terça-feira, 26 de novembro de 2013

AFRICAN HOUSE


Na minha página do Facebook, fiz uma postagem denominada “TÔ FORA!” - na qual relato sobre o quanto fui mal atendido na lanchonete “Esquina dos Sucos” e, informo também que preferi lanchar na “African House”, no “Largo de São Sebastião”, em decorrência dessa postagem, a professora Heloísa Braga Cardoso fez o seguinte comentário: “Aproveitando a deixa, Jose Rocha: alguém já parou para se perguntar por que diabo se chama African House aquela lanchonete? Eu morro de curiosidade!”.

Pois bem, eu também morro de curiosidade – apesar de não ser historiador ou pesquisar, mas, com a ajuda dos sites de busca, irei tentar responder ao questionamento da nobre professora da Universidade Federal do Amazonas.

O governo do Estado do Amazonas idealizou, em 1999, o “Programa Manaus Belle Époque”, com o objetivo de revitalizar áreas mais significativas da nossa história e, em 2003, iniciou-se o “Projeto de Revitalização do Entorno do Teatro Amazonas e da Praça de São Sebastião”.



Para o caso especifico da “African House”, a sua revitalização somente foi possível através de pesquisas iconográficas, ou seja, através das imagens antigas do prédio, pois não existia mais nenhum vestígio físico - em seu lugar estava um trailer com uma cobertura em madeira e telhas, onde funcionava uma lanchonete denominada “Mundo dos Sucos”.

Os técnicos da Secretária de Cultura (SEC), com base nas fotografias antigas, fizeram uma “reconstituição total” do prédio, pois, não havia mais nada da construção original - naquele lugar, aparecia uma casa térrea, de construção simples, no estilo colonial, onde constava em seu friso, o letreiro “AFRICAN HOUSE”, não sabendo nada do seu uso primitivo – foi reconstituído a fachada e o referido letreiro.

O termo “African house”, traduzido literalmente como “casa africana”, consta em diversos sites ao redor do mundo, sendo que a grande maioria como nome de hotel, resort e hostel. Será que era uma hospedaria a “African House” de Manaus? Somente os historiadores é quem poderão afirmar!

Então, professora Heloísa Braga, chegamos a conclusão que, o nome não tem nada a ver com a atividade atual de casa de sucos e lanches, ele é apenas histórico e nada mais! É isso ai.  

Observação: Para maiores informações sobre a revitalização do Largo de São Sebastião, favor ler parte da Dissertação de Mestrado da Márcia Honda: http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa/files/2012/10/Marcia-Honda-Nascimento-Castro.pdf
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