quinta-feira, 21 de novembro de 2013

MANAUS, A CIDADE ONDE TUDO TEVE OU JÁ FOI!


Tenho um amigo que, sempre que faço uma postagem sobre a nossa Manaus antiga, ele gosta de falar que “vira e mexe”, os manauaras saudosistas falam da sua cidade, onde tempos atrás, teve tudo do bom e do melhor e, já foi uma das melhores e mais bonitas urbes do nosso paí -  concordo em parte, pois muitas coisas boas foram enterradas com o tempo, mas, a nossa cidade ainda continua bela, apesar dos pesares - irei citar algumas coisas do passado.

Forte de São José do Rio Negro – foi onde começou a cidade de Manaus - foi construído em 1669, para proteger da invasão de estrangeiros, principalmente dos holandeses – foi abandonado em 1875, os vestígios de seus alicerces estão onde foi erguido o edifício da Tesouraria da Fazenda Estadual (Porto de Manaus);

Maior produtor mundial de borracha (era conhecida como Coração da Amazônia e Cidade da Floresta) – foi uma das cidades do país que mais extraíram o látex e comercializaram a borracha (primeiro ciclo de 1879 a 1912), foi através dela que as cidades de Manaus e Belém tiveram o apogeu, requinte e luxo, como a  luz elétrica, o sistema de água e esgotos, os bondes elétricos, com a construção de grandes avenidas e edifícios imponentes e luxuosos;
Tribo de Manáos – não existe mais (juntamente com os Barés e Tarumãs), apesar de ter dado o nome a cidade de Manaus (mãe dos deuses) - habitavam a região dos rios Negro e Solimões e, na época do “descobrimento”, em 1669, já existiam aqui mais ou menos 10 mil índios Manáos, eles ficavam na embocadura do Tarumã (próximo a Marina do Davi);

Região espanhola – é isso mesmo, pertencíamos à Espanha naquela época -, era para estarmos falando, hoje, o espanhol e não, o português – os lusitanos aproveitaram a união da coroa (Portugal e Espanha) e começaram a penetrar na Amazônia, apesar de não verem na região a facilidade em obter grandes lucros (difícil acesso e inexistência de riquezas);

Cidade Sorriso – Povo bonito, cidade bela e bem cuidada, todos sorrindo para a vida. Acabou: trânsito caótico, violência urbana, crescimento desordenado, logradouros públicos sem manutenção e pouco verde. Já era o sorriso!;

Bondes Elétricos – A cidade de Manaus foi a segunda no Brasil a introduzir a luz elétrica, implantando um sistema de bondes elétricos – com a inauguração provisória foi em 1896 - a extinção foi em 1957 – restaram somente os trilhos (um deles está  amostra no Largo de São Sebastião);

Estádio Vivaldo Lima – Um projeto do famoso arquiteto mineiro Severiano Mário Porto, chegando a ganhar o Prêmio Nacional de Arquitetura em 1966 - foi inaugurado em 1970, era  “O Maior e Mais Bonito Estádio da Região Norte”. A sua demolição deu-se em 2010, dando lugar a Arena da Amazônia, um projeto de 580 milhões, para sediar somente quatro jogos da Copa de 2014;

Velódromo Recreio – Foi construído, em 1899, no bairro da Cachoeirinha, na Rua Santa Isabel, com fundos para a Rua Silves e lateral na Rua Urucará – com pistas ovais revestidas de madeira, sendo considerado o melhor do Brasil – deixou de funcionar em meados dos anos 30;

Cidade Limpa e Ordeira – O povo vestia-se a moda européia; não jogavam lixo no chão; as praças eram lindas e bem cuidadas; todas as ruas e avenidas eram arborizadas – resumo: povo ordeiro e cidade bem cuidada!;

Balneários de águas límpidas e cristalinas - A cidade é entrecortada por igarapés e, tempos atrás eram utilizados como balneários pela população. Os mais famosos: Ponte da Bolívia, Tarumã e Tarumazinho, Par Dez (Mindu) e os balneários do V-8 (Avenida Efigênio Sales). Com o progresso veio a poluição, todos os balneários viraram “esgotos a céu aberto”!;


Existem inúmeros outros, tudo acabou! Por isso, nas rodadas de conversas dos manauaras, nas praças e nos botecos do centro antigo, o papo é sempre o mesmo: Manaus, uma cidade onde tudo teve ou já foi! É isso ai.
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