domingo, 17 de novembro de 2013

CAMINHANDO ATÉ O MUSA (MUSEU DA AMAZÔNIA)


Estou morando, provisoriamente, na Cidade Nova II, na Zona Norte de Manaus, distante uma hora de ônibus do centro da cidade – o Museu da Amazônia, fica no Jardim Botânico Adolpho Ducke, que por sua vez, fica dentro da Reserva Ducke – com a uma caminhada de uma hora.




Não aconselho ninguém fazer essa caminhada sozinho, pois o local fica na fronteira de Manaus com a mata virgem e, por outro lado, a violência urbana já chegou por essas bandas – na realidade fui só, pois era cedo da manhã e, acho difícil encontrar alguém que queira caminhar por esses lugares tão distantes.


Passei pelo Conjunto Canarana, depois, bairro Francisca Mendes e parte da Nova Cidade - peguei a direita e, segui pela Avenida Margarida – onde é possível ver “in loco” até onde Manaus foi devastada, num lado, milhares e milhares de casas, com pouca arborização e, no outro, a mata ainda intocável.



Na sua extensão, encontrei algumas pousadas (motéis) e, a que mais me chamou a atenção foi a “Pousada Alma Gêmea”, motivando-me a seguir em frente - quem sabe, poderia até encontrar a minha pelo caminho!





Parei numa bodega para tomar água de coco, perguntei para o dono se o Museu estava próximo, ele falou: - Fica bem ali acima, depois da ladeira – fazendo um beiço e apontando com o rosto. Subi a ladeira, desci, subi outra, desci e, nada! Ele não falou que era na quarta ladeira!


Enfim, encontrei a entrada do Museu, ele fica na Avenida Uirapuru, no birro Cidade de Deus, podemos dizer que, fica “no fim do mundo”, no ponto final dos ônibus 448 e 052.



Na entrada, um guia me perguntou se eu iria entrar nas trilhas, respondi que não, pois a minha intenção era conhecer apenas o museu e tirar algumas fotografias - ele fica aberto de terça a domingo, das oito às dezessete horas – quem quiser conhecer as trilhas, deve ir de tênis ou botas – são 998 mil metros quadrados de área!



O que mais me chamou a atenção foi uma tenda indígena, onde o tema é o peixe, o alimento básico dos nossos irmãos - na entrada, existe a montagem de um “Cacuri”, um instrumento de pesca feito taquara – entrei e, fiquei preso dentro dele!



Dentro da tenda, fiquei encantado com os instrumentos de pesca indígenas, móveis e cestarias, além da tecnologia utilizada (TV´s de LED e sistemas de áudio e vídeo) – recebi uma verdadeira aula sobre peixes!



Visitei outra tenda, onde é possível conhecer uma “urna funerária”; fragmentos de cerâmicas encontradas no Rio Negro e Solimões; duas folhas gigantes e dois aquários grandes, com peixes amazônicos, dentre eles, o pirarucu, o tambaqui e o tucunaré.



Hora de voltar, a barrigada começou a roncar, estava pedindo um “jaraqui frito” - começou a chover, corri para um ponto e peguei o ônibus 448 e, passei pela primeira vez pelo bairro Cidade de Deus. Valeu a caminha e a visita ao Museu da Amazônia. É isso ai.  





Fotos: Rocha
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