segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DISTRITO INDUSTRIAL DE MANAUS & FRANCISCO PEREIRA DA SILVA


O Distrito Industrial foi planejado para abrigar somente as indústrias, mas cresceu tanto, acabou virando um bairro. 

O seu aniversário é comemorado em seis de junho, data da lei que se criou o Porto Livre ou Franco de Manaus (1957); fica na Zona Leste, na margem da BR-219 (Manaus-Humaitá-Porto Velho), faz fronteiras com os bairros Armando Mendes, Nova República, Mauazinho, Nova Jerusalém e Crespo.


Neste bairro, encontramos os Distritos I e II - chamados de Distrito Industrial Castelo Branco, os empresários chamam de Pólo Industrial de Manaus, com 450 empresas que geram perto de 100 mil empregos diretos – encontramos também, a Refinaria de Manaus, Porto da Ceasa, Cefet, Senai, Fundação Nokia, Novotel, Suframa, Fucapi, Centro Cultural dos Povos da Amazônia e, muitos outros estabelecimentos de serviços e pesquisas.

O Francisco Pereira da Silva foi o idealizador do projeto Zona Franca de Manaus, que acabou por originar o Distrito Industrial. 

Era conhecido por Pereirinha, nasceu em 7 de setembro de 1890, no povoado de Guamaré, município de Macau, no Rio Grande do Norte, mudando-se com a família, ainda menino, para a Amazônia.

Iniciou a vida pública no Acre, chegando ao Amazonas em 1924, para exercer o cargo de Secretário da Chefatura de Polícia. 

Em 1930 foi aclamado membro da junta governativa revolucionária do Amazonas. 

Iniciou a sua vida parlamentar em 1º. de fevereiro de 1946, no final do mandato, encaminhou à Câmara o projeto de criação de um Porto Franco em Manaus. 

Em 1955 foi eleito deputado federal, retomando o projeto Porto Franco; o relator foi o engenheiro Maurício Jopper, justificando a criação de uma Zona Franca e não somente um Porto Franco – o projeto foi aprovado por unanimidade pela Câmara e pelo Senado Federal, sendo o relator o senador Cunha Melo. 

O presidente Juscelino Kubitschek sancionou a Lei no. 3.173, em 6 de junho de 1957 – o Pereirinha foi o primeiro Superintendente, em 1960 . 

Dez anos depois, foi reformulada através do Decreto-Lei no. 288, de 28 de fevereiro de 1967, criando a Zona Franca de Manaus e a Suframa. 

O nobre parlamentar ainda cumpriu mais quatro legislaturas pelo Amazonas, vindo a falecer em 10 de setembro de 1973, em Manaus, sendo sepultado no cemitério São João Batista, túmulo no. 1, quadra 15.

A única homenagem à Pereirinha, pai da ZF-Manaus, era o nome da Praça Francisco Pereira da Silva, conhecida antigamente como Bola da Suframa, atualmente, Centro Cultural dos Povos da Amazônia, mudaram o nome, deixando em completo abandono a memória deste grande homem.

Fonte: Jornal do Comércio, edição especial do aniversário de Manaus e SUFRAMA.
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