domingo, 23 de setembro de 2012

UMA TARDE COM O PESSOAL DO MANAUS SAMBA SHOW NO LARGO DE SÃO SEBASTIÃO.



A minha filha mais nova está de férias em Manaus, marquei um encontro com ela às três da tarde de sábado, no Largo de São Sebastião - ao longe, ouvi pessoas tocando instrumentos musicais e cantando um samba-canção – aproximei do grupo e, sentei próximo a eles, liguei o meu netbook, acessei a internet gratuita da “Amazonas Digital”, fiquei navegando e observando e conversando com os integrantes daquela confraria.

Na realidade, já passei algumas vezes por lá e, conheço alguns deles, mas, foi a primeira vez em que fiquei duas horas curtindo o que rola naquele espaço, pois além do samba, eles gostam de conversar sobre as coisas boas da vida, além de desfrutarem do canto dos pássaros, a ventilação natural e a sombra de algumas árvores que, felizmente, ainda não foram autorizados o seu corte pelo Senhor Robério Braga, o todo poderoso secretário estadual de cultura.

O grupo chama-se “Manaus Samba Show”, um projeto comandado pelo Bopp, um músico e empresário da “Banda Treme Terra”, ele fez muito sucesso no “Grupo Carrapicho”, inclusive estavam mostrando um antigo disco de vinil desse famoso grupo musical. Este grupo possui o objetivo de resgate e preservação de sambas tradicionais – o pessoal do samba possuem até um site em que todos os eventos são relatados nesta página, podem conferir no endereço eletrônico www.manaussambashow.blogspot.com

Existem algumas regras de convivência por lá – o som deve ser baixo para não interferir nas outras atividades que acontecem no Largo; a reunião começa as duas e termina exatamente as cinco da tarde, bem como, não é tolerado uso bebidas alcoólicas.

Alguns são exímios instrumentistas, cantores e bailarinos, possuem também a missão de ensinar aos que são aprendizes – um local muito democrático, onde são disponibilizados os instrumentos para aqueles que querem dar “uma palinha”, bem como, estão abertos aos que trazem os seus - todos possuem acesso às letras das músicas que são executadas.

Eles trazem bastante água mineral, café e bolachas, ondes são distribuídos a todos, inclusive aos turistas e pessoas que param para curtir e tirar fotografias do grupo.

Praticamente não utilizei muito o netbook, pois preferi ouvir o samba e bater papo com alguns conhecidos que fazem parte do grupo – deixei o meu computador com o Rodrigo, filho do Silvestre (um  (protético que é apaixonado pela nossa MPB), o menino é um gênio na pintura, ele é aluno do Kleber (um artista que divide com a esposa chilena, a administração de uma lanchonete e a escola de pintura, na Rua Tapajós).

O Sezinaldo, um descendente de portugueses, ficou na minha cola, ele é frequentador assíduo do Largo e, constitui-se numa das pedras do sapato do Robério da SEC, pois possui uma possante metralhadora giratória, onde ninguém escapada da sua mira infalível – por ser um intelectual, tudo sabe e, tudo conhece – fala e, fala muito bem – às vezes, fala mais do que a “Preta do Leite”.

Outro amigo que bateu longos papos comigo foi o “Moranguinho”, famoso por ser o irmão da Terezinha Morango, a nossa eterna miss Amazonas e do Brasil – o cara faz graça na marcação do samba com um apito de madeira, além de gostar muito de flauta doce – ele fala constantemente das suas doenças, acho que elas são, na sua grande maioria, do tipo psicossomáticas (aquelas que estão mais no plano psíquico e que acabam influenciando o orgânico).

Depois, apareceu um casal da melhor qualidade, conhecidíssimo no Bar Caldeira e no ET Bar, a Geraldo e o Garoto – ele toca muito bem o afoxé, além de ser um tremendo gozador, por outro lado, a sua espora, possui uma paixão enorme por percussão (pandeiro e tamborim), mas, não leva nenhum jeito, mesmo a turma ensinando o básico para ela, não leva o ritmo de forma alguma – é a mesma coisa que entregar o pandeiro para um japonês, não dá samba!

Peguei um bolo da minha filha, ela não veio ao meu encontro, muito menos ligou, aliás, o tempo passou num passe de mágica, nem senti, valeu a pena ter parado ao lado do grupo do samba Manaus - pretendo voltar no próximo sábado e, tentar aprender a tocar o básico do pandeiro. É isso ai. 
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