e que muitos anos depois foi transformado no Palácio Rio Negro, sede do Estado do Amazonas. Para o natal só, Sholz convidara para a ceia um grupo seleto: Lima Silva, o maestro Adelelmo do Nascimento, Antônio Bittencourt e poucos outros. Era uma escura noite de Natal de 1900, pouco depois da morte do governador Eduardo Ribeiro, em circunstâncias misteriosas. Eduardo Ribeiro foi o construtor do Teatro Amazonas. Foi o construtor de Manaus. Quando saiu do palacete Scholz já de madrugada. Lima Silva foi para a casa de Marinalva. Ela não estava. Ordenou ao taxi que o levasse a Praça de São Sebastião. Em frente ao Teatro Amazonas parou e saltou. A igreja já estava fechada e a praça vazia. Ele sentou-se na escadaria do Teatro. De longe, de bem longe, dos limites da fímbria do horizonte, apareceu um vento úmido e morno, vindo da floresta, que passou como um fantasma, uivando nas alamedas do Teatro. Era a morte do Eduardo Ribeiro. A morte de tudo.

Parabéns ao Rogel Samuel pelo excelente livro, com certeza, ele fará muito sucesso na nossa cidade. É isso ai.

Acesso a página do autor?
http://www.literaturarogelsamuel.blogspot.com.br/





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